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O podcast "Mulheres Bioma" tem como objetivo disseminar as narrativas de mulheres de povos tradicionais (indígenas, caiçaras, quilombolas) dos diferentes biomas brasileiros, destacando as suas percepções e estratégias de resistência diante dos impactos das mudanças climáticas em seus territórios. Cada um dos episódios se passa em uma localidade distinta, e é conduzido pela história de mulheres locais que levarão os ouvintes a uma experiência imersiva, através de depoimentos, histórias locais e paisagens sonoras. Conectando o global ao local, Mulheres Biomas apresenta como a emergência climática tem afetado os territórios de diferentes formas e o protagonismo feminino no combate à degradação. Serão produzidos 06 episódios, com duração média de 40 minutos cada, e com periodicidade quinzenal. O podcast será disponibilizado gratuitamente nas principais plataformas digitais, permitindo acesso e download gratuitos, além de promover ações com estudantes da rede pública de ensino de São Paulo.
Mulheres Biomas é uma série documental narrativa em áudio, que trata da crise climática no Brasil a partir da perspectiva de mulheres. A série conduz o ouvinte por diferentes biomas e ecossistemas do país. Em cada episódio a história de uma personagem é contada, e em cada um deles o ouvinte é levado a conhecer uma diferente paisagem onde a mudança climática tem se imposto sobre o modo de vida das pessoas. A história de como esse ecossistema pode estar sendo ameaçado será narrada em todos os episódios a partir da perspectiva de mulheres de comunidades locais e tradicionais. Essas mulheres serão gravadas em entrevistas, conversas informais e através de fragmentos captados de seu cotidiano. Esses depoimentos, posteriormente editados junto de uma narração da apresentadora, conduzem os ouvintes sobre diferentes formas de vida, territórios, e principalmente, como mulheres e suas comunidades têm sido impactadas pela crise climática, e quais estratégias elas buscado para frear ou tentar mitigar os efeitos da negligência ambiental em seus territórios. A série vai apresentar mulheres em diferentes contextos, como mulheres indígenas, marisqueiras, agricultoras, quilombolas e também mulheres em contextos urbanos. Seus conflitos são distintos, o que possibilita a cada episódio uma história única e que percorre um caminho inédito para o ouvinte da série. Entretanto, todos episódios têm em comum a busca por propostas de outro futuro possível, que pode ser imaginado e construído a partir dos saberes e das experiências tradicionais compartilhadas por essas mulheres.
Objetivo geral: Produzir um podcast composto por 6 episódios, com duração de até 50 minutos cada, que mostre os impactos das mudanças climáticas nos diferentes biomas brasileiros, narradas a partir da experiência de mulheres diretamente impactadas pela degradação ambiental em seus territórios e em comunidades tradicionais. Comunicando, de maneira acessível, envolvente e lúdica, os desafios cotidianos e as táticas de enfrentamento à crise climática em diferentes realidades, destacando a centralidade dos saberes e ações locais para a transformação do futuro. Objetivos específicos: - Apresentar os diferentes biomas brasileiros, destacando a importância desses na preservação dos ecossistemas no equilíbrio ambiental, assim como as diferentes ameaças que os afetam - Pautar alterações climáticas em conexão com justiça ambiental e de gênero, provocando reflexões sobre a complexidade das violações e problemas resultantes dessas mudanças. - Criar um espaço seguro e de empoderamento para vozes femininas, destacando a importância das mulheres na luta contra a degradação ambiental. - Promover a conscientização e sensibilização sobre a crise climática, informando sobre os seus impactos em diferentes lugares. - Atingir, pelo menos, 15.000 reproduções e downloads no primeiro mês do projeto, e aumento proporcional no decorrer da execução, favorecendo a disseminação do conhecimento sobre as mudanças climáticas. - Alcançar, diretamente, 400 alunos da rede pública de ensino e promover um debate sobre mudanças climáticas, estratégias de mitigação, adaptação e sustentabilidade. - Servir de inspiração e conteúdo para o desenvolvimento de materiais educativos.
A crise climática é uma realidade não questionável, que está acontecendo diante dos nossos olhos. O desmatamento e as queimadas são os principais causadores de mudanças climáticas no Brasil, desde o início deste ano, o INPE divulgou que as queimadas aumentaram em todo o território, comparado ao ano passado, sendo o Amazonas o estado mais afetado. O maior bioma do país concentra quase metade dos focos de queimadas, representando 47% do total. Em seguida, aparecem o Cerrado com 32%, a Mata Atlântica com 10%, o Pantanal com 8%, a Caatinga com 3% e o Pampa com 0,3% dos casos. Os focos de fogo na Amazônia já ultrapassaram os 81 mil, contra 75 mil no ano passado inteiro, segundo o satélite Aqua, da Nasa, usado como referência pelo Inpe. Além das devastadoras consequências das mudanças climáticas, existe uma vulnerabilidade particular quando olhamos, em especial, para as meninas e mulheres dentro deste cenário. De acordo com o position paper da Plan International, a combinação dos efeitos da degradação ambiental e discriminação de gênero tem sérias implicações em seus direitos. Isso porque as mudanças climáticas ampliam ainda mais, as desigualdades que as meninas e mulheres já sofrem, assim como o seu acesso desigual à saúde, saúde sexual reprodutiva, educação, participação e proteção. Nesse sentido, o papel da educação ambiental é capaz de empoderar as meninas mais afetadas pela emergência ambiental a liderarem movimentos por justiça climática e garantir acessos básicos e direitos humanos garantidos por lei. Segundo o El país, em 2050, por conta do aumento de gases de efeito estufa, a média global subirá mais dois graus, isto significa que, teremos mais derretimento das calotas polares, aumento do nível dos oceanos, inundação de ilhas e litorais, mais fenômenos como enchentes, furacões, tsunamis, terremotos e secas que resultarão no desequilíbrio ambiental e escassez de recursos naturais. Na América Latina estima-se que será registrada uma mudança da selva tropical, que conhecemos, pela savana na Amazônia oriental, com um alto risco de perda da biodiversidade e extinção de espécies em muitas áreas, além de mudanças significativas na disponibilidade de água doce para o consumo humano, agricultura e geração de energia. Já no Brasil, todos os ecossistemas e biomas brasileiros serão altamente impactados, nos pampas e mata atlântica, teremos o aumento da precipitação de água e consequentemente, enchentes como visto no Estado de São Paulo e Rio Grande do Sul em 2024. Na Caatinga, terão mais dias de calor e pouca precipitação. E na Amazônia, secas mais longas e severas. Numa tentativa de chamar a atenção para um problema real e urgente líderes de todo o mundo irão se reunir na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP30, que será sediada em Bélem no Pará/Brasil, para discutir o futuro que queremos, medidas a serem tomadas para reduzir a degradação ambiental e também, colocar o Pará e a Amazônia no centro das discussões globais sobre o clima. Desta forma, o projeto não apenas explicita os impactos das mudanças climáticas e as iniciativas de combate realizada por mulheres nos biomas brasileiros, mas também dialoga com um desejo mundial de conter essa degradação desenfreada e defender os direitos das mulheres e meninas brasileiras e de todo o mundo. A natureza respeitada como sujeito pode ser uma resposta poderosa à crise atual. Diante da imensa diversidade do território brasileiro, com seus desafios sociais complexos e uma riqueza ambiental inestimável - que enfrenta constantes ameaças - a vivências dos povos tradicionais e as lutas contemporâneas, são um marco de resistência e um convite à imaginação de futuros possíveis, onde o cuidado com o ambiente e a justiça social caminham lado a lado, desafiando as noções tradicionais de progresso impostas pelo capitalismo.Mulheres Bioma não apenas destaca o ativismo cotidiano de mulheres em defesa do meio ambiente, como também promove a valorização cultural e o reconhecimento dos saberes locais, contribuindo para a construção de visões críticas sobre os problemas ambientais e seus impactos e levantando o debate da importância da soberania das comunidades na busca por soluções sustentáveis e justas.Por conta desses fatos, o projeto apresentado necessita do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para o financiamento de suas ações, enquadrando-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;
O Podcast terá 06 episódios narrativos com duração de até 50 minutos cada. Os episódios apresentam depoimentos de personagens e eventos gravados in loco, que são costurados pela narração da apresentadora gravada posteriormente. A gravação do podcast será realizada no SoundForge, no formato WAVE em 48.000 Hz em 24 bits, permitindo que as pessoas escutem no fone, carro ou som caseiro. Conforme plano de acessibilidade do projeto contará com legendagem padrão e transcrição dos episódios.
Além da legendagem padrão. Nós iremos disponibilizar a transcrição dos episódios para maior acessibilidade. Item Orçamentário: Legendagem e Transcrição. Referente aos espaços das rodas de conversa, daremos prioridade à espaços com recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e/ou idosas e também, banheiros adaptados.
O podcast será disponibilizado de forma gratuita e online nas plataformas digitais (Spotify, Deezer, Amazon Music, Apple Podcasts e Youtube Music e Youtube) e no Youtube (com legendagem). Conforme medidas do artigo 30 da IN nº 11/2024, realizaremos gratuitamente atividades paralelas e complementares ao projeto, ampliando seu papel cultural e educacional, por meio de rodas de conversas e dinâmicas em escolas públicas e/ou espaços comunitários de São Paulo, voltado ao público jovem e adulto e inserido no território de uma das gravações. Realizaremos o monitoramento da distribuição e impacto dos episódios através de feedback dos ouvintes e métricas de engajamento, para aprimorar futuras produções e adaptar conteúdos às necessidades do público.
Coordenação Geral do projeto: Proponente AZMINAA Revista AzMina é uma organização de jornalismo independente. Fundada em 2015, AzMina desenvolve projetos a fim de conscientizar cidadãos e lideranças sobre a importância de promover e proteger os direitos das mulheres, ampliar o autoconhecimento e a autoestima de mulheres e produzir evidências para mudanças voltadas à equidade de gênero e raça. Em 2022, através da Lei Rouanet, AzMina lançou a websérie documental “Elas.Lab” que trata da presença das mulheres na ciência. No mesmo ano, através do PROMAC, AzMina lançou a websérie documental “Por elas, por Nós” que, em 5 episódios, apresenta a história de mulheres em diferentes campos de atuação que promoveram mudanças em favor da igualdade de gênero. Coordenação de Comunicação: Bárbara LibórioBárbara Libório é jornalista especializada em investigação e tem mais de dez anos de carreira em veículos da mídia tradicional e independente. É mestre em Mídias Criativas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutoranda em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo. Foi editora da Revista Época, do Aos Fatos e do Canal Meio. Como repórter, passou por IstoÉ, iG e Folha de S.Paulo. Em 2012, foi alunana oficina de documentário Santo André Documenta da Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André. Em 2013, dirigiu o mini documentário "Ocupação Mauá". Em 2023, já como diretora de conteúdo do Instituto AzMina, participou da produção da websérie documental "Por Elas, Por Nós" e da idealização de outros projetos audiovisuais da organização, incluindo a direção de conteúdo dos vídeos veiculados no YouTube, no sitee nas redes sociais do instituto. Direção audiovisual: Nathalia Cariatti Gerente de projetos audiovisuais d’AzMina, sendo responsável pela coordenação e direção dos formatos jornalísticos produzidos pela organização. É mestranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo. Como jornalista tem experiência com a produção, direção e montagem de documentais de veículos como Trip TV e Revista Piauí. Cria e produz o podcast documental narrativo Reinventando a Natureza, sobre como a ciência tem participado da reprodução humana e como isso afeta as mulheres. Produção Executiva: Nathália ProcópioÉ gerente de captação n’AzMina. Baiana, produtora e gestora cultural, graduada em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com uma trajetória transversal, já atuou na administração pública (SECULT/BA); com docência (UFES), gestão de equipamentos e projetos culturais. Atuou com produções independentes como MIMB - Mostra Itinerante de Cinemas Negros (coordenação de produção); XVIII PanoramaInternacional Coisa de Cinema (Produção Financeira); Acervo Imediato (Coordenação Geral), entre outros.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.