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O presente projeto visa organizar uma programação emcomemoração aos 15 anos do Teatro PorQue Não? e para tanto propõe a criação de um espetáculo novo para o repertório do grupo,baseado no texto "O Inimigo doPovo"junto com uma circulação por 03 cidades gaúchas afetadas pela desastre climática de maio de 2024. A circulação realizará em cidade a seguinte programação: apresentações do espetáculo novo com debates pós-apresentação, resisdência de troca artistica entre grupo local e o TPQN?, exposição sobre a trajetória do TPQN? e um debate sobre produção teatral.O projeto também viabilizará a realização de um documentário, em formato de curta metragem, sobre o processo de criação do espetáculo novo, que será veiculado no Youtube do grupo. Além disso, serão realizadas 02 ensaios abertos e 03 palestras sobre as práticas e saberes desenvolvidas ao longo dos 15 anos do grupo como contrapartida social.
ESPETÁCULO TEATRAL Inspirado na obra "O Inimigo do Povo" de Henrik Ibsen, o texto original se passa em uma pequena cidade, onde o Dr. Thomas Stockmann, um médico dedicado e idealista, descobre uma verdade alarmante sobre as águas termais locais, que são a principal atração turística da cidade. As águas, que são consideradas curativas, estão contaminadas por resíduos industriais e podem causar sérios problemas de saúde. Determinado a expor a verdade e proteger a saúde da população, o Dr. Stockmann publica um artigo revelando suas descobertas. No entanto, sua ação é recebida com hostilidade pela comunidade, que depende das águas termais para sua sobrevivência econômica. O Dr. Stockmann se vê isolado e enfrentando a oposição de todos, incluindo seu irmão, o prefeito da cidade, e seus colegas médicos. Ele é acusado de ser um inimigo do povo e de prejudicar a prosperidade da cidade. Apesar das dificuldades, o Dr. Stockmann permanece firme em sua convicção e luta para defender a verdade e o bem-estar da população. O espetáculo se utilizará dessa trama, mesmo desconstruindo e tornando ela mais abstrata, para expandir as discussões e abordar temáticas contemporâneas. EXPOSIÇÃO Exposição composta por fotos, figurinos, elementos e objetos cênicos que fizeram parte do repertório do grupo que guiarão a percepção do público para a trajetória do Teatro Por Que Não?. A estrutura da exposição foi elaborada para se desmontável para transporte e adaptável a diversos espaços. Ela terá como base 04 "totens" espalhados de altura média de 02 metros que terão em sua estrutura fotos, qr codes e telas que conduzirão o público ao longo da historia do grupo e nas próximidades do Totens haverão elementos que remetam aos principais trabalhos grupo dando materialidade as imagens vistas nos totens. DOCUMENTÁRIO O documentário terá duração média de 15 minutos e será veiculado no Youtube do Teatro Por Que Não?. Ele captará parte do processo de criação, montagem e estreia do espetáculo que comemora os 15 anos do grupo. Sua narrativa será baseada em breves depoimentos e também na visualização da ideias do grupo para o espetáculo. O documentário buscará criar comparações visuais entre o inicio do processo e as proximidades da estreia, além das peripécias ocorridas ao longo da criação do espetáculo. RESIDÊNCIA A residência terá participação dos integrantes do Teatro Por Que Não? e um grupo convidado residente da cidade. Ela terá duração de 10 horas será dividida em 03 partes especificas. A primeira será a aplicação prática dos procedimentos de criação utilizados no espetáculo referente a esse projeto. O segundo será experimentação de práticas utilizadas pelo grupo convidado. Por fim, a ultima parte se dará uma experimentação de criação coletiva de cenas improvisadas mesclando as práticas dos grupos. DEBATE O debate será composto por três convidados, sendo um integrante do Teatro Por Que Não?, um integrante do grupo convidado para residência artistica e um terceir artista teatral local. O ponto central da conversa é a apresentação da forma de produção que cada um aplica em seu trabalho e como é possível pensar uma produção artistica e teatral que dialogue com essa realidade de desastres climáticos emergentes. Qual o papel dos artista dentro dessa realidade. PALESTRA PRODUÇÃO ARTISTICA EM TEMPOS DE CRISE CLIMÁTICA Palestra que aboradará a perspectiva do Teatro Por Que Não? perante a realidade de desastres climáticos emergentes no qual vivemos, levantando questionamento sobre o papel da arte e do artista nessa sociadade, traçando paralelos sobre a mobilização que arte pode proporcionar junto ao público em geral. PALESTRA TRABALHO COLETIVO NO INTERIOR DO RS Essa palestra aboda a produção cultural e manutenção de atividades artísticas fora do circuito cultural da capital gaúcha. Será apresenta a metodologia de trabalho desenvolvida pelo Teatro Por Que Não?, grupo teatral com 15 anos de trabalhos constantes em Santa Maria, e abrirá discussões sobre formas de sustentabilidade por meio de atividades independentes e editais públicos. PALESTRA TEATRO COMO PROFISSÃO Essa atividade apresenta um panorama sobre a formação e entrada no mercado de trabalho tendo como base as experiências de Teatro Por Que Não? e artistas parceiros que o grupo possui contato. Além disso, são levantadas questões de manutenção social e busca por realizaçaõ profissional junto a necessidade de mobilização social que a arte possibilita.
OBJETIVO GERAL - Realizar uma programação cultural em comemoração aos 15 anos do Teatro Por Que Não? através da criação de um espetáculo novo e a circulação dessa nova obra, junto com ações formativas e de divulgação do grupo, por 03 cidades do Rio Grande do Sul. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar a montagem, produção e ensaios de um espetáculo baseado na obra "O Inimigo do Povo" de Henrik Ibsen. - Realizar 04 apresentações em Santa Maria, 02 apresentações em Porto Alegre e 02 apresentações em Caxias do Sul, totalizando 08 apresentações em cidades afetadas pelas enchentes de maio de 2024. - Promover debates após os espetáculos (com artistas convidados locais), visando o fortalecimento da formação artística, crítica e cidadã do público. - Promover um debate com artistas locais convidados expondo e articulando pensamentos sobre a produção teatral em tempos de crise climática. - Organizar uma exposição sobre os 15 anos do Teatro Por Que Não? em cada cidade atendida pelo projeto. - Realizar uma residência artistica entre o TPQN? e um grupo de cada cidade abarcada pelo projeto, criando um espaço de troca e práticas afins que será pautada pelos procedimentos de criação utilizados no processo do espetáculo baseado no texto "O Inimigo do Povo". - Ampliar o acesso e estimular a formação de espectadores/plateia para o teatro oferecendo ingressos a preços populares (R$40,00 e R$20,00), além da distribuição de ingressos gratuitos para grupos específicos e transporte para públicos periféricos. - Captar e disponibilizar uma obra audiovisual documental sobre a criação de um espetáculo cênico no interior do RS. - Possibilitar a democratização do acesso e fruição das obras ao disponibilizar libras e audiodescrição em pelo menos 01 apresentação por cidade. - Promover contatos com grupos de teatro e artistas cênicos locais e compartilhar o trabalho desenvolvido pela TPQN?, através das residências e dos debates, como forma de estimular a produção artística de qualidade e a formação de redes de contato - Movimentar e estimular a cultura, a economia e o turismo locais através da realização das apresentações, envolvendo a contratação de diversos serviços locais, além da divulgação ampla, incluindo localidades das redondezas. - Beneficiar 960 pessoas, entre jovens, adultos e idosos, com a fruição de um espetáculo teatral e o acesso uma exposição histórica e artística sobre o grupo. - Possibilitar 350 pessoas, entre estudantes e professores da rede pública de ensino médio e superior, acesso a ensaios abertos e palestras sobre produção teatral como contrapartida social do projeto.
Desde sua fundação em 2010, o Teatro Por Que Não? (TPQN?) realiza constantes atividades culturais e atualmente se mostra como um dos mais proeminentes grupos de Santa Maria, sendo visto como referência em qualidade artistica e de produção. Dentre essas ações do grupo pode-se listar espetáculos em escolas, em locais públicos, em espaços teatrais, a produção de um festival internacional de teatro e atividades formativas como o Curso de Teatro, além dividir com o Teatro Universitário Independente a gestão do Espaço Cultural Victorio Faccin, um dos mais importantes locais para a arte em Santa Maria. Em 2025, ao comemorar 15 anos de trajetória, o grupo propõe uma celebração de sua história através do projeto TPQN? 15 anos com ações formativas, atividades de trocas e compartilhamento, e a criação de um espetáculo inédito que promova e difunda a nova fase em que o grupo está entrando. O coletivo tem um longo histórico de realização de projetos culturais através de isenção fiscal e recursos púbicos, realizando projetos de municipais, estaduais e nacionais. Já foram realizados projetos que abrangeram multiplas áreas artisticas com programações diversas como festivais, exposições, shows, espetáculos de rua, em escolas, etc, junto com a criação de espaços de trocas de saberes e compartilhamentos de vivências e percepções sobre a área cultural, como debates, palestras e workshops. Além disso, já realizou propostas que viabilizam processos criativos na construção de obras cênicas plurais e instigantes, que permaneceram em circulação durante anos no circuito gaúcho de teatro. Assim, este projeto de comemoração aos 15 anos do grupo, sintetiza essas práticas artisticas e de produção desenvolvidas durante a trajetória do TPQN?, junto com a ativação de sua rede de contato de artistas parceiros, e as expande por meio da interconexão entre elas possibilitando um maior impacto e reverberação de suas atividades. O pilar fundamental deste projeto é a construção de um espetáculo novo para o repertório do grupo, sendo desenvolvido como uma produção de destaque entre os trabalhos desses 15 anos de TPQN?. Neste processo será aprofundada a interconexão entre teatro, dança e artes visuais, pesquisa iniciada no espetáculo "Medeia" montado em 2022 sob direção de Geison Sommer que também guiará a montagem desse novo espetáculo. A montagem terá como base o texto "O Inimigo do Povo" que mesmo sendo escrito no final do séc. XIX traz temáticas relevantes para sociedade contemporânea como a manipulação de informações, a corrupção advinda do poder, a hipocrisia social, a depravação ambiental para a manutenção da sociedade e o conflito entre o indivíduo e a comunidade. A escolha por dessa obra como base do espetáculo, dialoga intimamente com as questões que o grupo vem discutindo e se torna indispensável após as tragédias climáticas ocorridas em 2024 no RS. Assim, o espetáculo além de celebrar a trajetória do TPQN? também busca se relacionar com problemáticas emergentes, calcadas numa pesquisa dramatúrgica colaborativa e que proporcione ao público um espetáculo visualmente impactante e dramaturgicamente instigante. A obra de Ibsen carrega um forte tom realista no desenvolvimento de sua trama, contudo o processo proposto pelo TPQN? visa criar uma estética teatralizada sob uma narrativa contemporânea, calcada em uma elaboração estilizada para as cenas e o andamento da peça. Dessa forma, as temáticas abordadas serão atualizadas para o contexto atual de modo a dialogar de forma ampla com o momento histórico que vivemos, sendo essa uma característica que pauta as criações artísticas do TPQN? nos últimos anos. O projeto se ramifica em diversas ações a partir do processo de criação do espetáculo, a primeira são as apresentações de estreia que ocorrerão em Santa Maria (cidade sede do TPQN?), em Porto Alegre e em Caxias do Sul. As três cidades foram afetadas profundamente pelo desastre climático recente, o que potencializa a experiência proposta pela peça criando identificação e reverberação da obra para além de si mesma. Essas cidades são polos de referência em suas regiões, possuindo relevância social e artista, além de concentrar uma grande quantidade de pessoas que podem usufruir das ações do projeto. Além das apresentações serão realizadas conversas pós-espetáculo, uma residência artística com participação do TPQN? e de um grupo teatral da cidade, um debate sobre a produção teatral em tempos de crise climática com artistas/produtores locais convidados e uma exposição sobre a trajetória do Teatro Por Que Não? montada na entrada dos locais de apresentação do espetáculo. As ações realizadas nas cidades buscam criar conexões entre artistas e população, levantando discussões sobre temáticas emergentes e estimulando a aproximação entre articuladores artísticos residentes em grandes polos da arte gaúcha no intuito de fortalecer a rede produtiva da cultura no RS. As ações também buscam mobilizar e estimular a cadeia produtiva local, por meio de contratação de diversos profissionais locais de cada cidade. Serão no mínimo 10 profissionais contratados diretamente em cada cidade (entre recepcionista, interprete de libras, produtores local, debatedores, etc.), além de empresas como hotéis, transportadoras, restaurantes, grupo teatral e outros. Está previsto o envolvimento de pelo menos 40 profissionais, direta ou indiretamente, em Porto Alegre e em Caxias do Sul, já em Santa Maria esse número gira em torno de 80 pessoas por conta do processo de criação do espetáculo e demais atividades do projeto. A exposição que circulará junto com o espetáculo, será criada pelos artistas do Ateliê Solar, de Santa Maria, e terá curadoria de Luciano Santos, integrante do coletivo e parceiro de longa data do TPQN?. A proposição da exposição é criar "totens" tridimensionais que serão suporte para as fotos, mas também serão criações artísticas, com textura, formas e pinturas, que conversarão com as temáticas dos espetáculos retratados nele. Além das fotos haverão QR code nos totens e no espaço também serão distribuídos objetos e elementos cênicos que fazem parte da trajetória artística do TPQN?. A exposição foi pensada para ser transportável e adaptável a diversos locais e ambientes, podendo sempre seguir com o espetáculo como uma introdução para os espectadores. Em parapelo ao processo do espetáculo, será realizada a criação de um curta metragem documental que registrará e compilará esse processo de montagem e as apresentações de estreia em Santa Maria. Essa atividade busca colaborar com a divulgação do projeto, das atividades do TPQN?, apresentar bastidores da montagem, e principalmente, contribuir ativa e continuadamente com a presença online do grupo de forma a ampliar seu alcance nas midias digitais e redes sociais. Ainda como um desdobramento formativo do projeto e também como contrapartida social, serão realizadas 02 ensaios abertos tendo como público alvo alunos e professores da UFSM (Unviersidade Federal de Santa Maria), sendo um para os cursos de Artes Cênicas e Teatro, e o outro para o Curso de Dança, buscando abrir o processo e elaborar discussões sobre as práticas e temáticas abordadas no processo. Serão enviados convites para 02 escolas públicas de ensino médio também compacerem no ensaio aberto, possibilitando mais desdobramenteos. Também serão efetuadas 03 palestra para alunos da UFSM e alunos do ensino médio, discutindo a produção artistica e teatral em tempos de crise climática, trabalho de grupo em ambiente artístico e a Arte como carreira de trabalho, que são temas apreciado ao longo da trajetória do Teatro Por Que Não?. Por fim, ressaltamos que através das ações do projeto, se contribui ativamente para facilitar o acesso às fontes da cultura, além de promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística, junto com a valorização e difusão do conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, em conformidade aos incisos I, II e III do Art. 1º da Lei 8313/91.
Ensaios de criação - Encontros de 02 horas até 03 horas, com frenquência de 03 vezes semanais, durante 06 meses. Apresentações - Tem duração prevista de 01 hora e 15 minutos, para ser apresentado em locais fechados e com classificação indicativa de 12 anos. Documentário - Duração prevista de 15 minutos, com veiculação no Youtube do Teatro Por Que Não? e com classificação livre. Debate - Duração média de 01 hora e 30 minutos, cujo cada debatedor tem 20 minutos para apresentação e exposição. Os 30 minutos finais são para comentários das falas e abertura de perguntas da plateia. Residência artistica - Com 10h duração, é dividida em 02 dias, sendo 06 horas no primeiro dia e 04 horas no segundo dia. Tem participação de até 15 pessoas, pertencentes a dois coletivos teatrais, sendo um deles o Teatro Por Que Não? Exposição - ambiente composto por 04 totens e pelo menos 10 objetos cênicos, entre figurinos e elementos de cena. Os totens serão os suportes para fotos, pinturas e outras imagens e os objetos estarão espalhados pelos espaço próximo. Palestras (contrapartida) - Todas as palestras terão duração de 01 hora e 15 minutos sendo composta por 45 minutos de exposição do tema, e 30 minutos para abertura de perguntas do público. Ensaios abertos (contrapartida) - Um ensaio sem figurinos e maquiagem, com duração média de 01 hora e 20 minutos, no qual os atores se aquecem, repassam todas as cenas e as músicas do espetáculo sob supervisão do diretor, além de abrir um espaço para exposição do processo e observações, perguntas e considerações do público.
As medidas de acessibilidade deste projeto estão distribuidas junto com as aitividades que serão realizadas e abrangerão tanto aspectos físicos quanto de conteúdo. Na acessibilidade física, ressalta-se que as atividades do projeto utilizaram espaços com rampas de acesso, conterão locais reservado para cadeirantes, iluminação adequada, banheiros e áreas de convivência adaptadas para cadeiras de rodas, pessoas com dificuldade de locomoção e idosos. No aspecto de conteúdo pode-se dividir em dois grandes direcionamentos, o comunicacional e o atitudinal. No primeiro teremos a interpretação de LIBRAS em uma apresentação do espetáculo em cada cidade e na conversa que o sucede, o uso de audiodescrição em pelo menos uma apresentação em cada cidade, a utilização de legendas no documentário disponibilizado e no material de divulgação em vídeo do projeto, o uso de descrição de textual de imagem das principais peças de divulgação e a organização de uma divulgação específica para pessoas pertencentes a comunidade cega e surda das cidades. Em completmento, a divulgação do projeto buscará dar enfase às medidas de acessibilidade física e comunicacional, inclusive com impulsionamento pago de conteúdo em redes sociais direcionado a este público-alvo, de forma a incentivar a participação de pessoas com deficiências. No direcionamento atitudinal, será contratado duas profissionais que farão a recepção, acomodação e acompanhamento necessário de PCD's e idosos, além da disponibilização de uma visita sensorial 30 minutos antes do espetáculo para a comunidade cega reconhecerem o espaço de cena e os atores. Ressaltamos que a equipe de produção articulará com associações e/ou representantes da comunidade cega e surda de cada cidade com o intuito de mobilizar a participação desse público nas ãtividades do projeto.
Uma das principais motivações do projeto "TPQN? 15 anos" é possibilitar a maior quantidade de público usufruir das atividades propostas, prezando pelo fácil acesso e pela diversidade de público. Assim, mais de 60% das atividades do projeto serão gratuitas, sendo elas as exposições, os debates, os ensaios abertos, as palestras e a fruição do documentário. Ressaltamos que as residências não serão abertas ao público em geral, mas não contarão com custo aos participantes. Estas ações estão de acordo com o inciso V do Art. 30 da IN nº 11 de 2024 ao realizar, com 100% de acesso gratuito a essas atividades artísticas do projeto. As apresentações do espetáculo serão todas a preços populares com valor de R$40,00, como forma de construir uma valorização do trabalho com o público em consonância ao parágrafo 3 do Art. 29 da IN nº 11 de 2024. Contudo haverão distribuições de ingressos gratuitos a diversos públicos, sendo eles pessoas da comunidade cega, da comunidade surda, alunos e professores da instituições públicas de ensino em conformidade ao inciso I do Art. 31 da IN nº 11 de 2024. A equipe do projeto entrará em contato com líderes comunitários e/ou associações de moradores de bairros periféricos para convidá-los as apresentações, disponibilizando transporte de ida e volta junto com a gratuidade de ingressos. Por fim, em todas as ações será permitido e estimulado a captação de imagens das atividades propostas pelo projeto para veiculação em diversas mídias.
PRODUÇÃO E EXECUÇÃO DO PROJETO O Teatro Por Que Não? é um grupo de teatro da cidade de Santa Maria - RS, fundado em 2010, composto por artistas graduados em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Maria. O grupo tem sede desde 2012 no Espaço Cultural Victorio Faccin, onde desenvolve espetáculos, eventos e ministra o Curso de Teatro com alunos de diversas idades, desde crianças até idosos. O grupo participou de importantes festivais e eventos, destacando-se o PERIFERIAS (2012, 2014 e 2016), o FITA (2016 e 2024) e o Tanto Mar (2024), os três em Portugal, além do ATO22 em Porto Alegre (2022), 23º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau - SC (2010), 3º Festival Nacional de Teatro de Goiânia - GO (2011). Desde 2015 produz projetos de captação de impostos através da LIC-SM, como o EM CARTAZ (2015-2023), Amores Por Santa Maria (2018), Teatro Por Que Não? Apresenta (2021-2024), realizando apresentações e ações culturais destinadas à comunidade santa-mariense. Com uma primeira edição em 2018 e a segunda em 2022, o Teatro Por Que Não? produz e organiza o ENTREVERO – Festival Internacional de Teatro de Santa Maria, com artistas locais, nacionais e internacionais em uma semana de programação com a apresentação do Ministério da Cultura e financiamento da Lei Rouanet. Em 2019, o grupo é contemplado no edital FAC Teatro Hoje: Serafim Bemol, da Sec. de Cultura do RS, recebendo um prêmio de 100 mil reais para a montagem do espetáculo “Pode ser que seja só o leiteiro lá fora” (texto de Caio Fernando Abreu). O espetáculo estreou em novembro de 2021 e teve todas as sessões lotadas, além de apresentar no Theatro São Pedro em março de 2022 e receber elogios da crítica especializada. O grupo ganhou pela terceira vez consecutiva o prêmio Maria Cult na categoria Companhia de Artes Cênicas, além de indicações e premiações em outras categorias individuais como Espetáculo Cênico e Artista Destaque. O prêmio conta com três edições e tem votação popular. Em 2022, o grupo amplia seu repertório com os espetáculos “Medeia”, “Serena Procura um Planeta” e “Não Há Mar”, elaborando pesquisas estéticas que possibilitem a criação de ambientações impactantes e adaptáveis a diversos locais de apresentação, destacam-se dessas obras a participação do festival "Tanto Mar" em Portugal e com o Circula SESC em Pernambuco, ambos em 2024. PROPONENTE E CONTADOR DO PROJETO ANDRÉ GALARÇA - (CRC RS-104501/O-5) - Bacharel em Interpretação Teatral pelo curso de Artes Cênicas da Universidade Federal Santa Maria- RS (2010), e também bacharel em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário Franciscano- RS (2009). É especialista em Gestão Pública (UFSM 2018), ator, diretor e produtor cultural, integra o grupo Teatro Por Que Não? desde sua formação em 2010. Com o grupo, apresentou-se em diversos festivais de teatro no Rio Grande do Sul, bem como, em São Paulo – SP, Curitiba – PR, Blumenau – SC, Goiânia – GO e Sintra- Portugal. É produtor e administrador do Espaço Cultural Victório Faccin (ECVF), juntamente aos grupos TPQÑ? e Teatro Universitário Independente (TUI). Atua como proponente e gestor de projetos culturais na Lei Rouanet como ENTREVERO - Festival Internacional de Teatro de Santa Maria (2018 e 2022) e Amores Ao Sul do Brasil (2023) e na LIC-SM como as edições do Em Cartaz (de 2015 até 2023), Amores por Santa Maria 2018, Mundo Infantil 2019, Teatro Por Que Não Apresenta (2021 e 2022). Foi contemplado e foi o responsável pela gestão e produção nos editais do FAC Teatro Hoje: Serafim Bemol e FAC Movimento, realizando montagem e circulação de espetáculos do Teatro Por Que Não?. ACESSORIA JURIDICA RAMONA CORNELIUS REICHERT - OAB/RS 94.975 - Graduada em Direito pela Universidade Feevale em julho de 2014. Atua como advogada em escritório de advocacia próprio desde de setembro de 2014 e em projetos do Teatro Por Que Não? desde 2020. CAPTAÇÃO E EDIÇÃO DE MATERIAL AUDIOVISUAL MARCOS AMARAL DE OLIVEIRA - Bacharel em Comunicação Social - Produção Editorial pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Suas experiências profissionais se estendem para os âmbitos da produção audiovisual, produção gráfica e fotografia. Escreveu e dirigiu os curtas-metragens A Opressão (2014), A Opressão 2: Para As Chamas (2015), Projeto 21 - Anastácia (2017) e os dois episódios pilotos da websérie Vórtice (2020). Desenvolveu atividades como operador de câmera e editor de forma voluntária na Cia Independente de Cinema, associação sem fins lucrativos de Santa Maria (RS), colaborando nos curtas-metragens “Lukah”, “Desencanto” e “Daliah”. Nos anos de 2018 e 2019, foi estagiário do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires (CIBld), onde desenvolveu atividades de produção fotográfica e editoração da revista Ação de Choque. Foi júri da Mostra Universitária do 7° Festival Internacional de Cinema Estudantil de Santa Maria - CINEST em 2019 e também do 1° Festival Nacional de Cinema Independente - FENACIN, executado de forma online em 2021. Em 2020, foi premiado nas categorias de Produção audiovisual para mídias digitais e Ficção em vídeo no 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Desenvolveu trabalhos de audiovisual de forma integrada com artistas da Dança de Santa Maria, realizando videodanças, videoperformances, como o trabalho "Sozinho - Um lamento, uma espera" (2020) e Esporas (2021) este último selecionado para a Mostra SESC de Cinema (2022), vencedor do Festival de Cinema de Jaboatão e vencedor do 20º Santa Maria Vídeo e Cinema como melhor filme, além dos prêmios de melhor direção de fotografia, melhor trilha sonora e melhor direção, além do projeto "Um Filme Sobre Viver" (2021), projeto de videodança em longa-metragem. É parceiro do Teatro Por Que Não? desde 2023, com a realização dos teasers dos espetáculos do grupo e das fotos oficiais de divulgação dos espetáculos “Amores aos Montes”, “Medeia” e “Não Há Mar”, além da realização de um documentário sobre espaços culturais de Santa Maria que será lançado em 2025. CRIAÇÃO E CURADORIA DA EXPOSIÇÃO LUCIANO SILVA DOS SANTOS - Mestre em Artes e Visualidade pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais – (UFSM/PPGART, RS, Brasil – 2009). Possui graduação em Bacharelado em Desenho e Plástica (Universidade Federal de Santa Maria-UFSM/2006). Já realizou mais de 40 exposições coletivas e 10 exposições individuais. Desde 2019 trabalha como curador, sendo responsável pela curadoria das exposições “Zizi’s Freak Show” (2019 no MASM), “Monotipias” (2019 do Grupo Olhares), “Naturezas Mortas” (2020 do Grupo Olhares) e “COR” (Associação de Artistas Plásticos de Santa Maria). Trabalha com a criação de figurino desde 2001, com 22 espetáculos com figurinos concebidos entre projetos de Porto Alegre e Santa Maria. Desde 2009 cria os figurinos dos espetáculos da “Companhia Armazém Cultural” de Santa Maria. Cria figurinos para grupos de Balé Folclórico em todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Brasília. Desde 2010 desenvolve trabalhos como Carnavalesco em Escolas de Samba de Santa Maria e Porto Alegre: 2011-2012 para Unidos do Itaimbé/Santa Maria; 2013 para Embaixadores do Ritmo/ Porto Alegre; 2014-2015 para Vila Brasil/Porto Alegre. Atualmente une a pesquisa plástica visual (centrada na figura/imagem da Virgem Maria) com o carnaval, criando o Grêmio Recreativo Escola de samba On-Line Virgo In Carrum Navallis. Tal proposição, atemporal, neste momento em reformulação, assume os trabalhos de TRAVESSIA / performance e TRAVESSIA/ Livro -Arte e TRAVESSIA/ Exposição num entrecruzamento dos fazeres; assumir-se tridimensional, efêmero num misto imbricado de arte / carnaval/ devoções. Em 2022, junto a outros 10 artistas funda o Atelier Solar, espaço dedicado à produção, exposição e experiências artísticas. DEMAIS INFORMAÇÕES DE FICHA TÉCNICA ENCONTRAM-SE EM DOCUMENTO EM ANEXO
PROJETO ARQUIVADO.