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O projeto visa a realização do “This is Canoas! - Circuito Sonoro” promovendo durante um mês apresentações de música instrumental, realização da feira gráfica e literária Timbaúva e sessão musicada ao vivo.
O projeto “This is Canoas! - Circuito Sonoro” é composto por 26 apresentações em seis eventos em sete dias durante um mês em cinco espaços localizadas na cidade de Canoas. Abertura Quinta-feira (Previsão: 6 de novembro de 2025) Duração: 3h30mim. Classificação etária: Livre. O evento de abertura ocorrerá na saída da Estação Canoas, um espaço movimentado e de circulação de populares. Serão apresentados três atrações musicais instrumentais neste evento que marcam o início do mês e do circuito sonoro proposto aqui. Sessão Musicada de Frankenstein com a banda Quarto Sensorial Sexta-feira (Previsão: 7 de novembro de 2025) Duração: 1h20min - Classificação etária: 12 anos Lançada em 1931, esta adaptação de “Frankenstein” é considerado o mais influente filme de horror já feito. O filme de James Whale, que se encontra em domínio público, terá trilha sonora ao vivo da banda Quarto Senorial. Formado por Carlos Ferreira (guitarra/programações), Bruno Vargas (contrabaixo) e Martin Estevez (bateria), o grupo instrumental porto-alegrense Quarto Sensorial atua como um laboratório experimental, por meio das mais diversas manipulações sonoras, desconstruindo regras e rótulos musicais rigidamente estabelecidos. Contará com audio-descrição. Feira Timbaúva Sábado (Previsão 8 de novembro) Duração: 8h. Classificação etária: livre Feira Timbaúva – feira literária e de artes gráficas. A feira é organizada por Wender Zanon, Irka Barrios e Luiz Zanovello. Canoas tem a Timbaúva, árvore característica de mata nativa ciliar, como seu símbolo. A madeira leve e macia foi utilizada na fabricação das canoas no período de povoamento, o que deu nome à cidade. Idealizamos a feira como um espaço de proteção, conservação e abrigo para a arte literária e gráfica. A feira reunirá público, expositores e artistas em uma tarde em espaço público em Canoas. Serão propostas oficinas e bate-papos e também uma seleção musical apresentando cinco artistas que farão parte da performance “Música para ler”, a atividade contará com apresentações ininterruptas durante 5h proporcionando um espaço de leitura e descanso para os participantes da feira. A feira é gratuita, tanta para público quanto para os expositores e artistas. Será realizada em um sábado, das 14h até às 22h. No dia do evento serão disponibilizadas 30 mesas e 30 cadeiras para os feirantes exporem seus trabalhos. A feira já prevê a participação de ao menos 30 artistas gráficos e literários. Marginália MetropolitanaSábado (Previsão: 15 de novembro de 2025)Duração: 8h. Classificação etária: Livre A festa de rua ocorrerá em um espaço público e livre ainda a ser definido pela produção do projeto. O evento contará com cinco DJs acontecerá das 14h até às 22h. O projeto Marginália Metropolitana terá sua estreia em abril de 2025. A festa já é um desdobramento do projeto inicial coordenado por Wender Zanon. Contemplado pela LPG, em abril de 2025 será lançado um livro e uma coletânea digital cujo principal foco é apresentar, mapear e discutir os modos de produção e comportamentos da cena musical eletrônica da região metropolitana de Poerto Alegre. O evento repete o sucesso das festas eletrônicas de rua que foram e ainda são uma febre no Brasil, mas que tiveram um papel fundamental na cena musical por volta dos anos de 2010, quando através da ocupação dos espaços públicos proporcionou uma renovação para a cena musical brasileira. Desde então muitos grupos e artistas foram formados e iniciaram sua carreira artística através do contato com esses eventos, é dessa origem que o Marginália bebe suas influências para apresentar ao público uma festa ao ar livre em Canoas. O projeto reúne artistas jovens, periféricos, metropolitanos e em sua maioria representantes das siglas LGBTQIAP+, com diferentes linguagens e pontos de vista. A ação pretende promover e ao mesmo tempo refletir sobre questões relacionadas à descentralização da produção artística e cultural. Minimum festival Sexta e sábado (Previsão: 21 e 22 de novembro)Classificação etária: LivreDuração total: 12h A proposta idealizada em parceria com Marcelo Armani e Fabiano Gummo propõe a concepção da primeira edição do Minimum Festival. O conceito do festival se estende ao convite de artistas que atuem de maneira solista ou em duo e que tenham em suas produções sonoras transversalidades com o campo da música concreta, improvisação, eletroacústica, experimental, música de ruído e novas mídias tecnológicas. O elemento sonoro como prática e meio plástico que interage com o espaço-tempo, produzindo texturas e universos sonoros sensíveis. O estado do RS possui artistas e pesquisadores que atuam direta ou indiretamente com a linguagem sonora, expandindo essa percepção a outros campos e manifestações, cruzando com o cinema, teatro e performance. Essa proposta nasce da experiência vivenciada pelo artista sonoro Marcelo Armani em território europeu durante duas tours que o artista realizou nos anos de 2017 e 2019 em que permaneceu circulando por mais de 10 países da Europa realizando concertos e workshops em centros culturais, museus e espaços locais geridos por coletivos de músicos, artistas, dançarinos e performes, mas também ganha um forte caráter pedagógico após a vivência do artista por três meses no programa de residência artística do A4 Museum em Chengdu, China em que eram constantes as partilhas das experiências de cada um dos artistas residentes com a comunidade local. Nesse contexto, essa primeira edição do Minimum Festival surge como uma base que se firma com a construção de uma unidade para conexões, promovendo o compartilhamento de experiências, atividades de formação, estímulo, fomento e o registro dos processos e materiais produzidos nesse processo. Sobretudo, a proposta é um suporte não apenas para a diluição de entraves da localidade ou a apreciação/organização de concertos, mas também assume seu caráter pedagógico ao proporcionar oficinas e encontros com outros artistas, projetando a construção educacional e o estímulo criativo dos artistas e do público na região. Portanto, as ações propõem um estímulo ao fomento educacional, conceitual e financeiro aos artistas e a todos que de alguma maneira farão parte desse projeto como uma maneira inicial para criarmos uma estrutura que possibilite o intercâmbio e a vasão da produção artística de um campo sonoro que é híbrido e itinerante a outras linguagens e suportes nos mais variados campos artísticos para além da música. A união e o contato com as diferentes matizes artísticas se faz necessária para a sobrevivência, o estímulo e a produção de laços e de futuros artistas como maneira de motivação a valorização educacional e social aos nossos meios culturais, artísticos e humanos. Show na Estação Centro CanoasEncerramento do Circuito SonoroQuinta-feira (Previsão: 27 de novembro)Duração: 4h30mim. Classificação etária: Livre. O evento de abertura ocorrerá na saída da Estação Canoas, um espaço movimentado e de circulação de populares. Serão apresentados quatro atrações musicais instrumentais neste evento que marcam o fim do mês e do circuito sonoro proposto aqui.
Objetivo geral: O objetivo do projeto é promover a continuidade ao projeto "This is Canoas" através da realização de uma série de eventos musicais que mesclam diferentes estilos sonoros em diferentes lugares da cidade de Canoas durante o período de um mês. Objetivos específicos - Realizar 6 eventos em 7 dias durante um mês em 5 espaços, entre o teatro do Sesc Canoas, praças, parques e locais públicos e com entrada gratuita para a população.;- Realizar uma feira de arte gráfica e literatura; - Realizar 5 apresentações de "música para ler" na feira literária e de arte gráfica, Timbaúva; - Realizar 5 apresentações de DJs no evento Marginália Metropolitana; - Realizar 8 apresentações de música instrumental experimental no evento Minimum Festival; - Realizar 7 apresentações musicais na Estação de Trem Central em Canoas; - Realizar uma sessão musicada do filme "Frankenstein" (1931) com audio-descrição; - Realizar 4 oficinas de música concreta e experimental; - Realizar duas oficinas de escrita de escrita com intérprete de LIBRAS; - Realizar duas palestras com escritores gaúchos da região metropolitana com intérprete de LIBRAS;
O incentivo fiscal via Rouanet se faz necessário para dar continuidade e ampliar o projeto "This is Canoas", que aqui será apresentado de forma gratuita e descentralizada em diversos espaços públicos da cidade de Canoas/RS. Agora, o projeto prevê sua continuidade através de ações que são pautadas por apresentar distintas sonoridades da música instrumental para o público da cidade e da região metropolitana. São propostas aqui inúmeras formas de linguagens musicais, ou seja, dentro do Circuito Sonoro serão apresentados: uma sessão musicada no teatro do Sesc, sete shows no horário de pico da estação Canoas; Um mini-festival intitulado "Minimum Festival" apresentando música concreta e eletroacústica; Uma edição da Feira Gráfica e Literária "Feira Timbaúva" apresentando shows instrumentais em uma performance intitulada "Música para ler"; Uma festa na rua de música eletrônica com os DJs do projeto "Marginália Metropolitana". Tornando Canoas um pólo de atividades culturais, assim o projeto contribui também com a identidade sócio-cultural do cidadão canoense e metropolitano e reforça suas convicções como projeto e proposta cultural ao mostrar que não é necessário ir muito longe para experienciar arte e cultura. Em outras palavras, o projeto tem o desejo de reinventar novos símbolos para o município de Canoas e afastar o estigma de "cidade dormitório". O Circuito Sonoro é apresentado através de uma gama de atividades gratuitas que ocorrem em sua maioria em terceiros espaços - locais públicos de socialização. A escolha por esses lugares está muito ligada às convicções que o projeto levanta. A realização dos shows em praças, áreas verdes, parques e equipamentos culturais do município é uma opção tendo em vista que todos são espaços em que o público não necessita pagar ou consumir algo para participar de tal ação. Esses espaços urbanos de comum socialização são ocupados e utilizados nos dias do evento em prol do repensar a cidade e os nossos modos de vida, também são utilizados equipamentos culturais da cidade que são tombados. A equipe também acredita que é necessário diversificar a possibilidade de lazer para os indivíduos, ofertando possibilidades que vão além de uma tela ou um prazer imediato.O projeto tem curadoria do produtor cultural Wender Zanon, que aqui organiza as suas redes de relações e projetos culturais para ofertar e alcançar um público amplo. Em 2025, Wender lançará um livro e coletânea musical intitulado "Marginália Metropolitana", mapeando e apresentando produtores musicais e DJs da região metropolitana. O projeto está em fase de desenvolvimento e foi contemplado pelo edital estadual da Lei Paulo Gustavo. Já a feira gráfica Timbaúva terá duas edições em 2025 - Projeto contemplado pelo Edital Microcrédito Cultural e Lei Paulo Gustavo. A feira é desenvolvida pelo próprio curador em parceria com o produtor Luiz "Cisco" Zanovello e com a escritora Irka Barrios. Já o "Minimum Festival" é uma ação inédita e original desenvolvida em parceria com Marcelo Armani e Fabiano Gummo, artistas locais pertencentes a uma geração anterior do proponente. Aliás, a proposta do evento parte da experiência que Marcelo Armani teve em Chengdu, na China, durante sua residência artística por lá. As conexões ainda se estendem por atividades que o curador presenciou e gostaria de apresentar na cidade. Uma delas é a Sessão Musicada, atividade esta que foi apresentada no Fantaspoa, que o curador Wender Zanon também é um prestador de serviços. Se até aqui o maior trabalho do programa "This is Canoas" foi no resgate de histórias de artistas da cidade das décadas passadas, agora o projeto visa suprir a carência contemporânea da falta de espaços para apresentações musicais, que pertencem de certa forma ao circuito independente da música autoral, na cidade e fornecer um ambiente de intercâmbio e troca de ideias entre os próprias artistas e entre artistas e público; criando assim espaços e um projeto que possa gerar uma memória afetiva entre os participantes e marcar mais um passo de atuação do "This is Canoas". A falta de espaços e agenda, além de uma carência contemporânea também é cíclica no município. A dificuldade em manter um negócio voltado para o mercado musical autoral e independente ou até mesmo em abrir uma agenda em meio a um calendário recheado de artistas covers e de tributo são frutos da falta de incentivos públicos à arte e à cultura. Mesmo com os equipamentos culturais citados e que serão utilizados no projeto, a própria secretaria de cultura do município não possui uma agenda para apresentação e promoção da cena artística local e regional. Os grandes eventos da cidade ainda são restritos a festas anuais como a Festa do Trabalhador no primeiro de maio e a Feira do Livro. Tratando-se de espaços para a circulação de trabalhos artísticos no município, um dos lugares mais conceituados é o teatro do Sesc Canoas. Observamos que é o único teatro em atividade na cidade. Porém, um teatro com cerca de 300 lugares em que as pessoas assistem aos shows sentadas não configura o modelo ideal para a apresentação de muitas das atrações pensadas no projeto inscrito aqui. Tal como fala David Byrne em sua palestra, "How architecture helped music evolve", a cena artística local da cidade foi criada em espaços improvisados, ocupou estúdios, lancherias e até quadras esportivas, mas sempre oferecendo shows em que banda e público estavam próximas e permitindo ambientes de encontro e socialização. Agora ao invés de somente resgatar histórias, estaremos criando e incentivando que novas surjam. Assim, o projeto visa mapear uma parte da cena musical contemporânea gaúcha e fornecer ao público local uma oportunidade de renovar seu repertório, garantindo assim que o público tenha acesso aos bens culturais gerados pelo projeto. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91. I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;
“This is Canoas” é a proposta de expansão de um programa focado principalmente até aqui no registro da memória e valorização da música que é feita ou que circula na cidade de Canoas. O projeto iniciado em 2015 já realizou: uma série de shows, 194 entrevistas, 40 horas de gravações em vídeo, o mapeamento de 342 bandas locais e 88 espaços de shows na cidade, um documentário, chamado “This is Canoas, not POA!” com duas horas de duração, quatro álbuns coletâneas de gravações de 55 bandas divididas entre as décadas de 1980, 1990, 2000 e 2010, o relançamento virtual do álbum de jazz-fusion do grupo Ato de Criação, originalmente lançado em 1990, e, mais recentemente, o podcast Discografia canoense, que atualmente conta com seis episódios (em anexo há um portfólio do projeto até aqui). Inicialmente focado no rock independente, o projeto tem buscado estender sua atuação para outras manifestações e formas de apresentações musicais. Os resultados previstos pelo projeto dão conta da manutenção do perfil do cidadão metropolitano e canoense. Esses valores estão mais presentes no campo social e simbólico. Apresentar uma cultura, uma arte feita na cidade impulsiona mais pessoas a se sentirem representadas e a ter inspiração nos exemplos do que já foi feito aqui e do que está sendo feito. Canoas carece de veículos de mídia e também de espaços para apresentação artística autoral e independente. O projeto This is Canoas ao mesmo tempo, e com muita pretensão, visa suprir essa carência. Pode até parecer banal, mas existem algumas situações não tão positivas assim quando se reside perto de uma capital. Canoas sempre sofreu com essa proximidade de Porto Alegre. Esse argumento é explorado no filme “This is Canoas, Not Poa!”. De uma forma resumida: as pessoas sempre tiveram mais facilidade e incentivos para ir para a capital e usufruir da vida cultural lá, e aqui em Canoas as coisas que foram criadas não conseguiram dar sequência e se manter em atividade. Alguns elos acabam não sendo construídos com o passar das gerações devido à falta de espaços, falta de mídia, divulgação, etc. E essas “pontes” que não são construídas acabam sendo prejudiciais para a geração que vem depois. Não saber e não conhecer a sua história, a história da sua cidade e a história cultural da sua cidade faz com que alguns “erros” sejam repetidos e principalmente faz com que as ações não tenham continuidade e nem fortalecimento. Portanto, o projeto aqui inscrito visa mapear o presente impulsionando assim o futuro. Esse é um ponto importantíssimo da representação e que o projeto carrega em seu cerne. Canoas leva o título de cidade dormitório e não é à toa. Quando deixamos de olhar para a nossa produção artística também deixamos de nos entender como indivíduos pertencentes a uma esfera comunitária. This is Canoas tenta suprir essas necessidades, ao menos na esfera da história da música realizada ou que circula por aqui. Dentro da abordagem do projeto, é interessante considerar uma questão importante, a consciência de trabalhar com um recorte de fontes que diz respeito a uma cultura de sociabilidades periféricas. Isto está presente não apenas ao se tratar de alguns estilos musicais, mas do próprio município em si. Canoas atualmente ocupa a terceira posição do Rio Grande do Sul tanto em termos populacionais quanto em PIB, mas histórica e simbolicamente é atrelado como um apêndice de Porto Alegre. Como resultados esperados deste projeto, tem-se o objetivo de proporcionar subsídios e o debate voltado para a valorização dos agentes culturais e respeito das manifestações locais contradizendo uma postura subjugada a um centro vizinho mais desenvolvido economicamente. Canoas teve sua emancipação datada em 1939, mas foi durante as décadas de 50 e 60 daquele século que seu crescimento quase quadruplicou e, a exemplo da conjuntura nacional de (i)migração preponderante para áreas urbanas, viu nascer um grande número de loteamentos, em sua maioria com pouco planejamento e recursos de infra-estrutura e que abrigavam pessoas que buscaram o local como alternativa economicamente mais acessível se comparada a vizinha Porto Alegre. Todos esses fatos ocasionaram no maior impacto sofrido pelas áreas periféricas da cidade durante as enchentes de maio de 2024, onde todo o lado oeste da cidade foi inundado. É deste período a gênese da conceituação de “cidade dormitório”. Com uma enorme população (i)migrante em assentamentos precários e que passava os dias a trabalhar em outro local, só retornando para casa no momento de repouso, prontamente se desenvolveu a interpretação de “um problema de ordem sentimental: o problema do desamor do canoense à sua cidade”, frase resgatada da década de 1950 por Danielle Heberle Viegas e publicada em 2021 em seu livro, “Entre o(s) passado(s) e o(s) futuro(s) da cidade: Um ensaio de história urbana no brasil meridional”, sobre a história urbana da cidade . Esta questão da falta de um espírito localista foi central e, debates em periódicos e discursos políticos desde a década de 1950 e, sendo utilizado dentro dos mais diversos matizes político-ideológicos, parece ter se entranhado no senso comum canoense. Por outro lado, tentando escapar a um reducionismo que, por vezes, considera Canoas apenas como um apêndice identitário da capital Porto Alegre, somam-se pesquisas que ressaltam o caráter industrial e operário do município e, principalmente, consideram os territórios de existência e sociabilidade como fundamentais ao desenvolvimento do sentimento de pertencimento. Como exemplo, destaca-se o projeto criado no Centro Universitário La Salle, Canoas: para lembrar quem somos, que, utilizando o recorte por bairros, a partir de 1994 e por mais de 20 anos, desenvolveu extenso trabalho de entrevistas e publicações. É desse sentimento de desamparo, mesmo antecedendo os eventos desse fatídico ano, que o projeto surge. A falta da manutenção das histórias e referências locais, a falta constante e cíclica de incentivos à cultura no município, a falta de espaços e a continuidade de programas são algumas das lacunas que o projeto visa suprir. Levar a arte e cultura independente e autoral dos confins da região metropolitana de Porto Alegre, assim, descentralizando aquilo que se tem como imagem de "ponto cultural central do estado do RS" e, assim, promovendo um debate através de todas as ações propostas sobre o que é ser “centro”. Afinal, o centro para nós, produtores do projeto, sempre foi a arte produzida na nossa comunidade, cidade, e o que está fora do nosso alcance é o que para nós representa a região da “grande Canoas”. O objetivo do projeto é promover a atividade cultural dentro de Canoas, se limitando geograficamente ao município, e focando suas ações no desenvolvimento de ações no que para nós sempre foi o nosso cerne. Em resumo, o principal objetivo que o projeto tem é valorizar a cena artística e musical através do mapeamento, apresentação e remuneração. Como consequência disso temos a configuração de um painel e de um perfil do cidadão metropolitano, da arte e da cultura de Canoas. A nova etapa do projeto se preocupa com a divulgação e também propõe um mapeamento de tudo isso, atualizando assim o próprio projeto que sai exclusivamente de um registro do passado para propor um mapeamento e apreciação do presente. Assim, as intenções originais do projeto acabam sendo atualizadas. Se no início da produção do documentário o objetivo era criar pontes e laços entre as gerações da cidade, a proposta agora se completa com pontes e laços também entre a mesma geração.
No caso do produto APRESENTAÇÃO MUSICAL, detalhe o número de apresentações exclusivamente instrumentaise de apresentações de música cantada com quantitativo de apresentações, tempo de palco e cachê de artistas. Show Estação Centro: três apresentações de quarenta e cinco minutos cada de duas bandas instrumentais.Cachê: R$ 1.500,00 - três apresentações totalizando R$ 4.500,00 Show Sessão Musicada: uma apresentação de uma hora e vinte minutos com uma banda instrumental.Cachê: R$ 3.500,00 - uma apresentação da banda "Quarto Sensorial". Show no Evento Timbaúva: cinco apresentações instrumentais de uma hora e vinte minutos.Cachê: R$ 1000,00 - cinco apresentações instrumentais do "Música para Ler" totalizando R$ 5.000,00 Marginália Metropolitana: 5 apresentações de DJs com uma hora e vinte minutos cada.Cachê: R$ 1000,00 - seis apresentações de DJs totalizando R$ 5.000,00 Minimum Festival: oito apresentações de música instrumental dividida em dois dias com tempo de palco de quarenta e cinco minutos cada.Cachê: R$ 700,00 - três apresentações totalizando R$ 2.100,00Cachê: R$ 1.000,00 - três apresentações R$ 3.000,00Cachê: R$ 1.500,00 - duas apresentações "Human Feedback" totalizando R$ 3.000,00Show de Encerramento na Estação: quatro apresentações, tendo uma hora de tempo de palco.Cachê: R$ 1.500,00 - quatro apresentações de abertura totalizando R$ 6.000,00 Totalizando assim 26 apresentações musicais. O projeto também prevê duas oficinas na Feira Timbaúva de uma hora cada, três workshops com artistas do Minimum Festival, dois workshops com os membros do Human Feedback com classificação livre e duas palestras de escritores gaúchos com também uma hora cada e de classificação também livre. Os temas serão definidos posteriormente visando os lançamentos do ano e disponibilidade de oficineiros.
As atividades serão apresentadas principalmente nos espaços já citados em campos anteriores. Todos os locais visados pelo projeto são terceiros espaços e todos são abertos ao público ou de uso coletivo com livre circulação, e portanto, pela Lei nº 10.098/2000 são obrigados a atender as normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Essas diretrizes incluem a instalação de rampas, corrimãos, elevadores acessíveis, sinalização tátil, adaptação de banheiros, banheiros químicos adaptados (quando não houver banheiro no local), vagas preferenciais, amplo espaço nas entradas e saídas para manobra de cadeira de rodas. Tratando-se de música instrumental, no projeto prevê audiodescrição para a sessão musicada do filme “Frankenstein (1937)”. PRODUTO: APRESENTAÇÃO MUSICAL ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais, por se tratarem de locais públicos e equipamentos culturais do município, supracitados já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. Além disso, foram contratados banheiros químicos PNE, como consta na lista dos custos por Produto. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário.PRODUTO: SEMINÁRIO/SIMPÓSIO/ENCONTRO/CONGRESSO/PALESTRA/VERNISSAGE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais, por se tratarem de locais públicos e equipamentos culturais do município, supracitados já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário. PRODUTO:CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais, por se tratarem de locais públicos e equipamentos culturais do município, supracitados já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário. PRODUTO:FESTIVAL,BIENAL,FESTA OU FEIRA (SOMENTE ESTRUTURA) ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais, por se tratarem de locais públicos e equipamentos culturais do município, supracitados já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário. PRODUTO: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO MÚSICA ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais, por se tratarem de locais públicos e equipamentos culturais do município, supracitados já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. Receptivos para acompanhar as necessidades especiais desses indivíduos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Monitores e equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário.
O evento ocorre inteiramente de forma gratuita em espaços públicos da cidades, tais como Praça, Parque, Estação de Trem e equipamentos culturais do município. A proposta se enquadra nos seguintes incisos: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;Tendo em vista que há um videomaker que integra a equipe de comunicação do projeto e irá registrar a programação que será divulgada posteriormente nas redes sociais. V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;O meio gratuito usado aqui são as redes sociais. VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Dentro deste inciso, o projeto prevê gratuitamente workshops, palestras e exposições dentro da sua programação.
Wender Zanon, 34 anos, atua no projeto como curador e produtor. Seu trabalho é focado no registro e resgate de histórias da região metropolitana de Porto Alegre. Atua na área cultural desde 2007. Começou sua carreira trabalhando no Coletivo de Bandas Independentes Locais (B.I.L), sediado em Canoas. Com o coletivo, organizou diversos shows incluindo a produção do palco alternativo do Fórum Social Mundial realizado em Canoas, workshops, bate-papos e duas edições do Festival Canoense de Videoclipe. Atualmente, está em produção de seu terceiro filme da trilogia de Canoas “Um Filme de BR”. Também está organizando uma coletânea e livro apresentando um mapeamento de DJs que integram o circuito da música eletrônica da região metropolitana. O trabalho intitulado “Marginália Metropolitana”, desenvolvido em parceria com o artista Marcelulose. Os dois projetos foram contemplados pela LPG. Também está prestes a lançar sua segunda história em quadrinho, “Diários Metropolitanos” é uma antologia de novos artistas gráficos da região metropolitana. Será lançado pela Editora Hipotética. Entre seus trabalhos de destaque estão os filmes: “Ensaios sobre uma cidade” (2024); “This is Canoas, not POA!”, (2021); o gibi “Gosto Estranho” (2023); Produção e assessoria de duas edições da feira gráfica Faça-Você-Mesmx; Comunicação do Festival de Teatro Popular em Canoas; Coordenação da mostra itinerante FANTASPOA. Também integra a equipe do Festival Rock na Praça, Patrimônio cultural imaterial da cidade de Esteio. Wender é fundador do selo Parada 12, selo dedicado ao rap com sede no bairro Olaria em Canoas. Tendo realizado recentemente a produção executiva de duas coletâneas destinadas ao mapeamento de novos MCs da região metropolitana e dois álbuns do grupo Subterrâneo 12. Como produtor executivo já assinou trabalhos dos artistas Negroide MC, Paulo Vitor, Cor do Invisível, Transmissão Beta, Fúlsia, Dio, Projeto Vá, DJ Abu_Ewls, Marcelulose, Psycho Decadence, Subterrâneo 12, Os Torto e Gustavo Herscovitz. Além dos próprios trabalhos musicais autorais que está e esteve envolvidos: Paquetá, Conflito, Mal dos Trópicos, Assombroso Mundo da Natureza, Maskara, Vida Torta e Change Your Life. Luiz Paulo Zanovello Soares atua no projeto como produtor geral. Jovem e negro, também conhecido como "Cisco", nascido em 2000 em Porto Alegre. Iniciou como roadie em 2016 atuando com bandas e festivais locais, em especial como roadie para a banda Cor do Invisível, em 2019 assumiu os baixos da banda e segue até o presente dia. Em 2019, fez parte do projeto “RPG Lido nas Escolas”, onde foi monitor e instrutor de gamificação através de RPG de Mesa. Ao ano de 2020 começou a atuar somente em julho com a Coletânea Bandas Antifascistas do Arquivo Punk Rock do Sul. Lançou a “Coletânea Certificado de Sobrevivência” que buscava auxiliar bandas independentes durante a pandemia. No mesmo ano, começa a apresentar programas, como o “Banda Indica Banda” e o novíssimo “Folhetim de Banda”. O programa fica como um especial, retornando sempre quando houver necessidade ou novas coletâneas. O Folhetim de Banda vem com uma proposta diferente, nele seria abordado as últimas notícias do mês da cena independente.Em 2022, fundou o Coletivo Timbaúva, junto da escritora Irka Barrios e do produtor cultural Wender Zanon. Com o início do projeto, os mesmos são contemplados no Microcrédito Cultural de Canoas de 2023. Eles se organizam para executar o projeto enquanto pensam em mais edições e ações para o ano de 2024. Ainda em 2023 participa das gravações do documentário "Ensaios sobre uma cidade", que fala justamente sobre a cidade de Canoas, dirigido por Wender Zanon, com previsão de lançamento para 2024. Marcelo Armani (1978) é artista sonoro e músico improvisador. Atua como curador do Minimum Festival.Transita entre performance, fotografia, intervenção e instalação. Seus trabalhos já circularam pelo Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Venezuela, México e França. Sua trajetória se insere no campo da arte sonora, transitando por múltiplas linguagens com a produção de dispositivos híbridos, peças e instalações sonoras multicanais. Fabiano Gummo (1978 Brasil) atua no projeto como curador do Minimum Festival. É um artista visual e educador. Sua formação inclui um doutorado em andamento e um mestrado em Poéticas Visuais pela UFRGS, além de uma licenciatura em Artes Visuais pela mesma. Com uma trajetória artística marcada pelo maximalismo e pela multiplicidade de signos, destaca-se na criação de livros de artista, quadrinhos, vídeos, objetos e algoritmos, explorando temas que questionam os limites da arte e da linguagem visual. Também participou de diversas exposições coletivas, como a "Brazilian + Egyptian Urban Street Art" na Bienal de Arte do Cairo (2018), e "ORBIS - in Rerun Natura" (2023) em Santa Maria. Atua como curador e colaborou em exposições importantes, incluindo "Avani e seus tempos" (2024) e "Vasco Prado: Desenhos e Gravuras" (2021), realizadas no Museu Municipal Hugo Simões Lagranha. Seu trabalho integra acervos institucionais, como o Cabinet du livre d’artiste, da Université Rennes 2, na França, e o Centro de Cultura Ordovás, em Caxias do Sul. Daniel Hogrefe atua no projeto como designer gráfico; É formado em Design Gráfico pela Faculdade Maurício de Nassau. Foi diretor de arte na Núcleo Zero Comunicação em Maceió. Diretor de arte na Cherry Plus em SP. Designer Pleno da linha Ipanema da Grendene em Farroupilha. Diretor de arte do documentário This is Canoas, Not Poa. Fundador dos blogs "HC Nordeste", com atuação entre (2006-2008), e "Sirva-se" (2009-2012). Editor de fanzines há 16 anos. Editou e lançou cerca de 15 fanzines pela Editora Tralha, tendo participado da Feira Plana (2013). Presente nas três edições do Anuário Internacional de fanzines, editado pela Ugra Press. Organizador do Festival de Publicações Independentes Faça-Você-Mesmx, realizado em Porto Alegre (2013).Organizador de shows independentes desde 2004, atuando no cenário punk/HC de Maceió, Alagoas e Canoas. Ricardo Varela, 41 anos, é produtor cultural desde 2001 e atua no projeto como assistente de produção. É idealizador e produtor do evento Rock na Praça há 23 anos. O evento se consolidou com um dos principais eventos de rua do RS, inclusive tendo obtido o título de Patrimônio cultural imaterial da cidade de Esteio. Varela já produziu: Balaiada Festival, Trilhapalooza, Mês do Rock, Noites Balaiada e o Esteio Beer Fest. De 2003 a 2005 foi Presidente da Associação Esteiense de Rock. De 2005-2007 foi diretor da rádio Esteio FM. Em 2010, atuou como coordenador do projeto ProJovem Trabalhador em Esteio. De 2018-2022 foi sócio proprietário do Trilha Hub Cultural em Sapucaia do Sul. De 2020-2022, atuou como diretor cultural da Escola Mocidade Independente do Jardim Planalto. Atuou como integrante da comissão Aldir Blanc nas cidades de Esteio e Sapucaia. Foi um dos 150 gaúchos contemplados com o Prêmio trajetórias culturais Mestra Sirley Amaro. Bárbara Velasque, 27 anos, atua no projeto como assistente de produção. Cursa Produção Multimídia no IFRS de Alvorada/RS. Foi assistente de direção do diretor Wender Zanon em seu curta-metragem “Ensaios de uma Cidade” e no longa-metragem “Um Filme de BR”.
PROJETO ARQUIVADO.