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O projeto visa a realização de um Fórum sobre a questão racial no balé clássico e inclui aulas de balé, mesas de discussão, palestra, mini apresentação inspiracional e ebook sobre o tema. Todos os produtos do projeto serão oferecidos gratuitamente e majoritariamente executados por profissionais negros de excelência em suas áreas de atuação. "Onde estão os negros no balé?" pretende através das vivências no balé clássico estimular a reflexão sobre o falso mito da democracia racial brasileira.
Produto Principal: Realização do Fórum “Onde estão os negros no balé?” que compreende as seguintes atividades gratuitas: 1) - Mesas de Discussão Duração: 90 min cada mesa Total de Mesas: 03 Formato: Cada mesa será composta por 04 profissionais majoritariamente negros respeitados em suas áreas de atuação. Temas: § Mesa 1 - O que pode a raça negra? A representatividade e a busca pela ocupação de espaço. § Mesa 2 - Caminhos para formação, profissionalização e referências para bailarinos negros. § Mesa 3 - Entre passado e futuro, revisitando narrativas e construindo possibilidades. 2) - Palestra de Abertura Duração: 60 min Tema: Revisitando a história do balé no Brasil. Refletindo sobre bailarinos clássicos negros 3) - Workshops (aulas de balé com professores negros para alunos de projetos sociais ou em desvantagem socioeconômica) Duração: 90 min cada aula Total de Workshops: 03 aulas Níveis: básico/intermediário e intermediário /avançado. Total de alunos(as): 90 4) - Mini performance inspiracional Duração: 20 min Formato: Apresentação de bailarinos/as profissionais negros 5) – Conteúdo para as mídias socias (ebook com os temas discutidos nas atividades do Fórum e vídeo de registro do evento)
Objetivo Geral O projeto "Onde estão os negros no balé?" tem como objetivo realizar o primeiro Fórum carioca concebido para promover a reflexão e o debate sobre a presença de corpos negros no balé brasileiro. Por quais motivos a quantidade de negros bailarinos é muito menor do que a de brancos? É fundamental revisitar alguns momentos da história da dança clássica no Brasil ao longo dos séculos XX e XXI e trazer à tona a história de bailarinas e bailarinos negros com sólida formação clássica que atuaram/atuam em companhias nacionais e internacionais. Destacar esses exemplos estimula novos olhares para o balé clássico e valoriza histórias de vida que podem inspirar jovens negros que não se veem representados nesta arte que surgiu na Renascença Italiana e se desenvolveu a partir de moldes europeus. Vale enfatizar que os bailarinos e bailarinas clássicos negros quebraram barreiras, venceram preconceitos, mas suas histórias ainda não foram contadas para as novas gerações. É como se não existissem ou se aquele espaço não pudesse ser ocupado por eles. Sendo assim a proposta do Fórum é, através de suas atividades, contar histórias de vidas - de lutas e conquistas -, valorizar a representatividade, enfatizar a importância do protagonismo do negro no balé como uma possibilidade de promover a desconstrução do racismo e permitir que crianças e adolescentes possam construir suas representações tendo como referência sujeitos que retratem seus marcadores identitários. Considerando o art. 3º do Decreto 11.453 de 2023, o projeto visa: V- incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais ao produzir um Fórum sobre a dança clássica no Brasil. VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural uma vez que o conteúdo do Fórum estimula a reflexão sobre a democracia racial no desenvolvimento da dança clássica no Brasil. X - apoiar ações artísticas e culturais que usem novas tecnologias ou sejam distribuídas por plataformas digitais, uma vez que um ebook e registro dos eventos presenciais serão exibidos gratuitamente em mídias sociais. Objetivo específico Produto: FÓRUM/ SIMPÓSIO "ONDE ESTÃO OS NEGROS NO BALÉ?" - Produzir 03 mesas de discussão com profissionais respeitados em suas áreas de atuação, com aproximadamente 90 minutos de duração. Estimativa de público presencial de 600 pessoas. - Apresentar uma mini performance inspiracional de 20 minutos de duração com bailarinos profissionais negros. Estimativa do público presencial de 200 pessoas - Distribuir online ebook contendo os temas abordados no Fórum e vídeo de registro dos eventos. - Realizar 03 workshops/aulas de balé clássico ministrados por professores negros de excelência para aproximadamente 90 alunos de projetos sociais e/ou em desvantagem socioeconômica. - Realizar 01 palestra de abertura do Fórum tendo como tema a história do balé no Brasil, com aproximadamente 60 minutos de duração. Público previsto 100 pessoas.
No Brasil, apesar das lutas dos movimentos negros, não é fácil discutir raça, o falso mito da democracia racial e a busca da cordialidade racial acabam por estabelcer a desigualdade e hierarquia social e diminuir a tensão racial, produzindo regras de sociabilidade assimétricas, que determinam o lugar do negro. Há ainda o discurso da meritocracia que busca escamotear estas problematizações sendo altamente racista e que reforçando as desigualdades sociais. Como podemos falar em mérito se os pontos de partida não são iguais? Neste aspecto, este pensamento acaba por inferiorizar crianças e jovens negros, principalmente aqueles de classes populares, que imbuídos destas narrativas e sem pessoas que possam servir de exemplos, acabam por não acreditar em seu potencial desistindo de seus sonhos. No caso do balé clássico é muito comum ouvirmos que é uma arte acadêmica surgida em solo europeu para um tipo de artista em específico, e que o negro com sua "ginga", "musicalidade" e "formas físicas curvilíneas" deve buscar outras formas de dança. O discurso e predominância do corpo branco no ballet clássico brasileiro é visto como uma realidade e uma verdade. O modelo de bailarinas e bailarinos presentes no imaginário das pessoas é eurocêntrico, os protagonistas dos balés de repertório são príncipes e princesas brancos. Desta forma jovens negros que sonham em estudar e se tornar bailarinos não se sentem representados e acolhidos por esta arte. Apesar dos avanços mais recentes e do crescimento da presença de corpos negros em companhias e escolas de dança, o racismo no ballet clássico permanece forte e excludente. Os bailarinos negros seguem enfrentando dificuldades para ingressar em companhias sob o pretexto de "não apresentarem" o perfil desejado e os que seguem a profissão vivenciam a invisibilidade e comumente o embranquecimento através do uso excessivo de maquiagem sob o pretexto de "unidade coletiva". As atividades do Primeiro Fórum Carioca "Onde estão os negros no balé?" pretendem através do balé discutir o mito da democracia racial, demonstrar as lutas, as conquistas e acima de tudo enfatizar o direito de escolha e de oportunidades para que o negro ocupe de fato o lugar que desejar na sociedade. O projeto tem caráter formativo e visando a democratização de acesso todas os seus produtos serão oferecidos gratuitamente. A fim de ampliar o alcance de público e atingir o maior número possível de pessoas serão distribuidos on-line ebook e vídeos sobre o tema que poderão ser utilizados como material de apoio pedagógico em salas de aula de todo o país. Devido a sua magnitude e impacto que pretende gerar, a utilização do mecanismo de incentivo à cultura é fundamental para a realização do projeto. A proposta ainda se enquadra nos objetivos expressados no Art. 1º da Lei 8313/91 sendo: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; O projeto também se enquadra nos objetivos do art. 3º da mesma Lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.
Não se aplica.
Não se aplica.
Acessibilidade Física: As atividades presenciais do Fórum seão realizadas em locais adequados a receber pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida, com banheiros adaptados, corredores largos e rampas de acesso. Item na planilha: Não se aplica pois os locais de realização do projeto já possuem essa estrutura. Como medida de acessibilidade física serão designados assistentes sensibilizados e capacitados para auxiliar, sempre que solicitado, o público idoso e/ou com mobilidade reduzida em seu deslocamento no equipamento cultural. Item na planilha: Assistentes Acessibilidade de conteúdo: O Fórum contará com audiodescrição para a mini performance inspiracional e intérprete de libras em todas as atividades. Item na planilha: Narrador de audiodescrição e intérprete de libras Serão utilizados caracteres ampliados e contraste adequado no ebook visando facilitar a leitura do público com baixa visão Item na planilha: Não há um item específico pois o ebook contará com design gráfico que considera essas necessidades. Legendagem no vídeo de registro do evento disponibilizado on-line Item na planilha: Não há um item específico estando a legendagem incluída na rubrica registro videográfico
Visando estimular jovens negros que aspiram ser bailarinos(as), expandir as possibilidades de debate e reflexão sobre o tema, promover ações formativas, estimular o pensamento crítico e a construção de uma sociedade mais justa, todos os produtos do projeto serão distribuídos de forma gratuita, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição do artigo 29 da IN 11/2024. Além da distribuição gratuita à população, será adotado o exposto no inciso V do artigo 30 da IN 11/2024, a saber: V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.
Vírgula Projetos e Consultoria Ltda. – Coordenação Geral /Proponente: A empresa proponente, representada por seu fundador Matheus Melgaço, assumirá a Direção Geral do presente projeto. A Vírgula Projetos e Consultoria Ltda. foi criada em 2021 e tem como proposta ser um laboratório de inovação e criatividade com foco na gestão de projetos de impacto social e práticas sustentáveis alinhadas ao marketing e à relevância de marca. Seu fundador e diretor executivo Matheus Melgaço é bacharel em Ciências Sociais - Sociologia pela UERJ, Comunicação Social - Jornalismo, Marketing e Publicidade pela PUC-Rio e é mestre em Comunicação Social pela UERJ. Dentre os projetos da empresa estão: exposição em parceria com o SESC em homenagem à Mercedes Baptista – primeira mulher negra a integrar o corpo de ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e precursora da dança afro-brasileira; campanha de consciência negra dando visibilidade a história e trajetória de grandes jogadores negros que atuaram em um dos estádios mais famosos do mundo, o Maracanã; com o branded content “Artistas do Cacildis” reuniu renomados artistas negros para falar sobre vida e carreira em memória ao grande Mussum; curadoria das palavras e estratégia de comunicação do app “Teclado Consciente TIM” elaborado para revisar textos e evitar expressões racistas e LGBTQIA+fóbicas ao digitar no celular envolvendo artistas e influenciadores de todos os meios com êxito nacional e internacional ; palestra “O Poder da Diversidade” para o Shopping Vitória e Edtech Tryb; entre outros projetos com vocação de mudar a sociedade. Paulo Melgaço – Coordenação Pedagógica, Pesquisa e Curadoria: Mineiro de Belo Horizonte, Paulo Melgaço é professor na Educação Básica, ensino superior e pós-graduação. Em todos os campos que atua sua preocupação central é a luta pelos direitos humanos e principalmente por problematizar junto aos alunos e profissionais os discursos e visões essencializadas que subalternizam o outro, que aprisionam, oprimem corpos e causam sofrimentos, a partir da raça, gênero, sexualidades e masculinidades. Atualmente é professor colaborador no Programa de Pós-graduação no Ensino das Artes Cênicas, vice diretor e professor na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (pertencente ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro) e professor de arte na Secretaria Municipal de Duque de Caxias. Em relação a sua formação, é Pós Doutor e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Educação Comunicação e Cultura pela Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (uerj). Graduado em Desenho e Plástica pela Fundação Universidade de Artes – Aleijadinho. Como pesquisador e escritor tem diversos livros publicados incluindo Mercedes Baptista: a dama negra da dança (2021), Escola Estadual de Dança Maria Olenewa 94 anos: professores que construíram a nossa história (2021), Corpos em foco: fragmentos da dança carioca (2019), De guri a cabra-macho: masculinidades no Brasil (2018), Mercedes Baptista: A criação da identidade negra na dança (2007), A Dança no Caminho da Estrella (2004), Setenta e Cinco Anos: A História que fez Estórias (2002), além de artigos e capítulos de livros. Marina Tessarin – Pesquisa Nascida em Descalvado – SP, Marina Tessarin iniciou suas práticas no ballet clássico desde os 4 anos de idade em sua cidade natal. Aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro para integrar o “projeto aprendiz” da cia. brasileira de ballet ao longo de 2016. No ano seguinte ingressou no curso técnico da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, o qual finalizou formando-se em 2019. Ao longo e após sua formação integrou a Cia. Ballet da Escola Maria Olenewa com a qual se apresentou em diversas obras dos grandes ballets de repertório. Profissionalmente participou de temporadas como bailarina contratada do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Além da formação como bailarina, também é graduanda no curso de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E se reconhecendo como negra, enxerga a pertinência das questões em voga propostas na pesquisa, tendo em vista sua vivência no mundo do ballet clássico e conhecimento acerca da importância do reconhecimento histórico para a construção de conhecimentos propulsores de mudanças sociais. Adriana Rio Doce – Diretora de Produção: Produtora, historiadora e designer esteve sempre envolvida em projetos culturais. Foi coordenadora de palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro - TMRJ e coordenadora técnica de turnês Sul Americanas de cias internacionais de dança. Em Nova York atuou como diretora de produção e stage manager por 16 anos prestando serviços para cias de dança, teatro, orquestras, grupos musicais, ópera, organizações culturais, eventos corporativos e de captação de recursos para as artes. Produziu festivais, galas e shows. Colaborou profissionalmente com organizações como Jazz at Lincoln Center, Alvin Ailey, Princeton University, Brooklyn Philharmonic, Christian McBride Big Band, Jazz House Kids entre outros. Em 2016, volta ao Brasil convidada a trabalhar nas produções do TMRJ sendo nomeada Chefe da Divisão Técnica em 2017. Atualmente é Diretora Operacional do TMRJ - sendo responsável pelas áreas de produção e técnica -, Diretora de Produção da orquestra Johann Sebastian Rio e Coordenadora de Produção da Ação Social pela Música do Brasil. Viviane Barreto – Produtora Executiva: Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1998 onde atuou nas produções de O Lago dos Cisnes, La Bayadère, O Quebra Nozes, Carmen, L’Arlésienne, Suite en Blanc, Serenade, A Bela Adormecida, Pas de Quatre, Les Sylphides, Sagração da Primavera, entre outras. É Bacharel em Administração e tem MBA em Gestão e Produção Cultural com Ênfase em Economia Criativa pela FGV. Coordenou o Projeto de Matchfunding Vestimenta Cênica do TMRJ. Atualmente integra a equipe de produção do Theatro Municipal onde, dentre outras funções, coordenou o Ciclo de Palestras gratuitas, colabora na elaboração e execução de projetos especiais e coordena a área de figurino para as temporadas de ópera e ballet. Carla Marins – Programação Visual: Desenhista industrial com trajetória profissional em instituições como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cidade das Artes, Instituto Municipal de Arte e Cultura Rioarte, Museu de Art Contemporânea de Niterói, Museu Nacional de Belas Artes, Fondazion La Biennale di Venezia em branding, mídias, design gráfico, montagem de exposições, mobiliário e sinalização. Atuou na coordenação do Dept de Design do MAM Rio por mais de duas décadas, responsável pelo mobiliário, sinalização, expografias, supervisão e acompanhamento de montagem das exposições de acervo e de outras instituições como MoMA e MoMA PS1, Stedelijk Museum, Fondation Alberto et Annette Giacometti, Cisneros Fontanals Art Foundation, Fundación Proa, Bienal de São Paulo, Itaú Cultural, MNBA, Instituto Tomie Ohtake, Pinacoteca. Atua em processos em propriedade intelectual no campo do desenho industrial desde 2019, pós-graduanda na UFRJ em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação e graduada em Design e Comunicação Visual na PUC-Rio.
PROJETO ARQUIVADO.