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O Festival Tradição dos Saberes será um marco na preservação e valorização da Capoeira, com ênfase na transmissão dos conhecimentos tradicionais perpetuados pela oralidade, homenageando os mestres que guardam esse saber ancestral e promovendo a troca intergeracional de experiências. Realizado em cinco etapas no município do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, o festival oferecerá três tipos de encontros: Formações Teóricas, que abordarão a história, filosofia e práticas da capoeira; Oficinas Práticas, visando o aprimoramento técnico dos capoeiristas; e Aulões Lúdicos, abertos à comunidade, para promover inclusão e fortalecer laços por meio de uma abordagem didática e acessível. O projeto reafirma o compromisso com a salvaguarda dessa importante manifestação cultural, unindo gerações e fortalecendo a identidade cultural local.
O planejamento pedagógico das oficinas culturais do festival de capoeira será baseado no aprendizado prático e vivencial, com ênfase no aprimoramento técnico e cultural dos participantes. Cada oficina terá 90 minutos de duração e será ministrada por mestres e instrutores de capoeira experientes, que ajustarão o conteúdo conforme o nível de conhecimento dos alunos. As oficinas serão dinâmicas e interativas, com atividades práticas que irão desde o aprendizado de movimentos e sequências de ataque e defesa até o desenvolvimento de habilidades musicais, como tocar instrumentos tradicionais (berimbau, atabaque, pandeiro, agogô). Serão também abordados aspectos culturais da capoeira, como sua história, os rituais e o papel dessa prática no contexto afro-brasileiro. O principal objetivo das oficinas é oferecer uma formação integral, promovendo a consciência corporal, a disciplina, o respeito às tradições da capoeira e o senso de coletividade entre os participantes. Além das atividades físicas, haverá momentos para reflexão e discussão sobre o significado da capoeira como manifestação cultural e ferramenta de resistência histórica. - Oficinas Teóricas 1. História e Evolução da Capoeira: Dos Quilombos ao Patrimônio Cultural Análise aprofundada sobre as origens da capoeira, sua evolução histórica e sua transformação de arte de resistência para patrimônio cultural imaterial de Pernambuco, do Brasil e do mundo. 2. Oralidade na Capoeira: Tradição e Transmissão de Saberes Discussão sobre a importância da oralidade na capoeira, como os mestres preservam e transmitem conhecimentos através de histórias, cantos e ensinamentos verbais. 3. O Papel dos Mestres: Liderança e Formação de Novos Capoeiristas Estudo sobre o papel dos mestres de capoeira como guardiões da tradição e educadores, além de sua importância na formação de novos praticantes e na preservação dos valores culturais da capoeira. 4. Simbolismo nas Cerimônias de Batizado e Troca de Cordas Investigação sobre o significado e os simbolismos presentes nas cerimônias de batizado e troca de cordas, explicando sua relevância na trajetória do capoeirista e na hierarquia da capoeira. 5. A Capoeira como Ferramenta de Inclusão Social e Resistência Cultural Reflexão sobre a capoeira como um movimento de resistência cultural e social, e como ela atua na inclusão e empoderamento de comunidades em vulnerabilidade, promovendo transformação social. - Oficinas Práticas - Para Iniciados 1. Movimentos Avançados: Esquivas e Contragolpes Treinamento prático de esquivas, contra-ataques e golpes avançados, focado no desenvolvimento técnico e na fluidez dos movimentos durante o jogo. 2. Sequências de Ataque e Defesa: Domínio do Jogo de Capoeira Prática de sequências coordenadas de ataques e defesas, com ênfase no tempo de resposta e na leitura corporal do adversário. 3. Toques de Berimbau e Ritmos Tradicionais Oficina prática de execução dos toques tradicionais do berimbau, incluindo angola, regional e outros, explorando a importância de cada ritmo no jogo da capoeira. 4. Acrobacias e Floreios: Aperfeiçoamento de Movimentos Aéreos Desenvolvimento de técnicas de acrobacias e floreios, como aú, salto mortal e macaco, para praticantes que desejam incrementar a estética de seu jogo. 5. Ritual da Roda: Estrutura e Condução Prática orientada sobre a organização e condução de uma roda de capoeira, abordando aspectos de liderança, respeito e organização de cantos e toques. 6. Exercícios de Ginga com Aplicação de Golpes Treino intensivo de ginga, incorporando a aplicação de golpes em sequência, para melhorar o equilíbrio, ritmo e ataque durante o jogo. 7. Treinamento de Resistência e Força na Capoeira Oficina dedicada ao desenvolvimento da resistência física e força muscular necessária para a prática constante da capoeira, através de exercícios funcionais. 8. Jogo de Capoeira de Angola: Técnicas Lentas e Precisas Foco no jogo de angola, caracterizado por movimentos mais lentos e próximos ao chão, trabalhando a paciência, controle e precisão dos golpes. 9. Golpes de Pé: Chutes e Desvios no Jogo Regional Prática de chutes, como meia-lua de frente, armada e martelo, com ênfase em como utilizar esses golpes de forma estratégica e eficaz no jogo. 10. Cantigas de Roda: Treinamento Vocal e Instrumental Desenvolvimento de habilidades vocais e instrumentais para liderar cantigas durante a roda, com explicação dos significados e variações das letras. 11. Malícia e Mandinga no Jogo de Capoeira Exploração da “malícia” e da “mandinga” como componentes fundamentais da capoeira, ensinando como aplicar essas qualidades para enganar o adversário e manter o controle da roda. 12. Capoeira em Dupla: Sincronismo e Cooperação Oficina prática para jogos de capoeira em dupla, aprimorando o sincronismo e a cooperação entre os capoeiristas durante a roda. 13. Aprimoramento de Movimentos Fluidos: Circularidade e Transição Treinamento focado em criar transições suaves entre golpes, esquivas e movimentos de floreio, melhorando a fluidez no jogo. 14. Aplicação Tática de Movimentos Defensivos Ensinamento de estratégias táticas de defesa na capoeira, focando na antecipação de golpes e em como neutralizar o ataque do adversário. 15. Ritmos de Atabaque e Pandeiro: Harmonia Musical na Capoeira Desenvolvimento das habilidades em tocar atabaque e pandeiro, garantindo a harmonia dos instrumentos durante a roda e contribuindo para a cadência do jogo. - Aulões - Para Iniciados e Público em Geral 1. Capoeira na Praça: Brincando e Aprendendo Juntos Aula aberta e interativa na praça, onde iniciados e o público em geral podem participar de uma roda de capoeira, aprendendo os movimentos básicos de forma lúdica e descontraída. 2. Movimentos Básicos e Muita Ginga: Introdução à Capoeira Um aulão voltado para ensinar os princípios básicos da capoeira, como ginga, esquivas e alguns golpes simples, com muita diversão e interação entre os participantes. 3. Capoeira Musical: Ritmos e Canto para Todos Aula aberta onde todos podem aprender os ritmos e cantigas da capoeira, com práticas de percussão em berimbau, pandeiro e atabaque, e a integração dos participantes na roda. 4. Movimentando o Corpo: Jogos e Dança Inspirados na Capoeira Aulão que mistura capoeira com movimentos de dança e brincadeiras, criando uma experiência inclusiva e divertida para iniciados e público em geral. 5. Capoeira para Todos: Jogo de Integração e Diversão Uma aula que celebra a inclusão, permitindo que todos participem do jogo de capoeira, independentemente de idade ou experiência, promovendo a integração comunitária. - Oficinas em Escolas Públicas - Crianças e Adolescentes 1. Brincando com a Capoeira: Primeiros Passos Oficina lúdica para apresentar os movimentos básicos da capoeira, como ginga, rolê e aú, ensinando de forma leve e divertida às crianças e adolescentes. 2. Música e Movimento: Ritmos da Capoeira para Jovens Oficina que explora os ritmos tradicionais da capoeira, onde os alunos aprenderão a tocar instrumentos como berimbau e pandeiro, além de sincronizar os movimentos com a música. 3. Capoeira e Valores: Disciplina, Respeito e União Foco nos valores da capoeira, ensinando aos jovens a importância da disciplina, do respeito ao próximo e da união durante a prática dos movimentos. 4. Expressão Corporal e Criatividade: Movimentos da Capoeira Uma oficina que incentiva as crianças e adolescentes a desenvolver sua criatividade corporal, explorando os movimentos livres da capoeira e sua expressão individual. 5. Histórias e Heróis da Capoeira: Conhecendo as Raízes Oficina teórica e prática que apresenta as histórias dos grandes mestres da capoeira e ensina sobre a importância cultural dessa arte para a formação da identidade afro-brasileira.
OBJETIVOS GERAIS- Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão, ao promover a continuidade e o fortalecimento da capoeira, com especial atenção à transmissão dos saberes tradicionais dos mestres, garantindo a preservação e disseminação de suas práticas orais, técnicas e simbólicas, reafirmando o papel central da capoeira como uma expressão viva e representativa da identidade afro-brasileira e da diversidade nacional;- Estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira, por meio de atividades como oficinas teóricas e práticas, em que mestres e praticantes compartilhem e perpetuem os saberes tradicionais, criando um espaço de troca e aprendizado contínuo, reforçando as conexões entre diferentes tradições que integram o vasto universo da capoeira;- Promover o restauro, a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em suas dimensões material e imaterial, assegurando que a transmissão oral dos saberes sobre técnicas, cânticos, movimentos e a confecção de instrumentos tradicionais da capoeira seja realizada de forma sustentável, garantindo que essas heranças sejam mantidas vivas e acessíveis para as futuras gerações;- Incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais, criando oportunidades para que os conhecimentos e tradições da capoeira sejam transmitidos e experienciados de forma direta, por meio de oficinas e eventos inclusivos, permitindo que indivíduos de diferentes contextos sociais e faixas etárias aprendam e preservem os ensinamentos que sustentam essa manifestação cultural;- Fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural, ao integrar a capoeira e a transmissão dos saberes como ferramentas de inclusão social e cidadania, proporcionando acesso a conhecimentos que fortalecem as identidades culturais, promovem o respeito às tradições e contribuem para a construção de laços comunitários sólidos.OBJETIVOS ESPECÍFICOS1. Promover 20 oficinas de capacitação focadas nos saberes tradicionais da capoeira, divididas em 5 encontros de formação teórica e 15 oficinas práticas, com a participação estimada de cerca de 600 pessoas. Essas atividades serão um espaço privilegiado para a transmissão de conhecimentos ancestrais, abordando desde a criação e o uso de instrumentos típicos, até a musicalidade característica, a história da capoeira, o aprendizado dos cantos tradicionais e a prática dos movimentos corporais. Ao promover uma formação abrangente e multidimensional, as oficinas permitirão aos participantes não apenas desenvolverem suas habilidades, mas também atuarem como futuros disseminadores desse saber tradicional em suas comunidades, contribuindo para a preservação e fortalecimento contínuo da capoeira;2. Realizar 5 "aulões" abertos, com previsão de até 50 participantes por aula, totalizando aproximadamente 250 envolvidos. Esses encontros terão um caráter lúdico e inclusivo, voltados tanto para iniciados na capoeira quanto para o público em geral, permitindo uma vivência descontraída e acessível dos saberes tradicionais. Os aulões serão uma oportunidade para promover a interação de praticantes e novatos, explorando de forma leve os fundamentos da capoeira, como os movimentos básicos, a musicalidade e os cânticos, enquanto se fortalece a apreciação e a preservação dessa expressão cultural em um formato aberto e envolvente;3. Fomentar a integração e o intercâmbio entre os grupos de capoeira, atingindo cerca de 10 diferentes grupos de capoeira, promovendo o compartilhamento de vivências e saberes durante os encontros. Essa troca de experiências fortalecerá as relações entre os capoeiristas e suas comunidades, ampliando a circulação de conhecimentos e práticas regionais e criando uma rede colaborativa que enriquece a pluralidade e a riqueza cultural da capoeira;4. Promover a inclusão social e o empoderamento dos participantes, proporcionando às crianças e jovens em situação de vulnerabilidade a chance de participar das oficinas e formações. A capoeira será utilizada como uma ferramenta de educação, disciplina, autoestima e cidadania, reforçando seu papel como promotora de identidades culturais positivas e estimulando o desenvolvimento pessoal e comunitário;5. Difundir a relevância dos valores culturais e históricos da capoeira para além dos círculos de praticantes, por meio de ações de comunicação e divulgação dos eventos e oficinas, sensibilizando o público sobre a importância da capoeira como patrimônio imaterial do Brasil e incentivando a participação de novos adeptos e admiradores dessa expressão cultural.6. Realizar cinco oficinas culturais de capoeira como Iniciativa de Impacto Social em escolas públicas do município do Cabo de Santo Agostinho. Essas oficinas terão o objetivo de introduzir crianças e adolescentes (200 no total) ao universo da capoeira, transmitindo saberes tradicionais de forma acessível e lúdica. Além de promover a educação cultural, as oficinas fortalecerão o vínculo dos jovens com a história e os valores da capoeira, contribuindo para a construção de cidadania e o desenvolvimento de habilidades sociais e físicas, ampliando o alcance da capoeira em comunidades que muitas vezes não têm acesso a essa manifestação cultural. Em cada uma das cinco etapas, uma escola pública da região será contemplada.
A Capoeira é uma joia da cultura brasileira, nascida da resistência e da criatividade dos africanos escravizados no Brasil colonial. No século XVI, esses africanos desenvolveram a Capoeira como um meio de defesa e luta pela liberdade, disfarçando-a em forma de dança para enganar os senhores de engenho. Ela é parte intrínseca da identidade nacional e representa uma expressão viva da diversidade da cultura brasileira, carregando uma responsabilidade significativa na preservação da história, cultura e tradições afro-brasileiras. A Capoeira, além de ser reconhecida como uma prática multifacetada, integrando música, dança, luta e espiritualidade, desempenha um papel crucial na formação de laços comunitários e na manutenção da memória cultural afro-brasileira. Sua importância foi formalmente reconhecida quando a Capoeira foi inscrita como patrimônio histórico de Pernambuco (2018) e do Brasil pelo IPHAN (2008) e, finalmente, como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO (2014). Desde sua origem, a Capoeira tem sido um símbolo de resistência e resiliência para comunidades negras e em situação de vulnerabilidade social. Em favelas e periferias, a Capoeira vai além de uma atividade física, tornando-se uma ferramenta poderosa de transformação cultural e social. Ela oferece às crianças, jovens e adultos não só um espaço de expressão, mas também uma rede de apoio, promovendo disciplina, autoestima e cidadania. Os mestres de Capoeira, que atuam como guardiões dessa tradição, são figuras centrais nesse processo, transmitindo saberes ancestrais e fortalecendo identidades culturais. A transmissão dos conhecimentos tradicionais da Capoeira ocorre de maneira predominantemente oral. Mestres de Capoeira são depositários de uma herança viva, transmitida através das rodas, dos cânticos, dos movimentos e da oralidade. A manutenção desses saberes depende da continuidade desse processo de transmissão, que tem sofrido ameaças devido à falta de valorização da Capoeira em diversos espaços. Muitos mestres enfrentam dificuldades financeiras, precisando se dedicar a outras atividades para garantir sua subsistência, o que compromete a sua capacidade de se dedicar plenamente à formação de novos capoeiristas. Nesse sentido, a organização de eventos culturais focados na capoeira desempenha um papel crucial e tangível na preservação dessa significativa expressão da identidade afrodescendente, tornando-se extremamente importante, especialmente por: - "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", garantindo que o festival de capoeira seja totalmente gratuito, proporcionando um acesso verdadeiramente democrático à cultura. Tanto os alunos que participarão das cerimônias e oficinas quanto o público em geral poderão se imergir nas tradições da capoeira, vivenciando não apenas a prática, mas a rica transmissão dos saberes orais, musicais e corporais que a capoeira carrega. Isso permite que pessoas de diferentes contextos sociais, inclusive as mais vulneráveis, tenham a oportunidade de aprender diretamente com mestres e preservem uma tradição cultural única; - "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização dos recursos humanos e conteúdos locais", ao realizar o festival na região Nordeste, um celeiro da diversidade cultural do país. O projeto faz questão de trazer mestres e oficineiros de capoeira locais, que carregam consigo o conhecimento ancestral da prática, promovendo uma transmissão genuína dos saberes afro-brasileiros. Isso não apenas fortalece a prática da capoeira como manifestação cultural regional, mas também reafirma o Nordeste como uma referência na perpetuação e inovação das tradições afrodescendentes, valorizando os recursos culturais e humanos locais; - "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional", considerando que a capoeira, como legado dos povos africanos e afrodescendentes, é um dos pilares da identidade cultural brasileira. Ao apoiar a continuidade das práticas de batizado e troca de cordas, o projeto assegura que esses rituais, que simbolizam tanto o aprendizado quanto a evolução dos capoeiristas, sejam preservados e valorizados. Isso fortalece não só a memória cultural, mas também o processo de transmissão dos saberes entre gerações, consolidando a capoeira como uma expressão viva e dinâmica da herança africana no Brasil; - "preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro", ao promover oficinas culturais de capoeira, visando transmitir conhecimentos que vão desde a confecção de instrumentos até a musicalidade e os movimentos característicos da capoeira. Ao mesmo tempo, contribui com o "fomento à produção cultural e artística e com a preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico", garantindo que essa prática continue a ser não só vivenciada, mas também expandida e valorizada em novas gerações, conectando o passado e o futuro de forma sustentável e inclusiva. A Capoeira, por sua natureza inclusiva e diversa, acolhe pessoas de todas as idades, gêneros e condições sociais. Nas rodas, as diferenças são celebradas como fonte de enriquecimento cultural, promovendo um ambiente de aprendizado mútuo e respeito. A Capoeira ensina a importância da diversidade e reforça valores como cooperação e igualdade. Crianças e jovens aprendem não apenas a gingar e jogar, mas a respeitar e valorizar a cultura afro-brasileira. O preconceito e a estigmatização, no entanto, ainda cercam a Capoeira em muitos contextos. Esse cenário é agravado pela falta de financiamento adequado, com muitos grupos de Capoeira dependendo de doações para manter suas atividades, como o aluguel de espaços e a compra de instrumentos. O apoio da iniciativa pública e privada é fundamental para garantir a perpetuação dessa herança cultural. Nesse contexto, o projeto Tradição dos Saberes busca atuar como uma resposta concreta à necessidade de salvaguarda dos saberes tradicionais da Capoeira. O projeto se propõe a oferecer oficinas teóricas e práticas, que abrangem desde a confecção de instrumentos, os cantos tradicionais, até a história e os movimentos que compõem essa arte. O foco do projeto é a transmissão dos saberes, em especial através dos mestres, reforçando o papel fundamental que eles desempenham na perpetuação da Capoeira. As oficinas serão voltadas tanto para iniciados, aprofundando seu conhecimento, quanto para o público geral, por meio de "aulões" inclusivos e lúdicos. No total, ao somarmos oficinas culturais (teóticas e práticas), aulões e oficinas nas escolas públicas, o festival atingirá, diretamente, cerca de 1050 pessoas). A Lei Rouanet (Lei Nº 8.313/91) é um instrumento essencial para a viabilização de iniciativas como essa. Ela promove o "acesso às fontes da cultura" e valoriza "os recursos humanos e conteúdos locais", elementos que se alinham perfeitamente à proposta do Tradição dos Saberes, promovendo a capoeira como uma ferramenta de inclusão, educação e transformação social". Por meio deste projeto, visamos não só valorizar a Capoeira como prática cultural, mas também garantir que seus saberes e tradições continuem a ser transmitidos para as futuras gerações. A Capoeira, com sua rica história e profunda ligação com a identidade afro-brasileira, é um patrimônio que deve ser preservado e celebrado. E, com o apoio da Lei Rouanet, podemos assegurar que os mestres de Capoeira tenham o reconhecimento e os recursos necessários para continuar cumprindo seu papel essencial na sociedade. Por isso, a utilização do "Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei 8313/91" é essencial para que o projeto Tradição dos Saberes atinja seus propósitos e contribua para o fortalecimento da capoeira, da cultura afro-brasileira e da diversidade cultural brasileira. SALVE CAPOEIRA!
PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL - O período de produção do festival ocorrerá ao longo de seis meses, com a realização de oito etapas, cada uma com suas cerimônias de Batizado / Troca de Cordas. Cada uma dessas etapas terá a seguinte programação: 8h:00 - Recepção dos participantes 8h:30min - Oficinas de Capoeira - prática e teórica - ocorrem ao mesmo tempo 10h:00min - Oficina de Capoeira - prática 11h:30min - Roda de capoeira - aplicação dos conceitos apreendidos nas oficinas 12h:00 - Almoço 13h:30min - Oficina de Capoeira - prática 15h:00 - Roda de capoeira - aplicação dos conceitos apreendidos na oficina 15h:30 - Aulão - aberto ao público em geral 16h:30min - Roda de Mestres 17h:00 - Roda Geral Final
ACESSIBILIDADE FÍSICA O projeto “Festival de Capoeira – Tradição dos Saberes” conta com uma valiosa parceria com a Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho, que disponibilizará diversos espaços adequados para a realização das cerimônias de batizado e trocas de cordas. Esses espaços serão previamente avaliados pelos grupos participantes em termos de localização geográfica e disponibilidade de agenda, para garantir que cada grupo possa escolher o ambiente mais acessível e apropriado para suas necessidades. Os espaços cedidos incluem Ginásios das Escolas Modelo do Município (7), Auditórios das Escolas Modelo (5), Estação Cidadania (1) e Ginásios Municipais (2). Todos esses locais já contam com infraestrutura adaptada para garantir plena acessibilidade às pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. As adaptações disponíveis incluem: - Banheiros acessíveis e adaptados; - Rampas de acesso; - Corrimões nas áreas de circulação; - Pisos táteis, garantindo maior segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual. Além disso, durante as cerimônias, haverá áreas de assentos reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo que todos possam assistir e participar das atividades com conforto e segurança. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO A Prefeitura Municipal também viabilizará a produção de material informativo acessível. Um livreto será criado para explicar os significados de cada etapa das cerimônias, assim como um resumo da história da capoeira e sua relevância cultural. Este material será produzido em formato acessível, com a impressão de 25 livretos em braile (sem custos para o projeto), utilizando máquinas e impressoras disponíveis em uma unidade especializada da rede municipal de ensino. Esse livreto será distribuído gratuitamente, promovendo a inclusão de pessoas com deficiência visual. Durante o festival, intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) estará presente para garantir a plena compreensão e participação das pessoas surdas ou com deficiência auditiva. A presença desse profissional no festival é um compromisso com a inclusão, conforme previsto no item 9 da planilha orçamentária. O vídeo oficial do festival, que será produzido e divulgado após o evento, contará com legendas, ampliando o acesso para pessoas com deficiência auditiva e tornando o conteúdo mais inclusivo para o público em geral.
ACESSO GRATUITO E AMPLIAÇÃO DA INCLUSÃO CULTURAL O Festival “Tradição dos Saberes” será um evento inteiramente gratuito em todas as suas etapas, desde as cerimônias de batizado e troca de cordas até as oficinas e atividades culturais. Ao longo dos oito momentos principais que compõem o festival, todos os participantes, sejam alunos envolvidos nas cerimônias ou público geral presente, terão acesso irrestrito e gratuito a todas as atividades. Esse compromisso com a gratuidade não se restringe à participação presencial. Alinhado à legislação cultural vigente e aos princípios de democratização do acesso à cultura, o projeto propõe uma série de ações para ampliar ainda mais o alcance do evento e garantir que ele chegue a uma audiência diversificada, independente de barreiras geográficas ou financeiras. Como forma de ampliação do acesso, ancorados na legislação específica, propõe-se: - "disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal". - "garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos". Nesse sentido, para atingirmos tais objetivos, e para reforçar a conectividade em tempo real com o público, as cerimônias e atividades serão transmitidas ao vivo pela plataforma Instagram, permitindo uma interação dinâmica e acessível, especialmente para as gerações mais jovens e conectadas. Após o evento, vídeos gravados serão disponibilizados no canal do festival no YouTube, oferecendo um repositório digital do evento. Essa estratégia não só amplia o acesso ao festival, mas também contribui para a preservação e disseminação da capoeira como patrimônio cultural imaterial. Ainda com base na legislação, garantiremos: - "realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas"; - "realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil"; Reconhecendo o poder transformador da capoeira na vida de crianças e jovens, o festival terá uma forte ênfase em atividades voltadas para o público infantil e infantojuvenil. Em cada uma das etapas, uma oficina gratuita dedicada a crianças e adolescentes será realizada em escolas públicas (cinco oficinas no total). Essas oficinas visam não apenas ensinar os primeiros movimentos da capoeira, mas também transmitir valores importantes, como disciplina, respeito, cooperação e pertencimento. O objetivo é engajar jovens estudantes na prática da capoeira e na vivência de sua cultura, contribuindo para sua formação integral e para o fortalecimento do vínculo com suas comunidades. A realização dessas oficinas em escolas públicas reforça o compromisso social do projeto com a inclusão, garantindo que crianças e adolescentes de diferentes origens possam acessar atividades culturais de qualidade e interagir com mestres e praticantes de capoeira. É prevista a participação de 200 crianças e adolescentes.
NICOLE JULIANE NASCIMENTO DE ASSIS - Professora Branquinha Cargo: PRODUTORA EXECUTIVA - Responsável pela Coordenação Geral do Festival. Atuará em toda gestão do projeto (administrativa, financeira e de produção), desde a pré-produção, passando pela produção, chegando à pós-produção. - O cargo será remunerado conforme ítens orçamentários: 5 (Pré-Produção), 11 (Produção) e 16 (Pós-Produção) Funções: - Contratação de empresas prestadoras de serviço, bem como coordenar a atuação dessas empresas; - Gestão financeira; - Planejar, organizar e administrar todos os recursos necessários para a produção do projeto. Coordenação, logística, gestão de equipe e controle de orçamento - Prestação de Contas. RESUMO DO CURRÍCULO Nicole Juliane Nascimento de Assis Nascimento: 15/03/2001 - Cabo de Santo Agostinho - PE CPF: 115.410.014-60 - RG: 10.041.734 SDS-PE Endereço: Rua Cremilton Walter Pietro Figueiredo - 46-C - COHAB, Cabo de Santo Agostinho - PE - CEP: 54.520-100 ACADÊMICO Formação: Estudante de Arquitetura (9º Período) - Faculdade Guararapes - Jaboatão dos Guararapes - PE CULTURAL Formação/Atuação Cultural: Capoeira: Pratica capoeira há 13 anos, tendo atualmente a graduação de Professora, no Grupo Mandingá Capoeira (participante desde sua fundação), onde atua dando aulas em duas comunidades, para cerca de 65 alunos. Faz uma ligação entre sua formação acadêmica com sua atuação cultural, ao pesquisar a utilização de conceitos da arquitetura na cultura e nas artes, sobretudo, nas questões de iluminação e cenografia. Nesse sentido, atuou nas últimas seis edições anuais da MOCASPE (Mostra Cabense de Esquetes e Poesias Encenadas), justamente como coordenadora de iluminação e cenografia. TERCEIRO SETOR Atuação no Terceiro Setor: Para além da atuação em grupos de Capoeira, vale destacar também a atuação em entidades sem fins lucrativos, por exemplo: Associação de Moradores da COHAB - Coordenação Feminina (Cabo de Santo Agostinho - 2015/2020); Associação de Moradores da Praia de Gaibu - Coordenação Feminina (Cabo de Santo Agostinho - 2020/atual); GRUDAGE - Iluminação e Cenografia (Grupo de Teatro da Gente - 2018/2022); Instituto Fênix de Desenvolvimento Humano e Social - Coordenação de Cultura (Cabo de Santo Agostinho - 2020/hoje); Centro das Mulheres do Cabo - Coordenaçao de Cultura(2022/hoje); Associação Esportiva das Praias do Cabo de Santo Agostinho - Coordenação Cultural (2023/hoje). - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ANILTON JOSÉ DA SILVA - Mestre Senzala Cargo: COORDENADOR TÉCNICO Responsável por todas as relações específicas da capoeira, toda questão cultural e tradicional. - O cargo funcionará "em colaboração" (voluntário). Funções: - Realizar, junto com a Produtora Executiva, as reuniões preparatórias, “coletivas” (com todos os grupos) e com cada grupo separadamente; - Preparar, junto com os grupos, os locais dos eventos; - Coordenar as rodas de capoeira, bem como todo o cerimonial, respeitando as especificidades de cada grupo; - Definir, junto a Produtora Executiva e com o Coordenador Cultural, os Mestres responsáveis por ministrar as oficinas; - Produzir, junto com o Coordenador Cultural, o material explicativo a ser produzido (impresso e em braile) para distribuição. RESUMO DO CURRÍCULO Anilton José da Silva Nascimento: 20/02/1971 - Cabo de Santo Agostinho - PE CPF: 666.565.244-00 - RG: 4.330.334 SDS-PE Endereço: Rua 31 - 51 - Bela Vista, Cabo de Santo Agostinho - PE - CEP: 54.530-340 ACADÊMICO Formação: Ensino Médio Completo PROFISSIONAL - Instrutor - Programa PROCUCA - Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho - 2001/2004 - Professor - Projeto Camaradas - Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá - 2002/2012 - Educador Cultural - Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho - 2001/2014 - Coordenador - PROJETO RODA DE BAMBAS - Instituto Fênix de Desenvolvimento Humano e Social - 2015/2016 CULTURAL Praticante de capoeira desde 1987. Desde muito cedo começou a desenvolver um senso de organização e gestão. Em 1985, funda, junto com amigos, um dos maiores grupos de capoeira da cidade, o Volta que o Mundo Dá. Em 2014, funda o Centro de Desenvolvimento e Pesquisa Mandingá Capoeira, grupo que se torna referência no município do Cabo de Santo Agostinho; Em 2020 é eleto presidente da recém formada Associação de Grupos de Capoeira do Cabo de Santo Agostinho e luta pela legalização e reconhecimento da associação; É Diretor Cultural do Instituto Fênix de Desenvolvimento Humano e Social e representante da Sociedade Civil, Segmento de Cultura Popular no Conselho Municipal de Política Cultural do Cabo de Santo Agostinho, reeleito para o período 2023/2026. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - HENRIQUE GERSON KOHL - Mestre Tchê Cargo: COORDENADOR CULTURAL Responsável pela elaboração da grade de temas das oficinas culturais, bem como da definição dos Mestres que irão ministrar as oficinas. - O cargo funcionará "em colaboração" (voluntário). - O próprio Coordenador Cultural poderá atuar como oficineiro, caso seja necessário e/ou solicitado por algum grupo, fato esse, que gerará remuneração para o mesmo, no mesmo valor dos outros ministrantes das oficinas, como demonstrado no ítem 19 (Instrutor) na Planilha Orçamentária. Funções: - Definir, junto com a Produtora Excecutiva e o Coordenador Técnico, os Mestres responsáveis por ministrar as oficinas; - Convidar os Mestres responsáveis por ministrar as oficinas e providenciar substituições que sejam, eventualmente, necessárias; - Assegurar a estrutura necessária para as oficinas (observar condições do local, do som, do ambiente como um todo); - Coordenar as oficinas de capoeira, respeitando as especificidades de cada grupo; - Produzir, junto com Produtora Executiva, o material explicativo a ser produzido (impresso e em braile) para distribuição. RESUMO DO CURRÍCULO Henrique Gerson Kohl Nascimento: 05/01/1980 - Canoas - RS CPF: 031.209.344-61 - RG: 6.552.228 SDS - PE Endereço: Rua Osório Borba, n.179, apt. 201, Piedade, Jaboatão dos Guararapes-PE - CEP: 54.400-120 CULTURAL Praticante de capoeira desde 1994. Mestre de Capoeira (2023); Pós-Doutorado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação do Centro de Educação da UFPE, pelo Núcleo de Identidades e Memórias (2021), tendo como objeto de pesquisa, a capoeira; Responsável pela Associação Capoeira Interação em Pernambuco-Brasil (Entidade presidida pelo Mestre Vulcão-Holanda/Bélgica, com quem segue desde o ano 2001; Acadêmico da Academia de Letras do Jaboatão dos Guararapes-PE (Patrono: Valdemar de Oliveira); Membro do Departamento de Educação da Confederação de Capoeira Desporto do Brasil (CCDB). ACADÊMICO Licenciatura Plena em Educação Física - UFPE (2004); Especialização em História e Cultura Afro-brasileira pelo Instituto Nacional de Educação (2021); Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação – UFPE (2007); Doutor em Educação pelo Programa de Pós- Graduação em Educação do Centro de Educação da UFPE (2012); Pós-Doutorado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação do Centro de Educação da UFPE, pelo Núcleo de Identidades e Memórias (2021). PROFISSIONAL Docente do Curso de Educação Física do DEF/CCS/UFPE (2011), cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física. Também trabalha com o componente curricular de Ética do Profissional de Educação Física; Coordenador do Projeto de Extensão "Capoeira COM a UFPE: gingados transformadores ao ritmo de epistemologias críticas".
PROJETO ARQUIVADO.