Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto tem como objetivo principal incentivar as práticas musicais autoriais de adolescentes dos últimos anos do Ensino Fundamental (8° e 9° anos) e, do Ensino Médio de escolas públicas e privadas do Município de Rio Grande, visando a gênese, o aproveitamento ou aperfeiçoamento das formações musicais existentes in loco, tendo em vista, a realização de um festival escolar de música.
Objetivo Geral Através da realização de oficinas de composição musical (produção textual e fundamentos teóricos e práticos voltadas a composição musical), bem como, de ensaios orientados, o projeto tem como finalidade estimular a produção autoral de adolescentes com idade entre 14 e 17 anos, promovendo o surgimento de novos talentos artísticos que possam contribuir para fomentar a cena musical autoral e a formação de público expectador na cidade de Rio Grande - RS. Objetivos Específicos 1) Realização de 10 oficinas de produção textual, com 1 hora de duração, enquanto forma de capacitação para a escrita de canções; 2) Realização de 10 oficinas de fundamentos teóricos e práticos de composição musical com 1 hora de duração; 3) Realização de 5 ensaios com duração de 2 horas para cada formação musical, totalizando 50 ensaios e 100 horas, orientado por um músico, intérprete ou compositor local em estúdios devidamente equipados; 4) Realização do festival de música com a apresentação de uma canção autoral e uma canção cover; 5) Incentivar as práticas musicais autorais de adolescentes com idade entre 14 e 17 anos; 6) Promover o contato dos adolescentes com o contexto de produção musical local, através da interação com músicos, intérpretes e compositores rio-grandinos. 7) Oferecer aos jovens talentos, espaços adequados para o desenvolvimento das atividades socioculturais musicais, tanto no que diz respeito a realização das oficinas e ensaios, quanto a apresentação no palco do Teatro Municipal, local histórico onde ocorrerá o festival de música. 8) Fomentar a socialização através da música, enquanto forma de fortalecer ações culturais coletivas que interfiram favorávelmente em ambientes onde as práticas teóricas e instrumetais, sobreponham o tempo utilizado pelos adolescentes em ambientes virtuais e redes sociais; 9) Emitir certificado de participação para todos os envolvidos no projeto; 10) Além de troféu personalizado com a identidade visual do festival, a formação musical vencedora (banda) receberá como premiação 01 guitarra, 01 contrabaixo, 01 bateria, 01 piano elétrico, 01 caixa ativa, 01 cubo de guitarra e 01 cubo de baixo. 11) Cada inscrição dará direito ao participante receber uma camiseta contendo a identidade visual do projeto.
O Município de Rio Grande possui um riquíssimo histórico de atividades socioculturais ligadas a produção musical que remonta o século XIX. Bares, boates e teatros, inicialmente se apresentavam como locais possíveis para as práticas musicais. Com o passar dos anos, o surgimento de dezenas de orquestras acabou dinamizando e pluralizando as práticas musicais, que passaram a contar com a presença de músicos instrumentistas formados por escolas de diversas partes do país, uma vez que, muitos deles acabavam transferidos de suas unidades militares para atuarem na cidade. Cabe mencionar ainda que, desde 1922, a cidade contava com a existência de um conservatório de música que anos mais tarde se transformou na Escola de Belas Artes Heitor de Lemos. Entre as década de 1950 e 1980, em que pese o contexto conturbado da história brasileira, a população rio-grandina continuou usufruindo e participando intensamente da vida musical da cidade. No decorrer deste período, dezenas de festivais de música foram organizados e realizados por escolas públicas e privadas, bem como, pela Universidade Federal de Rio Grande (FURG) através da participação de centenas de compositores, intérpretes e instrumentistas. Nesse interim, a cena musical rio-grandina viu surgir um movimento intenso de bandas marciais escolares, fazendo com que a cidade, nos primeiros anos do novo milênio, recebesse a alcunha de "a capital nacional das bandas marciais escolares", devido a quantidade e qualidade de suas formações. A década de 1980, ainda viu emergir, no contexto da produção autoral, a efervecência do rock n' roll, projetando os rio-grandinos Bebeco Garcia e Edinho Galhiardi ao cenário do Rock Gaúcho e nacional através da banda Garotos da Rua. Essa breve contextualização histórica oferece um panorama acerca da tradição sociocultural voltada as atividades musicais enquanto elemento de identidade cultural dos rio-grandinos. Atualmente, o cenário de produção musical está extremamente restrito aos trabalhadores em música, que são legítimos herdeiros desse passado. Desta feita, as novas gerações, apesar de seguirem os passos trilhados por seus conterrâneos, estão totalmente desprovidas de quaisquer oportunidades para mostrarem ao público suas produções musicais, uma vez que, inexistem quaisquer iniciativa dos órgãos públicos ou da iniciativa privada em promover eventos com a temática musical voltado a produção autoral do público alvo deste projeto. Assim sendo, esse projeto tem assentada sua justificativa, a final, busca retomar parte desta trajetória, fomentando, difundindo e valorizando o conjunto das manifestações culturais musicais e seus criadores, tendo como instrumentos a realização de oficinas e de um festival escolar de música.
No que diz respeito a acessibilidade física, o espaço destinado a execução do evento, ou seja, o prédio do Teatro Municipal da cidade de Rio Grande, conta com toda a infraestrutura para receber expectadores PcD.
O projeto prevê a transmissão ao vivo do festival de música pelos canais de comunicação do projeto (redes sociais).
Anderson Viana: Coordenador Além de empresário, é instrumentista com mais de 30 anos de experiência. Sua trajetória musical iniciou em bandas de baile, porém, desde sempre esteve ligada à produção musical autoral. Gravou numerosos CD's e participou de festivais de música regionais, estaduais e locais. Música eclética, percorreu boa parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, acompanhando diversos artistas. Leandro Braz da Costa: Coordenador Bacharel, mestre e doutorando em história. Produtor cultural, instrumentista, intérprete e compositor com 30 anos de experiência. Atuoso como jurado, participou e foi premiado em festivais de música de âmbito local, regional e estadual, defendendo canções autorais ou de outros compositores. Tem uma monografia de conclusão de graduação, uma dissertação de mestrado e alguns artigos científicos escritos sobre a realização de festivais de música em Rio Grande. Foi membro do Conselho Municipal de Cultura e do Conselho de Cultura da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Sócio-fundador da Associação dos Músicos de Rio Grande e membro do Centro de Memória da Música de Rio Grande. Enquanto coordenadores, ambos supervisionarão e encaminharão, de forma conjunta, todas as demandas e tarefas que compõem as etapas do projeto.
PROJETO ARQUIVADO.