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Este projeto viabiliza novamontagem e apresentações do espetáculo teatral "Apareceu a Margarida", de Roberto Athayde. Éum dos textos brasileiros mais representados no exterior, e promove uma reflexão sobre a condição da mulher na sociedade. Através de uma abordagem artística, buscamos estimular o debate social e proporcionar acesso à cultura.
Apareceu a Margarida é uma peça de teatro tragicômica escrita por Roberto Athayde em 1973 que conta a história de uma professora tirânica que usa de chantagem, sedução e repressão para dominar a sala de aula. O espetáculo é uma metáfora para o autoritarismo e a coerção, e fala de temas complexos como a alienação e a manipulação do ser humano. A peça é montada em uma sala de aula, onde a plateia representa os alunos. A professora começa a aula com um comportamento doce, mas rapidamente se torna cruel e violenta, estabelecendo um poder opressor sobre os alunos. O texto é rico em metáforas políticas, e o espetáculo alterna momentos cômicos com climas de tensão e dramaticidade.
Objetivo Geral Este projeto viabiliza a montagem do espetáculo teatral "Apareceu a Margarida", de Roberto Athayde, promovendo a reflexão sobre temas sociais e de gênero. Apesar de ser o primeiro texto de Roberto Athayde, escrito aos 22 anos, Apareceu a Margarida, é seu trabalho mais representativo. Ganhou inúmeras montagens no país e no exterior, e já foi encenada em mais de oitenta países. No Brasil, a encenação de Aderbal Freire-Filho e protagonizado por Marília Pêra em 1973 foi um grande sucesso. tendo sido encenada em mais de trinta países. A peça foi revisitada por Marília Pêra nos anos 90, e a sua versão francesa, Madame Marguerite, está em cartaz na França há mais de 40 anos. O autor constrói uma imagem cênica pessoal e original em que a metáfora do poder se encarna em Dona Margarida, professora primária que quer educar seus alunos segundo métodos autoritários e bastante violentos. Na crítica ao espetáculo, Yan Michalski (1932-1990) escreve: "Dona Margarida [...] afirma insistentemente querer o nosso bem: 'D. Margarida é uma segunda mãe para vocês'. Mas os métodos de que ela se vale para levar-nos ao paraíso do saber e da boa educação são tão ilógicos e neuróticos que nos sentimos dominados por uma força cega e onipotente, contra a qual não adianta reagir - e, aliás, ela não nos deixa a menor chance de reação. À medida que a aula progride, acabamos mergulhando numa sensação de terror diante do processo irracional do qual estamos sendo passivos objetos, vítimas e hipotéticos - mas implausíveis-futuros beneficiários. [...] Esse mergulho no terror, entretanto, é realizado pelo autor com um senso de humor que torna a aula extremamente atraente para os alunos-espectadores. O texto de Roberto Athayde é brilhantemente colorido e inventivo, com achados cômicos que se atropelam um atrás do outro, alguns dos quais de uma virulência inesperada. [...] " Esta nova montagem traz como protagonista Jalusa Barcellos, comemorando 50 anos de teatro. Para a direção, foi convidado o premiadíssimo Gustavo Gasparani, acompanhado de uma ficha técnica de profissionais renomados e experientes. Com este projeto pretendemos remontar este grande clássico da dramaturgia brasileira, tornando a produção acessível a um público diversificado, através de duas temporadas. Objetivos Específicos Produzir e montar o espetáculo teatral "Apareceu a Margarida" com apresentações nas cidades de: - São Paulo, com 2 meses de temporada, totalizando 24 apresentações (de sexta-feira a domingo). - Porto Alegre, com 6 apresentações. Como contrapartida social, realizaremos 2 palestras a equipe do espetáculo, falando sobre "O Papel da Educação Hoje no Brasil, a Partir de Dona Margarida em Apareceu a Margarida ". A ação, aberta gratuitamente ao público, será direcionada a estudantes e professores de escolas públicas. Haverá ainda um ensaio aberto, gratuito.
"Apareceu a Margarida" é uma obra emblemática que discute questões fundamentais sobre a condição feminina e a luta por direitos. A peça, escrita no período da ditadura militar brasileira, é uma metáfora sobre o sistema de autoritarismo e coerção, a sala de aula como primeiro espaço de adestramento, o microcosmo de poder. A montagem deste espetáculo não é apenas uma contribuição para o cenário cultural, mas uma oportunidade de promover mudanças sociais. O projeto pretende estimular o diálogo entre os espectadores, destacando a relevância dos temas tratados na obra e sua atualidade. Além disso, ao envolver a comunidade local e promover a acessibilidade, garantimos que a arte chegue a todos, fortalecendo o sentido de pertencimento e cidadania.
Espetáculo teatral com aproximadamente 75 minutos de duração
Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: ACESSIBILIDADE FÍSICA: O projeto será realizado em teatro que tenha medidas de acesso a portadores de deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. O espaço selecionado para realização da temporada será aquele que dispuser de ferramentas como rampa e/ou elevador, banheiros adaptados, sinalização adequada, lugar reservado na plateia para cadeirantes, obesos e cães guia, estacionamento com vagas reservadas, entre outros, para facilitar o acesso. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Teremos intérprete de LIBRAS em todas as apresentações. ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Haverá um QRcode com audiodescrição do espaço cênico e do teatro, disponível para leitura com celular, ambientando o cego ou pessoa com baixa visão no espaço e com os cenários e figurinos. Haverá ainda visitas sensoriais guiadas, mediante agendamento, para grupos de cegos e pessoas com baixa visão, que poderão tocar no cenário e objetos de cena. Durante a visita, integrantes da equipe da peça explicarão detalhes sobre a cenografia, iluminação e figurinos, destacando os elementos que compõem o espetáculo. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Haverá treinamento da equipe para interagir de forma inclusiva e acolhedora, recebendo todos os públicos. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade Física: As palestras serão realizadas em espaços plenamente adaptados para portadores de deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços selecionados serão aqueles que dispuserem de ferramentas como: rampa, elevador, banheiros adaptados, entre outras. Acessibilidade de para PcD visuais: Por se tratar de conteúdo de explanação oral, o conteúdo é automaticamente acessível para cegos e pessoas com baixa visão. Acessibilidade para PcD auditivos: Teremos intérprete de LIBRAS presente nas duas palestras.
Conforme instrução normativa vigente, haverá distribuição gratuita de 10% do total de ingressos com caráter social, educativo ou de formação artística, atendendo especialmente a ONGs, escolas públicas e demais instituições de reconhecido trabalho social. Haverá ainda mínimo de 20% de ingressos comercializados ao preço máximo de R$ 42. Em atenção ao artigo 30 da IN 11/2024, realizaremos uma ação extra: um ensaio aberto em São Paulo.
Ficha Técnica Texto: Roberto Athayde Direção: Gustavo Gasparani Atuação: Jalusa Barcellos e um ator a ser convidado Coordenação de Produção: Júlio Luz Cenário: Beli Araújo Iluminação: Paulo César Medeiros Figurino: Marília Carneiro Texto: Roberto Athayde Autor. Projeta-se como dramaturgo de Apareceu a Margarida, que tem mais de quarenta produções na língua alemã, quase trinta na língua francesa, e é encenada em mais de oitenta países. Direção: Gustavo Gasparani Ator, autor, diretor e produtor, com formação em canto e dança, Gustavo Gasparani é o que se pode chamar de “homem de teatro”. Iniciou sua carreira em 1982, no TACA - Teatro Amador do Colégio Andrews, dirigido por Miguel Falabella. Ao longo desses anos, participou de mais 70 espetáculos teatrais, fundou uma das companhias de teatro mais importantes do país – a Cia dos Atores, dirigiu shows com grandes nomes da MPB, escreveu e produziu espetáculos musicais de destaque na cena teatral contemporânea, recebendo os principais prêmios do país (APCA, Shell, APTR, Cesgranrio, Reverência, Bibi Ferreira, entre outros) Paralelamente, publicou três livros neste período. Alguns trabalhos de destaque: RICARDO III, BEM SERTANEJO, INSETOS, Zeca Pagodinho - o musical e SAMBRA - 100 anos de samba. Em 2023, estreou os espetáculos: VOZES NEGRAS - A Força do Canto Feminino, idealização e direção geral de Gustavo com texto em parceria com Rodrigo França. CLIFF - Precipício, de Alberto Conejero López, direção de Fernando Philbert, na função de ator; JULIUS CAESAR - Vidas Paralelas, uma adaptação de Gustavo Gasparani a partir da obra de Shakespeare, para a Cia dos Atores. No mesmo período, lançou os livros TRÊS POETAS DO SAMBA-ENREDO e AMIR HADDAD DE TODOS OS TEATROS, ambos pela editora Cobogó; filmou as séries Detetives do Prédio Azul, Canal Gloob e Sob Pressão, produção: Conspiração; e dirigiu o show “Fafá de Belém a filha do Brasil”. Atualmente, segue em turnê com “Julius Caesar -Vidas Paralelas” e “Como Posso Não Ser Montgomery Clift?” pelo Brasil. Atuação: Jalusa Barcellos Com vasta experiência de 49 anos como atriz, Jalusa acumula mais de 40 espetáculos teatrais e mais de 30 participações em novelas, minisséries e programas televisivos. Além de sua carreira artística, destaca-se como jornalista, atuando em mais de 15 programas como apresentadora/entrevistadora. Na gestão pública, liderou projetos sociais impactantes, como o "Cine Brasil", exibindo cinema gratuito por dois anos na Baixada Fluminense e Zona Oeste, alcançando 120 mil espectadores. O "Espalhando Arte" apresentou dez espetáculos simultaneamente, totalizando 218 apresentações e 54.650 espectadores em diversas regiões. Jalusa também desenvolveu o "Projeto Cultura da Cidadania", estabelecendo parcerias com entidades sociais e escolas para distribuição gratuita de ingressos teatrais em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Seu trabalho na Escola das Artes Técnicas Luís Carlos Ripper recebeu reconhecimento internacional, incluindo a Chancela Oficial da UNESCO, por ser um dos maiores projetos de inclusão social na América Latina. Como autora de sete livros, Jalusa contribuiu significativamente para a literatura teatral brasileira. Além disso, desempenha funções como diretora e produtora teatral, enriquecendo ainda mais sua trajetória profissional. Coordenação de Produção: Júlio Luz No mercado há 22 anos, já atuou como ator, diretor e produtor de diversos projetos culturais. Coordenou a Casa Aguinaldo Silva de Artes (SP). Circulou com o espetáculo Vozes da Floresta, com a atriz Lucélia Santos, participou da produção de projetos como Experiência D.P.A Seja um Detetive, Casa BBB e Arquivos da Cena LGBTQI+ Carioca, com Rodrigo Faour. Proodução executiva das cantoras Rita Benneditto e Nana Kozak. Produziu os espetáculos: Erê, ganhador do edital Pulsar Sesc / 2023, Grande Sertão Veredas - Riobaldo, com direção de Amir Haddad, indicado ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Ator e Dramaturgia; Clarice e Nelson - Um recorte biográfico a partir de entrevista, temporada no CCBB - RJ, Festival Gamboa de Portos Abertos, entre outros. Cenário: Beli Araújo Sua trajetória começou nos anos 80 no Teatro Tablado, onde desenvolveu habilidades em cartazes, adereços, figurinos e cenários. Trabalhou ao lado de figuras proeminentes como Kalma Murtinho e Gringo Cardia, contribuindo para espetáculos teatrais e shows musicais, envolvendo artistas como Chico Buarque e Deborah Colker. Seus talentos foram reconhecidos com indicações e prêmios, incluindo o Prêmio Mambembe e o Prêmio Shell, por sua contribuição para produções teatrais notáveis. Além disso, Beli deixou sua marca em filmes, como "Cidade de Deus", e em projetos televisivos e multimídia. Recentemente, ela colaborou em projetos como o espetáculo "Julius Caesar" e "Meus 2 Pais", demonstrando sua versatilidade e relevância contínua no cenário artístico. Seu trabalho reflete uma combinação única de criatividade, técnica e comprometimento, consolidando seu status como uma das principais cenógrafas do Brasil. Iluminação: Paulo César Medeiros Iluminador carioca com 38 anos de carreira, acumula 107 indicações e 23 prêmios, incluindo 5 Prêmios Shell, 3 APTRs, 2 Bibi Ferreira, Aplauso, Cenyn, e outros. Colaborou com renomados diretores, como Bibi Ferreira, Marília Pera, Miguel Falabella, e Charles Moeller. Participou de cerca de 1200 projetos de luz e é sócio fundador da Art Light. Iluminou artistas como Maria Bethânia, Alcione, Ivan Lins, e outros. Destaca-se como co-criador da Festa das Luzes da Mata Atlântica. Autor do livro "A Dramaturgia da Luz," também lecionou na Escola Sesc de Arte Dramática. Principais espetáculos incluem "O Futuro Dura Muito Tempo," "A Partilha," e "Cabaret." Formado em Comunicação e Licenciatura em Artes Cênicas, aprimorou-se em cursos de Direção de Fotografia, Elétrica, e cenografia. Bacharel em Teatro pela CAL. Figurino: Marília Carneiro Estreou como figurinista no filme: “O Homem que Comprou o Mundo”, de Eduardo Coutinho. Em fins de 1960, abriu, em Ipanema, uma boutique: “Truc”. Ela viajava sempre à Europa, onde tinha amigos brasileiros exilados, que por lá viviam. Ela trazia peças, coisas originais e desenvolvia seus produtos aqui. Começou a fazer sucesso e a ser conhecida. Vendeu sua loja, foi trabalhar na “ Obvius” e depois entrou na Rede Globo, através da amiga Dina Sfat, grande atriz, para ser figurinista. Quem a contratou foi Daniel Filho. Sua primeira novela na Globo foi: “Ossos do Barão”, em 1973. Essa novela, que foi a segunda a cores, na emissora, marcou muito por seus figurinos. Marilia Carneiro gostava de garimpar roupas em todas as lojas. Fez a novela: “Rebu”, a seguir: “ Pecado Capital” e seguidamente, mais de 20 novelas. Fez também o humorístico “TV Pirata”, em 1988, e o seriado: “ Mulher”. Também fez as belíssimas minisséries: “Lampião e Maria Bonita”, “ Quem Ama Não Mata”. Fez a novela: “ Gabriela”. Fez : “ Rabo de Saia”, “ Tenda dos Milagres”, “ Anos Rebeldes”, “ A Casa das Sete Mulheres”,” Dancin’Days (nesta foi Marília Carneiro quem lançou a moda das soquetes de lurex, que Sônia Braga usava) . Fez: “ Explode Coração”,” Uga-Uga”,” Páginas da Vida”, “ Caras e Bocas”, “ Desejo Proibido”, a minissérie: “ Dalva e Herivelto”, “Ti-Ti-Ti” e várias outras. Marilia Carneiro também fez figurinos para produções cinematográficas. Fez o filme: “ O Casal”, “ O Bom Marido”,” A Dama da Lotação”, “ O Cangaceiro Trapalhão”, “ Villa Lobos- Uma Vida de Paixão”, “ Sexo, Amor e Traição”, “ A Guerra dos Rocha”, “ Seu Eu Fosse Você 2”, “ Tempos de Paz”, “ Luar Sobre Parador”, “ Gente Fina É Outra Coisa”. E outros. Marília Carneiro é considerada a melhor figurinista brasileira.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.