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PRONAC 2412491Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Inventário participativo da Imigração Italiana em Minas Gerais

PONTE ENTRE CULTURAS-MINAS GERAIS (PEC-MG)
Solicitado
R$ 499,9 mil
Aprovado
R$ 499,9 mil
Captado
R$ 50,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

10.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2025-01-07
Término

Resumo

Realizar um inventário participativo referente à imigração italiana em Minas Gerais, junto às comunidades, familias e descedentes de imigrantes nas regiões e cidades de Minas Gerais que mais foram caraterizadas por este fenômeno em diversas épocas. Serão reunidos depoimentos orais, escritos e gravados em áudio e vídeo, bem como fotos e imagens digitalizadas. Todo o material coletado passará por etapas de análise, tratamento técnico da informação e difusão, sendo disponibilizadas para consulta pública no site do projeto. Os resultados serão compartilhados e divulgados nas redes sociais, em um webinar ao vivo e com video final. O produto secundário será uma oficina gratuita de capacitação "Patrimônio e Cultura Imaterial, Mapas de Percepção e Inventários Participativos".

Sinopse

-

Objetivos

PREMISSAS O patrimônio cultural forma-se a partir de referências culturais que estão muito presentes na história de um grupo e que foram transmitidas entre várias gerações. Ou seja, são referências que ligam as pessoas aos seus pais, aos seus avós e àqueles que viveram muito tempo antes delas. São as referências que se quer transmitir às próximas gerações . O patrimônio cultural tem importância não apenas para um indivíduo ou uma família. É sempre algo coletivo: uma memória ou uma história compartilhada, uma festa ou um lugar que muitos acham importante ou outros elementos em torno dos quais muitas pessoas de um mesmo grupo se identificam. Dessa maneira, o patrimônio interliga as pessoas. O inventário participativo é, primordialmente, um exercício de cidadania e uma atividade de educação patrimonial. Portanto, seu objetivo é construir conhecimentos a partir de um amplo diálogo entre as pessoas, as instituições e as comunidades que detêm as referências culturais a serem inventariadas. Um dos objetivos é fazer com que diferentes grupos e diferentes gerações se conheçam e compreendam melhor uns aos outros, promovendo o respeito pela diferença e o reconhecimento da importância da pluralidade. (IPHAN 2016) OBJETIVOS GERAIS O presente projeto visa reunir, preservar e divulgar o rico patrimônio coletivo relacionado à presença de italianos e de seus descendentes em Minas Gerais: um patrimônio que se encontra em situação de risco, de deterioração, de esquecimento e de perda. Com esta finalidade, será realizado um inventário participativo junto à comunidade ítalo-descendente das principais localidades do estado de Minas Gerais que receberam imigrantes italianos em diferentes épocas. O material coletado será organizado e disponibilizado para consulta pública na internet. Famílias, pessoas e entidades da sociedade civil organizada em diversas localidades de Minas Gerais serão convidadas a participar ativamente do inventário, por meio de depoimentos e relatos escritos e orais, que poderão ser gravados em vídeo e em áudio. Será também solicitada a autorização para publicação de fotografias e de imagens, que serão digitalizadas e tratadas pela equipe do projeto, ficando os originais com os proprietários. Na fase preliminar, será ativada a rede de contatos da Ponte entre Culturas com historiadores e jornalistas, pesquisadores e estudantes, associações e instituições municipais das cidades onde se pretende realizar o inventario. A equipe do projeto será integrada por pesquisadores que residem em diferentes cidades do estado que poderão trabalhar em loco e/ou deslocar-se em cidades próximas, quando for necessário. Para levantar informações e dados históricos sobre a presença italiana nas cidades selecionadas, serão realizadas pesquisas de campo em arquivos, bibliotecas e centros de memórias locais. O inventário participativo será previamente divulgado através de campanhas informativas e de sensibilização. Em seguida, serão agendadas entrevistas presenciais durante as quais os participantes serão convidados a contar a própria história, as histórias de seus antepassados e memórias de família; a descrever costumes e eventos, como festas e celebrações diversas; a relatar suas buscas pelas raízes e possíveis reencontros familiares, viagens à Itália e a participação em intercâmbios ou em atividades culturais e artísticas, de trabalho, estudo e aperfeiçoamento. Os depoimentos poderão ser escritos ou gravados, em vídeo ou podcasts; se procurará por livros, artigos, sites e publicações familiares. Além disso, serão levantadas informações referentes a organizações diversas criadas por italianos e seus descendentes, desde os primeiros anos da chegada dos imigrantes até os dias atuais, extintas ou ainda em funcionamento, tais como: sociedades beneficentes, sociedades de socorro mutuo, Case d'Itália, bandas musicais, escolas, sindicatos, hospitais, associações e clubes culturais, recreativos, artísticos e esportivos, etc. O coordenador de pesquisa e o coordenador técnico junto com os pesquisadores do projeto serão responsáveis pela digitalização, organização e descrição das imagens e de todo o material coletado. As imagens serão serão submetidas a tratamento fotográfico e os textos serão revisados. Paralelamente os documentos serão organizados em uma plataforma desenvolvida para criação de repositórios digitais e difusão de acervos e serão disponibilizados no site. O trabalho será documentado e divulgado em tempo real nas redes sociais e nos canais de comunicação locais. Os resultados finais serão publicados no site. Após a finalização do processo de inventario participativo será editado um vídeo cuja estréia será também associada à realização de um webinar ao vivo para apresentação e compartilhamento dos resultados do projeto. Considerando a extensão territorial do estado de Minas e as distâncias entre as localidades, o trabalho acontecerá por etapas ao longo de 12 meses, com a participação e o apoio de parceiros locais. As principais regiões que o projeto pretende abarcar através do inventário são a Zona da Mata, a Região das Vertentes, o Triangulo Mineiro e o Sul de Minas. A proponente, Ponte entre Culturas, será responsável pela coordenação geral e contará com profissional especializado em Arquivos, Patrimônio e Organização da Informação para assumir a coordenação técnica e com um historiador para a coordenação de pesquisa. A equipe será integrada também por um webmaster, um designer, um assessor de comunicação, um gestor de redes sociais e um vídeomaker. Serão também contratados um advogado, consultores, e um curador para a exposição virtual dos resultados do inventário. O produto secundário do projeto é a oficina de capacitação: "Patrimônio e Cultura Imaterial, Mapas de Percepção e Inventários Participativos" que será ministrada ao vivo na internet, será gratuita e terá tradução em libras. As aulas permanecerão gravadas no Youtube podendo ser assistidas a qualquer momento por todos os interessados. OBJETIVOS ESPECÍCIFOS Serão realizados inventários participativos em quatro regiões do estado de Minas Gerais com a participação de pessoas, familias e entidades da sociedade civil organizada e o apoio de instituições locais, abrangendo as principais cidades. Será ministrada a oficina de capacitação: "Patrimônio e Cultura Imaterial, Mapas de Percepção e Inventários Participativos" ao vivo na internet com participação gratuita e entrega de certificados mediante assinatura da lista de presenças online. Durante todo o periodo de execução, serão feitas postagens com frequencia semanal nas redes sociais de fotos, videos e relatos mostrando as diferentes etapas do inventário participativo. Será criado um banco de dados que receberá os materiais coletados, e será criado um web site onde as informações e documentos serão disponibilzados para consulta pública e gratuita. Na fase final do projeto, será editado e publicado um video final com o registro de todo o processo. Para apresentação e compartilhamento dos resultados do projeto será realizado um webinar ao vivo e uma exposição virtual no site do projeto.

Justificativa

Acreditamos que o presente projeto se enquadra nas finalidades e objetivos da Lei nº 8.313/91 na medida em que visa a valorização, difusão e preservação de importante parcela do patrimônio cultural e histórico do Brasil e de Minas Gerais, representado pela contribuição dos imigrantes italianos na formação da sociedade brasileira e do pluralismo cultural nacional. O projeto contribui para a valorização das raízes multiculturais do povo brasileiro e para a compreensão e respeito pela diversidade cultural dos povos. Neste sentido, o projeto atende a quase todos os incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 e principalmente os incisos I, II, III, IV, VI, VII e VIII, ou seja: I - contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promove e estimula a regionalização da produção cultural brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apóia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus criadores; IV - protege as expressões culturais de grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preserva bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII -desenvolve a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto se enquadra também nos objetivos do Art. 3º atendendo mais especificamente aos incisos: I - incentivo à formação cultural; III - preservação e difusão do patrimônio cultural e histórico; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais.

Estratégia de execução

O Brasil é, tradicionalmente, um país de imigrantes e deve sua unidade cultural, geopolítica e social às diversas tradições culturais que convivem e compartilham valores e experiências múltiplas, constituindo assim uma sociedade multicultural. Desse modo, a compreensão da identidade nacional contemporânea passa, necessariamente, pelo resgate dessas diversas matrizes culturais, pela valorização de suas trajetórias, de suas interações e transformações na sociedade brasileira. A componente italiana é bastante significativa considerando que de 1874 a hoje, mais dois milhões de italianos vieram ao Brasil e aqueles que aqui permaneceram - ou seja, cerca de um milhão e meio - formaram a base para o inicio do crescimento demográfico da componente italiana do povo brasileiro. A grande leva imigratória no Brasil começou em meados de 1800: vieram primeiro os alemães e, a partir de 1870, os italianos, duas etnias que se tornaram majoritárias. Os dados indicam que, entre 1882 e 1934, em torno de 4,5 milhões de pessoas imigraram para o Brasil. Os italianos começaram a imigrar em número significativo para o Brasil a partir da década de 70 do século XIX, impulsionados pelas transformações sócio-econômicas em curso no Norte da península italiana, que afetaram sobretudo a propriedade da terra. As grandes áreas de atração de imigrantes italianos para o Brasil foram os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais”. (www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty) “Com 31 milhões de pessoas descendentes, o Brasil desponta como o maior país com raízes italianas no mundo. (Dossiê Estatístico Imigração Caritas/Migrantes, divulgados no “Rapporto Italiani nel Mondo”, 2006 – Fundação Migrantes da Conferência Episcopal Italiana. Em termos de importância, Minas Gerais foi a terceira área no recebimento da emigração italiana. Com base em estudos recentes, calcula-se que nos ultimos 150 anos o estado de Minas Gerais recebeu mais de 100 mil imigrantes italianos que se estabeleceram nas zonas rurais e urbanas contribuindo com o povoamento e o desenvolvimento do estado. As regiões e cidades mais interessadas pela presença italiana foram Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, São João Nepomuceno, Cataguases, Mar de Espanha e muitas outras na Zona da Mata; Barbacena e São João del Rei, na região das Vertentes; Ouro Preto, Mariana, Nova LIma, Sabará, Belo Horizonte, na região central; Uberaba, Uberlandia, Sacramento, Conquista, no Triangulo Mineiro; Varginha, Machado, Poços de Caldas, Andradas, entre outras, no sul do estado; Itueta e Resplendor na região do Mèdio Vale do Rio Doce. Em Belo Horizonte, os imigrantes italianos serviram como mão-de-obra utilizada nas obras de construção da Nova Capital do Estado. Nas zonas rurais, os imigrantes forma trabalhar nas fazendas de café e no campo, substituindo a mão de obra escrava e nas cidades constituíram em grande contingente de trabalhadores para as atividades econômicas terciárias, em especial as atividades empreendedoras do comércio varejista nas áreas de alimentação, vestuário, serviços técnicos especializados, no setor alimentício e da construção civil, no desenvolvimento de atividades com madeira, cerâmica, pintura e metais. Dentre outros aspectos, vale a pena ressaltar que, nas primeiras décadas do século passado, a chegada de uma mão-de-obra italiana especializada estabeleceu um marco arquitetônico em muitas cidades mineiras, através da introdução do estilo neoclássico e eclético. A diversidade cultural encontrada no estado de Minas é reflexo dos inúmeros grupos sociais que aqui chegaram, em diferentes períodos históricos. Os italianos e seus descendentes, assim como os portugueses, africanos, libaneses, espanhóis, dentre outros povos, em muito contribuíram para o desenvolvimento político, econômico, social e cultural do Estado. Apesar disso, em Minas os estudos sobre tal assunto são sobremaneira mais pobres do que em outros estados onde a imigração italiana foi menos numerosa. Para suprir a esta carência. em 2005 a Associação Ponte entre Culturas idealizou o projeto “Seminário da Imigração Italiana em Minas Gerais”. As edições do evento realizadas até a presente data (dez edições) reuniram numerosas pesquisas e contribuições não somente acadêmicas, gerando uma rede de pesquisadores e de pessoas interessads, de diferentes áreas, professores e estudantes, mas também familiares e descendentes de imigrantes e associações culturais que mantêm uma forte ligação com suas raízes italianas. Ao longo deste percurso, constatamos que existe uma urgente necessidade de reunir, preservar e divulgar o importante patrimônio coletivo constituido por milhares de acervos familiares, dispersos por todo o território do estado de Minas. Através do presente projeto, achamos que estamos atendendo à esta necessidade. Além disso, disponibilizando de forma permanente na internet todo o material coletado, para consulta publica e gratuita, estaremos fomentando novas pesquisas e promovendo a democratização do acesso à cultura.

Especificação técnica

OFICINA: Patrimônio e Cultura Imaterial, Mapas da Percepção e Inventários Participativos. Duração: 10 horas 5 encontros de 2 horas (adaptável) Formato: Presencial ou virtual. Ementa: O curso abordará a construção de inventários de patrimônio cultural por meio de metodologias participativas, com foco na utilização de mapas de percepção. Serão discutidos os conceitos de patrimônio cultural, a importância da participação comunitária nos processos de inventário, as diferentes técnicas de elaboração de mapas de percepção e a aplicação prática dessas ferramentas em diversos contextos. Objetivos: Ao final do curso, os alunos serão capazes de: ● Compreender os conceitos de patrimônio cultural e sua relação com a identidade e a memória. ● Dominar as técnicas de elaboração de mapas de percepção e outros instrumentos de coleta de dados. ● Analisar e interpretar os dados obtidos através dos mapas de percepção. ● Elaborar projetos de inventário participativo, considerando as especificidades de cada comunidade. ● Divulgar os resultados dos inventários para a comunidade e os gestores públicos. Conteúdo Programático: ● Módulo 1: Conceitos e fundamentos do patrimônio cultural. ● Módulo 2: Mapas de percepção: teoria e prática. ● Módulo 3: Inventário participativo: metodologias e ferramentas. ● Módulo 4: Análise e interpretação dos dados. ● Módulo 5: Divulgação e comunicação dos resultados. Metodologia: ● Aulas expositivas: Apresentação dos conceitos teóricos e das diferentes técnicas de construção de mapas de percepção. ● Trabalho em grupo: Divisão da turma em grupos para a realização de atividades práticas e a discussão dos resultados. ● Estudo de caso: Análise de exemplos de mapas de percepção realizados em diferentes contextos. Com este plano de aula, os alunos poderão: ● Compreender a importância dos mapas de percepção para a valorização do patrimônio cultural. ● Desenvolver habilidades de pesquisa, análise e interpretação de dados. ● Trabalhar em equipe e comunicar seus resultados de forma eficaz. ● Aplicar os conhecimentos adquiridos em projetos reais de inventário participativo. Bibliografia Básica: ● FONSECA, Maria Cecília Londres. O Patrimônio em Processo. Rio de Janeiro: UFRJ/IPHAN, 1997. ● IPHAN. Educação Patrimonial: inventários participativos. Manual de aplicação. Brasília-DF, 2016. ● TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Londrina: Eduel, 2012. Complementar: ● ANDREWS, John H. What Was a Map? The Lexicographers Reply. Cartographica, v.33, n.4, p.1-11, 1996. ● CAVALCANTI, Maria Laura V. de C. e FONSECA, Maria Cecília Londres. Patrimônio Imaterial no Brasil. Brasília: UNESCO, Educarte, 2008. ● CAMPOS, Yussef Daibert Salomão de. O inventário como instrumento de preservação do patrimônio cultural: adequações e usos (des)caracterizadores de seu fim. Revista CPC, São Paulo, n. 16, p. 001-208, maio/out. 2013. ● IPHAN. Inventário Nacional de Referências Culturais. Disponível em: portal.iphan.gov.br ● IEPHA/MG. Deliberação normativa. 2021. ● IEPHA/MG. Fontes para a pesquisa das referências culturais – Inventário Cultural de Proteção do Rio São Francisco. Belo Horizonte: IEPHA/DPM/GPI, 2016. ● UNESCO. Declaração de Paris. Paris: 2003. Disponível em: portal.iphan.gov.br

Acessibilidade

PRODUTO PRINCIPAL: INVENTÁRIO PARTICIPATIVO. As entrevistas e reuniões presenciais com os participantes nas diversas localidades serão realizadas em ambientes acessiveis e com a presença de assistentes para facilitar o acesso a portadores de necessidades especiais. O site do projeto terá acessibilidade digital para permitir o acesso a pessoas com as mais variadas deficiências por meio de alguns mecanismos como contraste automático, zoom de tela, avatar de Libras, conversão automática de textos em áudio e outras ferramentas que possam contribuir para reduzir as barreiras para portadores de necessidades especiais. PRODUTO SECUNDÁRIO: OFICINA (CONTRAPARTIDA SOCIAL). A oficina será realizada na modalidade virtual, no canal youtube onde permanecerá gravada, sendo de acesso público e contará com tradução em libras. Todos estes serviços foram contemplados na planilha orçamentária mediante a previsão de rubricas específicas.

Democratização do acesso

PRODUTO PRINCIPAL: INVENTÁRIO PARTICIPATIVO No intuito de democratir e ampliar o acesso a pessoas de todas as idades, camadas sociais e residentes nas mais diversas localidades, a oficina e todas as atividades audiovisuais referentes ao projeto serão transmitidas na internet, onde permanecerão disponiveis para serem assistidas em qualquer momento. Os resultados do inventário serão disponibilizados no site para consulta livre e gratuita. O próprio processo de inventário participativo representa, em si, um exercício de cidadania e de participação social, colocando a comunidade como protagonista do processo de identificação e valorização de suas referências culturais e daquilo que discerne e lhe afeta como patrimônio. PRODUTO SECUNDÁRIO: OFICINA. Será ministrada na modalidade virtual, no canal youtube, será pública e gratuita. Ficará gravada podendo ser assistida a qualquer momento. As inscrições para emissão de certiificados poderão ser realizadas mediante plataforma específica e assinatura de lista de presenças on line.

Ficha técnica

A ASSOCIAÇÃO PONTE ENTRE CULTURAS MG, proponente do presente projeto, será responsavel pela coordenação geral e administrativa. Nomes completos e breve currículo dos dirigentes, e suas funções na entidade proponente: CARLA MARA XAVIER RADICCHI - Presidente. Possui MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda pela Uniminas (2024) e MBA em Gestão de Marketing Estratégico Digital pelo Descomplica (2022). É especialista em Gestão de Design em Micro e Pequenas Empresas pela Universidade do Estado de Minas Gerais UEMG (2009) e graduada em Programação Visual pela mesma instituição (1992). Coordenou o curso de Design Gráfico e ministrou as disciplinas Teoria da Cor e Design de Marca no INAP (2019). Em 2024, integrou a Assessoria de Comunicação da FAPEMIG. No ano seguinte, retornou à Assessoria de Comunicação da Reitoria da UEMG, onde atua desde 2006, com foco em fotografia, produção e medição de conteúdos visuais.A Presidente não exerce funções operacionais nos projetos da Associação. No entanto, na qualidade de representante legal da entidade, acompanha todas as etapas de execução, atendendo às demandas encaminhadas pela coordenação geral. Suas atividades são desempenhadas em caráter gratuito pois conforme estabelcido pelo estatuto da entidade: " Art. 5.º. A PEC-MG não remunera os membros do Conselho Diretor e não distribui lucros ou dividendos a qualquer título, sob nenhum pretexto. Parágrafo único. Eventual superavit de qualquer exercício financeiro será destinado a sua manutenção, à consecução de suas finalidades e objetivos estatutários e deverá ser aplicado integralmente em território brasileiro". STANLEY SAVORETTI DE SOUZA – 1º Vice presidente.Bacharel em Direito pela Universidade FUMEC e especialista em Direito Notarial e Registral pela Faculdade CEDIN. Atualmente, exerce a função de oficial substituto no 1º Ofício de Registro de Imóveis de Belo Horizonte (MG).Renomado genealogista e pesquisador, dedica-se à reconstrução de trajetórias familiares e à preservação da memória, sendo autor de diversas publicações, com destaque para o livro "Passeggeri di un sogno". É sócio titular do Colégio Brasileiro de Genealogia, associado efetivo da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia. Atualmente, integra o Comitê Científico do Museu Virtual da Imigração Italiana em Minas Gerais (MUVIT MG). Acompanha a execução dos projetos, participando de eventos e iniciativas diversas, oferecendo apoio e consultoria em carater gratuito. LAURA FONSECA FIORINI – 2º Vice presidente.Bacharel em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis pela UFMG, com especialização em Pintura e Escultura (2018). Atuou por 4 anos como assistente no ateliê do luthier Gianfranco Fiorini, especializando-se no manejo, identificação e tratamento de madeiras e mecânica de instrumentos. Responsável técnica pelo Ateliê Laura Fiorini, possui vasta experiência na recuperação de acervos históricos, artísticos e instrumentos musicais. Atua na coordenação de projetos de salvaguarda de património material e imaterial, como a restauração de acervos da Comunidade Quilombola dos Arturos, além de executar projetos culturais via leis de incentivo e ministrar cursos de capacitação técnica na área de restauro. RENZO RADICCHI - Diretor Jurídico.Advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), com sólida atuação em Belo Horizonte. Possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), concluída em 2012.O Diretor Jurídico da Associação acompanha e supervisiona a execução dos projetos, zelando pelo estrito cumprimento das normas legais e das instruções normativas, É responsável por garantir a segurança jurídica da associação, prevenindo irregularidades e orientando a conformidade dos contratos, direitos autorais e atos administrativos. SILVIA ALCIATI - Diretora AdministrativaArquiteta graduada pela Universidade de Turim (Itália), é sócia fundadora da associação Ponte entre Culturas (MG) (2005) e sua atual Diretora Administrativo-financeira. Sua trajetória é marcada pela forte atuação na diplomacia civil e na articulação entre o Brasil e a Itália. Conselheira do Consiglio Generale degli Italiani all’Estero (CGIE) e ex-presidente do Comitato Italiani all’Estero - Comites-MG, Silvia exerce um papel fundamental na mediação institucional junto a órgãos governamentais e entidades de fomento. Sua contribuição no presente projeto foca na curadoria das relações internacionais, zelando pelas diretrizes da associação e pelo fortalecimento dos laços com a comunidade italiana e seus descendentes.Equipe do projetoLUCIANA LACERDA (Coordenação técnica)Bibliotecária, especialista em organização da informação, mestre em História e Patrimônio, graduada em Conservação e Restauro. Possui experiência em gestão de bibliotecas: elaboração de projetos, processamento técnico, organização do acervo, atendimento ao usuário.Educação: Mestrado em História e Patrimônio – Ramo Arquivos Históricos / Universidade do Porto (2024). Bacharelado em Conservação-Restauro de Bens Culturais Móveis / Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais/Brasil (2021). Especialização em Arquitetura e Organização da Informação / Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais/Brasil (2009). Bacharelado em Biblioteconomia / Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais/Brasil (2009). Experiência: Bibliotecária/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN 2019-2022. CARLOS EDUARDO ROVARON (Coordenação de pesquisa) Doutor e mestre em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP/SP – 2009 e de 2015). Tem experiência em História Econômica e Regional do Brasil. Em 2019 foi coordenador acadêmico do IX Seminário de Imigração Italiana em Minas Gerais e apresentou a palestra de abertura “Saga da imigração italiana em Minas Gerais: políticas migratórias na segunda metade do século XIX, expansão da cafeicultura e imigração italiana nas zonas de fronteira de Minas”. Paralelamente ao evento, ministrou o minicurso de extensão “: Imigração italiana, fim da escravidão e ciclo do café - participação dos imigrantes italianos no desenvolvimento de Minas Gerais”. Em 2020, no X Seminário de Imigração Italiana em Minas Gerais, apresentou o trabalho “Negro sai e italiano entra: Formação Histórica e Cultural da Identidade do Ítalo-descendente na Antiga Caracol”. Neste ano também publicou o livro “Italianos da Vila Caracol: a história da Imigração Italiana em Andradas”. Em 2021, publicou o capítulo de livro “Contexto macroeconômico e político da imigração italiana em Andradas-MG, publicado na obra coletiva “Vinho e Cultura no Sul de Minas”. Desde 2023 integra o Comitê Cientifico do Museu Virtual da Imigração Italiana em Minas Gerais. LUIS GUSTAVO MOLINARI MUNDIM (Consultor e professor da Oficina: Patrimônio e Cultura Imaterial: Mapas da Percepção e Inventários Participativos) Pesquisador, consultor, gestor e professor universitário. Doutor em História Social da Cultura pela UFMG, mestre e graduado em história pela mesma instituição. Analista concursado do IEPHA/MG, desde 2006, atuando como Analista de Patrimônio (2006 - 2009), Gerente de Patrimônio Imaterial (2010 a 2017), Gerente de Identificação e Pesquisa (2017 a 2021), Diretor de Promoção (2021 a 2022), Editor (2021 a atual) e Assessor Técnico (2023 - atual). Conselheiro no CONEP - Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (2015 a 2017). Professor na pós graduação em Patrimônio Cultural da PucMinas (2020 - atual) e UEMG (2022 - Atual). Pesquisador em História Social da Cultural. Atuação na extensão universitária; ensino, produção de material didático. Experiência de mais de 18 anos na execução e coordenação de projetos relacionados ao patrimônio cultural como: Inventários; registros; tombamentos; laudos, planos de salvaguarda; recuperação de bens desaparecidos, avaliação de projetos culturais, cursos de formação profissional e universitária e Gestão de Termos de parceria. Nos últimos anos tem se dedicado a projetos de inventários participativos com a formação de gestores e treinamento de equipes para a identificação de bens culturais com uso de mapas de percepção. GIUSI ZAMANA (Gestão executiva) Gestora cultural com trajetória na cooperação Brasil-Itália desde 1987. É fundadora da associação Ponte entre Culturas (MG) (2005), onde atualmente se dedica à gestão executiva dos projetos. É a responsável pela implementação do MUVIT-MG (Museu Virtual da Imigração Italiana em Minas Gerais).Graduada em Gestão de Organizações do Terceiro Setor pela UEMG (2011), possui especialização como Promotora Cultural Territorial pelo Istituto Luigi Sturzo de Roma (2008) em parceria com o IEPHA, e formação em Desenvolvimento e Gestão Cultural pelo SATED/MG (2005).Sua atuação foca na viabilização de projetos de artes integradas, memória e patrimônio, destacando-se a realização de sete edições do Festival Palco Italia e de dez edições dos Seminários da Imigração Italiana em Minas Gerais. No campo sócio educativo, tem coordenado projetos de arte-educação dirigidos a jovens em situação de vulnerabilidade como o Livre Arbitrio (2009-2010), Jardim das Artes (Mario Campos 2013 a 2019), Festival de Jovens Talentos (2021).MARIO LUIS MONACHESI GAIO (Assessoria de comunicação: elaboração e revisão de textos). Doutor em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal Fluminense e pela Europa-Universität Viadrina (cotutela) com Pós-Doutorado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ); Mestre em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal Fluminense; graduado em Letras com habilitação em português e italiano e suas respectivas literaturas (2007) pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Revisor e editor de textos acadêmicos e tradutor de italiano – português.

Providência

Homologado a execução do projeto cultural

2027-12-07
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais