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PRONAC 2412571ArquivadoMecenato

2 de Julho – A Ópera da Independência (2025)

INSTITUTO ROERICH DA PAZ E CULTURA DO BRASIL
Solicitado
R$ 1,32 mi
Aprovado
R$ 1,32 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Classificação

Área
—
Segmento
Ópera
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Óperas
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-01-06
Término
2025-11-30
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

Este Projeto está voltado para a consolidação entre a população da memória e conhecimento crítico de um importante episódio da História e formação nacional brasileira, através da realização de 08 apresentações do espetáculo "2 de Julho _ A Ópera da Independência", gratuitamente, em anfiteatros ao ar-livre e/ou em espaços públicos de Salvador-BA, encenando os eventos e promovendo a imersão do público, no universo deste pouco conhecido (ou desconhecido) capítulo da história nacional, através de uma estética brasileira, popular e contemporânea. A Montagem da ópera que tem Texto de Cleise Mendes, Música de Gerônimo Santana e Roteiro e Direção de Paulo Dourado, prevê o engajamento de cerca de 200 experientes profissionais baianos, entre atores, dançarinos, circenses, músicos, criadores, produtores e técnicos da cena, e um público-alvo de cerca de 50 mil espectadores, formado sobretudo por estudantes das redes estadual e municipal de ensino público.

Sinopse

A encenação do 2 de julho – A Ópera da Independência será baseada na narração e dramatização dos principais fatos históricos ligados aos episódios da Independência do Brasil na Bahia, criado a partir da estrutura de Teatro Épico, onde serão alternadas cenas musicais, diálogos dramáticos, narrativas e recitações. Do ponto de vista da dramaturgia o renomado maestro, compositor e cantor Gerônimo Santana e a escritora Cleise Mendes irão articular elementos Tradicionais e Contemporâneos como opção estética e tema central do espetáculo. 2 de Julho – A Ópera das Independência será encenada como resultado experiências bem sucedidas anteriormente em termos de comunicabilidade com o grande público. Isso associação entre os aspectos dramáticos dos episódios históricos e uma teatralidade contemporânea e envolvente. Um narrador (Castro Alves interpretado por Jackson Costa) terá a função de ligar os fatos da história, explicando os pontos obscuros, e seguindo a sua representação teatral. Por isso, o investimento numa montagem elaborada, desde o texto - um drama de feição épico-lírica que conjuga diálogos, narrações, poemas e canções - até a encenação, rica em efeitos visuais e sonoros destinada a apresentações em amplos espaços ao ar-livre. DRAMATURGIA E ESCALADA TEMÁTICA 1. Porque foi necessária outra independência na Bahia, depois da independência de 1822? 2. O Açúcar, O Fumo, os Escravos. 3. A intervenção da Bahia – Gal. Madeira de Melo 4. Deputados baianos em Portugal – Dep. Cipriano Barata 5. Câmara de Vereadores de Salvador e de Santo Amaro 6. A Bahia sob a intervenção de Madeira de Melo - O acordo 7. Focos de Resistência 8. O Passo a passo da Guerra – batalhas dos Aflitos/Forte de São Pedro, Mouraria/Piedade/Joana Angélica, Bombardeio de Cachoeira, Batalha de Itaparica, Batalha do Cabrito/Pirajá e a Fuga dos Portugueses. PERSONAGENS O Caboclo e A Cabocla, Cipriano Barata, Gal. Madeira de Mello, Soror Joana Angélica, Mária Quitéria, Gal. Labatut, Lord Cochrane, João das Botas, Mária Filipa, José Joaquim de Lima e Silva, Siqueira Bulcão; e Castro Alves (autor da Ode ao 2 de Julho).

Objetivos

OBJETIVO GERAL Realizar um evento em que a arte concorra para um maior conhecimento, e o reconhecimento, da relevância sociocultural da História da Bahia e do Brasil destacando a singularidade da participação popular dos trabalhadores rurais e urbanos, da população negra, e dos indígenas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Contribuir para uma reflexão critica sobre o sentido de episódios marcantes para a formação histórica e social da Bahia e da nação Brasileira, sobretudo aqueles episódios relacionados à participação popular em conflitos políticos, economicos e culturais. 2. Contribuir para uma reflexão crítica sobre a ação dos personagens centrais (heróis) em episódios determinantes da História da Bahia e do Brasil. 3. Contribuir para uma reflexão sobre o sentido social das artes na Bahia, através da realização de uma ópera popular, voltada para o "grande público" e articulada ao conhecimento vivo da nossa História. 4. Concorrer para uma reflexão sobre a força e a influência das ações de indivíduos e grupos organizados sobre o conjunto da sociedade. 5. Realizar um evento artístico que possibilite e estimule o acesso de grupos geralmente excluídos dos circuitos culturais. 6. Realizar um evento de grande porte envolvendo artistas e técnicos da Bahia concorrendo para o seu desenvolvimento estético e valorizando a sua consolidação profissional. 7. Realizar a produção de uma ópera brasileira, popular e contemporânea, utilizando criativamente os recursos - atuais e antigos - da tecnologia do "grande" espetáculo e das artes cênicas em geral - som, luz, técnicas circenses, pirotecnia, coreografia, música, canto etc. 8. Realizar ações que concorram para posicionar o episódio da Guerra da Independência do Brasil na Bahia num lugar de destaque no imaginário cultural baiano e nacional, principalmente na visão dos jovens com destaque para os estudantes das redes públicas de ensino médio e superior.

Justificativa

POR SER UM PROJETO EM BUSCA UM TEATRO POPULAR CONTEMPORÂNEO - O espetáculo 2 de julho _ A Ópera da Independência 2025 integra a série Teatro Popular Contemporâneo que desde 1992 realizou, com grande recptividade de púlico e crítica 13 temporadas que mobilizaram mais de 500.000 espectadores. Todas as produções são "grandiosas" (chegamos a envolver 300 profissionais em cena no espetáculo "Rei brasil - Uma Ópera Popular") que contou p.ex. com a participação especial de Margareth Menezes, Regina Dourado, Lazzo matumbi, Roberto Mendes, uma Orquestra Sinfônica e muitos outros. Foram realizações que se apropriaram de temas históricos e a partir de uma equipe (altamente) profissional e experiente - elenco, criadores, técnicos, produtores etc - ocupou grandes espaços como a Concha Acústica do Teatro Castro Alves ou as praças públicas da cidade, montando grades palcos equipados com a melhor tecnologia cênica (de som e luz) disponível, além de tradicionais efeitos circenses como içamento (rappel), alçapões, pirotecnia, às vezes instalando até 5000 cadeiras e usando dos mais diversos recursos cênicos da música, coreografia, trucagens, efeitos especiais e circenses, busca consolidar uma linguagem contemporânea para o tradicional conceito de teatro popular. O importante crítico descreveu como se fosse "a carnavalização (trioeletrização) do teatro". Em suma trata-se de um tipo de projeto que somente se viabiliza se houver patrocínio. POR SER UMA EMOCIONANTE IMERSÃO EM NOSSA HISTÓRIA E TRADIÇÕES CULTURAIS - O espetáculo 2 de julho _ A Ópera da Independência 2025 BUSCA fazer com que o público reflita sobre porque teve de ocorrer outra "independência" na Bahia, a apenas um ano da Declaração de Independência do Brasil por Dom Pedro I, em 07 de setembro de 1822. E mais ainda: uma "outra independência" devidamente regada por sangue, suor e lágrimas, resultante de uma guerra historicamente significativa ocorrida a partir da perspectiva iminente da divisão do território nacional. O ciclo dos eventos da Independência da Bahia parecia ecoar o cenário internacional das Revoluções Americana e Francesa além da rebelião escrava do Haiti e de outros processos equivalentes na América Latina. Assim, a sua realização justifica-se, como um projeto de dramaturgia original, voltado para a formatação de uma ópera popular e contemporânea, voltado para a revisão crítica da história nacional. Estamos, portanto, falando de um tipo de espetáculo que embora seja necessário, somente poderá ser viabilizado através do patrocínio, privado ou publico. POR SER A IMPRESCINDÍVEL INTEGRAÇAO DAS ARTES PROFISSIONAIS AO CALENDÁRIO CULTURAL DO NOSSO ESTADO - O sentido social da realização de um espetáculo de grandes proporções (uma "ópera" contemporânea e popular) depende sobretudo da sua capacidade de alcançar um grande público. Para isso torna-se imprescindível o financiamento do projeto através da Lei Rouanet. Isso irá possibilitar ainda o envolvimento de um grande número de alunos da rede pública de educação que serão sensibilizados e motivados através de ações de "formação de platéias" (entrada franca) e através de Leituras Dramáticas a serem realizadas nas escolas do ensino médio e unidades universitárias. Alem disso está prevista a criação de um site interativo sobre os personagens, locais e episódios da guerra do 2 de julho. Assim ao lado da revisão da nossa história, 2 de julho _ A Ópera da Independência pretende integrar a produção artística profissional aos tradicionais festejos populares do ciclo de julho que há quase 200 anos marcam o calendário cultural de Salvador e do Recôncavo da Bahia de Todos os Santos. Essa realização além de resgatar um dos mais antigos fundamentos do teatro popular, poderá consolidar mais um produto artístico "calendarizado", capaz de mobilizar não só a população em geral como também os turistas, ampliando o mercado de trabalho e concorrendo para a diversidade cultural do nosso estado. ESTÉTICA E DIVERSIDADE: Na percepção da maioria das pessoas, "cultura popular" é algo tosco, realizado de uma maneira mal acabada, visando exclusivamente os aspectos lúdicos e a exaltação sensual do público. Na Bahia, grosso modo, essa noção ainda se limita, ao carnaval e às expressões carnavalizadas em geral - São João, Reveillon, grandes shows musicais etc. Ao lado disso ainda persiste uma outra noção, também superficial e equivocada, de que "o povo não gosta de teatro". Nosso projeto, porém, há mais de 30 anos desafia esses preconceitos: buscamos realizar eventos urbanos, num registro "popular", balizados e focados em outro tipo de recepção. Buscamos levar ao público uma experiência artística apoiada na excelência profissional e em condições técnicas e poéticas, adequadas às culturas contemporâneas. Nesse sentido o 2 de Julho justifica-se finalmente, por propiciar a produção de um espetáculo "épico" em que se associam música popular, artes cênicas, tecnologia do espetáculo, cultura popular e estética contemporânea, na perspectiva da criação uma "ópera" brasileira. Tudo isso direcionado, em síntese, para a inclusão de um contingente significativo de espectadores (geralmente excluídos dos circuitos de arte) e à reafirmação do sentido social do espetáculo de teatro popular, enquanto veículo milenar de cultura e sabedoria. UMA BREVE FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICA - Porque teve de ocorrer outra "independência" na Bahia, a apenas um ano da Declaração de Independência do Brasil por Dom Pedro I, em 07 de setembro de 1822? Motivariam a guerra o açúcar e o fumo, vez que eram grandes riquezas do período colonial, valendo até mais do que as pedras preciosas e o ouro? Ou seria a perigosa singularidade "bahiense", a mestiçagem turbulenta que já se manifestara no ideário intelectualizado e republicano da Rebelião dos Búzios (1798)? Turbulência que continuaria renitente em movimentos anti-lusitanos (ou nativistas) como na Sabinada (1833), no antiescravismo da Revolta dos Malês (1830) e em tantos outros episódios da nossa História, fundamento sintetizado por Luis Gama em seu poema Quem Sou Eu?, em que ressalta a reputação rebelde do negro baiano. DESCONHECIMENTO - Apesar da grande tradição cultural e da popularidade bicentenária do Cortejo do 2 de Julho, os conflitos econômicos e políticos que fundamentam este episódio histórico são inteiramente desconhecidos da população em geral. A simples constatação de que a vitória dos baianos (brasileiros) no 02 de Julho impediu p.ex. a fragmentação do território nacional, a exemplo do que ocorreu com o restante da "América Espanhola", já deveria bastar para o reconhecimento da importância deste episódio. Mas não é só isso que dramatizamos em nosso projeto. O fato que ressaltamos é que a verdadeira "independência" deste país ocorreu na Bahia, apenas um ano depois da Declaração de Independência do Brasil - representada quase "teatralmente" ao respeitável público por Sua Majestade Real e "Protetor Perpétuo" do Brasil, Dom Pedro I, em 07 de setembro. E mais: porque as lutas da independência na Bahia foram devidamente regadas por sangue, suor e lágrimas, resultando na guerra historicamente singular e significativa no cenário dos eventos da libertação nacional? Todo o ciclo da Independência da Bahia parecia ecoar o cenário internacional das Revoluções Americana, Francesa e do Haití. O CABOCLO E OS CABOCLOS - A figura "político transcendental" (cf. Nélson de Araújo) do "Caboclo", protagonista do Guarany de de Alencar, da ópera de C. Gomes do Macunaíma, que é festejado em todos os terreiros da Bahia no Ciclo de julho viria a protagonizar o desenvolvimento da Umbanda e outras vertentes treligiosas brasileiras. Mas a partir do 2 de Julho p.ex. passa a significar, em essência, o surgimento de um povo novo mestiço (cf. Darcy Ribeiro), o povo brasileiro. quem fala mais alto no episódio do 2 de Julho. Mais alto que o açúcar, o fumo e até que os "fidalgos". É da figura do Caboclo que se ergue a luz daqueles, que o futuro reconheceria como Sentinelas da Liberdade.

Especificação técnica

TEATROS DO TEMPO 2 de Julho é a mais nova criação da série de produções do Projeto Teatros do Tempo que já abordou com grande sucesso de publico e critica: Búzios – A Conspiração dos Alfaiates (1992 e 2011), Canudos, A Guerra do Sem-Fim (1993), Lídia de Oxum – Uma Ópera Negra (1995), Rei Brasil – Uma Ópera Popular (2000), Sertões-Veredas (2010), A Paixão de Cristo (de 2011 a 2016) e 2 de Julho – A Ópera da Independência (2013). O conceito fundamental deste Projeto é o da realização de encenações criativas e impactantes e para isso convoca a sempre um grupo profissional de artistas e técnicos (todos baianos) altamente qualificados e experientes. Além disso, um dos fundamentos desta série de projetos é a utilização de sonorização de alta qualidade (com microfones sem fio), execução de música ao vivo com a participação de conhecidos compositores, cantores e músicos, iluminação de alto impacto visual acompanha de cenografia e figurinos adequados às dimensões do projeto. Foi com base nestes fundamentos que todas as produções do Projeto Teatros do Tempo mobilizaram grandes platéias - entre de cinco e dez mil espectadores por dia de apresentação - o que reafirma a arte do teatro como um importante veículo de cultura e sabedoria nas sociedades contemporâneas. UMA ÓPERA POPULAR E CONTEMPORÂNEA O 2 de Julho – A Ópera da Independência é um espetáculo criado por Paulo Dourado com texto de Cleise Mendes e música especialmente composta por Gerônimo Santanna. Contará com 90 profissionais baianos sendo, 20 renomados atores/atrizes encabeçados por Jackson Costa; 10 dançarinos coreografados por Jorge dos Santos, a participação especial da cantora Lia Chaves e uma “orquestra” composta por 20 músicos polivalentes. A estes se somam 40 membros das equipes de criação, de produção, divulgação e técnicos da cena. A estratégia poética e política do Projeto Teatros do tempo ( e da Ópera da Independência), é vincular as suas criações artísticas ao calendário dos eventos e episódios da história da Bahia e do Brasil divulgando através de espetáculos épicos, contemporâneos e envolventes, as tramas e os dramas subjacentes à formação cultural da nação brasileira. Uma parte fundamental da estratégia deste projeto é a sua articulação com as escolas da rede oficial de ensino. Como já referimos acima o Projeto Teatros do Tempo mantém contato regular desde 1992 com uma extensa rede de colaboradores instalada em escolas públicas e em importantes instituições culturais ou grupos organizados da sociedade. Através destas articulações pretendemos mobilizar a maior parte do público-alvo das apresentações aqui previstas. ESTRUTURA: A encenação do 2 de julho – A Ópera da Independência será baseada na narração e dramatização dos principais fatos históricos ligados aos episódios da Independência do Brasil na Bahia, criado a partir da estrutura de Teatro Épico, onde serão alternadas cenas musicais, diálogos dramáticos, narrativas e recitações. Do ponto de vista da dramaturgia o renomado maestro, compositor e cantor Gerônimo Santana e a escritora Cleise Mendes irão articular elementos Tradicionais e Contemporâneos como opção estética e tema central do espetáculo. 2 de Julho – A Ópera das Independência será encenada como resultado experiências bem sucedidas anteriormente em termos de comunicabilidade com o grande público. Isso associação entre os aspectos dramáticos dos episódios históricos e uma teatralidade contemporânea e envolvente. Um narrador (Castro Alves interpretado por Jackson Costa) terá a função de ligar os fatos da história, explicando os pontos obscuros, e seguindo a sua representação teatral. Por isso, o investimento numa montagem elaborada, desde o texto - um drama de feição épico-lírica que conjuga diálogos, narrações, poemas e canções - até a encenação, rica em efeitos visuais e sonoros destinada a apresentações em amplos espaços ao ar-livre.

Acessibilidade

As oito apresentações de "2 de Julho – A Ópera da Independência" estão previstas para o correr na Concha Acústica do Teatro Castro Alves que é o espaço cultural mais qualificado do estado da Bahia para esse tipo de espetáculo e/ou em praças públicas ou outros espaços assemelhados. Recentemente reformada a Concha Acústica está equipada com todos os recursos para a recepção de espectadores idosos ou portadores de necessidades especiais como rampas de acesso, áreas especais e atendimento prioritário nos termos da legislação sobre o tema. O mesmo vale para as praças públicas da cidade de Salvador.

Democratização do acesso

2 de Julho – A Ópera da Independência é mais um projeto de uma série intitulada Teatros do Tempo realizada na Bahia que desde 1992 produziu onze espetáculos em bases semelhantes. Desde o início usamos um processo de distribuição gratuita de “pré-convites” que devem ser trocados por ingressos na bilheteria do Teatro Castro Alves. Essa distribuição (de pré-convites e material publicitário) que ocorre principalmente através de reuniões e com professores, diretores ou coordenadores das escolas da rede pública do ensino médio e superior, também deve incluir coordenadores e dirigentes de grupos culturais como os blocos-afro, candomblés, sindicatos etc. Essa distribuição gratuita irá corresponder a 80% da lotação da Concha Acústica. Os 20% (1000 ingressos por dia) remanescentes serão disponibilizados para estudantes da rede privada de ensino e para o público em geral, cujos ingressos devem ser trocados por 2kg de alimentos q serão destinados a instituições credenciadas pelo Programa Fome Zero. Importante ressaltar que esta ação é articulada ao processo de assessoria de imprensa e ao processo de divulgação nas redes sociais. Apesar de sua simplicidade, essa estratégia que há mais de duas décadas tem funcionado com extrema eficácia, o que vem consolidar o caráter democrático e popular do nosso projeto. Ela tem sido responsável pela reunião das maiores platéias das artes cênicas da Bahia e é isso em última instância o que dá sentido a projetos como 2 de Julho – A Ópera da Independência. Logo, esse é um projeto de teatro profissional, popular e contemporâneo e uma produção de "teatro na rua" (ou a céu aberto) em que nâo haverá cobrança de ingresso nas oito apresentações previstas. Nessacondição é um espetáculo inteiramente DEMOCRÁTICO. Todos os presentes terão acesso ao espetáculo.Entre as formas de DIFUSÃO e engajamento do público, destacamos :1) DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS-CONVITES: Pretendemos fazer a distribuição de 150 mil folhetos-convitespara estudantes da rede oficial de ensino e priorizando comunidades de baixa renda, como já fazemoshá mais de 25 anos. A ação de Formação de Plateias do projeto envolverá ainda(como nas seis edições precedentes) o apoio dos principais Terreiros deCandomblé, das Igrejas Católica e Batista, da Federação Espírita, da Federação Baiana de Teatro Amador, deBlocos Afro (como o Olodum e o Ilê Ayê) grupos culturais como o UNISAMBA, além de outras grandes instituições religiosas e culturais. Tudo isso está em conformidade com os benefícios sociais das Leis de Incentivo Fiscal. Em função disso 50 mil espectadores será o publico-alvo para a edição 2025.2) INTERESSE PÚBLICO: Pelo tema de interesse público, pela gratuidade, pelo profissionalismo, pelaproposta de um espetáculo clássico, épico e popular o projeto 2 de Julho coloca a Bahia entre os importantes núcleos de realização cênica do Brasil. Realizados desde 1992 os espetáculos do Projeto de Teatro Popular Contemporâneo mobilizam todos os tipos de público desde as classes de baixa renda e pouco (ou nenhum) hábito cultural até asplateias mais sofisticadas e afeitas ao contato com as artes cênicas contemporâneas.3) PÚBLICO-ALVO: 50 mil espectadores nas 08 apresentações previstas na temporada. Teatro é uma arte presencial - "a arte do encontro" como disse um Mestre. Esse é a meta básica do processo de difusão cultural do nosso projeto. De fato trabalharemos para obter plateias ainda maiores do que essa, porque esse tem sido o capital cultural do nosso projto ao longo de mais d 30 anos de atividade.

Ficha técnica

- Paulo Lauro Nascimento Dourado / 084.580.495-20 / Diretor Geral - Cleise Furtado Mendes / 061.045.175-87 / Texto - Gerônimo Santanna / 423.376.235-72 / Compositor/músico CURRICULOS Paulo Dourado Diretor Geral Um diretor cuja atividade é caracterizada pela diversidade de áreas de atuação. Em quase 35 anos de produção artística, foi diretor, roteirista, adaptador, iluminador, cenógrafo, dramaturgo, diretor musical e produtor de um grande número de espetáculos, audiovisuais e eventos. Além disso, é ainda professor da Universidade Federal da Bahia, tendo sido diretor da Escola de Música e Artes Cênicas e da Escola de Teatro da UFBA. Ainda na UFBA, foi Assessor do Reitor para Extensão, Coordenador de Arte e Cultura da UFBA, Coordenador da TvUFBA e membro de diversos Conselhos Superiores, Como Coordenador de Arte e Cultura da UFBA, realizou uma série de projetos relevantes como p.ex.: Seminários Nacionais sobre o papel das universidades federais na Cultura; UNIFEST – Festival Universitário de Música; Concertos Populares da Oquestra Sinfônica da UFBA: Proj. Correspondência Musical; o programa Ópera na Reitoria; Recepção Calourosa contando com as participações artísticas de Gilberto Gil, Tom Zé, Margareth Menezes, Jorge Mautner, Lazzo Matumbi, Roberto Mendes, Marienne de Castro, Gerônimo, Márcio Mello, Nação Zumbí, Ilê Ayê e muitos outros.Nos últimos vinte e cinco anos dedica-se principalmente à montagem de textos originais, direcionando seu interesse para temas ligados à história, à identidade e aos valores culturais da Bahia e do Brasil. Nesse sentido criou e dirigiu, entre inúmeros outros, Los Catedrásticos (sobre a industrialização da Baianidade), provavelmente o mais polemico espetáculo já realizado na Bahia e um dos maiores sucessos de público. Foi também o diretor geral e produtor de Lídia de Oxum – Uma Ópera Negra, de Lindembergue Cardoso com regência de Júlio Medaglia, cuja equipe entre técnicos e elenco e mais, solistas, orquestra sinfônica, coro, ballet, e percussionistas contava com cerca de cento e cinqüenta participantes, numa iniciativa pioneira na Bahia, não apenas pelas dimensões do projeto como pela proposição do conceito de ópera nacional e contemporânea. Paulo Dourado ainda criou e dirigiu dois espetáculos de teatro popular a partir de temas históricos que são A Conspiração dos Alfaiates (1992) e Canudos – A Guerra do Sem Fim (1993). Apresentados em ginásios desportivos, praças públicas, e anfiteatros, “Alfaiates” e “Canudos” obtiveram platéias inéditas na história do teatro baiano, superando a casa dos cem mil espectadores em cerca de trinta apresentações. Por ocasião dos 500 anos do Descobrimento, co-dirigiu o grande desfile comemorativo de personagens históricas (em um total de 3.000 mil figurantes, foi responsável por 700). Nas comemorações dos 500 Anos do Descobrimento roteirizou em parceria com JC Capinan e fez a direção geral de Rei Brasil - Uma Ópera Popular, um espetáculo que reuniu entre participações especiais, atores, cantores, circences, ballet, orquestra sinfônica, banda filarmônica, coro e equipe técnica e criativa cerca de 450 figurantes em um dos momentos que se destacaram nacionalmente entre os eventos da celebração do descobrimento. Desde 1999, Paulo Dourado dedica-se também ao audiovisual. Roteirizou e dirigiu Mídia Poesia (1999) contendo a recitação por 30 atores de 60 criações de poetas baianos. Mídia Poesia foi exibido em âmbito estadual durante quatro meses pela Rede Bahia de Televisão, para um público médio de três milhões espectadores por inserção. Em 2000 roteirizou e dirigiu o vídeo “Dom Pepê” com Jackyson Costa, Zeu Brito e as participações especiais de Margareth Menezes e Ricardo Bittencourt. Em 2001 criou e dirigiu os “Os Sertões - Uma Viagem” em homenagem ao Centenário do livro Os Sertões de Euclides da Cunha. Em 2003 roteirizou e dirigiu o documentário poético-musical “Rio do Tempo” com Roberto Mendes, José Carlos Capinan, Jorge Portugal, D. Edith do Prato e outras figuras do Recôncavo e da música da Bahia. De 2001 a 2008 dirigiu em tempo integral a TvUFBA e produziu cerca de 50 horas/ano de material inédito, editado e finalizado. Entre as produções da TV UFBA destacam-se “Santa Bárbara”; “Dia do Samba – Tributo a Cartola”; “Olga de Alaketo – Uma Princesa na Bahia”; “Gil - Calouroso”, Rio do Tempo (com Roberto Mendes), O 2 de Fevereiro na Bahia, entre muitos outros. Em 2007, Paulo Dourado produziu e dirigiu o Dia do Samba - que é um grande evento congregando mais de quarenta atrações locais e nacionais. Em 2008, roteirizou, em parceria com J.C.Capinan e fez a direção artística de O Brasileiro Gil – espetáculo de dança que já se apresentou no Teatro Castro Alves(BA), Teatro Odylo Costa (RJ) e até o final de 2009 estará presente em SP, Curitiba, BH e Brasília. Já em 2009 dirigiu, com as participações de Dudu Nobre, Nelson Rufino, Marienne de Castro, Arlindo Cruz e Fundo de Quintal, o Encontro do Samba – evento que integrou o Festival de Verão (Rede Bahia de Televisão) e articulou a premiação internacional Citá Mondiale della Pace conferido pela Fondazione Opera Campana dei Cadutti (Roveretto-Itália) à pequena comunidade de Acupe (Santo Amaro da Purificação/BA) pela atividade artística do tradicional grupo cultural Nego Fugido. Elaborou um projeto de ação cultural em âmbito nacional a partir da criação do Museu Cidade Cenográfica de Canudos no alto sertão da Bahia. Seja em dimensão camerística ou épica, o trabalho de Paulo Dourado caracteriza-se, não apenas pela busca de profissionalismo e elaboração artística, mas, sobretudo, por ser um empreendimento cujo objetivo principal é o de incorporar uma função social para a produção artística, enquanto valor relevante e fator de desenvolvimento para as sociedades contemporâneas. Cleise Mendes Autora do Texto Nasceu no Rio de Janeiro, mas desde 1966 reside em Salvador, onde é professora na Escola de Teatro e no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Estreou como dramaturga em 1975, com o musical Marylin Miranda. Sua produção, a partir daí, situa-se na fronteira entre a literatura e o teatro, em um trabalho ininterrupto de criação e adaptação de textos para teatro, com dezenas de peças já encenadas e diversos trabalhos como atriz, na Companhia de Teatro da UFBA. É doutora em Letras, pesquisadora do CNPQ e membro da Academia de Letras da Bahia. Alem de professora, escritora e pesquisadora (CNPq), Cleise Mendes é uma importante dramaturga e poeta da Bahia, cujas criações são encenadas, premiadas e publicadas regularmente. Entre outras inúmeras realizações, Cleise Mendes é uma das criadoras da série Teatros do Tempo tendo escrito os textos de A Conspiração dos Alfaiates (1992/2011), Canudos – A Guerra do Sem-Fim (1993), 2 de Julho – A Ópera da Independência (2012). Gerônimo Satanna Autor da música/diretor musical Gerônimo Santana é um dos principais representantes da música baiana do período do pós-tropicalismo. Autor de grandes sucessos como É d’Oxum e Eu Sou Negão, Gerônimo é também autor de canções gravadas no Brasil por nomes como Maria Bethânia e Gal Costa como também tem sido objeto de inúmeras gravações internacionais. Gerônimo tem mais de 400 composições gravadas e protagonizou 12 CDs. Alem de sua atividade como compositor e cantor de música popular, Gerônimo traz em seu currículo uma graduação em Composição e Regência pela escola de Música da UFBA e desenvolve um intenso processo de pesquisa sobre as tradições musicais da Bahia e do Brasil com especial interesse nas matrizes africanas e na musicalidade dos seus rituais e cantos sagrados. Jackson Costa Ator Jackson Costa é um dos principais atores baianos, pioneiro no desempenho de importantes personagens na mídia nacional. Ao lado da sua atuação em cinema e Tv, Jackson mantém uma atividade regular em teatro sendo um ator altamente popular e reconhecido pelo público.

Providência

Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Agência/Dv inválido, o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email salic@cultura.gov.br.