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É uma peça teatral brasileiro com dois personagens e um coro periférico, a ação se passa em um consultório psiquiátrico onde uma médica psiquiatra, filha de mãe desaparecida na ditadura militar brasileira (1964-1985), recebe um ex-torturador como paciente. É um suspense político narrado nos dias atuais na cidade do Rio de Janeiro. O objetivo do projeto é honrar a memória dos desaparecidos políticos tanto na ditadura militar quanto nos Movimentos: Negro e Feminista de todas as épocas. Incentivar diálogos sobre Raça, Gênero e Arte. O texto "Conspiração do Silêncio" foi premiado no Concurso de Dramaturgia Feminina (LA SCRITTURA DELLA DIFFERENZA) Capítulo Brasil. A peça estreiou em Londres (Reino Unido), no ano de 2012 com cucesso de crítica.
Peça Teatral: Conspiração do Silêncio é um suspense político/psicológico que transcorre em um consultório de psiquiatria no Rio de Janeiro em 5 cenas, onde será descortinado um crime cometido há 40 anos atrás. Uma psiquiatra que guarda o segredo do passado de sua mãe assassinada, atende um torturador atormentado por seus pesadelos. Em cinco consultas, vai se estabelecer um conflito que irá transgredir a relação Médico – Paciente: tanto nas sessões do ano de 2011 (tempo real da peça), quanto no flashback do ano de 1971 (tempo do Brasil Ame Ou Deixe-o). O espetáculo pretende quebrar as 4 paredes da encenação teatral começando no saguão do teatro com uma manifestação em defesa da democracia. Debates: Com o núcleo artístico do espetáculo liderados pela dramaturga e militante Tereza Briggs Novaes e pela diretora a ativista Biza Vianna, tendo como convidados ex-presos políticos, historiadores e professores, abordando temas relacionados à tortura na ditadura militar e ao genocídeo do povo preto na atualidade. Classificação indicativa etária: 14 anos.
Objetivos Gerais: 1. Fomentar, difundir e incentivar o teatro nacional, buscando a formação de platéia. 2. Valorizar a produção autoral e os talentos locais, enriquecendo o cenário artístico nacional, estimulando o processo criativo. 3. Promover o protagonismo dos desaparecidos tanto no movimento negro quanto no movimento feminista e da militância política. 4. Contribuir para apreciação da diversidade cultural, reconhecendo-a como elemento vital da sociedade, e promovendo a aceitação das diferenças com dignidade. 5.Facilitar o acesso a informação e a construção do conhecimento por meio da linguagem cênica, proporcionando um componente vital à sensibilidade artística. 6. Incentivar o teatro como uma ferramenta de transformação pessoal e social, ultrapassando a mera finalidade de entreterimento. 7. Estimular a formação e o aprimoramento de profissionais no campo cultural. 3. Promover o protagonismo dos desaparecidos tanto no movimento negro quanto no movimento feminista e da militância política. 8. Mostrar um texto atemporal, no qual a luta pela liberdade é contínua. O terror do passado, onde a tortura cometida nos porões da ditadura, na escravatura e na opressão às mulheres se apresenta hoje com outros tons. Seja na invasão às favelas ou em carro incendiado por fumaça tóxica, a tortura continua. "Tortura é crime contra a humanidade" diz a personagem. 9. Equiparar a relação das mulheres da época da ditadura com as mulheres de hoje no mercado de trabalho. A autora, a direção dos atores e a direção geral e artística do espetáculo são mulheres atuantes 10. Mostrar que as mulheres contemporâneas têm a possibilidade de congelar seus óvulos e postergar a maternidade, um direito conquistado através da ciência, pelas mulheres do século 21. A personagem feminina da peça, já perto dos 40 anos, quer ter um filho, e essa vontade desperta nela a lembrança da sua mãe que foi assassinada durante a ditadura, quando ela era ainda um bebe e a leva a procura do assassino. Objetivos específicos: 1. Debate semanal após a apresentação, com personalidades da resistência a ditadura militar, dentre eles, políticos, militantes e historiadores. 2. Exposição no foyer do teatro, com fotos e vídeos sobre "os anos de chumbo 1964-1985", relatados por pessoas que sofreram as consequências da ditadura. 3. Destacar artistas locais, visando ao desenvolvimento cênico da região, e 4. Impactar positivamente a economia local, ofertando empregos diretos e indiretos.
A lei rouanet viabiliza a possibilidade de concretização desse tipo de projeto, visto que não se trata de um projeto comercial. O projeto revisita o obscuro tempo da ditadura militar que perdurou por 21 anos no Brasil, durante esse período todos os direitos democráticos foram subtraídos. O projeto assume uma relevância inquestionável, ao desvelar os horrores da ditadura militar e conectar essa trágica narrativa com genocídio do povo preto nos dias atuais. Além de resgatar o período sombrio da história do Brasil, "CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO" tem o mérito de proporcionar uma análise crítica sobre à persistência dessas violências na sociedade contemporânea. A urgência de se compreender e denunciar tais realidades torna o projeto não apenas importante, mas imperativo. A concepção artística do projeto nasceu da inquietação do próprio percurso da autora, Tereza Briggs Novaes, como ativista pela luta por direitos de raça e gênero, ela enxerga no teatro uma plataforma poderosa para dar voz aos silenciados. A experiência única da dramaturga militante em movimentos pró democracia, feminista e defensora dos direitos humanos, acrescenta uma dimensão engajada histórica ao texto. A motivação é contribuir para um entendimento mais amplo da sociedade, estimulando a empatia e a transformação social. O diferencial de "CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO" reside na forma que transcende o palco para se tornar uma experiência imersiva e educativa. Ao acrescentar a essa trama envolvente os debates conduzidos por figuras de destaque, o projeto proporciona uma reflexão contínua sobre as atrocidades do passado e a sua reverberação nos dias atuais. A escolha de um elenco composto atores pretos, as funções protagonistas assinadas por mulheres idosas e ativistas, as medidas de acessibilidade oferecidas e abordagem multifacetada dos temas conferem ao projeto uma profundidade que o destaca no panorama cultural. O projeto é especialmente relevante para o Brasil, um país marcado por sua diversidade e complexidade social. Ao honrar a memória dos desaparecidos políticos, estimular diálogos sobre raça, gênero e arte, e promover a inclusão, o projeto se torna um agente transformador, contribuindo para construção de uma sociedade mais justa, consciente e solidária. Este projeto é uma contribuição valiosa, que oferece uma experiência teatral imersiva e significativa para todos os públicos.
Ação afirmativa: Os dois protagosnistas do espetáculo são atores da raça negra; A proponente, a diretora, a cenógrafa, a figurinista e a autora, são mulheres na faixa etária acima de 65 anos; O diretor de produção se auto declara homossexual;
O espetáculo terá a duração 01:20 (uma hora e vinte minutos). O Projeto se utilizará do recurso video-mapping no cenário.
Dentre as ações de acessibilidade para pessoas com deficiência serão aplicadas ao projeto cultural: 1. Intérprete de LIBRAS nas sessões seguidas de debate; 2. Legendagem e descrição compatível com software leitor de tela; 3. Aplicação de sinalização tátil no piso que da acesso ao teatro; 4. Profissional PcD dedicado a fazer parcerias com instituições que atendem esse público; 5. Indicação das ações acessíveis através do uso dos símbolos de acessibilidade na divulgação; 6. Estratégias de divulgação digital direcionada ao público PcD;
1. Ingressos a preços populares (R$ 60,00 - inteira e R$ 30,00 - meia entrada), permitindo o acesso de pessoas de diferentes classes sociais; 2. Venda antecipada de ingressos de forma digital, permitindo que o público não necessite deslocar-se previamente à bilheteria para realizar a compra; 3. Sorteios de ingressos gratuitos pelos perfis das redes sociais do espetáculo, contribuindo para publicidade e o acesso ao conteúdo cultural; 4. Disponibilização de 10 % do número total de ingressos de forma gratuita à SMC-RJ; 5. Disponibilização de 5% do número total de ingressos a meia entrada para pessoas negras, indígenas, ciganas, quilombolas e mulheres não beneficiárias da Lei Federal 12.933/2013; 6. Disponibilização de 40% do número total de ingressos meia entrada aos beneficiários da Lei Federal número 12.933/2013 ; 7. Sessões de debate sobre o tema do espetáculo como ferramenta de formação de plateia; 8. Ensaio aberto; 9. Uma apresentação gratuita para Associação Cultural REDE de Amigos para o entretenimento. CNPJ 29.796.087/0001-37; 10. Uma apresentação gratuita para secundarístas da rede pública;
FICHA TÉCNICA A proponente realizará a função de co-direção do espetáculo. Currículos: NOME: Celso Lemos FUNÇÃO: Diretor de Produção RESUMO DA TRAJETÓRIA: Sócio fundador da APTR. Atualmente envolvido na montagem de "A Lista", dirigido por Guilherme Piva, com Lilia Cabral e texto de Gustavo Pinheiro. Suas produções recentes incluem "As Crianças" (2018-2022) e "Insetos" (2018-2022) com a Cia de Atores. Destacam-se ainda trabalhos como "Navalha na Carne" (2018), "Ivanov" (2017), e "A Guerra Não Tem Rosto de Mulher" (2017). Além disso, participou da produção do encerramento das Olimpíadas Rio 2016 e coordenou projetos como Dulcina no Plural, Dulcina Abre o Pano e Dulcina em Foco no Teatro Dulcina (RJ). Sua experiência abrange a produção da Mostra de Teatro Panorama Petrobras Distribuidora de Cultura e a turnê no Rio de Janeiro do Théâtre du Soleil em 2011. Colaborou com renomados atores e diretores, consolidando uma carreira diversificada e influente no cenário teatral. NOME: Zaira Zambelli FUNÇÃO: Diretora de Atores, Produtora e Gestora de Projeto RESUMO DA TRAJETÓRIA: Atriz, produtora, professora e diretora teatral, graduada pela Faculdade Nacional de Sociologia (RJ). Especializou-se no curso "Portuguese 40: The Favelas and Sertões in Brazilian Cinema" em Harvard University, OUT/2020. Realizou cursos de teatro com renomados profissionais, como Augusto Boal, Gerald Thomas, Gianne Ratto, Glorinha Beuttenmuller, Klaus Viana, Leon Góes, Mossa Ossa e Sérgio Britto. Coordenadora, Professora e Diretora em diversos cursos de teatro, incluindo "Faça teatro pelo Direito" nas Faculdades Bennett e Defensoria Pública (RJ), "Teatralizar-te nunca é tarde" na Biblioteca Popular de Botafogo (RJ), "Corpo, Voz e Mente em Cena" no SESC Copacabana e Teatro Galeria (RJ), "Oficina de Teatro Zaira Zambelli" na Casa de Cultura Margarida Rey, Recreio Shopping (RJ), Teatro Posto 6, CIA de Teatro Contemporâneo, e "Teatro nas Empresas" na Brasil CAP Furnas S.A e Frangos Rica. NOME: Tereza Briggs Novaes FUNÇÃO: Dramaturga RESUMO DA TRAJETÓRIA: Escritora e dramaturga, sua trajetória inclui participação ativa em movimentos sociais, como o Comitê em Defesa da Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita, o movimento pró-democracia das mulheres e o Diretas Já. Destacou-se em diversas produções teatrais, como "Memórias Póstumas De Brás Cubas" (Teatro Ipanema Rj, 2006; Embaixada Brasileira em Londres, 2008), "Fish & Chips" (Centro Cultural Dos Correios Rj, 2013), "O Que Eu Vim Fazer Em Londres?" (Casa de Cultura Laura Alvim, 2014-2015), e "Marx In Soho" (Tour pelo Brasil, 2017-2022; Tour em Portugal, 2023). Seus trabalhos abrangem adaptações e textos autorais, consolidando sua presença nos palcos nacionais e internacionais. NOME: Biza Vianna FUNÇÃO: Cenógrafa e Figurinista RESUMO DA TRAJETÓRIA: Diretora Artística do Centro Afrocarioca de Cinema. Liderou o "Encontro de Cinema Negro Brasil África" desde 2007 e organizou o "Mês da Consciência Negra" no Oi Futuro Ipanema em 2011. Com 30 anos de carreira como cenógrafa e figurinista, coordenou projetos patrocinados pelo IPHAN, Casa de Oswaldo Cruz e Museu Histórico Nacional. Sua atuação incluiu a curadoria do Espaço Tom Jobim (2006-2011) e a direção de arte em exposições notáveis. Recebeu diversos prêmios e colaborou em livros sobre o Rio de Janeiro e povos indígenas. No teatro, trabalhou com diretores renomados como Aderbal Freire e Filho, Amir Haddad, e Helio Eichbauer, destacando-se como uma figura versátil e premiada no cenário cultural. NOME: Wilson Rabelo FUNÇÃO: Ator RESUMO DA TRAJETÓRIA: Autodidata desde os anos 1980, possui vasta trajetória nas artes cênicas, marcando presença em teatro, televisão e cinema. Destaques teatrais incluem "Carolina, o Luxo do Lixo" e "Besouro Cordão de Ouro" sob a direção de João das Neves. Na televisão, participou de minisséries como "Por toda a minha vida" e novelas como "Sinhá Moça" e "Deus salve o rei". No cinema, atuou em filmes notáveis como "Bacurau" e "Doramundo". Com uma carreira diversificada, seu talento foi reconhecido em diversas produções ao longo dos anos. NOME: Débora Almeida FUNÇÃO: Atriz RESUMO DA TRAJETÓRIA: Atriz, diretora, escritora, professora e pesquisadora em Artes Cênicas. Mestre em Letras (UFAC, 2019) e possui formação em Interpretação Teatral e Licenciatura em Artes Cênicas (UNIRIO, 1998 e 2001). Foi integrante da Cia dos Comuns (2001-2010) e da Cia Elo de Teatro (1998-2006), onde atuou em produções notáveis como "Silêncio" (dir. Hilton Cobra) e "Quatro Bancos e Uma Rosa" (dir. Marcio Vieira). Com experiência em teatro, televisão e cinema, participou em obras como "Sob Pressão" e "Campo Grande". Sua carreira multifacetada reflete uma sólida contribuição às Artes Cênicas, com destaque para seu enfoque em Teatro Negro e Gênero. NOME: Valmyr Ferreira FUNÇÃO: Iluminador RESUMO DA TRAJETÓRIA: Iluminador cênico e fotógrafo, iniciou sua carreira em 1996, dirigindo seu talento para mais de 300 trabalhos em iluminação cênica, incluindo exposições, teatros e shows. Como diretor técnico do Teatro Vila Velha em Salvador, colaborou com renomados diretores e grupos, como o Bando de Teatro Olodum. Destacou-se em projetos como Pixinguinha, Cia. dos Comuns e Cia. de Dança 1º Ato, sendo indicado a prêmios. Colaborou com diretores influentes, como Lázaro Ramos e Márcio Meireles. Como fotógrafo, liderou o projeto "Preto no Palco" e ministrou oficinas de iluminação cênica em países de língua portuguesa. Desde 2007, desenha a iluminação dos shows de Geraldo Azevedo, consolidando sua versatilidade e impacto nas artes cênicas e visuais. – e) Proponente é certificado como Ponto ou Pontão de Cultura, nos termos da Lei nº13.018/2014 e/ou certificado com chancela de Ação Local?* Não – Compromisso: * “Caso o projeto cultural seja selecionado, comprometo-me a apresentar a documentação prevista no item 11 do edital”
Periodo para captação de recursos encerrado.