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O projeto RECIFE MÁGICO é uma exposição interativa, que vai reunir 40 obras do artista plástico Davi Leonardo, sendo algumas delas inéditas, e incluindo um painel de grande dimensão (600 X 340), "Nambuco- o encantado do Recife Mágico", que se conecta a uma intervenção de teatro e música. Esta exposição, que ficará aberta para visitação durante 60 dias na casa-atelier-galeria do artista no centro do Recife, parte de uma ampla pesquisa que tem como eixo criativo uma narrativa dramatúrgica, que versa sobre filosofia, história e navega no imaginário mítico da cultura pernambucana. Da pintura à escultura, passando pelos painéis e às instalações; o artista criou um conceito norteador das suas produções que transcende a materialidade típica das galerias de arte, transbordando e interagindo com uma performance interativa, criada exclusivamente para a exposição, que será apresentada uma vez por semana, no dia da visitação guiada, que contará também com a presença de um Intérprete em Libras.
VISITA GUIADA- Voltadas prioritariamente para grupos de escolas públicas do entorno e atendendo também ao público surdo que contará com intérprete em Libras, as visitas guiadas acontecerão uma vez por semana. A equipe de monitores previamente capacitada para este trabalho de mediação vai guiar os visitantes, fornecendo explicações sobre conceitos norteadores da exposição, biografia do artista; técnicas, materiais e processos de criação das obras. Ao final, os grupos assistem a performance de teatro e música, e conversam com o artista, que aborda também a temática do meio ambiente e oferece a cada um, uma muda florestal. PERFORMANCE DE TEATRO MUSICAL- Uma vez por semana, no dia reservado às visitas guiadas, vai acontecer uma performance teatral, com intervenção musical, vinculada ao painel que é o centro estético da exposição. Nambuco e alguns dos outros personagens representados nesta e em outras telas “ganham vida” para de forma poética apresentar a narrativa mítica de fusão entre aquela personificação, suas ancestralidades e todo o mapa simbólico cultural da constituição de Pernambuco como identidade original e única.
Objetivo Geral: Criar e realizar a exposição interativa RECIFE MÁGICO, do artista Davi Leonardo, durante 60 dias na sua casa-atelier-galeria, o espaço cultural Casa Recife Mágico, com 40 obras, sendo 1 painel de grande dimensão. Objetivos Específicos: - Estimular aproximação entre linguagens artísticas, promovendo (8) oito apresentações (uma por semana) da intervenção performática de música e teatro, conectada ao painel de grande dimensão da exposição. - Contribuir com a democratização do acesso às artes, praticando gratuidade, e realizando 8 visitas guiadas, para receber grupos de escolas públicas, Ong’s, projetos socioculturais; e também pessoas surdas, que contarão com um Intérprete em Libras para acompanhá-los na visitação semanal mediada. - Praticar políticas de inclusão, reservando 50% das vagas da equipe de monitoria da exposição, ou seja, 4 dos 8 monitores: pessoas negras, trans, indígenas ou pcd (incluindo TEA). - Publicar nas redes sociais da Casa Recife Mágico, 8 registros em vídeo que serão feitos durante a exposição, colocando em todos eles a LSE- Legenda para surdos e ensurdecidos. - Estimular a consciência ambiental, distribuindo 200 mudas florestais durante a exposição, no vernissage de abertura e em todas as 8 visitas guiadas das quartas-feiras. - Coletar alimentos não perecíveis nos 32 dias da exposição (exceto o evento de abertura e as 8 quartas-feiras, que são exclusivas para estudantes e outros grupos agendados) para doação aos bancos de alimento do Recife e instituições que atendam população em vulnerabilidade social em Pernambuco.
A exposição interativa RECIFE MÁGICO, quando opta por fazer o acesso do público completamente gratuito, e por ser um projeto idealizado por um artista do Recife e realizado na Região Nordeste, apresentando como temática a própria cultura pernambucana, se alinha e se enquadra diretamente aos objetivos, descritos no Artigo 1º da Lei Rouanet, abaixo elencados: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro IX - priorizar o produto cultural originário do País Em relação à natureza/tipologia dos projetos, da qual versa o Artigo 3º da Lei Rouanet, a exposição RECIFE MÁGICO, do artista plástico Davi Leonardo, se enquadra no seguinte item: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres O Recife, como a maioria das grandes metrópoles mundiais, vive um cotidiano atribulado de constante correria, povoada por um relevo rígido, de muitos prédios e estruturas fechadas, que não favorecem o convívio ou o diálogo. Por outro lado, temos todo o manancial cultural que emana do seu contexto histórico, e parece implorar para ser notado pelo seu povo. É desse contraste que surge o desejo do artista plástico Davi Leonardo, que mora bem no centro nervoso recifense, de ativar espaços de permanência e passagem da capital pernambucana, de devolver à cidade seus tesouros, traduzidos em arte. Pensando em chegar em todos os tipos de público e colaborar também com a formação de plateia para as artes, elaboramos um conjunto de práticas inclusivas, oferecendo além da gratuidade, visitas guiadas para alunos de escolas públicas e oferta de recursos de acessibilidade com a devida mobilização de público. A interação entre linguagens artísticas também é um intento do projeto, que semanalmente vai apresentar uma performance de teatro musical ligada ao painel de grande dimensão, como se a tela gigante ganhasse vida. Realizar um projeto dessa natureza, tendo a gratuidade e a acessibilidade como pilares, requer um investimento significativo, que por ser um artista visual independente, residente na Região Nordeste, Davi Leonardo, ainda não dispõe. Por isso, e por todas as justificativas perante a Lei descritas acima, é que decidimos recorrer ao mecanismo de fomento federal via Rouanet.
NÃO SE APLICA
A exposição interativa RECIFE MÁGICO vai contar com 40 obras de autoria do artista plástico pernambucano Davi Leonardo. Desse total, algumas peças já estão em produção e outras em finalização, e estão listadas no memorial descritivo anexado nos documentos desta proposta. Na maioria das obras, são utilizadas técnicas de acrílico sobre tela e óleo sobre tela, em quadros de variados formatos e tamanhos.
Tanto o processo criativo e de montagem como a visitação do projeto vão acontecer na casa-atelier-galeria do artista Davi Leonardo, espaço cultural Recife Mágico, ocupando áreas internas e externas do andar térreo do prédio. Do ponto de vista físico, as instalações contam com rampa de acesso, portas largas e banheiro adaptado para o uso de cadeirantes, e pessoas com mobilidade reduzida. Em relação à acessibilidade comunicacional, vamos contratar um consultor de acessibilidade especializado em eventos e projetos artísticos, que ficará responsável pela oferta de intérprete em Libras, como pela mobilização e mediação junto ao público surdo, nas 8 quartas-feiras de visita guiada à exposição. Outra medida para tornar o projeto mais acessível às pessoas surdas, é a inserção de LSE- Legendas para surdos e ensurdecidos, nos 8 vídeos resumo semanais que iremos publicar nas redes sociais do artista e do espaço Recife Mágico. E, por fim, mas não menos importante, adotamos ainda ações de acessibilidade atitudinal, reservando vaga e fazendo uma busca ativa por monitores PCD (incluindo TEA); e capacitando a equipe de monitores, com uma palestra para um melhor atendimento às pessoas com deficiência durante todo o período da exposição. Esta capacitação vai ser ministrada por profissional especializado e ficará a cargo da consultoria de acessibilidade do projeto.
O projeto “RECIFE MÁGICO- exposição interativa”, idealizado e realizado pelo artista plástico pernambucano Davi Leonardo, já tem em sua constituição o caráter democrático e de ampliação do acesso, assumindo como critérios norteadores a inclusão e a acessibilidade. Então, além de adotar a política de 100% de gratuidade, também estabelece na sua equipe gestora, a presença de consultores técnicos especializados, tanto para trabalhar as ações de acessibilidade física, atitudinal e comunicacional, como para fazer a coordenação pedagógica do projeto. Na prática a equipe da exposição, e, principalmente, os monitores serão preparados para fazer a mediação das 8 visitas guiadas. Haverá também uma articulação para divulgação e agendamento de alunos de escolas públicas da região para participarem da visitação. E, como as obras de Davi Leonardo dialogam diretamente com a natureza, seja como motivo/tema ou até utilizando em algumas peças, extratos naturais da flora presente em sua casa; o artista decidiu inserir na sua exposição RECIFE MÁGICO, um viés socioambiental. Como ativista que é, traz a pauta da defesa da preservação das florestas e do meio ambiente, para o seu projeto, aproveitando para distribuir 200 mudas florestais, especialmente para os estudantes que estiverem nas visitas guiadas. A equipe de monitores também vai fornecer informações sobre essa temática aos visitantes, enfatizando a importância de cuidarmos da natureza e sermos ativos defensores das florestas. Dando continuidade aos serviços voluntários nos quais já é engajado, nos demais dias de visitação da exposição RECIFE MÁGICO; com exceção das quartas-feiras que será exclusivamente para estudantes, pessoas surdas e outros grupos previamente agendados; Davi Leonardo vai sugerir que os visitantes levem 1 Kg de alimento não perecível como ingresso. Dessa maneira, pretende coletar material que será destinado aos bancos de alimentos do Recife e instituições que atendam população em vulnerabilidade social.
O proponente além de ser o artista é também o coordenador geral do projeto RECIFE MÁGICO- exposição interativa. DAVI LEONARDO- ARTISTA E COORDENADOR GERAL Formado em designer e pintura pelo Senac, o artista plástico e ilustrador fez de seu ateliê, um espaço cultural/galeria batizada de Casa Recife Mágico. Pesquisador da história, simbologia e universo mítico da cultura popular pernambucana, o artista, que também é músico e compositor, tem se dedicado a criar projetos que explorem poeticamente essa temática. Em seus processos e eventos sempre prioriza o diálogo e o cruzamento entre linguagens artísticas. Davi Leonardo é o criador da série de obras, intitulada 'Recife Mágico', uma coletânea permeada por uma narrativa dramatúrgica, que versa sobre o conceito decolonial, filosofia, história, natureza e também navega no imaginário mítico da cultura popular pernambucana. A partir da criação do personagem NAMBUCO, o artista revela, através da pintura e da música, sua tradução do valioso legado da cultura popular do Estado. CHRISTIANNE GALDINO- PRODUTORA EXECUTIVA Produtora cultural, especializada em elaboração e gestão de projetos e eventos. Ao longo de mais de vinte anos de carreira, realizou diversos projetos culturais, desde sua concepção até a execução, trabalhando com grupos como o Experimental e o Balé Popular do Recife. Atuou também como artista da dança e como atriz. Em todos esses espaços, assumiu ainda a função de pesquisadora, tendo publicado alguns dos resultados. Autora do livro BALÉ POPULAR DO RECIFE- A ESCRITA DE UMA DANÇA (2008), e do infantil BRASIL AFRICANO: FREVO (2011); além de inúmeros textos sobre cultura, em revistas como a Continente e Construir Notícias; e da sua tese sobre mágica “ALÉM DO SEGREDO (2021)”. Já atuou em curadorias e comissões de seleção, onde destaca a Comissão do Funcultura- Fundo de cultura de Pernambuco; a Caravana Funarte de Dança e o júri de dança popular do Festival de Dança de Joinville. Em 2020, ganhou o troféu “Destaque de Produção em Dança” no Prêmio Copergás/Apacepe, do Janeiro de Grandes Espetáculos. Atuou como elaboradora e gestora de projetos no Instituto Ricardo Brennand, de 2018 a 2023. Em 2023, foi uma das produtoras da linguagem circo selecionadas para participar do MICA- Mercado das indústrias culturais da Argentina, em Buenos Aires; e do MIC BR- Mercado da Indústria Criativa do Brasil, em Belém-PA. Desde 2017, realiza, dirige e faz a curadoria do FIM-Festival Internacional de Mágica, juntamente com o ilusionista Rapha Santacruz. É a coordenadora local do projeto permanente Concertos Candlelight, em Recife.
Periodo para captação de recursos encerrado.