| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 01317277000105 | ITAPOA TERMINAIS PORTUARIOS S/A | 1900-01-01 | R$ 99,9 mil |
O projeto visa contribuir com a capacitação de artesãos que já exercem a atividade na cidade Itapoá (SC), por meio de aulas de desenvolvimento criativo e aperfeiçoamento de técnicas artesanais. O projeto irá promover encontros dirigidos para a cocriação de uma linha de produto com identidade local e que reflita a memória cultural da comunidade, no intuito de promover a valorização e preservação das técnicas tradicionais de artesanato da comunidade, além de ensinar aspectos técnicos e comerciais.
CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES VISUAIS COLCHA DE SABERES Projeto pedagógico (detalhado em especificações técnicas): ObjetivosSensibilizar e mobilizar a comunidade artesã para a inovação e sustentabilidade.Desenvolver habilidades técnicas e gerenciais em artesãos para criar produtos inovadores, de qualidade e sustentáveis.Capacitar artesãos na apresentação e comercialização efetiva de seus produtos. Público-alvo:Artesãos locais e atores do setor de artesanato, incluindo comerciantes e gestores culturais.
Objetivos gerais: Contribuir para a capacitação de artesãos locais em aspectos técnicos e comerciais, visando aprimorar a qualidade de seus produtos por meio de encontros (aulas) com especialista. Os artesãos terão a oportunidade de aprimorar suas habilidades técnicas, trocar seus saberes e experiências com o grupo e a designer de produtos, entender melhor o mercado em que estão inseridos e aprender estratégias de colocação das peças no mercado. Promover a valorização e preservação das técnicas tradicionais de artesanato da comunidade: o projeto busca resgatar e promover essas técnicas, garantindo que não se percam ao longo do tempo, além de valorizar os saberes de cada artesão. Isso não só contribui para a manutenção da identidade cultural da comunidade, mas fortalece as pessoas e também agrega valor aos produtos artesanais, tornando-os únicos e autênticos. Estimular a inovação e a criação de uma linha de produtos sustentáveis e culturalmente autênticos: ao mesmo tempo em que valoriza as tradições, o projeto também busca estimular a inovação e a criatividade dos artesãos. Isso envolve o desenvolvimento de novos produtos que incorporem elementos tradicionais de forma inovadora, bem como o uso de materiais sustentáveis e práticas de produção ecologicamente responsáveis. Objetivos especificos: 14 encontros, sendo 12 presenciais e 2 on-line, com profissional experiente no setor de artesanato, explorando as seguintes temáticas: Análise de produtos já executados pelos artesãos locais com rodada de avaliação para aprimoramento de produção e resultado; Apresentação de parâmetros para cálculo de custos; Avaliação de custos de produção; história e identidade dos produtos, como apresentar o produto nas redes e feiras. Todas os encontros terão avaliação ao final da aula. Haverá ainda medição de marco zero no primeiro encontro e a avaliação final do projeto para análise de impacto da intervenção do projeto nos artesanatos locais. As aulas podem ter até 30 alunas inscritas nos bairros de Pontal, Figueira e Jaguaruna e arredores de Itapoá e contará com lista de presença.
O projeto está sendo adequado ao valor captado, reduzindo seu tempo de execução e diminuindo algumas atividades, porám essas adequações não comprometem e nem alteram o escopo do projeto inicial. Sua justificativa também permanece inalterada.A comunidade pesqueira enfrenta desafios socioeconômicos, incluindo a sazonalidade do trabalho e a falta de oportunidades de desenvolvimento sustentável. Muitas vezes, essas comunidades dependem exclusivamente da pesca como fonte de renda, o que as torna vulneráveis a flutuações de mercado e condições climáticas adversas. Além disso, a falta de diversificação econômica pode perpetuar o ciclo de pobreza e marginalização social. Nesse cenário ainda é importante considerar que as mulheres representam 40% do contingente que atua no pescado brasileiro, em que constantemente fica invisível no labor pesqueiro (ZHAO et al. 2013, apud SILVA, 2014). Nesse contexto, o artesanato emerge como uma alternativa promissora para diversificar a economia e perpetuar a cultura local, além de promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável, já que muitos membros da comunidade, não exclusivamente, mas predominantemente as mulheres, já desenvolvem atividades artesanais como forma de aumentar de alguma forma a renda familiar. Esse fazer nem sempre é consciente e, muitas vezes, também não é consistente, planejado, organizado. Em países desenvolvidos, as atividades artesanais geram, normalmente, produtos de qualidade superior e de alto valor agregado, contribuindo fortemente para o crescimento econômico e para o bem-estar social de inúmeras pessoas. A Finlândia e a Dinamarca são exemplos de países que mantêm essa relação próxima com o artesanato e onde essa atividade é altamente sofisticada, destacando-se pela inovação e design criativo, arrojado e moderno. O artesanato não só valoriza as tradições culturais e históricas da comunidade, mas também oferece oportunidades de geração de renda, empoderamento e inclusão social. Para isso, carece de capacitação e estratégias para se destacar no mercado. O projeto "Colcha de Saberes" surge como uma resposta a esses desafios, oferecendo ferramentas e conhecimentos para fortalecer a produção artesanal local, valorizar os saberes das pessoas da comunidade e promover a inclusão social e econômica dos seus membros. Dessa forma, busca contribuir com a melhora da qualidade de seus produtos, valorização da cultura local pesqueira e ampliação do entendimento sobre o mercado. Além disso, ao promover a valorização das técnicas tradicionais de artesanato, o projeto fortalece a identidade cultural da comunidade e preserva seu patrimônio cultural único. Isso não só contribui para o orgulho e a coesão social, mas também agrega valor aos produtos artesanais, tornando-os mais atrativos para os consumidores. Ao estimular a inovação e a criação de uma linha de produtos sustentáveis e culturalmente autênticos, o projeto dá protagonismo aos artesãos locais, abre portas e apresenta possibilidades de criação e manutenção de seus fazeres, inspira novas ideias, práticas e abordagens que podem impulsionar o desenvolvimento sustentável da comunidade. Ao diversificar as perspectivas sobre os produtos criados, o projeto pode ajudar a construir uma comunidade mais fortalecida, percebendo que é possível com muito trabalho, organização e conhecimento, garantir a sustentabilidade dos fazeres desses grupos. Desta forma, traz novos significados e perspectivas sobre a produção artesanal local e valorização cultural. O projeto "Colcha de Saberes" pretende ser uma plataforma para preservar a herança cultural e promover valores de sustentabilidade, inovação e inclusão social na medida que amplia a participação de mulheres, que podem gratuitamente, encontrar meios de melhorar sua realidade atual. Com o apoio da renúncia fiscal, é apresentado um novo patamar para essa atividade já feita pelos grupos, as capacitações irão proporcionar uma melhora qualitativa capaz de impulsionar essa atuação. É uma iniciativa que visa não apenas transformar vidas, mas também preservar tradições, a cultura e construir um futuro mais próspero e resiliente para todos os envolvidos. O projeto se conecta aos objetivos da Lei Rouanet, pois promove a cultura e o patrimônio cultural brasileiro, fomenta a economia criativa e incentiva a inclusão social e o desenvolvimento sustentável da comunidade de Itapoá. Destacam-se os seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Em relação ao art. 3°, atende ao: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos. (o projeto será realizado em instituição comunitária e será gratuito) V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.
Impacto ambiental Para minimizar o impacto ambiental, as aulas sempre procurarão mostrar como o descarte e os resíduos podem e devem ser utilizados nas confecções das peças, além de atentar sempre para uma produção que gere o mínimo de resíduos.
CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES VISUAIS COLCHA DE SABERES Metodologia e Cronograma de Atividades Duração: 7 meses Mês 1: Acolhimento Divulgação, mobilização e acolhimento da comunidade para o curso Colcha de Saberes. Mês 2: Levantamento e avaliação Levantamento de ideias e necessidades, planejamento conjunto das atividade com priorização de tarefas práticas para realização de um plano de desenvolvimento de produtosApresentação de objetivos e retomada do conteúdo levantado em encontro de 2023: Identidade local + Capacidades Rodada de avaliação de produtos e técnicasLevantamento de fontes possíveis de material (reaproveitamento)Levantamento de técnicas comuns no grupo e formação de parceirasSugestão e adequação de conteúdo dos encontros anteriores a novos produtos com exemplosProposição de tarefa-desafio de trazer novo produto para próxima rodada de encontros Mês 3: Aprimoramento e Fortalecimento de identidade Avaliação de produtos trazidos de tarefas e sugestões de aprimoramentoProposição de produtos possíveis nos seguintes campos:• acessórios de moda• produtos para mesa-posta• produtos de uso doméstico dia a dia e decoraçãoFortalecimento da identidade dos produtos:• Retomada de temas como identidade e tradição artesanal, unindo aos pontos fortes de cada artesão• Linha de produtos com coerência estética, coleções ou famílias de produtosApresentação e embalagem; experiência do cliente e comunicação (cartão, fotos e redes sociais) Mês 4: Prototipagem e acabamento Oficina de criatividadeAtividades para apresentação dos protótipos de produtos artísticosA importância do acabamento Mês 5: Aprimoramento e Custos Aula on-line para apresentação de maneira simples e clara quais parâmetros utilizar para o cálculo de custos. Tarefa de precificação dos produtos criados e embaladosAnálise de produtos x percepção de preços em grupoPesquisa de concorrentes Mês 6: Formas de venda e apresentação dos produtos criados Levantamento de formas de vender e pontos de vendaFormas de abordagem de lojas, clientes e organização de feirasPlanejamento e organização para venda em grupo (lista de prioridades e divisão de tarefas)Pontos de venda e formas de abordagemRoda de conversa aberta aos participantes; financiadores, poder público e comunidade em geral para apresentar a linha de produtos criados e falar da experiência de participação no projeto.Mês 7: Avaliação Sessão de avaliação para os participantes refletirem sobre as mudanças na qualidade dos produtos, nas suas habilidades e benefícios adquiridos. O projeto também será avaliado por meio de feedback contínuo dos participantes, análise de viabilidade dos produtos desenvolvidos, e o alcance das metas de aprendizado e vendas.
As atividades do projeto serão realizadas em local que facilite o acesso de pessoas com deficiência, idosas ou com mobilidade reduzida e com materiais gráficos acessíveis e com legenda para o conteúdo.
As atividades previstas serão totalmente gratuitas para garantir a participação de todos os interessados, especialmente de grupos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A ARAM social ficará responsável por: Gerenciamento do projeto: organização de contratos, manutenção de cronograma, acompanhamento junto ao patrocinador, compra e emissão de materiais e demais gastos do projeto (logistica do projeto), gerenciamento de orçamento do projeto. Prestação de contas: organização de Notas Fiscais, elaboração de relatório de prestação de contas em resposta lei e ao patrocinador. Mobilização e engajamento: mobilização e engajamento da comunidade local através de grupos de whatsapp, e-mail, telefonemas, divulgação em rádio local e redes sociais, no íntuito de preencher as vagas e trazer transparência as ações do projeto. Monitoramento e avaliação: aplicação de questionários (marco zero), entrevistas com os participantes, organização de quadro lógico, emissao de relatórios quanti e qualitativos. Currículos resumidos: Danilo Freire: economista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e analista de dados pela Universidade Anhembi Morumbi.Tem mais de 10 anos de experiência em gestão financeira e mercado de capitais. Atuou em projetos de sustentabilidade sempre unindo a análise de dados financeiros e econômicos em prol de um desenvolvimento integrado de comunidades e territórios. Nos últimos anos vem atuando em fortalecimento de capacidades , empreendedorismo e mecanismos financeiros em contextos ligados ao mercado sustentável. Fernanda Tadei: é gestora pública, formada pela universidade de São Paulo - USP e Pós-graduanda em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global, na PUC com certificação Project Manager Professional for Development PMD-ProProject pela APMG International. Tem 10 anos de experiência na área de sustentabilidade e relacionamento com comunidades, com ampla atuação em empresas, gestão pública e terceiro setor. Esteve a frente de programas que proporcionaram desenvolvimento local digno e sustentável para diversas comunidades na Amazônia e em todo o Brasil. Denise Bonassi: é formada em economia pela UNESP, especializada em Arte e Criatividade. Possui 06 anos de experiência com relacionamento com comunidades e medição de impacto. Atuou, principalmente em projetos de facilitação e engajamento de comunidades ribeirinhas. Atualmente tem estado a frente de projetos de arte e cultura local sempre buscando conectar saber ancestrais ao mercado de negócios atual. Rachel Lenneberg Hoshino: é formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo e tem mestrado em Psicologia Social da Arte, estudando processos criativos e de formação de identidade através da Arte.Tornou-se designer auto didata e há 30 anos desenvolve trabalhos em porcelana e cerâmica, fornecendo objetos utilitários para lojas de design em todo o Brasil e exterior. Mais recentemente, passou a assessorar e prestar consultoria para marcas e artistas plásticos na execução de projetos especiais, como para o artista Aí Wei Wei em sua exposição no Brasil em 2018. Em 2022, a convite do Governo do Japão, viajou a Tobe, aldeia produtora de porcelana na Provincia de Ehime, Shikoku, para introduzir novas ideias de estampas, produtos e formas de divulgar a produção da comunidade. A vivência de muitos anos dentro de fábricas e oficinas de ceramistas, somadas a esses eventos, fez seu interesse voltar-se para a matéria prima, os processos de produção, os fenômenos de transformação e, principalmente os mestres, que, da extração ao objeto final, das ferramentas ao manejo do fogo, vivem em um universo fascinante de criação. Isso a levou a trabalhar como curadora de arte cerâmica desde 2017. Em 2024 apresentou no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, dentro do programa “Diásporas Asiáticas” a exposição de ceramistas pioneiros de alta temperatura “Tocar a Terra”, também assinou co-curadoria de Megumi Yuasa na Galeria Gomide & Co e curadoria em “Frutos da Terra” no Festival de Cerâmica de Cunha. Rodrigo Galvão: é formado em Gestão de Políticas Públicas e História pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrando em Economia na linha de Política e Economia da Cultura e das Indústrias Criativas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui dez anos de experiência em terceiro setor, atuando em organizações da sociedade civil e em consultorias. Trabalhou em projetos sociais e de incentivos fiscais de cultura, inclusão social e sociocultural.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.