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PRONAC 2412928Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

O que é que a gente faz com um problema?

INVENTOS EDUCATIVOS PRODUCOES CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 632,9 mil
Aprovado
R$ 632,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-03-03
Término
2026-02-03
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto contempla escrita dramatúrgica de texto teatral inédito, produção e realização de 20 (vinte) apresentações gratuitas da peça teatral infanto-juvenil O que é que a gente faz com um problema?. Inspirada pelo livro O que você faz com um problema? de Kobi Yamada, a peça conta a história de um problema e de crianças que não sabem o que fazer com ele. Serão realizadas 12 (doze) apresentações para escolas, em 03 (três) unidades dos CEUs, e 08 (oito) em teatro público, na cidade de São Paulo (SP). Complementar às apresentações para as escolas, o projeto prevê 03(três) palestras e 02(dois) Círculos Formativos-Reflexivos para educadores.

Sinopse

1. PEÇA TEATRAL- O QUE É QUE A GENTE FAZ COM UM PROBLEMA? O que é que a gente faz com um problema? é uma peça teatral infanto-juvenil livremente inspirada pelo livro O que você faz com um problema? de Kobi Yamada. O fio condutor para a peça teatral é a história de um problema e de crianças que não sabem o que fazer com ele. E quanto mais elas se preocupam, maior ele fica. Porém, quando as crianças tomam coragem e entram em contato com o problema, ele se revela algo muito diferente do que elas tinham imaginado. E é no imaginário infantil, em um universo de fabulações e jogo, que a dramaturgia e a encenação acontecem. Dentro do vasto e amplo universo do tema Problema, a peça teatral propõe um olhar cuidadoso para o conviver e seus conflitos. E deseja inspirar pequenas e grandes pessoas a pensar-com outras pessoas como prática de construção de mundos, de transformações culturais tendo em vista uma Cultura de Paz. Para as escolas, este projeto foca em apresentações teatrais para o público do Ensino Fundamental 1 e 2. E para as apresentações em teatro, para o público em geral, a peça é recomendada para pessoas acima de 07 anos de idade. Duração: 60 minutos ARGUMENTO PARA A DRAMATURGIA Por Alessandro Hernandez Tendo como inspiração os livros O que você faz com um problema?, de Kobi Yamada; e Ficar com o problema: fazer parentes no Chthluceno, de Donna J. Haraway; a dramaturgia se propõe a criar um universo de fabulação para expor e investigar um problema que será esmiuçado por diversos prismas e perspectivas. Uma ilha imaginária é invadida por um monstro. Todas as espécies se assustam com sua presença e se protegem cada qual a sua maneira. Uma tartaruga se recusa a sair do seu casco, os artistas do circo se fecham em sua marinete, a bilheteira do cinema fecha suas portas, uma avestruz esconde a cabeça na terra, os pescadores se lançam em seus barcos ao mar, as professoras se trancam dentro da escola, um tatu cava um buraco e desaparece. Apenas uma menina resolve se aproximar do monstro. Em uma conversa que todos espreitam ao longe, a menina escala o monstro e entra em seu corpo. Como uma imersão no problema, acompanhamos a viagem da menina no corpo do monstro. Ela descobre do que ele é feito e revela para os habitantes da ilha e para o público quais são os interesses dele. Lá dentro ela descobre como interagir com aquele corpo gigante. 2. ATIVIDADE PARA EDUCADORES - SABERES E HABILIDADES PARA UMA CULTURA DE PAZ E TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS Compreendemos o conflito habitualmente como algo a ser suprimido, eliminado da vida social e confundimos paz com a ausência de conflito, como um valor estático. A partir da visão sistêmica, essas concepções estão mudando substancialmente: estamos começando a entender que paz é um bem elaborado e conquistado por pessoas, coletivos ou sociedade que aprendem a lidar construtivamente com conflitos. E o conflito, por sua vez, quando bem conduzido, pode resultar em transformações significativas e novas oportunidades de convivência. Para John Paul Lederach: "O conflito nasce da vida. (...) Ao invés de ver o conflito como ameaça, deveríamos entendê-lo como uma oportunidade para aumentar a compreensão sobre nós mesmos, sobre os outros e nossa estrutura social. O conflito também gera vida: através do conflito nós reagimos, inovamos e mudamos. O conflito pode ser entendido como o motor de mudança, como aquilo que mantém os relacionamentos e as estruturas sociais honestas, vivas e dinamicamente sensíveis às necessidades, aspirações e ao crescimento do ser humano." As atividades para educadores têm como conteúdos: a metodologia de Transformação de Conflitos de John Paul Lederach, conceitos da Mediação de Conflitos e das Tecnologias de Convivência. A palestra tem por objetivo introduzir e apresentar estes conteúdos aos participantes e os Círculos Formativos-Reflexivos, por sua vez, desenvolvê-los e aprofundá-los. SOBRE OS CIRCULOS FORMATIVOS-REFLEXIVOS O Círculo – O Processo Circular é um espaço de diálogo intencional cuidadosamente estruturado que se constitui por uma metodologia para a criação de um espaço de fala e escuta, reflexões conjuntas, aprendizados e construção de significado comum a partir depropósitos e intenções bem definidas. É uma prática alicerçada na forma de diálogo - um método processual que combina harmonicamente o ancestral (circular a palavra e usar um objeto de fala) e práticas contemporâneas (métodos de transformaçãode conflitos, Comunicação Não Violenta e construção de consenso).O Círculo se manifesta por meio de elementos fundantes que organizam a interação para que haja espaço de fala e de escuta, empoderamento e conexão entre as pessoas participantes. Acolhe emoções, conhecimentos e realidades diversas e oportuniza umespaço seguro, confortável e resguardado pelo sigilo para a expressão individual e acolhimento da alteridade. É uma prática utilizada em variados contextos (educacional, institucional, profissional, comunitário, escolar, familiar, entre outros) e com diferentes propósitos e temáticas, porém sempre visando a conexão entre as pessoas, a construção de relações e de saberes. Como atividade complementar às apresentações teatrais, o propósito será trazer conteúdos para educadores e dialogar de forma estruturada, educativa e reflexiva sobre temas pertinentes à realidade da convivência escolar e seus conflitos, e também co-criar e elaborar planos práticos futuros tendo a Cultura de Paz e a Transformação de Conflitos como eixo orientador.

Objetivos

OBJETIVO GERAL O que é que a gente faz com um problema? é uma peça teatral infanto-juvenil livremente inspirada pelo livro O que você faz com um problema? de Kobi Yamada. O fio condutor para a peça teatral é a história de um problema e de crianças que não sabem o que fazer com ele. E quanto mais elas se preocupam, maior ele fica. Porém, quando as crianças tomam coragem e entram em contato com o problema, ele se revela algo muito diferente do que elas tinham imaginado. E é no imaginário infantil, em um universo de fabulações e jogo, que a dramaturgia e a encenação acontecem. O teatro, com sua linguagem lúdica e poética, proporciona espaços reflexivos para criar sentido aos acontecimentos cotidianos de crianças e adolescentes. Esse projeto tem por objetivo inspirar pequenas e grandes pessoas a pensar-com outras pessoas como prática de construção de mundos, de transformação cultural, tendo em vista uma Cultura de Paz. Para tanto, planeja etapas de estudos; escrita de texto dramatúrgico inédito; produção, montagem e realização de 20 (vinte) apresentações gratuitas da peça teatral na cidade de São Paulo - SP. E como atividades complementares às apresentações teatrais para escolas, contempla a realização de 03(três) palestras e 02(dois) Círculos Formativos - Reflexivos para educadores. OBJETIVOS ESPECÍFICOS O projeto O que é que a gente faz com um problema? tem por objetivos específicos: • Estudos, criação e escrita de texto dramatúrgico inédito; • Produção e montagem de peça teatral infanto-juvenil: • Realização de 20 (vinte) apresentações gratuitas da peça teatral infanto-juvenil na cidade de São Paulo - SP, sendo: > 12 (doze) apresentações para escolas (EMEF 1 e 2) em 03 (três) diferentes unidades dos CEUs - 04 (quatro) apresentações em cada unidade > 08 (oito) apresentações em equipamento cultural municipal - teatro, abertas ao público em geral; • Preparação e realização de 03 (três) Palestras e de 02 (dois) Círculos Formativos-Reflexivos para educadores.

Justificativa

PARA QUE FALAR DE PROBLEMAS OU PARA QUE SERVEM OS PROBLEMAS? Mesmo indesejados, os problemas fazem parte de nossas vidas e estão por toda parte e possuem o dom de transformar nosso viver, nossas relações e os ambientes das formas mais inesperadas. Transformações para o bem, para o mal ou para mais além… Mas se é para transformar, não seria mais interessante transformar para melhor? Este projeto tem olhar atento para o conviver de crianças e adolescentes, pois considera que a violência nas escolas e as tragédias noticiadas partem muitas vezes de um problema de convivência que escalou pelo fato de ninguém saber o que fazer com o problema. Mas não é sobre violência que o projeto deseja falar, e sim sobre o conviver. Sobre uma transformação cultural necessária para a convivência sadia, democrática e cidadã. O que a gente faz com um problema? Como terminamos o que não desejamos e construímos o que desejamos? O estudo "O Brasil contra a Violência e os Preconceitos na Escola: por uma Escola Segura e pela Promoção da Convivência Democrática e Cidadã" considera experiências nacionais e internacionais no enfrentamento à violência no ambiente escolar da educação básica e traz para o centro do debate a complexidade do fenômeno, levantando aspectos sobre a prevenção por meio da transformação cultural. E busca ainda elaborar estratégias orientadas por uma visão sistêmica e sustentável da oferta de políticas de educação necessárias à garantia de direitos fundamentais. O Relatório de Política Educacional _ Ataques de Violência Extrema em Escolas no Brasil, de 2023, aponta entre outras recomendações para esta transformação cultural: • A ampliação dos espaços na comunidade para lazer e socialização juntamente com o oferecimento de projetos/atividades artísticos, culturais e esportivos. • A promoção da convivência democrática e cidadã, tanto no âmbito escolar quanto nas redes, como política pública integrada às demais políticas educacionais e sociais. Link para relatório: https://d3e.com.br/wp-content/uploads/relatorio_2311_ataques-escolas-brasil.pdf SABERES E HABILIDADES PARA UMA CULTURA DE PAZ E TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS Conceitualmente, este projeto se orienta na metodologia de Transformação de Conflitos, de John Paul Lederach e por sua pergunta balizadora: "Como terminar algo que não desejamos e construir algo que desejamos?" e também nos conceitos de Mediação de Conflitos e das Tecnologias para a Convivência com consultoria e participação da professora Célia Passos. Compreendemos o conflito habitualmente como algo a ser suprimido, eliminado da vida social. Confundimos conflito com confronto. E confundimos paz com a ausência de conflito, como um valor estático. A partir da visão sistêmica, essas concepções estão mudando substancialmente. Estamos começando a entender que paz é um bem elaborado e conquistado por pessoas, coletivos ou sociedade que aprendem a lidar construtivamente com conflitos. E o conflito, por sua vez, quando bem conduzido, pode resultar em transformações significativas e novas perspectivas na qualidade da convivência. Para John Paul Lederach: "O conflito nasce da vida. (...) Ao invés de ver o conflito como ameaça, deveríamos entendê-lo como uma oportunidade para aumentar a compreensão sobre nós mesmos, sobre os outros e nossa estrutura social. O conflito também gera vida: através do conflito nós reagimos, inovamos e mudamos. O conflito pode ser entendido como o motor de mudança, como aquilo que mantém os relacionamentos e as estruturas sociais honestas, vivas e dinamicamente sensíveis às necessidades, aspirações e ao crescimento do ser humano." CULTURA DE PAZ COMO RESPONSABILIDADE DE TODAS AS PESSOAS "Nós - todos os seres da terra - vivemos tempos perturbadores; tempos confusos, turvos e desconcertantes. Nossos tempos confusos transbordam simultaneamente de dor e alegria - com padrões vastamente injustos de dor e alegria, mas também com o necessário para ressurgimentos. Nossa tarefa consiste em nos tornarmos capazes de responder a esses tempos conjuntamente, suscitar respostas e também acalmar águas turbulentas e reconstruir lugares tranquilos. Fabular estórias e viver vidas pelo florescimento, remendando conjuntamente a "arte de viver" em tempos desconcertantes." Donna J. Hareway "O que somos capazes de suscitar uns nos outros e uns com os outros, que antes não existia nem na natureza nem na cultura?" Este projeto parte da premissa que o teatro é um facilitador de experiências para crianças e adolescentes, uma oportunidade de parar para olhar, escutar, sentir, cultivar a atenção e refletir. E não se trata de estabelecer verdades absolutas de como as coisas devem ou não devem ser, mas sim de proporcionar com linguagem lúdica e poética espaços reflexivos para criar sentido ao que acontece nas vidas de crianças e adolescentes. Tendo a Cultura de Paz e a Transformação de Conflitos como conteúdos, as atividades complementares direcionadas aos educadores têm por propósito proporcionar aprendizados, reflexões, diálogos e sentido sobre temas pertinentes à realidade da convivência escolar e seus conflitos. Como um todo esse projeto deseja inspirar pequenas e grandes pessoas a pensar-com outras pessoas como prática de construção de mundos, de transformações culturais tendo em vista uma Cultura de Paz.

Estratégia de execução

PRIMEIROS ESCRITOS PARA TEXTO DRAMATÚRGICO A MENINA E O GLOBO Em cena uma menina e um globo terrestre. Outro dia eu fiquei sabendo que... bom, eu não sei muito bem falar disso. É que na verdade, outro dia eu... Acho que não precisamos falar disso agora. Podemos começar falando de outra coisa. Por exemplo, vocês sabiam que dentro deste planeta, o planeta em que eu, você e todos nós vivemos, e, portanto, neste momento estamos por aqui em algum cantinho, provavelmente neste pedacinho de terra aqui, nesta bola cheia de azul, e que com certeza é redonda, por mais que tenha gente que diga que ela seja plana, além de mim e de vocês, umas oito bilhões de pessoas vivem aqui? Se a gente resolvesse reunir essas oito bilhões de pessoas pra um encontro, uma conferência, uma festa, uma plateia de teatro, onde todas as pessoas estariam presentes, isso seria impossível e o planeta entraria em colapso e talvez explodisse. Porque não tem nenhum pedaço de terra aqui nesta bola redonda cheia de azul que comportaria as oito bilhões de pessoas. Eu vivo em uma cidade onde tem muita gente, mas tem cidades que tem muito pouca gente e que talvez elas nem conheçam a palavra multidão. Eu gosto desta palavra. Multidão. Outro dia, eu estava na janela de casa olhando a multidão passar e eu pensei que cada pessoa daquela multidão tem um nome, cada uma tem uma cor, cada uma gosta de uma comida, cada uma tem uma profissão, cada uma tem um problema. É, um problema. Outro dia eu fiquei sabendo que... bom, eu não sei muito bem falar disso. É que na verdade, outro dia eu... Acho que não precisamos falar disso agora. Podemos continuar falando de outra coisa. Como eu estava dizendo, eu estava na janela de casa olhando a multidão e pensando que cada pessoa carrega consigo um ou dois, ou três, ou quatro, ou muitos problemas. E aí eu saí da janela, tirei os meus olhos da multidão que passava e voltei a olhar para esse nosso planeta redondo. Então eu pensei. Se existem oito bilhões de pessoas e se cada uma carrega no bolso, ou na mala, ou no coração, um problema, isso significa que este planeta tem oito bilhões de problemas. E se cada pessoa tem dois, três, quatro ou cinco problemas, isso significa que multiplicando cada problema por cada habitante, o mundo tem muitos trilhões de problemas. E aí me deu vontade de conhecer esses problemas, de girar essa bola azul, e encontrar esses problemas, mas não pra fugir deles, e sim pra conviver com eles. Porque eu acho que se eles estão por aí, não deve ser pra gente passar despercebido e fingir que eles não existem. E foi aí que eu comecei a girar essa bola azul e conhecer um monte de problemas em lugares que eu nem sabia que existia. Cantinhos escondidos no meio dessa imensidão que é nosso planeta. E cada cantinho é habitado por seres diversos, humanos e não humanos, cada qual com seu problema. E se eles são diferentes, o problema deles também são. Afinal, o problema de uma árvore não é o mesmo que o de uma baleia. O problema de uma girafa não é o mesmo de um girassol. O problema de uma criança que mora na Austrália não é o mesmo de uma senhorinha de noventa e cinco anos que mora em Serra Leoa. Assim como o meu problema.... O meu problema? Bem, eu.... outro dia eu fiquei sabendo que... bom, eu não sei muito bem falar disso. É que na verdade, outro dia eu... Acho que não precisamos falar disso agora. Podemos continuar falando sobre os outros trilhões de problemas. E pra isso, eu vou girar essa bola azul, parar em um canto específico e contar pra vocês sobre um ou dois, ou mais problemas que possam ter acontecido. E pra fabular esse problema eu vou encher ele de personagens e de histórias paralelas que muitas vezes vão ser pequenos problemas, alguns reais e ouros inventados. Mas eu não vou dizer pra vocês o que é real e o que é inventado. Acho que na verdade isso não tem a menor importância. Afinal, não precisamos criar mais problemas, não é verdade? Ela gira o planeta. Luz se apaga.

Especificação técnica

1. PEÇA TEATRAL- O QUE É QUE A GENTE FAZ COM UM PROBLEMA? ESTUDOS - PREPARAÇÃO > Teóricos: este projeto se orienta conceitualmente pela metodologia de Transformação de Conflitos de John Paul Lederach e por sua pergunta balizadora: “Como terminar algo que não desejamos e construir algo que desejamos?” e também por conceitos de Mediação de Conflitos e das Tecnologias de Convivência; e toma emprestado da Mediação de Conflitos o conceito e a prática de separar as pessoas do problema como norte criativo. O objetivo dos estudos teóricos é ampliar conhecimentos e perspectivas do elenco, dramaturgo, direção e equipe criativa sobre temas pertinentes ao propósito da peça teatral, compondo um repertório teórico que oriente a criação artística. Os estudos teóricos serão coordenados pela consultora do projeto, Célia Passos. > Práticos (Preparação cênica-corporal) Para a construção da cena, o projeto contempla: • Jogos – Espaços, Imagens e Fabulações: a proposta é que seja realizado um treino para que o elenco se alinhe à linguagem proposta pela encenação e crie maior disponibilidade para o jogo cênico. • Cavalo-Marinho: o cavalo-marinho é um grande teatro popular de terreiro. Uma brincadeira composta de cenas, músicas, danças, poesia, rituais, linguagem corporal, personagens mascarados e bichos. É uma brincadeira que reúne mais de 70 personagens divididos em três categorias: animais, humanos e fantásticos. Este rico universo é inspiração para os jogos de fabulações propostos pela encenação. • Elementos Sonoros/Percussivos para a Cena: a proposta de encenação da peça teatral é que elementos sonoros e efeitos sejam realizados ao vivo pelo próprio elenco, complementar à trilha sonora musical. PONTOS DE PARTIDA PARA A CONCEPÇÃO CÊNICA > O convite artístico: Fabular estórias “Nós - todos os seres da terra - vivemos tempos perturbadores; tempos confusos, turvos e desconcertantes. Nossos tempos confusos transbordam simultaneamente de dor e alegria - com padrões vastamente injustos de dor e alegria, mas também com o necessário para ressurgimentos. Nossa tarefa consiste em nos tornarmos capazes de responder a esses tempos conjuntamente, suscitar respostas e também acalmar águas turbulentas e reconstruir lugares tranquilos. Fabular estórias e viver vidas pelo florescimento, remendando conjuntamente a “arte de viver” em tempos desconcertantes.” Donna J. Hareway > Inspiração para o jogo cênico: Brincadeiras de Cama-de-Gato ”Brincar com figuras de barbante, brincadeira conhecida como Cama-de Gato, propõe e põem em jogo padrões para que cada participante possa, de algum modo, criar formas, criar mundos. Essa brincadeira tem a ver com dar e receber padrões, com soltar fios e falhar, com encontrar em vários momentos algo que funciona, algo novo e belo que não estava ali antes. Esses jogos tratam da retransmissão de conexões que importam, da narração de estórias de mão em mão, dígito sobre dígito, de um local de vínculo a outro, a fim de fabricar as condições para o florescimento finito na Terra, em terra. As figuras de barbante exigem que se fique parado para receber os fios e passar adiante os padrões. Esses jogos podem ser feitos por muitos seres, com quaisquer tipos de extremidades, contanto que o ritmo entre dar e receber seja sustentado. O conhecimento e a cultura humana também são feitos assim, ao se passarem adiante os fios em torções e meadas que exigem paixão e ação, deter-se e mover-se, ancorar e dar partida.” Donna J. Haraway. ENCENAÇÃO O fio condutor para a peça teatral é inspirado livremente no livro O que você faz com um problema? e trata da história de um problema e de crianças que não sabem o que fazer com ele e quanto mais elas se preocupam, maior ele fica. Porém, quando as crianças tomam coragem e entram em contato com o problema, ele se revela algo muito diferente do que tinham imaginado. A realidade de um problema sabemos qual é, deparamos com ela a todo instante, mas é no imaginário infantil que entra o jogo de fabular proposto pela encenação. Teatro de palavra, teatro de imagens, teatro-físico, elementos sonoros, elementos cênicos, figurinos, música, iluminação constroem e compõem o brincar cênico. Em cena, duas atrizes e um ator contam e vivenciam histórias, interpretando diferentes personagens e seres em um jogo sustentado pela proposta de criar juntos mundos imaginários suscitando possíveis respostas e soluções ao problema. O que é que a gente faz com um problema?, especialmente com aquele que persegue a gente e não quer ir embora por nada? A gente se preocupa com ele? Ignora? Briga com ele? Foge? Esconde? Tenta fazer com que ele desapareça? 2. ATIVIDADES PARA EDUCADORES - SABERES E HABILIDADES PARA UMA CULTURA DE PAZ E TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS PALESTRA • Formato: palestra online na plataforma Zoom, aberta para perguntas e respostas ao final. • Objetivo: introduzir o tema Saberes e Habilidades para uma Cultura de Paz e Transformação de Conflitos e seus conteúdos. • Estratégia de realização: serão realizadas 03 (três) palestras sobre o mesmo tema, sendo cada uma destinada aos educadores das escolas participantes das apresentações teatrais em cada unidade do CEU. • Carga horária: 80 minutos. • Número de participantes: 100 pessoas. • Inscrição: preenchimento de Formulário Google. • Estratégia de divulgação: O convite para as palestras será feito diretamente às escolas participantes junto ao convite para as apresentações teatrais. Também serão distribuídos na recepção das apresentações material informativo impresso para os educadores. Este material, além de conter breves informações relacionadas à peça teatral e ao tema, disponibilizará informações sobre como participar da palestra e dos Círculos Formativos-Reflexivos. • Palestrante: Célia Passos CIRCULOS FORMATIVOS-REFLEXIVOS (APROFUNDAMENTO) • Formato: Círculos online na plataforma Zoom, com 04 (quatro) encontros sequenciais para o mesmo grupo de educadores • Objetivo: aprofundar o tema Saberes e Habilidades para uma Cultura de Paz e Transformação de Conflitos e seus contéudos: visão sistêmica do conflito, metodologia de Transformação de Conflitos de John Paul Lederach, Mediação de Conflitos e Tecnologias de Convivência • Carga horária: 12 (doze) horas no total, sendo 04 (quatro) encontros com 03 (três) horas de duração cada. • Estratégia de realização: serão realizados 02 (dois) Círculos, com 04 (quatro) encontros sequenciais cada. Os Círculos serão realizados após a finalização do ciclo de apresentações teatrais em unidades do CEU e da realização das 03 (três) palestras, para um público interessado em aprofundar os conteúdos da palestra. • Número de participantes: 20 pessoas por Círculo • Inscrição: Formulário Google • Seleção: ordem de inscrição • Estratégia de divulgação: O convite será feito diretamente às escolas junto ao convite para as apresentações teatrais. Também serão distribuídos na recepção das apresentações material informativo impresso para os educadores. Este material, além de conter breves informações relacionadas à peça teatral e ao tema, disponibilizará informações sobre como participar da palestra e dos Círculos Formativos-Reflexivos. • Facilitadora/ professora: Célia Passos

Acessibilidade

O projeto O que é que a gente faz com um problema? conta com a consultoria, planejamento, preparação e realização da GerA Acesso e Diálogo – Assessoria Criativa. E propõe 04 (quatro) sessões com acessibilidade de CONTEÚDO, durante a temporada em teatro. AUDIODESCRIÇÃO, EXPERIÊNCIA TÁTIL, LIBRAS e DIVULGAÇÃO ACESSÍVEL Audiodescrição e Experiência Tátil: • Elaboração de roteiro de audiodescrição a partir de ensaios; • Consultoria e Revisão de roteiro por pessoa com deficiência visual; • Narração em cabine por audiodescritores; • Suporte para recepção e orientação ao público com deficiência; • Locação de equipamentos de audiodescrição (cabine acústica, central do intérprete, 20 fones e receptores), recepcionista para entrega dos equipamentos e técnico para montagem e acompanhamento do espetáculo. • Experiência tátil para o reconhecimento de objetos de cena e adereços além dos atores e respectivos figurinos. Libras: • Elaboração de roteiro de LIBRAS (tradução feita por profissional ouvinte) a partir de ensaios; • Consultoria e Revisão da tradução por pessoa surda profissional da Libras; • Interpretação (TILS); • Suporte para recepção e orientação ao público com deficiência. Divulgação Acessível/ Ativação de Público: • Elaboração de convite acessível com audiodescrição de imagens e textos traduzidos para libras ou legendas para divulgação por e-mail, redes sociais e contatos em Instituições que se dedicam aos direitos das pessoas com deficiência; • Divulgação dirigida por WhatsApp. No quesito da acessibilidade FÍSICA, o projeto será realizado em CEUs e em teatro público do munícipio de São Paulo, locais que prezam pela acessibilidade física garantida por lei, sendo: assentos específicos para pessoas obesas; espaço reservado na plateia para pessoas cadeirantes; rampas de acesso; guias táteis; banheiros e área para a circulação acessível às pessoas com mobilidade reduzida. Este é um ponto de análise da produção do projeto em visitas técnicas aos espaços, visando garantir a acessibilidade física.

Democratização do acesso

Para a democratização de acesso este projeto contempla as seguintes iniciativas: • Escolha para realização do projeto em unidades dos CEUs localizadas em Distritos do Grupo 1, segundo o Mapa de Grupos de Distritos da Cidade de São Paulo; • Ingressos gratuitos para as apresentações da peça teatral infanto-juvenil em unidades do CEUs para escolas públicas do Ensino Fundamental 1 e 2 do CEU e região do entorno; • Oferta de ônibus fretados para transporte gratuito de estudantes e professores para escolas do entrono, se necessário; • Atividades gratuitas para educadores; • Palestras para educadores realizadas online na plataforma Zoom serão gravadas e disponibilizadas nas redes sociais do projeto para acesso público; • Ingressos gratuitos para as apresentações em teatro/equipamento cultural da cidade de São Paulo (destinado ao público em geral). O acesso gratuito à peça teatral infanto-juvenil e às atividades para educadores será garantido pelo projeto da seguinte maneira: Apresentações teatrais em CEUs: Convite direto às escolas de Ensino Fundamental 1 e 2 das unidades do CEU onde serão realizadas as apresentações da peça teatral infanto-juvenil; Convite às escolas EMEF 1 e 2 da região próxima a cada unidade do CEU através de articulação com as Diretorias Regionais de Educação locais e/ou com as próprias escolas. Com oferta de ônibus fretados para transporte gratuito de estudantes e professores, se necessário. Para participar, as escolas deverão agendar previamente com a produção do projeto e informar: data e horário de interesse, nome e contato do educador responsável e quantidade de estudantes e educadores. Palestras e Círculos Formativos-Reflexivos para educadores: O convite para as palestras e Círculos será feito diretamente às escolas participantes junto ao convite para as apresentações teatrais. Também serão distribuídos na recepção das apresentações teatrais material informativo impresso para educadores. Inscrições gratuitas para as atividades via formulário Google. As palestras serão gravadas e disponibilizadas nas redes sociais do projeto. Apresentações teatrais em teatro/equipamento cultural da cidade de São Paulo: Retirada de ingressos na bilheteria a partir de uma hora de antecedência a cada apresentação.

Ficha técnica

CÉLIA PASSOS - CONSULTORIA (MEDIAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS), PALESTRANTE E FACILITADORA (EDUCADORES) Celia Passos PhD. Advogada com formação psicanalítica e em terapia de exposição narrativa (NET), Mediadora, Facilitadora de Processos Negociais, de Tomada de Decisões e Construção de Consenso, consultora, docente e formadora no Brasil e no exterior. Prestou consultoria e docência junto ao EUROSOCIAL+ no Brasil, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Voz di Paz (VdP) na Guiné-Bissau. Doutora em Psicologia Social pela UERJ e Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (UC/PDSE). Mestre em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Estudos Avançados em Mediação e Diploma Universitário em Mediação pelo Institut Universitaire Kurt Bösch (IUKB) Suíça e Argentina. MBA Empresarial pela Fundação Dom Cabral e Post MBA pela FDC-Kellogg School of Management, Chicago. ALESSANDRO HERNANDEZ - DRAMATURGO - Ator, dramaturgo e produtor formado pelo Instituto de Artes da UNESP. Ganhou o Prêmio APCA 2005 de Melhor Ator no espetáculo Marujo o Caramujo e a Minhoca Tapioca, de Hugo Possolo, com direção de Roberto Morettho. Atualmente é integrante da Cia La Leche que traz no repertório três espetáculos com sua dramaturgia e encenados por Cris Lozano: Vambora!, ganhador do Prêmio Troféu Pecinha é a Vovozinha na categoria melhor Dramaturgia; Existo!, ganhador do Prêmio APCA 2019 de Melhor Espetáculo Infantojuvenil por sua temática; e Salve, Malala!, que recebeu o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017. É pós-graduado pela UNIFOR em Especialização em Escrita e Criação e pelo SESI-SP em Dramaturgia. VANY ALVES - DIREÇÃO CÊNICA E COORDENADORA GERAL - Atriz, produtora e diretora artística, é sócia-diretora da Inventos há 22 anos, produtora que dedica-se à criação, produção e realização de projetos culturais, teatrais e educativos. Pela Inventos, criou, produziu e dirigiu 12 peças teatrais infantis e juvenis, sendo os últimos projetos “Julietas” e “Princesa, Eu?”. Criou e dirigiu a intervenção cênica Outras Margens dentro da Programação Museu do Ipiranga em Festa - Trabalho desenvolvido com Grupo do Trabalho Social com Idosos do SESC Ipiranga. Dirigiu a peça teatral “Terça, no Hiper” do escritor francês Emmanuel Darley, que esteve em cartaz no Teatro Augusta, e integrou o 21º Festival Mix Brasil e a “Mostra 2013 Em Cena”, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Como atriz, atuou no espetáculo infanto-juvenil “Luna Clara & Apolo Onze da Cia La Leche”, com direção de Cris Lozano e dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a partir do romance de Adriana Falcão. Produziu e integrou também o elenco do premiado espetáculo infanto-juvenil “A Ver Estrelas” de João Falcão. RENATA HALLADA - ATRIZ - Atriz, diretora, professora e pesquisadora de expressão corporal. Mestre em Educação Corporal pela UNICID, bacharel em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP. Como atriz atuou em diversas peças teatrais, entre elas: “Princesa, Eu?” e “Paraíso”. E nos curtas-metragens: "How to Get a Date”, premiado como melhor curta de humor no Broad Humor Film Festival (Los Angeles) e “Intangível” de Júlia Câmara, presente no Echo BRICS Film Festival (2018), em Moscou e no Lady Filmmakers Film Festival. Participou do documentário “Diálogos dos Corpos” veiculado pela UESC. Dirigiu a peça infantil “Esquisitos”. Atuou e desenvolveu o roteiro da video-aula “EXPRESSÃO EM MOVIMENTO: PRÁTICAS CORPORAIS DO DIA-A-DIA” (2021- PROAC LAb 42, Lei Aldir Blanc). Atua há 15 anos como professora nas disciplinas de Expressão Corporal e Atuação no Teatro Escola Macunaíma, tendo realizado mais 60 peças como diretora na escola. MAICO SILVEIRA - ATOR - Ator, diretor, mágico e pesquisador das artes da cena. Mestre em Artes do Espetáculo Vivo (Performing Arts - Universidade de Paris8 / Universidade de Sevilha (Master Conjunto Europeu). Bacharelado em Teatro - UFRGS (Porto Alegre). Formação em Cinema no Instituto Stanislavsky (São Paulo). Atuou e foi diretor de atuação nos filmes: “SDL – A Batalha Musical” (Prime Vídeo), “Cavaleiro de Rodas” (em produção), Atuou em aproximadamente 15 Curtas-metragens e 06 webseries, no Brasil e exterior. No teatro atuou em mais de 30 espetáculos, , no Brasil e exterior. Algumas experiências: "Lobo", de Carolina Bianchi; "La tête ronde", obra de contos, mágica e música apresentado em Lyon e Grenoble (França); “Lendas do Norte”, espetáculo de contação de histórias; "Histórias que dão uma Música", contos autorais e musicais apresentado em São Paulo; "Um minuto de silêncio", espetáculo solo de rua; "Eurídice" espetáculo teatral em Mérida, México. É professor de atuação para cinema no Instituto Stanislavsky e de Mimo Corpóreo em grupos de pesquisas autônomos. TEJAS - LÍVIA FIGUEIRAS - ATRIZ - Atriz, palhaça, pesquisadora, diretora e professora. Mestra em Artes Cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da USP, especializou-se na pedagogia de Jacques Lecoq na Escuela Internacional de Teatro Berty Tovías (Barcelona) e é formada em Educação Física pela USP. Apresentou-se, ministrou workshops e dirigiu espetáculos de máscaras, teatro físico e palhaçaria em países da América Latina, na Europa e na Argélia. É fundadora e coordenadora do Núcleo Peixe Vagalume de pesquisa, criação e pedagogia do teatro, das máscaras e da palhaçaria e do Sítio das Figueiras - Núcleo de Intercâmbio de Permacultura e Artes - (Porangaba/SP). Fundou, em parceria com outros artistas, a Cia. Cromossomos com quem realizou trabalhos em parceria com Palhaços Sem Fronteiras entre 2013 e 2020. Foi professora colaboradora da Licenciatura em Teatro da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) e é professora do curso técnico da Teatro Escola Macunaima em São Paulo desde 2008. Atualmente estuda Educação Somática pelo programa BodyMindMovement Brasil. MARISA BENTIVEGNA CENÓGRAFA E ILUMINADORA - Formada na Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP - em Publicidade e Propaganda e na Escola de Belas Artes de São Paulo no curso de Desenho Industrial. Atualmente é integrante da Companhia Hiato, dirigida por Leonardo Moreira, e no ano de 2015 teve um cenário criado para esta companhia para o espetáculo O JARDIM, selecionado para representar o Brasil na Quadrienal de Praga na República Tcheca. Também é integrante da Banda Mirim como diretora técnica, cenógrafa e iluminadora desde 2004, coletivo premiado em 2015 com o Prêmio Governador do Estado na categoria Arte para Crianças. Tem ainda como parceiros de criação os diretores Cristiane Paoli Quito, Nelson Baskerville, Marcelo Romagnoli e Kiko Marques, entre outros. Em 2019 foi uma das dez artistas a representar o Brasil na Quadrienal de Praga com o cenário do espetáculo ENQUANTO ELA DORMIA. Atua em teatro, dança, exposições e shows musicais, tendo trabalhado em mais de 20 países nas últimas décadas. Em parceria com o SESC São Paulo desenvolveu e apresenta o curso online de Iluminação Cênica na plataforma SESC EAD. Recebeu os seguintes prêmios individuais: SHELL 1992 e APCA 1992 pela iluminação de O PARAÍSO PERDIDO do Teatro da Vertigem; APCA 2007 e COCA-COLA FEMSA 2008 pelo cenário de O MENINO TERESA da Banda Mirim; COCA-COLA FEMSA 2007 pela iluminação de O TESOURO DE BALACOBACO da Bendita Trupe; SHELL 2010 pelo cenário de ESCURO da companhia Hiato; FITA 2011 – FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA – pela iluminação de MÚSICA PARA CORTAR OS PULSOS de Rafael Gomes; SHELL 2011 pelo cenário de O JARDIM da Companhia Hiato; APCA 2017 pela iluminação de NERINA, A OVELHA NEGRA e pelos cenários e projetos de luz de SKELLIG, GAGÁ e BUDA; PRÊMIO SÃO PAULO DE INCENTIVO AO TEATRO INFANTIL E JOVEM 2017 pelos cenários dos espetáculos BUDA, GAGÁ E SKELLIG; PRÊMIO SHELL 2018 pela cenografia do espetáculo OS 3 MUNDOS. PRÊMIO PECINHA É A VOVOZINHA 2022 pela cenografia dos espetáculos FÁBULA, O MURO DE SAM e FLORBELA E TODAS AS PALAVRAS DO MUNDO.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.