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O projeto visa a montagem e apresentações do espetáculo teatral Pérola.
Pérola trata de maneira crepuscular do modo de vida de uma família do interior paulista que parece ser de ficção, mas que na verdade se sabe, é o universo familiar do autor. Pérola é crônica da morte de uma mãe, de um tempo, de uma rebeldia. A universalidade dessa família do interior do Brasil, de uma mãe sonhadora, exuberante e atrapalhada, tem, na medida perfeita, uma soma de defeitos e virtudes que a torna fascinante. Pérola é uma comédia em que o humor às vezes delirante se junta a um melodrama suburbano. Pérola toca na vida todo o tempo, mas a peça tem na sua gênese a morte. O espetáculo narra a trajetória de Pérola, a matriarca, vista e recordada por seu filho. É essencialmente um relato sobre o reencontro entre mãe e filho, onde conflitos e sonhos se expressam no desejo e na concretização de uma piscina no próprio quintal da casa de Pérola, num sobradinho em Bauru. A dramaturgia retrata uma família comum - Pérola, Vado e Emílio, mãe, pai e filho, Tia Norma, irmã de Pérola, Elisa, a filha e Danilo, o genro - personagens que permeiam reconciliações, celebrações, lágrimas e muita alegria em uma constante sucessão de histórias.
Objetivo Geral: O objetivo do projeto é realizar montagem do espetáculo teatral Pérola, com temporada de 02 meses na cidade do Rio de Janeiro; temporada de 02 meses na cidade de São Paulo; e circulação nas cidades de Salvador, Curitiba e Porto Alegre com 03 apresentações em cada cidade. Objetivo específico: 1) Produto Espetáculo de Artes Cênicas: realizar o total de 73 apresentações do espetáculo teatral Pérola, sendo 32 na cidade do Rio de Janeiro; 32 na cidade de São Paulo; e 03 na cidade de Salvador, 03 na cidade de Curitiba e 03 na cidade de Porto Alegre.
"Pérola", obra dramatúrgica de Mauro Rasi, ganhou sua primeira montagem em 1995, estrelada por Vera Holtz. Um sucesso memorável, ficou seis anos em cartaz, atingindo mais de 300 mil espectadores, o maior sucesso de público do teatro brasileiro da década de 90, e ganhou todos os prêmios de teatro de 1995. Escrita sob o impacto de um fato, a morte da mãe. No espetáculo, Rasi não só fazia uma homenagem a ela, como recriava e reinventava a infância e a adolescência em Bauru, no interior de São Paulo. Para Mauro Rasi a vida era reescrita no palco, nas suas peças não saberíamos dizer onde começava a realidade e terminava a ficção. Mauro Rasi definiu seu estilo autoral em um pequeno cotidiano, ganha a dimensão de um épico doméstico, no qual as personagens exaltam a imaginação delirante para conviver com a banalidade. Márcia Dias, em 1995, teve a felicidade de realizar o espetáculo Pérola. A conturbada morte do dramaturgo Mauro Rasi, em 2003, a complexa relação familiar, fez com que a obra dramatúrgica de Mauro Rasi ficasse muitos anos no esquecimento, apesar de ter sido lançado em 2022 o filme Pérola, com a direção do Murilo Benício. A contribuição de Mauro Rasi à dramaturgia brasileira precisa ser difundida, é preciso, em definitivo, deixar de herança para as próximas gerações. Em 2025, o espetáculo Pérola faz 30 anos que foi montado, escolha certa para ser remontado, que possa ser um estímulo para a montagem das demais 32 obras do dramaturgo. Por tudo isso, a aprovação na Lei Federal de Incentivo à Cultura é fundamental para a viabilização do projeto. Prezamos pela qualidade artística e excelência na execução do projeto com o intuito de levar ao público a melhor experiência da vivência do fazer teatral. O requisito humano e material para levantar um espetáculo, realizar temporadas e circular com o espetáculo requer tempo, planejamento e investimento. Para tanto, é de extrema importância o projeto estar apto à captação de recursos junto a patrocinadores, para garantir a contratação dos profissionais que atenderão às necessidades criativas e técnicas do espetáculo, o que significa, também, ampliar o mercado de trabalho para profissionais de diversas aéreas do setor cultural, bem como corroborar para democratizar o acesso do público às apresentações do espetáculo. Além disso, o projeto: - Valoriza a dramaturgia brasileira, trazendo à cena teatral um texto de sucesso; - Apresenta um espetáculo com excelência artística, contribuindo para o fomento da cadeia produtiva da atividade cultural e o desenvolvimento do setor, com a geração de empregos diretos e indiretos, com a contratação de equipe local nas cidades envolvidas, e, para o aprendizado e desenvolvimento profissional, através de estágio remunerado; - Forma e sensibiliza plateias; - Contribui para o desenvolvimento da importância social do fomento à cultura. Com base Artigo 1º da Lei 8.313/91 o projeto visa: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Com base Artigo 3º da Lei 8.313/91 o projeto contribui: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Espetáculo teatral, com duração de 90 minutos.
PRODUTO CULTURAL PRINCIPAL: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O espetáculo se apresentará em teatro adequado com as normas de acessibilidade vigente, contendo rampas e corrimão, espaço para cadeirantes e banheiros adaptados. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCD VISUAIS: Tradução e impressão do texto em braile, e, um áudio gravado com resumo descritivo do espetáculo, que poderá ser acessado através de um QR CODE, contendo a descrição dos personagens, ambientação e figurinos do espetáculo. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCD AUDITIVOS: realização de um total de 08 sessões com tradução em LIBRAS (04 no Rio de Janeiro - ensaio aberto e temporada; 04 em São Paulo – temporada; 01 em Salvador – circulação; 01 em Curitiba – circulação; e 01 em Porto Alegre – circulação). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PCD INTELECTUAIS: Realização das apresentações em locais com equipe treinada para atendimento a este público quando necessário.
Em atendimento aos incisos I a IV, do art. 29 da IN nº 11/2024: O plano de distribuição da proposta deve prever medidas de democratização do acesso aos produtos, bens, serviços e ações culturais produzidos, contendo as estimativas da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: 4.380 ingressos para distribuição gratuita promocional por patrocinadores; 4.380 ingressos para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; 4.380 ingressos para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação; 8.760 ingressos para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. Com o objetivo de ampliar ainda mais o acesso, conforme inciso V, do art. 30 da IN nº 11/2024: Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Acreditando na arte como propagadora de grandes profissionais, o projeto contribuirá para o aprendizado de estudante, através de estágio remunerado.
Apresentamos o currículo e anuência do espólio do dramaturgo Mauro Rasi. Neste momento que estamos elaborando o projeto para a aprovação na Lei de Incentivo, ainda não definimos a ficha técnica, que será definida junto com o Diretor artístico, tão logo seja definido. Mauro Rasi: Dramaturgo Formado em música pelo Conservatório Musical Pio XII em Bauru, desde os 13 anos se dedicou ao teatro. Com esta idade, escreveu e dirigiu a peça "Duelo do Caos Morto" para o Festival de Teatro Amador de 1963, em Campinas, São Paulo, e acabou vencendo o prêmio de melhor autor. Antônio Abujamra assistiu a este trabalho de estreia e incentivou Rasi a continuar escrevendo para teatro. Morou no Rio de Janeiro por mais de vinte anos. Embora tenha saído de Bauru há décadas, costumava dizer que Bauru não saía dele. Rasi garantia que a referência de sua obra era sempre a terra natal. Dramaturgo de peças baseadas em sua vida familiar, como Pérola e A Estrela do Lar, Mauro Rasi passa do besteirol da década de 80 ao sucesso que, na década de 90, o eleva à categoria de um dos mais bem-sucedidos comediógrafos do país. Seu primeiro texto a ser encenado é A Massagem, com direção de Emílio Di Biasi, em 1971. Seguem-se Ladies na Madrugada, por Amir Haddad, 1974, Se Minha Empregada Falasse, por Nelson Xavier, 1978, e duas parcerias com Vicente Pereira, em À Direita do Presidente e As Mil e Uma Encarnações de Pompeu Loredo, ambas encenadas em 1980. Na década de 80, torna-se um dos principais autores da comédia apelidada de besteirol, entre elas, A Mente Capta, 1982, A Família Titanic - A Família que Afunda Rindo e Batalha de Arroz num Ringue para Dois, ambas de 1984. É um dos autores de Doce Deleite, interpretado por Marília Pêra e Marco Nanini. No final da década, inicia um ciclo de peças memoriais em que, tendo como ambiente dramático sua própria família, reveste de comicidade os conflitos psicológicos. O primeiro texto dessa série é Cerimônia do Adeus, encenado no Rio de Janeiro, sob a direção de Paulo Mamede, em 1987, e, em São Paulo, sob a direção de Ulysses Cruz, em 1988. A montagem carioca lhe vale os prêmios Shell, Molière e Mambembe. A partir do segundo texto, Mauro Rasi passa a dirigir os espetáculos de sua autoria. A Estrela do Lar, protagonizado por Marieta Severo, recebe o Prêmio Molière de melhor autor. Em 1991, O Baile de Máscaras, lhe vale o Prêmio Shell. E Viagem a Forli, 1993. A montagem de Pérola, protagonizada por Vera Holtz, foi o maior sucesso do teatro nos anos 90, permaneceu seis anos em cartaz e lhe valeu todos os prêmios do ano de 1995. Seguem-se A Dama do Cerrado e As Tias, ambos em 1996, O Crime do Dr. Alvarenga, 1999, e Alta Sociedade, com Fernanda Montenegro, em 2001. "Pérola" foi adaptado para filme, sob a direção de Murilo Benício e estrelado por Drica Moraes, teve sua estreia mundial em 8 de outubro de 2022 no Festival do Rio. Márcia Dias: Direção Geral Há 30 anos, Márcia Dias, diretora da Buenos Dias, realiza projetos artísticos, culturais, nacionais e internacionais, e esportivos. A produtora recebeu diversos prêmios, entre eles: APCA, APTR, Mambembe, Molière, Sharp e Shell. Especialista em Leis de Incentivo, desenvolve estudos e pareceres para o aprimoramento das legislações, com contribuição significativa aos setores Cultural e Esportivo. - Sócia-Fundadora da Casa da Gávea; - Produção do espetáculo Pérola, de Mauro Rasi; - Direção e Curadoria do riocenacontemporanea - Festival Internacional de Teatro do Rio de Janeiro; - Direção e Curadoria do RIOFESTIV.AL; - Direção e Curadoria do TEMPO_FESTIVAL - Festival Internacional de Artes Cênicas do Rio de Janeiro; - Empresariamento do cantor e compositor Lenine; - Co-produção de Ser Minas Tão Gerais, com Milton Nascimento e o Grupo Ponto de Partida, Théâtre dês Champs Elysées, em Paris; - Co-produção do show Milton Nascimento e Tambores de Minas, Lincol Center, em NY; - Co-produção de Elis, a Musical e Elis, A Musical – Especial de 10 anos; - Produção da corrida de Stock Car Rio de Janeiro 2022, uma prova histórica e inédita na pista do Aeroporto Galeão; - Idealização e Co-produção do musical Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem; - Idealização e Produção do projeto Internacionalização de Dramaturgias de intercâmbio artístico entre diferentes países, como Espanha, França e Holanda; - Idealização e Produção da Plataforma Brac que promove a exportação das artes cênicas.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.