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Realização de ensaios, estreia e temporada do espetáculo inédito Pequeno Circo de Mediocridades, com texto e direção de Leonardo Netto, nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), totalizando 56 apresentações.
"Pequeno Circo de Mediocridades" é composto por sete cenas independentes que, juntas, formam um painel crítico e de humor ácido sobre a elite branca brasileira, abordando temas como consumismo, impunidade, paranóia armamentista, intolerância, hipocrisia e desigualdade social. Em "Cena de Jogo", dois casais amigos se reúnem para um jogo de cartas onde o vencedor levará um prêmio inusitado. Em "Fatalidade", um casal apaixonado conta como se conheceu, mas a conclusão é antirromântica. Em "Olhos de Ressaca", uma bibliotecária moralista se surpreende consigo mesma ao acompanhar uma amiga a uma gafieira. Em "Monstros Embaixo da Cama", um casal conversa antes de dormir, ignorando o perigo no quarto ao lado. Em "O Buraco no Salão", um homem ressentido descobre que o imóvel em que investiu suas últimas economias é na verdade uma ruína irrecuperável. Em "Atropelamento e Fuga", uma mulher tem uma conversa elucidativa enquanto espera em uma delegacia. Em "Selvageria", um jantar em um restaurante é interrompido por um brutal acontecimento na rua.
Objetivos Gerais: Realização de ensaios, estreia e temporada do espetáculo inédito Pequeno Circo de Mediocridades. Objetivos específicos: O espetáculo pretende realizar temporada de 2 meses na cidade do Rio de Janeiro e 2 meses de temporada na cidade de São Paulo, totalizando 56 apresentações. Além disso, pretende também: - incentivar a produção original carioca - incentivar a dramaturgia brasileira contemporânea - propor reflexões acerca dos movimentos da sociedade contemporânea - incentivar a discussão sobre temas relevantes como consumismo, moralismo, hipocrisia, preconceito, intolerância, armamentismo, impunidade, violência urbana e desigualdade social; - Reativar o encontro presencial entre artistas e público após os impactos da pandemia; - Executar um projeto de excelência artística e técnica; - Gerar, no mínimo, 20 trabalhos diretos de profissionais do setor cultural e mais de 50 trabalhos indiretos de prestação de serviços diversos e fornecedores como locação de equipamentos extras, material gráfico, transporte, entre outros, conforme planejamento e planilha orçamentária do projeto. Os ingressos do espetáculo terão preços compatíveis com os praticados pelo mercado, com pelo menos 20% a preço popular, e haverá distribuição de 20% de ingressos gratuitos, contribuindo assim para democratização cultural. Dessa forma, visamos promover a formação de plateias e privilegiar o público de todas as classes sociais. Além disso, realizaremos, um bate-papo sobre as temáticas levantadas no espetáculo e processo de criação do mesmo no intuito de fomentar a formação de plateia. Realizaremos, também, quatro apresentações (2 por cidade) com serviço de audiodescrição e intérprete de libras para garantir a inclusão de pessoas portadoras de deficiência.
A escrita de "Pequeno Circo de Mediocridades" foi inspirada pela leitura do livro "A Classe Média no Espelho", do sociólogo Jessé Souza. As sete histórias que compõem o espetáculo abordam, de forma às vezes realista, às vezes absurda, o preconceito, a violência, os ideais românticos, o moralismo hipócrita e a certeza de impunidade características desse grupo social. O autor, ele mesmo integrante dessa classe média branca discutida no texto, tem como uma das características de sua dramaturgia o diálogo com a sociedade contemporânea, de forma contundente e bem-humorada, como já demonstrado em seus textos anteriores "Para os Que Estão em Casa", "A Ordem Natural das Coisas" (Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto _ 2018) e "3 Maneiras de Tocar no Assunto" (Prêmios Cesgranrio, APTR e Botequim Cultural de Melhor Texto _ 2019). O escritor russo Liev Tolstói cunhou a frase, hoje famosa, "fale de sua aldeia e estará falando do mundo." Ao abordar o comportamento de uma classe social brasileira tão complexa e misturada, o texto ambiciona colocar em discussão determinadas características humanas presentes em todas as sociedades e em todos os tempos. Pessoas que não conseguem entender e absorver a evolução do mundo e se mantém presas a uma ordem caduca a que já estão acostumadas. Essa dificuldade de compreensão gera, nessas pessoas, uma sensação de ameaça, o que leva a uma resposta violenta. Violência esta que se traduz em intolerância, ilusão de superioridade, paranoia armamentista, egoísmo, materialismo desenfreado e falta de empatia. Nos últimos anos vimos um recrudescimento da polarização política no Brasil, uma polarização marcada pela raiva e pelo radicalismo nas relações pessoais, perceptíveis não só no Brasil, mas em todo o mundo. Lançar luz no comportamento do cidadão médio, comum, afetado por essa questão, é o objetivo do espetáculo. Investimos na continuidade de um processo de pesquisa dramatúrgica como forma de aprofundar questões que interessam diretamente ao público espectador. Acreditamos, com isso, estar colaborando num processo de reflexão artística sobre nossos tempos, que é afinal, a função maior do teatro e também uma das características do fomento público a criações artísticas. Ultilizar dos mecanismos de lei de incentivo do ministério da cultura é fundamental para a viabilização do projeto e das artes do nosso país, uma vez que a lei Rouanet é o meio mais importante e que mais fomenta nossa cultura. Assim como a maioria dos projetos culturais que circulam pelo país, acreditamos que através dela conseguimos um maior alcance de público e possibilidade de difusão da arte e formação de plateia. Para efeito da Lei 8.313, ressaltamos que o espetáculo se enquadra nos seguintes incisos do artigo 1: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. E no artigo 3 da referida norma, serão alcançado os seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Não há.
Espetáculo de Artes Cênicas – Teatro
Produto - Espetáculo de Artes Cênicas: - O espetáculo será encenado em teatro da rede privada que dispõe de recursos de acessibilidade tais como rampas de acesso, banheiros apropriados, tanto para atendimento aos portadores de necessidades especiais como idosos. - Portadores de necessidades especiais e idosos contarão com atendimento prioritário na bilheteria e entrada na sala de espetáculos. - Realizaremos 4 apresentações com serviço de audiodescrição e interpretação em libras (2 por cidade) para garantir a inclusão de pessoas portadoras de deficiência. Produto - Contrapartidas Sociais Deficientes visuais - disponibilização de audiodescrição Deficientes auditivos - disponibilização de interpretação em Libras Os custos para realização das medidas de acessibilidade para deficiente visuais e auditivos se encontram na planilha de contrapartida.
Os ingressos do espetáculo terão preços compatíveis com os praticados pelo mercado, com pelo menos 20% a preço popular, e haverá distribuição de 20% de ingressos gratuitos, contribuindo assim para democratização cultural. Dessa forma, visamos promover a formação de plateias e privilegiar o público de todas as classes sociais. Ação formativa – Realizaremos dois bate-papos por cidade com a plateia para falar sobre os assuntos abordados no espetáculo e sobre o processo de criação da peça com o objetivo de fomentar a formação de público.
Texto e Direção | Leonardo Netto Elenco | Alexandre Varella, Elisa Pinheiro, Gustavo Falcão e Suzana Nascimento Iluminação | Paulo César Medeiros Cenografia | André Sanches Figurino | Luiza Fardin Direção de Movimento | Márcia Rubin Direção Musical | Rodrigo Marçal Direção de Produção | Ana Beatriz Figueras e Joana D’Aguiar Realização | Fulminante Produções Culturais Ltda. Leonardo Netto – dramaturgo e diretor | Estreou profissionalmente em 1989, dirigido por Amir Haddad. Foi dirigido por Aderbal Freire-Filho, Gilberto Gawronski, Ana Kfouri, Jefferson Miranda, João Falcão, Luiz Arthur Nunes, Enrique Diaz, Celso Nunes e Christiane Jatahy. Seus trabalhos mais recentes como diretor são “Cozinha e Dependências, “Um Dia Como os Outros”, ”O Bom Canário”, “Um Dia a Menos“, entre outros. Também dirigiu “Para os que Estão em Casa” e “A Ordem Natural das Coisas”, ambos de sua autoria e indicados a vários prêmios. “A Ordem...” recebeu o Prêmio Cesgranrio 2018 de Melhor Texto, além de indicações aos prêmios Shell e APTR. Em 2019 estreou seu projeto “3 Maneiras de Tocar no Assunto” como autor e ator, sendo vencedor dos prêmios Cesgranrio (Melhor Texto Nacional Inédito, Melhor Ator e Categoria Especial) e APTR (Melhor Autor e Melhor Iluminação), acumulando quase 20 indicações em premiações de teatro. Sua direção mais recente é “A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe”, com Sílvia Buarque e Guida Vianna. Alexandre Varella - Ator | É ator, diretor e dramaturgo. Formado pela CAL, trabalhou em importantes companhias cariocas, onde realizou espetáculos como ator e produtor; tais como Armazém Cia. de Teatro, dirigida por Paulo de Moraes; Cia. Teatro Autônomo, dirigida por Jefferson Miranda; Cia. Os Dezequilibrados, dirigida por Ivan Sugahara. Entre seus trabalhos mais recentes, estão os espetáculos “Folhas de Vidro”, que dirigiu, produziu e atuou em, no Teatro Poeira (2019); “O Censor”, que também dirigiu, produziu e atuou, no Estação Net Botafogo (2019); “A Vida ao Lado” (2018), escrito e dirigido por Cristina Fagundes; os Longa-metragens “Três Verões”, dirigido por Sandra Kogut (2018); e “O Juízo”, escrito por Fernanda Torres e dirigido por Andrucha Waddington (2017) Elisa Pinheiro – atriz | Formada em Teoria do Teatro pela Unirio. Atuou em espetáculos como Entonces Bailemos (dir. Martin Flores Cárdenas), Labirinto/Macbeth/O Jardim das Cerejeiras/Utopia (dir. Moacir Chaves), Ensina-me a Viver/ Clandestinos (dir. João Falcão), Mulheres Sonharam Cavalos (dir. Ivan Sugahara), entre outros. No cinema, fez filmes como Tudo Bem no Natal Que Vem (Roberto Santucci), Chacrinha (Andrucha Waddington), Os Farofeiros (Santucci), Ciderela Pop (Bruno Garotti), De Pernas pro Ar 3 (Julia Rezende), entre outros. Na Tv, trabalhou em novelas como Geração Brasil e Malhação (TV Globo) e nas séries Sob Pressão e Cilada (Multishow), entre outros. Gustavo Falcão – ator | Iniciou a carreira no Recife em 1995. Participou de mais de 30 espetáculos, dentre os quais ‘A Maquina’, de João Falcão, ‘Os Biombos’, de Jean Genet, ‘Esperando Godot’ de Samuel Beckett, ‘Romeu e Julieta’, de Shakespeare, ‘Os Justos’, de Albert Camus, ‘Bartebly, o Escriturário’, da obra de Hermann Melville, ‘Race’ e ‘Hollywood’, de David Mamet, ‘Santa Joana dos Matadouros’, de Bertold Brecht, dentre outros. Atuou em 15 longa metragens, com destaques para ‘A Máquina’ e ‘Fica Comigo Esta Noite’, de João Falcão, ‘AridoMovie’, de Lírio Ferreira, ‘Ocean Girl’, de Djin Sganzerla, ‘Medida Provisória’, de Lázaro Ramos e em 15 curtas, vários deles premiados em festivais. Participou de dezenas de programas para a TV com destaque para as séries ‘Cine Holliúdy’ (TV Globo e ‘Aruanas’ (Globoplay). Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Natal em 2005, e indicação para prêmios Shell RJ 2016 e APCA SP 2017. Suzana Nascimento – atriz | Atriz, dramaturga, diretora, produtora cultural, com 20 anos de carreira. Formada em interpretação (CAL) e Produção Cultural (UFF). Premiada Melhor Atriz, pelos solos de sua autoria “Em nome da mãe” - dir. MiwaYanagizawa (APTR 2022 – Melhor atriz, espetáculo, direção e música) - e “Calango Deu! Os causos da Dona Zaninha”, dir. Isaac Bernat (Festivais FITA e Cena Contemporânea, 2014). Atuou em mais de 20 espetáculos, com destaque para “Julius Caesar”, da Cia. Dos Atores – 35 anos, dir. Gustavo Gasparani; “Os impostores” e “Alice mandou um beijo”, dir. Rodrigo Portella; “Dançando no escuro”, dir. Dani Barros; “A menina Edith...”, dir. Lázaro Ramos; “O que você gostaria que ficasse”, Miguel Thiré – Portugal 2013; “Peças de Encaixar”- Cia. Dos Atores; “Cena para um figurino” Quadrienal Praga 2011, entre outros. Indicada duas vezes Prêmio Botequim Cultural. André Sanches - cenógrafo | Bacharel em Artes Cênicas - Cenografia pela UNIRIO, mestre em Artes Cênicas e professor do Centro de Letras e Artes da UNIRIO. Trabalhou em mais de 90 produções, entre elas: Relâmpago Cifrado, direção Leonardo Netto; Beija-me como nos livros e Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir (indicado ao Prêmio Cesgranrio de Teatro 2014), direção de Ivan Sugahara; Vestido de Noiva (indicado Prêmio Shell de Teatro 2013), O Abajur Lilás e Vil, direção de Renato Carrera; Enquanto Estamos Aqui, direção de Márcio Abreu; Três Óperas em um Ato, Projeto Ópera no Bolso, Idomeneo, direção André Heller; Rigoletto, direção Bibi Ferreira. Indicado ao Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil 2006, melhor cenário, pela peça Os Cigarras e Os Formigas. Luiza Fardin – figurinista | Bacharel em Design de Moda e Vestuário pela FAESA (ES) e pós-graduada em Figurino e Carnaval pela Universidade Veiga de Almeida (RJ). Desde 2004, atua profissionalmente como figurinista de teatro e cinema. Em 2017, recebeu os prêmios Cesgranrio, Shell e APTR na categoria de Melhor Figurino pelo espetáculo ‘Se eu fosse Iracema’. Em teatro, destacam-se: [Des]conhecidos, direção de Igor Angelkorte (2011); Capivara na luz trava (2012) e Se eu fosse Iracema (2016), ambos de direção de Fernando Nicolau; Balé Ralé (2017), direção de Fabiano de Freitas; Nunca Fui Canalha (2017), direção de Victor Garcia Peralta; O Abacaxi (2017), direção de Débora Lamm; Três Maneiras de Tocar No Assunto, direção de Fabiano de Freitas (2019). Paulo César Medeiros – iluminador | Iluminador carioca com quase 40 anos de carreira, mais de 100 indicações para Prêmios de Teatro e mais de 20 recebidos. Entre eles, 5 Prêmios Shell, 3 APTRs, Bibi Ferreira, Aplauso, 2 CBTIJ, Zilka Salaberry, Reverência, Sated, Femsa, 2 Prêmios Coca-cola de Teatro Infanto-Juvenil, entre outros. Márcia Rubin – Direção de Movimento | Coreógrafa e bailarina, transita entre a dança e o teatro. Em teatro, atualmente desenvolve uma parceria com os diretores Marcio Abreu - Cia Brasileira de Teatro, e Fabiano de Freitas - Teatro de Extremos. Colaborou durante cinco anos com Pedro Kosovski e Marco Andre, d'Aquela Cia de Teatro, e participou de diversos projetos junto a Aderbal Freire Filho, Marieta Severo e Andrea Beltrão. Pelo seu trabalho de direção de movimento ganhou o Prêmio Shell de 2011 e em 2020 pelo espetáculo 3 Maneiras de Tocar no Assunto, de Leonardo Netto, com direção de Fabiano de Freitas. Foi indicada para o Prêmio APTR de Teatro em 2011, 2016 e 2019, para o Prêmio Shell de Teatro em 2005 e 2008 e para o Prêmio Cesgranrio de Teatro na categoria especial de Direção de Movimento em 2014, 2015 e 2018. Rodrigo Marçal – Direção Musical | Músico, produz trilhas sonoras para audiovisual e artes cênicas desde 1997. Em 2010, se tornou Diretor Musical da Companhia Urbana de Dança, da coreógrafa Sonia Destri. Entre os destaques de sua produção encontra-se trabalhos para o palco com diretores como Gerald Thomas, Enrique Diaz, Christiane Jatahy, Gustavo Ciríaco, Bruno Beltrão, Malu Galli, Fabiano de Freitas, João Fonseca, Gilberto Gawronski, entre muitas companhias de teatro e dança. além de música para TV, cinema, exposições e instalações de artes plásticas.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.