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O projeto visa identificar e selecionar textos produzidos pelo professor e antropólogo amador Francisco Schaden, já publicados de maneira precária e outros inéditos, tratá-los editorialmente e publicá-los em um livro que compile o mais importante de sua produção científica _ acrescida de um perfil biográfico do autor a ser produzido por profissional familiarizado com sua trajetória pessoal e seu legado.
O livro “Francisco Schaden – obra completa”, ora proposto é uma coletânea de textos com valor humanístico de autoria de Francisco Schaden acrescida de uma nota biográfica do autor. Trata-se de textos inéditos, já publicados há muito tempo ou em veículos de baixa visibilidade – o que os torna, de um jeito ou de outro, pouco acessíveis às pessoas interessadas. Todos os textos fazem parte do Arquivo Egon Schaden, de propriedade do Instituto Egon Schaden. O Arquivo em questão foi reconhecido como patrimônio material de reconhecido valor histórico, social e cultural pelo Município de São Bonifácio (Lei municipal n. 1.508/2020), em 2022 foi tombado pela Fundação Catarinense de Cultura do Estado de Santa Catarina (Número do Ato: 02/2022 – FCC 4603/2022). Em 2023 o Arquivo foi reconhecido pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) como de Interesse Público e Social e o Instituto Egon Schaden como entidade custodiadora de acervos arquivísticos no Estado de SC. Publico Alvo Dentre o público interessado na publicação ou re-publicação dos escritos do Professor Francisco Schaden encontra-se a população do município de São Bonifácio/SC e região, terra onde se estabeleceu ao chegar da Alemanha e onde constituiu sua família, bem como setores acadêmicos ligados à História e Antropologia, além das pessoas interessadas no tema da imigração alemã no Brasil, especialmente na Região Sul do país.
OBJETIVO GERAL O projeto visa identificar e selecionar textos produzidos pelo professor e antropólogo amador Francisco Schaden com a finalidade de sua publicação e divulgação no contexto da passagem dos duzentos anos da imigração alemã no Brasil. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1- Levantamento da produção científica do Professor Francisco Schaden, tanto dos trabalhos inéditos quanto dos já publicados.2- Seleção dos trabalhos mais representativos para compor o livro "Francisco Schaden _ obra completa".3- Digitalização do material resultante, atualização ortográfica e revisão.4- Editoração do livro para versão impressa e digital: elaboração de projeto gráfico, diagramação, produção da capa5- Solicitação dos registros do ISBN e DOI e fichas catalográficas das duas versões.6- Publicação e acesso gratuito da versão digital do livro no repositório do Instituto Egon Schaden.7- Impressão de mil exemplares.8- Realização de evento de lançamento e distribuição gratuita do livro.
O livro "Francisco Schaden _ obra completa", embora tenha alto interesse do ponto de vista histórico, cultural e de preservação da memória das localidades e da imigração alemã no Brasil (art. 18, § 3º, alínea b), possui baixa perspectiva comercial. A Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) surge como uma ferramenta essencial para viabilizar este projeto, permitindo que ele atinja seu potencial máximo em termos de qualidade editorial, abrangência de distribuição e impacto cultural. Por meio do apoio de empresas e pessoas físicas que direcionam parte de seus impostos para a realização de iniciativas culturais, o livro poderá ser produzido de maneira sustentável e acessível ao público, democratizando o acesso ao conhecimento e promovendo a literatura como uma forma de inclusão cultural. A biografia de Francisco Schaden, por outro lado, justifica o investimento proposto por tratar-se de um pioneiro no processo de construção da sociedade teuto-brasileira na região enfocada (art. 18, § 3º, alínea b). O uso da Lei de Incentivo à Cultura é necessário também para garantir que a obra possa alcançar um público amplo, incluindo instituições educacionais, bibliotecas e comunidades, que dificilmente teriam acesso a publicações de alto valor cultural sem esse apoio. Além disso, a lei estimula a valorização da produção cultural nacional e a circulação de ideias que enriquecem o patrimônio cultural do Brasil. Essa parceria entre poder público, iniciativa privada e agentes culturais, viabilizada pela Lei de Incentivo, é crucial para que o livro não apenas seja publicado, mas também se torne uma referência na preservação e promoção da cultura, cumprindo seu papel de instrumento de transformação social.
FRANCISCO SCHADEN VIDA E OBRA Francisco Schaden (1891-1957) chegou ao Brasil em 1910 em companhia dos pais, Franz Seraphius Schaden e Mathilde Guilhermina Verhey Schaden. Além de agricultor e morador de São Bonifácio, região sul do Brasil, onde se estabeleceu em 1912, foi professor (1912-38) atuando na única escola existente na localidade, onde também exerceu atividades letradas autodidatas, como o estudo de línguas estrangeiras (francês, latim, esperanto, ido, volupük), sendo igualmente fluente em alemão, sua primeira língua. Paralelamente à atividade como professor na escola de São Bonifácio, Francisco Schaden atuou como organizador comunitário e ativista pela emancipação política da comunidade. Defendeu a criação do Distrito de São Bonifácio e foi seu primeiro intendente distrital. Defendeu, também, a criação do cartório local e foi seu primeiro escrivão. Sua qualificação escolar diferenciada (ainda que com formação autodidata) e a limitação, nesse sentido, da maior parte dos seus conterrâneos, fez com que exercesse os novos cargos criados. Atuou no movimento pela construção da estrada de rodagem que ligava São Bonifácio a Florianópolis. Foi botânico autodidata. Estudava as plantas com o propósito de ensinar sobre elas mas também com o objetivo prático de produzir remédios naturais com os quais atendia seus conterrâneos. Organizou uma coleção de objetos que mostra a cultura material dos indígenas da região, em sua época ainda não completamente extintos. Voluntariamente, organizou curso noturno de alfabetização de adultos décadas antes que essa atividade se tornasse uma preocupação do poder público. Francisco também teve um envolvimento com a questão indígena na região de São Bonifácio, onde ainda perambulavam grupos de índios Xokleng, tendo dessa interação coletado diferentes artefatos que passaram a integrar o Museu de São Bonifácio. Ele deixou uma considerável produção bibliográfica publicada tanto em jornais quanto em revistas, colaborando inclusive para a coleta de dados etnográficos para a obra de Emílio Willems sobre a integração dos imigrantes alemães no Brasil. O contato com o filho Egon Schaden (1913-1991), pioneiro da Antropologia no Brasil, perduraria mesmo com a ida deste para São Paulo, formando uma parceria fortalecida pela formação científica do filho, a qual se estenderia por muito tempo, sendo responsável por parte significativa da divulgação científica da obra de Francisco Schaden. O aprendizado de línguas foi outra preocupação constante na vida do pioneiro Francisco Schaden. Além do português e do alemão (idiomas pátrios), possuía bons conhecimentos de francês e latim, e havia estudado as línguas internacionais esperanto, ido e volopük. Seu interesse pelo esperanto é confirmado por Evaldo Pauli (2002), ao fazer um apanhado da história dessa língua em Santa Catarina para o Congresso Universal do Esperanto (Fortaleza), quando registra como documento mais antigo sobre o tema no estado um trabalho inédito de Francisco Schaden. São notórios, ainda, seus conhecimentos de línguas indígenas, os quais o levaram a escrever uma gramática e um dicionário Tupi, um dicionário Xokleng (Laklãnõ), e a documentar a língua Kaingang. Francisco Schaden deixou uma produção bibliográfica considerável, ainda que não se possa estabelecer uma unidade de gênero entre os diversos materiais disponíveis. Iniciou a publicação de textos em jornais antes mesmo da Primeira Guerra Mundial. Sua estreia provavelmente teria ocorrido no jornal curitibano Der Kompass, atividade que continuou no jornal Die Rundschou, de Brusque, e na Revista Pindorama – da qual foi coeditor –, fundada em São Paulo por Egon Schaden com o propósito de partilhar temas brasileiros com leitores alemães. Após sua aposentadoria, Francisco dedicou-se mais fortemente à produção escrita registrando colaborações com o jornal O Estado de S. Paulo e as revistas Sociologia, Boletim Bibliográfico e a Revista do Arquivo Municipal, todos de São Paulo, além da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Atualidade, ambas de Florianópolis, e outros jornais também de Florianópolis. Parte dessa produção foi consolidada em uma coletânea organizada e editada por Egon Schaden (Schaden, 1963). Merecem destaque, como trabalhos científicos, dois artigos de sua autoria sobre a questão indígena publicados na Revista de Antropologia (Schaden, 1953; 1958), na época dirigida por Egon Schaden. Dentre seus principais escritos destacam-se “Notas sobre a Localidade de São Bonifácio - Santa Catarina” (IX Congresso Brasileiro de Geografia, Florianópolis, 1940), “Notas para a História da Localidade de Löffelscheidt” (IHGSC, Florianópolis, 1946), artigos publicados na Revista de Antropologia a partir de 1953, além da coletânea “Índios, Caboclos e Colonos” (Editora da USP, São Paulo, 1963), publicação póstuma organizada por Egon Schaden que reúne importantes textos publicados originalmente em outras fontes. Francisco Schaden ainda atuou como etnógrafo em parceria com o iminente cientista alemão Emílio Willems. Na obra de Willems intitulada “A aculturação dos alemães no Brasil” aparecem as anotações de Francisco Schaden registrando os hábitos e costumes dos imigrantes alemães em São Bonifácio e região. Isto proporcionou a Willems um retrato muito claro das transformações culturais que ocorriam no universo das populações vindas da Alemanha. Pelo conjunto de sua obra, foi nomeado membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Parte da obra do professor Francisco Schaden permanece ainda inacessível ao público por tratar-se de manuscritos não publicados, muitos deles ainda em alemão e carecendo de tradução para o português. O acervo deixado pelo pioneiro integra o museu de São Bonifácio, cujo nome a ele homenageia, e será, quando possível, disponibilizado ao grande público – principalmente em forma de publicação. Francisco Serafim Guilherme Schaden faleceu em 26 de dezembro de 1957, em São Bonifácio, onde descansa no cemitério local.
Título: “Francisco Schaden – obra completa” Selo editorial: Edições do Instituto Egon Schaden Formato: 16 x 24 cm Capa: capa dura em 4 cores Miolo: 01 cor (preto e branco). Número de páginas: 400 Papel: Pólem soft 80 gr/m2 ou similar. Número de exemplares: 1000 O livro terá uma versão digital, em PDF, disponibilizada no repositório do Instituto Egon Schaden: https://www.institutoegonschaden.com.br/editora/
O projeto "Francisco Schaden - Obra Completa" está comprometido em garantir acessibilidade e inclusão das pessoas, independentemente de suas condições físicas. A seguir, detalhamos as medidas de acessibilidade que serão implementadas: Acessibilidade Arquitetônica O lançamento do livro será realizado no Centro Cultural Egon Schaden em São Bonifácio, que foi construído de acordo com a Norma NBR 9050/ABNT, de 2004. Faz parte do projeto arquitetônico elementos como: rampas de acesso, banheiros adaptados, espaços aptos à circulação de cadeirantes, vagas de estacionamento para deficientes e idosos, sinalização e circulação adequada para pessoas com deficiência física, visual e/ou intelectual. Acessibilidade para Deficientes Visuais O livro será disponibilizado de forma digital e impressa. Isto possibilitará que pessoas com deficiência visual possam ter acesso ao conteúdo ou utilizar aplicativos para audiodescrição ou audiolivro. Acessibilidade para Deficientes Auditivos O livro será disponibilizado de forma digital e impressa. Isto possibilitará que pessoas com deficiência auditiva possam ter acesso ao conteúdo de forma visual.
No caso da obra em questão, a democratização do acesso se dará pela distribuição gratuita da versão impressa a todas as pessoas interessadas e acesso gratuito e irrestrito à versão digital do livro, bem como pela realização de evento de lançamento e sua divulgação.
INSTITUTO EGON SCHADEN (proponente) O Instituto Egon Schaden (IES) é uma entidade civil sem fins lucrativos criada em 04 de julho de 2014 na cidade de São Bonifácio, região da Grande Florianópolis, Santa Catarina. O instituto nasceu inspirado em proposição do professor João Baptista Borges Pereira com o objetivo de guardar o espólio científico do professor Egon Schaden (1913-1991) bem como a missão de somar esforços para a pesquisa sobre a colonização alemã no Sul do Brasil e questões indígenas a ela relacionadas. O resgate da trajetória pessoal de Egon Schaden e de seu pai, Francisco Schaden, como contribuição à preservação da memória da colonização alemã na região e da história da antropologia no Brasil, constitui-se como a missão imediata do instituto. A escolha de São Bonifácio, terra natal de Egon Schaden, para a sede da instituição resulta da intenção de tornar a cidade um ponto de encontro de diferentes pessoas e instituições interessadas na pesquisa bem como aproximar o legado científico de Egon Schaden da comunidade local e de seus familiares. Quase uma centena de pessoas estiveram presentes na Assembleia de criação desta instituição, dentre elas moradores de São Bonifácio, familiares de Egon Schaden, acadêmicos e autoridades. O Instituto Egon Schaden possui 50 associados e associadas fundadores/as, 08 colaboradores/as e oito (8) associados/às beneméritos/as. Todos os anos são realizadas, em São Bonifácio, Assembleias do Instituto Egon Schaden, intercalando Assembleias Gerais e Assembleias Anuais. A primeira Assembleia Geral foi realizada no dia 04 de julho de 2014, quando foi fundado o Instituto Egon Schaden. Até 2024 foram realizadas quatro reuniões científicas e outros eventos no Brasil e exterior, além de publicações, pesquisas e organização de seu acervo. O Instituto Egon Schaden tem sua sede em São Bonifácio/SC. Contato: secretaria@institutoegonschaden.com.br COORDENAÇÃO GERAL TÂNIA WELTER é doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com estágio na Universidade Nova de Lisboa (UNL, Portugal), Mestre em Antropologia Social (UFSC), Especialista em Educação Sexual (UDESC) e Licenciada em Ciências Sociais (UFSC). Realizou estágio pós doutoral em Ciências Humanas e em Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e atuou como pesquisadora convidada no Lateinamerika Institut (LAI) da Freie Universität Berlin, Alemanha. Associada fundadora e Presidenta do Instituto Egon Schaden (IES) - mandato 2024-2026, associada à Associação Brasileira de Antropologia (ABA), pesquisadora do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) e do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem realizado pesquisas sobre Egon e Francisco Schaden em parceria com Pedro Martins (UDESC) desde 2007. Entre 2015 e 2016 realizou na Alemanha, com a mesma parceria, a pesquisa "Vestígios de Egon Schaden na terra de seus ancestrais", parte de projeto mais amplo intitulado "'A expressão translúcida de Egon Schaden' – imigração, território colonial e trajetória antropológica” (UDESC, 2015- 2020). Esteve na comissão organizadora do "Seminário Cem anos de Egon Schaden", realizado em São Bonifácio em 2013, na fundação do Instituto Egon Schaden em 2014, sendo associada fundadora e integrante da diretoria desde então. Link de acesso ao currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/7336035364264493 COORDENAÇÃO EDITORIAL PEDRO MARTINS é Professor Titular aposentado da Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC. Tem doutorado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (2001). Realizou Pós-Doutorado na Universidade Nova de Lisboa/ Portugal (2005-2006) e na Freie Universität Berlin/ Alemanha (2015-2016), além de Estágio Técnico junto à Universidade Nacional Autônoma do México - UNAM/México em 2011. É membro da Associação Brasileira de Antropologia/ABA e da Associação Brasileira de Editores Científicos/ABEC. É Diretor Científico do Instituto Egon Schaden /IES. Foi coordenador do Grupo de Pesquisa Práticas Interdisciplinares em Sociabilidades e Territórios - PEST/UDESC e vice-coordenador do LABPLAN/FAED/UDESC. Atuou como professor e orientador em cursos de graduação nos diferentes centros de ensino do Campus I da UDESC/Florianópolis e nos cursos de Mestrado e Doutorado do PPGPLAN/UDESC. Link de acesso ao currículo lattes:: http://lattes.cnpq.br/4930587107491011 EDIÇÕES DO INSTITUTO EGON SCHADEN O prefixo editorial do Instituto Egon Schaden foi criado em 2016 por deliberação da Primeira Assembleia Geral do Instituto Egon Schaden. Tem a missão de trazer a público obras que atendam aos propósitos estabelecidos como objetivos do IES desde a sua fundação em 4 de julho de 2014, especialmente no que diz respeito à promoção do diálogo intercultural entre os povos formadores da região. Foram publicados dois livros: Encantado no meio do Povo: A presença do Profeta São João Maria em Santa Catarina (Tânia Welter, 2018) e Território & Sociabilidade: População, Memória e Fronteiras (Martins, P.; Garcez, C.; Antunes, D., 2022). CONSELHO EDITORIAL Pedro Martins – Editor, João Baptista Borges Pereira, José Giovani Farias, Maria Dorothéa Post Darella, Miriam Pillar Grossi, Paulo Pinheiro Machado, Tânia Welter.
PROJETO ENVIADO PARA ARQUIVAMENTO.