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Produção de um livro que trará a história do Sequestro do Voo 375, os bastidores de uma pesquisa e argumento que virou filme, além de novidades e novas informações sobre o caso que não puderam ser contadas em um filme de ficção. O Livro será um relato fiel da história ocorrida em setembro de 1988 e também apresentará um novo roteiro do que seria outro filme, escrito pelo pesquisador, autor e argumentista, o jornalista Constâncio Viana Coutinho.
Um Tiro e uma Tragédia Anunciada Nos anos 1980, o Brasil passou por uma brusca reversão de crescimento econômico, mergulhando na pior crise de sua história. Logo após as eleições indiretas, que elegeram Tancredo Neves pelo Congresso Nacional (embora ele tenha falecido antes de assumir), o país viu José Sarney tomar posse, em uma decisão liderada por Ulysses Guimarães, com o objetivo de evitar uma possível retomada do poder pelos militares. O PIB per capita, que entre 1970 e 1980 cresceu a uma média de 6,1% ao ano, caiu 13% entre 1980 e 1983. A recuperação tímida no período de 1984-89 trouxe o indicador apenas de volta aos níveis do início da década, o que popularizou a ideia de que os anos 1980 foram a "década perdida" para a economia brasileira. As raízes dessa crise, que começou como uma crise de endividamento externo e rapidamente se converteu em um desajuste interno, estavam nas políticas da década anterior. Na época, o Brasil optou por manter o crescimento econômico após o primeiro choque do petróleo e buscou um "salto" no processo de substituição de importações, o que levou o Estado a assumir um modelo de financiamento baseado no crescente endividamento externo. Nesse contexto, a participação do setor privado na dívida externa caiu de 67% em 1972/73 para 23% no final da década. O segundo choque do petróleo, em 1979, e o aumento abrupto das taxas de juros internacionais aprofundaram a crise externa brasileira, principalmente por três fatores: o aumento nos juros da dívida, a preferência dos fluxos de capital pelos EUA e Europa, e o impacto negativo nos preços das "commodities" – itens importantes na pauta de exportação do Brasil. Após a moratória mexicana, a reciclagem da dívida passou a exigir saldos comerciais crescentes e um ajuste brutal na política econômica dos países devedores. Esses superávits comerciais geraram sérios desequilíbrios na economia brasileira, pois o problema não se limitava à transferência de recursos; ele se agravava pelo fato de que os superávits eram gerados, principalmente, pelo setor privado, enquanto a dívida era responsabilidade do setor público. Em outras palavras, os dólares gerados pelo setor privado precisavam ser convertidos em cruzeiros pelo governo, através de emissão monetária ou emissão de títulos, gerando efeitos inflacionários e/ou recessivos. Como consequência, o endividamento do setor público aumentou devido à capitalização dos juros, e a poupança privada passou a ser utilizada para rolar a dívida pública, comprometendo o crescimento econômico. À medida que crescia a desconfiança dos agentes financeiros sobre a capacidade do governo de saldar seus compromissos, exigiam-se juros maiores e liquidez máxima, o que piorava as condições de financiamento da dívida pública interna. Dessa forma, a transferência de recursos privados para o governo e, deste, para as economias centrais, tornou-se um elemento profundamente desestabilizador, convertendo o desajuste externo em um desajuste interno da economia brasileira. O aumento das taxas de juros, além de agravar as contas públicas, acelerou a inflação por dois mecanismos: pelo impacto direto nos custos (o custo financeiro passou a representar uma parcela maior do custo total das mercadorias) e pelo impacto indireto, via elevação dos custos fixos unitários, causada pelos efeitos recessivos. Em 1983, a inflação teve a primeira grande alta como consequência da crise e da política cambial da época. A inflação diminuiu em 1986, influenciada pelo Plano Cruzado, mas voltou a crescer nos três últimos anos da década, apesar dos sucessivos choques heterodoxos. A crise econômica, além de gerar altas taxas de desemprego – 4,9% para homens e 4,8% para mulheres em 1983 – levou a uma retração no mercado de trabalho formal, ao mesmo tempo em que crescia a proporção de trabalhadores sem vínculos formais. Entre 1981 e 1983, a participação de empregados sem carteira assinada aumentou de 41,9% para 47,2%, voltando a níveis próximos aos do início da década apenas em 1987. Em resumo, a crise do endividamento externo, manifestada na economia brasileira na década de 1980, refletiu-se em desequilíbrios internos que impactaram a população, principalmente por meio da queda nos níveis de emprego (e o aumento de trabalhadores informais) e da aceleração da inflação, mais evidente nos anos finais da década. Era 1988, e o Brasil vivia uma crise financeira sem precedentes. A inflação beirava 1000% ao ano, e o índice de desemprego era recorde. O voo Vasp 375 foi realizado por um Boeing 737-300 da Vasp, sequestrado em 29 de setembro de 1988 por Raimundo Nonato Alves da Conceição, que pretendia colidir o avião, com 105 pessoas a bordo, contra o Palácio do Planalto, em Brasília. A aeronave partiu de Porto Velho (RO) com destino ao Rio de Janeiro, com escalas em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte. Na fase final da viagem, entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro, ocorreu o sequestro. Raimundo, então com 28 anos, era um homem simples, do interior do Pará, que havia perdido seu emprego de tratorista em Minas Gerais. No final da década de 1980, o Brasil enfrentava uma grave crise econômica, com desemprego elevado e inflação desenfreada. Sentindo-se injustiçado, Raimundo decidiu punir quem acreditava ser o responsável pela situação dele e do país: pretendia lançar o avião contra o Palácio do Planalto. Para isso, comprou um revólver calibre 32 e embarcou no voo VP-375. Na época, não havia aparelhos de raio-X para verificação de bagagens em voos domésticos, o que facilitou a entrada da arma. Raimundo anunciou o sequestro, exigindo acesso à cabine e ferindo o comissário Ronaldo Dias, que tentou impedi-lo. Ele disparou contra a porta da cabine, arrombando-a e ferindo o engenheiro de voo, Gilberto Renhe, que teve a perna fraturada. Sem ser percebido, o piloto Fernando Murilo de Lima e Silva acionou o código 7500, indicando sequestro. Enquanto tentava responder ao Cindacta, o copiloto Salvador Evangelista foi baleado e morreu na hora. Raimundo, então, apontou o revólver para o piloto, exigindo o desvio para Brasília. O sequestrador impediu o comandante de pousar o avião em Brasília ou na Base Aérea de Anápolis, mesmo com pouco combustível. Quando se aproximava de Goiânia, o piloto realizou duas manobras acrobáticas (um "tonneau" e um parafuso), observadas por um caça Mirage, e, com sucesso na segunda tentativa, conseguiu pousar no Aeroporto Internacional Santa Genoveva às 13h45. Em terra, o sequestro e as negociações continuaram por várias horas. Raimundo exigiu um avião menor para fugir, mas, ao descer as escadas com o comandante como escudo, foi baleado três vezes pela equipe de elite da Polícia Federal. Ele faleceu dias depois, vítima de uma infecção causada por anemia falciforme, sem relação com os tiros, segundo o legista Fortunato Badan Palhares. O piloto Fernando Murilo de Lima e Silva, que evitou a tragédia, foi homenageado em outubro de 2001 pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, recebendo o troféu Destaque Aeronauta por salvar a vida dos mais de cem passageiros a bordo do Boeing 737.
atualmente trabalhando em um sonho que é a publicação de um livro sobre esse caso. Quero contar os bastidores dessa história, compartilhando as dificuldades, as frustrações e os desafios que surgiram ao longo dos anos e que, por vezes, me levaram a questionar o caminho e ajustar a rota. Sigo, muitas vezes, em voo solo, com pouco combustível e enfrentando turbulências, mas sempre avançando. Essa trajetória traz momentos intensos de reflexão e autoconhecimento, e desejo explorar essa jornada no livro, unindo minha visão cinematográfica ao olhar jornalístico, para revelar aspectos desse mercado tão desafiador e restrito. Este projeto, que já acumula 12 anos de desenvolvimento e está pronto para ser publicado.
Apoiar a cultura, especialmente através do patrocínio de produções literárias, é uma ação de grande valor para empresas que buscam fortalecer sua imagem e contribuir para o desenvolvimento social. Ao investir na publicação de livros, a empresa não apenas auxilia na difusão do conhecimento e na preservação da memória cultural, como também fomenta o pensamento crítico e amplia o acesso a obras que refletem a diversidade de experiências e saberes.Patrocinar a cultura, sobretudo em um país onde o incentivo à leitura é tão essencial, é uma maneira de impactar positivamente a sociedade, permitindo que novas vozes e ideias ganhem vida. Além disso, esse apoio reforça a responsabilidade social da empresa, posicionando-a como parceira do desenvolvimento intelectual e cultural do público. Livros são instrumentos que atravessam gerações, e investir na sua produção deixa um legado duradouro que conecta a marca a valores de educação e cultura.Em termos financeiros, o apoio à cultura também traz benefícios importantes, já que é possível deduzir parte dos valores investidos dos impostos devidos, conforme previsto em leis de incentivo cultural. Esses mecanismos permitem que a empresa invista em projetos de relevância social e cultural com um impacto reduzido em seu orçamento. Dessa forma, o patrocínio de livros se torna não só uma contribuição para a cultura, mas também uma decisão estratégica e econômica inteligente.
Este livro pretende ser uma aula da história recente do Brasil.
Livro terá o formato tradicional de 14 x 21 cm, em fonte 12 com cerca de 140 páginas, incluindo prefácio, agradecimentos, apoios e o enredo geral com ilustrações. Terá capa padrão colorida e encadernação tradicional, com páginas numeradas no canto inferior direito.
Durante o lançamento em local escolhido para tal, como: Livrarias e cafés, serão providenciadas todas as formas de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais, de acordo com as normas específicas.
Existe a possibilidade de publicação de um áudio livro para deficientes visuais.
O Autor, Constâncio Viana Coutinho já escreveu cerca de 120 páginas do livro que logoa após será encaminhado para editora Lisbela que será responsável por parte gráfica, revisão e ilustração. O processo será basicamente realizado pelo escritor e pela editora. A previsão é que tudo seja resolvido em 45 dias.
PROJETO ARQUIVADO.