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Produção de um podcast que dá voz a jovens em medidas socioeducativas na Fundação Casa de São Paulo, permitindo que compartilhem seus sonhos e experiências. Na primeira fase, esses jovens serão capacitados em habilidades narrativas e de gravação, com a apresentação e orientação de Gih Trajano, que guiará as gravações e funcionará como mentora, oferecendo apoio e encorajamento. As histórias coletadas serão transformadas em episódios que educam o público sobre suas realidades, promovendo um espaço de escuta e valorização. O projeto também visa facilitar a reintegração social dos jovens, destacando a importância de suas vozes.
As criadoras do podcast MALCRIADOS farão, junto a um grupo de voluntários, uma capacitação dos internos da Fundação Casa para que eles criem as histórias a serem veiculadas no podcast. Depois de participarem de atividades e oficinas sobre captação de som e construção de narrativas, um grupo de 8 a 10 adolescentes ficará com microfone lapela e gravador para que produzam e gravem as histórias que servirão de base para os episódios. Na pós-produção, a narradora irá costurar as histórias com comentários, estatísticas, estudos e dados sobre o sistema socioeducativo. Os formatos dos episódios certamente nos surpreenderão pela forma e pelo conteúdo: eles poderão incluir desde clássicas entrevistas até improvisações de rap ou de poesia (slam), com pautas como: O que te fez parar aqui? Contar uma história inesquecível/estranha/inusitada/engraçada/triste que viveu. Contar um trauma de família, um Natal ou uma lembrança de amor. Qual o seu maior sonho? A capacitação envolve as seguintes atividades: Atividade 1: Como contar uma boa história? (Módulo 01) Utilizando a metodologia do Museu da Pessoa, os voluntários vão ensinar os principais conceitos e técnicas para registrar as histórias. Atividade 2: Como contar uma boa história? (Módulo 02) Os voluntários expõem seus métodos de trabalho. Como lapidam e embalam suas histórias? Da matéria-prima ao produto final. O que os move a contar histórias? O que esperam como recompensa? Roda de conversa com os alunos, que vão expor a tarefa da aula anterior: falarão sobre as histórias que desejam contar. Atividade 3: Fazendo na prática Aula técnica em que os profissionais vão ensinar como funcionam gravador e microfone lapela. Vão realizar exercícios e testes práticos a partir da tarefa da aula anterior, ou seja, relendo, reelaborando e gravando as histórias escritas pelos alunos. Atividade 4: Jornalistas contam sobre o seu ofício. Falam da importância do jornalismo investigativo e da militância pelos direitos humanos num país desigual e injusto como o Brasil. Ilustram com exemplos do seu trabalho. Falam do engajamento do público com as boas histórias. Atividade 5: Oficina de criação - Os alunos colocarão à disposição dos demais suas ideias de conflitos, situações dramáticas, ou personagens que gostariam de desenvolver nos episódios do podcast. A partir dessa exposição, as voluntárias vão ajudá-los a encontrar um fio narrativo que possa conjugar as ideias mais interessantes em uma ou mais histórias (dependendo da quantidade de alunos participantes e das propostas levantadas). Depois de recolhido o material bruto capturado pelos meninos dentro da unidade, um roteiro de pós-produção será construído a partir das histórias que foram contadas, e a apresentadora irá alinhavar os episódios trazendo dados, contextualização do sistema sócioeducativo e comentários a partir do seu ponto de vista e experiência pessoal.
Objetivo Geral: O objetivo desse projeto é realizar a produção de um podcast com 7 episódios produzidos por jovens em cumprimento de medidas socioeducativas na Fundação Casa de São Paulo.Objetivos Específicos: 1) Produto PODCAST: realizar 8 episódios de 60 a 80 minutos. 2) Produto CAPACITAÇÃO: realizar 5 oficinas para 50 internos divididos em dois grupos de 25 cada, com duraça~o total de 40 horas de atividades. 3) Produto: GRAVAÇÃO DAS HISTÓRIAS PELOS MENORES: depois de passar pelas oficinas, os menores ficarão com microfones e gravadores de áudio emprestados e serão orientados para gravar histórias sobre temas focados em esperança, sonhos e projetos de vida. 4) EDIÇÃO DOS EPISÓDIOS: a apresentadora do programa costurará os 8 episódios com base no material produzido pelos menores, trazendo fatos de sua própria história de vida e anos no cárcere e, quando pertinente, apresentando dados e estatísticas sobre o sistema penal e/ou entrevistando algum especialista sobre o temas em pauta.
A principal justificativa do projeto é dar voz a quem nunca teve voz. O perfil dos menores infratores brasileiros que cumprem medida de internação na Fundação Casa, em São Paulo, e nas instituição congêneres pelo país, é de meninos moradores de periferia, com baixa escolarização e, em sua maioria, negros e filhos de mães solo. A proposta de um podcast realizado por eles visa impulsionar indivíduos que sempre foram invisibilizados pelo Estado e pela sociedade a acreditar no seu potencial, estimular a sua criatividade e vislumbrar um futuro com mais oportunidades, ao falarem sobre sonhos e projetos de vida. Para viabilizar o projeto, é fundamental o uso do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais, que permite o financiamento por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas, com incentivos fiscais. O projeto se enquadra nos incisos I, II e IV do Art. 1º da Lei 8313/91, que abordam a promoção da acessibilidade à cultura, a valorização da diversidade cultural e a promoção de atividades culturais que favoreçam a inclusão social. Além disso, o projeto atenderá a objetivos do Art. 3º da mesma norma, como o estímulo à produção e à difusão cultural, a ampliação do acesso à cultura e a promoção da cidadania. Esses objetivos são fundamentais para garantir que os jovens tenham a oportunidade de se expressar culturalmente e de se reintegrar à sociedade, contribuindo de forma positiva para suas comunidades
A equipe criativa do projeto "Malcriados" acumula anos de experiência no tema: a arte como transformação no sistema prisional. A partir da realização do documentário Liberta!, dirigido por Débora Gobitta e com a participação de Marina Lima na pesquisa e assistência de direção, surgiu o encontro com Gih Trajano, personagem do filme. Liberta! aborda o impacto da literatura no sistema prisional e tem circulado pelo Brasil em universidades, instituições jurídicas, unidades prisionais e festivais de cinema, tanto nacionais quanto internacionais. Em cada exibição, promove um debate profundo e potente, sensibilizando a audiência para um tema frequentemente negligenciado pela sociedade. Dessa experiência, Débora Gobitta e Marina Lima criaram o videocast Direito de Sonhar, com o rapper Dexter como apresentador. Em cada episódio, Dexter lê uma carta escrita por uma pessoa privada de liberdade, na presença de dois convidados: um representante do sistema prisional e um egresso. Com sete episódios, a série será lançada em 13 de novembro de 2024. Em 2024, convidadas por Gih Trajano, Marina e Débora visitaram a Fundação Casa (unidade Ônix). Gih realiza visitas regulares a essa e outras unidades, compartilhando sua história e arte para promover diálogos com os jovens. Inicialmente, os adolescentes resistem, mas rapidamente "a senhora" Gih, como eles a chamam, cria uma conexão poderosa, ajudando-os a entender que não nasceram para estar privados de liberdade. Assim, um laço de confiança é estabelecido. Com base nesse entendimento sobre a importância de iniciativas que estimulem novos olhares, as proponentes desenvolveram o podcast Malcriados. O título "Malcriados" remete à ideia de que esses jovens foram "mal criados" não por ausência de valores familiares, mas por um sistema que os destina ao fracasso, alimentando um ciclo de exclusão e criminalidade. Criados para um caminho de dificuldades, muitos praticaram atos infracionais, e agora estão sem perspectiva, buscando uma segunda chance — ainda que, muitas vezes, não saibam que precisam ou podem desejar essa oportunidade. Esses jovens, embora relutem em admitir, ainda sonham. Sonham em ser engenheiros, pilotos, mecânicos, barbeiros, ou estrelas do trap. Ou simplesmente em serem livres. Por meio da escrita e do improviso poético, começamos a desenvolver o projeto Malcriados, que visa transformar jovens criados no crime para uma vida fora dele. O projeto incorpora a escuta ativa, acolhendo e respeitando cada relato desses jovens, mesmo quando falam de dores que nem sabem expressar. Vamos ouvir histórias engraçadas — sim, porque há risos entre eles. Vamos ouvir sobre sonhos — sim, porque há muito sonho neles. E vamos falar de esperança — sim, porque há esperança neles. Malcriados é um projeto que não apenas capacitará profissionalmente esses jovens, mas também lhes dará a oportunidade de se tornarem "bem-criados". Sob a orientação de mentores, eles terão a chance de deixar o crime e se tornarem aquilo que desejarem. O campo da esperança é vasto, e é nele que este projeto se desenvolve.
Produto CAPACITAÇÃO: realizar 5 oficinas para 50 internos divididos em dois grupos de 25 cada, com duração total de 40 horas de atividades.Produto PODCAST: 7 episódios de 60 a 80 minutos. GRAVAÇÃO DAS HISTÓRIAS os menores ficarão com microfones e gravadores de áudio emprestados e serão orientados para gravar histórias sobre temas focados em esperança, sonhos e projetos de vida. EDIÇÃO DOS EPISÓDIOS: a apresentadora do programa costurará os episódios com base no material produzido pelos menores, trazendo fatos de sua própria história de vida e anos no cárcere e, quando pertinente, apresentando dados e estatísticas sobre o sistema penal e/ou entrevistando algum especialista sobre o temas em pauta. Produto WEBSITE: O site será desenvolvido na plataforma Wix, garantindo acessibilidade conforme as diretrizes WCAG (Web Content Accessibility Guidelines). Ele será responsivo, oferecendo uma boa visualização em dispositivos móveis, tablets e desktops. Os podcasts serão disponibilizados em áudio de alta qualidade, com legendas descritivas e transcrições completas para facilitar o acesso a pessoas com deficiência auditiva. Resumos dos episódios, escritos em linguagem simples e clara, destacarão os principais temas discutidos. Além disso, o site contará com um menu intuitivo e filtros de busca para facilitar a navegação
Acessibilidade Física:Os episódios serão gravados e produzidos dentro da Fundação Casa, que conta com acessibilidade física, no sentido de oferecer faciltadores para locomoção no espaço físico (banheiros, rampas, etc). Acessibilidade de conteúdo:Auditiva:- Incluiremos legendas em todos os episódios do podcast disponíveis na plataforma de publicação YOUTUBE.- Ofereceremos versões em texto das entrevistas e histórias dos jovens, que serão disponibilizadas no site do projeto.Acessibilidade Cognitiva: -Iremos fornecer resumos dos episódios, explicando os principais temas abordados, para facilitar a compreensão.
Não haverá nenhum tipo de comercialização de produtos; o projeto é democrático em sua essência. Quanto ao PODCAST, a veiculação dos episódios será gratuita em todas as plataformas de áudio, conforme o artigo 28 da IN nº 01/2023. Grande parte das atividades, que incluem mentorias, oficinas, ensaios e gravações, será realizada nos estabelecimentos socioeducativos das unidades estaduais do Estado de São Paulo, capacitando agentes culturais. Essas ações visam assegurar que as experiências e produções culturais dos jovens sejam amplamente divulgadas e acessíveis à sociedade. A CAPACITAÇÃO será realizada na Fundação Casa Onix (SP), onde ocorrerão cinco oficinas para 50 internos, divididos em dois grupos de 25 cada, com uma duração total de 40 horas de atividades. A GRAVAÇÃO DAS HISTÓRIAS PELOS MENORES também será realizada na Fundação Casa Onix (SP).
1. Débora Gobitta - Cocriadora, corroteirista e codiretora Débora Gobitta é formada em Cinema e atua como roteirista e diretora desde 2009. Seja na ficção ou no documentário, seu interesse é por histórias incomuns, personagens complexos e multifacetados. O compromisso, além de entreter, é informar e transformar. Foi uma das diretoras selecionadas pelo Selo Elas, em 2019, com o projeto em desenvolvimento do filme Aurora (suspense, 90’). Atualmente exerce a curadoria do Centro de Arte Multimídia Casa das Máquinas, que será inaugurado em 2025 na cidade do Porto, em Portugal. Em 2021, realizou seu primeiro longa-metragem, Liberta! (documentário, 90'), sobre a literatura como transformação social no sistema prisional, lançado dia 24 de outubro de 2024 na Mostra Internacional de São Paulo. Até o momento o filme foi selecionado nos festivais: Santos Film Fest, Mostra Humanidades; Festival Internacional de Cine de Los Derechos Humanos – Bolívia e no Under Our Skin International Film Festival on Human Rights - Quênia. É Cocriadora e roteirista do videocast “Direito de Sonhar”, apresentado pelo rapper Dexter (Pod360, 2024) que será lançado em novembro de 2024 nas principais plataformas. 2. Gisélia de Sá Trajano - Apresentadora/host e facilitadora Poeta, slammer e escritora, sobrevivente do sistema carcerário, onde conheceu a poesia com os ativistas do Sarau Asas Abertas e descobriu o talento para a improvisação e a declamação. Autora do livro “Quem Saberia Perder” (editora Trovoar, 2022), publicou em três coletâneas poéticas, participa de palestras, mesas e debates sobre literatura no cárcere, é bicampeã do “Slam do Grito” e membro da Academia Brasileira de Letras do Cárcere. Foi assistente de roteiro da 2a temporada da série “No Corre” (Multishow, 2024). 3. Marina Lima de Souza - Cocriadora, corroteirista e codiretora Marina Lima é roteirista, pesquisadora de conteúdo e escritora formada em Direito (PUC-SP) e Comunicação Social (UNIBO, Itália) e pós-graduada em Roteiro para Cinema e TV (FAAP). Trabalhou em produções audiovisuais na Itália, Bélgica e Reino Unido em diferentes funções, da pré à pós-produção. Começou os estudos em roteiro na Université Libre de Bruxelles em 2008 e concluiu sua formação na Roteiraria em 2017. Cocriadora e roteirista do podcast “Direito de Sonhar”, apresentado pelo rapper Dexter (Pod360, 2024), roteirista do programa “Ligados & Integrados: Vida no Campo” (Canal Rural, 2023-24), da minissérie documental “Planeta Campo” (Canal Rural, 2022) e do reality show “SOS Salvem o Salão” (GNT, 2017) e colaboradora de roteiro dos longas-metragens de ficção “Maria do Caritó” (dir. João Paulo Jabur, 2019) e “Marighella” (dir. Wagner Moura, 2021). Escreveu e dirigiu a minissérie documental “Sobre Crimes e Castigos” (Canal Curta!, 2015) e o curta-metragem de ficção “Telefone Sem Fio” (2018). Atualmente, escreve roteiros corporativos, de branded content e de podcasts para produtoras e agências de publicidade, atendendo clientes como Unilever, Nestlé, Meta, Electrolux, Gilead, Corteva, Arezzo e Chevrolet. Em 2020, publicou seu primeiro livro de contos, “Entre a Memória e o Delírio”, pela editora Patuá, e, em 2025, publicará seu primeiro romance, “Notas da Mamãe Morrente”, pela editora Reformatório. 4. Silvia Prado - Produção Executiva É graduada em História (PUC) e Cinema (Faap) e pós-graduada em Film & TV Business (FGV).Em 1988 montou a produtora Cinema Animadores e desde 2008 atua como produtora executiva associada à Conteúdos Diversos Produções, e desde então, produziu inúmeros curtas metragens, séries para TV, documentários e também um filme de ficção. Desde 2004 participa regularmente de festivais e eventos dirigidos ao mercado internacional de audiovisual no Brasil, América do Norte, América Latina e Europa. É membro ativo de diversas associações de classe: APACI, Bravi, Siaesp (do qual fez parte da diretoria entre 2012 e 2018), UPEX (União Nacional dos Produtores Executivos), + Mulheres Lideranças do Audiovisual, Era Transmídia e Abranima (entidade que congrega produtoras de animação de todo o país, fundada em 2018 – onde é sócia fundadora). Entre os prêmios recebidos por seus trabalhos estão o Prix Jeunesse Internacional, ComKids, Mostra de Cinema de Florianópolis, Fici, Meus Prêmios Nick, Ventana Sur/Interactuar, Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Paulinia, Prêmio FIESP/SESI, Festival Corti A Sud na Itália e Festival Animation Awards.
PROJETO ARQUIVADO.