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PRONAC 2413290Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Festival Kizomba

MEGAFAUNA LIVRARIA LTDA
Solicitado
R$ 539,8 mil
Aprovado
R$ 539,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-01-01
Término
2028-12-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Visamos a realização da segunda edição do Festival Kizomba, que consiste em uma uma programação de debates e apresentações artísticas na cidade de São Paulo, com curadoria dos artistas angolanos Kalaf Epalanga e Nástio Mosquito, fundadores do Kizomba Design Museum. (Produto Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage)

Sinopse

O Festival Kizomba marca a segunda edição de um evento cultural vibrante e multifacetado, dedicado a explorar a Kizomba não apenas como expressão artística, mas como um movimento catalisador de ideias, reunindo pessoas que encontram na arte um poderoso elo de conexão. Organizado pelo Kizomba Design Museum, uma plataforma itinerante fundada pelos artistas angolanos Kalaf Epalanga e Nástio Mosquito, o festival se propõe a ser um espaço dinâmico de diálogo e reflexão no coração de São Paulo. A Kizomba, originária de Angola, é mais do que um gênero musical ou uma dança; é uma celebração da vida, uma expressão cultural que transcende fronteiras. Nascida do kimbundu, língua bantu que significa "festa", a Kizomba evoluiu de suas raízes angolanas para se tornar um fenômeno global, especialmente forte nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e suas diásporas. Esta edição do festival adquire um significado especial ao coincidir com o cinquentenário das independências dos PALOP. Este marco histórico constitui um tema central do evento, oferecendo uma oportunidade única para reflexão e análise. O festival destaca o papel pioneiro do Brasil, que foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola em 1975, sublinhando a importância histórica deste gesto diplomático. Além disso, propõe-se a examinar as profundas transformações culturais, sociais e políticas ocorridas ao longo destes 50 anos, explorando como estas mudanças se manifestam nas expressões artísticas contemporâneas. O Festival Kizomba se inspira e dá continuidade a importantes momentos do intercâmbio cultural entre Brasil e África. Rememora iniciativas históricas como o Projeto Kalunga de 1980, quando um grupo de 60 artistas brasileiros, incluindo Chico Buarque, Dorival Caymmi e Clara Nunes, realizou apresentações memoráveis em Angola, solidificando laços culturais num período crítico pós-independência. O festival também se baseia no êxito da primeira edição do Kizomba Design Museum em 2023, realizada em paralelo à 35ª Bienal de São Paulo. Nessa ocasião, 30 artistas e intelectuais dos PALOP se reuniram na capital paulista para ampliar os diálogos culturais transatlânticos, com a Kizomba como elo de conexão e motor dessas trocas. A programação do festival abrangerá uma ampla gama de expressões artísticas e intelectuais. Haverá mesas de debate que abordarão temas como literatura africana e afro-brasileira, o papel da música na construção de identidades culturais, e discussões teóricas sobre pan-africanismo e descolonização. As apresentações musicais destacarão artistas contemporâneos de Angola e Cabo-Verde, com participações especiais de músicos brasileiros. O festival também contará com performances de dança e leituras de poesia, proporcionando uma experiência imersiva que evidencia a profundidade e a diversidade das culturas africanas e afro-diaspóricas. Com um enfoque especial no diálogo entre as tradições angolanas e brasileiras, o evento buscará explorar as intersecções históricas e contemporâneas que ligam esses dois países, unidos pela língua portuguesa e por narrativas entrelaçadas de resistência, criatividade e reinvenção cultural.

Objetivos

OBJETIVO GERAL O Festival Kizomba em São Paulo visa enriquecer as discussões teóricas e manifestações artísticas da cultura Kizomba, destacando sua importância como expressão cultural angolana e diaspórica. Com uma curadoria dedicada, o evento propõe um diálogo profundo sobre os 50 anos de independência dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), criando um espaço de reflexão no Brasil, primeiro país a reconhecer a independência de Angola. O conceito "Ondjango", um princípio ancestral de diálogo aberto e circular, servirá como pilar poético do evento. Inspirado pela história Brasil-Angola, este conceito convida participantes a explorar questões contemporâneas e históricas através do encontro e da conversa, honrando tradições de comunicação e comunidade. O festival assim reconhece e explora as rotas e narrativas entrelaçadas que moldaram as identidades transatlânticas africanas. O evento também tem como objetivo destacar o trabalho de pensadores e artistas contemporâneos desses países, criando pontes entre territórios conectados pela língua e pelas raízes africanas que moldam suas identidades e culturas. Ao atrair um público diversificado — composto por educadores, estudantes e pesquisadores —, o festival ampliará o alcance da Kizomba, reafirmando seu papel como uma plataforma de expressão cultural e reflexão crítica sobre as questões contemporâneas. Desta forma, o Festival Kizomba visa consolidar o Kizomba Design Museum como um espaço de pesquisa, criação e memória, catalisando novas perspectivas sobre os princípios pan-africanistas defendidos por intelectuais como Abdias do Nascimento e Amílcar Cabral. O evento se configurará como um laboratório vivo de novas epistemologias e modos de existência, inspirando uma visão de futuro que, embora enraizada na ancestralidade, se mantém atenta às transformações sociais e culturais do presente. OBJETIVOS ESPECÍFICOS O evento contará com no mínimo seis mesas de debates e duas apresentações musicais, distribuídas ao longo de dois dias de programação. A princípio, o programa será realizado nos auditórios do Cultura Artística, em São Paulo. O perfil dos convidados incluirá acadêmicos, artistas, ativistas e pensadores contemporâneos dos países lusófonos, destacando vozes que representem a diversidade e riqueza cultural desses territórios. Haverá um equilíbrio entre perspectivas históricas e visões inovadoras sobre o futuro. As apresentações musicais do festival serão cuidadosamente selecionadas para destacar a riqueza da música africana e da diáspora, abrangendo tanto o tradicional quanto o moderno. Os artistas convidados serão aqueles que, em seu trabalho, integram harmoniosamente elementos tradicionais e contemporâneos, proporcionando ao público uma experiência única que conecta o passado e o presente da cultura musical dos PALOP. O festival oferecerá aulas de dança inspiradas na Kizomba. O festival espera atrair um público diversificado de cerca de 1.800 pessoas, composto por educadores, estudantes, pesquisadores, artistas e entusiastas da cultura africana e lusófona. Além das atividades presenciais, está previsto o registro em vídeo e a disponibilização gratuita do conteúdo, por um período de no mínimo 12 meses, ampliando o alcance e impacto do projeto. Todas as atividades contempladas na proposta ora apresentada serão gratuitas.

Justificativa

Para a realização do projeto, a utilização da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura é imprescindível, pois somente assim será possível a busca de recursos na iniciativa privada e apresentação gratuita para um público amplo e diverso. Ao promover conteúdo cultural de qualidade e gratuitamente, o projeto ora apresentado se enquadra na Lei no. 8.313 de 23/12/1991 em seu artigo 1o. em diversos incisos, entre eles: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Para o cumprimento dessas finalidades, este projeto atende aos objetivos do seguinte inciso do artigo 3o da mesma lei: IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais mediante: b) Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos. V - Apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado do Turismo, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura.

Especificação técnica

O Festival Kizomba 2025 apresentará uma programação rica e diversificada, cuidadosamente curada para celebrar a cultura africana e afro-diaspórica no contexto histórico do cinquentenário das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Estrutura do Evento6 mesas de debate (duração: aproximadamente 1h15 cada)2 apresentações musicais (duração: aproximadamente 1h10 cada) Possíveis temas para mesas de debateA Kizomba como expressão cultural e sua influência global;O pan-africanismo e seu impacto no Brasil e nas sociedades PALOP;A universalidade das ideias de Abdias do Nascimento e Amílcar Cabral;A diáspora africana no Atlântico Negro e suas manifestações culturais;O papel da arte e da cultura na construção de identidades transatlânticas;Desafios e oportunidades para os países lusófonos no cenário global contemporâneo. Local e EspaçosA princípio, o evento será realizado no Teatro Cultura Artística, localizado na região central de São Paulo, podendo contar com os seguintes ambientes: Auditório Térreo- Capacidade: até 150 pessoas- Função: área destinada às mesas de debate, proporcionando um ambiente mais intimista para discussões e apresentações literárias Sala de Concertos- Capacidade: até 400 pessoas (meia plateia) ou 700 pessoas (plateia completa)- Função: Palco principal para as apresentações musicais com artistas angolanos e cabo-verdianos, além de convidados especiais da cena musical brasileira. Foyer- Função: Espaço dinâmico para workshops de dança e leituras de poesia, fomentando a interação direta entre artistas e público. A depender das negociações com o Cultura Artística e/ou com outros espaços culturais da cidade de São Paulo, a serem detalhadas ao longo dos processos de produção do projeto, os organizadores podem vir a optar por levar a programação a outros espaços da cidade. Nesse caso, os organizadores se comprometem a buscar locais de fácil acesso e adequados para circulação de pessoas com mobilidade reduzida. PúblicoEntrada gratuita para toda a programaçãoPúblico-alvo: estimativa de no mínimo 1800 pessoas, entre educadores, estudantes, pesquisadores, artistas e entusiastas da cultura africana e afro-diaspórica Alcance Todas as mesas de debate serão registradas em vídeo e disponibilizadas nos canais digitais dos organizadores por um período de no mínimo 12 meses, contando com interpretação em LIBRAS. A iniciativa amplia o impacto do festival, permitindo que o diálogo cultural estabelecido pelo evento alcance um público ainda maior, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Este formato do Festival Kizomba 2025 foi concebido para criar um ambiente imersivo e educativo, promovendo o intercâmbio cultural e celebrando a riqueza da herança africana e sua influência global.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE FÍSICA: O auditório onde serão realizados os eventos é adequado ao acesso de pessoas com mobilidade reduzida. O local dispõe de banheiros adaptados para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. O acesso ao auditório conta com circulação adequada para cadeirantes. A plateia do auditório é adequada para cadeirantes, com lugares reservados para cadeirantes e para seus acompanhantes. Itens da planilha orçamentária: não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: O conteúdo dos encontros que compõem o programa é acessível a deficientes visuais; Os organizadores comprometem-se a publicar vídeos com audiodescrição com registros das 6 mesas que compõem o projeto; Itens da planilha orçamentária: registro videográfico com audiodescrição (inserido nos Custos Vinculados de Divulgação). ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Os organizadores se comprometem a oferecer interpretação em LIBRAS nas 06 mesas que compõem o programa; Os organizadores garantem que as 06 mesas que compõem o programa tenham registro videográfico com interpretação em LIBRAS; Itens da planilha orçamentária: Intérprete de LIBRAS; registro videográfico com interpretação em LIBRAS (inserido nos Custos Vinculados de Divulgação).

Democratização do acesso

Todas as ações terão entrada gratuita. Além das atividades presenciais, está previsto o registro em vídeo e a disponibilização gratuita do conteúdo, por um período de no mínimo 12 meses, ampliando o alcance e impacto do projeto. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no inciso V do Art. 30 da IN no. 11/2024, a saber: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição.

Ficha técnica

MEGAFAUNA - Realização e proponência do projeto O projeto será realizado pela Livraria Megafauna. Desde sua inauguração, em novembro de 2020, a Megafauna vem se consolidando como um espaço de encontros culturais, com uma programação contínua de eventos literários. A livraria se tornou um ponto de referência na cena cultural paulistana, sendo reconhecida por escritores, editores e leitores como um lugar de debates, leituras e apresentações artísticas que promovem o livro e a literatura. Sempre trabalhando em defesa do livro, também realiza projetos como podcasts, curadoria de programações, publicações e colunas de crítica literária. A Proponente não será remunerada pelo projeto, sendo dela a Direção Geral e a Gestão Administrativo Financeira, incluindo todo o processo decisório do projeto. KALAF EPALANGA E NÁSTIO MOSQUITO - Concepção e curadoria Kalaf Epalanga (1978) é um escritor e músico nascido em Benguela, Angola, e radicado em Berlim. Co-fundador da editora discográfica Enchufada e membro da banda Buraka Som Sistema (em hiato desde 2016). Escreveu crônicas para o jornal O Público, GQ Magazine (Portugal), REDE Angola e para a revista literária brasileira Quatro Cinco Um. Foi também curador dos festivais literários African Book Festival 2021 em Berlim e Africa Writes 2023 em Londres. Publicou no Brasil, pela Todavia, os livros Minha Pátria é a Língua pretuguesa e Também os Brancos Sabem Dançar. O artista multimídia e elucidador Nástio Mosquito é conhecido por performances, vídeos, música e poesia que mostram um intenso compromisso com a celebração da dignidade humana. Facilmente interpretada como uma espécie de cansaço e julgamento mundial, é sim, a expressão extraordinária de um desejo urgente de se envolver com a realidade a todos os níveis.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.