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PRONAC 2413298Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Requalificação da Infraestrutura e Acervo da Biblioteca Bastos Tigre da ABI

ASSOCIACAO BRASILEIRA DE IMPRENSA
Solicitado
R$ 4,92 mi
Aprovado
R$ 4,92 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Intervenções em bens imóveis tombados/acautelados
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Conservação de equipamento cultural
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
RIO DE JANEIRO
Início
2025-02-10
Término
2026-09-10
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto vai restituir ao público, profissionais de imprensa e estudantes uma biblioteca adequada à pesquisa e acesso a um acervo que muito contribui para a preservação da memória do jornalismo no Brasil, por meio da obra de reforma e da equipagem desse importante espaço cultural. Prevê recuperar o Centro de Memória da ABI e inventariar seus documentos. Digitalizar documentos. Produzir registros videográficos sobre o Centro e a Biblioteca. Atividades culturais estão previstas para a divulgação do acervo: Rodas de Conversa, edição de Páginas Virtuais, Palestras, Oficinas, Concurso e uma Exposição. O projeto traz o público universitário para participar ativamente por meio de convênios com Universidades. Acessibilidade na adequação do espaço e na mobilização dos PCDs para as ações do projeto. O sítio na internet será feito em plataforma com recursos de acessibilidade visual e auditiva. As atividades terão tradução em Libras e serão publicadas nas redes sociais com esses mesmos recursos.

Sinopse

4 – Produto - Preservação e Revitalização do Centro de Memória da ABI Após inventariar e reestruturar os materiais arquivísticos e iconográficos do Centro de Memória, serão identificados os de maior relevância, por meio de uma curadoria. para que esse material seja exposto e faça parte de uma exposição permanente do Centro de Memória. Atas do período de fundação da ABI, Estatuto e Regimento Interno da associação, datados de 1926 e 1929, áudios de entrevistas feitas com jornalistas renomados como Samuel Wainer, Origenes Lessa, Ferreira Gullar e Alberto Dines, são previstos estarem em destaque. O registro videográfico sobre “Centro de Memória” terá o conteúdo: - Narração de um breve histórico do Centro, as perdas e aquisições ao longo do tempo, os principais documentos identificados durante o inventário, a edição das entrevistas realizadas pela ABI com jornalistas renomados que abordam a importância do Centro de Memória para a preservação dos documentos significativos sobre a história da ABI. Entrevistas com personalidades que participaram da história da ABI. Registro dos principais documentos. O registro videográfico sobre “História da BBT” terá como conteúdo: – O roteiro deve prever um narrador convidando o público a conhecer a história da biblioteca e seu acervo, introduzindo gradativamente a história da BBT. O vídeo terá entrevistas com jornalistas ligados a biblioteca, como os doadores Mario Aizen (historiador e pesquisador) e Cássio Loredano (caricaturista), entre outros, vai reproduzir os registros da obra de requalificação da BBT e sua evolução (making off) e o resultado final da reforma. 5 – Produto - Rodas de Conversa “Jornalismo e Contemporaneidade” Rodas de Conversa - A partir de temas abordados pelos periódicos do acervo da BBT, serão selecionados assuntos que se perpetuam ao longo dos tempos na imprensa brasileira, como: Educação no Brasil, Eleições, Amazônia, Carnaval do Rio, Diversidade e Moda. As rodas vão buscar debater sobre como os acervos foram construídos ao longo do tempo e como estão sendo tratadas as questões contemporâneas que irão formar os acervos futuros. Carga horária 1:30h. Palestrantes serão definidos posteriormente. Palestras “Biblioteca em Movimento” - seguidas de debate, em universidades e associações de comunidades de baixa renda, no Rio de Janeiro, terão como conteúdo os mesmos temas trazidos nas Rodas de Conversa. Carga horária 1:30h. Páginas virtuais - entrevistas, artigos e textos produzidos por universitários a respeito dos temas relacionados ao acervo da BBT, como: cultura, esporte, política, dentre outros. Os temas serão definidos em parceria com a equipe da ABI e da biblioteca e o material produzido será supervisionado por um jornalista responsável. As páginas vão reunir grupo de matérias por assunto. Ao produzir esse material e disponibilizá-los no site, ficarão permanentemente acessíveis à pesquisa. 6 – Produto - Oficinas de Letramento Midiático BBT Conteúdo - as oficinas vão desenvolver metodologias de pesquisa e consulta ao acervo físico e digital, servem também para checagem de informações, estimulando dessa forma o senso crítico dos participantes e demostrando a necessidade de adequações em uma era tecnológica. Palestrantes serão definidos posteriormente. Carga horária 2:00h.

Objetivos

O projeto de Requalificação da Infraestrutura e Acervo da Biblioteca Bastos Tigre da ABI tem como principal objetivo reestruturar a Biblioteca Bastos Tigre (BBT) da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) englobando suas instalações e operacionalização, atendendo às suas melhorias físicas, a salvaguarda, conservação, preservação e disseminação do acervo arquivístico da entidade, um patrimônio histórico brasileiro. Como objetivos específicos, o projeto prevê: 1 _ Produto - Bem Imóvel - Obra de Reforma e de Requalificação da BBT (principal) - Promover a reforma das instalações da Biblioteca Bastos Tigre, com duração de 18 meses, adequando sua estrutura às práticas modernas de bibliotecas acerca da iluminação, climatização, divisão dos espaços e acessibilidade, além do tratamento de obras raras e do mobiliário. Modernizar a parte elétrica, hidráulica, recuperar e impermeabilizar as partes danificadas. 2 _ Produto - Aparelhagem e Equipagem para a Manutenção do Acervo da BBT - Adquirir o mobiliário e equipamentos adequados para o serviço de referência da unidade, do guarda volume e para o setor de processamento dos itens que chegam ao acervo, a partir da nova divisão e disposição dos espaços. Adquirir os computadores, as TVs, os equipamentos de audiovisual e demais itens que farão parte da estrutura da biblioteca e do Centro de Memória. 3 _ Produto - Inventário do Material do Centro de Memória da ABI - Promover o inventário dos documentos que hoje fazem parte do Centro de Memória e que estão sem registro, permitindo que, a partir dessa catalogação o Centro possa receber, posteriormente, novos documentos, dar continuidade aos seus registros e acesso aos dados e materiais arquivísticos. A partir dessa catalogação será possível selecionar os documentos mais relevantes que farão parte de uma exposição permanente no Centro de Memória da ABI. 4 _ Produto - Preservação e Revitalização do Acervo Cultural - Reestruturar o Centro de Memória, organizando e preservando seu acervo cultural, identificar os materiais arquivísticos e iconográficos relevantes, por meio de uma curadoria. Visitação prevista de 1.000 (um mil) pessoas ao longo do projeto. Traduzir a identidade institucional com base nos eixos temáticos definidos no projeto curatorial, por meio de um ambiente que concilia a guarda e a exposição permanente do acervo reunido pela Associação, ao longo de sua trajetória. - Desenvolver um sitio de internet cuja a principal função é a de disponibilizar ao público um banco de dados com todas as referências disponíveis na biblioteca, tanto de livros como de periódicos, assim como todo o material digitalizado pelo projeto. Tem também o objetivo de manter atualizado toda a programação e conteúdo dos eventos previstos, com visualização aproximada de 3.000 (três mil) pessoas ao longo do projeto - Digitalizar 52.000 (cinquenta e dois mil) páginas de periódicos alternativos que ainda não foram digitalizados por nenhuma outra instituição, 1.500 (um mil e quinhentos) fotografias e 2.204 (duas mil, duzentos e quatro) páginas de Atas da ABI, com OCR para busca. - Produzir os registros videográficos do Centro de Memória, com, no mínimo, 8 (oito) minutos de duração, com visualização aproximada de 1.000 (um mil) pessoas ao longo do projeto e o registro videográfico sobre a "História da BBT" com, aproximadamente, 5 (cinco) minutos de duração, disponibilizado no site, nas redes sociais e nos eventos promovidos pela biblioteca para um público total previsto de 3.000 (três mil) pessoas. 5 _ Produto - Rodas de Conversa "Jornalismo e Contemporaneidade" - Promover 8 (oito) Rodas de Conversa com 1 (um) mediador e, no mínimo, 2 (dois) outros profissionais, com duração de aproximadamente, 1:30h cada, para um público presencial previsto de 80 (oitenta) pessoas, gravar os eventos e disponibilizar nas redes sociais e no site atingindo, no mínimo, 2.400 (duas mil e quatrocentos) pessoas ao longo do projeto. Esses eventos irão contar com a parceria entre a ABI e as universidades de comunicação, jornalismo e outras áreas relacionadas. - Criar, apurar e editar 8 (oito) páginas virtuais (blogs) com os mesmos conteúdos temáticos tratados nas Rodas de Conversa contendo, aproximadamente, 10 artigos cada publicação. Enviar para um mailing de, no mínimo, 2.500 (dois mil e quinhentos) pessoas, por edição. Os artigos serão produzidos por, no mínimo, 8 (oito) alunos universitários por e supervisionados por um coordenador jornalista responsável e disponibilizados no site. Essa iniciativa irá contar com a parceria entre a ABI e as universidades de comunicação, jornalismo e outras áreas relacionadas. - Promover 8 (oito) palestras "Biblioteca em Movimento" seguidas de debate em universidades e associações de comunidades de baixa renda, no Rio de Janeiro, com duração de 1:30h, sobre os mesmos temas trazidos nas Rodas de Conversa, com a participação de no mínimo, 2 (dois) profissionais que se envolveram também nessas atividades. Esses eventos devem atingir, no mínimo, 350 (trezentos e cinquenta) participantes no total. 6 _ Produto - Oficinas de "Letramento Midiático BBT " - Realizar 6 (seis) oficinas, com 2:00h (duas) de duração, para grupos de, no mínimo, 25 (vinte e cinco) participantes, total de 150 (cento e cinquenta) entre alunos e profissionais de comunicação e outras áreas de interesse. Gravar, editar e divulgar nas redes sociais e no site, com visualização prevista de 2.400 pessoas. Esses eventos irão contar com a parceria entre a ABI e as universidades de comunicação, jornalismo e outras áreas relacionadas. 7 _ Produto - Concurso de Produção de Artigos e Charges - Promover um concurso para, no mínimo, 300 alunos de comunicação, envolvendo, no mínimo, 15 (quinze) Universidades do Estado do Rio de Janeiro e de outros estados do Brasil, sobre um tema a ser definido posteriormente; compor um jurado de 5 (cinco) jornalistas para avaliação dos trabalhos recebidos. Selecionar e premiar os 3 (três) melhores artigos e as 3 (três) melhores charges. Divulgar no site, atingindo, aproximadamente, 1.500 (um mil e quinhentas) pessoas. 8 _ Produto - Exposição Cultural Realizar 1 (uma) exposição, com permanência de dois meses, com público presencial previsto de 200 (duzentas) pessoas ao longo do projeto, sendo a primeira delas comemorativa pela Requalificação da BBT e sua reabertura ao público. O evento será gravado e disponibilizado nas redes sociais e no site, com previsão de 1.000 (um mil) visualizações.

Justificativa

Estamos convictos de que esse projeto se enquadra no Art. 18. da Lei Rouanet na medida que busca preservar um patrimônio cultural e incentivar atividades dessa natureza. A Biblioteca Bastos Tigre está localizada no 12º andar do edifício-sede da Associação Brasileira de Imprensa _ ABI, no Centro do Rio de Janeiro, um patrimônio reconhecido de domínio público como um bem tombado por Decreto-lei em 1937. Ao propor requalificá-la estamos contribuindo para preservar um patrimônio cultural importante para a cidade do Rio de Janeiro. Ao revitalizá-la, tornando-a um local de troca de conhecimento, estamos indo ao encontro da necessidade e direito de toda a população em ter acesso à cultura de forma abrangente. Parcerias importantes com universidades de Comunicação e Jornalismo e outras áreas afins, vão garantir que os estudantes façam parte da revitalização da BBT como protagonistas desse processo, além de trazê-los para a vida associativa da ABI, contribuindo assim para o fortalecimento da entidade. O projeto prevê ainda dar condições e promover uma efetiva mobilização de pessoas com diversas deficiências para que elas participem de todas as atividades propostas, atendendo assim ao ART 1º incisos I, VI e VIII da Lei 8.313/91. As intervenções propostas irão além da reforma do seu espaço físico. Elas garantirão mais segurança para o acervo e acessibilidade. A partir de uma estrutura mais adequada, será promovida uma programação regular que envolva a unidade, restituindo a biblioteca para o usufruto de jornalistas, universitários e público em geral, sem restrições. Dessa forma atendendo o Art 3º inciso II alínea c e inciso II alínea a, b da Lei 8.313/91. A trajetória da Biblioteca Bastos Tigre se funde com a história da ABI desde sua criação até a atualidade. Criada em 1911 com o objetivo de reunir os melhores autores estrangeiros e nacionais, especialmente aqueles que se ocupam com o jornalismo. À época a biblioteca se organizou a partir de obras que foram sendo cedidas pelos sócios, editores, livrarias, outras bibliotecas e o governo americano. Em 1918 a biblioteca já possuía 3.262 volumes encadernados e catalogados, 2.800 fascículos e volumes de publicações norte americanas e 740 folhetos de miscelânea dos quais 200 eram reunidos em volume. Atualmente, conta com um acervo de 26.193 volumes, 21.723 títulos de livros e 10.296 títulos de periódicos e possui ainda diversos livros de literatura e primeiras edições de autores brasileiros. Nela consta uma vasta, importante e pouco lembrada parte da história da imprensa brasileira. Jornalistas, historiadores e qualquer pessoa que queira saber mais sobre o Brasil do final do século 19, e as primeiras décadas do século 20, encontram em seu acervo os mais diversos tipos de periódicos, entre jornais e revistas, que traçam um amplo panorama dos primórdios do jornalismo no país. A diversidade do acervo inclui tanto raridades como a Revista Illustrada, semanário abolicionista e republicano publicado a partir de 1876, como os três números zero da revista Placar, lançada pela Editora Abril em março de 1970. Dispõe ainda de publicações fundamentais da história da imprensa brasileira na segunda metade do século 20, como O Cruzeiro, Manchete, Pasquim, Veja e IstoÉ, entre muitas outras. A biblioteca mantém uma seção de obras raras com títulos até mesmo do século 18, como o Traité des Prescriptions, de l´Aliénation de Biens de l´Église et des Dixmes, editado na França em 1786, com aprovação e privilégio do rei Luís 16. Do século 19, uma edição mexicana de 1852 de Viaje Pintoresco al Rededor del Mundo, do botânico e explorador francês Jules Dumont d´Urville e obras em português que incluem Historia da Litteratura Brazileira, de Sylvio Romero, editado em 1888 e Historia Financeira e Orçamentaria do Império do Brazil Desde a Sua Fundação, de Liberato de Castro Carreira, de 1889. A Bastos Tigre oferece ainda um vasto acervo de livros, com cerca de 22 mil títulos, entre obras sobre jornalismo e comunicação, política, direito, sociologia, antropologia, religião e outros temas, além de romances. Todo esse acervo precisa ser melhor preservado, receber tratamento técnico específico para se tornar acessível, dado o seu grande valor histórico e cultural. As instalações da biblioteca precisam de reforma e modernização, sua infraestrutura deve ser readequada para a melhor guarda do seu acervo e acolhimento do público. Ao longo dos anos, alguns fatores foram responsáveis pela atual situação em que se encontra a biblioteca: as constantes mudanças fizeram com que parte do acervo fosse se perdendo; um princípio de incêndio que danificou vários itens da coleção e a falta de investimentos na infraestrutura, na segurança e conservação dos exemplares e na gestão da unidade. A ausência de atividades na unidade acaba por deixá-la fora das redes sociais e das notícias gerais da ABI, causando pouca integração entre a biblioteca e as demais áreas da Associação. Além disso, os recursos tecnológicos para acesso ao acervo da biblioteca são ineficientes. Há pouco material digitalizado e inexpressiva conexão com outras unidades externas, obstáculos que formam uma barreira à democratização da informação. O Centro de Memória da ABI, localizado no espaço da biblioteca e sob sua responsabilidade, está fechado por falta de recursos humanos e financeiros, com registros de seu material documental e iconográfico incompletos. Essas, entre outras, são deficiências que o projeto irá contemplar. A soma desses fatores resulta em um espaço que demanda atenção e investimento. Precisamos dispor de Mecanismos de Incentivo para que a Biblioteca Bastos Tigre volte a assumir seu papel fundamental de disseminação da cultura e de preservação e divulgação da memória do jornalismo brasileiro, responsável por registrar os fatos mais relevantes e históricos de nosso país e do mundo, ao longo dos últimos séculos. O projeto de requalificação e revitalização da biblioteca será de enorme importância para a cultura de nosso país, assim como para a classe jornalística, como para pesquisadores, historiadores, estudantes e o público em geral, na medida que as atividades propostas pelo projeto estarão contribuindo para o letramento midiático de um público em formação, como forma de combater fake news e a robótica, tão presentes no momento atual, que tiram a fidedignidade dos fatos tratados pela imprensa. A Biblioteca Bastos Tigre guarda hoje um verdadeiro tesouro, desconhecido por muitos. É esse tesouro que esse projeto quer difundir a partir da sua requalificação, fortalecendo assim a nossa democracia ao se firmar como um instrumento de aferição da verdade e de disseminação da cultura.

Especificação técnica

– Preservação e Revitalização do Centro de Memória da ABI A proposta expográfica será calcada nos critérios de atratividade, acessibilidade e durabilidade necessários em exposições de longa duração. Os dispositivos de armazenamento e disponibilização do acervo serão projetados considerando as práticas recomendadas para a salvaguarda dos originais. A higienização e o acondicionamento são ações de conservação preventiva necessárias para garantir a integridade física dos elementos que constituem o acervo, promovendo o prolongamento da vida útil dos mesmos e possibilitando a preservação a longo prazo. O acondicionamento dos originais será realizado considerando as dimensões e especificidades de cada item, com a adoção de materiais de permanência museológica e arquivística. - Registros videográficos em formato 4K. - Digitalização do Acervo Cultural da BBT A digitalização será realizada com o uso de equipamento fotográfico e iluminação adequada para manter as características dos originais, sem manipulação de imagem, apenas ajustes de equilíbrio cromático e enquadramento. O material será fotografado individualmente, com uso de régua milimetrada, escala de cor e código identificador. Os arquivos gerados receberão a identificação de acordo com o código atribuído na etapa de inventário, para correlação entre os originais e os seus respectivos representantes digitais. O produto a ser entregue é constituído do seguinte conjunto de arquivos, armazenado em HD externo: arquivo tiff, 300 ppi, 8 bits, rgb; arquivo pdf, 150 ppi; e arquivo jpeg, 150 ppi, jpeg.

Acessibilidade

A acessibilidade aos espaços, aos conteúdos e a programação cultural previstos nesse projeto derivam de diversas atitudes e ações que permitem que todos os grupos de pessoas possam usufruir de seus produtos, sem distinção de qualquer natureza. Atendendo aos Artigos 27 e 28 da Instrução Normativa 11, de 30/01/2024. O projeto propõe a requalificação e revitalização da biblioteca que está localizada no 12º andar da sede da ABI. O prédio possui rampa de acesso da rua aos elevadores, assim como os elevadores que chegam à biblioteca são acessíveis à cadeirantes. Toda a área da biblioteca é plana, está no mesmo nível dos elevadores, não oferecendo nenhum tipo impedimento ao seu acesso. Além da acessibilidade arquitetônica do espaço físico correspondente à biblioteca, o projeto prevê uma mobilização proativa de pessoas com deficiências de várias naturezas: visual, auditiva, com visão subnormal e de mobilidade, convocando-os a participar dos eventos e demais atividades propostas durante sua execução, criando assim uma rotina de visitação à BBT para esse público. O site da BBT, previsto no projeto, também será pensado com um layout e uma paleta de cores que organize e facilite a recuperação das informações da forma mais inclusiva possível. Ele será desenvolvido em uma plataforma que oferece ferramentas seguras e de acessibilidade, com plugins que atendam as necessidades de PCDs visuais e auditivos. O material de divulgação dos produtos culturais gerados pelo projeto irá conter informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade. A acessibilidade também estará presente nos seguintes produtos do projeto: 1 – Bem Imóvel – aquisição e/ou obra (Restau./ Constr./ Reform/ Preserv. (principal) Medidas de acessibilidade física: - Banheiro para PCD; - Sinalização tátil no piso; - Bancada de informação e guarda volume com altura reduzida e pré-estabelecida para facilitar que cadeirante consiga acessar os móveis com facilidade; - Placas e sinalização em Braille; - Portas de acesso e vãos livres dentro da biblioteca com larguras mínimas permitidas para circulação de uma cadeira de rodas, obedecendo normas da ABNT; - Mapa tátil, indicando as áreas da biblioteca. 2 – Modernização e Aparelhagem dos Espaços Culturais e Equipagem para a Manutenção do Acervo Medidas de Acessibilidade física: - Todo o mobiliário atenderá as Normas ABNT permitindo o acesso igualitário a todos 3 – Inventário de Patrimônio Material Medidas de Acessibilidade Atitudinal O inventário propicia não somente a identificação e catalogação dos materiais existentes, tornando-os acessíveis à sua recuperação como permite uma melhor distribuição do acervo do Centro de Memória aumentando a possibilidade de uso de recursos para PCDs. Mas também permite que sejam selecionados os documentos mais expressivos que irão compor a exposição permanente do Centro de Memória. 4 – Preservação de Acervo Cultural Medidas de Acessibilidade física: - Por fazer parte da área da biblioteca, o Centro de Memória será contemplado com as mesmas medidas de acessibilidade arquitetônicas relacionadas no produto Obra. Medidas de Acessibilidade para PCDs Visuais: - O Centro de Memória será reestruturado para ter como função a guarda dos documentos e materiais iconográficos relevantes da Associação Brasileira de Imprensa, manterá uma exposição permanente onde as obras terão QR Codes de autodescrição e descrição em Braille. - A consulta aos documentos digitalizados será feita através de uma plataforma que permita a utilização de letras dinâmicas, recursos de leitura por voz e/ou outros recursos de acessibilidade visual contidas no Sistema Operacional do dispositivo utilizado. Medidas de Acessibilidade para PCDs Auditivos: - Os registros videográficos terão tradução em Libras 5 – Seminários/ Simpósios / Encontros / Congressos / Palestras / Vernissage Medidas de Acessibilidade física: - Os encontros das “Rodas de Conversa” serão promovidos sempre em um dos Auditórios da ABI, no 7º ou 9º andar, Salas Heitor Beltrão e Auditório Belizário de Sousa. Ambos os auditórios receberão rampas móveis para dar acessibilidade para cadeirantes. - As palestras da “Biblioteca em Movimento” serão promovidas em espaços cedidos pelas Universidades e Instituições parceiras. Procuraremos promover essas atividades sempre em local de acesso a cadeirantes. Medidas de Acessibilidade para PCDs Visuais: - As nossas publicações serão feitas através de uma plataforma que permita a utilização de letras dinâmicas, recursos de leitura por voz e/ou outros recursos de acessibilidade visual contidas no Sistema Operacional do dispositivo utilizado. Medidas de Acessibilidade para PCDs Auditivos: - Todas os encontros das Rodas de Conversa terão intérprete de libras e seus registros serão gravados e disponibilizados nas redes sociais e no site. - Todas as palestras da “Biblioteca em Movimento” terão intérprete de libras no local durante o evento. 6 – Curso / Oficina / Estágio Medidas de Acessibilidade física: - As oficinas irão ocorrer na BBT, depois que a unidade estiver reformada, portanto dispondo de todas as medidas de acessibilidade arquitetônicas descritas no produto Obra. - Todas as oficinas terão intérprete de libras no local durante o evento. 7 – Concurso / Premiação Medidas de Acessibilidade para PCDs Auditivos: - A premiação acontece durante a inauguração da BBT que será gravada, disponibilizada nas redes sociais e site com tradução em Libras. 8 – Exposição Cultural / de Arte Medidas de Acessibilidade física: - A exposição irá ocorrer na BBT, depois que a unidade estiver reformada, portanto dispondo de todas as medidas de acessibilidade arquitetônicas descritas no produto Obra. - A disposição do mobiliário de exposição vai respeitar um desenho que atenda a todos os visitantes, deficientes ou não. Medidas de Acessibilidade para PCDs Visual: - A exposição terá nas obras QR Codes de autodescrição e descrição em Braille.

Democratização do acesso

A gratuidade será oferecida em todos os produtos propostos pelo projeto que envolvem o público diretamente, facilitando o acesso àqueles que tenham interesse pelos temas, possibilitando a ampliação do público e a participação de um grupo menos favorecido que, em outras condições, não teria acesso a essas produções culturais. A escolha dos produtos culturais apresentados no projeto segue critérios que buscam atender a diferentes perfis e realidades socioeconômicas, na medida que estabelece parcerias com instituições de ensino de diversas regiões do Brasil e organizações comunitárias, garantindo a participação desses grupos que, muitas vezes, têm poucas opções de participação em atividades e eventos dessa natureza. Da mesma forma a estratégia de divulgação é abrangente e se utiliza das mídias tradicionais e digitais. As redes públicas de televisão e os demais meios de comunicação recebem o material para sua possível veiculação. Assim como os registros de todas as atividades estarão disponíveis nas redes sociais e no site do projeto. Essas estratégias voltadas para o desenvolvimento de audiência fornecem meios ao público de melhor compreensão dos produtos culturais oferecidos pelo projeto. Todos os produtos estão pensados para serem acessados pelos diversos públicos, com demandas específicas de acessibilidade, como idosos e portadores de deficiência. Os materiais de divulgação dos produtos, assim como todos conteúdos produzidos para as redes sociais e para os convites aos eventos estão pensados de forma a apresentar uma linguagem acessível, de fácil compreensão. A digitalização dos principais periódicos da unidade, muitos desconhecidos pelo público jovem, vai permitir que esse material seja disponibilizado para um maior número de pessoas, a partir da facilidade de seu acesso por meio desse instrumento digital. O produto “Concurso de Artigos e Charges” envolve alunos de jornalismo e chargistas de diversas universidades do país e abre oportunidade indiscriminada para todos. Por ser um projeto 100% gratuito não há necessidade de contrapartidas sociais. Quando as ações propostas de um projeto e seus meios de divulgação conseguem atrair um novo público para as atividades culturais a que se propõem, significa que estamos reiterando o papel democrático da Lei de Incentivo à Cultura e promovendo mudanças significativas na vida dos indivíduos que a acessam. Acreditamos que estamos atendendo assim os Artigos 29, 30 e 31 da Instrução Normativa 11, de 30/01/2024.

Ficha técnica

Associação Brasileira de Imprensa ABI – Coordenação Geral A história da fundação da ABI se confunde com a de seu perseverante idealizador Gustavo de Lacerda. Criada em 7 de abril de 1908, seu principal objetivo era assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais e tornar-se um centro poderoso de ação. Outro importante ícone da história da ABI foi Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho, que por diversas vezes assumiu a presidência da casa. Nos anos 30, sob a liderança de Herbert Moses, a ABI construiu a sua sede, que representa um marco na arquitetura moderna brasileira. A ABI jamais deixou de cumprir os objetivos que a originaram, mas se adaptou ao longo do tempo tendo seus estatutos ajustados às diversas situações socioeconômicas da indústria jornalística. Atualmente é presidida por Octávio Costa e continua exercendo seu importante papel no meio jornalístico, mantendo seus associados atualizados quanto às questões relevantes para esse setor. Seja nas redes sociais ou em eventos na própria sede, a ABI fortalece diariamente seu compromisso com a sociedade. Eventos realizados: · Lançamento: livro Todo preto, do poeta Éle Semog, incluindo comentários e leitura de poemas · Lançamento: livro A conspiração lava jato, de Luis Nassif, incluindo debate e roda de choro · Debate: Negras, subversivas, comunistas, infiltradas no período da ditadura · Exibição e debate: documentário Desova – Semana Internacional dos Desaparecimentos Forçados · Ciclo de Leitura: Guarnieri 90 anos · Evento: O legado de Vargas – ato pelos 70 anos da morte de Getúlio Vargas Fama Engenharia e Arquitetura – Responsável pela obra de reforma e de requalificação Há 57 anos no mercado de instalações e construção civil, a empresa possui hoje vasta experiência em obras civis, atuando nas áreas de projetos e execução, com ênfase em restauro e preservação de bens tombados e de valor cultural, entre os serviços executados estão: · Parque Arqueológico e Ambiental de S. João Marcos - Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do IPHAN Rodovia RJ 155, Rio Claro/RJ Construção / Estrutura / Inst. elétricas e hidro sanitárias, · Fazenda São João Pedro da Jurea - Vale das Videiras/RJ Estrutura / Reforma e restauração / Instalações Elétricas e Hidráulicas · Museus Castro Maya - Rio de Janeiro - RJ Projetos / Construção / Reformas / Instalações / Restaurações · Centro Universitário Geraldo Di Biasi - Barra do Piraí – RJ Levantamento / Projetos de arquitetura e complementares / Acompanhamento técnico executivo Museo Museologia e Museografia – Responsável pela Preservação e Revitalização do Acervo Cultural, Inventário e Exposição Fundada em 2006 pelas museólogas Daniela Camargo e Mariana Santana, tem foco na gestão global de espaços museológicos, no planejamento e desenvolvimento de projetos culturais nas áreas de museologia e artes visuais, reunindo equipes multidisciplinares. Realiza exposições, digitalização de coleções, conservação e catalogação de acervos institucionais e particulares e treinamentos diversos na área de museologia e museografia. Na área de Exposições já realizou: · Rios em Movimento – Museu da Vida / Fiocruz – Rio de Janeiro · Augusto Boal – Biblioteca Parque Estadual / Centro de Artes da Maré – Rio de Janeiro · Africa – Mère de touts les peoples, fotografias de Walter Firmo – Palais des Nations – ONU – Genebra Área de Conservação de acervo: · Biblioteca Histórica do Itamaraty – Rio de Janeiro · Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro · Instituto de Pesquisa Jardim Botânico – Rio de Janeiro Área de Catalogação: · Instituto Casa Roberto Marinho – Rio de Janeiro · Museu da Imagem e do Som – Rio de Janeiro Área de Digitalização: · Diretoria de Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha · Academia Brasileira de Letras – Rio de Janeiro · Centro de Documentação da Funarte – Rio de Janeiro Exposições já realizadas: · Rios em Movimento – Museu da Vida / Fiocruz · Augusto Boal – Biblioteca Parque Estadual / Centro de Artes da Maré · Africa – Mère de touts les peoples, fotografias de Walter Firmo – Palais des Nations – ONU – Genebra Francis Miszputen – Consultora em Gestão de Projetos Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo CPDOC/FGV. Experiência de mais de 30 anos em gestão estratégica de instituições que lidam com ativos intangíveis, cultura e tecnologia. Na área de patrimônio, além do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, agraciado com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do IPHAN, participou da concepção e coordenação de projetos, entre eles: - Requalificação da Infraestrutura elétrica do Palácio Rio Negro, em Petrópolis - Restauro da usina de eletricidade do Museu da República, primeira do Brasil - Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense - Animando a Rua Larga – revitalização da Rua Marechal Floriano Titular das disciplinas Produção Executiva e Elaboração de Projetos na Univ. Candido Mendes. Mentora de mestrandos da Columbia University, de Gestão Cultural e de Organizações Culturais no MBA da FGV. Durante 13 anos foi Produtora Executiva e Diretora de Projetos, no Instituto Cultural Cidade Viva, destacando-se os Prêmios Cultura Nota 10 e Rio Sociocultural. Leila Teixeira Victor – Produtora Executiva Desenhista Industrial, pós graduada em Análise de Sistemas pela PUC/RJ. Há 17 anos exerce o cargo de diretora-presidente da Associação para o Desenvolvimento Humano e Social - ATOAR, organização com foco em projetos culturais e de educação para o trabalho, empreendedorismo, geração de emprego e renda e desenvolvimento sustentável. Elaborou e coordenou os projetos na área cultural: “Rio Artesão no Pan”, “Rio Artesão”, “Quem Conta o Rio Encanta” e “Caras do Rio”. Elaborou e coordenou o projeto esportivo “Esporte Criando Cidadão e participou da criação do projeto “Energia Posta a Mesa”. Criou e produziu 12 edições do evento “Feira de Arte e Iniciativa Solidária”, que aconteceram em praças públicas do Rio. Elaborou e coordenou os eventos: “Fórum Novas Perspectivas do Artesanato”, em parceria com o Ministério do Turismo, “Arte em Laranjeiras e Cosme Velho”, “Rio +60”, em parceria como SEBRAE- RJ. Responsável pela criação e produção do “Portal Curso da Vida”, voltado para o público 60+ e pelo projeto Rio Experiência, vídeos sobre o patrimônio cultural do RJ. Durante 17 anos coordenou o Espaço Contemporâneo, no RJ, local de atividades de capacitação e desenvolvimento de adultos e atividades socioculturais. Coordenou o Projeto “Rio Hospitaleiro”, desenvolvido pelo SENAC e Ministério do Turismo para 2.000 profissionais de turismo para o Pan de 2006. Foi Gerente Geral da ABIH - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RJ. Rosana Sanchez - Produtora Executiva Bibliotecária, participou do curso de extensão de Contadores de História. Formada em Psicologia pela PUC-RJ. Atuou no mercado de livrarias por mais de 20 anos exercendo o cargo de gerente geral, com atividades de curadoria, gestão de equipes e administração. Diretora Administrativo-Financeira da ATOAR. Nos projetos sociais da entidade atua como Instrutora de Atendimento, Relacionamento Interpessoal e na produção e coordenação de eventos socioculturais como: a Feira de Arte e Iniciativa Solidária e o Rio+60. Criadora e coordenadora do Clube de Leitura “Leitura em Curso”, promovido pelo Portal Curso da Vida. Renata Marques - Consultoria Técnica Bibliotecária, com Pós-Graduação em Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial pela Coppe-UFRJ. Advogada com experiência em desenvolvimento de parcerias culturais, submissão de projetos de captação de cultura para apoio da Lei Aldir Blanc e das leis federais, estaduais e municipais de incentivo à cultura; consultoria e assessoria a artistas e designers, busca de patrocínio cultural e residências internacionais.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.