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PRONAC 2413299Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Jovens de São Gabriel da Cachoeira/MAO: Preservação da cultura ancestral e geração de emprego e renda.

ASSOCIACAO PARA O DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, PROJETOS E PESQUISAS
Solicitado
R$ 5,82 mi
Aprovado
R$ 5,82 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Artesanato tradicional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Patrimônio cultural imaterial
Ano
24

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2025-04-01
Término

Resumo

O Projeto "Jovens de São Gabriel da Cachoeira/MAO: Preservação da cultura ancestral e geração de emprego e renda", busca promover o desenvolvimento e integração das artes em São Gabriel, principalmente do artesanato da cerâmica Baniwa estimulando os jovens a se envolverem com a arte ancestral e registrar o projeto em imagens de modo que a cultura Baniwa e de outros povos do alto do Rio Negro sejam divulgadas e conhecidas pelo país.

Sinopse

1 -Curso / Oficina / Capacitação: O curso ofertado será sobre a importância de manter a cultura dos povos originários da região viva, em um momento no qual elas estão desaparecendo, porém o foco será nos vasos de cerâmica Baniwa: usados desde o a dia a dia da tribo para atividades comuns como para atividades religiosas e qual a forma correta de fazê-los respeitando o processo ancestral. As aulas começaram com a parte teórica, uma vez que diversos desses conhecimentos já estão quase perdidos e precisam ser resgatados para a nova geração. Em seguida ao decorrer das aulas serão feitos vasos para o dia a dia utilizando a forma ancestral de fazê-los e depois serão mostrados qual a maneira que se usa para os momentos religiosos 2- Vídeo O vídeo será realizado filmando as aulas, as conversas com os membros mais respeitados das tribos e mostrando que a Cerâmica Baniwa vai muito além do que um objeto de decoração e que ele guarda a história do nosso país, tanto que o Iphan o colocou no dossiê 19. O vídeo será de indicação etária livre e mostrará como é importante preservar a memória da cultura dos povos originários senão pode chegar um dia que elas desaparecerão.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: O projeto "Jovens de São Gabriel da Cachoeira/MAO: Preservação da Cultura Ancestral e Geração de Emprego e Renda" tem como principal objetivo preservar a cultura dos povos originários e criar um espaço cultural que promova o bem-estar e o desenvolvimento da comunidade local principalmente do artesanato dos povos originários do Alto do Rio Negro e registrar em vídeo educacional a cultura dos povos originários dessa região. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1 -Curso / Oficina / Capacitação: -Criar um ambiente onde as expressões artísticas e culturais dos povos originários sejam reconhecidas, fomentadas e preservadas de modo que artistas indígenas e comunidades tradicionais compartilhem seus conhecimentos e práticas culturais oferecendo condições aos indígenas mais isolados a participarem das atividades. -A partir dos ensinamentos dos mais velhos mostrar a importância de manter a cultura e de preservar o artesanato, como os vasos de cerâmica Baniwa que são Patrimônio do Iphan. 2- Vídeo -Elaborar um vídeo para registrar a cultura e riqueza da tradição dos povos do Rio Negro. -Promover a valorização e a preservação das tradições culturais dos povos originários da região do Rio Negro através de entrevistas com pajés, parteiras, caciques e outros líderes das diversas etnias locais.

Justificativa

Lei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991Restabelece princípios da Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências.Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Os nove parágrafos do Art. 1º da Lei 8313/91 mostram a importância desse projeto. Lei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991Restabelece princípios da Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências.Art. 3º Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1º desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil;c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023)II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001)III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; A criação do Projeto "Jovens de São Gabriel da Cachoeira/MAO: Preservação da cultura ancestral e geração de emprego e renda" representa uma iniciativa de grande importância para o desenvolvimento cultural e social da região do Rio Negro, com foco especial na valorização, preservação e divulgação das culturas dos povos originários.

Estratégia de execução

São Gabriel da cachoeira, localizado no extremo Brasil é o 4º maior munício brasileiro, com uma população de 58.000 habitantes possuindo baixissima densidade populacional. À 973 km de Manaus, com acesso através do Rio Negro, onde habitam 23 etnias diferentes com 4 idiomas oficiais sendo muitas das comunidades isoladas. A cidade está entre o Rio Negro e as fronteiras da Colômbia e Venezuela, assim como as demais cidades do baixo, médio e alto Rio Negro, abriga uma população indígena diferente dos parentes de locais onde o contato com a população em geral é frequente. A maioria dos povos isolados se comunicam apenas em suas próprios línguas, o que dificulta ainda mais suas vidas quando se refere aos benefícios a que tem direito, e mesmo sua ida a cidade para receber o Rani e tirar os documentos civis. Outro problema da região é a existência de indígenas que não tem pertencimento a nenhuma etnia, o que os torna seres excluídos e ficam a magem de um local, que já vive a margem do Brasil. Eu, Josefa, a partir da minha vivencia em São Gabriel, me mostrou uma realidade que o Brasil desconhece. Essa realidade está presente dentro das comunidades, onde se passa um dia inteiro para ter acesso. Essa breve avaliação acerca da cidade, justifica, de forma mais racional, alguns comportamento dessa população: Falta de perspectiva de vida para os jovens, depois que conhecem alguns beneficies da cidade, como energia, internet, música moderna e outras modernidades e veem que seu acesso é quase nulo, voltam e veem seus ancestrais há seculos vivendo da mandioca, pimenta e da formiga que fornece proteína, alguns voltam para cidade e ficam a merce do alcool, das drogas ilícitas e finalmente são assassisnados ou se suicidam. O alto índice de exploraçao sexual infantil também é uma realidade que o projeto busca minimizar, mediante o empoderamento das mulheres e meninas que terão mais acesso a material para trabalhar o artesanata e também para vender seus produtos. Todos os moradores da cidade e das comunidades terão acesso a todos os produtos do projeto, indepedente de idade e etnia.. O cuidade com os povos será uma constante durante o projeto e também faremos multiplicadores das ações, formaremos jovens para continuar transmitir o aprendizado e ensinar a importancia de manter a língua falada pelos ancestrais e preservar os costumes. Formar um ponto de apoio na comunidade Baniwa que fica muito distante do porto de São Gabriel da Cachoeira, pois a produção do seu artesanato é algo único, além da lingua, o aruaque, e o isolamento dos povos, que ficam quase na fronteira com a Colombia, o acesso é dificil, parte de canoa, parte de carro e parte caminhando. Porém possuem uma riqueza cultural especial, que precisa ser preservada. Os Tucanos, etnia de extrema importância na região, também tem uma riqueza única, mas o afastamentos dos jovens de suas comunidades é uma preocupação. Existe hoje, uma grande quantidade de jovens, de ambos os sexos que não querem voltar para comunidade, mas numa conversa tranquila que tive com alguns, a margem do Paranã Açu (Rio Negro) alegaram que é a falta do que fazer na mata, mas também não conseguem viver na cidade, então aderem ao mundo das drogas ilicitas, prostituição e muito frequentemente suícidio. O IPHAN com o Dossiê 19 Sistema Agrículo Tradicional do Rio Negra já colocou o artesanto Baniwa como patrimônio Imateral, porém a população não sabem da importância disso e como eles podem se empoderar do conhecimento de sua história para ter um futuro melhor.

Especificação técnica

1 -Curso / Oficina / Capacitação: As aulas ofertadas por Niara Baniwa junto com outros membros da comunidade para os interessados terá carga horária de 80h de aulas teóricas e 120h de práticas para cada turma, sendo prevista a formação de 4 turmas (podendo ser mais de acordo com a demanda) além de ofertar oficinas menores com 8h de duração sobre a importância da Cerâmica Baniwa em lugares mais afastados da comunidade. A Metodologia usará aulas teóricas e práticas para mostrar a história do uso dos vasos Baniwa nas tribos, de sua origem e como ele é importante para os povos da região, além de serem não apenas para o a dia a dia, mas também em momentos religiosos. E a partir dos vasos levantar pontos de discursão sobre a cultura indígina geral e como ela é o cerne da cultura brasileira e precisa ser respeitada e protegida. Nas aulas práticas serão mostrados e utilizados os modos originários de como se faz um vaso Baniwa com as mulheres que fazem os vasos hoje em dia. Justificativa: Busca-se formar nesse projeto pessoas interessadas em manter as tradições centenárias da tribo, sabendo a importância dela para manter a sua cultura e também como torná-la um sustento, uma vez que há público em outras cidades que se interessam em obter um vaso Baniwa e eles saberem o real valor no momento da venda e não serem enganados como são hoje em dia ao realizar a venda por preços muito a baixo do mercado. Objetivo geral: OBJETIVO GERAL: preservar a cultura dos povos originários e criar um espaço cultural que promova o bem-estar e o desenvolvimento da comunidade local principalmente do artesanato dos povos originários do Alto do Rio Negro e passar para jovens e pessoas interessadas a criação e a importância dos Vasos Baniwa para a comunidade e como ele influência o dia a dia da comundiade e como torná-lo um meio de renda. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: -Criar um ambiente onde as expressões artísticas e culturais dos povos originários sejam reconhecidas, fomentadas e preservadas de modo que artistas indígenas e comunidades tradicionais compartilhem seus conhecimentos e práticas culturais oferecendo condições aos indígenas mais isolados a participarem das atividades. -A partir dos ensinamentos dos mais velhos mostrar a importância de manter a cultura e de preservar o artesanato, como os vasos de cerâmica Baniwa que são Patrimônio do Iphan. -Mostrar aos mais jovens como a cultura dos seus antepassados é importante e precisa ser lembrada. -Estimular mais pessoas a fazerem os vasos Baniwa. 2- Vídeo -O vídeo terá em média 30 minutos e mostrará como os vasos Baniwas são importantes para a tribo e como as oficinas podem aumentar o interesse dos próprios indígenas na própria cultura, além de levar esse conhecimento para além de São Gabriel, sendo disponibilizado de modo gratuito para as pessoas assistirem independentemente de onde estarem e compreender mais sobre um dos diversos povos do Brasil. Além de registrar entrevistas com anciões que conhecem histórias que estão se perdendo com o tempo.

Acessibilidade

As aulas em São Gabriel da Cachoeira serão realizadas em locais com acessibilidade, garantindo que todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas, possam usufruir de suas instalações e atividades. A acessibilidade será uma prioridade em todas as fases do projeto, incluindo rampas, banheiros adaptados e sinalização adequada. Além disso, o projeto se comprometerá a garantir a acessibilidade ao conteúdo cultural oferecido, implementando recursos como legendas em eventos e materiais audiovisuais, intérpretes de libras em atividades e programas educativos, e adaptações para tornar o conteúdo acessível a pessoas com deficiências visuais e auditivas. Essa abordagem garantirá que todos os públicos possam participar plenamente das atividades e usufruir dos recursos oferecidos.

Democratização do acesso

O projeto se compromete a garantir que os produtos culturais e educacionais oferecidos sejam amplamente acessíveis a diferentes públicos, promovendo a democratização do acesso à cultura e à arte. A seguir, apresentamos a forma de distribuição dos produtos da proposta, bem como medidas adicionais para ampliar o acesso: 1 - Aulas e Apresentações Abertas: O projeto organizará aulas abertas sobre a importância dos vasos de cerâmica Baniwa para a cultura do povo Baniwa. Isso garantirá que a população local tenha acesso às atividades culturais. Além de aulas sobre a importância de manter viva a cultura ancentral para que não seja perdido mais do que já foi e que todos devem lembrar o passado,2 - Programação Comunitária: Serão realizadas apresentações e atividades culturais em diferentes bairros e comunidades ao redor de São Gabriel da Cachoeira, especialmente em áreas periféricas, para alcançar públicos que tradicionalmente têm menos acesso a eventos culturais.5 - Programas Educativos e Inclusivos: Serão desenvolvidos programas educativos voltados para escolas e instituições locais, com visitas guiadas, atividades e oficinas adaptadas para diferentes necessidades e idades. Esses programas visam integrar a comunidade no ambiente cultural do projeto e promover o acesso ao conhecimento artístico desde a infância.Essas iniciativas visam garantir que todos os segmentos da população tenham a oportunidade de se envolver com a cultura e as artes oferecidas pelo projeto, promovendo a inclusão e a igualdade de oportunidades no acesso ao patrimônio cultural.

Ficha técnica

-JOSEFA BATISTA DE OLIVEIRA BECKES: é advogada, professora, com experiência há mais de 20 anos em atividades sócio culturais nos morros da cidade do Recife e em áreas sensíveis do Norte do País, principalmente no alto Amazônia. Com formação em direito, mestrado em economia e engenharia da produção e extrema experiência com povos da etnia Baniwa, Josefa conhece bastante a região amazônica e suas necessidades, além de saber quais necessidades da área. Também fala fluentemente a língua nhengatu, e a nível intermediário a lingua aruaque. descendente de indigenas, morou até os 16 anos em comunidade. - Ana Luiza de Oliveira Andrade: Formada em dança pela Pantomima Grupo de Dança e em artes cênicas pela Construção do Ator, possui mais de 20 anos de experiência com diversos estilos musicais desde o clássico ao popular. - Vandré Fernandes é Graduado em Comunicação Social e Cursou pós-graduação lato sensu em Cinema e Multimeios. Seu primeiro trabalho em audiovisual foi como assistente de produção num curta metragem, em 1998. Em 2006 fundou a Circus Filmes. E fundou junto com Ana Petta a Clementina Filmes que realizou 2 longas de documentários. Em 2018 deixa a Clementina para se dedicar a Circus Filmes. Ajudou a elaborar o canal jornalístico no Youtube chamado ComunicaSul, que registra as eleições na América Latina. Assistente de produção no curta metragem “Retratos”, de Manoel Rangel, em 1998. Co-produtor e diretor de som do “Sem Fio, o filme”, de Tristan Aronovich. Diretor/roteirista do “Camponeses do Araguaia – A Guerrilha vista por dentro”, em 2010 Diretor/roteirista do “Osvaldão”em 2014 “Histórias da Praia do Flamengo, 132” (em finalização).

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2027-04-01
Locais de realização (1)
São Gabriel da Cachoeira Amazonas