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PRONAC 2413300IndeferidoMecenato

Fios do Mundo

RODA COMERCIO VAREJISTA E SERVICOS LTDA
Solicitado
R$ 1000,0 mil
Aprovado
R$ 1000,0 mil
Captado
R$ 300,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
16701716000156STELLANTIS AUTOMOVEIS BRASIL LTDA.1900-01-01R$ 300,0 mil

Eficiência de captação

30.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Artesanato tradicional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
PE
Município
Olinda
Início
2025-05-01
Término
2026-04-30

Resumo

O projeto Fios do Mundo visa fortalecer a identidade de moda brasileira sustentável, unindo técnicas de ecodesign com as artesanais, numa capacitação oferecida para 200 artesãs de 12 cidades (9 pernambucanas e 3 de outros estados). Elas participarão de 3 módulos, com 10 oficinas, somando um total de 424 horas. A iniciativa culmina em um desfile, presencial e online, e participação das beneficárias em feira nacional de moda artesanato, além da ampla divulgação em redes sociais, beneficiando 12 cooperativas, associações e grupos de mulheres artesãs.

Sinopse

O projeto Fios do Mundo visa fortalecer uma identidade de moda brasileira sustentável, unindo as técnicas de ecodesign às técnicas artesanais, com o objetivo de resgatar, valorizar e promover o intercâmbio e a difusão de fazeres do design e do artesanato feito por mulheres artesãs espalhadas pelo território nacional.

Objetivos

Objetivo Geral: O objetivo deste projeto é realizar 2 módulos de oficinas de moda sustentável e ecodesign, com 424 horas no total, para 200 mulheres artesãs, durante 8 meses, de 12 cidades brasileiras e de 4 regiões brasileiras, promovendo a troca de saberes, a divulgação do trabalho delas ao longo do projeto, além da participação delas numa grande feira de moda e artesanato, com desfile final, presencial e online, e venda de produtos em estande do projeto. Objetivos específicos: · Produto OFICINAS DE FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO e de ESTRUTURAÇÃO DO NEGÓCIO E PRODUÇÃO INICIAL: realização de oficinas sobre mercado, sustentabilidade; novas tecnologias; expressão artística e técnicas ancestrais; re-design; corte, costura e modelagem; prototipagem; definição de melhorias. Das oficinas sobre o negócio, haverá mentoria individual, acompanhamento da produção e criação de diretrizes, planejamento e precificação, totalizando 394 horas de capacitação para as artesãs, das quais 240 horas para as artesãs de cada um dos 6 territórios pernambucanos escolhidos pela presença de associações e cooperativas de artesãs, em que elas vão escolher e participar de duas semanas de oficinas de acordo com seus interesses e necessidades. · Produto ENCONTRO DE TROCA DE SABERES: encontro com artesãs de outros estados que vão passar uma semana recebendo uma das oficinas e trocando saberes com as artesãs pernambucanas que fizerem parte do projeto, com carga horária de 30 horas. · Produto PRODUÇÃO COLETIVA DE DESFILE VIRTUAL E PRESENCIAL: realização de oficinas de preparação e produção de um desfile e fashion film, com carga horária total de 30 horas. · Produto DESFILE E ESTANDE: produção de conteúdo digital para redes sociais, com o desfile presencial, com a participação média de 300 espectadores. O desfile será transmitido ao vivo e depois ficará disponível em plataformas abertas da internet, tendo como meta 5 mil visualizações. Além disso, haverá o público que vai circular na feira de moda e artesanato e visitará o estande. · Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL: capacitar cerca de 200 mulheres artesãs, incentivando o uso de resíduos industriais em suas produções, promovendo uma produção responsável e sustentável, além de beneficiar suas famílias ao melhorar suas condições de trabalho e renda. As comunidades impactadas, principalmente, professores e aluno de escolas públicas, serão estimulados a participarem de palestras e aulas abertas sobre moda, sustentabilidade e identidade cultural promovida pelos facilitadores das oficinas.

Justificativa

O projeto Fios do Mundo tem como objetivo principal valorizar e resgatar técnicas ancestrais de artesanato, principalmente das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Por meio de uma abordagem que combina ecodesign, moda sustentável e inclusão digital, o projeto vai contribuir com a inclusão social e econômica de mulheres artesãs, fortalecendo as associações, cooperativas e grupos nas quais estão inseridas, que atuam como pontos coletivos de resistência, oferecendo espaço para organização social, combate à desigualdade e a promoção da autonomia destas mulheres. As beneficiárias deste projeto são residentes de territórios fortemente impactadas pelo processo de colonização, resultando na desvalorização de suas práticas e saberes em processos de exclusão e apagamento de suas expressões culturais. Neste sentido, o pilar desse projeto é a promoção das técnicas e saberes ancestrais que sobreviveram aos processos de exclusão ao serem praticados no âmbito familiar e comunitário e que hoje ganham evidência nas associações e cooperativas locais. Ao capacitar esses grupos para trabalhar em rede e estabelecer parcerias com empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade, o projeto garante que essas mulheres não só preservem suas tradições, mas também modernizem suas práticas. O processo de upcycling — que consiste em transformar resíduos industriais e materiais de pós-consumo em novos produtos de valor agregado — será uma ferramenta poderosa para aproximar saberes ancestrais da inovação contemporânea. O projeto propõe uma experiência de cocriação entre as metodologias de ecodesign e as artesanias tradicionais, buscando soluções que atendam às necessidades contemporâneas sem perder o vínculo com as raízes culturais. Essa integração dos saberes tradicionais com práticas modernas é o que diferencia o projeto, colocando as mulheres artesãs no centro da inovação sustentável e cultural. Um outro ponto a destacar é que o resultado do trabalho destas artesãs, enquanto expressão cultural e econômica, oferece uma plataforma poderosa para a valorização dessas tradições. Utilizando práticas sustentáveis e de economia circular, este projeto vai promover a criação de peças únicas e ecologicamente responsáveis, feitas a partir de materiais reciclados e técnicas tradicionais. Dessa forma, não só contribui para a preservação ambiental, como também resgata e valoriza a identidade cultural destes grupos de mulheres. As técnicas de produção utilizadas, muitas das quais inspiradas nos ciclos naturais, demonstram que é possível desenvolver modelos econômicos que respeitem os ecossistemas, contribuam para a redução do impacto ambiental e ainda promovam a harmonia entre o ser humano e o meio ambiente. O uso de materiais reciclados é uma maneira eficaz de reduzir a quantidade de resíduos, promovendo um ciclo virtuoso de reaproveitamento de recursos naturais e culturais. A igualdade de gênero também é uma questão central no projeto. Ao oferecer espaços de liderança e visibilidade para as mulheres artesãs, cria-se um ambiente onde elas podem influenciar as decisões em suas comunidades, expandindo sua autonomia. O fortalecimento de grupos organizados de mulheres é uma forma de minimizar o impacto histórico da desigualdade de gênero, rompendo com ciclos de pobreza e de exclusão. Formações, divulgação, troca de saberes, ferramentas de inovação são algumas das ações que dão condições para que estas mulheres possam garantir o seu ofício, mesmo estando, muitas vezes, à margem do mercado formal, além de sustentar e investir na educação e na saúde das suas famílias. Por tudo isto, este projeto se propõe em fortalecer mulheres e os grupos organizados que participam através de uma experiência de cocriação, entre metodologias de ecodesign e as artesanias, em uma abordagem mais colaborativa e inclusiva entre os saberes. Ao envolver usuários, stakeholders (grupos ou entidades que têm interesse ou são afetados pelas atividades e decisões de uma empresa ou projeto) e comunidades pretende-se aplicar metodologias mais democráticas, resultando em produtos e serviços que melhor atendem às necessidades das pessoas, bem como empoderar as comunidades, permitindo que elas tenham uma voz ativa na moldagem de seu próprio futuro. Assim, ao inscrever este projeto na Lei Rouanet, buscamos não apenas o financiamento necessário para sua execução, mas também a legitimação e a valorização das práticas culturais e sociais que ele pretende promover. Acreditamos que, por meio do fortalecimento e da valorização do trabalho das mulheres artesãs, é possível criar um impacto duradouro, que reverbere tanto no campo econômico quanto no cultural, reafirmando o valor e a riqueza dos saberes ancestrais, fortalecendo uma identidade de moda brasileira sustentável, seja ambiental, econômico e cultural. A Lei de Incentivo à Cultura oferece um suporte vital para este projeto, que está alinhado com os objetivos de preservação do patrimônio cultural e promoção da diversidade cultural, conforme o incisos transcritos abaixo dos seguintes artigos: Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3º Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1º desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.

Estratégia de execução

* As cartas de anuência das associações e grupos de mulheres que conseguimos anexar ainda estão com o nome antigo do projeto que era “Upcycling: o futuro é ancestral - com inclusão digital “. Como o nome estava comprido e talvez não ficasse claro o que seria o projeto para a maioria das pessoas que não sabe o que é upcycling, resolvemos diminuí-lo na etapa de elaboração do projeto para “Fios do Mundo”. As mulheres que assinaram as anuências, representando as instituições que participam, foram avisadas e confirmaram a sua participação, uma vez que o objetivo do projeto é o mesmo e que elas têm muito interesse em participar. * O plano de execução mais detalhado para além das informações que estão na aba Detalhes técnicos do projeto será feito quando o projeto for captado.

Especificação técnica

1. OFICINAS Contexto de atuação O descarte de resíduos pode ser uma fonte de matéria-prima para a promoção da economia através de um desenvolvimento sustentável. A economia circular é um caminho para o reaproveitamento de matérias-primas que seriam descartadas em aterros ou incineradas, provocando mais impacto no meio ambiente. A capacitação de grupos sociais na técnica de Upcycling é uma ferramenta de transformação econômica, social e ambiental para as regiões. Escopo Objetivo geral: Capacitar 200 artesãs brasileiras na criação de produtos sustentáveis através da transformação de resíduos têxteis, utilizando técnicas de upcycling, corte, costura e modelagem, além de promover a formação de grupos produtivos para geração de renda. Objetivos específicos das oficinas: - Desenvolver competências em técnicas tradicionais de artesanato, corte, costura e modelagem 2D/3D.- Promover a troca de saberes entre diferentes grupos étnicos e geolocalizações.- Capacitar as artesãs em pesquisa de tendências e desenvolvimento de produtos sustentáveis utilizando materiais reciclados.- Abordar estratégias de precificação, mercado e produção de peças para desfile e exposição.- Criar, facilitar e potencializar o processo de formação em upcycling de grupos produtivos/profissionais criativos e técnicos em uma moda sustentável.- Criar produtos com valor de design diferenciado, desenvolvidos com base em processos de produção sustentáveis e valor agregado.- Valorizar e trazer visibilidade para diversidade cultural, de gênero, raça e origem étnica para o desenvolvimento humano, criadas ao longo da formação. - Criar uma célula produtiva em moda sustentável, gerando renda e trabalho digno para os envolvidos.- Localizar e desenvolver processos contínuos de produtos baseados nos princípios da Economia Circular, que busca eliminar resíduos e a poluição, desde o projeto de design. - Manter produtos e materiais em uso, aumentando sua vida útil e reduzindo o desperdício.- Promover sinergias e fortalecer redes de trabalho.- Desenvolver novas técnicas de produção colaborativa para concepção de produtos inovadores e diferenciados.- Desenhar formas produtivas circulares, regenerativas e provocar mudanças na forma de produção do mercado local.- Resgate de técnicas manuais tradicionais.- Promover oportunidade e inclusão para população de mulheres, negros, LGBTQIAPN+ e povos originários. Duração: 8 meses Formato: presencial, com algumas atividades online Público-alvo: 200 mulheres artesãs, residentes nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil, pertencentes a associações, cooperativas e grupos de mulheres artesãs interessadas em design sustentável e reutilização de materiais. Diferenciais do Curso: - Aulas práticas com foco na reutilização de materiais.- Formação de redes colaborativas para a criação de produtos.- Acompanhamento e feedback especializado. Justificativa das oficinas: As oficinas são essenciais para resgatar e valorizar técnicas ancestrais de artesanato, muitas das quais ameaçadas pelo processo de colonização e exclusão social. Elas garantirão que as mulheres artesãs preservem suas tradições, enquanto desenvolvem novas habilidades que permitam sua inserção no mercado contemporâneo de moda sustentável, utilizando práticas de upcycling e ecodesign. A formação dessas mulheres também fortalece suas associações e cooperativas, promovendo autonomia e combatendo a desigualdade de gênero. Carga horária completa: 382 horas, distribuídas da seguinte forma: MÓDULO 1 - Formação, Criação e Desenvolvimento (236 horas) - Casos práticos, mercado e sustentabilidade: 10 horas - Conhecendo novas tecnologias, equipamentos, ferramentas e suas possibilidades: 10 horas - Introdução à expressão artística, técnicas ancestrais de artesanato, desenvolvimento de projetos criativos: 22 horas - Redesign de novos artefatos a partir de tecidos reaproveitados: 44 horas - Corte, costura e modelagem: 76 horas - Prototipagem (MVP/UX Design): 42 horas - Definição de melhorias, peça piloto e fichas técnicas: 32 horas - Encontro de troca de saberes (6 mulheres de três cidades): 28 horas (que estarão distribuídas dentro de uma destas oficinas acima) MÓDULO 2 - Estruturação do Negócio e Produção Inicial (130 horas) - Mentoria individual (necessidades de cada grupo produtivo): 36 horas - Acompanhamento da produção (melhorias, validação, comercialização, produtividade): 60 horas - Oficinas de diretrizes/estratégia (planejamento, precificação, produção, comercialização): 22 horas MÓDULO 3 - Preparação do desfile e para a presença no estande (30 horas) Metodologia de ensino: A metodologia será baseada na cocriação e aprendizado colaborativo, unindo práticas ancestrais e técnicas contemporâneas. Serão realizadas oficinas práticas e teóricas, com troca de saberes entre grupos de diferentes etnias, uso de técnicas de prototipagem e modelagem, além de desenvolvimento de projetos criativos coletivos. Utilizando tecnologias de Design Thinking, inovação orgânica colaborativa, que tem como base a compreensão de problemas e validação de soluções com foco no usuário (UX design) e no mercado. Material didático a ser utilizado: - Ferramentas e materiais de artesanato tradicionais e contemporâneos. - Resíduos industriais e materiais recicláveis para o desenvolvimento de produtos sustentáveis. - Equipamentos de corte, costura e modelagem 3D. - Materiais para pesquisa de tendências, amostras de tecidos, pigmentos naturais e digitais. Profissionais envolvidos nas oficinas: - Coordenadoras gerais, facilitadoras e instrutores. - Designer, costureira e modelista, equipe de comunicação para registro, produtor, especialistas de diferentes expertises que serão alocados nos processos criativos e divididos dentre os temas e atividades propostas.

Acessibilidade

O projeto garantirá que 100% das atividades, oficinas e ações relacionadas, como o desfile, sejam acessíveis para pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual, de acordo com as diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura e com a consultoria de uma empresa especializada em acessibilidade. Algumas medidas que devem ser adotadas para cada produto cultural: - Produto OFICINAS DE FORMAÇÃO, CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO; OFICINAS DE ESTRUTURAÇÃO DO NEGÓCIO E PRODUÇÃO INICIA; ENCONTRO DE TROCA DE SABERES: as oficinas e o encontro serão realizadas em espaços físicos acessíveis ou que possam ser adaptados para serem acessíveis para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção. Serão disponibilizados materiais de apoio em formato acessível (áudios descritivos e textos em formato digital, etc.). - Produto PRODUÇÃO COLETIVA DE DESFILE VIRTUAL E PRESENCIAL: esta preparação será realizada em um local com acessibilidade. A transmissão terá audiodescrição, legendas descritivas, etc. - Produto DESFILE E ESTANDE: para o desfile e a montagem do estande, será escolhido um evento de grande porte, em local com infraestrutura acessível. Nas plataformas virtuais, todos os conteúdos (vídeo e fotos) terão audiodescrição, legenda descritiva, etc. Observação: a acessibilidade vai ser planejada e executada por uma empresa com experiência de mercado comprovada. Assim, algumas destas ações poderão ser adaptadas de acordo com as necessidades que a consultoria encontrar para que o público com necessidades especiais seja melhor atendido.

Democratização do acesso

O projeto se compromete a democratizar o acesso ao conteúdo produzido, registrando em vídeo as técnicas artesanais resgatadas, que serão disponibilizadas no fashion filme produzido em uma plataforma virtual acessível. Além disso, serão oferecidos conteúdos de comunicação relacionados a trechos das oficinas, vídeos com os profissionais que vão ministrar as oficinas e também com as artesãs, transmissões ao vivo pela internet, para alcançar um público mais amplo, promovendo uma visão inclusiva do artesanato ancestral sem custo para os participantes. Esse acesso ampliado visa não apenas a valorização cultural, mas também a conscientização sobre a importância da preservação desses saberes. Todas as artesãs que participarão das oficinas terão ajuda de custo para alimentação e transporte para que possam assistir às aulas com tranquilidade, nos dias de oficina. No projeto, está prevista a inscrição das artesãs como coletivo Fios do Mundo, numa feira de grande porte, como a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada em Pernambuco, que só em 2024 teve um público de 300 mil pessoas, sendo considerada a maior feira de artesanato da América Latina. A ideia é o estande do projeto Fios do Mundo que os produtos resultantes das oficinas cheguem de forma mais rápida ao grande público, facilitando o conhecimento e, consequentemente, a sua comercialização. O desfile final que será presencial, mas também transmitido online e disponibilizado em plataformas abertas e gratuitas da internet também deverá ser realizado em evento de grande porte como a Fenearte, onde também será montado um estande para divulgação e comercialização das peças as artesãs beneficiadas pelo projeto, para que um número maior de pessoas conheçam o trabalho das artesãs e o resultado das inovações dos produtos depois de participarem das oficinas. As medidas que serão adotadas segundo para a democratização do acesso no projeto, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023, serão: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); II - ampliar a meia entrada de que trata o § 3º do art. 27, em todos os ingressos comercializados, para pessoas elegíveis e não contempladas com a gratuidade de caráter social referida no inciso II, caput do art. 27; III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; VIII - realizar atividades culturais nos estabelecimentos prisionais das unidades da federação; IX - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público; e X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).

Ficha técnica

Roda Moda Circular – Função: Proponente A Roda é uma empresa de design circular, inovadora que desenvolve soluções para a destinação de resíduos têxteis e industriais, aplicando princípios de economia circular e upcycling, através de metodologias como o Design Thinking e UX Design. Com um forte compromisso com a sustentabilidade e a inclusão social, a Roda transforma resíduos industriais em novos produtos, criando valor a partir do que seria descartado, e promovendo o empoderamento de comunidades vulneráveis, através do desenvolvimento de grupos produtivos para a fabricação desses produtos. A empresa transforma “resíduos industriais” em novos produtos, com propósito, afeto e design único. A crise climática e social que enfrentamos não deixa escolha. É preciso reimaginar as formas de produção com pensamento linear, para interromper essa cadeia de desperdício e destruição do meio ambiente, e partir para um design circular e regenerativo. Resíduos podem ter grande valor agregado quando inseridos em novas cadeias produtivas e a Roda pode criar esta solução para outras empresas, ampliando o portfólio de produtos de economia circular. Além de fortalecer processos produtivos regenerativos e circulares, evitando novas emissões de carbono, desmatamento de florestas, poluição dos rios e oceanos. Escolher uma consultoria ou um presente corporativo com produtos manufaturados pela Roda é colocar a sua empresa a favor de uma forma de produzir que torna o futuro um lugar possível. Somente no Brasil, a indústria têxtil e de confecção produz mais de 175 mil toneladas de resíduos anualmente. Não existe jogar o "lixo fora" e nem o planeta B. “O mundo será diferente, somente quando nós vivermos diferente.” Humberto Maturana, Neorobiólogo e propositor do pensamento sistêmico e do construtivismo radical. Em colaboração e em rede, a empresa reúne diferentes saberes manuais e tecnológicos para recriar produtos economicamente viáveis, a partir da análise dos resíduos descartados por diversas indústrias e do mercado local. Durante o processo de desenvolvimento dos novos produtos, são formados novos grupos produtivos que passam a produzir tendo como fonte de matérias primas o que antes era tratado como resíduo para descarte. Com isto são estabelecidos múltiplos benefícios, evitando a extração de novas matérias primas, novas emissões de GEE (Gases de efeito estufa) e exploração de reservas naturais. O compromisso com uma moda sustentável e de identidade brasileira é um caminho que a empresa busca para fortalecer as comunidades nos seus territórios e propiciar um desenvolvimento sustentável para a região. Mariana Amazonas – Função: Coordenadora Pedagógica Mariana Amazonas é Mestre em Ecological Design Thinking (Shumacher College - Inglaterra (UK), com MBA em Inovação e Empreendedorismo e graduada em Administração de Empresas. Na prática, vivenciou mais de 15 anos como executiva nas áreas de planejamento e marketing de empresas multinacionais e líderes em seus setores de atuação, tais como: AmBev, Kraft Foods/Mondelez e Natura. Desde 2014, a partir de sua experiência de trabalho na Natura, decidiu direcionar sua carreira para área socioambiental. Desde então, lidera a implementação de projetos e startups como foco em ações regenerativas com princípios da economia circular no combate ao aquecimento global e seus impactos. Sócia da Roda Design Circular. Emanuella Moreira Xavier – Função: Coordenadora Administrativa Graduada em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (1998), tem mestrado em Direito Público pela Universidade Federal de Pernambuco (2005) e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (2014). Graduanda em Tecnóloga de Design de Moda no SENAC/SP. Iniciou sua carreira como advogada e professora de Direito Público (2000-2012).Depois, empreendeu em negócios de biotecnologia. Em 2014, fundou a empresa Elemental - Hub de tecnologias sustentáveis, atuando como consultora na implementação de projetos no Nordeste na área de sustentabilidade. Em 2020, fundou a Roda Design Circular, uma iniciativa que visa desenvolver projetos de economia circular, trabalhando resíduo industrial e capacitando grupos produtivos para o desenvolvimento de uma economia sustentável. Maria Ribeiro - Função: Facilitadora das oficinas Formada em Design de Moda pela Faculdade SENAC, com pós-graduação em Modelagem e Criação pela mesma instituição, possui ampla experiência na área de moda, especialmente em design, modelagem e sustentabilidade. Atualmente, cursa Bacharelado em Ciências Sociais na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e integrou a Escola de Moda Decolonial do Fórum Fashion Revolution Brasil em 2023. Desde 2008, participa de movimentos sociais e possui experiência como pesquisadora. Lançou o Brechó Baú 199 (2013 a 2016), e estagiou na Indústria e Comércio de Confecções JHS. Entre 2018 e 2023, foi designer e instrutora no MouLab – Laboratório de Modelagem e Criação, com foco em sustentabilidade e inovação. Também trabalhou no estúdio de design e moda Roda (2020–2023), desenvolvendo projetos de upcycling e treinando costureiras em técnicas de reaproveitamento têxtil. Atuou como facilitadora em diversas oficinas voltadas para o upcycling e remodelagem, como as do Festival de Inverno de Garanhuns (2022) e nas iniciativas em parceria com a Fundação Mamíferos Aquáticos. Desde 2023, tem ministrado cursos de modelagem, corte e costura no SENAC e em instituições profissionalizantes, fortalecendo sua atuação como professora e facilitadora em cursos técnicos. Além disso, possui vasta formação complementar em modelagem, estamparia, figurino e criação de moda, com participações em workshops e projetos de extensão, como o Passarela Fenearte. Clarissa Marques - Função: Facilitadora das oficinas Com ampla formação acadêmica, é pós-doutora pela The New School for Social Research, em Nova York, como bolsista da CAPES. Possui doutorado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2012) e realizou estágio doutoral na Universidade de Paris, também como bolsista PDEE/CAPES. Atualmente, é professora da Universidade de Pernambuco (UPE), onde leciona no Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental (PPGSDS/UPE) e no Programa de Pós-Graduação em Direito da Faculdade Damas (PPGD-ARIC-FADIC). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa Transdisciplinares sobre Meio Ambiente, Diversidade e Sociedade (GEPT/UPE/CNPq), também atua como pesquisadora em colaboração com a Universidad Autónoma del Estado de Morelos, no México. Coordena diversos programas de extensão na UPE, incluindo o Direitos em Movimento (DIMO) e o TransVERgente, além de liderar o Projeto de Inovação Pedagógica Ser Quilombola (UPE/DPU). É coordenadora regional para o Nordeste no Observatório de Protocolos Autônomos (PUC-PR e UFGD) e pesquisadora-colaboradora na RESAMA (Rede Sulamericana para as Migrações Ambientais). Advogada com atuação em Direitos Humanos e Meio Ambiente, tem foco em temas como desenvolvimento sustentável, saúde ambiental, identidade cultural, e os direitos de povos e comunidades tradicionais. Sheilla Pedrosa - Função: Facilitadora das oficinas Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Pernambuco e em Arquitetura e Urbanismo pela FAUPE, com pós-graduação em Gestão em Qualidade de Serviço pela Universidade de Pernambuco, possui vasta experiência em arquitetura, design e gestão de projetos culturais. Atuou no Centro Cultural Eufrásio Barbosa, assessorando o gestor administrativo e colaborando na produção de eventos. Além disso, é criadora de design na empresa Roda, que foca em economia circular. Como arquiteta e ambientadora de interiores, possui ampla experiência em projetos arquitetônicos e na ambientação de unidades residenciais e comerciais, além de realizar design de interiores e decoração para festas e eventos corporativos.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.

Locais de realização (10)
Betim Minas GeraisBuíque PernambucoCamaragibe PernambucoIbimirim PernambucoPaulista PernambucoRecife PernambucoRiacho das Almas PernambucoSalgueiro PernambucoTaquaritinga do Norte PernambucoToritama Pernambuco