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PRONAC 241331Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

ANDREIA ZAIDA, 50 ANOS DE VIDA, 40 ANOS DE DANÇA

ANDREIA ZAIDA DA CONCEICAO
Solicitado
R$ 291,1 mil
Aprovado
R$ 291,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Dança
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SC
Município
Florianópolis
Início
2024-04-30
Término
2025-04-30
Locais de realização (1)
Florianópolis Santa Catarina

Resumo

O projeto 50 anos de Vida, 40 anos de Dança propõe a estruturação do espetáculo de Dança que comemora a trajetória da bailarina e coreógrafa Andréia Zaida, mulher, negra e mãe solo de dois meninos, nascida em Florianópolis/SC. Aos 10 anos entrou na Dança para estudá-la tecnicamente e desde então vem se dedicando ao estudo e ensino dessa arte, principalmente em bairros de baixa renda efortalecendo o sentimento de que os afrodescendentes podem ter todo movimento, profissão, espaço, expressão e não ser consideramos minoria criativa, como por muito tempo ela própria lamentou. Será realizado no teatro Ademir Rosa, em Florianópolis/SC e contará com a atuação, entre alunos, bailarinos profissionais e convidados especiais, de aproximadamente 100 pessoas. Além de mais de 20 profissionais técnicos envolvidos.

Sinopse

O projeto prevê 20 coreografias em ordem cronológica da vida profissional de Andréia Zaida, contendo as diferentes modalidades de dança pelas quais a artista teve sua formação, mostrando também suas experiências internacionais. Inicia com as pequenas e pequenos bailarininhos observando os adultos em seus diferentes modos de se mover, incluindo aí a dança de salão, a ginástica artística, as balizas e os blocos de carnaval, modalidades que permeavam o imaginário infantil da profissional. Em seguida, vamos aos bailarininhos de fato aprendendo e se divertindo com a dança, entre elas o clássico e o neo clássico. Dando continuidade entramos na adolescência e apresentamos a dança contemporânea, o jazz, o clássico de repertório (Andréia foi a primeira menina negra a dançar um clássico nas pontas em Santa Catarina), o afro e as danças populares. Para finalizar, o espetáculo mostra a impressionante participação da artista na cultura negra no Estado, com convidados e alunos dançando o carnaval (onde foi Rainha), a dança livre, a dança de salão, bem como a contribuição mundial com suas viagens e sua paixão: o samba e o SAMBALÉ.

Objetivos

Objetivo Geral: Estruturação do espetáculo de Dança que comemora a trajetória da bailarina e coreógrafa Andréia Zaida. Objetivos Específicos: 1- Ensaiar espetáculo de dança de aproximadamente 90 minutos, entre maio e dezembro de 2024.2- Estimular a participação de meninas negras na arte da dança3- Homenagear artistas e mestres formadores da artista Andréia Zaida, muitos já fora de cena.4- Comemorar com a sociedade os 40 anos dedicados à dança da coreógrafa Andréia Zaida.5- Estimular a participação da representatividade negra de Florianópolis, como Cores de Aidê, Pegada Nagô e Dandara Manoela.6- Contar com a participação de outras escolas de dança de várias modalidades de Florianópolis, contando sempre com os afrodescendentes participantes, estimulando assim o intercâmbio cultural.7- Ter na equipe técnica, e no palco, o maior número de pessoas negras possível.

Justificativa

Andreia Zaida, mulher, negra e mãe solo de dois meninos. Nasceu em Florianópolis/SC e aos 10 anos entrou na Dança para estudá-la tecnicamente. Sua caminhada para o entendimento do corpo e suas capacidades de movimentação veio com aulas de jazz, moderno, afro, contemporâneo mas foi com o "clássico" que aperfeiçoou a técnica. Não tinha condições financeiras de frequentar escolas particulares e as públicas, onde estudava, não eram contempladas com essa arte. Com coragem bateu em muitas portas e conseguiu bolsas de estudos, sempre sendo testada. Foram 8 anos consecutivos de aprendizado corporal e crescimento pessoal: era a única bailarina negra fazendo balé em escola particular. Isso a fez questionar muito, enxergando o quão diferente e igual ao mesmo tempo se sentia. Desde então seu maior querer é ter muitas crianças negras em cena. Hoje, aos 50 anos, 40 deles vividos pela dança, vê que tem feito sua parte: seus prêmios, viagens e participações em inúmeros Festivais são reconhecimento do seu esforço. Ela quer continuar a fortalecer o sentimento de que os afrodescendentes podem ter todo movimento, profissão, espaço, expressão e não ser consideramos minoria criativa, como por muito tempo ela própria lamentou. O projeto de dança, com uma ênfase em afrodescendentes, pode ser relevante para a sociedade ao ajudar a promover a inclusão, a celebração da diversidade cultural, o desenvolvimento pessoal e a transformação social. Celebrar a cultura afrodescendente através da dança é uma maneira de reconhecer e valorizar a diversidade cultural presente na sociedade. Isso pode ajudar a combater o racismo e promover a inclusão, ao destacar a contribuição significativa que a negritude têm feito para a arte da dança. A dança é uma ferramenta poderosa para a transformação social e a construção de comunidades mais harmoniosas, ao permitir que os participantes compartilhem suas histórias e culturas de maneira significativa e enriquecedora. A dança como forma de expressão artística pode ter um impacto positivo na comunidade, proporcionando um espaço para a auto expressão, a criatividade e a colaboração. Serão mais de 60 alunos (entre crianças, adolescentes, adultos e 50+) diretamente impactados, muitos deles entrando pela primeira vez no palco. E pelo menos 40 artistas e mestres convidados totalizando pelo menos 100 pessoas interagindo com todo o "fazer teatral", com a responsabilidade na participação de uma grande produção aprendendo a ser uma pessoa colaborativa e aprendendo na prática a importância da cultura para a sociedade.Indiretamente pelo menos 20 técnicos (entre iluminação, som, catering, maquinistas, costureiras, contraregras e cenotécnicos) estarão sendo impactados.A sociedade civil como um todo mas principalmente os artistas negros recebem o maior impacto, devido a se verem representados no palco.

Estratégia de execução

Carta da Artista: Porque fazer o espetáculo 50 anos de vida, 40 de Dança? Por mais que tenha demorado, sinto-me uma vencedora, uma gigante. O caminho trilhado desde 1984 foi um caminho tão cheio de curvas e degraus íngremes, como todo ser humano que luta pelo que deseja, é encontrado dificuldade sim, mas infelizmente lutar, viver pela Arte sendo mulher, negra e vindo de classe desfavorecida, realmente é muito doloroso e esses caminhos são muito mais difíceis, muitas vezes quase impossíveis. O que me blindava para nunca desistir? A certeza que, em algum lugar, existiam outras mulheres como eu. Impossível eu ser sozinha (Mercedes Baptista é uma delas, primeira bailarina clássica do Theatro Municipal do Rio de janeiro). Se na minha época a internet já estivesse em alta, com certeza ela seria meu grande incentivo. Minha mãe sempre me deixou bem ciente: Você não é inferior a ninguém. Você é capaz, você pode, é só querer. E eu quis, mesmo morando muito longe do centro da cidade de Florianópolis, no norte da ilha, onde a arte cultura era completamente escassa, isso nunca me impediu de acordar 5 da manhã, fazer questão de estudar no centro da cidade e também para lá ficar estudando dança das 14 às 22hs O Sesc foi meu grande salvador para que eu desse início a minha vida dançante, a semente plantada em meu corpo e alma foi geminada ali, onde dois grandes mestres e incentivadores(Ildo de Oliveira Rodrigues(In Memorian), e MarIa Aparecida Gonzaga, a popular Xuxu), profissionais afrodescendentes, me orientaram técnica, psicológica e moralmente para que nunca desistisse. E mesmo com receio de receber “NÃO”, e foram vários, batia de porta em porta de academias particulares para aprimoramento profissional da técnica dançante. Quando recebia um sim, primeiramente, era submetida a testes para ver se me encaixava nas turmas, e quando isso acontecia, eu fazia questão de pedir para fazer aula de todos os níveis, desde o preparatório, para aprimorar a base, até o avançado para olhar para as maiores referencias e me enxergar igual ou melhor, isso me abastecia com uma força descomunal, ao mesmo tempo me sentia estranha por ser única. Olhares, indiretas, diretas sempre existiram (por exemplo: "você não irá dançar essa coreografia espanhola porque você não combina com ela", ou "Bolero de Ravel não dança preto….", entre outras), minha defesa era fingir não entender o racismo, afinal o que perdurava e sempre ecoava em minha mente , era: Você não é inferior a ninguém. Mas quando as oportunidades chegavam, agarrava com unhas e dentes e me sobressaía, a ponto de me convidarem para dançar coreografias que jamais imaginava poder dançar com bailarinos extremamentes adiantados. Receber o não e guardá-lo para fazê-lo virar um sim, através de convites por competência, foi uma estratégia que deu certo. Hoje aos 50 anos de vida e 40 de dança, formada em Educação Física e Gestão esportiva, em balé clássico (método Vaganova), pós graduada em Dança, Educação e Cultura, e Psicologia da Dança, coreógrafa premiada, com experiências internacionais, me sinto mais que vencedora, me sinto uma influenciadora da vida real, onde posso através de minhas experiências e exemplos, fazer muitas de minha raça saberem, sentirem, que nunca deixamos ou deixaremos de ser capaz, isso não existe , ser um ser humano com igualdade de direito e deveres é base de vida. Escolhi viver PELA Arte e não Viver DELA, porque ela é capaz de fazer a vida ser mais leve e sentida emocionalmente, e isso é viver um dia de cada vez. Andréia Zaida

Especificação técnica

Números do projeto: 90 minutos de duração 270 dias de preparação/ensaios 20 coreografias 100 alunos 40 profissionais técnicos e artistas 900 pessoas público 900 programas 200 figurinos 1 teatro 1 telão 3 câmeras 200 holofotes de luz 1 mesa de luz 1 mesa de som 60 pessoas impactadas economicamente (de forma direta e indireta)

Acessibilidade

O teatro Ademir Rosa, onde será apresentado o espetáculo, tem todos os facilitadores exigidos para a Acessibilidade Física. O espetáculo conta com crianças de espectro autista no palco e terá uma intérprete de Libras, especialista em Dança, para a ampliar a compreensão do espetáculo.

Democratização do acesso

O espetáculo vai distribuir ingressos grátis. A forma de divulgação é através de redes sociais, rádio e programas de televisão, através da assessoria de imprensa.

Ficha técnica

Andréia Zaida, coreógrafa e bailarina - sócia e Diretora Criativa do Estudio de Dança Andréia Zaida. Foi a primeira bailarina a fundar uma escola de danças do norte da ilha de Florianópolis, onde nasceu. Tem contribuído para a cultura de forma ampla e irrestrita pois seus alunos e colaboradores tem levado a dança a incontáveis festivais de dança de Santa Catarina e conquistado muitos prêmios e menções ao longo desses anos. Ministrou aulas e Oficinas de dança no SESC- Ingleses em Florianópolis/SC durante 4 anos até se desligar completamente para abrir seu Estúdio. Andréia Zaida fez parte da base da história da dança catarinense, sendo participante do grupo Shapanã, do premiado e respeitado coreografo Ildo de Oliveira Rodrigues, nos 80/90, com experiência em jazz, dança moderna, danças populares, contato- improvisação, balé clássico, afro e dança de salão. Tem inúmeras viagens nacionais e temporadas internacionais com companhias de dança, entre elas a de Jaime Aroxa, um de seus mestres. Entre os países onde levou sua dança e também ministrou cursos, está Alemanha (2004/2005) e a Turkia (2008). Em 2011 obteve o Prêmio Campeão Ritmos a Dois no Festival de Dança de Joinville, o maior do Brasil. Entre os Festivais dos quais participa estão Festival de Danças de Joinville (em 2023 leva o prêmio no gênero Danças Populares), Prêmio Desterro, Dança em Cena, Festival Santa Catarina Dança, A noite é uma Criança e Torneio Latino Americano Universal Dance.Contribui amplamente com a cultura popular coreografando para Comissões de Frente de escolas de samba e também atuando como bailarina. É graduada pela Unisul e atualmente conclui pós graduação em Dança Contemporânea, Dança Educação e Novas Técnicas de Movimento. Dedica-se a ministrar aulas, cursos, aperfeiçoamentos, montagens coreográficas e participação em festivais e congressos pelo Brasil, onde vem acumulando prêmios e convites para novas contribuições com a cultura de um modo geral. Vanusa Ferlin - Diretora - Formada em Artes Cênicas pela PUC /PR e Teatro Guaíra. Em São Paulo cursou o Centro de Pesquisas Teatrais do SESC, de Antunes Filho. Dentro do CPT estudou dramaturgia, direção de cena, cinema e participou do espetáculo “A Vereda da Salvação”. Ao mudar-se para Buenos Aires, após o término da novela “Chiquititas”, onde atuou, dedica-se a escrever roteiros em parceria com seu marido, diretor de TV (Telefé Argentina) e aprimora seus conhecimentos sobre produção e produção executiva em TV, cinema e língua espanhola. É Diretora e Produtora Executiva desde 2012. Tem capacitação em Projetos Culturais e Captação de Recursos pela Lei Rouanet. Curso de Produção em cinema com Carol Marins (Calendula Filmes). Como roteirista e Diretora, o curta “Meu Tio Que Me Disse”, foi selecionado em inúmeros Festivais e Mostras de Cinema, licenciado para a Mostra Nacional de Cinema do Sesc e CanalBrasilTv. Produziu e roteirizou o documentário Antigas Brincadeiras, contemplado no Prêmio Catarinense de Cinema/2018 a ser exibido pela CineBrasilTV e a série documental de 3 episódios “Chiquititas - Anos Depois”, a estrear na Paramount TV. Capacitação em Projetos Culturais pelo MinC e FGV com Thiry-Cherques e cursou AIC Produção Executiva com Paola Telles (O2 Cine). Cristian de Ciancio, audiovisual,natural de Buenos Aires, radicado no Brasil há 20 anos, cinegrafista desde os 18 anos na Argentina. Trabalhou nos canais de TV: TELEFE, Canal 13 (eltrecetv), Canal 9 (elnueve) Canal 7(tv. pública), Polka Produções de Adrián Suar, 4 Cabezas (eyeworks – Warner Bros) de Mário Pergolini (CQC Argentina), Endemol, Big Brother (el gran Hermano). Filmou mais de 15 novelas, algumas em co-produção com Argentina, México, Brasil e Espanha, entre elas, Chiquititas, Verano del 98, Revelde Way, Los simuladores. Trabalhou com os atores mais famosos do cinema argentino, como Ricardo Darín, Norma Aleandro e Federico Luppi. Estudou teatro e direção de atores com Agustín Alezzo, o mais renomado diretor da Argentina. Fundou a BITUIN FILMES em 2012 . Pegada Nagô, coletivo de mulheres negras, reune-se em 2017 através da idealizadora Solange Adão, com objetivo de contar a história que a história ainda não conseguiu contar sobre o povo negro brasileiro, através das artes de dançar, cantar, interpretar. Pegada Nagô nasce fortalecida com relatos pessoais, pesquisas e ajuda de militantes que compartilham saberes ancestrais e históricos intitulado: Afro – Memórias. O afro – Memória, são rodas de conversas organizadas pelo coletivo, onde é convidado um palestrante que promove o debate sobre determinado assunto sobre a história afro-brasileira. As rodas são organizadas uma vez ao mês onde recebem ilustres militantes da cidade, com rodas compartilhadas com alunos de alguma escola pública convidada. Hoje são 17 mulheres que participam ativamente das conversas onde se apresentam: congressos sindicais, teatro, clubes e instituições de ensino. “Caminho” é um espetáculo extraído dos poemas de Solange Adão, Dandara Manoela, Bruna Barreto e Ricardo Conceição. Seu objetivo é relatar a escravidão arbitraria do povo preto, seus ritos, mitos, através da batida do tambor que não cala com a presença forte do coletivo. Força, resistência, ancestralidade e pertencimento. Tem o intuito do resgate da cultura afro brasileira, mostrando a potencialidade de ser negro em um país que sofre com genocídio da população preta. Irani Brunner Apolinario - Designer e Operador de luz- Iniciou sua carreira como técnico de luz em 1984, no Teatro do CIC em Florianópolis. Diretor de palco do teatro do CIC dos anos de 1991 até o ano 2008 Administrador do Teatro Pedro Ivo da sua inauguração até fevereiro de 2020. Trabalhou com grupos de teatro e dança de Florianópolis, como por exemplo: Teatro Sim Porque Não, Dromedário loquaz e Grupo Armação, Cena 11 cia de dança Grupo Desterro, Shapanã, Mostra de Dança de Florianopolis e em óperas e Musicais como Carmen, La traviata, Madama Butterfly, Cavalleria Rusticana, Noviça Rebelde, Evita, Cats, Rock Camerata, Camerata e Zeca Baleiro, Camerata e Paulinho Moska, fazendo luz nos principais teatros do país e em vários países da Europa. Implantou os sistemas de som e iluminação do Teatro Governador Pedro Ivo. Montou os sistemas de som e luz do Teatro Da Ubro Foi consultor nos projetos de iluminação do Teatro Ademir Rosa, e Teatro Santa Terezinha. Projetou e executou a iluminação cênica do Franz Cabaré em Florianópolis.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.