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Este projeto tem o objetivo de subsidiar (produto principal) a montagem e uma temporada de estreia da Ópera Ariadne em Naxos, de Richard Strauss. Com produção da ABAL (Associação Brasileira de Artistas Líricos) e direção geral de Fernando Bicudo, a ópera contará com maestro principal e cantores/solistas de destaque internacional, e também com importantes solistas nacionais convidados. Além da montagem e da temporada propostas, o projeto contemplará também a realização de um (produto secundário/contrapartida social) Ensaio Aberto com entradas gratuitas e voltado para estudantes e professores da rede pública de ensino.
SINOPSE: ÓPERA "ARIADNE EM NAXOS, DE RICHARD STRAUSS" A história da ópera se baseia na lenda grega mitológica de Ariadne, abandonada por Teseu na Ilha de Naxos. Quando a cortina sobe, Ariadne está deitada diante de uma caverna, velada por suas ninfas companheiras Dríade, Náiade e Eco, também observada por Zerbinetta e por Arlequim, que tentam despertá-la com uma canção. Ariadne não vê, nem escuta. Ela espera a chegada do Mensageiro da Morte, que a livrará de uma vida de desespero e solidão. Abandonada por Teseu, ela só aspira à morte. Zerbinetta e seus parceiros masculinos - Arlequim, Truffaldino, Brighella e Scaramuccio – fazem outra tentativa com canções e danças para animá-la. Finalmente, Zerbinetta, em seu recitativo e ária, fala à Ariadne de mulher para mulher, lembrando-lhe a volubilidade dos homens, a fraqueza das mulheres, a alegria de estar amando e, ao mesmo tempo, a doce compulsão de trocar um velho amor por um novo. Ariadne retira-se para sua caverna, perplexa. Os comediantes retornam e divertem-se com namoros. Zerbinetta namora um por um e, de repente, desaparece com Arlequim, deixando os outros à sua procura. As ninfas, tendo percebido a aproximação de um navio, relatam a chegada de uma “radiante maravilha de um jovem deus”. É Baco!!! Ariadne surge de sua caverna e o saúda como Teseu; depois, retificando, como mensageiro dos mensageiros, por que ela esperava e pede para que ele a leve para “o outro lado”, para a terra onde tudo é esquecimento e não há sofrimento. Baco, profundamente emocionado, revela que ele é um deus e que “as estrelas morrerão antes que ela, Ariadne, morra em seus braços”. Depois de um longo e apaixonado dueto, um pálio desce do céu sobre os amantes. A melodia das ninfetas é ouvida uma vez mais. Ao longe, Zerbinetta repete as palavras “quando o novo deus surge, as mulheres rendem-se, sem uma palavra...” As vozes estáticas de Ariadne e Baco são ouvidas, enquanto a ópera termina.
PRODUTO PRINCIPAL (Apresentação de Artes Cênicas / Ópera) Este projeto tem o objetivo de subsidiar (produto principal) a montagem e uma temporada de estreia da Ópera Ariadne em Naxos, de Richard Strauss. Com produção da ABAL (Associação Brasileira de Artistas Líricos), a ópera contará com maestro principal e cantores/solistas de destaque internacional, bem como importantes solistas convidados nacionais. Ariadne será trazida à vida mais uma vez sob a batuta do estimado maestro Eugene Kohn (NY, USA), que também conduziu a renomada e única produção dessa obra realizada no país, em 1988. Eugene Kohn está preparado para infundir a apresentação com uma dimensão extraordinária, conduzindo a experiência artística a patamares ainda mais elevados. À medida que as cortinas se abrem, essa performance se destaca também como uma comovente homenagem ao reino das artes líricas, em particular, à atuação da Associação Brasileira de Artistas Líricos (ABAL). A ABAL é uma das mais antigas sociedades musicais do país, fundada em 1932, por Bidu Sayão e pelos mais importantes artistas líricos brasileiros da época, sendo reconhecida de Utilidade Pública pelo Decreto-Lei no. 5316, de 8 de janeiro de 1935. Atualmente, a tradição e o legado da ABAL vêm sendo continuados pelo destacado diretor, produtor e artista Fernando Bicudo, atual presidente da entidade e que também assina a direção geral da montagem. A montagem traz uma concepção cenográfica inovadora, que harmoniza elementos e objetos cênicos construídos a partir de materiais tradicionais, com recursos expressivos e efeitos especiais digitais que dialogam com as linguagens da vídeo-arte, do audiovisual e das novas tecnologias em geral. Após a fase de montagem, o projeto pretende realizar pelo menos 4 apresentações/récitas do espetáculo proposto, em um espaço cultural central e de fácil acesso a todos, na cidade do Rio de Janeiro. As entradas/ingressos para as apresentações propostas serão distribuídas de forma democrática e acessível, conforme resumo abaixo (mais detalhes, ver Plano de Distribuição): - 10% dos ingressos terão distribuição gratuita de caráter social (população). - 10% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente em caráter promocional e de divulgação. - 10% também serão distribuídos gratuitamente junto a patrocinadores e apoiadores do projeto. - 20% dos ingressos serão comercializados a preços populares/promocionais (até 3% do salário mínimo vigente) - 50% dos ingressos serão comercializados a preços com valores definidos pela proponente, mas respeitando os limites legais. No conjunto de ingressos comercializados, será observada a aplicação das regras de meia-entrada para os públicos previstos na legislação federal, estadual e municipal. A partir desse plano de distribuição do produto principal do projeto (apresentação de artes cênicas / ópera), espera-se alcançar diretamente 4.800 pessoas, uma média de 1.200 pessoas por récita. PRODUTO SECUNDÁRIO (Contrapartidas sociais - Ensaio Aberto) Além da montagem e da temporada inicial proposta, o projeto contemplará também a realização de um (produto secundário/contrapartida social) Ensaio Aberto com entradas gratuitas e voltado para estudantes e professores da rede pública de ensino, a título de contrapartida social. Espera-se alcançar com essa atividade um público direto de 480 pessoas (10% do público do produto principal).
Ariadne auf Naxos foi a terceira obra feita em colaboração entre Richard Strauss e Hugo von Hofmannsthal, depois de Elektra e de O Cavaleiro da Rosa. Sua gênese se constituiu em um dos mais curiosos capítulos da história do melodrama. Depois do impacto causado por Elektra e do fenomenal sucesso do Cavaleiro da Rosa, tão logo consagrada como a sensação da década em todos os palcos do mundo, Strauss e Hofmannsthal passariam a figurar como a dupla ideal, completando um ao outro na medida exata. Com efeito, poucas vezes na história do teatro lírico se verificou tão perfeita simbiose quanto a que imediatamente se estabeleceu entre os dois artistas. Quando os ensaios de O Cavaleiro da Rosa apresentaram sérios problemas, o grande diretor de cena e figura exponencial do teatro moderno Max Reinhardt pôs-se a trabalhar e transformou essa obra no maior sucesso da dupla. Como agradecimento, o compositor e o librettista prepararam para Reinhardt uma versão bastante reduzida da peça de Molière Le Bourgeois Gentilhomme, com música incidental, na qual pudessem intercalar uma ópera em um ato. Essa foi segundo dizem ideia mais concebida por Hofmannsthal, seria o "divertimento" da peça encomendada por M. Jourdan. Imaginou o librettista uma mistura de tipos heroicos e mitológicos, com costumes do século XVIII, imitando cenas da commedia dell’arte e adicionando os elementos da "comédia clara". A esse espetáculo o compositor e o librettista deram o nome de Ariadne auf Naxos. A elegante plateia do Teatro da Corte de Stuttgart compareceu entusiasmada à estreia do dia 25 de outubro de 1912. Era a primeira estreia de uma ópera de Strauss depois do estrondoso sucesso de O Cavaleiro da Rosa. O próprio Strauss tomou regência, e a grande soprano Maria Jeritza encarnou com brilho a figura de Ariadne no grande triunfo. No entanto ninguém conseguiu entender os enigmas propostos por aquela verdadeira valsa austríaco doido. Hofmannsthal realmente havia exagerado. Ao invés de uma ópera dentro da peça, havia três, quatro ocorrências paralelas. O próprio Max Reinhardt, ávido de coisas de vanguarda, embatucou. O fiasco só não foi total pela presença de Strauss, já ídolo do público alemão, visto como um continuador das tradições musicais do século XIX, então abaladas por incômodas novidades. Felizmente, com o tempo, *Ariadne* acabou fazendo uma carreira crescente nas maiores casas de ópera de todo o mundo, e pode ser hoje considerada uma das partituras mais acabadas do repertório straussiano. Sua música é muito mais apurada, a longo prazo, que o dói mais esclarecido crítico. Muita gente até hoje ainda encontra coisas erradas em *Ariadne*, mas o sucesso e a aceitação geral que essa obra recebe onde quer que se apresente provam que Hofmannsthal estava certo ao prever que ela viveria longo tempo depois de seu criador. Grandes artistas dedicaram-se a *Ariadne* desde seu nascimento: Bruno Walter, Furtwängler, Busch, Krauss, Kleiber, Krips, Knappertsbusch, Karajan, regeram-na sempre com imenso interesse. Jeritza, Lehmann, Reining, Cebotari, Flagstad experimentaram o desespero da protagonista na ilha deserta. A grande ária de Zerbinetta tornou-se o teste supremo para os sopranos ligeiros coloratura, com suas fascinantes subidas às regiões super-agudas, em que se notabilizaram Kurz, Peters, D’Angelo. Strauss sempre insistiu em declarar *Ariadne* sua ópera mais moderna. Certamente não ocorrem nela os impactos de *Elektra* e de *Salomé*, nem os populares de *O Cavaleiro da Rosa*. Justamente por isso, por essa descrição e beleza de linhas que lhe são peculiares, permanece até hoje como uma das mais refinadas obras do repertório operístico, cada dia mais valorizada pelo público e pela crítica, que sempre nela encontram novas mensagens e novas belezas. Apesar do interesse e reconhecimento crescentes por essa obra de Strauss em todo mundo, o público brasileiro só teve uma única e rara ocasião de fruir, em solo nacional, desse patrimônio da cultura universal. Essa oportunidade foi a montagem realizada por Fernando Bicudo e Eugene Kohn em 1988, os mesmos dois criadores centrais que agora se reencontram, quase 40 anos depois, para dar vida a esse novo projeto. Contando com solistas renomados e uma grande produção, a temporada realizada em 1988 era moderna, avançada para os padrões da época, tal como pedia a proposta original dos gênios criativos de Strauss e Hofmannstha. No entanto, ao contrário da rejeição e da crítica vivida pela dupla original de criadores em sua estreia na Stuttgart de 1912, a aposta e ousadia de Bicudo e Kohn na montagem da obra em terras brasileiras foram coroadas com um enorme sucesso de crítica e de público em todo o Brasil. A despeito desse sucesso, é consenso, entretanto, que a obra ainda é pouco conhecida no país e poderia chegar a públicos ainda mais expressivos, a partir de uma nova montagem ainda mais ousada e contemporânea, com uso de tecnologias (para cenários e outros elementos cênicos) impensáveis para o contexto da produção realizada nos anos 1980. Assim, a ABAL, firme em sua missão quase centenária de contribuir para difusão e democratização no Brasil do acesso às obras líricas consagradas mundialmente e de valor universal, espera poder contar com o valioso apoio do Ministério da Cultura para a concretização desse importante projeto, cuja realização seria impossível sem os auspícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto atende pelo menos os seguintes incisos do Art. 1° da Lei Federal de Incentivo à Cultura: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Quanto ao artigo 3°, o projeto concorre com pelo menos as seguintes finalidades previstas em seus incisos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
DOCUMENTOS ANEXADOS À PROPOSTA: Além da documentação obrigatória do proponente, anexos à presente proposta os seguintes documentos: - No campo "Informações adicionais", apresentamos (em PDF único): > Resumo/Sinopse da "Ópera Ariadne em Naxos" > Curriculos completos dos integrantes da ficha técnica principal do projeto - No campo "Carta ao proponente" (por ausência de outros campos para tanto), apresentamos (em PDF único): > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que irá apresentar, oportunamente, todas as autorizações, licenciamentos e alvarás que se fizerem necessários junto ao poder público local para realização das atividades do projeto. > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que não irá adquirir bens permanentes com os recursos do projeto. > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que obterá, se necessário, quaisquer autorizações e licenças em caso de uso de obras protegidas e/ou que envolvam direitos autorais de terceiros. > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que adotará as medidas sanitárias vigentes, conforme portaria SECULT/Mtur n.44/2021. > Declaração firmada pela proponente atestando que o projeto cultural é uma produção independente. OBSERVAÇÕES SOBRE ORÇAMENTO: Como se poderá observar, não lançamos no orçamento custos com passagens áreas internacionais e outros custos (como locação de teatros / espaços culturais em que serão realizadas as récitas), pois esperamos pagar tais despesas por meio das receitas próprias geradas pelo projeto com a comercialização de parte dos ingressos, como detalhado no plano de distribuição.
Não se aplica.
AS MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE ABAIXO VALEM PARA OS DOIS PRODUTOS CULTURAIS DO PROJETO (Espetáculo de Artes Cênicas/Ópera - Produto Principal e Ensaio Aberto - Produto Secundário, exceto quando indicado). Acessibilidade física: Será escolhido equipamento cultural para realização dos Espetáculos, do Ensaio Aberto (contrapartida) a que já conta com as seguintes medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência física/motora ou mobilidade reduzida: - Áreas/cadeiras reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, próximas ao palco no teatro. - Rampas de acesso, piso táctil, corrimões, banheiros adaptados, elevador. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - As medidas acima citadas não geram custos adicionais ao projeto. Acessibilidade Para Pessoas com Deficiências Visuais: - Linguagem sonora / musical: as pessoas com deficiência visual podem fruir dos aspectos musicais do Espetáculo e do Ensaio Aberto. - Descrição das imagens na comunicação on-line do projeto: as postagens com imagens nas redes sociais serão acompanhadas de textos descritivos e a hashtag #pratodosverem. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - As medidas não envolvem custos adicionais para o projeto: a descrição das imagens nas redes está contida no trabalho de gestão de redes sociais, previsto nos Custos Vinculados de Divulgação do projeto. Acessibilidade Para Deficiências Auditivas: - Contaremos com intérprete de LIBRAS no Ensaio Aberto. - Contaremos com legendas eletrônicas no Espetáculo. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - Intérprete de Libras. - Legendagem. Acessibilidade Para Pessoas com Deficiências Intelectuais / Espectro Autista: - Disponibilização de um profissional da equipe capacitado para atendimento (se necessário) a respeito das atividades do projeto para esses públicos, incluindo transtorno do espectro autista. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - Produtores e assistentes. A equipe de produção contratada já deverá possuir esse treinamento.
MEDIDAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO: PRODUTO PRINCIPAL - apresentação de artes cênicas / ópera Em conformidade com as determinações da Instrução Normativa 11/2024, as entradas para as apresentações se darão de forma democrática e acessível, como se segue abaixo (mais detalhes, ver Plano de Distribuição): - 10% dos ingressos terão distribuição gratuita de caráter social. - 10% dos ingressos serio distribuídos gratuitamente em caráter promocional e divulgação. - 10% também distribuídos gratuitamente, junto a patrocinadores e apoiadores. - 20% dos ingressos serão comercializados a preços populares/promocionais (até 3% do salário mínimo vigente). - 50% dos ingressos serão comercializados com valor definido pela proponente, mas respeitando os limites legais. Para todos os ingressos comercializados, será observada a aplicação das regras de meia-entrada para os públicos previstos na legislação (federal, estadual e municipal). Espera-se com esse plano alcançar diretamente 4.800 pessoas com os espetáculos, uma média de 1.200 pessoas por récita. PRODUTO SECUNDÁRIO - Contrapartidas Sociais - Ensaio Aberto Além das medidas de democratização para o produto principal, o projeto contemplará também a realização de um (produto secundário/contrapartida social) Ensaio Aberto com entradas gratuitas e voltado para estudantes e professores da rede pública de ensino, a título de contrapartida social. Espera-se alcançar com o Ensaio Aberto um público direto de 480 pessoas (10% do público do produto principal). MEDIDAS DE AMPLIAÇÃO DO ACESSO Como medida complementar de ampliação do acesso, ofereceremos pelo menos 3 (três) vagas de estágio em produção cultural para jovens de comunidades/favelas do Rio de Janeiro. Para seleção dos beneficiários, buscaremos parcerias com entidades socioculturais reconhecidas. Com essa ação, esperamos contribuir para inserção de jovens agentes culturais no mundo das artes líricas e da ópera, muitas vezes tão distante de suas realidades. Entendemos que essa pode ser uma oportunidade transformadora para os jovens contemplados e uma porta de entrada para potenciais carreiras e caminhos profissionais no segmento. A medida acima proposta alinha-se com pelo menos dois incisos do artigo 30 da Instrução Normativa nº 11/2024, que trata das ações elegíveis para atendimento dessa obrigação legal de ampliação do acesso, a saber: "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas"; "X - oferecer bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcancem públicos prioritários e vulneráveis."
REMUNERAÇÃO DA ENTIDADE PROPONENTE: A entidade proponente será remunerada por funções previstas no projeto e que serão realizadas pelo seu corpo técnico. As rubricas destinadas à própria entidade estão contidas nos Custos Vinculados de Administração e Comunicação. Destaca-se que outros profissionais e empresas também serão contratados com esses custos vinculados e que os valores pagos à ABAL respeitarão os limites permitidos para remuneração própria da proponente, conforme legislação. FICHA TÉCNICA PRINCIPAL (ver currículos completos nos anexos) FERNANDO BICUDO (DIREÇÃO GERAL) Como diretor e produtor de óperas e espetáculos, Fernando Bicudo apresenta uma quantidade quase inumerável de trabalhos, todos de grande importância e repercussão. Nos anos 80, foi Diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1989, fundou a Ópera Brasil, em parceria com a OSB. Em 1990, comandou a reabertura do Teatro Amazonas em Manaus. Em 1991/2004, restaurou e dirigiu o Teatro Arthur Azevedo de São Luís. Em 2005, levou seu espetáculo multimídia “Terra Brasilis” à Itália. Produziu e dirigiu mais de trinta óperas, entre elas, o recorde mundial de público de ópera: "Aída" de Verdi, encenada na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Esta produção foi montada no Metropolitan Opera House de N.York e ganhou o Emmy de Melhor Espetáculo das Artes Clássicas, em 1989, com Placido Domingo e Aprile Millo. Lançou o polêmico diretor teatral Gerald Thomas na montagem da ópera "O Navio Fantasma", de Richard Wagner no Municipal do Rio. Dirigiu a abertura da Eco-92, transmitindo "Amazônia Viva" para 55 países, ao vivo; Montou Porgy and Bess, de George Gershwin, a 1a. ópera com elenco só de negros no Municipal do Rio; Concebeu, escreveu e dirigiu a ópera popular "Catirina", baseada no auto do bumba-meu-boi do Maranhão; dirigiu o "Auto da Liberdade", com 2107 artistas no palco ao ar livre em Mossoró; excursionou pelo Brasil com sua versão da ópera "O Escravo", de Carlos Gomes; Foi o único brasileiro a dirigir o tenor Placido Domingo em uma ópera ("Carmen", de Bizet, no Municipal do Rio). Em 2008, foi eleito Presidente da ABAL, uma das mais antigas sociedades musicais do país. EUGENE KOHN (MAESTRO / REGENTE PRINCIPAL) Eugene Kohn esteva imerso na ópera desde muito jovem, acompanhando as aulas vocais de estrelas da "era de ouro" como Giovanni Martinelli e Maria Jeritza. Ele se tornou o maestro "protegido" de Fausto Cleva da Metropolitan Opera e, na década de 1970, começou a se apresentar em público como acompanhante de recital de algumas das maiores vozes da ópera: Renata Tebaldi, Giuseppe DiStefano, Franco Corelli, Maria Callas e o jovem Luciano Pavarotti. Kohn teve a oportunidade de estudar o repertório sinfônico da Europa Central com Erich Leinsdorf e foi assistente de repertório sinfônico, coral e operístico de Thomas Schippers. Vários anos regendo orquestras sinfônicas regionais e companhias de ópera levaram à sua estreia na Metropolitan Opera em 1980, regendo "La Gioconda". Seu reengajamento no MET para várias produções diferentes levou a estreias em grandes teatros internacionais. Enquanto residia na Europa nas décadas de 1980 e 1990, Kohn regeu nas casas de ópera de Viena, Hamburgo, Berlim (ambas), Barcelona, Roma, Nápoles, Paris, Buenos Aires, etc. Ocupou o cargo de Maestro Convidado Principal na Ópera de Bonn, onde ampliou seu repertório alemão com produções de "Fliegende Hollaender", "Rosenkavalier", "Zauberfloete", "Fidelio" etc. Também atuou por oito anos como Diretor Musical da Sinfônica de Porto Rico, aumentando seu repertório com ciclos de Mahler, Stravinsky e Bruckner. Nos últimos dez anos, Kohn dividiu seu tempo igualmente entre sinfonia e ópera. Também atua como Diretor Musical para concertos em todo o mundo com Plácido Domingo, colaboração de várias décadas documentada em DVDs e gravações. Fez turnês como diretor musical do tenor Andrea Bocelli e também regeu Brynn Terfel, Anna Netrebko e Angela Georhgiu. Mais recentemente, estreou ainda com o Leipzig Gewandhaus em uma Gala Verdi com Placido Domingo e conduziu outro concerto com Vittorio Grigolo e Angela Georghiu em Sta Monica. Kohn pré-gravou para EMI, Sony e DECCA e também pode ser visto como ator de tela no filme de Zeffirelli "Callas Forever" (com Jerermy Irons e Fanny Ardant), onde ele recria seu papel na vida real de anos antes como acompanhante da Sra. Callas. FERNANDO PORTARI - Cantor/Solista (Tenor) O tenor Fernando Portari é carioca, com uma carreira internacional em ascensão. Estreou em 2010, no Teatro alla Scala, de Milão, interpretando “Fausto”, de Gounod , tendo-se apresentado em Berlim, na Staatsoper, na ópera “Manon”, de Massenet . Apresentou-se também nos teatros La Fenice, de Veneza, na Ópera de Roma, no Teatro São Carlos de Lisboa, na Deutsche Oper de Berlim, na Comunale de Bologna, no Novaya Theater de Moscou, No Teatro Municipal de São Paulo, Theatro São Pedro, Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Amazonas, e também em Tokyo, Helsinki e Varsóvia. Atuou também em “Anna Bolena”, no Teatro Massimo de Palermo, em “La Traviata”, nas Óperas de Hamburgo e em Colônia, em “La Bohème”, em Berlim e em Sevilha, e em “Werther”, no Teatro Bellini de Catania e em La Coruña. Recebeu os prêmios APCA e Carlos Gomes (2 vezes); em São Paulo e no Rio de Janeiro interpretou a maioria de seus papéis: Rodolfo, Romeo, Pynkerton, D. José, Hoffmann, Pelléas, Nadir, Des Grieux, Ernesto, Nemorino, Almaviva, Ramiro, Ottavio, Cassio, Fenton, Rake, Edipo, Roderick Usher, e cantou as estreias mundiais das óperas “A Tempestade”, de Ronaldo Miranda, sobre texto de Shakespeare, e “Olga”, de Jorge Antunes, baseada na vida de Olga Benario. Gravou o oratório “Colombo”, de Carlos Gomes (Premio Sharp), as canções de Gilberto Mendes, “A Canção da Terra” pelo selo ALGOL, o DVD da ópera Il “Crociato in Egitto”, de Meyerbeer, produção do Teatro La Fenice, de Veneza, e o DVD da ópera “La Rondine”, de Puccini, produção do La Fenice de Veneza. Cantou na Ópera de Genebra, interpretando Henri em “Les Vêpres Siciliennes”, de Verdi, e no Teatro Liceo de Barcelona, em “Fausto”, de Gounod, no papel título; no Teatro alla Scala de Milão interpretou Romeo, em “Romeo e Julieta”, de Gounod. MARIA GERK – Cantora / solista (Soprano) Graduada em Canto/Bacharelado pela UFRJ, a soprano é aluna do estúdio MAMOVOPS. Recentemente participou do 19º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, onde conquistou o 1º Grande Prêmio Feminino e o prêmio Festival Amazonas de Ópera. Apresenta-se ao lado do violonista Pedro Brandão, finalista do Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter de 2019, que cursa bacharelado em violão pela UFRJ, onde estuda com a Profª Dra. Márcia Taborda e o Prof. Dr. Marcus Ferrer. ABAL - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARTISTAS LÍRICOS (Realização) A ABAL é a mais antiga entidade cultural produtora das Artes Clássicas, ativa, no Brasil, tendo sido fundada a partir de um movimento liderado por Bidu Sayão, a maior artista lírica brasileira de todos os tempos, e por Walter Mocchi, seu marido e mais importante empresário artístico da América Latina. No Brasil, as primeiras temporadas líricas de Walter Mocchi, com os maiores artistas líricos da época, foram no Theatro Imperial D. Pedro II, em fins do século XIX. Com a República, teve seu nome trocado para Theatro Lirico, que foi a mais importante casa de espetáculos do Brasil até a abertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, para onde Mocchi transferiu suas temporadas. Após a inauguração do Municipal em 1909, Mocchi assumiu a programação de suas vinte primeiras temporadas líricas (de 1909-1929). Com a Quebra da Bolsa de Chicago em 1929, Mocchi sugeriu ao Prefeito que criasse corpos artísticos no Municipal. Sem recursos, o Governo formou apenas a Orquestra e Mocchi se comprometeu a fornecer os demais artistas para volta das grandes temporadas e criou a ABAL. Diante da contribuição, o Governo do Distrito Federal concedeu, em 1935, o título de Sociedade Civil de Utilidade Pública à ABAL.
PROJETO ARQUIVADO.