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O projeto "Olhares em Foco" usará a fotografia como ferramenta pedagógica para desenvolver a criatividade, a expressão individual e o conhecimento da linguagem visual de jovens e adultos. Durante as oficinas vivenciais planejadas para acontecer em seis encontros, os participantes terão contato com conteúdos que servirão de estímulo ao pensamento reflexivo e ao desenvolvimento do olhar fotográfico, sendo conduzidos num processo de criação e produção de imagens a partir de dispositivos cotidianos, como celulares. As vivências deste projeto serão materializadas nas montagens expositivas de cada uma das turmas e também na publicação de um fotolivro com os conteúdos mais representativos de toda a jornada.
Não se aplica
Objetivo Geral O propósito principal de "Olhares Em Foco" é empregar a fotografia feita com aparelhos cotidianos como uma ferramenta artístico-pedagógica, contribuindo assim para a ampliação do repertório, criatividade e desenvolvimento da linguagem visual. Durante cinco encontros, os participantes terão acesso a conteúdos relacionados à fotografia e serão incentivados a capturar imagens permitindo que cada um, à sua maneira, desenvolva autonomia crítica e expressividade artística. Ao término da oficina, espera-se que os participantes tenham adquirido maior familiaridade com os processos de fotografia digital e que tenham aprimorado sua expressão visual, artística e criativa através do entendimento desta linguagem. Objetivos Específicos Realizar 10 oficinas de fotografia com 15 participantes, em 5 encontros de 3 horas (no total 150 alunos, com carga horária de 15 horas por turma); Realizar 10 exposições de cada turma com duração de 1 semana; Realizar a impressão de 500 unidades de um fotolivro resultante das oficinas; Criar 01 kit de material de apoio artístico-pedagógico; Produzir 01 vídeo resumo do projeto com acompanhamento do desenvolvimento do processo artístico-pedagógico dos participantes.
Vivemos num mundo onde a fotografia faz parte do cotidiano de todos nós. Muitos jovens e adultos utilizam redes sociais como entretenimento, e frequentemente, sem ter contato com referências artísticas de qualquer natureza. No ambiente digital, a quantidade excessiva de imagens disponíveis não necessariamente resulta num aumento do repertório visual, nem fortalece a capacidade interpretativa ou a criatividade. Por esse motivo, a relevância deste projeto está em sua habilidade de educar sobre a fotografia e artes visuais, incentivar a criatividade e fomentar um pensamento crítico e reflexivo. As oficinas oferecidas proporcionam um aprendizado técnico e cultivam um olhar criativo e crítico em relação ao mundo ao nosso redor. Este projeto se alinha com os objetivos estipulados pela Lei de Incentivo à Cultura, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e fomentando a produção e difusão de arte e conhecimento. O projeto se enquadra especificamente nos incisos do Art. 1º da referida lei, ao alinhar-se com: Inciso I: Estimular a produção e difusão de bens culturais e Inciso II: Proteger e valorizar o patrimônio cultural brasileiro, ao trabalhar com comunidades locais e destacar artistas e iniciativas existentes que promovem a arte fora do grande circuito cultural. Além disso, os objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91 que serão alcançados incluem: O inciso III: Apoio a iniciativas que visem o desenvolvimento de novas linguagens artísticas e culturais, uma vez que o projeto propõe usar a fotografia como mecanismo artístico-pedagógico.
O projeto "Olhares em Foco" tem como público-alvo jovens e adultos, contando com 10 turmas de 15 participantes em um total de 5 encontros. Seus objetivos são: - Proporcionar acesso e expandir o repertório visual; - Disponibilizar referências artísticas e visuais; - Estimular o uso criativo de dispositivos acessíveis; - Reforçar a produção cultural dos participantes; - Fomentar a integração entre jovens, adultos e pessoas com deficiência. Os encontros estarão ancorados no modo de leitura de imagens proposto no livro: "A natureza das fotografias" onde o professor Stephen Shore afirma: "todas fotografias têm atributos em comum". Segundo o autor, a identificação desses atributos comuns para a leitura de qualquer imagem fotográfica determina o modo como o mundo exterior se transforma em imagem na câmera. Essas características também constroem a gramática visual que esclarece o significado de uma fotografia. Neste modo de leitura visual proposto, os repertórios serão abordados pelos seguintes aspectos: nível físico, nível descritivo, nível mental e nível de modelos mentais. A leitura de imagens, também será ancorada no livro “Comunicação Ubíqua: repercussões na cultura e educação, de Lúcia Santaella, que aborda o leitor imersivo virtual “ “É imersivo porque, no espaço informacional, perambula e se detém em telas e programas de leituras, num universo de signos evanescentes e eternamente disponíveis. Cognitivamente em estado de prontidão, esse leitor conecta-se en tre nós e nexos, seguindo roteiros multilineares, multisequenciais e labirínticos que ele próprio ajuda a construir ao interagir com os nós que transitam entre textos, imagens, documentação, músicas, vídeo etc.”. A partir desses aspectos, as oficinas vivenciais terão conteúdos expositivos, passando por técnicas de fotografia (simplificadas para o uso de aparelhos cotidianos) referências de imagens (dando prioridade para artistas e fotógrafos Brasileiros ou naturalizados Brasileiros) e leitura de imagens (conduzidas e/ou disparadas por perguntas ou abordagens estratégicas). Durante as oficinas, pretende-se que os jovens sejam influenciados pelas imagens referenciais, mas que também haja a criação de um ambiente seguro para que os participantes sejam influenciados entre si por meio da leitura e observação das imagens produzidas pelos colegas. Nas oficinas serão propostas atividades coletivas e individuais. Algumas atividades serão vivenciadas durante o horário dos encontros, como por exemplo, uma caminhada de observação dos espaços de onde estivermos presentes. Nesse projeto é muito importante que as imagens produzidas pelos participantes sejam impressas em todos os quatro encontros, e que eles tenham oportunidade de ver suas criações no mundo material. Com diversas imagens à vista, são criadas novas maneiras de criar associações e relações entre as imagens, o que não seria possível caso elas fossem visualizadas em tela. Esta experiência contribui para que o participante forme uma relação diferente com suas fotografias e de seus colegas, adicionando também novas camadas de informação, como o papel e a cor pigmento que é diferente da cor luz. Outro aspecto importante das oficinas é o fechamento desta materialização do conhecimento vivencial, e por isso, cada turma terá uma pequena exposição dos trabalhos mais relevantes. O quinto encontro será dedicado a este preparo e montagem, onde pretende-se que todos estejam envolvidos na curadoria, organização e montagem da exposição coletiva. OFICINAS e EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DAS TURMAS INDIVIDUAIS Encontro 1 - Nível físico das imagens 1. Apreensão da linguagem visual. Análise de imagens e referências. Conhecimento técnico de fotografia. Encontro 2 - Nível descritivo das imagens. 2. Apreensão do Conhecimento Técnico. Atividades de análise de imagens com objetivo de sensibilizar o olhar dos participantes. Análise de imagens produzidas pelos próprios participantes. Encontro 3 - Nível mental. Observação e leitura de imagens referenciais. Atividades de apuração de observação dos trabalhos produzidos pelos participantes. Encontro 4 - Modelos mentais das imagens. Atividades de apuração de observação dos trabalhos produzidos pelos participantes. Encontro 5 - Organização e montagem da exposição final dos participantes. FOTOLIVRO A partir do resultado de todas as turmas será produzido um fotolivro. BIBLIOGRAFIA INICIAL Título: A natureza das fotografias, Ano: 2014, Assuntos: 1. Técnicas fotográficas Título: A pequena história da fotografia. In: WALTER Benjamin. Obras escolhidas: Título: A fotografia como arte contemporânea, Ed Martins Fontes, São Paulo, 2010 Título: A fotografia, entre documento e arte contemporânea, Rouillé, André, Editora Senac, São Paulo Título: Desobediência pelo afeto, Stefania Bril, 2024, Catálogo IMS Título: Labirinto e identidades : panorama da fotografia no Brasil [1946-98], Rubens Fernandes Junior Título: Comunicação Ubíqua: repercussões na cultura e na educação, Lucia Santaella. São Paulo: Paulus, 2013.
Acessibilidade no aspecto comunicacional: formar 2 das 10 turmas das oficinas exclusivamente com pessoas com deficiência.Acessibilidade no aspecto arquitetônico: escolher o local de realização das oficinas com recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
O projeto cumpre os requisitos do Art.29 da IN 1/2024, e o inciso V do art. 30 da referida normativa, como medida de ampliação de acesso, ao oferecer as oficinas de maneira gratuita. Serão produzidas 500 unidades dos foto livros que serão distribuídas gratuitamente para a população.
Paula Zwicker da Rocha Produtora Cultural, Artista Educadora e Fotógrafa. Atualmente trabalha com audiovisual e projetos culturais por meio da sua empresa, Scenas Produções. Começou a carreira como atriz- DRT 22627 SP, passou pela arte educação, produção e planejamento de projetos. Gisa Picosque (Giselda Maria Picosque) Arte/Educadora há mais de 40 anos, pesquisadora independente. Formação em Artes Cênicas e especialização em Teatro-Dança. É sócia-diretora da Touché Cultural. Atua na formação de professores de arte e em projetos educativos e de mediação cultural. É sócia-diretora da Touché Cultural.
Periodo para captação de recursos encerrado.