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O "Curiar" é um festival de teatro voltado para as infâncias e juventudes, a ser realizado em Belo Jardim, Pernambuco. Com o objetivo de promover a arte-educação e democratizar o acesso à cultura. O festival contará com uma programação diversificada, incluindo espetáculos de teatro direcionados a crianças e jovens da zona urbana e rural. As apresentações em escolas públicas da zona rural visam levar fruição teatral a comunidades onde existem lacunas de atividades culturais. Além disso, o festival incluirá ações de formação, fruição e mediação teatral para o público em geral, promovendo o desenvolvimento de habilidades artísticas e a valorização da expressão cultural local. O "Curiar" pretende criar um espaço acolhedor e inclusivo, onde a criatividade e o conhecimento artístico possam florescer, contribuindo para a formação integral dos participantes e o fortalecimento da comunidade.
O "Curiar" reunirá uma programação diversificada de espetáculos teatrais, todos selecionados por meio da curadoria realizada pela coordenação artística do projeto. Os espetáculos deverão possuir uma linguagem teatral com poéticas e estéticas polissêmicas, capazes de ressoar com um público variado de crianças e jovens. Cada obra apresentará uma forma original e poética, incorporando as marcas de seu território e uma dramaturgia que valoriza a originalidade de sua encenação. Além disso, as produções terão estruturas adaptáveis, adequando-se tanto a espaços internos quanto externos, urbanos ou rurais, garantindo que a magia do teatro possa ser vivida em diferentes contextos. Os temas abordados nas peças serão relevantes para as infâncias e juventudes, respeitando sua complexidade e diversidade, e promovendo reflexões sobre questões que impactam diretamente a vida dos jovens. A proposta é que cada espetáculo não apenas entretenha, mas também provoque diálogos significativos e empoderadores, contribuindo para a formação de um público mais consciente e crítico.
Objetivo geral: Promover o acesso e a difusão da produção teatral para as infâncias e juventudes em Belo Jardim, incentivando a reflexão sobre o papel do teatro na educação e na formação cultural das novas gerações. Objetivos específicos: 1. Apresentar espetáculos teatrais: Oferecer uma programação de qualidade com apresentações teatrais que envolvam e inspirem crianças e jovens, estimulando seu interesse pela arte. 2. Realizar apresentações em escolas públicas da zona rural: Levar a experiência do teatro a comunidades rurais, garantindo que crianças que vivem fora dos centros urbanos tenham acesso a experiências culturais enriquecedoras. 3. Desenvolver ações de formação e mediação teatral: Proporcionar atividades de mediação que incentivem a participação ativa dos jovens, desenvolvendo suas habilidades de comunicação e criatividade. 4. Fomentar o diálogo entre artistas, educadores e a comunidade: Criar espaços para troca de saberes, onde artistas e educadores possam compartilhar experiências e práticas, enriquecendo o conhecimento da comunidade local. 5. Contribuir para a democratização do acesso à cultura: Assegurar que todas as crianças e jovens, independentemente de sua origem, tenham a oportunidade de vivenciar e participar de atividades artísticas, promovendo a inclusão e a diversidade.
A relação entre o teatro e a educação é um campo rico de possibilidades para o desenvolvimento humano, especialmente quando se trata da infância e da juventude. O teatro, enquanto prática artística e cultural, oferece não apenas a oportunidade de fruição estética, mas também de aprendizado sensível, estimulando a criatividade, o pensamento crítico, a empatia e a capacidade de expressar emoções. Um festival voltado para o público infantil e juvenil, como este festival aqui apresentado, cumpre um papel essencial na formação de novos espectadores e na criação de experiências transformadoras para essas gerações. O teatro, como ferramenta pedagógica, vai além do entretenimento: ele promove o aprendizado em diversas áreas. O processo de criação teatral desenvolve habilidades cognitivas, motoras, emocionais e sociais, incentivando a cooperação, o diálogo e a escuta atenta. Ao integrar o teatro no ambiente educativo, professores e alunos constroem novas formas de pensar o mundo e de se relacionar com ele. A fruição teatral, nesse sentido, abre portas para reflexões críticas e para a ampliação do repertório cultural dos estudantes, algo fundamental para sua formação cidadã. O festival oferece ainda um espaço de diálogo sobre o papel da arte na educação, com dois painéis específicos voltados para a relação entre teatro e pedagogia. Esses espaços permitirão trocas entre profissionais da educação e das artes, ampliando as possibilidades de uso do teatro como prática interdisciplinar nas escolas, contribuindo para o aprendizado de maneira lúdica e crítica. Estudos mostram que o contato com o teatro e outras formas de arte desde cedo potencializa o desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças e jovens. A fruição de espetáculos teatrais permite que o público se conecte a diferentes universos simbólicos, estimulando sua imaginação, raciocínio e capacidade de interpretar o mundo à sua volta. Além disso, a experiência artística coletiva cria um espaço de encontro e troca, onde a empatia e o respeito pela diversidade são fortalecidos. Para a juventude, o teatro pode ser um potente instrumento de autoexpressão, ajudando a construir uma identidade pessoal e social, além de possibilitar reflexões sobre questões contemporâneas. Ao proporcionar acesso à fruição teatral, o festival contribui para o crescimento emocional e intelectual de crianças e jovens, oferecendo-lhes novas perspectivas e narrativas que dialogam com suas realidades e fantasias. O Festival também tem um papel crucial na valorização da identidade cultural local. A região Nordeste do Brasil é rica em manifestações artísticas e culturais que dialogam com suas tradições e, ao mesmo tempo, apresentam uma contemporaneidade vibrante. No entanto, muitas dessas produções não têm a circulação necessária para atingir um público mais amplo, especialmente em regiões do interior. Ao trazer uma programação composta por espetáculos que refletem a diversidade cultural do território onde se realiza, o festival contribui para o fortalecimento dessa identidade artística, celebrando suas múltiplas expressões e promovendo o intercâmbio cultural. É uma oportunidade única de criar um espaço em que artistas e espectadores se reconheçam nas histórias, nas estéticas e nos modos de fazer teatral que dialogam com sua vivência. Além disso, um festival com essa proposta fortalece a autoestima das crianças e jovens ao verem suas culturas representadas, incentivando o orgulho de suas raízes e promovendo a continuidade dessas tradições. Ao mesmo tempo, abre espaço para novas formas de expressão artística, que dialogam com a contemporaneidade e com as questões atuais da sociedade nordestina. Belo Jardim, apesar de sua tradição cultural, ainda carece de eventos de grande porte que promovam a circulação de espetáculos teatrais de diferentes gêneros e voltados para públicos diversos. Um festival dessa natureza, com foco na democratização do acesso e no fortalecimento da educação através da arte, cumpre o papel de inserir a cidade e a região no circuito cultural do Nordeste. Ao promover espetáculos em equipamentos culturais e espaços alternativos, o festival permite que diferentes comunidades tenham acesso à programação, gerando um impacto social positivo e fortalecendo o tecido cultural local. Dessa forma, o Festival não só enriquece o calendário cultural de Belo Jardim e da região, mas também se estabelece como uma plataforma de fomento à arte e à educação, contribuindo para a formação de um público mais crítico, sensível e conectado às suas próprias raízes culturais. Ficam destacados aqui os incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 nos quais a proposta se enquadra; Inciso I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Inciso II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Inciso VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Ficam destacados aqui também os incisos e líneas do Art 3 da lei 8. 313/91, referentes aos objetivos que serão alcançados com proposta: Inciso II c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; Inciso IV a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Justificando-se, portando, pelos argumentos acima citados da necessidade da realização de um projeto dessa natureza no território de Belo Jardim e pelos benefícios a serem fornecidos por essa realização, a existência desse projeto.
Os espetáculos que vierem a compor a programação serão selecionados por meio de curadoria realizada pela coordenação artística da equipe do projeto e deverão atender aos seguintes critérios: 1. Linguagem teatral com poética e estética polissêmica que alcance público diverso de crianças e jovens; 2. Forma teatral original e poética de cada obra, contando com as marcas de seu território e originalidade de dramaturgia e encenação; 3. Estrutura que se adapte aos espaços internos ou externos, urbanos ou rurais onde a programação for acontecer; 4. Tema relevante as infâncias e juventudes com respeito em sua temática, dramaturgia, poeticidade e encenação. As ações formativas e ações de mediação desenvolvidas para serem inseridas na programação do Festival deverão atender aos seguintes critérios: 1. As atividades devem ser planejadas para garantir que todos os participantes, independentemente de suas origens ou experiências prévias com o teatro, se sintam acolhidos e estimulados a participar ativamente. 2. As formações devem valorizar as expressões artísticas locais e regionais, incorporando as marcas do território em que o festival acontece. Isso inclui reconhecer e explorar as histórias, as tradições e as vivências dos participantes, promovendo uma dramaturgia e encenação que reflitam a originalidade cultural da comunidade. 3. As ações de mediação devem ser adaptáveis aos diferentes contextos onde ocorrem, sejam em espaços internos, externos, urbanos ou rurais. Isso implica desenvolver metodologias que considerem as características do ambiente e do público, permitindo uma experiência formativa rica e dinâmica. 4. As formações devem abordar temas que sejam significativos para as infâncias e juventudes, com um foco em questões que os impactam diretamente. É essencial que as discussões e atividades respeitem a diversidade de experiências e opiniões dos participantes, promovendo um espaço seguro para a expressão e reflexão. 5. As ações formativas devem equilibrar a teoria e a prática, oferecendo aos participantes não apenas conhecimento sobre a linguagem teatral, mas também a oportunidade de experimentar e aplicar esse conhecimento em atividades práticas. Isso pode incluir exercícios de improvisação, jogos teatrais e criação coletiva, promovendo o aprendizado ativo e colaborativo.
Todos as sessões desse projeto adotam medidas de acessibilidade em 100% de suas sessões para todos os produtos, sendo as medidas: Aspecto arquitetônico: Rampas, banheiros adaptados e piso tátil. Medidas para PcDs visuais: visita sensorial. Acessibilidade para PcDs auditivos: intérprete de libras. Acessibilidade para PcDs intelectuais: monitores treinados.
Todos os produtos desse projeto serão distribuídos com 100% de gratuidade; Ampliação de acesso: IV - Disponibilizar, na Internet, registros fotográficos referentes aos espetáculos.
Marilia de Azevedo Santos- Proponente/ Coordenação artística / Curadoria Atriz (DRT:0003883/PE), encenadora, dramaturgista e produtora na área das artes cênicas. Licenciada em Letras pela UFRPE, especialista em Educação e Teatro pelo IFMG. Natural de Garanhuns PE. Atuou em espetáculos e ações de teatro e dança desde 2005 nas cidades de Garanhuns, Caruaru e Recife, como atriz e produtora. Arte-educadora e Gestora cultural no SESC LER Belo Jardim. Cíntia Maiara de Souza – Produção executiva Atriz, produtora e pesquisadora na área das artes cênicas. Bacharelada em Arquitetura e Urbanismo pela UNIFAVIP, especialista em Docência do Ensino Superior - Unopar. Natural de Belo Jardim - PE. Atuou em espetáculos e ações de teatro desde 2014 como atriz e produtora. Como atriz do Coletivo Grão de Teatro desde 2017 em espetáculos composto por mulheres artistas. Também como atriz e produtora no Coletivo Poeira. Faelbi Antônio dos Santos– Produção técnica Professor, ator, encenador e produtor. Formado em Licenciatura Plena em História pela FBJ, Natural de Belo Jardim - PE. 2017 atua na cidade de Belo Jardim como ator, encenador e produtor no Coletivo Poeira, em espetáculos e ações formativas voltadas para o teatro de rua, para teatro para espaços alternativos e para o teatro para as infâncias. Wallace dos Santos Cruz – Apoio técnico Artista visual, Ator e professor de Artes nos anos finais do Ensino fundamental. Desde 2019 atua na cidade de Belo Jardim como artista e responsável técnico no Coletivo Poeira, em espetáculos e ações formativas voltadas para o teatro de rua e o teatro para espaços alternativos.
PROJETO ARQUIVADO.