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Este projeto propõe 24 (vinte e quatro) apresentações do espetáculo teatral "ESTUFA", sendo 12 em São Paulo e 12 no Rio de Janeiro, além bate-papos gratuitos e noites de autógrafo com a jornalista Cristina Fibe, autora do livro "João de Deus - o abuso da fé". "ESTUFA" é uma bio-ficção sobre a experiência da protagonista, Lauanda Varone, durante os 15 anos em que frequentou a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), dirigida pelo médium mundialmente conhecido como João de Deus. Entre plantas carnívoras e objetos reais que recebeu de presente de João Teixeira de Farias, o médium condenado por mais de 300 anos de prisão por abuso sexual, a atriz narra episódios que aconteceram durante suas idas a Abadiânia.
Numa dramaturgia de bioficção criada em colaboração, uma menina, ao lado de duas ajudantes, recebe pessoas em sua estufa para falar de plantas carnívoras. Depois de explanar cientificamente sobre a formação de líquido digestivo, sobre as presas que as plantas são capazes de capturar e como elas devem ser alimentadas, a relação com a realidade crua vai surgindo através de projeções que mesclam tentáculos de plantas e imagens da Casa de Dom Inácio de Loyola, local onde os abusos aconteceram. No cenário, entre plantas, metais e carne, objetos pessoais que ganhei do médium colaboram para que a realidade fique cada vez mais presente num ambiente aparentemente fantasioso. O público, separado ao entrar no cenáro-instalação que forma o espaço cênico, tem aqueles que se identificam como homens posicionados numa plateia, que está praticamente em cena, enquanto aquelas que se identificam como mulheres estão fora de cena, frente a frente com eles, mas “protegidas” pela iluminação difusa e acolhedora. Elas podem observar as reações dos homens, eles vem em cena uma atriz, duas ajudantes que observam todos os seus movimentos detrás de estantes e uma plateia de mulheres em sua frente, compondo a cena. Eu não estou sozinha. A personagem traz todas nós, muitas que já passaram por algum tipo de abuso (seja físico ou psicológico), talvez não por um guia espiritual, mas todas sabem do medo que sentem de se tornarem mais uma nas estatísticas. Entre cerveja, bolinhos de carne e uma atenção especial da personagem, os homens são convidados a ficarem confortáveis, porém isso parece impossível e suas feições caminham junto com o desenrolar da dramaturgia, invariavelmente. Elas, a plateia feminina, são minhas cúmplices em cada palavra dita, em cada intensão cirurgicamente arquitetada.
"Agora eu estou pensando no que vocês estão pensando e se vocês estão pensando "porque ela não falou nada antes?". Eu, elas... tenho certeza absoluta que muitas aqui de vocês já sentiram esse medo. Vocês homens eu não sei. Mas suas filhas sim. Se você é pai e tiver coragem, pergunte à elas. Eu sei a resposta. O medo paralisa. E eu decidi paralisar o medo mais terrível de todos. O de morrer..." Trecho de "ESTUFA" "ESTUFA" foi idealizado por mim, Lauanda Varone, atriz e produtora, em parceria com uma equipe formada majoritariamente por mulheres. Porque era necessário, para mim, dar as mãos a mulheres para que esse espetáculo acontecesse. Desde 2018, quando as denúncias vieram a tona e tomei consciência do que acontecia, passei a me deparar quase que diariamente com notícias, livros e documentários que me confrontavam com um assunto que tentava fugir desde sempre. Não deu mais. Precisei olhar de frente e colocar para fora a voz de quem viveu os abusos cometidos pelo médium João de Deus por 15 anos. João Teixeira de Farias é um médium de fama internacional que hoje é conhecido como "o médium que abusou sexualmente mais de 300 mulheres". Ele era cultuado por uma multidão como um ser dotado de poderes espirituais capazes de curar as mais diversas doenças, mas em Abadiânia, interior de Goiás, sua fama era a de um homem poderoso e influente, com boatos de que usava seu poder para induzir mulheres a atenderem seus desejos sexuais como se fossem trabalhos espirituais - como aqueles aos quais fui submetida dos 13 os 28 anos. Boatos que foram confirmados, julgados e o levou a condenação de 275 anos por diversos crimes. Até então, todo o material resultante desse assunto tinha sido mediado por alguém que se comovia com o caso, que tomava para si a dor e entrevistava, gravava, analisava e organizava as falas das vítimas. Em "ESTUFA" sou eu, vítima (que tomo a liberdade de, inclusive aqui, usar a primeira pessoa para descrever esse projeto) falando dos abusos cometidos por um dos médiuns mais conhecidos do mundo, do lugar de fala de quem viveu por anos o que, até hoje, é difícil de admitir. Mas é preciso falar. É urgente falar sobre abuso, é urgente que haja espaço para falarmos, para darmos voz ao que foi silenciado durante muito tempo, uma voz que fala por várias. Me perguntam por que agora decidi falar, depois de tanto tempo, assim como relativizam muitos casos com a mesma pergunta. Porque estamos vivendo um período em que olhamos para o lado e nos reconhecemos como vítimas. Porque falar, para evitar que mais uma passe pelo mesmo, se tornou necessário, pois quando uma rompe a barreira do silêncio isso ecoa em muitas. Assim como Zahira Mous, em 2018, foi a primeira mulher a vir a público denunciar João Teixeira de Farias, e depois dela uma legião se levantou para dizer "eu também", vi em mulheres que saíram do espetáculo "ESTUFA" a mesma cumplicidade de um "eu também", que na maioria das vezes não precisou ser expressa em palavras, mas o corpo falava. Acolher esses corpos que se identificam, ou se reconhecem no espetáculo, abre caminho para o rompimento de um ciclo, seja ele de silêncio ou mesmo de abuso, como relatos recebidos durante as temporadas na então Oficina Cultural Oswald de Andrade e na Caixa Cultural de Brasília. Segundo as estatísticas publicadas em julho de 2024, uma mulher é estuprada a cada seis minutos no Brasil, os casos bateram recorde em 2023 com um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior: foram 83.988 casos registrados. Um terço das mulheres já foi vítima de abuso e a probabilidade de que nós sejamos abusadas é maior do que a de não sermos. Um treinador condenado por estupro desdenha do crime, uma criança é "convocada" a chupar a língua de um guru, um jogador diz que a mulher estava lubrificada, portanto não abusou de seu corpo. Não é preciso voltar muito no tempo para ver uma mulher que tem sêmem do abusador no corpo ser ridicularizada e colocada em dúvida pela justiça; para saber que mais uma mulher foi mantida em cárcere privado e teve o corpo tatuado a força com as iniciais do nome do seu "companheiro"; ou para ver imagens de uma grávida em trabalho de parto sendo abusada pelo anestesista. São diversos os tipos de abuso, de violação, cotidianamente. É urgente falar sobre isso. É urgente que um condenado a 375 anos não permaneça em prisão domiciliar em uma mansão em Anápolis - GO, como é o caso de João Teixeira de Farias, e é só com esse assunto em pauta, chegando a mais pessoas, gerando discussão, que teremos alguma mudança num cenário triste e dolorido para as mulheres. No estado de São Paulo o número de casos de violência contra a mulher cresceu exponencialmente e nos últimos três anos o registro de abuso sexual com vítimas entre 0 e 17 anos foi de 44.026, sendo que é sabido que a subnotificação ultrapassa os 10%. A capital paulista tem os maiores índices, do Estado. Já o Rio de Janeiro registrou no ano passado o maior número de vítimas de abuso sexual em nove anos, foram 7.363 casos de violência sexual só contra mulheres em 2022 segundo o Dossiê Mulher divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). A maior parte dos casos registrados aconteceu na Região Metropolitana do RJ, com 5.399 casos, ou seja, 73,3% das ocorrências. Levar "ESTUFA" a essas cidades é acrescentar mais uma camada de realidade a um trabalho artístico delicado e potente. É friccionar realidade e arte, impulsionando discussões importantíssimas na sociedade local, principalmente tendo em vista os debates propostos após as apresentações em cada cidade. Não se trata apenas de passar com o espetáculo por esses municípios, mas de deixar neles uma semente de diálogo da forma que só o teatro é capaz de atingir: através da identificação do que se vê em cena. Objetivos Específicos - 12 (doze) sessões do espetáculo "ESTUFA" na cidade de São Paulo - 12 (doze) sessões do espetáculo "ESTUFA" na cidade do Rio de Janeiro - 03 (três) bate-papos após sessões do espetáculo na cidade de São Paulo - 03 (três) bate-papos após sessões do espetáculo na cidade do Rio de Janeiro - 02 (duas) noites de autógrafos do livro "João de Deus: o abuso da fé" feitas pela autora Cristina Fibe após o espetáculo, juntamente com conversa sobre o espetáculo com a presença da equipe do espetáculo "ESTUFA", sendo um evento na cidade de São Paulo e outro na cidade do Rio de Janeiro - 12 (doze) sessões com libras em cada cidade - 12 (doze) sessões com audio-descrição em cada cidade - material gráfico explicativo do espetáculo com impressão em libras - ingressos a preços populares, com cotas destinadas a mulheres e ONG's relacionadas ao tema do espetáculo - debates com psicólogos, advogados e ativistas convidados para debaterem o tema da peça em mesas-redondas abertas ao público Art. 2o Na execução do PRONAC, serão apoiados programas, projetos e ações culturais destinados às seguintes finalidades: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura; XVI - apoiar atividades com outras finalidades compatíveis com os princípios constitucionais e os objetivos estabelecidos pela Lei nº 8.313, de 1991, assim consideradas em ato do Secretário Especial de Cultura do Ministério do Turismo.
"ESTUFA" tem como base os casos de abuso cometidos pelo médium João Teixeira de Farias, popularmente conhecido como João de Deus, a partir da vivência da idealizadora desse projeto, uma de suas vítimas. A cada novo caso de abuso contra mulheres estampado nas manchetes percebe-se o quanto ainda é necessário falar sobre o assunto, o quanto é necessário que casos marcantes como esse não caiam no esquecimento. Por isso, circular com o espetáculo "Estufa" pela cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro se torna pungente, pois é preciso estabelecer um diálogo direto com a comunidade, principalmente com mulheres vítimas em alguma esfera (física, sexual, psicológica), de cidades marcadas pelo crescimento dos índices de abuso ano a ano. Hoje no Brasil uma mulher é abusada a cada seis minutos; dados da Secretaria da Segurança Pública também mostram recorde nos registos de estupros no estado de São Paulo, com um caso a cada 37 minutos, totalizando 4.678 ocorrências apenas no mês de abril de 2023, pior resultado desde 2001. Em 75% dos casos (3.530), o crime foi cometido contra vítimas vulneráveis, ou seja, pessoas de até 14 anos ou incapazes. Já no Rio de Janeiro, onde concentra mais de 73% dos casos registrados no estado, o Instituto de Segurança Pública indica que em 2022 houve o maior aumento de casos de abuso dos últimos nove anos. Um terço das mulheres já foi vítima e a probabilidade de que nós sejamos abusadas sexualmente é maior do que a de não sermos. Tratar desse assunto por meio da arte é, por si só, uma possibilidade sensível de reconhecimento, de ver em cena uma história que pode estar mais próxima do que se poderia imaginar, um entendimento que não se dá pela via racional, mas pela emocional. O espetáculo ESTUFA traz essa oportunidade: coloca em cena e em pauta um tema que precisa ser debatido, pois é através da informação e do poder de fala das mulheres que a cultura da violência contra os corpos femininos será rompida. E para fomentar ainda mais essa discussão, além das vinte e quatro sessões propostas, o projeto propõem ações paralelas, como bate-papo, para que elenco, equipe e público possam compartilhar suas experiências à partir da peça; sessões com intérprete de libras e audio-descrição, tornando a experiência acessível também para pessoas com deficiência auditiva e visual; ingressos a preços populares, com cotas gratuitas para mulheres em todas as sessões, democratizando o acesso, formando parcerias com ONGs que atendem mulheres em situação de vulnerabilidade dispostas a entrar em contato com esse material; e a presença nos dois Estados da autora do livro "João de Deus: o abuso da fé", Cristina Fibe, que teve papel fundamental na criação do espetáculo e que atualmente é a maior referência jornalística na cobertura de casos de abuso no país. Assim, com várias vias de contato com o público, formamos um projeto que permite aprofundar o assunto da forma horizontal e cuidadosa com a qual ele precisa ser abordado, possibilitando desdobramentos de discussões. Ou seja, além do objeto artístico queremos uma aproximação com público, para que o projeto seja uma semente de diálogo que possa crescer para além dele. Lei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991Restabelece princípios da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências. Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. De acordo com a Lei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991, Art. 3°, afirmamos que para o cumprimento das finalidades expressas no art. 1° este projeto cultural atenderá, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pela Secretaria da Cultura da Presidência da República - SEC/PR, ouvida a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura - CNIC.
Link com o espetáculo na íntegra: https://drive.google.com/file/d/16PsKEsnRViUoleTVa1Ri0ME6UVYeZS7b/view?usp=drive_link Informações técnicas do projeto: https://drive.google.com/drive/folders/1kLsZmljk7NNlHBwvWrKcYXBNmkYKyvA9?usp=sharing
“ESTUFA” tem duração de 90 minutos e o espetáculo acontece em um cenário-instalação, onde espaço cênico e plateia coabitam. Estantes metálicas crivadas de plantas, sendo a maioria delas carnívoras, ambientam o espaço: trata-se de uma estufa. Nas extremidades duas plateias diferentes, em cadeiras metálicas o espaço destinado a quem se identifica como público masculino e na extremidade oposta, em um praticável que desnivela a plateia, o espaço para quem se identifica como público feminino. Ao centro, o espaço de cena em que a protagonista conversa com ambos os públicos. O espetáculo convida para uma experiência que vai além de apenas assistir a uma peça de teatro: são servidas comidas e bebidas distintas para cada público, a relação com as atrizes também é construída de forma diferente com cada grupo de expectadores e cada um, de acordo com o ponto de vista que está no espaço, tem uma percepção diferente do espetáculo. Todos esses elementos e propostas fazem parte da dramaturgia do espetáculo, que, dessa forma, foi concebido para espaço cênico alternativo. Todavia, já foi possível realizá-lo em palco italiano, colocando o público em cima do palco, dentro do cenário-instalação. Alguns praticáveis foram desenvolvidos para receber projeção, que também é um elemento narrativo do espetáculo, e o sistema de som é instalado para que cada plateia receba um tipo de estímulo sonoro. Da mesma forma, o projeto de iluminação é diferente em cada lado do público e ao centro, ora dividindo o espaço cênico em três, ora unificando, de acordo com o desenrolar da peça.Rider técnico e demais informações como mapas e imagens estão disponíveis no anexo e no drive: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1kLsZmljk7NNlHBwvWrKcYXBNmkYKyvA9
Este projeto atende as medidas de acessibilidade arquitetônica, visto que todos os teatros em que a peça for apresentada deverão ser plenamente aptos a receber qualquer público, independente de restrições de locomoção, tendo, no quesito infraestrutura física, acessibilidade universal; comunicacional, pois faremos três sessão em cada cidade com interpretação em libras e audiodescrição, tornando o espetáculo acessível também para pessoas com restrição auditiva e visual, além da impressão de material explicativo sobre o espetáculo em braile; e atitudinal, com uma equipe de recepção de público capacitada para receber e proporcionar a todo o tipo de público a melhor experiência possível.
A proposta inclui a oferta de ingressos a preços populares e uma reserva de pelo menos 20% das entradas para distribuição gratuita, voltada para mulheres, comunidades de baixa renda e organizações que trabalham com vítimas de abuso. Essa ação será realizada em parceria com ONGs e instituições locais, que farão a seleção dos beneficiados. Como medida de ampliação de acesso, além do espetáculo, propoem-se: 1. Oficinas e Palestras Temáticas- Palestras e Debates com Especialistas: além dos bate-papos com o público após as sessões, faremos debates com psicólogos, advogados e ativistas convidados para debaterem o tema da peça em mesas-redondas abertas ao público. Essas palestras podem ocorrer em instituições parceiras e envolver também o elenco e a equipe da peça, criando um espaço para discussões sobre prevenção e apoio às vítimas de abuso. Para ampliar o acesso ainda mais, além dessas atividades serem gratuitas, serão transmitidas nas redes sociais, com apla divulgação. 2. Registro Audiovisual e Minidocumentário sobre o ProjetoProduzir um minidocumentário registrando o processo de ESTUFA, incluindo entrevistas com a equipe artística e relatos de parceiros e especialistas envolvidos. Esse conteúdo poderá ser disponibilizado gratuitamente em plataformas online, ampliando o alcance da mensagem e servindo como ferramenta educativa e de conscientização.
ABAÇAÍ PRODUÇÕES CULTURAIS - produtora responsável Fundada em 2017, Abaçaí Produções Culturais LTDA é uma empresa de produção cultural que desenvolve projetos em diversos segmentos culturais: música, teatro, teatro musical, artes visuais, cinema e audiovisual. Louise Bonassi, diretora de produção e responsável legal pela Abaçaí, é graduada em Letras pela USP e produtora cultural há mais de 12 anos. Cursou a pós-graduação “Canção popular: criação, produção musical e performance”, que teve como trabalho de conclusão um estudo sobre voz: “Do registro fugidio à corporeidade encarnada: um olhar sobre a voz na canção”. Cursou pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais ECA - USP, na qual defendeu o trabalho: “Tem negro no samba? - uma reflexão sobre o samba, as políticas públicas e os governos ditatoriais”. Atualmente dedica-se à produção cultural sendo fundadora da Casa Sincopada e da empresa Abaçaí Produções Culturais, empresa que, dentre outras companhias, é a representante jurídica da Cia Zin, companhia com 10 anos de atuação. Dentre os mais recentes trabalhos da companhia, representada pela Abaçaí Produções Culturais, estão: a temporada "Poética para os primeiros anos", mostra presencial de todo repertório da companhia, gravação audiovisual das peças "Linhas" e "O que eu sonhei?", temporada e a estreia dos espetáculos "Invento para Ventar, de 2024, "Bá-experiência cênica para bebês", em 2021, "Linhas", que estreou no SESC Pompéia em outubro de 2019 e a ocupação cultural no SESC Paulista em 2020, que contava com a mostra de todo repertório da Cia, vivências artísticas e curso de formação de educadores (atividade que precisou ser interrompida em virtude do fechamento do SESC Paulista por causa da pandemia do coronavírus). Na pandemia a produtora se dedicou a realização de projetos online, como a temporada online da peça "O que eu sonhei?", da Cia Zin e a gravação da websérie "Pequenos exercícios de poder", lançada no segundo semestre de 2021. Louise Bonassi, através da representante legal Abaçaí Produções Culturais, também trabalhou como produtora nos espetáculos Linhas, O que eu sonhei?, Cara de Quintal e Bá - experiência cênica para bebês - pela Cia Zin; Chaves, um tributo musical e Carrossel, o musical - pela Del Claro Produções; 1984, Lembro todo dia de você, Senhor das Moscas, Os Sonhos Não Envelhecem, Urinal, o musical, Ao pé do Ouvido - pelo Núcleo Experimental; Unfaithful - pela Metropolitana Gestão Cultural; Estufa - projeto contemplado na décima terceira edição do Prêmio Zé Renato, que cumpriu temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade em março de 2023. Além disso, atuou como produtora em festivais, virada cultural e mostras, como a MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, Festival sul-americano de cultura árabe e Mostra de cinema do mundo árabe, e ministra pela Abaçaí oficinas de produção teatral, como a Oficina: Teoria e prática de produção em artes cênicas coordenada por Louise Bonassi na Oficina Cultural Oswald de Andrade, a Oficina de Produção Cultural ministrada na prefeitura da cidade de Brotas e o curso Diálogos entre Produção Cultural e Social Mídia Social no SENAC. LAUANDA VARONE - atriz e idealizadora ANA TOLEZANI - atriz EDUARDA MARIA - atriz ERICA MONTANHEIRO - diretora ANA ELISA MATOS - diretora assistente ANGELA RIBEISO - dramaturga LOUISE BONASSI - produtora ALINE SANTINI - desenho de Luz JOYCE ROMA - cenografia e direção de arte JULIA RUFINO - diretora audiovisual BRUNA LONGO - preparadora corporal LP DANIEL - trilha sonora DANIEL INFANINI- figurinista ANDRÉ CHECCIA - preparador vocal LAUANDA VARONE - atriz e idealizadora do espetáculo Atriz, Produtora e Artista Vertical. Gaúcha radicada em São Paulo há 17 anos. Formada em Produção Audiovisual, Comunicação Social - habilitação em Rádio, TV e Vídeo e Pós-graduada em Artes Cênicas. Cursou Atuação na SP Escola de Teatro, sob coordenação de Francisco Medeiros, de 2012 à 2013, e integrou o Núcleo Experimental do SESI - SP em 2014, sob a baliza das artistas Luah Gumarães, Janaína Leite e Miriam Rinaldi e de Antônio Salvador. Atuou nos espetáculos de teatro "Casal Palavrakis" de Angélica Lidell, direção Reginaldo Nascimento; "Vende-se" de Marco Kepller, direção Victor Ribeiro, projeto integrando a mostra da Cia Teatro de Narradores; "Antes Que Seja Tarde" com texto e direção de Dan Rosseto; "Hermanas Son Las Tetas" com texto e direção de Juan Tellategui; "Origens" de Fran Lipinsky, também produzindo o espetáculo. Em 2017 ingressou na Cia Base de Dança Vertical, onde participou de performances aéreas em prédios históricos e espaços urbanos de São Paulo, capital e interior, como "Flying Colors", "As Mulheres do Sol e o Balão", "Natal Iluminado - Prefeitura de São Paulo", entre outros. Habilitada para trabalho em altura, possui NR 35 e experiência em grandes alturas. Atualmente é Produtora Executiva no Grupo Record TV e é uma das criadoras da Cia VEDA - Vertical Dance, onde atua como artista vertical. ERICA MONTANHEIRO Formada pela École Philippe Gaulier, na França. Participou de estágio do Théâtre du Soleil, em Paris. No segundo semestre de 2019 realizou o projeto Balada dos Enclausurados (texto, direção e atuação) em parceria com Eric Lenate. Integrou o elenco de Jardim de Inverno, com direção de Marco Antônio Pâmio, em cartaz no Teatro Raul Cortez em 2019 e o elenco de Soror, de Luisa Micheletti, com direção de Caco Ciocler, circulação pelos SESCs interior no início de 2020. Últimos trabalhos como atriz: “Gaslight”, "Histeria" e "A noite de 16 de Janeiro", ambos com direção de Jô Soares, "Concerto para João", direção Cassio Scapin. Em 2017 dirigiu seu primeiro espetáculo "Vocês que me habitam", de sua autoria em parceria com Gustavo Colombini. Em 2018 dirigiu o espetáculo jovem "Dois a duas", de Maria Fernanda de Barros Batalha - que venceu o prêmio APCA como melhor espetáculo jovem e o Prêmio SP de melhor espetáculo jovem e melhor atriz coadjuvante. Assina a direção, em parceria com Eric Lenate, do espetáculo "A Serpente", de Nelson Rodrigues. Ganhadora do Prêmio FEMSA como melhor atriz coadjuvante por "Sonho de uma noite de verão" e do Prêmio Aplauso Brasil como melhor atriz coadjuvante por "Histeria". Indicada a Melhor atriz por "Inventário" pelo prêmio Aplauso Brasil 2019. Em 2022 dirigiu “Aquele Trem”, solo de Denise Dietrich, e “Bournout”. ANGELA RIBEIRO Atriz, dramaturga, designer e redatora publicitária. É uma das fundadoras da Companhia Bruta de Arte. Escreveu e dirigiu as peças “Boletim”, “Poderia Ter Sido” e “O lá É Aqui”. Por “Refluxo” recebeu como autora o Prêmio Shell de teatro/2018." Em 2019 recebeu o prêmio APCA em dramaturgia pela livre adaptação do infantil Dom Quixote. Faz parte de vários projetos adultos e infantis como atriz e autora, dentre eles a Cia. Um. No audiovisual, como atriz, fez os longas Do Lado de Fora, A Grávida da Cinemateca, Raquel 11:11 e Biônicos; e as séries Pico da Neblina, Carcereiros, PSI, Rotas do Ódio e José e Durval. Atriz formada pela Escola de Arte Dramática da USP e pelo CPT, Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho. Dramaturga formada pelo SESI British Council, onde trabalhou em 2020 e 2021 como assistente de Silvia Gomez dando aulas no Núcleo de Dramaturgia. Foi uma das orientadoras do CPT Núcleo de Dramaturgia em 2021 e atualmente faz parte do grupo de pesquisa em cinema AP43 como atriz e roteirista. Participou por dois anos do evento “Dramaturgias” no SESC Ipiranga, ministrou a oficina “Palavra Corpo” na Escola de Teatro ECO Teatral e o curso efêmero Digital Dramatúrgica na Casa WayWay. Em fevereiro de 2022 esteve em cartaz como autora no Sesc Paulista com a peça Chroma-Key. Estreia neste mês como autora a peça ESTUFA e em agosto BURNOUT. Ministra a matéria Voz Autoral na pós graduação em dramaturgia do Sesi.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.