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PRONAC 2413817Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Parabéns você é normal!

VCAMP PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 150,0 mil
Aprovado
R$ 150,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Dança
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
PR
Município
Maringá
Início
2025-01-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (1)
Maringá Paraná

Resumo

"Parabéns, você é normal!" é um projeto de montagem e apresentaçõesde espetáculo artístico, abertas à comunidade, com cerne a linguagem da dança,que transita entre as linguagens da palhaçaria (clown), das artes visuais e damúsica.Através de danças, figurinos, cenários, músicas e coreografias, buscase questionar como normalidade, beleza e padrões sociais presentes nasrelações afetivas, o projeto destaca a pressão para se conformar a padrõesestabelecidos, evidenciando a desconexão da identidade em prol da aceitaçãosocial.

Sinopse

Parabéns, você é normal é um espetáculo que convida o público a mergulhar no universo do "Cabaret da Vida", onde personagens se revezam entre o palco e o camarim para explorar os papéis sociais e as identidades performáticas que todos carregamos. Inspirada no Teatro Clown e em expressões da dança, a peça propõe uma reflexão provocativa sobre a nossa tendência em rotular as pessoas de forma reducionista. Cada personagem - A Apresentadora, A Pole Dancer, Homem-cis-gay, A Drag Queen e Agênero - é nomeado não por sua essência, mas por um único traço que parece defini-lo, em uma crítica ao modo como a sociedade simplifica a complexidade humana. No palco do Cabaret, esses personagens encenam papéis que a sociedade espera deles, colocando em foco as máscaras que vestimos para nos encaixarmos em padrões e expectativas. É aqui que a "normalidade" é celebrada com ironia, um conceito que o espetáculo questiona ao sugerir que a normalidade nada mais é do que uma performance, uma encenação feita para agradar aos olhares alheios. Fora dos holofotes, no camarim, os personagens se despem dessas máscaras e revelam suas vulnerabilidades, conflitos e desejos mais íntimos. Esse espaço íntimo representa o mundo interno que raramente mostramos, onde a realidade, por vezes dolorosa, encontra-se longe dos aplausos e das expectativas externas. A interação entre o palco e o camarim simboliza a constante tensão entre o que somos e o que apresentamos ao mundo, entre a arte e a vida, entre o rótulo social e a verdadeira identidade. Parabéns, você é normal desafia a noção do que é ser "normal" e lança luz sobre a complexidade de nossas identidades. Com ironia e sensibilidade, a peça instiga o espectador a refletir sobre os papéis que assumimos e a superficialidade com que, muitas vezes, rotulamos o outro.

Objetivos

- Objetivo Geral Promover a democratização da cultura e a formação de público em Maringá, por meio da criação e apresentação de um espetáculo híbrido que une dança, clown e música, provocando reflexões sobre identidade, normalidade e padrões sociais, em uma experiência artística acessível e inovadora. - Objetivos Específicos - Realizar a criação e montagem de um espetáculo híbrido que integre dança, clown e música, com alto investimento em cenários e figurinos para proporcionar uma experiência artística única.- Oferecer seis apresentações gratuitas do espetáculo no Teatro Reviver Magó em Maringá, permitindo amplo acesso à comunidade local.- Executar duas oficinas formativas gratuitas para a comunidade: Oficina "O cômico no teatro" (jogos teatrais), Oficina "Iniciação à Comédia a partir de Jogos Teatrais".- Integrar Libras e audiodescrição nas apresentações, ampliando a acessibilidade para pessoas com deficiência.- Divulgar amplamente o espetáculo e oficinas através de mídias sociais, fotografia, teasers, cartazes e programas com QR Codes, para maximizar o alcance e engajamento.- Estimular a colaboração entre artistas locais, incluindo dança, teatro, música e artes visuais, promovendo a interação entre diferentes linguagens artísticas.- Utilizar o figurino e o cenário para suscitar reflexões sobre padrões sociais, beleza e normas culturais, abordando temas de identidade, aceitação e diversidade.- Posicionar o espetáculo como um marco na cena cultural de Maringá, contribuindo para atrair novos públicos e fomentar o interesse contínuo por produções inovadoras e de qualidade estética.- Reafirmar o papel central da arte na democratização cultural em Maringá, através do acesso gratuito e do conteúdo reflexivo da obra.

Justificativa

O projeto "Parabéns, você é normal!" visa oferecer à comunidade de Maringá um espetáculo de dança que mescla clown, teatro musical e outras artes, abordando temas sobre normalidade, loucura e beleza, especialmente nas relações afetivas. Em um contexto social onde as pessoas sentem-se pressionadas a se enquadrar em padrões estéticos e comportamentais, o espetáculo pretende provocar reflexões sobre a aceitação de diferenças e vulnerabilidades. Por meio de coreografias, cenários elaborados e figurinos impactantes, a narrativa explora a dicotomia entre o "normal" e o "estranho", abordando a identidade e as normas culturais, com o riso e a ludicidade como recursos expressivos. Ao estar em um ciclo social, sendo ele de trabalho, família ou amigos, as pessoas sentem necessidade de se adequar às expectativas umas das outras com intuito de se encaixar dentro de padrões e semelhanças que percorrem as pessoas a sua volta como sendo ‘normais’, aceitas. Esse padrão de comportamento tem sido amplamente questionado, sobretudo por profissionais com larga expressão no campo da filosofia, psicologia e educação, principalmente circulando seus discursos nas mídias sociais, abordando que ao exercer tal comportamento em sua maioria, desconectam-se da sua identidade, para incorporar o que possa ser aceito pelo seu meio. Com isso, apesar dos discursos que enfatizam a individualidade e a normalização das diferenças, força-se um ambiente de iguais. Na dinâmica das relações, é implícita a comunicação que se percebe desde a fala à vestimenta. Se tratando das vestimentas, há uma supervalorização da beleza, onde além de se vestir de forma que seja aceita, tem que ser bonito, ou seja, há padrões estabelecidos considerados belos e para haver essa aceitação no meio social há que se adequar a esses padrões de beleza. Então as questões que se estabelecem na sequência ainda como pano de fundo da linguagem da dança, são: "o que seria esse padrão de beleza?" E o que/quem determina esse padrão? O que podemos intuir que se vive uma constante pressão que oprime uma cisão ou um estado de separação do corpo e mente tal qual vivemos em outros tempos históricos. Nota-se que para ser igual, é preciso "pertencer ao jogo" (a saber a perspectiva de Huizinga sobre o conceito de jogo na sociedade), falar e agir da maneira certa para poder ganhar, pois uma atitude diferente faz você ficar fora do jogo, fora da roda, entenda-se esse conceito de jogo, como os relacionamentos amorosos, amizades, locais de trabalho e até mesmo o ambiente familiar, que a priori deveria ser o espaço de maior segurança já que é neste lugar que se forma a personalidade desde a convivência infantil para a vida adulta. Neste projeto, portanto, procuramos mostrar que apesar dos comportamentos que vestimos como máscaras e das camadas que as pessoas possuem, há sentimentos e vontades que são sufocadas nas frases readequadas, não ditas ou corrigidas como intuito de uma normalidade que mais se parece com uma padronização. Abafadas por medo de serem diferentes, essas pessoas poderiam então se perguntarem a partir da catarse da expressão da Arte: "Mas afinal, o que é ser diferente? E o que é ser normal?" Há pelo menos seis significados no dicionário para definir o conceito de normal. Um deles, da qual destacamos deve-se pôr à mesa na reflexão que queremos provocar com esse expressivo espetáculo, o de que ‘normal’ é tudo o que se refere a uma norma, uma regra, algo que pode ser considerado natural ou saudável. Nesse sentido, o que é normalizado passa pelo crivo de inúmeras pessoas e a própria contradição de que muitas são evidentemente distintas umas das outras pode-se afirmar que haverá discordâncias, aqui caberia uma contradição entre a norma que se estabelece socialmente como ‘jogo’, inclusive, ganhando apreço quem se identifica ou cumpre com as ‘regras’. O limiar entre essa ponta à outra é estreito demais, ou seja, o que é estranho para um pode ser também normal para outro, querer algo que não faz sentido para uma pessoa pode ser extremamente sentida como essencial à outra. Nisso poderíamos até mesmo relacionar às diferenças interculturais, a exemplo o que é considerado positivo em uma sociedade pode ser extremamente insalubre à outra. Mas nos atemos na vertente das relações, vivemos em constante luta entre razão e emoção, a emoção não é algo que faz sentido no imediatismo ou na empiria, a emoção e os sentimentos nos invadem, preenchem espaços não nomeados ainda, ocupam e expressam sensações recém descobertas o tempo todo, o pertencimento, a carência, a necessidade de afeto, de atenção, a vontade de sentir-se especial, guardamos os sentimentos para nos encaixar, para não parecermos loucos, a saber sobre essa discussão a obra da Ana Suy, " a gente mira no amor e acerta na solidão". Na tentativa expressão de comunicar e causar catarse, o maior intuito da Arte, usaremos também como forma de situar a dança em um lugar que cause estranhamento ao que usualmente se espera ver em um espetáculo ‘normal’, sendo assim, através dos atos, na medida em que abordamos cenas e temas cotidianos as pessoas podem se identificar e por consequência, ter algum sentimento de desconforto, mesmo com o intuito do desconforto, há que se conduzir uma relação afetiva, essa contradição pode ser muito bem expressada pelo formato teatral do clown. De acordo com o filósofo Aristóteles o cômico "é um pequeno caos dentro da ordem, mas que não fere ninguém". O que se pode esperar nessa ótica é juntamente com o estranhamento estético, o riso, que pode ser também lido como uma forma de proteção do ser humano, nas comunicações. Sabemos que rimos e usamos as expressões sobre rir do desespero, rir para não chorar, entre outros jargões comuns ao vocabulário cotidiano. O riso faz parte do dia-dia, assim como a necessidade de nos vestirmos, movermos e comunicarmos e é por isso que ele também vai estar em cena. Ao final, a mensagem que desejamos propor é de ludicidade diante da vida, conceito de ludicidade esse também possível de se perceber na discussão filosófica de Huizinga quando trata do jogo, afinal, como artistas e criadores de situações que imitam a vida para provocar mudanças, cremos que brincar e rir das estranhezas faz com que a gente se sinta normal. Para Maringá, a Lei de Incentivo à Cultura é uma oportunidade crucial para fortalecer a produção cultural local e gerar renda para artistas do interior, que, devido à descentralização dos recursos, muitas vezes têm acesso apenas a editais municipais de menor valor. Este incentivo será fundamental para a criação de espetáculos de grande porte, capazes de competir em qualidade e inovação com produções dos grandes centros urbanos. A verba solicitada será destinada ao desenvolvimento de cenários e figurinos, o que permitirá ao público vivenciar uma experiência imersiva e estimular o desenvolvimento cultural da cidade. Além de estimular a formação de público, o projeto busca consolidar Maringá como um polo cultural, criando oportunidades para bailarinos e artistas locais, integrando diversas linguagens artísticas e promovendo oficinas gratuitas que ampliem o acesso à arte e incentivem a colaboração entre profissionais de diferentes áreas. A execução do projeto trará benefícios diretos e indiretos para a economia local, através da contratação de fornecedores regionais para pagamento da equipe técnica e artística, divulgação por meio de patrocinio de artes digitais e peças gráficas, investimento na produção de cenografia e figurino, etc, garantindo um impacto econômico e cultural significativo para a cidade e seus artistas. Apoiar este projeto com um valor de R$ 150.000,00 é investir em inovação e qualidade artística no interior, promovendo a descentralização cultural e fomentando o desenvolvimento de novas companhias de dança e produções maiores em Maringá.

Estratégia de execução

Resumo geral do projeto “Parabéns, você é normal!” é um projeto de montagem e apresentações de espetáculo artístico, abertas à comunidade, com cerne a linguagem da dança, que transita entre as linguagens da palhaçaria (clown), das artes visuais e da música. É idealizado pela artista da dança e produtora cultural Vitória Campanari, que além de possuir um perfil multiprofissional, com formação em TI, Moda e Artes Cênicas, sempre teve a dança presente em sua trajetória; devido a isso, sentiu a necessidade de dialogar com diversas formas de artes e diversos artistas através do Nó. Esse Nó é a representação da própria dinâmica do grupo, fluíd que se cria e recria nos encontros, experiências, trocas, amizades e ensinamentos através das vivências com a arte. Através de danças, figurinos, cenários, músicas e coreografias, busca-se questionar como normalidade, beleza e padrões sociais presentes nas relações afetivas, o projeto destaca a pressão para se conformar a padrões estabelecidos, evidenciando a desconexão da identidade em prol da aceitação social. A narrativa aborda a dicotomia entre ser diferente e ser considerado normal, promovendo reflexões sobre padrões de beleza, identidade e relacionamentos. O projeto utiliza a expressão artística como meio de catarse, usando o formato teatral do clown para provocar estranhamento e riso. Além disso, busca explorar a ludicidade diante da vida, ressaltando a importância de brincar e rir das estranhezas para se sentir normal. Envolvendo o público-alvo de jovens adultos em processo de autoconhecimento, o projeto propõe uma abordagem terapêutica, destacando a necessidade de aceitar as diferenças e vulnerabilidades. Assim, propomos uma história com diversidade de gênero, onde em 4 artistas sendo uma mulher cis, uma drag queen, um agênero e um homem cis gay, trabalham em uma casa noturna, um cabaré de apresentações. As cenas são divididas entre um camarim, onde as atrizes se arrumam, e o palco onde ocorrem as apresentações. No palco surge mais uma intérprete: a apresentadora da casa noturna. É neste contexto, que ocorreram as danças (jazz dance, jazz no salto, pole dance), as conversas em blablaquês (inspiradas pelo clown) trarão temas como vida amorosa, filhos e trabalho, e muita música ao vivo. Toda a identidade visual do projeto é fundamentada no conceito de “Freak” (estranho), trazendo o contraste com as virtudes apresentadas pela beleza da dança. As ideias e conceitos aqui apresentados se encontram detalhados no documento de concepção estética do projeto. Por se tratar de temas e assuntos que abordam vivências de vida adulta, a apresentação tem como público alvo pessoas com idade superior a 20 anos. Vale ressaltar que a produção é classificada como livre, uma vez que não contém cenas de teor sexual ou ilícito, garantindo uma experiência acessível e adequada para diversos espectadores. Para tornar o espetáculo ainda mais acessível, contaremos com medidas de acessibilidade, sendo elas dois dias com áudio descrição e dois dias com intérprete de libras. A garantir que o mesmo seja executado até melhor do que foi sonhado, sua equipe técnica é composta por profissionais com vasta experiencia em suas áreas de atuação, sendo eles Vitória Campanari, na direção e coreografias, Andresa Vioti como assistente cênica, acompanhando o processo de montagem das cenas onde será inserido a palhaçaria, o produtor Leonardo Fabiano. A trilha sonora será inteira composta de forma autoral para este projeto e o mesmo contará com uma cantora performer que estará ao vivo em todas apresentações. As medidas de acessibilidade ficarão a cargo da empresa Forféu, que contratará um locutor para áudio descrição e uma intérprete de libras. Entre a equipe técnica e artística, estarão participando cerca de 18 pessoas, movimentando e incentivando a cultura maringaense além de outros cetores econômicos da cidade. O projeto se estende por dezes meses entre burocráticas e execução, sendo o produto cultural resultante seis apresentações gratuitas a comunidade, e oficinas formativas. Os ensaios serão realizados na A Toca Espaço Cultural e no Teatro Reviver Magó, a escolha dos locais foi devido a sua estrutura que possibilita toda produção proposta na concepção estética deste projeto e por se localizarem em avenidas de fácil acesso tanto da equipe artística e técnica. Propomos que parte do processo criativo e de pesquisa aconteça de forma democrática, ou seja, que contemple e enriqueça a equipe de artistas do projeto como a comunidade de Maringá. Assim, prevemos duas atividades formativas e culturais gratuitas, sendo elas: - Oficina de jogos teatrais: O cômico no teatro, para o elenco de bailarinas/interpretes do projeto, com o objetivo de apresentar o universo teatral. - Oficina: Iniciação à Comédia a partir de Jogos Teatrais, para comunidade maringaense, com o objetivo aproximar os participantes do universo teatral, a partir da comicidade cênica. O plano de aula das oficinas está anexo nos documentos complementares. No que diz respeito as estratégias de divulgação do projeto, utilizaremos veículos de comunicação as redes sociais, canais de rádio e TV e distribuição de cartazes pela cidade. Utilizaremos a rede social do Nó para documentar todo o processo de montagem do espetáculo, despertando assim a curiosidade do público não só em prestigiar o evento final, mas também em acompanhar conteúdo informativo no que diz respeito a produção de espetáculo de artes. Vale ressaltar que haverá a utilização de anúncios patrocinados (tráfego pago). Todos os conteúdos relativos ao espetáculo e estarão disponíveis no programa impresso e para mais detalhes como ações formativas, poderão ser acessadas através de um QR Code impresso no mesmo. Para cobrir despesas com cenário, figurinos, produção, pagamento dos profissionais envolvidos, e demais detalhes discriminados na planilha orçamentária, este projeto busca o teto orçamentário de R$150.000.

Especificação técnica

Concepção Explorando a temática central do projeto, intitulada "louco e o normal", a identidade do projeto como um todo se inspira no conceito de "Freak". Uma pesquisa rápida revela associações como loucura, aberração, capricho, extravagância, anomalia, e esquisito, que, de maneira provocativa, contrastam com a normalidade e a beleza intrínseca da dança. Este contraste é ainda mais evidenciado pelo título do espetáculo, que afirma a normalidade enquanto apresenta figuras visualmente intrigantes em sua arte. Sendo um espetáculo de dança que transita e comunica com a palhaçaria (clown) e a música, com suas cenas baseadas no conceito Freak, Parabéns, você é normal! utilizará de seis pilares para seu desenvolvimento e realização. Sendo eles: 1- Identidade visual: A expressão artística adotada para criação das artes de divulgações é a Colagem, um processo que realça as peculiaridades do tema. Este método será manualmente elaborado pelo artista visual contratado e, posteriormente, passará por uma edição digital realizada pelo designer Fernando Souza. A escolha pela colagem reforça a mensagem de diversidade e estranheza, convidando o público a explorar o inusitado e desafiando padrões estéticos convencionais. 2- Cenário: O enredo da peça se desenrola em uma atmosfera intrigante de uma casa noturna, apresentando um cenário único que mescla o misticismo do circo dos horrores com a excentricidade de um cabaré. Com tecidos e mobílias, o espaço transita entre duas situações distintas: um camarim, onde se desenrolam as conversas sobre a vida em blablaquês, e um vibrante palco de apresentações. Estrategicamente, adicionaremos um praticável de madeira posicionado na lateral abaixo do palco, o mesmo servirá como palco para a apresentadora, contribuindo para a dinâmica e imersão do espetáculo. 3- Figurino: O figurino desempenha um papel crucial na expressão das personalidades dos personagens, variando desde peças com armações e volumosas saias até bodies e meia-calças, todos compostos por sobreposições que conferem uma estética peculiar e intrigante. A proposta visa cativar a plateia à primeira vista, proporcionando uma experiência visualmente atraente, porém, ao observar mais de perto, revela-se uma dose de estranheza intencional. A paleta de cores, embora vibrante, será envelhecida, adicionando um toque de morbidez ao conjunto, reforçando a atmosfera peculiar e fascinante do espetáculo. 4- Trilha Sonora: A trilha sonora será inteira autoral, exclusivamente pensada e criada para se harmonizar com cada cena do espetáculo. Dentre as composições, cinco delas serão dotadas de letras, correspondendo às performances individuais das intérpretes. A cantora contratada estará presente ao vivo em todas as apresentações. A singularidade da proposta também se estende aos figurinos da cantora e dos músicos, concebidos com a mesma abordagem artística das bailarinas, integrando-os visualmente ao espetáculo de maneira coesa e envolvente. 5- Concepção coreográfica: Como cerne do projeto e fator mais importante: a dança. O espetáculo será coreografado explorando movimentações fundamentadas na linha do jazz no salto. Essa abordagem proporcionará a criação de performances desafiadoras, destacando a habilidade e destreza dos bailarinos. O Nó Coletivo de Artes, pautado pela troca de conhecimento e aprendizado mútuo, buscará enriquecer a experiência de todos os envolvidos. Durante a concepção coreográfica, a coreógrafa incorporará os estilos individuais de cada intérprete, garantindo a autenticidade dos sentimentos e movimentos expressos por eles em seus personagens. A escolha do estilo de dança jazz no salto se justifica pela sua energia vibrante e dinamismo, oferecendo uma ampla gama de movimentos e estilos que podem ser integrados à coreografia. Isso possibilita a criação de performances variadas, desde números mais rápidos e técnicos até momentos mais suaves e expressivos, permitindo que os dançarinos expressem sua individualidade através de movimentos distintos, ao mesmo tempo em que fomenta a coesão do grupo. O jazz no salto frequentemente envolve desafios técnicos que podem destacar a habilidade e a destreza dos dançarinos. Isso adiciona um elemento de emoção e admiração por parte do público, proporcionando uma experiência memorável, criando um espetáculo envolvente e cativante, mantendo o público entretido do início ao fim. Além da mesma ter uma forte conexão com o musical e com a proposta do projeto: uma casa noturna onde ocorrem apresentações de artistas. Ao escolher por essa pela linha de dança (jazz) ofereceremos um espetáculo que transcende as formas tradicionais presentes na dança de Maringá, onde a linguagem da dança contemporânea geralmente predomina. Essa decisão busca renovar o cenário da dança no município e enriquecer a pesquisa artística dos talentosos artistas envolvidos. 6- Palhaçaria (Clown) A escolha do O clown é conhecido por sua capacidade de contar histórias de maneira envolvente e acessível, ao combiná-lo com a dança, o espetáculo pode oferecer uma narrativa multifacetada, onde a linguagem teatral do clown se entrelaça com a expressão emocional do jazz, além de, ao incorporar a palhaçaria (clown) no espetáculo foi uma escolha estratégica, visando aliviar o peso inerente à identidade visual e da estética sombria. Apesar da atmosfera macabra, a produção busca ser leve, utilizando o clown para abordar o tema do estranho de uma maneira descontraída e reflexiva, por meio do riso. O riso, elemento cotidiano essencial, será integrado à cena, adicionando pequenas falas durante as conversas em movimento que ocorrerão nos bastidores, no camarim. Essa abordagem contribuirá para a atmosfera lúdica do espetáculo, equilibrando a estranheza com a leveza do humor. Para trabalhar as cenas de clown, a experiente palhaça Andresa Viotti estará assessorando a direção e construção das cenas.

Acessibilidade

O Teatro Reviver Magó em Maringá, onde será apresentado o espetáculo, dispõe de uma estrutura de acessibilidade física cuidadosamente planejada para atender diversos perfis de visitantes, garantindo que todos possam desfrutar dos eventos com conforto e segurança. - Rampas de Acesso: O teatro conta com rampas posicionadas nas entradas principais, possibilitando o acesso direto ao hall e à área de assentos. As rampas são projetadas conforme as normas de acessibilidade, com inclinação adequada e corrimãos de apoio, assegurando que pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizem cadeira de rodas possam acessar o teatro de forma autônoma. - Banheiro Adaptado: Para atender às necessidades de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, o teatro disponibiliza banheiros adaptados. Estes espaços são amplos, com barras de apoio ao lado do vaso sanitário e pias em altura acessível, permitindo que o usuário possa realizar suas atividades com segurança e independência. - Assentos Especiais: Na área da plateia, o teatro oferece assentos reservados para cadeirantes, com localização que proporciona boa visibilidade do palco. Além disso, há poltronas projetadas para atender pessoas com sobrepeso, oferecendo assentos mais amplos e reforçados, que proporcionam maior conforto e segurança durante a experiência. A empresa Forféu, será responsável pelas medidas de acessibilidade nas seguinte frentes: - Interpretação em Libras: Durante duas das apresentações, será disponibilizado um intérprete de Libras, garantindo que a comunidade surda possa acompanhar o espetáculo com clareza e envolvimento. - Áudio Descrição: Além das sessões com intérprete de Libras, outras duas apresentações contarão com áudio descrição, para beneficiar pessoas com deficiência visual. - Consultoria Artística: Para uma das cenas do espetáculo, a Forféu também oferecerá consultoria especializada na criação de uma coreografia que será dançada em Libras, conferindo visibilidade e valorização da língua de sinais como linguagem artística dentro da performance. - Oficinas Acessíveis: A acessibilidade será ampliada às atividades formativas, com a presença de intérpretes de Libras durante as oficinas oferecidas à comunidade. Dessa forma, participantes surdos terão o suporte necessário para interagir plenamente nas oficinas e se envolver com os conteúdos e dinâmicas propostos. Essas medidas reforçam o compromisso com a inclusão e o direito de acesso à arte e cultura para todos, promovendo uma experiência enriquecedora e acessível para a comunidade surda e demais pessoas com deficiências físicas.

Democratização do acesso

A proposta de democratização de acesso ao espetáculo "Parabéns, você é normal!" inclui diversas estratégias para garantir a ampla participação da comunidade, com enfoque na gratuidade e na inclusão de públicos variados, além de fomentar o engajamento cultural. - Distribuição e Comercialização dos Produtos: Todas as apresentações do espetáculo serão gratuitas, facilitando o acesso ao público em geral, com especial foco em grupos que possuem menos oportunidades de acesso a atividades culturais pagas. A distribuição dos ingressos será feita presencialmente no Teatro Reviver Magó, além de uma reserva online, visando alcançar tanto o público local quanto aqueles que acompanham a produção à distância. Medidas de Ampliação de Acesso: - Ensaio Aberto: Serão realizados ensaios abertos, que permitirão ao público acompanhar parte do processo criativo e de preparação do espetáculo. Esses ensaios serão divulgados para escolas, instituições culturais e coletivos artísticos, visando proporcionar uma experiência educativa e reflexiva sobre a criação artística. - Oficinas Paralelas: Como parte da proposta formativa, serão oferecidas duas oficinas gratuitas à comunidade. Sendo a oficina de Jogos Teatrais que também contará com intérprete de Libras para promover a acessibilidade. Essas medidas garantem que o projeto não apenas ofereça um espetáculo inclusivo, mas também contribua para a formação de plateia e a democratização da cultura na cidade de Maringá e em sua região.

Ficha técnica

Vitória Campanari: Diretora, coordenadora e coreográfa Figurinista DRT 32989Produtora DRT 19746 Bailarina DRT 32989 - DIREÇÃO DE PRODUÇÃOQG da Produção Curitiba/PR 2021- DESIGNER DE MODAUnicesumar Maringá/PR 2020-2021- ARTES CÊNICASUniversidade Estadual de Maringá/PR 2019-2020 Vitória Campanari iniciou seus estudos na dança e no decorrer dos anos experimentou diversas linguagens. Também atuou como professora em projetos sociais e escolas de dança. Mais tarde, se focou nos estudos para a área da moda, se especializando em figurinos. Em 2017 fundou o VCamp Ateliê, atêlie de alta costura direcionado para figurinos de todos os tipos de artes e em 2023 expandiu para área de cenografia. Em 2019, criou o grupo Nó Coletivo de Artes, onde atua como diretora, produtora e ocasionalmente como bailarina. Desde então, o coletivo tem sido selecionado em diferentes editais culturais municipais e estaduais. No decorrer dos anos, tem sido convidada a atuar com figurinista e produtora em projetos como "Mostra Cirqueringá" mostra de circo, "Mas Monas" espetáculo de Drang Queen, "Filipa e Antônia" espetáculo de teatro, entre outros. Leonardo Fabiano: Produtor e coordenador de comunicação/divulgação Iniciou seus estudos e atuação na área de produção cultural no ano de 2017, inicialmente focando em produções independentes de levantamento de cenas e espetáculos teatrais próprios. A partir de 2018 começa a trabalhar profissionalmente na área por meio de editais municipais, se inserindo no mercado por meio de produção de espetáculos teatrais profissionais e exposições de artes visuais. Atualmente produz trabalhos nas áreas de dança, teatro, música e artes visuais, além de festivais e pequenas circulações de espetáculos. Sua maior atuação é na produção cultural local na cidade de Maringá-PR. Em 2023 se profissionaliza oficialmente por meio da obtenção do seu DRT na área da produção cultural através de uma parceria do SATED com o Festival de Curitiba. Em grande maioria as produções realizadas giram em torno de materiais voltados e/ou dirigidos a comunidade LGBTQIAP+, como é o caso da peça O Mais Íntimo de Nós (2018), ou a peça Na Pele (2017), as exposições Meu Corpo: Objeto Alvo (2019) e SONHANTE (2022), entre outros. Outro foco também são as vivências pessoais e como essas dialogam com o público, por meio da autoficção que une histórias reais e ficcionais sobre temas comuns a todos, como a morte e a infância, são os casos das peças Dizer Lene (2021) e Más Monas (2022). É uma preocupação também a acessibilidade nos projetos desenvolvidos, de forma dialogada com todo o projeto, principalmente ao público da comunidade surda, mas com planos futuros de abarcamento para outros públicos. Andresa Viotti: Consultora de teatro Clown e ministrante das oficinas 2019 - MESTRA EM LETRAS PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ NA ÁREA DE LITERATURA E HISTORICIDADE. 2016 - ESPECIALISTA EM ARTE, EDUCAÇÃO E TERAPIA PELO INSTITUTO PARANAENSE DE ENSINO. 2015 – LICENCIADA EM TEATRO PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ – UEM. 2014 – REGISTRADA COMO ARTISTA PELA SATED NA FUNÇÃO DE PALHAÇO. DRT: 0028440/PR. 2023 – 2024 – PROFESSORA DE ARTE NO COLÉGIO AXIA, EM MARINGÁ/PR. 2022 – 2023 – PROFESSORA DE ARTES, TEATRO E MUSICALIZAÇÃO INFANTIL PELA ESCOLA CRIARTE DE MARINGÁ/PR. 2021 – 2024 – DIREÇÃO DO ESPETÁCULO: "UMA HISTÓRIA QUE NÃO SE CONTA: ERNESTO E EU". 2021 – ESCRITORA, JUNTO COM MARCELO COLAVITTO, DO LIVRO "PALHAÇOS E MÁSCARAS – A POIESIS NA TRAJETÓRIA DRAMATURGIA DO GRUPO MEU CLOWN". PUBLICADO PELA EDITORA CRV. 2021 – MINISTRANTE DA OFICINA: "TEATRO EM PERSPECTIVA POPULAR – A POÉTICA DO OPRIMIDO". REALIZADA NO ESPAÇO CULTURAL MEU CLOWN, EM MARINGÁ/PR. 2017 – 2022 – PROFESSORA E DIRETORA TEATRAL PELO PROJETO "CRIANÇA EM CENA", VIABILIZADO PELA LEI ROUANET. NO COLÉGIO ESTADAL JARDIM UNIVERSITÁRIO E CIAPS (CENTRO INTEGRADO DE AÇÕES PEDAGÓGICAS SOCIAIS). AMBOS EM SARANDI/PR. 2016 – 2017 – PROFESSORA DE TEATRO; CIRCO E STREET DANCE PELO INSTITUTO PROMOCIONAL JESUS DE NAZARÉ, EM MANDAGUAÇU/PR. 2013 – 2023 – ATRIZ; PALHAÇA E PESQUISADORA INTEGRANTE DO GRUPO MEU CLOWN, EM MARINGÁ/PR. Mestre em Letras, na linha de Literatura e Historicidade, pela Universidade Estadual de Maringá. Graduada em Artes Cênicas - Licenciatura plena em Teatro, pela mesma Universidade. Possui especialização em Arte, Educação e Terapia, pelo Instituto Paranaense de Ensino. Faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisa em Palhaçaria, Comicidade e Ludicidade (IFPR). Integrante do Grupo Meu Clown Maringá, no qual, atua como atriz e palhaça. Registrada como artista na função de Palhaço sob o número 0028440/PR, desde 2014. Diretora do Espetáculo Bilingue "Uma história que não se conta – Ernesto e Eu.", que estreou em 2021. Ganhou o prêmio de Melhor Atriz pelo Festival Nacional de Teatro "Carpe Diem", na cidade de salto/SP, em 2019, com o espetáculo "Rapsódia Circense" do Grupo Meu Clown. Escreveu, juntamente com Marcelo Colavitto, o livro "PALHAÇOS E MÁSCARAS: a poiesis na trajetória dramatúrgica do grupo Meu Clown", lançado em 2021. Atualmente pesquisa Teatro Brasileiro, Teatro Cômico e Teatro Político. Renan Parma / Forfeu: Acessibilidade • Letras Português pela UEM - 2017.• Letras-Libras, segunda Licenciatura pela Faculdade Eficaz - 2019• Interprete habilidade pela FENEIS e Instituto Libras no curso técnico de Capacitação de Tradução e Interpretação – 2022• Participante do grupo de estudo de gramática da Libras ofertado pela Sigma Cursos de forma online, coordenado pela da Prof. Doutora Ronice Muller de Quadros Ator, formado em Letras/Português e Letras/Libras, com habilitação de Interprete e Tradutor de Libras pela FENEIS-SP (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos). Produtor do Arena das Artes, Av. Dep. José Alves dos Santos, 4367 - Jardim Brasil, Maringá - PR, 87083-250, centro cultural que trabalha com produção cultural de artistas surdos onde também trabalha como ator e interprete na Cia Forféu, grupo de teatro maringaense que pesquisa o teatro acessível.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.