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A exposição "Antes o mundo não existia — Saberes, Culturas e Cosmologias dos amazônidas" apresenta um diálogo entre territórios, habitações e culturas presentes na vida de povos ribeirinhos e indígenas da Amazônia brasileira. Em uma área de 2mil m², no Parque Estadual do Utinga, unidade de Conservação e Proteção Integral na região metropolitana de Belém/PA, a mostra é estruturada em dois espaços que levam a uma experiência imersiva, visual, sonora e interativa. Espaço Palafita: aspectos socioambientais, científicos e culturais dos povos tradicionais da Amazônia: os ribeirinhos, povos conectados com a dinâmica das águas, da fauna, da flora e do universo sobrehumano da floresta. Espaço Oca: aspectos geográficos, socioculturais e cosmológicos dos indígenas amazônicos, povos originários conectados com a luta pela defesa dos territórios ancestrais e pela identidade da floresta. A mostra tem curadoria de 7 destacados artistas/escritores desta geração: 4 indígenas e 3 não indígenas, cada um a cargo de um dos eixos temáticos da mostra.
Produto principal: A exposição “Antes o mundo não existia” apresenta aspectos ambientais, científicos, humanos, e cosmológicos dos povos tradicionais da Amazônia: * povos indígenas, que influenciam os espaços geográficos com as culturas e identidades das diversas etnias que ocupam o território, como os Yanomami, com mais de 25 mil indígenas, os Kayapó, os Maraguá, entre outros; * ribeirinhos, cuja vida social se organiza em torno dos rios e com eles mantém uma relação tanto material quanto cultural e simbólica. Produtos Secundários — a riqueza material e imaterial dos habitantes tradicionais da Amazônia que, lentamente, acumularam um conhecimento detalhado sobre a floresta tropical e desenvolveram métodos para dela tirar sua subsistência, preservando o território. — o paisagismo que ressalta a natureza brasileira na sua vasta e complexa biodiversidade, evidenciando os diferentes aspectos biológicos e geográficos da fauna e da flora — cerca de trinta milhões de espécies animais e mais de 30 mil espécies de plantas. A exposição “Antes o mundo não existia” será dividida em dois espaços bem delimitados. Espaço OCA - referente aos povos originários da Amazônia; Espaço PALAFITA - referente aos ribeirinhos amazônicos. Cada um desses espaços será composto por eixos temáticos, dirigidos por um ou mais curadores especializados no tema em questão. Eixos temáticos do espaço OCA: * Eixo temático "Terra Fértil" — reúne artistas semeadores que atuam em torno do conceito-chave de ‘regeneração’, nutrindo espaços onde a saúde e a coexistência telúrica possam germinar. * Eixo temático “Casa dos Saberes”, espaço dedicado à experiência sensorial e estética da arte produzida por diversos povos indígenas no Brasil. Um lugar que desvenda o elo entre a tradição oral transmitida por xamãs e pajés e a arte. * Eixo temático “povos” e “aspectos socioculturais” 1. Um terminal interativo da produção literária indígena, lugar simbólico de resistência e luta dos povos originários. Estarão mapeados mais de 400 obras produzidas por 130 escritores indígenas de 60 povos, de 1998 até os dias de hoje. As obras poderão ser acessadas por tema, autor, etnia do autor ou editora. 2. A produção literária, composta por romances, poesia, coletâneas, dicionários etc., de escritores e escritoras indígenas nascidos(as) na Amazônia — com destaques a importantes escritores(as), de tradição oral ou não, que contribuíram ao longo dos anos para o domínio da escrita. 3. Áudios, vídeos e projeções da tradição e cultura indígenas. 4. Fotografia — o trabalho artístico e ativista de mais de 50 fotógrafos(as) indígenas que documentaram os povos do bioma, sua cultura e sua luta, além de registrarem as recentes manifestações e protestos de cada povo. 5. Objetos dos povos originários da Amazônia, como redes, esteiras, bancos, cestos, jarros, balaios, maracas, cachimbos, esculturas e outros itens de uso cotidiano das comunidades. 6. As cestarias e esteiras dos povos Baniwa, Baré e Ticuna, da Amazônia; as esculturas em madeira dos Sateré-Mawé, inspiradas na fauna amazônica etc. Cerâmica e artefatos em madeira dos povos Xinguanos de Mato Grosso e do Pará (Waurá, Kuikuro, Awaeté). Por fim, o Espaço OCA contempla um * Eixo temático Amazônia indígena em números. Eixos temáticos espaço PALAFITA: * Eixo temático FLORA; * Eixo temático FAUNA; * Eixo temático HIDROGRAFIA; * Eixo temático CARTOGRAFIAS; * Eixo temático AMAZÔNIA RIBEIRINHA; * Eixo temático cultura material: casa, instrumentos de caça e pesca, utensílios de uso cotidiano na cozinha; * Eixo temático narrativas cosmológicas e a relação humanos e sobrehumanos. LEGADO O conteúdo e as instalações da exposição serão o legado deixado para a comunidade paraense. Como sugerido pela Secretária de Cultura do Pará, Úrsula Vidal, a exposição “Antes o mundo não existia” será um equipamento cultural do Parque Estadual Utinga, transformando-se em um espaço permanente e integrado, fonte de conhecimento para as gerações futuras e homenagem aos povos originários e aos ribeirinhos.
Objetivo geral A exposição "Antes o mundo não existia _ Saberes, Culturas e Cosmologias dos amazônidas" tem como objetivo geral apresentar, numa perspectiva inspiradora, a diversidade de modos de relações entre sociedade e natureza a partir das realidades dos povos originários e comunidades tradicionais, desafiando as narrativas catastróficas que dominam o contemporâneo. Assim, o projeto mira o futuro e questiona as visões que categorizam a nossa realidade como uma crise permanente e crescente. Objetivo específico Em consonância com a pauta ambiental da COP30, o projeto tem como objetivos específicos: 1. Tornar-se um espaço de educação e cultura permanente, incorporando seu acervo ao patrimônio cultural da cidade de Belém, no Pará; 2. Apresentar-se como fonte de conhecimento e cultura para as gerações atuais e futuras; 3. Dar a conhecer a produção de saberes e culturas materiais e imateriais dos povos da Amazônia Legal, que ocupa 4.196.943 km² e engloba nove estados do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, todos da região Norte e parte dos estados do Maranhão (Nordeste) e Mato Grosso (Centro-Oeste): 4. Homenagear a resiliência de ribeirinhos e dos povos originários da Amazônia que convivem em harmonia com a natureza; 5. Apresentar a arte e a escrita pelas lideranças e jovens indígenas e ribeirinhos; 6. Apostar na possibilidade de uma outra constituição de mundo, presente nas sociedades indígenas e ribeirinhas; 7. Mostrar as diferentes formas de habitar nas Amazônias a partir de sistemas adaptados às estações dos anos, movimento das águas e do clima e, ainda, partindo de recursos naturais disponíveis na floresta; 8. Socializar a diversidade de modos de viver, criar, fazer, e existir dos povos ribeirinhos e indígenas nas Amazônias; 9. Demonstrar, numa perspectiva integrativa, em meio à floresta cenográfica, virtual e natural, o universo da biodiversidade amazônica de origem animal e vegetal, destacando algumas espécies emblemáticas de importância na vida das comunidades (peixes, aves, mamíferos, açaí, guaraná, buriti, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, tucumã, dentre outras); 10. Apresentar os mais de 20 mil quilômetros navegáveis da bacia Amazônica que se estende por 6 milhões de km², com embarcações de pequeno, médio e grande porte a transportar pessoas, produtos e artefatos; 11. Dialogar com as práticas artísticas e a transmissão de conhecimentos em contextos de crises éticas e ecológicas; 12. Apresentar a arte e a cultura dos povos tradicionais amazônicos a partir dos seus modos de vida na pesca, na caça, no extrativismo, no desenvolvimento das agriculturas, nos sistemas de criação, na produção da farinha, na vida religiosa, nas diversas manifestações culturais e festas; 13. Apresentar as modificações do bioma ao longo dos séculos, com projeção de mapas; 14. Apresentar práticas de manejo sustentável da terra; 15. Mostrar a dimensão ecológica entre cada um e todos os constituintes físicos e vivos do ecossistema; 16. Repensar espaços e tempos construídos no presente, e promover a emergência de outros vários futuros; 17. Destacar o lugar ocupado pelas comunidades ribeirinhas e por outros povos amazônicos, bem como problematizar o uso do território e a inserção da região amazônica no mundo globalizado.
Com 28 milhões de habitantes, 13% da população brasileira, e ocupando quase 60% do território brasileiro, a Amazônia ocupa 4.196.943 km² e engloba sete estados do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte dos estados do Maranhão e Mato Grosso. Os habitantes representantes dos povos tradicionais da Amazônia — ribeirinhos e povos originários — acumularam um conhecimento ancestral detalhado sobre o bioma, sobre a floresta tropical, e desenvolveram métodos para dela elaborar suas formas de existência em estreita parceria com a conservação e sustentabilidade da natureza. Nesse momento, em que a humanidade enfrenta o desafio de transformar o modo como se relaciona com a natureza, será importante conhecer os modos de vida, a ciência, a arte e a cultura produzidas pelos habitantes tradicionais da Amazônia. A narrativa histórica do ponto de vista do colonizador construiu um discurso que impôs a destruição ambiental como necessária para que o país crescesse e se desenvolvesse. Essa ideia perdurou durante quase 500 anos. Apenas em 1988, a população originária _ ou indígena _ foi reconhecida como brasileira e reivindicou seu lugar na estrutura da sociedade, lutando para que o país não esquecesse suas origens ancestrais. Já, os ribeirinhos, que residem às margens dos rios, vivendo, especialmente, da caça, pesca e do extrativismo vegetal, herdaram o conhecimento do manejo das áreas de várzea, das técnicas produtivas e de organização social dos indígenas que viviam nessas áreas no período pré-colonial. O ambiente das águas tem muita influência nas vidas dos povos ribeirinhos da Amazônia, seja na construção das casas, nos modos de vida em torno das práticas da pesca, da caça, e da relação com a floresta. Por isso, o rio possui um alto poder simbólico e de representatividade e a territorialidade ribeirinha se estabelece, principalmente, a partir do rio. O projeto objetiva mostrar à sociedade como reverenciar a memória dos antepassados, atualizar o seu legado e participar, de forma competente e criativa, da construção de uma nova identidade brasileira. Para isso, apresenta as diversas linguagens das artes, das culturas e das ciências dos habitantes tradicionais da Amazônia para construir uma ponte entre o passado e o presente, o fim e o princípio, numa circularidade que lembra o nosso lugar no mundo e a nossa fragilidade humana. É digno de nota pontuar que a Amazônia, com toda a sua vasta e complexa sociobiodiversidade, é o berço do mundo, e são os povos tradicionais seus melhores gestores. Nesse oceano-verde concentra-se uma rica diversidade de povos, seus costumes, suas línguas e uma diversidade biológica incomparável, formando um patrimônio biocultural rico e diverso. Em face disso, é de se esperar que a exposição sirva de inspiração para outros povos, seus territórios e seus anseios. Desenhada para o Parque Estadual do Utinga — unidade de Conservação e Proteção Integral na região metropolitana de Belém do Pará, escolhido pela população como a principal opção de programa de recreação e atividades saudáveis ao ar livre, aliando práticas de bem-estar e contato com a natureza —, a exposição "Antes o mundo não existia" mostra como preservar ecossistemas naturais de relevância ecológica-cultural e beleza cênica, estimular a realização de pesquisas científicas e incentivar o desenvolvimento de atividades de educação ambiental. Por tudo isso, é uma mostra importante, atual, provocativa, comprometida, resiliente. Um projeto necessário para que a sociedade brasileira enxergue a si mesma pelo convexo do espelho e possa, assim, perceber o quanto tem perdido ao deixar tão ricos olhares fora da construção de uma identidade que se faz da nossa ancestralidade. É de extrema urgência o ser humano compreender que sua existência como Ser se vale pela troca entre matérias e harmonia com demais valores naturais. Se sou, é pelo oxigênio, é pela floresta, é pela água, pelo solo, pelo grande espírito que tudo interliga, como uma teia inaugurando um cosmo. O projeto pretende despertar no público a noção da constituição do mundo através de uma relação harmônica entre a humanidade e a natureza, especialmente nas suas dimensões cultural e antropológica, e em suas particularidades simbólicas ainda não compreendidas. Destacamos que o projeto se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V, VII, VIII e IX do Artigo 1º da Lei nº 8.313/1991 Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. E para cumprir as finalidades expressas no art. 1º desta lei, o projeto atende aos mecanismos de fomento cultural do art. 3º do Decreto 11.453 de 2023, transcritos abaixo: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressa~o; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compo~em a sociedade brasileira; III - viabilizar a expressa~o cultural de todas as regio~es do Pai´s e a sua difusa~o em escala nacional; VIII - fomentar o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais brasileiras; XI - apoiar e impulsionar festejos, eventos e expressões arti´stico-culturais tradicionais e bens culturais materiais ou imateriais acautelados ou em processo de acautelamento; XIII - promover a difusa~o e a valorizaça~o das expresso~es culturais brasileiras no exterior e o intercâmbio cultural com outros pai´ses; (o projeto será divulgado na COP30) XIV - estimular aço~es com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas populares tradicionais, te´cnicos e estudiosos da cultura brasileira;
O projeto será um LEGADO para a cidade de Belém, pois seu conteúdo e suas instalações ficarão permanentemente no Parque Estadual Utinga, constituindo-se como um legado deixado pelo projeto para a comunidade paraense. A ideia de deixar um espaço de educação e cultura dos povos ribeirinhos e indígenas como patrimônio para a cidade de Belém foi sugerida pela Secretária de Cultura do Pará, sra. Úrsula Vidal. Assim, a exposição “Antes o mundo não existia - saberes, culturas e cosmologias dos amazônidas” será um equipamento cultural do Parque Utinga, espaço permanente e integrado, fonte de conhecimento para as gerações futuras e homenagem aos povos originários e aos ribeirinhos.
O acesso ao Parque Estadual do Utinga e, por conseguinte, ao espaço da Exposição “Antes o mundo não existia”, conta com sistema de acessibilidade para cadeirantes e pessoas com deficiência. Neste projeto iremos considerar as informações e emplacamentos em Sistema de Braille para atender demanda das pessoas com deficiência audiovisual, assim como em momentos de lançamentos e demais momentos de maior contingente durante a exposição, contaremos com profissional da área de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Para tanto, contaremos com equipe de monitores em tempo integral para acolher, guiar e assessorar as pessoas a partir de suas diversas necessidades de apoio, inclusive em termos de locomoção e acesso aos demais espaços que não exclusivamente o da exposição (como cafés, banheiros, salas de projeção, etc.) Medidas de Acessibilidade compatíveis com os objetivos do projeto estarão, especificamente: - nas construções realizadas para o projeto - a Oca indígena e a Casa dos ribeirinhos - que serão construídas com todos os recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosas, para permitir o melhor acesso; - no local que receberá a exposição e suas atividades culturais - Parque Estadual do Utinga, em Belém - que já possui seus espaços, como banheiros, áreas de alimentação e áreas de circulação, próprios para atender pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosas; - nos produtos culturais resultantes do projeto - palestras, debates, mostras - que terão recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências auditiva e visual para permitir o melhor acesso aos seus conteúdos; - no material de divulgação dos produtos culturais e educativos oferecidos pelo projeto, que contarão com informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade e também da gratuidade do projeto; - na capacitação das equipes educativas e dos agentes culturais que realizarão as visitas orientadas da exposição, que serão capacitados para o atendimento de deficientes e idosos, e também para o atendimento de públicos prioritários e vulneráveis, tais como pessoas negras, povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIAPN+ etc. - no plano de distribuição que, totalmente gratuito, prevê medidas de acessibilidade nas informações de comunicação divulgadas em vários estabelecimentos públicos e privados, de educação e cultura. As medidas de acessibilidade tornadas conhecidas são: A) divulgação da gratuidade do projeto e de suas atividades, com caráter social e educativo, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes; B) divulgação do espaço público onde ocorre o projeto, com total acessibilidade para deficientes e idosos; C) divulgação, na Internet, de registros audiovisuais da exposição, de suas atividades e de conteúdos referente ao projeto, sempre acompanhados com libras e audiodescrição.
O projeto conta com um Plano de Distribuição que assegura o acesso aos produtos e serviços culturais produzidos e oferecidos pela mostra e pelas atividades desenvolvidas durante a mostra. I - abertura da mostra e das suas atividades totalmente gratuita, com caráter social e educativo, sem necessidade de ingresso; II - plano de ações de divulgação da exposição e de suas atividades, que conta com grande rede de informação de datas, locais e conteúdos, para garantir acesso de todos os interessados; III - como o projeto prioriza o atendimento de estudantes e professores, da rede pública e privada de ensino, a divulgação do acesso gratuito à mostra e suas atividades será amplamente divulgada nas escolas, públicas e privadas, nas bibliotecas, museus e equipamentos culturais, para atingir o público desejado. IV - todas as necessidades de acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos serão atendidas; V - serão disponibilizados na Internet, registros audiovisuais da exposição e das atividades realizadas durante a exposição: palestra, apresentações e debates, para ampliar o conhecimento do projeto e consequente participação do público; VI- será permitida a captação de imagens da exposição e de suas atividades nas redes públicas de televisão e em outras mídias públicas; VII - serão registradas a montagem da exposição, assim como os ensaios das atividades paralelas desenvolvidas, tais como palestras, debates e mostras, para divulgação do projeto e garantia de atingir público; VIII - educadores e agentes culturais serão capacitados visando estabelecer uma maior compreensão do conteúdo do projeto, em visitas orientadas. Em suma, o acesso à exposição “Antes o mundo não existia” será aberto e gratuito, estando disponível integralmente a todos e todas que queiram visitá-la. IX - durante a exposição serão realizadas diversas atividades extras com ribeirinhos e indígenas, como oficinas, sessões de rodas de conversa, narração de histórias e lançamento de obras de autoras e autores indígenas e ribeirinhos. Todo esse material será gravado e disponível em canal do YouTube.
A exposição será realizada pela proponente “Oceanos Cultura e Comunicação”, sob direção da gestora cultural Selma Caetano, que trabalhará com curadores e consultores indígenas e ribeirinhos. As curadorias e consultorias já contratadas pelo projeto são: * Coordenação Geral Selma Caetano * Coordenação de conteúdo Marise Hansen * Curadores do Espaço Oca Márcia Wayna Kambeba Kaká Werá Jekupé Gustavo Caboco (arte) Denilson Baniwa (arte) * Consultores do Espaço Oca Daniel Munduruku Ariabo Kezo Gleycielli Nonato, Curadores do Espaço Palafita Flavio Bezerra Barros * Consultores do Espaço Palafita A prospectar. * Arquitetura Thaisa Kleinübing Selma Caetano Luso-brasileira, Bacharel em Língua e Literatura Portuguesa, pela PUC/SP, com mestrado em Gestão Cultural. Diretora-presidente da Oceanos Cultura, em São Paulo/Brasil, desde 1996, e da Associação Oceanos, em Lisboa/Portugal, desde 2017. Curadora e produtora executiva do Prêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa, que, este ano, recebeu 3 mil inscrições. É responsável pela catalogação da literatura indígena que resultou na exposição “Araetá – A literatura dos povos originários”, com a produção literária de 130 autores indígenas, de 56 etnias, que circulou por quatro capitais brasileiras. Realizou curadorias e direção executiva para inúmeros projetos culturais e educacionais, como “Graciliano Ramos 120 anos”, seminários, mostras de cinema e exposições em várias capitais do país; Motirõ – Escola de Criação Literária para alunos da rede pública do Ensino Médio. Marise Hansen Coordenadora pedagógica da Motirõ – Escola de Criação Literária, e de projetos culturais na Oceanos Cultura. Professora de Literatura e poeta, autora de Porta-retratos (Ateliê, 2015) e A palavra acre (Patuá, 2023). Doutora em Literatura Brasileira (USP), com tese sobre João Guimarães Rosa e as tensões sertão X urbanização. Pesquisadora e ensaísta em torno de Machado de Assis, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto. Professora no Ensino Médio e Superior: professora assistente de Literatura Brasileira na FFLCH-USP e criadora da disciplina Literatura e Cultura Brasileira para a UNIVESP, veiculada pela UNIVESP-TV/TV Cultura. Participação em várias antologias “Contemporâneas”, com Poemas selecionados para o projeto 7Leituras, do Sesc, dirigido por Mika Lins (“Porta-retrato”). Flávio Bezerra Barros Natural de Recife/PE, mas vivendo na Amazônia há quase 25 anos. É professor associado da UFPA, atuando nas áreas de Antropologia Rural, Antropologia da Alimentação e Etnobiologia. PhD pela Universidade de Lisboa, toda a sua trajetória de pesquisa e ação pública na Amazônia se deu junto aos povos e comunidades tradicionais, sobretudo com comunidades ribeirinhas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu e povos indígenas. Tem experiência com curadoria de feiras e festivais, principalmente em temas e áreas que envolvem PCT’s. Durante a pandemia da covid-19, organizou as ações da emergência cultural no contexto da Lei Paulo Gustavo no estado do Pará via parceria SECULT e FADESP, coordenando a busca ativa junto aos indígenas e comunidades tradicionais. Kaká Werá Descendente do povo Tapuia e acolhido pelos Guarani. Escritor, ambientalista e conferencista brasileiro, é fundador do Instituto Arapoty, que difunde os saberes ancestrais indígenas para promover autoconhecimento e desenvolvimento pessoal e espiritual. Com mais de 30 anos dedicados à literatura, Kaká Werá publicou livros de literatura infanto-juvenil, ensaios, crônicas e poesia, entre os quais “A Terra dos Mil Povos - História Indígena do Brasil Contada por um Índio”, "Tupã Tenondé", "Oré Awé Roiru'a Ma - Todas as Vezes que Dissemos Adeus". É educador na Universidade Holística Internacional da Paz (Unipaz) e na Fundação Peirópolis. Márcia Kambeba De etnia Omágua/Kambeba, graduada em geografia, com mestrado sobre território e identidade Kambeba, pela Universidade Federal do Estado do Amazonas, Márcia cursa doutorado na Universidade Federal do Pará, em Belém, e percorre temas voltados para a questão ambiental, a vivência cotidiana como indígena, a luta das mulheres indígenas. Escreve poemas, contos, resenhas, ensaios e críticas, em tupi e português. Gustavo Caboco De etnia Wapichana, artista visual, escritor e cineasta, sua produção inclui múltiplas linguagens, como desenho, pintura, têxtil, instalação, performance, fotografia, vídeo, som e texto, constituindo dispositivos para reflexão sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, os processos de (re)territorialização e a produção da memória. Vencedor do Concurso FNLIJ Tamoios de Textos de Escritores Indígenas em 2018, publicou "Baaraz Kawau", “Baaraz Ka'aupan”, “Recado do Bendegó” e "Isso tudo não me diz nada". Participou da Bienal de São Paulo, da Bienal de Veneza, além de exposições individuais no Institute for Studies on Latin American Art – ISLAA, em Nova York, e na Pinacoteca de São Paulo. Denilson Baniwa Da etnia Baniwa, nasceu na aldeia Dari, e reside atualmente em Niterói-RJ. Artista visual, curador, palestrante e ativista dos direitos indígenas, é um dos mais destacados artistas de sua geração e vem contribuindo para a construção de uma nova imagética indígena, em diversos meios. Sua obra multifacetada inclui performance, pintura, texto e projeções e atua para desconstruir do imaginário da sociedade urbana a ideia equivocada do que é pertencer a uma comunidade indígena no Brasil. Vencedor do prêmio Pipa, participou da 35ª Bienal de São Paulo e realizou exposições na Pinacoteca de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo - CCSP, no Centro de Artes Helio Oiticica, no Museu Afro Brasil, no MASP e na Bienal de Sidney. Daniel Munduruku De etnia Munduruku, formado em Filosofia, com licenciatura em História e Psicologia, é Doutor em Educação pela USP e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Nos anos 70, tornou-se escritor e, hoje, é autor de 63 livros. Consultor literário e professor de escritores indígenas, é diretor presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais. Sua obra “Meu avô Apolinário”, recebeu menção honrosa no Prêmio Literatura para Crianças e Jovens na questão da tolerância da Unesco; entre tantos outros prêmios. Participa de palestras e seminários destacando o papel da cultura indígena na formação da sociedade brasileira. Ariabo Kezo Do povo Balatiponé, escritor, professor, ilustrador e consultor da área étnica, línguas e literatura indígenas, busca mostrar a visão plural da composição do povo brasileiro. É licenciado em Letras, português e espanhol, e Mestre em Linguística, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em 2015, participou do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas da ONU, em Nova York, destacando-se como educador e ativista cultural. Autor de “Boloriê: a origem dos alimentos”, prepara gramática do idioma materno, como forma de afirmação e resistência Gleycielli Nonato Da etnia Guató, Gleycielli nasceu nas barrancas do rio Taquari em Coxim, Mato Grosso do Sul. Escritora, artista plástica e produtora cultural, é membro da Academia de Letras do Brasil, seccional Coxim-MS. Vencedora do Prêmio Manoel de Barros em 2012, é autora da coletânea de poesia “Índia do rio” e de “Vila Pequena causos, contos e lorotas”. Radialista do Programa Bom Dia Coxim, milita pelo fortalecimento da cultura local e pelos direitos das mulheres e do meio ambiente. Thaisa Kleinübing Arquiteta e Urbanista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, com Mestrado em Arquitetura Sustentável pela Universidade de Aalborg, Dinamarca. Especialista em eficiência energética e bioarquitetura. Estudou arte contemporânea e coordena projetos com baixo impacto ambiental. Trabalha junto às comunidades indígenas na elaboração de projetos arquitetônicos e culturais há mais de 20 anos. PARCERIAS Importantes parcerias estão sendo fechadas para enriquecer o conteúdo do projeto IPÊ Instituto de Pesquisas Ecológicas ISA Instituto Socioambiental Museu Paraense Emilio Goeldi
PROJETO ARQUIVADO.