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O Projeto 100 Historias pra contar, visa a criacao do espetaculo de historias, que ira circular por 100 espacos publicos localizadas em regioes perifericas no Rio de Janeiro, como contrapartida realizaremos uma oficina de contação de histórias voltado para professores e artistas.
Histórias Ciranda do Passarinho Voa, voa passarinho...Uma história eu vou contarVenha, venha, venha logo,Porque nós vamos pousar.Venha para este quintalUma história eu vou contar.Na ciranda, cirandinhaVamos todos cirandar.Por isso, minha genteAtenção que vou contar.São histórias divertidasPara o povo encantar Passarinho: Vamos pousar! Passarinha: Vamos pousar! (O Passarinho se prepara para pousar, para no meio do palco, começa a se recompor de suas muitas horas de voo. A passarinha continua circulando ele. Se prepara para pousar e quando chega ao centro, esbarra com o passarinho, que quase cai, amparado pela amiga). Colombina: Mil perdões, Mil perdões, Pierrô! Estou aprendendo a pousar. Pierrô: Claro que sim. Você pensa que ficaria abalado por um pequeno empurrãozinho... Imagina Colombina! Afinal, estamos aqui para contar histórias! Colombina: Histórias!!! Pierrô: Que história contaremos ? Colombina: Uma história de amor? Pierrô: Ou de rancor... Colombina: Ou de dor... Pierrô: Ou que sabe de saudade... Colombina: Claro! A saudade... o sentimento do que se falta. Pierrô: Vamos pegar alguma coisa na caixa de histórias... Colombina: Isso... O que acha deste aqui? (Pega o adereço e brinca com ele pelo ar.) Pierrô: Neste momento fiquei com saudade da história da menina e o pássaro encantado. Colombina: Uma história que fala de saudade, e liberdade... Pierrô: Comece, Colombina! Colombina: Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão… Pierrô:— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti… Colombina: E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça. Pierrô: — Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. Colombina: E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre. Mas chegava a hora da tristeza. Pierrô: — Tenho de ir — dizia. Colombina: — Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho… Pierrô: — Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar. Colombina: Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…” Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro… Pierrô: — Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora… Colombina: A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo… Até que não aguentou mais. Abriu a porta da gaiola. Colombina: — Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres… Pierrô: — Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar… E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia. Colombina:— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo… E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra. — Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje… Pierrô: Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama… E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….” E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro. Música: Sabiá lá na gaiola Sabiá lá na gaiola Fez um buraquinho Voou, voou, voou, voou E a menina que gostava Tanto do bichinho Chorou, chorou, chorou, chorou Sabiá fugiu pro terreiro Foi cantar no abacateiro E a menina vive a chamar Vem cá sabiá, vem cá Sabiá lá na gaiola A menina diz soluçando Sabiá, estou te esperando Sabiá responde de lá Não chores que eu vou voltar Colombina: Era uma vez um pescador, seu nome era Juarez e ele era um ótimo pescador. Ele pescava peixe bem pequenininho, pescava peixe médio, pescava peixe grande, pescava peixe muito grande, até peixe gigante. Mas, apesar disso, ele andava um pouco triste, um pouco sozinho... Sem ninguém pra conversar, ninguém pra prosear, ninguém pra brincar, ninguém pra namorar... Ele então, teve uma ideia. Pierrô: - Vou pescar uma companhia, vou pescar uma sereia. Colombina: Será que é possível pescar sereia? Alguém já pescou uma sereia? É muito difícil, não é? O povo lá da cidade também não acreditava não e estavam zombando de Juarez. Pierrô: -Juarez, meu filho, você vai passar a tarde inteirinha na beira do mar e nem uma sereia pequenininha você vai pescar. Colombina: Mas o Juarez queria muito uma companhia. Ele queria muito pescar uma sereia e não desistiu. Ele então, se sentou ali, na beira do mar e ficou vendo as ondas do mar. Esse mar tinha muitas ondas. O mar foi ficando mais calmo, mais calmo... Acalmou... E quando o mar acalma, todo bom pescador sabe que é hora de... pescar!!! Ele então jogou seu anzol no mar e ficou esperando, esperando, esperando... E nada de aparecer nem peixe, nem sereia... Ele continuou esperando, esperando, esperando... Até que lá do fundo do mar veio uma onda bem pequenininha, bem pequenininha e trouxe um peixinho, bem pequenininho. Ele ficou feliz, mas ele queria pescar peixe? Ele queria pescar o quê? Ele queria pescar uma sereia. Ele não desistiu... Continuou vendo as ondas do mar, até que lá do fundo do mar apareceu um peixe médio, que mordeu o peixe pequeno, que mordeu a isca. Ficou feliz. Agora estava com o almoço garantido. Mas ele queria pescar peixe? Ele queria pescar o quê? Ele queria pescar uma sereia. Ele não desistiu... Continuou vendo as ondas do mar, até que lá do fundo do mar apareceu um peixe grande, que mordeu o peixe médio, que mordeu o peixe pequeno, que mordeu a isca. Ficou feliz. Agora estava com o almoço e jantar garantido. Mas ele queria pescar peixe? Ele queria pescar o quê? Ele queria pescar uma sereia. Ah! Mas ele não desistiu... Continuou vendo as ondas do mar, até que lá do fundo do mar apareceu um peixe gigante, que mordeu o peixe grande, que mordeu o peixe médio, que mordeu o peixe pequeno, que mordeu a isca. Olha que peixão. Ficou muito contente. Agora tinha peixe pra semana inteira... Mas ele queria pescar peixe? Ele queria pescar o quê? Ele queria pescar uma sereia. Mas ele não percebeu que nas costas do peixe gigante havia uma sereia pegando sol . Ela cantava uma música mais ou menos assim: “Eu morava no mar... Sereia Me mudei para o sertão... Sereia Aprendi a namorar... Sereia Com um aperto de mão a sereiar...” Juarez, ouviu aquele canto e ficou encantado. Ficou completamente... Apeixonado... Que é uma mistura de peixe com apaixonado... Ele levou a sereia lá pra vila e com ela foi se casar. No dia do casamento todos os peixinhos, peixinhas e peixões e peixonas foram convidados e cantaram a música que a sereia ensinou. “Eu morava no mar... Sereia Me mudei para o sertão... Sereia Aprendi a namorar... Sereia Com um aperto de mão a sereiar...” (BIS) Juarez e a sereia mergulharam lá no fundo do mar, por isso, a próxima vez que vocês forem pra praia, deem um tchauzinho assim de longe pro mar. Quem sabe, o Juarez e a sereia estão lá no fundo do mar a cantar... “Eu morava no mar... Sereia Me mudei para o sertão... Sereia Aprendi a namorar... Sereia Com um aperto de mão a sereiar...” (BIS) Colombina: Nós encontramos muitas histórias por aí. Como neste quintal em que estamos: O Quintal de Histórias! Pierrô: Eu adoro os quintais... Colombina: Nos quintais, a criança brinca, e são contadas as mais incríveis histórias. Pierrô: Então deve ser por isso que gosto de quintais. Colombina: Eu lembro de uma história que ouvi, quando voei para meu primeiro quintal. Pierrô: Mais que interessante. E como era este quintal, Colombina ? Colombina: Tinham árvores e uma com um balanço de pneu. No fundo do quintal, existia um galinheiro, e a história eu ouvi alí mesmo. Eu adorava ir naquele galinheiro, existia um galo brigão e uma galinha cheia de não me toques. Tudo aconteceu depois de uma grande dúvida: Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Pierrô: Que pergunta difícil. Acredito que foi a galinha, não! Foi o ovo... Não, não! Foi um dinossauro que colocou um ovo... Colombina: Está bem, está bem, Pierrô, vamos para a história! Meu Galinho Há três noites que eu não durmo, olará ! Pois perdi o meu galinho, olará ! Coitadinho, olará ! Pobrezinho, olará ! Eu perdi lá no jardim. Ele é branco e amarelo, olará ! Tem a crista vermelhinha, olará ! Bate as asas, olará ! Abre o bico, olará ! Ele faz qui-ri-qui-qui. Já rodei em Mato Grosso, olará ! Amazonas e Pará, olará ! Encontrei, ola rá ! Meu galinho, olará ! No sertão do Ceará ! Colombina: Um dia, uma gorda galinha chamada sinhá Penosa, pôs um ovo muito novo de nome Claro Gemão. Ah, esse ovo era meio... meio metido a machão. Vê se pode! Nasceu usando bigode, ainda recém nascido tomava ares de galo. É... gritava o desordeiro: "Sou o rei do galinheiro! Falo, grito e não me calo, o ovo nasceu primeiro." O sol ouviu lá de cima e balançou a sua crina de cabelos faiscantes e falou danado: "Humm, que ovo mais mal criado! Os tempos andam mudados." O ovo, o Claro Gemão, deu um pulo pro poleiro se gabando e repetindo: "O ovo nasceu primeiro, falo, grito e não me calo. Eu canto igual ao galo: cocoricóóó!!! Vejam só! Vejam meu cocoricó!" A galinha ouviu e disse: "Humrum... Foi o ovo? Uma ova! Deixe de tanta tolice. Fui eu quem nasceu primeiro, sinhá Penosa, a galinha, rainha do ga-ga-galinheiro." Uma vaca que ia passando chicletando seu capim, parou e pensou assim: "Muuuu...Mas antes de ser galinha, toda galinha foi um ovo! Muuuu... todo ovo foi galinha! Preciso pensar de novo." Veio o galo com sua crista, coroa muito ouriçada, manto de rei emplumado, tirando lá do poleiro o tal ovo levado. "Fui eu quem nasceu primeiro! Oh, filho Claro Gemão, vais aprender a lição! Palmadas pra que te quero! Já chega de lero-lero, vou bater no seu traseiro, pra ver quem nasceu primeiro!" O bumbum do Claro Gemão, parece... ficou rachado! Mas insistia o danado, o ovo gritava assim: "Fui eu quem nasceu primeiro, falo, grito e não me calo! Não tenho medo do galo, ninguém vai mandar em mim..." Humm, xiiii. A galinha senta em cima do tal ovo esguelado. Aí, no choco chocado, o ovo mexe, pópópó...remexe, pópópó... quase vira omelete! "Falo, grito e não me calo! ... " "Psiu! Foi o ovo? uma ova! Fui eu quem nasceu primeiro, sua mãe, sinhá Penosa, rainha do ga-ga-gaalinheiro." À noite, no galinheiro, todos dormem num só ronco. De repente, ouvi-se um estalo!!! Crás! Crec! A casca do ovo se quebra e nasce um pinto pelado muito esganiçado dizendo: "Falo, grito e não me calo! Não digo nada de novo. Antes de ser galinha minha mãe foi um ovo!" Lá no galinheiro, passa o tempo... passa dia... passa noite... Foi o ovo? Foi a galinha? Foi a galinha ou foi o ovo? De repente veio um recado voando muito apressado no bico de uma pombinha. Adivinhe! É pra você... Stefanne. Agora tem que responder... QUEM FOI QUE NASCEU PRIMEIRO: FOI O OVO OU A GALINHA? Pierrô: Oh Colombina, não foi o dinossauro, foi o coelho. Colombina: Mas o coelho não põe ovos. Pierrô: Não! Mas o da páscoa sim. Vai que em um deste, tenha nascido a primeira galinha? Colombina: Eu conheço um coelho, e não acho que foi assim. Você também conhece! O Coelho que mora perto da Menina Bonita do Laço de Fita. Pierrô: Claro que lembro. Foi um grande amigo. Hoje estamos um pouco separados, imagina ser pai de tantos coelhinhos. Colombina: Claro que sim. Fiquei com vontade de contar esta história, comece Pierrô! Eu Sou um Coelhinho De olhos vermelhos De pêlo branquinho Dou saltos bem altos Eu sou um coelhinho Comi uma cenoura Com casca e tudo Ai que ela era tão grande Que eu fiquei barrigudo Dou saltos pra frente Dou saltos pra traz Eu sou um coelhinho Que de tudo sou capaz Pierrô: Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da África, ou uma fada do Reino do Luar. Colombina: E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida. E pensava: Pierrô: - Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela... Colombina: Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou: Pierrô: - Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: Colombina: - Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina... O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: Pierrô: - Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: Colombina: - Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina. O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto. Pierrô: - Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: Colombina: - Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina. O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: Pierrô: - Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha? A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse: Colombina: - Artes de uma avó preta que ela tinha... Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar. Pierrô: Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça. Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Colombina: Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado. E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava: Pierrô: - Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? E ela respondia: Colombina: - Conselhos da mãe da minha madrinha... Pierrô: Eu amo esta história. Colombina: Imagine usar uma laço de fita... Gosta tanto. Pierrô: Seria a Colombina Bonita do Laço de Fita. Colombina: Gostei. E então eu iria para as festas dançar com meu laço de fita. (Pierrô pega o megafone) Pierrô: Atenção! Atenção! Hoje tem festa no céu... Colombina: (Canta) Mas é para bicho que voa... Pierrô: Senhoras e senhores! Na festa, teremos muita música, muita comida, muita alegria e muita diversão. Colombina: (Canta) Mas é para bicho que voa... Pierrô: E agora minha plateia, como tudo que bom dura pouco... é hora da partida. Colombina: Temos que ir para outros quintais. Pierrô: Levaremos histórias, música e um sorriso no rosto. E em nossa jornada, Voaremos por entre contos de todo o gosto. Colombina: E o meu chapéu, Eu retiro como respeito e gratidão. Se gostaram das histórias, ou não... Deixem aqui sua contribuição. (Canta enquanto passam o chapéu) Deixem aqui sua contribuição. Deixem aqui sua contribuição. Deixem aqui sua contribuição. Deixem aqui sua contribuição. Colombina: É hora de preparar voo... Pierrô: Vamos lá! Colombina: Voa, voa passarinho... Pierrô: Voa, voa passarinho... Juntos: Voa, voa passarinho... Voa, voa passarinho... Uma história já acabou... E agora passarinho O passarinho já voou. O passarinho já voou... O passarinho já voou...
OBJETIVO GERAL: Fomentar a arte e cultura da contação de histórias, em espacos publicos menos privilegiados, de maneira gratuita. OBJETIVO ESPECIFICO: Espetáculo de artes cênicas - Realizar 100 (cem) apresentações do espetáculo de contação de histórias com entrada gratuita. Contrapartidas sociais Oficina - Realizar 01 workshop de contação de histórias, durante um mês, uma vez por semana, num total de 4 aulas durante a execução do projeto.
A Vão Brincar realiza experiencias para quem busca viver um momento mágico com sabor de infância. Prezamos pela melhor conexão que existe: a do afeto. Uma conexão de alta velocidade feita por meio de brincadeiras lúdicas, abraços fortes e contato como mundo da imaginação, deixando de lado os aparelhos eletrônicos para aproveitar a natureza. Acreditamos que o brincar é coisa séria e deste modo seguimos um conceito que defende a desaceleração da rotina da criança e a valorização do tempo livre na infância. De acordo com a lei 8069/90, Lei do Estatuto da Criança e do Adolescente, os direitos fundamentais são: Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade; Direito à vida e à saúde; Direito à convivência familiar e comunitária; Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer; e Direito à profissionalização e à proteção ao trabalho. Com o projeto 100 Brincontar pretendemos estimular o brincar e a contação de histórias, sendo apresentado o espetáculo - O Quintal de Histórias em escolas municipais, localizadas em regiões perifericas, contribuindo com os incisos: Art. 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; As atividades de contação de histórias buscam otimizar o contato da biblioteca com os alunos, em prol do melhor desenvolvimento escolar e social desses últimos. Objetivou-se realizar atividades que promovessem a leitura por meio do contato com as histórias, e também, aumentar o conhecimento das crianças em relação as brincadeiras tradicionais infantis. O projeto 100 historias pra contar cumpre com os objetivos incluidos no Art 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Portanto, sendo contemplado pela lei de incentivo, 100 historias pra contar irá beneficiar as crianças e seus familiares, compartilhando momentos de afeto e em em especial estaremos nos preocupando com o cuidado da criança em sua fase de maior relevância.
O projeto BRINCONTAR, visa a apresentação do espetaculo de contação de historias - O Quintal de Histórias, idealizado pelaatriz e contadora de historias Dana Oliver. Release - O Quintal de Histórias Houve um tempo, e cada um sabe o seu, em que nos encantávamos com aquelas histórias que ouvíamos dos nossos país e avós.Eram cheias de animais falantes e lugares mágicos que conseguiam nos transportar para o país intimista da imaginação. Assim éo QUINTAL DE HISTÓRIAS, onde se passa o conto de dois pequenos passarinhos. Era uma vez um passarinho que vivia em um ninho cheio de amor. Nele, era criada pela sua mamãe pássaro, que, desde quandoa fez ovinho, teve a missão de ensiná-la a voar e ser, assim como ela, contadora de histórias. Depois de ouvir sobre pescadores,sereias e meninas que conversavam com bichos, partiram pelo mundo com a mala cheia de belas bagagens. Em cada parada,retiravam lá de dentro suas histórias para contar a quem quisesse ouvir e se fascinar. Idealizada pela atriz e contadora de histórias Dana Oliver, que vive a passarinha Colombina, nesta montagem teatral de contospopulares inspirada nas narrativas de Rubem Alves, Ana Maria Machado, entre outros grandes nomes da literatura, e nas cantigasque Dana ouvia de sua mãe (in memoriam). Utilizando objetos e adereços cênicos, que se transformam e que foram construídos sob uma ótica sustentável, e com amusicalidade dos instrumentos alternativos, que dão ritmo às cantigas, este é um espetáculo de encanto e leveza, assim como ovoar dos pássaros. Premissas:Duração: 50minGênero: InfantilPúblico: Livre – Histórias e Brincadeiras – -O Pescador E a Sereia- O Cravo e a Rosa- Foi um ovo uma ova- Menina Bonita do Laço de FitaBrincadeira - (Corre Cotia)- Festa no CéuBrincadeira - (Lá na rua 24)- A Menina E o Pássaro Encantado – CantigasVoa, voa passarinhoPeixe- VivoSereiaO Cravo e a RosaGalinho OlarahSasapa na lagoaSábiaAlecrimSe essa rua fosse minhaCiranda, cirandinha.
O projeto 100 Histórias pra Contar irá proporcionar a acessibilidade provendo cuidados especiais aos portadores de Necessidades Especiais, dando preferência as escolas que cumprem as exigências da Lei 13.146/2015, da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Durante as apresentações, em casos de demanda será oferecido: ESPETÁCULO TEATRAL: - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Um profissional de libras estará à disposição do projeto caso seja necessário, a fim de garantir o acesso de deficientes auditivos. Item: Interprete de Libras - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Serão disponibilizados dispositivos móveis com audiodescrição ou objetos sensitivos, a fim de garantir o acesso de deficientes visuais. Item: Audiodescrição - ACESSIBILIDADE FÍSICA: Rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados e flexibilização dos exercícios aplicados, a fim de garantir o acesso a deficientes com mobilidade reduzida. CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE FÍSICA: Rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados e flexibilização dos exercícios aplicados, a fim de garantir o acesso a deficientes com mobilidade reduzida. Item: - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS:Serão disponibilizados dispositivos móveis com audiodescrição ou objetos sensitivos, a fim de garantir o acesso de deficientes visuais. Item: Audiodescrição ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Um profissional de libras estará à disposição do projeto caso seja necessário, a fim de garantir o acesso de deficientes auditivos. Item: Interprete de Libras
De acordo com o Art. 21. IN nº 02/2019 o projeto 100 Historias pra Contar pretende adotar, as seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22;
Dana Oliver: Atriz - Mineira-carioca, formada em Artes e técnica em Teatro. Participou de cursos de interpretação pra Cinema e TV na Cal - Casa de Artes de Laranjeiras RJ - tendo como diretora Andrea Avancini. Possui mais de uma década de experiência no teatro, cinema e tv. No cinema, foi protagonista do filme - Abelha Rainha - curta-metragem da Caju Produções, lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Cine Açude Grande em Cajazeiras/PA. No Teatro, ganhou o premio Qualicult com o espetáculo - Cor do Brasil o resgate da historia roubada, tendo como jurados Ayrton Graça e Leci Brandão, onde se destacou por interpretar 22 personagens. Vao Brincar - Metre em Gestão de Projetos. Foi produtora executiva e captadora de recursos do projeto - Circuito Malungo - contemplado pela Lei de Incentivo a Cultura e patrocinado pelo Instituto Cultural Vale. Fez a Direção de Produção do Show Maíra Freitas e Jazz das Minas pelo SESC Pulsar 2023. Entre 2022 a 2024 foi coordenadora do projeto Vão Brincar na Reserva - ficando responsável pela produção dos eventos culturais e ambientais nas unidades de conservação da Reserva Natural Vale. Canarinho Produtora - Realizará o processo de seleção e comunicação com as escolas locais definidas no período de pré-produção, executando as visitas técnicas, fazendo observações e comunicação direta com a gestão do projeto de modo a supervisionar a instalação dos equipamentosnecessários para as apresentações do espetáculo e espaço para a realização das contrapartidas. Rapha Morret: Músico do espetáculo - é multi-instrumentista, professora e produtora musical. É estudante de licenciatura em música pela UNIASSELVI, formada em recursos humanos e mestre em gestão empresarial. Em 2023 foi contemplada no programa de aceleração de carreira da SIM SP, United Masters e Music Marketing pela PUC Rio.Iniciou a carreira artística em 2011 através de espetáculos de teatro de rua e tornou-se conhecida nos vagões do Rio de Janeiro com o projeto Choro No Trilho, fechando parceria com a Natura, Coca Cola e o Rock in Rio. Já tocou com diversos artistas nacionais como Lanlahn, Teresa Cristina, Letrux, Nilze Carvalho, Tia Surica e Jazz das Minas. Foi coordenadora do projeto “Circuito Malungo” em 2022 que teve patrocínio do Instituto Cultural Vale através da lei rouanet. Em 2023 inaugurou a sua escola de música “Escola de Pandeiro Rapha Morret", focada nos ritmos de samba, pagode e partido alto. E para 2025 já planeja o lançamento do seu primeiro EP autoral.
PROJETO ARQUIVADO.