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Afrotonizar.Lab é um projeto de formação de artistas, criativos, produtores, curadores e pesquisadores negros e indígenas da arte e cultura, que circulará em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. O objetivo é democratizar o acesso a novas tecnologias e linguagens, facilitando a formação, a informação e os processos criativos para jovens historicamente privados dessas ferramentas. O projeto promove atividades formativas divididas em etapas: aulas teóricas sobre produções de corpos racializados e descolonização, seguidas de oficinas práticas e imersivas em artes visuais, como artes plásticas, fotografia, arte digital, realidade virtual, cinema e mapping. A mostra "Ancestralidades Infinitas" visa a interdisciplinaridade das múltiplas linguagens, explorando as dinâmicas da economia criativa e novas tecnologias. Cada participante criará uma obra inédita. O laboratório formará 20 jovens selecionados por critérios de raça, gênero e vulnerabilidade social.
Formação de artistas: Serão realizadas aulas de formação para 30 artistas, produtores e curadores negros e indigenas, em cada cidade sede do projeto. Serão 48 horas de aulas teóricas, 48 horas de aulas práticas, 32 horas de mentoria e elaboração em cada cidade sede do projeto. Com carga horária de 8 horas semanais Workshop: Serão realizados 2 workshops abertos ao público em cada cidade sede do projeto com convidados especiais. Masterclass: Serão realizadas 2 masterclasses abertas ao público, em cada cidade sede do projeto. Mostra artístico-cultural: Mostra artístico-cultural realizada nas três cidades a partir das iniciativas resultantes do laboratório criativo Afrotonizar.Lab, em cada cidade sede do projeto.
Objetivo Geral: O objetivo geral do Afrotonizar.Lab é fomentar os debates e pesquisas relacionadas aos campos e mercados das artes, criatividade e tecnologia. Assim como também incentivar e facilitar a entrada de mais jovens negros, indigenas e LGBTQIAPN+ no mercado de trabalho das artes através dos pitchings com curadores e galeristas. O projeto se torna inédito no país, pois ainda quase não existem projetos que se dediquem ao trabalho de formação e difusão de produções artísticas e criativas de pessoas racializadas no país. Objetivo específico: - Formar 30 artistas ou criativos negros e indigenas, em cada cidade sede do projeto; - Produzir 30 obras/produtos/projetos inéditos, em cada cidade sede do projeto;- Realizar 48h de aulas teóricas, em cada cidade sede do projeto;- Realizar 48h de aulas práticas (oficinas), em cada cidade sede do projeto;- Realizar 32h de mentoria e elaboração de projeto, em cada cidade sede do projeto;- Realizar 4 mesas de conversas, em cada cidade sede do projeto;- Realizar 4 masterclasses, em cada cidade sede do projeto;- Realizar uma mostra artístico-cultural nas três cidades a partir das iniciativas resultantes do laboratório criativo Afrotonizar.Lab, em cada cidade sede do projeto;- Fomentar os debates e pesquisas relacionadas aos campos e mercados das artes, criatividade e tecnologia;- Criar conteúdo para redes sociais sobre arte, empreendedorismo criativo, narrativas decoloniais e etc.;- Promover ações de formação inclusivas e participativas, a partir do acesso e ocupação de espaços; - Estimular a criação artística e crítica assim como também o acesso a tecnologia;- Formar e qualificar novos profissionais na área das artes e da economia criativa;- Criar novas possibilidades de mercados para as indústrias culturais e criativas;- Gerar oportunidades emprego e renda para jovens negros e indigenas.
A partir das experiências da plataforma Afrotonizar em relação aos processos de formação da juventude negra e indígena, é evidente que, para além dos estigmas, existe um grande potencial a ser explorado para além da miséria e violência. Nesse intuito surge o Afrotonizar.Lab. Acreditamos que, por meio da criação de redes criativas de juventudes negras e indígenas, é possível transformar, além dos dados sociais, realidades e oportunidades de mercado. Entendendo que a busca e a necessidade de acesso a novas tecnologias e linguagens são essenciais para a criatividade e inovação, a ideia do laboratório criativo é justamente facilitar o acesso à informação, formação, tecnologia, arte e processos criativos. Esse acesso é crucial para que jovens, historicamente privados de ferramentas que possam auxiliar na exploração de suas habilidades e potencialidades artísticas, possam desenvolver plenamente suas capacidades. As estratégias de comunicação na era digital são atualizadas constantemente, e é importante que pessoas racializadas, que são frequentemente marginalizadas, possam ter acesso aos processos e ferramentas tecnológicas para a construção de suas narrativas em um país onde existem disparidades sociais causadas pela colonização e escravização de corpos negros. Bell hooks (2019) nos lembra da dor que pessoas em contextos de colonização sentem por não ter controle de suas imagens em uma estrutura de representações colonizadas. Pessoas negras e indígenas foram privadas de manifestar suas subjetividades através da expressão de sua identidade cultural por consequência de um projeto racista na estrutura das sociedades. A naturalização de imagens específicas na mídia de massa reproduz representações de raça e negritude que condicionam imaginários marginalizados. Numa sociedade com tantos problemas e poucas soluções, é necessário pensar coletivamente em como transformar realidades para além das estatísticas. A implementação de ações que busquem desenvolver a criação e qualificação de novos profissionais para o mercado de trabalho, a difusão do conhecimento e da tecnologia, bem como a inclusão social e a promoção da diversidade de pessoas negras e indígenas, é uma política reparativa no combate contra o racismo e o extermínio das juventudes. Em um país onde 77% das pessoas assassinadas são jovens negros, é urgente a mobilização e a criação de políticas que tenham como objetivo propor novas narrativas para a existência desses grupos para além da violência. O Afrotonizar acredita que a criatividade alinhada com a tecnologia e o empreendedorismo é um caminho para a construção de novas imagens sobre suas vidas e comunidades, em afirmação e celebração de suas culturas e histórias. O Afrotonizar.Lab se enquadra nos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, que trata da necessidade de preservar e difundir a cultura nacional e regional, valorizar as diversas manifestações culturais e estimular a produção e a difusão de bens culturais. Nosso projeto almeja: Preservar e difundir a cultura nacional e regional, especialmente as manifestações culturais negras e indígenas, que são muitas vezes marginalizadas.Valorizar a diversidade cultural brasileira, promovendo a inclusão e a expressão de grupos historicamente excluídos.Estimular a produção e a difusão de bens culturais, facilitando o acesso de jovens artistas a novas tecnologias e linguagens artísticas.Além disso, o Afrotonizar.Lab alcança objetivos previstos no Art. 3º da Lei 8313/91, tais como: - Contribuir para a promoção e a difusão da cultura brasileira.- Facilitar o acesso às fontes de cultura nacional.- Apoiar a criação, a produção e a difusão de bens culturais.- Promover a circulação de bens culturais e a participação de todos os segmentos sociais nas atividades culturais.- Valorizar a diversidade étnica e cultural do país. A Lei de Incentivo à Cultura é essencial para viabilizar o Afrotonizar.Lab, pois permite que recursos sejam direcionados para ações que promovem a inclusão social, a diversidade cultural e a transformação de realidades, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
Afrotonizar.Lab: Narrativas Encruzilhadas é um projeto que tem como objetivo o incentivar a criatividade e a inclusão de jovens negros e indigenas nas dinâmicas dos setores da arte e da economia criativa. O público alvo do projeto é a comunidade negra da e indigena do estado do Rio de Janeiro de 16 a 30 anos. Acreditamos que a possibilidade de criar oportunidades de formação promove a potencialização artística e política de jovens principalmente periféricos, através da valorização das culturas, histórias e filosofias afrodiaspóricas e indígenas para superar as distâncias sociais que o racismo e a colonização causam. Toda a programação será presencial nas instalações cedidas pelo CCBB Rio de Janeiro onde iremos usar a plataforma Google Classroom como ferramenta de gestão das aulas e controle das informações. O curso será dividido em três etapas: as 6 primeiras semanas serão realizadas as aulas teóricas para formação introdutória sobre a presença das produções e dos corpos racializados nos campos das artes, a cultura e no intuito de apresentar epistemologias que auxiliem nos processos de descolonização das narrativas e produções artísticas. Em um segundo momento será ofertado possibilidades de linguagens no campo das artes: artes plásticas, fotografia, arte digital, realidade virtual, cinema e mapping. Na terceira etapa, os participantes irão participar de uma imersão para a elaboração de seus projetos artísticos e criativos. A mostra “Narrativas Encruzilhadas", tem o objetivo de propor a interdisciplinaridade das múltiplas linguagens e possibilidades criativas, visando as diferentes dinâmicas dos setores da economia criativa e as novas ferramentas de tecnologia. Através da experiências e o contato com atividades diversas e os diferentes olhares dos professores, o objetivo é que cada participante possa criar uma obra/projeto inédito como resultado de sua vivência no laboratório. Carga horária: 8h por semana Dias da semana: Terças e quintas Teórica: 48h Prática: 48h Elaboração de projeto: 32h Total: 128h Tempo de duração da mostra: 4 dias
Para garantir a inclusão e a participação de todos os públicos, o projeto Afrotonizar.Lab implementará diversas estratégias de acessibilidade física e de conteúdo. Estas medidas visam assegurar que pessoas com diferentes necessidades possam usufruir plenamente das atividades propostas. Rampas de Acesso: Todos os espaços utilizados pelo projeto, incluindo salas de aula, auditórios e locais de exposição, serão equipados com rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida.Banheiros Adaptados: Serão disponibilizados banheiros adaptados, com barras de apoio e espaço adequado para a manobra de cadeiras de rodas.Guias Táteis: Serão instaladas guias táteis no chão, indicando os principais percursos dentro dos espaços do projeto, facilitando a locomoção de pessoas com deficiência visual.Elevadores: Onde for necessário e possível, haverá elevadores adaptados para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Intérpretes de Libras: Todas as atividades, incluindo aulas, oficinas, mesas de conversa e masterclasses, contarão com a presença de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para garantir a comunicação com participantes surdos. Material em Braille: Serão disponibilizados materiais informativos e programações do projeto em Braille para pessoas com deficiência visual. Audiodescrição: As atividades que envolvem exibição de vídeos e obras visuais contarão com serviços de audiodescrição, proporcionando uma descrição detalhada das imagens para pessoas cegas ou com baixa visão. Legendas Descritivas: Todos os vídeos produzidos e exibidos pelo projeto terão legendas descritivas, facilitando a compreensão por pessoas surdas e com deficiência auditiva. Visitas Sensoriais: Serão realizadas visitas sensoriais guiadas nas exposições e mostras culturais, permitindo que pessoas com deficiência visual possam tocar e sentir as obras, recebendo descrições táteis e detalhadas das peças. Materiais Didáticos Acessíveis: Os materiais didáticos utilizados durante o projeto serão disponibilizados em formatos acessíveis, incluindo texto ampliado para pessoas com baixa visão e versões digitais compatíveis com leitores de tela.Treinamento da Equipe: Todos os colaboradores e facilitadores do projeto passarão por treinamentos específicos sobre acessibilidade e inclusão, para garantir que estejam preparados para atender às diversas necessidades dos participantes. Consultoria Especializada: Será contratada uma consultoria especializada em acessibilidade para avaliar os espaços e atividades do projeto, garantindo que todas as medidas necessárias sejam implementadas corretamente. Feedback Contínuo: Serão disponibilizados canais de comunicação para que os participantes possam fornecer feedback sobre as medidas de acessibilidade, permitindo ajustes e melhorias contínuas. Com essas estratégias, o Afrotonizar.Lab reafirma seu compromisso com a inclusão e a diversidade, garantindo que todos os jovens negros, indígenas e LGBTQIAPN+ possam participar plenamente das atividades, independentemente de suas necessidades específicas.
O Afrotonizar.Lab se compromete a garantir a ampla distribuição e comercialização dos produtos artísticos e criativos resultantes do projeto, promovendo a democratização do acesso e a valorização dos talentos de jovens negros, indígenas e LGBTQIAP+. As estratégias de distribuição e comercialização incluem: Exposições e Mostras Artísticas: As obras produzidas durante o Afrotonizar.Lab serão exibidas em mostras artístico-culturais nas três cidades sede do projeto. Essas exposições serão abertas ao público, com entrada gratuita para garantir o acesso irrestrito. Parcerias com Galerias e Espaços Culturais: O projeto estabelecerá parcerias com galerias de arte e espaços culturais renomados, facilitando a exibição e comercialização das obras em ambientes prestigiados e acessíveis a um público diversificado. Plataforma Online: Será criada uma plataforma online dedicada ao Afrotonizar.Lab, onde os produtos artísticos serão disponibilizados para venda. A plataforma permitirá a compra de obras e produtos digitais, alcançando um público global e facilitando o acesso a pessoas de diferentes regiões. Feiras e Eventos de Arte: Os participantes do projeto terão a oportunidade de apresentar e vender seus trabalhos em feiras e eventos de arte, ampliando a visibilidade e as possibilidades de comercialização de suas criações. Falas públicas e mesas de debate: Durante o desenvolvimento dos projetos artísticos, serão realizados atividades de formação abertos ao público como mesas de debates, masterclass e simários. Esses eventos permitirão que a comunidade acompanhe o processo criativo dos artistas e interaja com eles, proporcionando uma experiência educativa e inspiradora. Oficinas Paralelas: Além das aulas teóricas e práticas oferecidas aos participantes do Afrotonizar.Lab, serão realizadas oficinas paralelas abertas ao público em geral. Essas oficinas abordarão temas como arte, tecnologia, empreendedorismo criativo e narrativas decoloniais, promovendo a capacitação e inclusão de um número maior de jovens. Transmissão pela Internet: As principais atividades do Afrotonizar.Lab, incluindo mesas de conversa, masterclasses e mostras artísticas, serão transmitidas ao vivo pela internet. As transmissões estarão disponíveis em plataformas de streaming e redes sociais, garantindo que pessoas de todo o país possam acompanhar e participar das discussões e eventos. Gravação e Disponibilização de Conteúdos: Todos os conteúdos das atividades do projeto serão gravados e disponibilizados posteriormente na plataforma online do Afrotonizar.Lab. Dessa forma, quem não puder assistir às transmissões ao vivo ainda terá acesso ao material, promovendo a continuidade do aprendizado e do engajamento. Publicações e Materiais Didáticos: Serão produzidas publicações e materiais didáticos baseados nas atividades e resultados do Afrotonizar.Lab. Esses materiais serão distribuídos gratuitamente em escolas, bibliotecas e centros culturais, contribuindo para a difusão do conhecimento e das práticas artísticas e tecnológicas abordadas no projeto.
Coordenação Geral e Idealização - Naymare Azevedo Mulher afroindígena, nordestina, artista multidisciplinar, realizadora audiovisual, curadora, pesquisadora e produtora criativa e executiva de projetos audiovisuais, artísticos, culturais e sociais. Mestra em Cultura e Sociedade pelo Instituto Milton Santos na Universidade Federal da Bahia e Gestora de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Idealizadora e coordenadora geral da plataforma Afrotonizar de formação, imaginação política e produção de narrativas criativas decoloniais. Diretora e fundadora da Ayabá Produtora Criativa e Audiovisual. Co-fundadora da MIMB - Mostra Itinerante de Cinemas Negros e Produtora Executiva do Centro Afrocarioca de Cinema. Label Manager do selo musical BATEKOO RECORDS. Há 10 anos atuo em projetos de formação e difusão nas áreas do audiovisual, cultura e empreendedorismo criativo prezando pela inclusão social, promoção da diversidade de raça e gênero e tendo como público-alvo pessoas negras, indígenas, jovens e territórios periféricos. Diretor Artístico - Leonardo Moraes Musicista, pesquisador, educador e curador. Licenciado em Música (2012) e Especialista em Educação Musical (2014) pelo Conservatório Brasileiro de Música (CBM-CeU). Mestre em Educação Musical (2015), Doutorando em Etnomusicologia (2018) e pesquisador no Laboratório de Etnomusicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua profissionalmente no campo de ações educativo-culturais por e para juventudes urbanas, periféricas, negras e LGBTQIAPN+ do Brasil. Tem interesse nas seguintes áreas de investigação: etnomusicologia, arte educação, educação musical, educação e seus desdobramentos, tais como: contracolonialidade, decolonialidade, interculturalidade, diversidade cultural, cultura, relações étnico crítico raciais, formação de educadores/as e políticas públicas de educação brasileira. Coordenação pedagógica - Janaina Damasceno Professora Adjunta na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da Uerj, em Duque de Caxias, e uma das fundadoras do FICINE – Fórum Itinerante de Cinema Negro. É doutora em Antropologia pela USP, onde foi orientada pelo professor Kabengele Munanga. Coordena o grupo de pesquisas Afrovisualidades: estéticas e políticas da Imagem Negra, voltado à história visual do negro na África e na diáspora negra. Produção Criativa - Adu Santos Corpa travestigênere, nasceu na cidade de São Paulo e atualmente vive em São Félix. Está bacharelanda em museologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. Na devir travessia, manipula multilinguagens em suas feituras de subjetivação e experimentação artística como táticas de enfrentamento contra o mundo implicado. Em 2020 participou da exposição digital coletiva “Fúria Tropical – Desobediência Política” com curadoria da Ué Prazeres para Oyoun Berlin. Produção Executiva - Carolina Lydis Produtora executiva e cultural. Há 15 anos no mercado de projetos e eventos, atualmente atua como diretora nacional de eventos da Batekoo Produções. Trabalhou nos projetos Eu Amo Baile Funk, Rio Parada Funk e Madrugada no Centro. Além disso, também produziu eventos corporativos para grandes empresas como Itaú, Bradesco e MTV.
PROJETO ARQUIVADO.