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PRONAC 2414343Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Memórias do chef Paulo Martins - a biografia de um filho do fogão

LORENA DE MORAES FILGUEIRAS
Solicitado
R$ 324,3 mil
Aprovado
R$ 324,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
PA
Município
Belém
Início
2024-12-16
Término
2025-12-16
Locais de realização (4)
Belém ParáMarabá ParáSantarém ParáRio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Realização da produção e impressão de livro biográfico do chef Paulo Martins, considerado o "embaixador da cozinha paraense" e maior divulgador dos ingredientes e culinária amazônica para o Brasil e resto do mundo. Paraense de nascimento e arquiteto de formação, abandonou os projetos para dedicar-se à cozinha, por influência da mãe, Anna Maria Martins, quituteira famosa de Belém. Ao assumir a cozinha, mudou para sempre os rumos da Gastronomia nacional, uma vez que resgatou receitas originais, a autoestima do povo e, por meio de sua obstinada missão de levar, aonde quer que fosse, conhecimento e ingredientes, popularizando esse conhecimento. Foi quem apresentou a Amazônia aos chefs Alex Atala, Claude Troigros e Ferran Adriá. Tal produção tem como objetivo a difusão da cultura alimentar ancestral e contemporânea brasileira, em específico a produzida no Pará. Para além da impressão e distribução do livro, o projeto possui contrapartida social, oferecendo palestras, workshops e aulas.

Sinopse

Paulo de Araújo Leal Martins (Belém, 09/05/1946 - Belém, 09/09/2010) ou Paulo Martins, como ficou conhecido nacional e internacionalmente, foi um chef de cozinha paraense. Reconhecido como "embaixador da cozinha paraense", Paulo foi autodidata e o grande responsável pela difusão da autêntica cozinha paraense em todo o Brasil e no mundo. Paulo era um homem absolutamente devotado à Gastronomia Paraense e à mãe, dona Anna Maria, com quem aprendeu, ainda menino, a arte da boa e farta mesa. Filho de Anna Maria de Araújo Leal Martins e Mário Nicolau de Leal Martins (ambos vindos de famílias nobres na capital paraense, mas sem muito do antigo patrimônio), Paulo começou a ajudar a mãe ainda menino. Em busca de uma vida mais confortável, dona Anna Maria começou a fazer enxovais para noivas. Depois de um tempo, aprendeu a fazer salgados e doces, que vendia 'para fora' e era o Paulo, por volta dos 11 anos de idade, quem entregava as encomendas aos clientes (quando não estava em aula) - coisa que ele fez até antes de entrar na faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Pará. Abandonou a promissora carreira como Arquiteto e, em 1972, fundou, junto com a mãe, no subsolo do chalé da família, que havia pertencido ao seu bisavô, o ex-governador José Malcher, o restaurante Lá em Casa - que comandou até o fim da vida. Paulo foi o grande responsável, em um tempo no qual não havia internet, por divulgar e difundir os ingredientes tipicamente paraense e a autêntica cozinha papa-chibé. Por meio da Gastronomia, conseguiu feitos inéditos aos cozinheiros da época - inclusive o reconhecimento profissional do chef, sendo o criador do festival gastronômico Ver-O-Peso da Cozinha Paraense. Paulo inspirou chefs como Alex Atala, Claude Troigros, Dânio Braga, Manu Buffara, André Saburó, dentre tantos outros expoentes que atuam fazendo cozinha fusão brasileira. Martins também se consolidou como um dos nomes que mais batalhou pela valorização da cozinha paraense e legislava por seu reconhecimento e importância no cenário brasileiro.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: Publicar a biografia do chef Paulo Martins, possibilitando um vislumbre do cenário social do período de antes de seu nascimento até depois de sua morte, quando sua influência na cozinha nacional já era consolidade e perceptível, uma vez que Martins foi quem apresentou ingredientes, modos de fazer e insumos, permitindo portanto que outros chefs, cozinheiros e admiradores absorvessem a cultura alimentar mais ancestral do Brasil. Trata-se, sobretudo, de falar de uma região do país (Amazônia paraense) que tem despertado cada vez mais curiosidade e a necessidade de se pensar em políticas públicas que priorizem a ampliação deste conhecimento, tendo, portanto, um viés cultural muito importante. Reforçamos seus preceitos, por meio de acessível e amplo programa de contrapartida social. Art. 2o Na execução do PRONAC, serão apoiados programas, projetos e ações culturais destinados às seguintes finalidades:I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão;II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira;III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e sua difusão em escala nacional;IV - promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial;V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais;VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade;XI - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura brasileira; OBJETIVOS ESPECÍFICOS:PRODUTO LIVRO: Editar, diagramar, revisar 01 livro biográfico do chef Paulo Martins, com tiragem inicial de 1.000 cópias, dos quais 60% serão vendidos a preço popular de R$40,00 e dos demais 40%, 30% serão distribuidos gratuitamente a bibliotecas públicas de todo o país e 10% serão entregues e distribuídos entre patrocinadores e ações de divulgação. PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL.1. Curso de pratos tradicionais da culinária paraense em Belém, Marabá, Santarém (cidades paraenses) e Rio de Janeiro (onde muitos dos chefs de cozinha formados por Paulo atuam): com Daniela Martins, chef de cozinha e filha de Paulo Martins. Capacidade: 50 pessoas. Carga horária: 40 horas. Participacão gratuita. Com entrega de certificado.2. Palestra sobre "Cultura alimentar do Pará (Amazônia Paraense), legado ancestral e fusão de conhecimentos/técnicas": formato híbrido, presencial e online. As palestras ocorrerão nas cidades de Belém (PA) e Rio de Janeiro (RJ), para um público de até 300 pessoas por cidade.Todas as programações são gratuitas e serão direcionadas a um público acima dos 12 anos de idade. A programação será transmitida por meio de streaming, nas redes sociais e site da editora.

Justificativa

Paulo Martins é, reconhecidamente, entre seus pares, uma das mais importantes referências, no que tange à Gastronomia paraense. Paulo, quando decidiu investir em um restaurante, no começo da década de 70, se interpôs a todo um fluxo (herança do pós-guerra e do próprio momento brasileiro) de "que o que vinha de fora era melhor". Passado mais de meio século, desde que abriu o antológico Lá em Casa (restaurante que lhe deu notoriedade e que fechou durante a pandemia de COVID-19), o legado de Paulo vicejou e frutificou por meio de seu intenso trabalho de formação e conscientização sobre os insumos produzidos na Amazônia, sendo responsável pela divulgação e formação cultural-alimentar de centenas de cozinheiros e chefs de cozinha, influenciando fortemente o movimento que tornou Belém a grande capital da cultura gastronômica ancestral. Por isso (além de tantos outros motivos que o livro busca abordar), é tão necessário contar a história de Paulo, para evitar que todo seu trabalho seja esquecido ou diminuído. O objetivo é lançar a obra no ano em que Belém sedia a COP30. Compreendemos, portanto, que a Lei de incentivo à cultura nos permitiria dar visibilidade a essa história, bem como permitiria multiplicar os educadores acerca da cultura gastronômica e imaterial da região Amazônica.Assim, segundo os incisos do Art. 1 da Lei 8313/91 a proposta se enquadra nos seguintes: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;Tx - priorizar o produto cultural originário do País.

Estratégia de execução

Todas as passagens aéreas ous deslocamentos terrestres/marítimos serão usados pela equipe de oficineiros, produtores e captadores de imagem do projeto.

Especificação técnica

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS: LIVRO FÍSICO: 1. 300 páginas (miolo e capas). 2. Papel miolo: pólen 90g (ou similar) 3. Capa: papel couchê 250, com laminação dupla fosca. Lombada quadrada de 1,4 cm. Orelhas de 10 cm e verniz localizado. 4. Cinta em papel Couchê 120. 5. Páginas com QR Codes que levam para site com audiolivro.

Acessibilidade

PRODUTO LIVRO Acessibilidade de conteúdo: O material estará disponível em audiolivro. Item orçamentário: Consultoria em acessibilidade Serviço de audiodescrição PRODUTO CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade Física: Todos os espaços que receberão as atividades do projeto possuem facilitadores para a locomoção no espaço físico com banheiros apropriados, rampas e guias táteis. Item orçamentário: Sinalização Acessibilidade de Conteúdo Toda a programação contará com intérprete de Libras, interpretes em audiodescrição e apostila em libras. Item orçamentário Intérprete Libra Serviço em audiodescrição Apostila Oficineiro

Democratização do acesso

DISTRIBUIÇÃO DA OBRA: 1. 60% da tiragem serão vendidos a valor acessível, a R$40 (quarenta reais) e haverá distribuição do título em 4 cidades brasileiras: Belém (PA), Marabá (PA), Santarém (PA) e Rio de Janeiro (RJ). 2. 30% da tiragem terão distribuição gratuita e serão destinados a ONGs, escolas públicas, associações de mães, bibliotecas comunitárias. 3. 10% da tiragem serão enviadas, sem ônus, a título de divulgação, a jornalistas e patrocinadores, enfatizando a lei de incentivo à cultura. AMPLIAÇÃO DE ACESSO: 1. A coletiva de imprensa, com presença da autora, será transmitida pela internet, com intérprete de libras e serviço de audiodescricão, seguida de 1.1. Palestra gratuita presencial (em Belém) com transmissão pela internet e interação dos internautas/público presente sobre cultura gastronômica/herança alimentar amazônico-paraense e a contribuição desta para a sustentabilidade preservação da natureza para 150 pessoas. Público presencial de mães de centros comunitários, crianças de escolas públicas e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas). intérprete de libras, audiodescrição. Certificação ao público presencial (Belém). 2. Oficinas com Daniela Martins (chef de cozinha e filha de Paulo Martins) para turmas de 40 alunos (em cada cidade), totalizando 40 horas cada, nas cidades de Belém, Marabá, Santarém e Rio de Janeiro (160 pessoas no total) - com certificação. Público presencial de mães de centros comunitários, crianças de escolas públicas e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas) - com certificado. Intérprete de libras, audiodescrição. 3.1. 2. As oficinas serão transmitidas pela internet, com livre acesso a todos, intérprete de libras, audiodescrição. Todas as atividades aqui descritas com participacão gratuita. II) TRANSCREVER qual inciso/medida do art. 24 da IN nº 01/2022 abaixo será adotada no projeto: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 23, no mínimo, vinte por cento dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, ao Programa Pracinhas da Cultura, a equipamentos culturais de acesso franqueado ao público e em especial à pessoa com mobilidade reduzida e seu acompanhante, devidamente identificados; II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, saraus, slam e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com libras e audiodescrição; III - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas; IV - além da Ação Formativa Cultural prevista no art. 25 desta Instrução Normativa, realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como: b) cursos, masterclasses ou Q&A educacionais de 40horas/aula com certificado de curso livre; d) oficinas de 40horas/aula com certificado de curso livre; VI - promover o uso do Vale-Cultura para aquisição dos produtos e serviços culturais resultantes do projeto que, eventualmente, venham a ser comercializados, nos termos da Lei nº 12.761, de 27 de dezembro de 2012, no caso de não enquadramento da proposta cultural ao parágrafo único do art. 22, desta Instrução Normativa, ou além do previsto; VII - comercializar além do previsto na alínea "e", inciso I do artigo 22 desta Instrução Normativa, no mínimo dez por cento em valores que não ultrapassem o preço do Vale-Cultura, nos termos do art. 8º da Lei nº 12.761, de 2012; fazendo o uso deste mecanismo; IX- ações de incentivo à leitura com formação e doação de acervos de livros em braile;

Ficha técnica

A Lettera L Editora (LORENA DE MORAES FILGUEIRAS ME) é paraense e, desde 2018, dedica-se a promover escritores e obras paraenses, mostrando a produção literária/jornalística/traços dos amazônidas, respeitando suas origens, histórias; tornando-as acessíveis a todos que desejam mergulhar na cultura e conhecimento produzido na região amazônica.Ao longo de seus 6 anos de existência, a Lettera L publicou 8 (oito) livros e assinou a publicação de 136 edições da revista Troppo, encarte de domingo do jornal impresso, paraense, O Liberal. Será rresponsável pela editoração e administração executiva do projeto em questão. LORENA FILGUEIRAS (Coordenadora editorial e autora da obra): jornalista profissional, graduada pela Universidade Federal do Pará. Mestranda do Programa de Criatividade e Inovação em Metodologias de Ensino Superior (PPGCIMES/UFPA). Atua profissionalmente desde 2001. Teve passagens pela TV Liberal, Radio Liberal, Jornal O Liberal, SBT, TV Record e Revista Leal Moreira. Desde 2018, quando criou a Lettera Editora, dedica-se à publicar autores paraenses, tendo recebido elogios e excelentes críticas por livros publicados pela Lettera ("O Barbecue Brasileiro" e "Caderno de Colorir Frutas Amazônicas", "O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó" e "Santa Maria do Mar Doce"). MARIA ATAÍDE MALCHER (Coordenadora de projeto): Bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ) - Nível 2, na área de Divulgação Científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Professora do Magistério Superior, desde 2006, na Universidade Federal do Pará (UFPA), lotada no Núcleo de Inovação e Tecnologias Aplicadas a Ensino e Extensão (NITAE), unidade na qual atua como coordenadora do Laboratório de Pesquisa e Experimentação em Multimídia e docente permanente do Programa de Pós-Graduação Criatividade e Inovação em Metodologias de Ensino Superior (PPGCIMES) e no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM). É Doutora (2005) e Mestre (2001) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Foi a primeira mulher da região Norte a integrar o Conselho Deliberativo (CD) do CNPq como representante da área de Ciências Humanas e Sociais (2018-2020). Docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (PPGDC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e Integrante do Comitê Gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT). Líder do Grupo de Pesquisa em Processos de Comunicação (Pespcom), certificado pelo CNPq. Coordenadora do projeto Matriz comparativa de pesquisas qualitativas com usuários de tecnologias digitais, aprovado no Edital n. 02/2015 do Programa Geral de Cooperação Internacional (PGCI-CAPES). Tem atuado principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: (i) Comunicação Pública da Ciência, (ii) Divulgação da Ciência, (iii) Processos Comunicacionais e Midiatização, (iv) Estudos de Audiovisual e Multimídia, (v) Teorias e Metodologias da Comunicação, (vi) Comunicação Digital e Interfaces Culturais na América Latina. ANDRÉ DE LORETO MELO (Designer gráfico e diagramador): Designer grafico industrial de formação. Passou por agências em Belo Horizonte e em Belém. Trabalha com editoração e diagramação desde 1990. JOSÉ PORPINO NETO (Designer gráfico e Diretor de Arte/criação): Designer gráfico, atuando como Diretor de Arte da Lettera L Editora. Responsável pela criação dos projetos gráficos das capas das publicações da editora. BRENA MARQUES (produtora): Jornalista especialista em produção e audiovisual. Equipe de produção. FABRÍCIO FERREIRA (Revisor): Professor de Língua Portuguesa e revisor, com pós-graduação em revisão editorial.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.