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1. O projeto Dois povos indígenas, diálogos através da arte reunirá em oficinas interculturais dois coletivos artísticos indígenas: os Huni Kuin (AC), e os Terena, (MT). Na última década, ambos coletivos vêm se utilizando de diversas técnicas artisticas, como o desenho em papel e a pintura em tela, visando não somente difundir a sua cultura ancestral, mas também especularnovas formas de troca, estabelecendo um diálogo mais simétrico com os não-indígenas. A proposta é a criação e produção de 2 oficinas cruzadas, uma em cada território indígena, onde artistas se reunirão com integrantes da população local construindo uma rede circular de compartilhamento de experiências. Ao final dessas oficinas haverá um encontro em Brasília, onde representantes desses povos, além de outros convidados, se reunirão para um seminário com 4 mesas de debates. Além de uma pequena exposição dos trabalhos resultantes das oficinas. Desse processo será criado um website e uma publicação educativa (livro).
1. Oficinas de Arte Interculturais As oficinas são espaços de troca e aprendizado entre as tribos Huni Kuin, Maxacali e Awá Guajá e artistas convidados, onde são compartilhadas técnicas tradicionais de arte e artesanato. Cada sessão explora diferentes formas de expressão artística, como pintura corporal, tecelagem, cerâmica e escultura em madeira, enfatizando a transmissão de conhecimentos entre gerações. Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos. 2. Apresentação das obras e encontro multicultural Este evento final reúne participantes das oficinas, convidados especiais, artistas, pensadores e o público em geral em Brasília. O encontro inclui apresentações das obras realizadas , debates sobre temas como direitos indígenas e sustentabilidade e a inauguração da plataforma digital do projeto. Quatro mesas redondas serão organizadas, abordando temas como preservação cultural, direitos territoriais, arte indígena e seu papel na sociedade contemporânea. Estes eventos contarão com a presença de especialistas, acadêmicos e líderes indígenas, proporcionando um espaço de diálogo e reflexão. Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos. 3. Plataforma digital A plataforma serve como um repositório digital e um espaço de aprendizado contínuo sobre as culturas dos povos Huni Kuin e Terena. Inclui vídeos das oficinas, entrevistas com participantes, artigos acadêmicos, galerias de fotos e artes, além de fóruns de discussão sobre temas relevantes. Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos. 4. A publicação educativa O livro é uma peça central do projeto de intercâmbio cultural, documentando as técnicas artísticas e tradições das tribos participantes. Com 120 páginas em formato A4, o livro é amplamente ilustrado. Destinado a comunidades indígenas, escolas, bibliotecas e centros culturais, ele serve como recurso educativo sobre a cultura brasileira. A classificação indicativa é livre, tornando-o acessível para todos os públicos.
Objetivos Gerais O projeto visa fortalecer e valorizar a cultura dos povos indígenas do Brasil por meio de um intercâmbio cultural e artístico entre coletivos artísticos indígenas da Amazônia/Amazônia Legal, no intuito de estimular processos criativos que promovam o diálogo intercultural e a conscientização sobre questões sociais, políticas e ambientais que afetam essas comunidades. A iniciativa é composta por residência artística, uma exposição com encontro cultural, uma plataforma digital (website) e uma publicação educativa, com o objetivo de ampliar o alcance da iniciativa e sensibilizar o público geral sobre a riqueza e a importância das culturas indígenas. Objetivos Específicos 1. Residências Interculturais de Arte (Oficinas): Proporcionar um espaço de troca de conhecimentos e técnicas artísticas entre as nações Huni Kuin e Terena e um coletivo misto formado por artistas da Amazonia Legal. As residências acontecerão em Jordão (AC) e Cuiabá(MT), em parceria com um Ponto de Cultura - Acervo Indígena e Indianista de Cuiabá-MT. 2. Exibição dos trabalhos : Ao final das oficinas, será realizada uma exposição dos trabalhos resultantes da imersão do grupo, envolvendo não apenas os participantes da residência, mas também outros convidados não indígenas, incluindo educadores, artistas, autoridades, pensadores e ambientalistas. 3. Mesas redondas : Este evento com 4 mesas de dabates, acontecerá durante 2 dias, no mesmo local onde serão exibidos os trabalhos criados nas oficinas e buscará fomentar uma maior compreensão e respeito mútuos entre os povos indígenas e a sociedade em geral, além de gerar discussões sobre temas relevantes como educação, saúde, território e preservação ambiental. 4. Plataforma Digital ( WEBSITE) : Criar um espaço online que funcione como ponto de convergência para informações, debates e estudos sobre os temas discutidos durante o projeto. A plataforma incluirá recursos educacionais, galerias de arte digital, fóruns de discussão e links para publicações e pesquisas, tornando-se um recurso valioso para estudantes, pesquisadores e para as próprias comunidades que participarem do projeto. 5.Livro : Tecendo Narrativas Uma das maiores reivindicações de grupos indigenas que trabalham com a preservação e difusão de seberes orais é a possibilidade de produção de livros que orientem outros profissionais interessados em também repassar esses conhecimentos. O livro Tecendo Narrativas é uma forma de se ampliar o alcance do resultado das oficinas, não apenas no que diz respeito às obras visuais nelas criadas como também as práticas ali desenvolvidas e aprendidas. O livro será ilustrado e contará com textos reflexivos a respeito da pedagogia utilizada e propostas de exercícios para os futuros alunos em escolas, ONGs e quaisquer instutuições de ensino interessadas nesse tema. Os livros serão disponibilizados gratuidamente em forma de PDF além de distribuidos para bibliotecas públicas e escolas daa rede pública e privada. Para que? O projeto foi concebido com o objetivo de fortalecer e valorizar as culturas dos povos indígenas da Amazônia Legal, valorizando os coletivos artísticos que ampliaram a visibilidade dos povos indígenas no campo das artes. Para isso, são convidados os Coletivos Huni Kuin e Terena ,uma rede de artistas indígenas da Amazônia Legal e parceiros no Ponto de Cultura no Mato Grosso, acervo indígena e indigenista. Este intercâmbio não apenas promove maior compreensão e respeito entre essas comunidades, mas também fortalece o movimento deles como artistas, fortalecendo laços e a troca de experiências. O projeto visa igualmente educar e sensibilizar o público mais amplo sobre a riqueza cultural, os desafios enfrentados e as perspectivas dos povos indígenas sobre temas como a preservação ambiental e os direitos territoriais. Criaremos materiais duradouros e de impacto como uma plataforma digital que funcionarão como recursos educativos e de divulgação das culturas indígenas. Quais ações? As principais atividades do projeto incluem: 1.Residências Interculturais de Arte ( Oficinas): Artistas e membros de cada nação compartilharão suas técnicas artísticas tradicionais e contemporâneas, trabalhando juntos na criação de obras que expressam suas identidades culturais e histórias. Em Cuiabá, os artistas serão reunidos na Casa do Vituká, espaço social cultural conduzido pela artista educadora e curadora Naine Terena em parceria com o Ponto de Cultura- Acervo indígena e indigenista e o Ateliê Gustavo Caboco. As atividades vão acontecer na própria Casa, no espaço onde funciona o Ateliê do Artista Gustavo Caboco Wapixana, com visitas ao Morro Toroári, que na cosmologia Boe Bororo, foi onde o mundo ‘recomeçou’. Já na oficina no município de Jordão (AC), localizada junto à TI Huni Kuin, no Acre, se reunirão sob a coordenação do curador Ibã Huni Kuin e dos artistas/pensadores Acelino Huni Kuin, Cleiber Banê Huni Kuin e Pedro Maná Kaxinawá. Ali compartilharão suas práticas artísticas tradicionais e contemporâneas em um ambiente imersivo e colaborativo. A oficina acontecerá no Centro Cultural Kayatibu Voz da Floresta, onde todos os participantes serão acolhidos e terão a oportunidade de vivenciar os costumes e conhecimentos da comunidade. 2. Exibição dos trabalhos: uma curadoria de no mínimo 40 trabalhos realizados durante as 2 oficinas dará origem a uma exibição destas obras durante os dois dias de realização das mesas redondas. 3. Mesas redondas : Um evento que reunirá não apenas os participantes das residências, mas também uma ampla gama de convidados, incluindo acadêmicos, artistas não indígenas, ambientalistas, políticos e outros, para discutir e aprender sobre a importância da cultura indígena e os desafios que enfrentam em torno dos temas desenvolvidos pelo Grupo e apresentação das obras geradas pela ação.4. Plataforma Digital ( Website): Criação de um espaço online para compartilhamento e discussão contínua sobre os temas tratados no projeto, incluindo educação, saúde, direitos territoriais e sustentabilidade ambiental. 5.Livro "Tecendo narrativas" Produção de um livro de até 60 páginas, com ilustrações e fotos, assim como textos reflexivos e sugestões de praticas artisticas para alunos da rede pública e também qual quer interessado em montar uma oficina intercultural. A tiragem será de 1000 exemplares, que serão distribuidos para escolas da rede pública e privada e também para bibliotecas municipais. Quantos? 1. Residências interculturais de arte (oficinas) : Cada coletivo participará com até 3 artistas, totalizando uma residência com 12 participantes. Também contaremos com a participação e envolvimento de artistas locais, totalizando entre 15-20 artistas indígenas envolvidos diretamente com o projeto.2. Exibição das obras : Serão expostos no mínimo 40 trabalhos produzidos nas oficinas durante os dois dias das mesas redondas. 3. Encontro final/ Mesas redondas : Estima-se a presença de cerca de 200 convidados, incluindo outros membros dos povos envolvidos na proposta, além de educadores, artistas, políticos, pensadores e ambientalistas. O evento também será aberto a um público mais amplo, com a capacidade de acomodar aproximadamente 500 pessoas no total durante o encontro.4. Usuários da Plataforma Digital: A expectativa é que a plataforma atinja milhares de usuários, funcionando como um fórum de discussão ativo para assuntos pertinentes às comunidades indígenas, e que seja útil também para as próprias comunidades participantes, podendo futuramente ser utilizada pelos professores das escolas locais. 5. Livro Tecendo Narrativas : 1000 exemplares impressos e PDF disponível para leitura e impressão gratuita na plataforma do projeto.
O uso do mecanismo de incentivo a projetos culturais, previsto na Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91), é fundamental para a realização deste projeto, que busca preservar e valorizar a cultura dos povos indígenas Huni Kuin e Terena. A iniciativa depende substancialmente do financiamento proveniente de incentivos fiscais para cobrir os custos associados à logística complexa de intercâmbio entre tribos distantes, produção de material audiovisual de alta qualidade, e desenvolvimento e manutenção de uma plataforma digital robusta. Além disso, o projeto requer recursos para garantir que todos os participantes, incluindo convidados de diversas áreas, possam engajar-se efetivamente nas atividades sem que haja ônus financeiro que limite a participação. O financiamento por meio da Lei de Incentivo à Cultura permite mobilizar recursos de empresas e indivíduos que possuem interesse em contribuir para a preservação da cultura brasileira, mas que necessitam de estímulos fiscais para tal investimento. Dessa forma, o projeto não apenas alcança seus objetivos artísticos e culturais, mas também promove uma parceria entre o setor público, a sociedade civil e o setor privado. Enquadramento nos Incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 O projeto se enquadra em diversos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, que define as áreas culturais que podem ser beneficiadas pelo Pronac (Programa Nacional de Apoio à Cultura). Os incisos relevantes incluem: Inciso II: "produção de conhecimento e informação" - por meio da documentação das oficinas e dos encontros em um documentário.Inciso III: "preservação e difusão do patrimônio histórico e artístico" - através da preservação das tradições artísticas das tribos envolvidas.Inciso IV: "produção artística e cultural" - ao financiar oficinas de arte e o encontro multicultural.Inciso VI: "exposições e feiras de artesanato, de obras de arte e de produtos culturais" - pelo intercâmbio de arte e artesanato nas oficinas e exibições no encontro final.Inciso VII: "bibliotecas, museus, arquivos e demais centros culturais" - na forma da plataforma digital que funcionará como um arquivo e centro de disseminação cultural.Objetivos Alcançados do Art. 3º da Lei 8313/91 O projeto contribui para vários objetivos do Art. 3º da Lei Rouanet, destacando-se: Objetivo I: "Apoiar e incentivar a valorização e difusão das manifestações culturais" - as oficinas e o encontro multicultural servem diretamente a esse propósito.Objetivo II: "Proteger as expressões culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira" - foco especial é dado na preservação das culturas indígenas específicas.Objetivo III: "Promover a distribuição de bens culturais, estimulando a produção cultural brasileira" - a criação e a distribuição do documentário e o uso da plataforma digital são meios diretos de alcançar este objetivo.Objetivo IV: "Proteger e conservar o patrimônio histórico e artístico nacional" - por meio da documentação e promoção das tradições artísticas.Objetivo V: "Incentivar a produção de conhecimento sobre cultura" - através das atividades educativas integradas ao projeto, especialmente na plataforma digital.Portanto, a Lei de Incentivo à Cultura é essencial para a execução deste projeto, proporcionando os recursos necessários para realizar um programa cultural de grande impacto e relevância, alinhado com as diretrizes nacionais para o desenvolvimento e a promoção da cultura brasileira, em especial a indígena.
1- Oficinas de Arte InterculturaisDuração: Cada oficina terá uma duração de 1 semana, em um mínimo de 4 encontros, com sessões diárias de 3 a 4 horas. Material: Utilização de materiais naturais e locais, como madeira, fibras vegetais, argila, pigmentos naturais, além de ferramentas tradicionais e contemporâneas para a realização das obras. Projeto Pedagógico: O processo pedagógico das oficinas será altamente participativo, com um enfoque em aprendizado experiencial e imersão cultural. Cada líder tribal não só ensinará as técnicas artísticas, mas também discutirá como essas práticas estão integradas às visões de mundo e às práticas cotidianas de suas comunidades. A metodologia enfatizará o respeito pela diversidade e a importância de manter viva a tradição cultural através da educação e prática contínua. Os participantes serão encorajados a desenvolver seus próprios projetos artísticos durante as oficinas, com a orientação dos líderes, e a participar ativamente das discussões sobre os temas abordados, promovendo uma troca de conhecimentos e experiências que transcendem as barreiras culturais. Metodologia: As oficinas serão baseadas em métodos de aprendizagem prática e troca de conhecimentos entre os líderes indígenas e participantes. Cada coletivo liderará sessões focadas em suas tradições artísticas específicas, transmitindo não apenas as técnicas, mas também o significado cultural e espiritual que permeiam suas artes. Huni Kuin: Tres artistas Huni Kuin especializados em pintura em tela e desenho em papel, além do conhecimento dos cantos e narrativas miticas que dão origem a esses trabalhos. compartilhará técnicas tradicionais e os significados espirituais associados a essas artes.Terena: Uma artista Terena especialista em tecnicas tradicionais terena de pintura, desenho e tecelagem, além de conehcimentos em saberes tradicionais e praticas que dão embasamento a essas atividades. 2.Apresentação das obras e Encontro MulticulturalDuração: A apresentação das obras e o encontro multicultural terão uma duração de 2 dias. Material: Equipamentos audiovisuais para apresentações, palco para palestras, local e montagem das obras para apresentação. Projeto Pedagógico: Além das apresentações culturais, haverá 4 mesas redondas de discussão sobre temas pertinentes como direitos indígenas, sustentabilidade e arte como forma de expressão e resistência. 3. Plataforma Digital ( Website)Duração: A plataforma será um recurso contínuo, atualizado regularmente com novos conteúdos e interações. Material: Desenvolvimento em software web acessível, compatível com diferentes dispositivos e navegadores, garantindo acessibilidade total. Projeto Pedagógico: A plataforma incluirá cursos online, tutoriais, fóruns de discussão e materiais educativos que podem ser integrados aos currículos escolares, facilitando o aprendizado contínuo sobre culturas indígenas. Ela conterá também o PDF da publicação que poderá ser lido e impresso gratuitamente. Estudo de usabilidade (UX)Concepção do layout (UI)Desenvolvimento de Frontend Full Responsivo compatível com os principais navegadores do mercado, seguindo as melhores práticas de desenvolvimento convencionadas pelo W3C. O Front end deve conter para Desktop e Mobile• Home Page• Imagem ou Video na capa• Chamadas de texto• Blocos de texto com imagens ou vídeos, com CTA para a respectiva página interna• Rodapé• Páginas internas p/ exibição de artigos, vídeos embedados, dizeres legais, etc.• Formulário de Contato• Integração com plataforma de E-Learning (a escolha do cliente)• Integração com Mailchimp ou similar• Google Analytics Desenvolvimento do painel de gerenciamento de conteúdo, onde será possível:• Criar e editar Artigos• Cadastrar e editar Imagens• Cadastrar Perfil de palestrantes• Cadastrar Agenda do Evento• Embedar vídeos do Youtube• Definir posicionamento de exibição do conteúdo Tecnologias propostas→ React.JS→ Node.JS→ Nuxt.JS→ HTML, CSS & JavaScript 4. Publicação educativa - Livro Número de Páginas: 60 a 80 páginas Dimensões: 21 x 28 cm (formato A4)Orientação: Vertical Tipo de Papel e Gramatura: Capa: Papel cartão 300 g/m², com acabamento em laminação fosca para proteção e durabilidade.Miolo: Papel couché fosco 120 g/m², ideal para uma excelente qualidade de impressão e manuseio confortável.Impressão digital colorida de alta qualidade, garantindo a fidelidade das cores, especialmente importante para a reprodução das fotografias e das ilustrações artísticas.
Essas medidas de acessibilidade são essenciais para a inclusão dos participantes e público, garantindo que o projeto não apenas celebre a diversidade cultural, mas também promova a inclusão em sua execução. Com estas práticas, o projeto reforça seu compromisso com os princípios de responsabilidade social e igualdade de acesso à cultura. Reconhecendo a diversidade dos meios de percepção e compreensão, o projeto incorporará várias estratégias para tornar o conteúdo acessível a todos os públicos: Acessibilidade : no local onde acontecerá a exibição das obras produzidas nas oficinas e o encontro final , haverá uma estrutura cuidadosamente planejada para garantir acessibilidade plena a todos os participantes. A sala ou auditório onde acontecerão as 4 mesas redondas e o local da exobiçnao das obras das oficinas, serão configurados com rampas de acesso, mesas e assentos acessíveis, permitindo espaços adequados para cadeiras de rodas e acomodação de pessoas com mobilidade reduzida. Interpretação em Libras: Durante o encontro final, intérpretes de Libras estarão presentes para garantir que participantes surdos ou com deficiência auditiva possam engajar-se plenamente. Legendas Descritivas: Para o website e outros conteúdos audiovisuais produzidos, serão incorporadas legendas descritivas que fornecem um contexto adicional para aqueles que podem não captar todas as nuances do áudio. Plataforma Digital Acessível: A plataforma digital será projetada para ser totalmente acessível, com compatibilidade com leitores de tela, opções para ajustar o tamanho do texto e contrastes de cor, além de navegação simplificada que facilita o uso por pessoas de todas as capacidades.
O projeto de oficinas de intercâmbio cultural entre os povos Huni Kuin e Terena tem como um de seus pilares centrais a democratização do acesso à cultura, garantindo que os produtos culturais gerados pelo projeto sejam amplamente acessíveis, tanto para as comunidades diretamente envolvidas quanto para o público em geral. Para alcançar este objetivo, a distribuição e comercialização dos produtos, assim como outras ações voltadas para a ampliação de acesso, serão cuidadosamente planejadas. Distribuição e Comercialização dos Produtos Culturais 1. Plataforma digital ( Website) : O website que será produzido e alimentado ao longo do projeto, registrando as oficinas, o encontro multicultural e as trocas culturais entre as tribos, será uma das principais ferramentas de disseminação do conhecimento gerado, garantindo que o maior número possível de pessoas possa acessá-lo. Ela será uma extensão viva do projeto, funcionando como um repositório de todo o conteúdo gerado, incluindo vídeos, fotos, artigos e entrevistas. O acesso à plataforma será completamente gratuito, e ela será desenvolvida para ser acessível a usuários com diferentes perfis e capacidades, incluindo suporte para leitores de tela, legendas em vídeos e opções de navegação intuitiva. A plataforma digital permitirá que o público explore profundamente as culturas dos povos envolvidos, oferecendo materiais didáticos, pesquisas sobre as práticas culturais e artísticas das tribos, além de funcionar como um espaço para debates e troca de conhecimentos. As escolas, universidades e instituições culturais poderão utilizar os recursos disponíveis na plataforma para enriquecer seus currículos com conteúdos autênticos sobre a cultura indígena. Ampliação de Acesso 1. Oficinas Abertas : Durante o processo de desenvolvimento do projeto, especialmente nas oficinas de arte interculturais, serão organizados ensaios abertos ao público. Essas sessões permitirão que pessoas interessadas acompanhem, de forma gratuita, o desenvolvimento das atividades e interajam com os artistas e as comunidades indígenas envolvidas. Além de permitir que outros moradores locais observem e aprendam com o processo artístico, as oficinas abertas criarão um espaço de troca, onde o público poderá interagir diretamente com as culturas indígenas. Essas oficinas serão gratuitas e abertas a pessoas de todas as idades, com especial foco em jovens e crianças, promovendo a educação sobre a diversidade cultural do Brasil e incentivando o respeito e a valorização das culturas indígenas. 2. Disponibilização dos conteúdos pela Internet :As principais etapas do projeto, incluindo o encontro final multicultural que reunirá as tribos e convidados de diversas áreas, serão registrados, editados e disponibilizados gratuitamente num making of, ampliando significativamente o alcance do projeto e promovendo a participação virtual em debates e apresentações artísticas. 3. O livro : Além da distribuição gratuita dos 1000 exemplares do livro, essa publicação poderá ser acessada e impressa em formato PDF e estará disponível no website do projeto. Assim, o projeto não apenas preserva e valoriza as tradições culturais dos povos indígenas, mas também promove um acesso amplo, equitativo e inclusivo, reforçando seu compromisso com a democratização da cultura no Brasil e no mundo.
Maria Pidner Boucinhas - Diretora Geral do projeto, sendo responsável pela supervisão geral das atividades, gestão financeira e coordenação de equipes. Sua função incluirá: Planejamento e Execução: Definição de metas e cronogramas, monitoramento do progresso das atividades e ajuste de estratégias conforme necessário.Gestão de Relacionamentos: Estabelecimento e manutenção de parcerias com outras organizações culturais, líderes comunitários, instituições educacionais e financiadores.Comunicação: Representação do projeto em eventos públicos, conferências e na mídia, garantindo a visibilidade e a clara comunicação dos objetivos e resultados do projeto.Captação de Recursos: Liderança nas atividades de captação de recursos, incluindo a solicitação de fundos via Lei Rouanet e outras fontes.Avaliação e Relatórios: Supervisão das avaliações do projeto e preparação de relatórios para stakeholders e financiadores.Fundadora da MP Assessoria e projetos culturais e artísticos, Maria Pidner possue vasta experiência nas áreas de relações institucionais, cultura e tecnologia. Entre 1992 e 1998, trabalhou em Paris no Departamento das Relações Internacionais do Ministério da Cultura e Comunicação da França, onde foi responsável por estabelecer e fortalecer relações entre o Ministério e seus homólogos na América Latina. Trabalhou na TV Cultura – Fundação Padre Anchieta, de 1999 a 2005, onde ocupou o cargo de assessora em Relações Internacionais e Institucionais .Foi em 2004 criadora e coordenadora da série de eventos e exposições de arte intitulada "São Paulo 450-Paris", uma colaboração entre as prefeituras de São Paulo e Paris. Produziu dois ciclos de conferências em parceria com a Artepensamento do filósofo Adauto Novaes e o SESC-SP. Em 2016 criou a MOX Digital, empresa que dirigiu até 2022 e onde realizou 6 conferências e exposições de arte digital intituladas. Futuro Rio.O evento reune anualmente entre 300 e 500 de líderes de empresas de tecnologia, artistas e pensadores que discutiam sobre o impacto da tecnologia nas empresas, sociedade em geral, na arte e na educação. Além de dirigir atualmente a MP Assessoria , é Diretora de Relaçoes Internacionais e Institucionais do Instituto Danilo Santos de Miranda, criado em outubro de 2024. Ibã Huni Kuin - Curador/Condutor da oficina artistas Mahku: é pesquisador, artista e txana, especialista dos cantos Huni Kuin. Desde os 80, começou a pesquisar com seu pai, Tuin, e seus tios para retomar os cantos huni meka e a língua hanxta kuin. Em 2012, juntamente com seu filho Bane Huni Kuin, fundou o MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin, que já expos em diversas instituições e museus inclusive no exterior, com destaque para a última Bienal de Veneza, de Abril a Novembro de 2024. Ibã é também um ativista que luta pela afirmação da cultura Huni Kuin e pelo fortalecimento de sua autonomia econômica e política. Esta política de afirmação envolve uma estratégia de alianças com outros grupos indígenas, mas também com os txai (aliados não indígenas). José Luis Pereira de Sousa - Diretor Artistico : Formado em Comunicação Social/Cinema (IACS/UFF) e em Ciencias Sociais (FESPSP), Produtor cinematográfico, roteirista e documentarista desde 1990. Produziu exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Desde 2006 trabalha com fomento de artistas iniciantes e em meio de carreira. Ainda no campo das artes visuais, tem se dedicado a partir de 2017 com maior prioridade à divulgação do trabalho de artistas brasileiros indigenas e ao fortaleciento das ligações institucionais com entidades no Brasil e exterior. Daniel Dinato - Curador/Diretor das oficinas é antropólogo e curador. Ele vem trabalhando em colaboração com o coletivo MAHKU desde 2016, com quem concebeu e desenvolveu diversos projetos, entre eles a exposição Vende tela, compra terra na SBC Galerie d’art Contemporain em Montréal, Canadá. Atualmente é doutorando na Université du Québec à Montréal, onde está desenvolvendo, ainda em colaboração com a MAHKU, o conceito de curador-txai, uma prática curatorial auto reflexiva baseada em relações de afinidade a longo prazo com os integrantes desse coletivo. Daniel Dinato é membro do Centre interuniversitaire d’études et de recherches autochtones (CIÉRA), do Groupe de recherche interdisciplinaire sur les affirmations autochtones contemporaines (GRIAAC) e do Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas (NIT). Naine Terena de jesus - Curadora/Condutora das oficinas Terena / Organizadora do encontro final: Mestre em artes, doutora em educação, graduada em Comunicação Social (UFMT). Mulher do povo Terena, é Pesquisadora, professora Universitária, curadora e artista educadora. Criou em 2012 movimenta um empreendimento cultural chamado Oráculo comunicação, educação e cultura que fomenta ações no mercado sócio-cultural, visando oferecer bens e serviços que impactam positivamente em seu entorno. Foi diretora de Educação e formação artística no primeiro ciclo do Ministério da Cultura (2023-2024), realizou a Plataforma Voropi/2023 em Universidades norte americanas, foi curadora e artista-pesquisadora em eventos como Festival Theaterformen - Alemanha (2019 a 2024) e conferencista no Nature Based Solutions Conference 2024 - Universidade de Oxford. Atualmente coordena o Projeto de Pesquisa Museu-lab de Arte, Ciência e tecnologia com financiamento da FAPEMAT e CNPQ na Universidade Federal de Mato Grosso. Gustavo Caboco - Curador das oficinas Terena/ Editor do livro/material gráfico: Do povo Wapichana, sua produção artística se desdobra em múltiplas linguagens, como desenho, pintura, têxtil, instalação, performance, fotografia, vídeo, som e texto, constituindo dispositivos para reflexão sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, os processos de (re)territorialização e a produção da memória. Parte importante de suas proposições acontecem em espaços educativos, como escolas, universidades, centros culturais, comunidades indígenas e quilombolas. Desenvolve pesquisa autônoma em acervos e arquivos museológicos como forma de contraposição às narrativas hegemônicas da colonialidade. Suas participações em exposições incluem a 34ª Bienal de São Paulo; “Véxoa: Nós Sabemos”, Pinacoteca do Estado de São Paulo; “Atos de Revolta” no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Moquém Surarï, no Museu de Arte Moderna de São Paulo; “VAIVÉM”, Centro Cultural Banco do Brasil. Em 2024 foi um dos curadores do Pavilhão Hãhãwpuá, na 60ª Bienal de Veneza.
PROJETO ARQUIVADO.