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PRONAC 2414431Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

morro mundo mundo (título provisório)

VINCI WISNIK PRODUCOES LTDA.
Solicitado
R$ 1,06 mi
Aprovado
R$ 1,06 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-02-01
Término
2026-02-01
Locais de realização (1)
Porto Seguro Bahia

Resumo

A exposição "morro mundo mundo", da artista Laura Vinci, será projetada especialmente para o espaço da galeria Hugo França, em Trancoso (Bahia), utilizando a instalação Morro Mundo, apresentada em algumas versões nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto. Trata-se de uma exposição de artes visuais com duração de 100 dias, com entrada gratuita. Será produzido um catálogo bilingue com o registro do projeto.

Sinopse

Todos os produtos apresentam classificação indicativa livre.

Objetivos

OBJETIVO GERAL A exposição morro mundo mundo, da artista Laura Vinci, com curadoria de Marc Pottier, será projetada especialmente para o espaço da galeria Hugo França, em Trancoso (Bahia), utilizando a instalação Morro Mundo, apresentada em algumas versões nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto. Essa instalação será adaptada para a escala da galeria, com seu pé direito de nove metros. O trabalho ocupará um zona mediana da altura da galeria, criando, diferentemente das outras situações, uma espécie zona de céu, onde as fumaças, expelidas pelos tubos, criarão massas de nuvens. No piso da galeria, opondo-se à materialidade aérea, três grandes peças de mármore estarão repousadas no chão, num jogo entre peso e leveza. Em Morro Mundo, Laura Vinci ocupa o espaço com uma suave massa de fumaça branca, propondo ao visitante a experiência de, gradualmente, desorientar-se e reorientar-se no corpo. Vinci apresenta uma máquina programada para soltar fumaça, antes de ser expelida, no entanto, essa fumaça percorre tubos de vidro que atravessam o espaço expositivo de fora a fora. Diferente de outros trabalhos com vapor d’água, aqui ele é anunciado antes de se dispersar no ar, o que faz dos tubos não só um tipo de mensageiro a nos preparar para alguma experiência, como também uma espécie de vitrine por onde o olho pode captar a fumaça em situação de controle. Depois de expelida, então, é ela, a fumaça, quem domina o espaço, tornando as tubulações quase invisíveis para aquele que assiste a cena e que é também engolido por sua névoa. Vagarosamente, enquanto preenche o volume do espaço expositivo, provocando um estado hipnótico no espectador, o vapor desestrutura, de maneira sutil, suas noções de tempo e espaço, colocando esse corpo em estado de suspensão. Morro Mundo nos coloca diante de um estado de espírito dos tempos atuais, propondo a experiência da confusão e do esgotamento em um espaço de silêncio e vazio. Pode ser que o grande volume de informações e imagens ao qual somos expostos diariamente não consiga dar conta da realidade. Ou ainda, que a realidade já não signifique mais o que por muito tempo significou. Pode ser que outra linguagem e outro tempo precisem ser inventados: novas palavras, gestos e formas de ação. O que Laura Vinci nos propõe aqui é uma pausa, um deslocamento aos porões da superestrutura, um olhar atento aos processos de transformação: da temperatura e pressão, dos estados da matéria, dos corpos e dos espaços. OBJETIVOS ESPECÍFICOS EXPOSIÇÃO DE ARTES Realizar uma exposição inédita da artista brasileira Laura Vinci com duração de 100 dias. CATÁLOGO Editar uma catálogo bilíngue (português / inglês) para registro, documentação e difusão da exposição reunindo texto(s) crítico(s), imagens dos trabalhos apresentados e com distribuição gratuita de 10% (vide plano de distribuição) com caráter social e/ou educativo. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS O projeto não comercializará nenhum produto e por isso não apresenta plano de contrapartidas sociais.

Justificativa

Enquadramento Legal: O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91: I - Contribuir para assegurar a todos os meios de acesso às fontes da cultura, promovendo o pleno exercício dos direitos culturais; III - Apoiar, valorizar e difundir as diversas manifestações culturais, juntamente com seus criadores; VIII - Estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal, formadores de conhecimento, cultura e memória coletiva. Além disso, o projeto se alinha às finalidades elencadas no Art. 3º da Lei 8.313/91, especialmente no que se refere ao: II - Fomento à produção cultural e artística, através de: c) Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, música e folclore; e) Organização de exposições e festivais de arte, bem como espetáculos de artes cênicas e outras manifestações congêneres. Morro Mundo (Carlito Azevedo) O poeta francês Stéphane Mallarmé dizia fumar para colocar um pouco de fumaça entre ele e o mundo. Como se ela, fumaça, fosse uma espécie de lente ou escama, cabana ou anti-cabana mágica, mas sempre algo entre. Laura Vinci, cujos trabalhos sempre foram sensíveis aos diferentes estados e vibrações da matéria, sabe, porém, que tudo é fumaça, cerração, névoa, nevoeiro. E a neblina um contorno espiritual. Não há um fora da neblina. Diadorim era a minha neblina, escreveu Rosa. Tudo névoa-nada, o Eclesiastes. Todos os homens, por serem homens, estão na neblina, queiram ou não queiram, Vilém Flusser. Uma neblina que aqui, em Morro Mundo, tem marés altas e marés baixas. E nos submete a constante flutuação do ponto de vista. É quando a matéria do mundo em ondas nos dança. Quem diz cerração, diz limiar. Mas no princípio, concretamente, é a tubulação de vidro, esse inimigo do mistério, que já exibe a fumaça, ainda contida, quase amarrada, como um bicho, prestes a saltar, até ser finalmente liberada pelo acionamento dos sensores de presença e ir enrodilhar seu corpo por cada canto de espaço, engolindo-o e nos engolindo. E se há algo que flutua, levita, essas escoras em Morro Mundo parecem sugerir que há também algo que cai, ameaça desabar: o céu? o peso aéreo? a linha do horizonte? São escoras contra a desaparição? contra o nosso desamparo, se pergunta a artista? Sustentam a máquina do mundo? Quem diz escoras, diz catástrofe? Interessa descascar as várias camadas de uma pergunta, o mais vigorosamente possível. Mas quem ergue uma escora diz o ruir, a ruína. Morro Mundo é político e seu diálogo com a hora presente é intenso. O invisível, o desaparecido, aquele que necessita da proteção da pedra (granada), da nuvem de fumaça e da escora é de algum modo pensado aqui. E esses instrumentos de medição e precisão espalhados, suspensos? Bússolas, balanças, globos transparentes, o que fazem aqui? E esse X vermelho, como aqueles que nos mapas fabulosos marcavam o exato lugar, o ponto de chegada, a meta, o prêmio, o alvo, o tesouro, o que faz aqui, quase suprematista? Nossas tentativas de orientação e medida são escoras contra que brutal desabamento? O feixe de luz que lança um X vermelho à distância é uma lanterna, um sinal de fumaça? Quem diz luz, diz passagem do tempo. Elemento que desde a famosa ampulheta de toneladas e toneladas de areia, a escorrer por um furo mínimo na laje de um prédio abandonado, é, para Laura, quase o corpo de que tudo o mais seria como que o exoesqueleto. Já em 2007, as pequenas peças de mármore da instalação Ainda viva, convivendo, fixas, duradouras, mas não eternas, com as maçãs espalhadas rumo ao apodrecimento, lento de dar vertigem, imparável contudo, mostravam que os atritos ou confrontos em Laura Vinci se dão em níveis sutis e complexos. E não à toa se evoca aqui a instalação Ainda viva, cujo nome dialoga, dez anos depois, com este Morro Mundo, se lermos Morro mais como verbo, como às vezes sugere a artista, do que como substantivo. Morro Mundo Ainda Viva. Ainda Viva Morro Mundo. A forte tensão interna entre a necessidade ou obrigação de orientação, de peso e medida, e a tentação ou castigo do perder-se, às cegas, tensão entre levitação e desabamento, cria uma espécie de movimento aqui que tem algo de prova de resistência. Tudo é fumaça, mas, parafraseando D. H. Lawrence, qualquer bússola, qualquer balança, somos nós tocando o inaudível sinete de nossa presença no caos.

Especificação técnica

Catálogo com laminacão soft touch, formato 180 x 220 mm, lombada com 6 mm. Capa 4/4 cores em CtP em triplex 300g, formato aberto: 521x220 mm. Miolo 60 pags, 4/4 cores em CtP, em couche brilho Id 150g. Lombada quadrada.

Acessibilidade

Produto: EXPOSIÇÃO DE ARTES ACESSIBILIDADE FÍSICA: No âmbito físico, por se tratar de obra em espaço público, a acessibilidade física é garantida pela implementação de mobiliário urbano específico pela Prefeitura. Garantiremos na área expositiva que os mobiliários sejam adaptados para todos os tipos de públicos destacando pessoas com mobilidade reduzida e baixa estatura. Item orçamentário: Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: Disponibilizaremos textos em braile e audiodescrição para os conteúdos de forma que a pessoa com deficiência visual possa acessar a parte de áudio e ouvir o descritivo do espaço físico e dos conteúdos apresentados. Item orçamentário: Braile e Audiodescrição ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Não haverá impactos para deficientes auditivos, terão obras artísticas distribuídas ao longo do espaço expositivo permitindo que o deficiente auditivo se contemple com a exposição assim como os textos explicativos. Item orçamentário: Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Não haverá impactos para deficientes cognitivos, terão obras artísticas distribuídas ao longo do espaço expositivo permitindo que todos se contemplem com a exposição assim como os textos explicativos em português e inglês. Item orçamentário: Não haverá nenhum gasto no projeto conforme descrito acima. Os textos explicativos estão contemplados na rubrica de sinalização. Produto: CATÁLOGO ACESSIBILIDADE FÍSICA: Não se aplica. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: O catálogo será disponibilizado na internet, em redes sociais por exemplo. O catálogo no formato PDF permite ao usuário a utilização da funcionalidade “Voice Over” que possibilita a descrição dos elementos, textos e imagens contidos no catálogo. Vale ressaltar que tal funcionalidade é intrínseca aos computadores, sem necessidade de inserção de rubrica para contemplar esta medida de acessibilidade. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: Não haverá impactos para deficientes auditivos, e a participação ocorrerá da mesma forma que para os demais, uma vez que poderão ler o catálogo. Item orçamentário: Não se aplica. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Não haverá impactos para deficientes cognitivos, e a participação ocorrerá da mesma forma que para os demais, uma vez que poderão ler o catálogo bilíngue com textos em português e inglês. Item orçamentário: Não se aplica.

Democratização do acesso

PRODUTO - EXPOSIÇÃO DE ARTES - não haverá comercialização de ingressos e serão distribuídos gratuitamente em sua totalidade. E ainda, de acordo com o art. 30 da IN nº 11/2024, será adotada a medida no projeto: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; PRODUTO - CATÁLOGO - não haverá comercialização e serão distribuídos gratuitamente em sua totalidade. E ainda, de acordo com o art. 30 da IN nº 11/2024, será adotada a medida no projeto: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;

Ficha técnica

Laura Vinci - artista - (São Paulo, 1962) - Formou-se em Artes Plásticas na FAAP e fez seu mestrado na ECA da USP. A artista tem participado de várias exposições no Brasil e no exterior. Em 2002 ocupou o espaço do CCBB em São Paulo com a exposição Estados. Participou da 26ª Bienal Internacional de São Paulo em 2004. Expôs no espaço do Octógono da Pinacoteca de São Paulo em 2007. Apresentou as obras LUX em Lisboa, 2010. Produziu Batéia para o vão central do CCBB Rio de Janeiro, para a exposição OURO, em 2014. Em 2018 exibe morro mundo na galeria Nara Roesler, São Paulo. Em 2021 participa da exposição A máquina do mundo: Arte e indústria no Brasil 1901-2021 na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 2022 mostra Maquinamata na Galeria Nara Roesler do Rio de Janeiro. Em 2023 participa da exposição El Dorado, Fundação PROA, Argentina, El Dorado: Myths of Gold na Americas Society, Nova York. Em 2024 participa da exposição Arte na Moda, Masp, São Paulo. A artista também tem explorado o universo teatral atuando como cenógrafa e diretora de arte das peças Cacilda!, Teatro Oficina,1998. O idiota, com a mundana cia, em 2010 e 2011. Em 2014 participou da A última palavra é a penúltima 2.0 com o Teatro da Vertigem. Em 2018/19, apresentou Máquinas do Mundo, um projeto coletivo desenvolvido pelo grupo de criação da mundana cia, no Sesc Pinheiros, Galeria Nara Roesler e FLIP. Em 2023 publica o livro Teatro das matérias pela Nara livros. lauravinci.com.br Marc Pottier - curador - Nasceu em Dijon, França, vive e trabalha entre São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Paris. Marc Pottier é curador internacional de arte contemporânea, especializado em arte nos espaços públicos. Pottier administrou a coleção Sawada de arte moderna e contemporânea entre Paris, Nova York, Tóquio e Nagoya. Trabalhou por oito anos no Ministério das Relações Exteriores da França e foi Adido Cultural no Rio de Janeiro e em Portugal. Como curador independente, Pottier organizou exposições importantes como “Avant-garde walk a Venezia” durante a Bienal de Veneza de 1995, “Aleksander Rodchenko” no MAM-SP, “Cerâmicas de Picasso” (com a coleção de Bernard Picasso), “Egito dos Faraós” (com o Louvre), “Elles@Pompidou”com o Centro Pompidou no Rio de Janeiro e Belo Horizonte e “Luzboa - uma Bienal da Luz” em Lisboa. Em 2008/9, ele trabalhou para o Royal Group / Abu Dhabi em um programa do Public Art Park. Tem feito regularmente conferências sobre arte pública no Brasil, Estados Unidos, Abu Dhabi, Dubai e Bahrain. É o autor do livro “Made by Brazilians” (editor Enrico Navarra), com entrevistas com 230 personalidades representando o mundo da arte contemporânea brasileira. Foi curador convidado da 3ª Bienal da Bahia e também da Invasão Criativa ‘Made by Brazil’ no antigo Hospital Matarazzo em São Paulo em 2014. Pottier apresentou o “Olhar Estrangeiro” um programa semanal sobre cultura brasileira no canal Arte1. Criou programas com entrevista de artistas internacionais para o canal cultural europeu museumtv.art. Curador do projeto Matarazzo - SP; Monumental – arte na Marina da Glória - RJ e do Projeto Circular - arte na Praça Adolpho Bloch – SP. Faz parte do núcleo curatorial do MON em Curitiba, curador da Usina de Arte em Recife e coordenador internacional do futuro Museu Internacional de Arte em Foz do Iguaçu com o coaching do Centre Pompidou. E é curador da próxima Bienal de Curitiba em 2025. É diretor artístico do futuro Espaço Cultural Primavera em Florianópolis. Julia Brandão – Produção Executiva – (Araraquara, 1982, vive em São Paulo) - Profissional com mais de 15 de anos de experiência em produção, planejamento e coordenação de projetos culturais e exposições. Atuando desde a elaboração de cronogramas até o controle orçamentário e a prestação de contas, possui expertise em gerenciar equipes e coordenar a interface entre curadoria, expografia, arquitetura, design, educativo e fornecedores. Entre os projetos realizados, estão exposições como "Studio Drift - Vida em Coisas" (CCBB, 2023-2024), "Virada Sônica - A Escalada do Som na Arte Contemporânea" (Farol Santander, 2024), "Rosas Brasileiras" (Farol Santander, 2023), “Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro” (Sesc Belenzinho, 2023), entre outros.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.