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O projeto, que tem como temática central a ÁGUA, propõe a criação de um dispositivo cênico multidisciplinar no formato de evento imersivo, com temporada de estreia em 02 cidades. A proposta reúne uma equipe multidisciplinar de artistas para a criação de um espetáculo de “Artes Fluídas” que reúne (teatro, dança, música, artes visuais, moda, literatura e cinema). A água, elemento central do projeto, é explorada em suas múltiplas dimensões: como substância vital para a vida no planeta, como metáfora para as inundações internas e externas que enfrentamos, e como símbolo da psique humana. A proposta CORPO D´ÁGUA propõe uma reconciliação e reconexão com a água através da ressignificação deste elemento tão poderoso, especialmente no contexto do Rio Grande do Sul, onde as enchentes têm marcado profundamente o território e suas comunidades.
espetáculo CORPO D´ÁGUA Guiados pela essência fluida da água, somos convidados a uma experiência contemplativa, onde a ansiedade contemporânea pela comunicação compulsiva dá lugar à percepção livre e meditativa. Diante de uma sucessão integrada de metáforas visuais, sonoras e de movimento, bem como da presença física da água como matéria criativa, CORPO D´ÁGUA convoca o espectador a refletir sobre a natureza efêmera da existência e a navegar nas águas profundas da imaginação. É um convite à reflexão sensível sobre a essencialidade do elemento água em nossas vidas e para o planeta.
OBJETIVO GERAL A iniciativa tem o objetivo de criar um ambiente colaborativo onde as artes expandidas se encontram com questões urgentes do nosso tempo, oferecendo uma plataforma para a investigação, criação e diálogo entre diferentes prismas artísticos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS * Realização de um espaço de criação colaborativa com artistas de diferentes áreas culturais * Realização de um processo de experimentação artística e investigação de linguagem tendo como temática central a ÁGUA * Criação de 01 dispositivo cênico multidisciplinar no formato de evento cênico imersivo * Estreia do espetáculo em 02 cidades, com 04 apresentações * 04 Oficinas de compartilhamento de elementos criativos do processo de montagem
Corpo d´Água é uma iniciativa que reúne, em um mesmo projeto, a cooperação entre artistas de diferentes áreas, o estímulo à experimentação artística e a valorização do trabalho e concepção de novos produtos culturais. Concebido como um laboratório articulado em módulos de criação, entrecruzando teatro, performance, dança, música, artes visuais, cinema, moda e literatura, o projeto destaca-se por sua originalidade e pela recusa em seguir modelos pré-definidos. Deste modo, a solicitação de recursos aqui apresentada se justifica, entre outros motivos, pelo caráter de incentivo a novas criações artísticas no interior do estado e pela otimização dos recursos fornecidos, que serão utilizados de forma cooperativa por diversos artistas envolvidos na iniciativa, ampliando o potencial de realização a partir da gestão coletiva e de caráter permanente do projeto, ao estruturar-se como um núcleo de experimentação em artes expandidas. Sobre os aspectos conceituais que orientam artisticamente a proposta vale ressaltar que as pesquisas orbitam o tema da ÁGUA, elemento vital para a vida no planeta e, contemporaneamente, fonte de preocupações crescentes quanto à potabilidade, escassez e extremidade dos fenômenos naturais como chuvas, alagamentos e cheias. Levando em conta o caso recente de calamidade ambiental vivido no Rio Grande do Sul, tal abordagem também é acrescida da importância de se pensar a água em seus múltiplos significados, incluindo os sócio-ambientais. Além destas leituras, a água também remete a uma simbologia íntima da vida, representando a origem da vida no planeta e, particularmente, da própria geração humana. Estes elementos possibilitam variadas perspectivas e pontos de partida para a criação artística, que percorrem um arco pontuado por questões naturais, sociais, ambientais e emocionais, enriquecendo potencialmente os materiais desenvolvidos a partir deste tema gerador. Quanto à formação da equipe, CORPO D´ÁGUA é integrado por um coletivo de artistas com reconhecida trajetória e uma empresa proponente especializada em projetos derivados de arranjos colaborativos, capazes de assegurar a qualidade artística da proposta e a possibilidade de continuidade do projeto a longo prazo. A equipe conta com profissionais reconhecidos em seus ramos de atuação e que possuem uma perspectiva altamente investigativa em seu trabalho, ressaltamos ainda que as suas trajetórias reconhecidas nacional e internacionalmente endossam a seriedade e o compromisso com a excelência da proposta. Cada um deles atua em diferentes linguagens artísticas: Bi Naluna (teatro, dança, cinema e performance), Élcio Rossini (artes visuais e performance), Luís Bittencourt (música e performance), Marcos Oliveira (audiovisual, cinema e comunicação), Júlia Urach (dança, performance e tecnologias), Fernanda Ugalde (cinema e moda), Dionatan Rosa (direção e cenotécnica) Atílio Alencar (literatura e música), Felipe Dagort (cinema e teatro). O caráter autoral deste projeto também contempla a demanda por estímulo à criação no setor, ampliando o alcance de autores, diretores e compositores ao mercado regional das artes cênicas. Partindo de uma concepção nuclear, o processo criativo irá englobar as pesquisas de diversos agentes da cadeia produtiva do teatro, da música, da dança, da literatura, do cinema, da moda e das artes visuais, projetando uma obra multifacetada, versátil e referenciada em diferentes matrizes estéticas. A água, com sua capacidade de assumir diversas formas e estados, serve como inspiração para o conceito de "ARTES FLUÍDAS", concepção norteadora desta proposta que busca a transversalidade entre diferentes linguagens artísticas e novos modos de aproximação à função do ato criativo tanto para os criadores como para o público, expandindo os limites convencionais da criação. CORPO D´ÁGUA tem o potencial para se tornar um referente pela sua linguagem e excelência, projetando a arte do estado a circuitos nacionais e internacionais. Através deste edital será possível ao núcleo de artistas gerar um produto cultural de alta qualidade, prolongando no tempo a possibilidade de geração de renda à equipe, já que será possível circular posteriormente com o espetáculo tanto a nível nacional como em circuitos internacionais. Por fim, ao eleger a água como conceito primordial para a criação do espetáculo, ressaltamos que há também um prisma socioambiental que fundamenta esta escolha. A água, elemento vital para a existência da vida no planeta, ocupa um espaço central na agenda de ações com foco no combate à crise climática. Seja enquanto recurso natural ameaçado pelo consumo predatório, seja na forma de intempéries que resultam em tragédias humanitárias, a água é um tema incontornável para as sociedades contemporâneas, e a nossa intenção, desde o ponto de vista artístico, é somar voz à reivindicação pela sensibilidade coletiva em relação a esta questão emergencial. Defendemos, assim, que o projeto apresenta um conceito consistente em forma e conteúdo, distribuição de recursos, estimulação do setor artístico, atendendo às expectativas do edital. Agregando ainda o valor imaterial de poder unir uma equipe de excelentes artistas para a criação de um produto cultural que seja uma resposta simbólica às experiências vividas pelos habitantes do sul do país durante o estado de calamidade pelas enchentes. Além do processo de investigação colaborativa, criação e montagem, o projeto inclui a realização de temporadas de estreia em 02 cidades do estado. A proposta se enquadra nos incisos I, II, III, V, VIII e IX do artigo 1o da Lei 8.313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. A proposta Selváticas visa atingir os objetivos listados nos incisos II e IV do Art. 3º da referida lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
A EQUIPE do projeto está estimada em 32 pessoas, de forma direta, por meio de equipe artística, de produção, acessibilidade, comunicação e cobertura fotográfica. Além de geração de renda indireta como costureiras, técnicos, realizadores de cenário, motoristas, designers, editores, etc. A equipe de criação do espetáculo integra 12 artistas de diferentes coletivos de Santa Maria. O processo de criação do espetáculo terá duração de 6 meses, incluindo as temporadas de estreia. Já o projeto como um todo, incluindo etapas de pré-produção, produção e pós-produção terá a duração de 9 meses. PROJETO PEDAGÓGICO das oficinas 1. Apresentação A oficina propõe o compartilhamento de elementos do processo criativo do espetáculo CORPO D´ÁGUA.A oficina é conduzida pela equipe de criação do espetáculo, oferecendo aos participantes um espaço de experimentação e construção colaborativa. 2. Justificativa Esta oficina surge como uma oportunidade de formação prática para artistas e interessados em artes vivas, permitindo o contato direto com a equipe do espetáculo. O objetivo é promover a troca de saberes, capacitar os participantes em diversas áreas de produção artística e estimular a criação conjunta de performances, expandindo o repertório dos envolvidos. 3. Objetivos - Introduzir os participantes a técnicas e metodologias de criação cênica interdisciplinar. - Estimular a integração de diversas linguagens artísticas no processo de criação. - Desenvolver habilidades de trabalho em equipe e colaboração artística. 30 vagas por oficina
PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS - ACESSIBILIDADE FÍSICA: os espaços contemplados para as atividades contam com rotas acessíveis, com espaço de manobra para cadeiras de rodas, rampas, corrimãos e guarda-corpos; vagas de estacionamento para PCD’s e assentos para pessoas obesas. Caso seja necessário também serão locados equipamentos. Item 19 e item 35 da planilha orçamentária (Locação de equipamento) - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: apresentações com audiodescrição Item 4 e item 29 da planilha orçamentária (Audiodescrição) - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de Libras Item da planilha orçamentária: item 18 e item 34 da planilha orçamentária (Intérprete de Libras) - ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: serão disponibilizados monitores, pessoas que prestarão o atendimento e acompanhamento colaborando como mediadores e facilitadores para a fruição cultural. Item 23 e item 37 da planilha orçamentária (monitor) PRODUTO CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO ARTES CÊNICAS - ACESSIBILIDADE FÍSICA: os espaços contemplados para as atividades contam com rotas acessíveis, com espaço de manobra para cadeiras de rodas, rampas, corrimãos e guarda-corpos; vagas de estacionamento para PCD’s e assentos para pessoas obesas. Caso seja necessário também serão locados equipamentos. Item 19 e item 35 da planilha orçamentária (Locação de equipamento) - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de Libras Item da planilha orçamentária: item 18 e item 34 da planilha orçamentária (Intérprete de Libras) - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: monitores, pessoas que realização o acompanhamento de pessoas com deficiência visual durante a atividade. Item 23 e item 37 da planilha orçamentária (monitor) -ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: serão disponibilizados monitores, pessoas que prestarão o atendimento e acompanhamento colaborando como mediadores e facilitadores para a fruição cultural. Item 23 e item 37 da planilha orçamentária (monitor)
As apresentações do espetáculo serão gratuitas. Como medidas de ampliação do acesso realizaremos 04 oficinas artísticas sobre elementos do processo de criação do espetáculo, de forma gratuita. Contemplando o Inciso V do Art. 8- "realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas" IN 11 24; Bem como 02 oficinas culturais para população periférica em bairros atingidos pelas enchentes, com prioridade para população em escolas que foram inundadas.
KULLAT NUNU MATRIZ CRIATIVA - proponente É uma iniciativa cultural com o objetivo de conectar, articular e impulsionar arranjos colaborativos entre diferentes artistas, agentes e coletivos culturais. Seus propostas acolhem uma diversidade de artistas, respondendo a necessidades contemporâneas e desenvolvendo projetos que abrangem áreas sociais, culturais e ecológicas. Entre os projetos de destaque estão "Risolamento Social", um circo itinerante, e "Empreendimento Guanábana", uma incubadora criativa para jovens artistas. O "Núcleo de Investigação e Formação Arte e Conhecimento" promove laboratórios que conectam arte e conhecimento, enquanto "Ria" oferece palhaçaria em áreas periféricas. A iniciativa também se destaca com "A Espiral", uma residência criativa de diálogo intercultural com a comunidade indígena arhuaca, e "Ecos da Savana", uma websérie de música eletrônica ao vivo. Kullat Nunu se posiciona como uma propulsora criativa, focada em causas essenciais, como diversidade cultural, linguagens inovadoras, democratização do acesso à arte e questões socioambientais. ATÍLIO ALENCAR - coordenador de pesquisa e produtor executivo Mestre em História pela UFSM, com dissertação sobre a História do Teatro Brasileiro. Atua há 18 anos como produtor cultural, curador musical e diretor artístico. Foi sócio-gestor do Macondo Lugar (2005-2013) e coordenou a Regional Sul do Circuito Fora do Eixo. Organizou festivais como o Macondo Circus e Grito Rock, além de colaborar com o coletivo Sala Dobradiça e a RAMA Arte e Cultura. Premiado pela Lei Aldir Blanc (2021), atua na produção de eventos de música, teatro e literatura, além de publicar crônicas no Diário de Santa Maria. Bi NALUNA - diretora artística e produtora Diretora, performer e investigadora com 17 anos de experiência, com circulação em 07 países e 18 estados brasileiros, com participação em 80 festivais. Tem dupla titulação como Bacharel em Direção e em Interpretação Teatral pela Universidade Federal de Santa Maria. Fundadora e diretora da AMMA Artes Performativas. Dirigiu 9 espetáculos com 5 companhias no Brasil e Colômbia. Seu trabalho como atriz-investigadora é marcado por práticas associadas ao Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski e ao Nada Yoga, com formações na Índia e Colômbia. Recebeu diversos prêmios pelo seu trabalho artístico e de investigação (Funarte, Ministério de Cultura do Brasil e da Colômbia). Autora do livro “O Trabalho sobre si - relações entre a arte e o ser” Prêmio de investigação em Artes Cênicas - Idartes. É reconhecida por seu aprofundamento em práticas de criação e investigação relacionando práticas da Tradição com criação contemporânea. LUÍS BITTENCOURT - compositor de trilha sonora original O músico santamariense é multi instrumentista, compositor e produtor musical, conhecido pela sua experimentação sonora. Suas atuações incluem a interpretação de obras próprias e de compositores como Tan Dun e Steve Reich, e apresentações em festivais internacionais. Ele já colaborou com nomes como Lee Ranaldo (Sonic Youth) e Jeffrey Ziegler (Kronos Quartet). Mestre e doutor em Performance Musical, Bittencourt desenvolve pesquisas inovadoras sobre percussão e o uso de instrumentos inusitados, publicadas em diversas instituições mundiais.Desenvolve há 10 anos experimentação sonora sobre a água como elemento percussivo. Também é membro ativo da Society of Artistic Research e da Percussive Arts Society. JÚLIA URACH - performer Sua pesquisa abrange dança contemporânea, audiovisual e performance. Desenvolve pesquisa no Núcleo de Investigação do Corpo e Tecnologias. Dirigiu o espetáculo "Memórias para um menino do ano 2000" (2023) e é intérprete do solo "Apatia" (2023). Com trabalhos exibidos em mostras como FACTO 10 e MoveConcreto, foi indicada ao Prêmio Maria Cult (2023). MARCOS OLIVEIRA - cinegrafista Bacharel em Comunicação Social - Produção Editorial pela UFSM, possui experiência em produção audiovisual, gráfica e fotografia. Atua de forma autônoma em criação, produção, edição e finalização de projetos como vídeos institucionais, curtas-metragens e conteúdo para web. Dentre suas principais premiações, destacam-se o videodança Esporas (2021), vencedor em diversas categorias no SMVC e Destaques da Cultura de 2021. Também recebeu prêmios no INTERCOM e no Cinest. Trabalha em direção, fotografia e edição de curtas, web séries e videodanças como Violeta (2024) e Para que eu não esqueça (2023). FERNANDA UGALDE - diretora de arte e figurinista É diretora de arte, figurinista, produtora de moda e stylist, formada em Arquitetura pela Universidade Franciscana (2017). Especializou-se em Comunicação e Produção de Moda pela FMU e atua em moda, cinema e publicidade. Foi diretora de arte dos curtas "(In)consequências" e "Violeta", e do longa "Cavaleiro de Rodas". Trabalhou com grandes marcas como Renner e Natura, além de figurinista para videoclipes de Violet Orlandi. Recentemente, dirigiu campanhas publicitárias para a Rede Vivo e produziu o curta "Cadê a Nota?".
PROJETO ARQUIVADO.