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O projeto "Memórias em Movimento: Cultura e Resiliência no RS" levará o espetáculo teatral Brechó da Corália às cidades de Porto Alegre, Candelária e Cachoeira do Sul, com apresentações em espaços alternativos. Após cada apresentação, haverá uma roda de conversa com a atriz, a diretora e uma psicóloga, promovendo reflexões e acolhimento sobre os temas abordados no espetáculo. O projeto também oferecerá, em cada cidade, uma oficina de capacitação artística de 4 horas, voltada para a elaboração de projetos culturais. Tanto as apresentações quanto os bate-papos contarão com intérprete de LIBRAS, e, em Cachoeira do Sul, haverá audiodescrição e uma palestra sobre a importância da acessibilidade cultural e atitudinal. Todas as atividades serão gratuitas, garantindo a inclusão de todos os participantes.
PRODUTO PRINCIPAL - Espetáculo teatral Brechó da Corália Duração: 60 min - Presencial Público alvo: jovens e adultos Sinopse: No espetáculo "Brechó da Corália", o brechó se transforma em um espaço cênico onde memórias e identidades emergem, ressoando a dor coletiva das perdas causadas pela pandemia de COVID-19. A personagem Corália, a dona do brechó, convida o público a adentrar um universo imaginativo, repleto de objetos que guardam histórias profundas. Esse ambiente representa a necessidade de realocar a dor do luto, convertendo-a em uma celebração da vida. A peça utiliza uma variedade de elementos cênicos, como roupas, acessórios, objetos do cotidiano e manipulação de bonecos, que enriquecem as narrativas apresentadas. Cada item, ao ser explorado por Corália, revela a história de uma vida interrompida, destacando a singularidade e a importância das pessoas que foram vítimas da COVID-19. Com uma dramaturgia fundamentada em relatos das vítimas, coletados pelo projeto "Histórias E (m) Movimento" , a peça se enriquece com poesia, trilha sonora original e interação com o público, criando um espaço acolhedor e reflexivo sobre a perda e ressignificando a experiência do luto coletivo. Os espectadores não são meros observadores; eles se tornam parte integrante da cena, convivendo com a personagem em meio ao brechó. Essa fusão de linguagens teatrais permite que o público vivencie o ambiente de maneira imersiva, como se estivesse garimpando suas próprias memórias e histórias entre as peças expostas. Ficha Técnica: Direção cênica: Márcia do Canto Atriz: Maura Souza Dramaturgistas: Diego Ferreira, Márcia do Canto e Maura Souza Criação de bonecos e orientação de manipulação: Genifer Gerhardt Trilha sonora original: Nina Nicolaiewsky Cenografia e figurinos: Antonio Rabadàn Psicóloga e antropóloga: Juliara Borges Segata Intérprete de LIBRAS: Simone Dornelles Acessibilidade de audiodescrição: Mil Palavras Assessoria Cultural Preparação vocal: Lígia Motta Preparação do corpo cênico: Marcelo Bulgarelli Design visual: Marise de Chirico Assessoria de Imprensa: Ana Paula Silveira Gerenciamento das Redes Sociais: Náthaly Weber Produção executiva: Luka Paz Produção Local (Cachoeira do Sul e Candelária): Saia Rodada Comunicação e Produção Cultural Assessoria contábil: Eliziane Rodrigues Fonte da pesquisa: Rede Covid Humanidade MCTI do Programa de Pós Graduação da Antropologia Social da UFRGS e AVICO Brasil - Roda de conversa com diretora, atriz e psicóloga Condução: Psicóloga Juliara Borges Segata Duração: em torno de 30 min (dependendo do envolvimento do público local poderá ser mais tempo) - Presencial Público Alvo: jovens e adultos A saúde mental tornou-se uma questão essencial após as perdas recentes enfrentadas pela população gaúcha. A pandemia de Covid-19 trouxe desafios emocionais, afetando o bem-estar psicológico de muitos. O isolamento social e a interrupção dos rituais de luto geraram um vazio emocional que persiste. Em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul agravaram essa situação, devastando comunidades já fragilizadas. Essas tragédias, somadas a um ciclo contínuo de lutos coletivos, demandam uma atenção urgente à saúde mental, pois o trauma acumulado afeta a resiliência e a coesão social. O espetáculo Brechó da Corália explora essas vivências traumáticas e convida o público a refletir sobre suas emoções. A presença de uma psicóloga nas rodas de conversa pós-espetáculo reforça essa proposta, criando um ambiente de acolhimento e diálogo, onde o público pode compartilhar suas histórias e construir redes de apoio. Essa união entre arte e reflexão psicológica é fundamental para promover a saúde mental em comunidades que enfrentam perdas. É um convite para ressignificar experiências, fortalecer vínculos e buscar a cura coletiva. - Oficina de elaboração de projetos culturais Ministrantes: Cecília Daudt e Maura Souza Duração: 4h - Presencial Público alvo: agentes culturais, artistas, gestores de cultura e interessados Apresentação do Tema: Nesta oficina de 4 horas, vamos explorar os fundamentos da elaboração de projetos culturais, proporcionando uma introdução prática e acessível. O objetivo é capacitar os participantes com as ferramentas essenciais para desenvolverem seus próprios projetos culturais, desde a concepção da ideia até a apresentação do projeto. O conteúdo programático dessa atividade está detalhado nas 'Especificações técnicas do produto'. - Palestra: Importância da acessibilidade cultural e atitudinal Palestrantes: Mil Palavras Acessibilidade Cultural Duração: 90 minutos - Presencial Apresentaçã do Tema: Serão abordados os três principais recursos de acessibilidade na área da cultura (audiodescrição, legendas para surdos e ensurdecidos e Libras) apresentando as respectivas aplicações, as principais características, a dinâmica de produção e os profissionais envolvidos em cada recurso, bem como os públicos a que se destinam, tendo por objetivo a conscientização dos profissionais da área cultural acerca de sua responsabilidade enquanto promotores de um panorama mais inclusivo, abrangente e democrático.
Objetivo Geral O projeto tem como objetivo principal promover a formação de plateia e reflexões sobre temas sociais e emocionais a partir de uma narrativa teatral que dialoga com o cotidiano das pessoas. Por meio da circulação do espetáculo em espaços alternativos, visa oferecer acesso à cultura em cidades e bairro (em Porto Alegre) fora do eixo central, fomentar o debate com o público através de rodas de conversa com uma psicóloga, e capacitar artistas e agentes culturais locais na elaboração de projetos culturais, fortalecendo a economia criativa e ampliando as oportunidades de participação em editais de financiamento público. Objetivos Específicos - Espetáculo de teatro e roda de conversa Realizar 4 (quatro) apresentações do espetáculo Brechó da Corália em espaços alternativos e acessíveis às comunidades locais, promovendo a democratização do acesso ao teatro. Além disso, realizar 4 (quatro) rodas de conversa conduzidas por uma psicóloga após cada apresentação, proporcionando um espaço de acolhimento, diálogo e reflexão sobre os temas abordados na peça. Duração: 60 minutos de espetáculo e em torno de 30 minutos de roda de conversa. 02 apresentações e 02 rodas de conversa - Porto Alegre/RS. (com LIBRAS) 01 apresentação e 01 roda de conversa - Candelária/RS. (com LIBRAS) 01 apresentação e 01 roda de conversa - Cachoeira do Sul/RS. (Com LIBRAS e audiodescrição) - Oficina para elaboração de projetos Oferecer 3 (três) oficinas de capacitação artística, voltadas para a elaboração de projetos culturais e orientação sobre editais, como os da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), incentivando o fortalecimento da produção cultural local. Duração: 4 horas. Oficineiras: Cecília Daudt e Maura Souza 01 oficina - Porto Alegre/RS em região de periferia (Morro da Cruz). 01 oficina - Candelária/RS. 01 oficina - Cachoeira do Sul/RS. - Palestra: Importância da acessibilidade cultural e atitudinal Serão apresentados os três principais recursos de acessibilidade na cultura — audiodescrição, legendas para surdos e ensurdecidos, e Libras — destacando suas aplicações, características, produção e os profissionais envolvidos, além dos públicos-alvo. O objetivo é conscientizar os profissionais culturais sobre sua responsabilidade em promover um ambiente mais inclusivo e democrático. Duração: 90 minutos. Palestrantes: Mil Palavras Acessibilidade Cultural 01 palestra _ Cachoeira do Sul/RS (com LIBRAS).
O projeto Memórias em Movimento: Cultura e Resiliência no RS tem como finalidade promover o acesso à cultura e estimular reflexões sobre resiliência e memória nas comunidades afetadas pela pandemia e outras tragédias recentes, como as enchentes. Através da circulação do espetáculo 'Brechó da Corália', viabilizado pelo edital de Criação Artística da SEDAC/RS por meio da Lei Paulo Gustavo (LPG), o projeto busca levar apresentações para cidades do interior do Estado e bairros de periferia de Porto Alegre, ampliando o alcance da obra, após sua estreia. Inspirado no livro Histórias E (m) Movimento, resultado de uma pesquisa antropológica sobre o impacto da Covid-19, realizada pelo programa de Pós Graduação da UFRGS- Universidade Federal do Rio Grande do Sul juntamente com a AVICO Brasil (Associação e vítimas e familiares de vítimas da Covid-19), o espetáculo será apresentado em espaços alternativos, como brechós, centros comunitários, pontos de cultura, etc. permitindo que cidades e bairros com infraestrutura cultural limitada também tenham acesso a essa experiência artística, contribuindo para a descentralização e democratização da cultura no Estado. Durante a pandemia, muitas famílias não puderam vivenciar os rituais de despedida e de luto, criando um vazio emocional que ainda persiste. Com as enchentes de 2024, o Rio Grande do Sul sofreu novas perdas e destruições, impactando profundamente a memória e a vida dessas comunidades. Brechó da Corália reflete esse luto coletivo e propõe uma abordagem poética e sensível sobre as experiências traumáticas. A personagem Corália, uma mulher sábia e empática, guia o público por histórias que emergem dos objetos de um brechó, ressignificando as perdas pessoais e coletivas. A cenografia permite uma imersão completa, integrando os espectadores à narrativa de forma íntima, criando um espaço de acolhimento e reflexão. Inspirado pela visão da diretora e encenadora Bia Lessa, que defende que o teatro deve transcender a representação e se tornar um espaço de manifestação do inconsciente coletivo. Para Lessa, o palco é onde memórias, dores e emoções são revisadas e transformadas, não apenas explicadas. Essa perspectiva dialoga diretamente com a proposta do espetáculo, que usa o luto coletivo como ponto de partida para ressignificar as perdas vividas pela sociedade. O cenário é um brechó, repleto de objetos e roupas, cada um carregado de histórias e memórias. Nele, Corália, uma mulher sábia e gentil, recebe os espectadores, guiando-os através de um mergulho poético em suas próprias vivências. Ao contar as histórias por trás de cada peça, ela revela não apenas o passado de quem as usou, mas também suas próprias dores e perdas, que ressoam com as tragédias enfrentadas por tantas pessoas durante a pandemia. Corália é mais do que uma anfitriã; ela é uma mediadora entre o público e o espaço simbólico do brechó, onde objetos se transformam em narrativas e roupas, em lembranças, proporcionando ao público um espaço íntimo e acolhedor de reflexão. A cenografia promove uma comunhão entre personagem e espectadores, rompendo a barreira entre palco e plateia. O público se torna parte desse ambiente carregado de afetos e memórias, onde as histórias compartilhadas por Corália ecoam as experiências de cada um. Mais do que uma reflexão sobre a perda, a peça é uma forma de reverenciar a vida, ressignificando a dor da não despedida, a ausência de rituais e o impacto emocional das tragédias. O teatro, nesse contexto, torna-se uma ferramenta essencial para abordar temas tão sensíveis, permitindo que a arte crie um espaço de acolhimento, onde o público não apenas observa, mas também vivencia e ressignifica sua própria trajetória. A peça nos lembra da importância de falar sobre o luto e de transformar essas experiências em uma celebração da vida, resgatando o valor de cada história contada e vivida. Após cada apresentação, será realizado um bate-papo com a diretora, a atriz, uma psicóloga e o público, criando um ambiente de troca. Nesse momento, serão discutidos o processo criativo do espetáculo e a pesquisa que o inspirou, além de reflexões e vivências pessoais relacionadas aos temas abordados. O público, além de refletir sobre a criação artística, poderá compartilhar suas próprias experiências, ressignificando suas histórias. Esse encontro transforma o teatro em um espaço de escuta, acolhimento e transformação, promovendo um diálogo profundo entre arte e vida. Além disso, o projeto incluirá uma oficina de capacitação em elaboração de projetos culturais, ação fundamental para garantir a participação de produtores locais nos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Tanto a proponente quanto a atriz do espetáculo possuem ampla experiência na realização de oficinas de produção cultural, atendendo à demanda real por capacitação para acessar os recursos culturais disponibilizados pela PNAB. A oficina contribuirá para a democratização do acesso ao financiamento público, assegurando que os produtores culturais desenvolvam projetos que reflitam a identidade e as necessidades locais. O projeto Memórias em Movimento: Cultura e Resiliência no RS busca não apenas proporcionar uma experiência artística profunda, mas também expandir o acesso à cultura em regiões com pouca oferta de atividades culturais. Para viabilizar essa iniciativa e garantir que ela atinja seu público-alvo, é essencial a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto pela Lei 8313/91 (Lei Rouanet). Esse apoio financeiro é crucial para que o projeto ofereça um espaço de acolhimento e transformação por meio da arte, contribuindo para o fortalecimento das comunidades envolvidas. O projeto se enquadra no Art. 1º da Lei 8313/91, nos seguintes incisos: Inciso I: contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Inciso II: Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Inciso III: apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Inciso VIII: estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Em relação ao Art. 3º da mesma lei, o projeto contribui diretamente para os seguintes objetivos: Inciso I: incentivo à formação artística e cultural, mediante ao aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura; Inciso II: Fomento à formação artística e cultural, com a realização de espetáculos de artes cênicas; Inciso IV _ estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos par espetáculos culturais e artísticos;
PLANO DE COMUNICAÇÃO O primeiro momento envolverá a criação da identidade visual do projeto e, depois, aplicada em todos os materiais (cards, apostilas, banners, emkt). A divulgação será realizada vias redes sociais e assessoria de imprensa, que terá por finalidade ampliar a visibilidade das ações por meio de mídia espontânea. Serão realizadas ações de relacionamento com jornalistas e formadores de opinião para divulgar cada etapa do projeto. Serão redigidos releases e notas, e distribuídos - junto com fotos e outros materiais de divulgação - aos veículos de comunicação, sempre mencionando o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A assessoria pautará a mídia, tendo como meta a obtenção de amplo espaço em jornais, emissoras de televisão e rádio, blogs, portais das cidades de Porto Alegre, Candelária e Cachoeira do Sul. À medida que a imprensa for noticiando, a assessoria encaminhará o clipping com matérias e links de entrevistas para postagem nas redes sociais, como forma de ampliar a repercussão. Ao final, será organizado um relatório com a clipagem. Sobre o espetáculo teatral 'Brechó da Corália' O espetáculo foi aprovado no edital de Criação Artística da Lei Paulo Gustavo (LPG), promovido pela Secretaria Estadual da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC). Atualmente, o projeto encontra-se em processo criativo e está previsto para estrear final de março e início de abril de 2025. A proposta envolve a participação de 15 profissionais e conta com a parceria de duas instituições que realizam pesquisas e trabalhos voluntários com familiares de vítimas da COVID-19. O espetáculo se destaca por apresentar uma abordagem que une pesquisa científica e arte, com o objetivo de ressignificar a dor do luto. A peça aborda o impacto emocional gerado pela impossibilidade de realizar os rituais de despedida durante uma pandemia, quando o contato físico foi severamente restrito. Sobre a pesquisa Rede Covid Humanidade MCTI Histórias e(m) Movimento é um projeto coletivo, organizado pelo Programa de pós graduação da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul em parceria com a AVICO Brasil. Os relatos reunidos no livro estão disponíveis no site da Rede nas versões áudio em português e texto em português e inglês. As traduções para o inglês foram produzidas pela bolsista de pós-doutorado Ana Karina Borges Braun, mestre e doutora em Letras. As narrações em áudio são de Maura Souza, especialista em Psicologia da Criança e do Adolescente, atriz, professora de teatro e produtora cultural. Maura integra o Coletivo Morabeza e é assessora cultural da ONG GEEMPA. Estão disponíveis no início de cada relato e também compiladas no formato playlist em nosso perfil no SoundCloud: https://on.soundcloud.com/YjpSU https://www.ufrgs.br/redecovid19humanidades/index.php/br/historias-e-m-movimento-agora-no-formato-e-book https://avicobrasil.com.br "A história de uma pandemia não se escreve apenas com números e repercussões epidemiológicas. São presenças e ausências, rupturas e transformações; são vidas que se foram, memórias que se vive. São pessoas e coletivos que permanecem e que sofrem, mas que também se fortalecem e resistem. Histórias e(m) Movimento é um projeto coletivo, organizado pela Rede Covid-19 Humanidades MCTI e pela Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 – AVICO Brasil. Ele reúne experiências de quem viveu a pandemia de Covid-19 de diferentes de maneiras e intensidades. É um espaço de partilhas, de solidariedade, de força somada e de luta. Porque a história de uma pandemia se escreve com muitas histórias, em movimento." Jean Segata
OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS Duração: 4h - Ministrantes: Cecília Daudt e Maura Souza - Número máximo de participantes: 30 Objetivo A oficina “Elaboração de projetos Culturais” tem como objetivo capacitar os participantes com conhecimentos fundamentais para a realização de projetos culturais, especialmente aqueles direcionados às Leis de Incentivo que estão chegando nos municípios, como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A proposta é oferecer ferramentas práticas para quem está começando ou deseja aprimorar sua atuação no setor, abordando desde a criação de portfólios até o planejamento estratégico e a prestação de contas. A oficina busca guiar os participantes na transição das ideias para o papel, oferecendo uma visão clara e prática das diferentes etapas que compõem a execução de um projeto cultural. Ao entender o mercado atual e os critérios de avaliação dos editais, os participantes poderão criar equipes eficazes e elaborar projetos competitivos que alcancem sucesso em captação e execução. Conteúdos e Metodologia ✔ Do Portfólio ao Papel: Transformando Ideias em Projetos - Como criar e apresentar um portfólio competitivo para projetos culturais- Identificação dos pontos essenciais em editais culturais (objetivos, metas, critérios de avaliação)- Processos de tirar ideias da mente e colocá-las no papel de forma estruturada- Elaboração de uma equipe capaz de executar o projeto com eficiência- Estratégias de divulgação para maximizar o alcance ✔ Viabilidade Econômica e Criação Artística - Como alinhar a criação artística às estratégias para garantir a viabilidade econômica do projeto- A distância entre a teoria e a prática na execução de projetos culturais ✔ O Cenário Atual da Cultura no Brasil - Panorama do mercado cultural atual e as oportunidades e desafios que ele apresenta para os novos produtores culturais. Resultado Esperado Ao final da oficina, os participantes estarão capacitados para identificar os pontos essenciais de um edital e estruturar suas ideias em projetos culturais bem-sucedidos. Eles também terão uma compreensão clara de como navegar pelos desafios do mercado cultural, garantindo a sustentabilidade de suas iniciativas. Todos receberão certificado de participação.
Para garantir a inclusão e a participação plena de todas as pessoas no projeto, serão adotadas medidas de acessibilidade que abrangem tanto o espaço físico quanto o conteúdo das atividades. A equipe de divulgação e produção local realizará uma busca ativa por pessoas com deficiência (PCD), incentivando e garantindo sua participação nas atividades. Acessibilidade Física: Rampas de Acesso: Os espaços onde ocorrerão as apresentações e oficinas serão equipados com rampas de acesso, permitindo a locomoção segura de pessoas com mobilidade reduzida ou cadeirantes. Acessibilidade de Conteúdo: LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais): Todas as apresentações do espetáculo e bate-papo contarão com intérpretes de Libras, garantindo que o público surdo tenha pleno acesso ao conteúdo do espetáculo. Audiodescrição: Na cidade de Cachoeira do Sul haverá audiodescrição do espetáculo e do bate-papo. A escolha da cidade se deu ao movimento que já existe no local para formação de público e agentes culturais com pessoas cegas. Além dessa atividade, a Mil Palavras Acessibilidade Cultural realizará uma palestra sobre a Importância da acessibilidade cultural e atitudinal. A produtora local que fará a produção nas cidades de Cachoeira do Sul e Candelária, conta com a participação de uma pessoa cega na equipe. Acessibilidade nos materiais de divulgação (5 materiais de cada): - Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (filmes/vídeos): Elaboração das legendas, com identificação de personagens e efeitos sonoros; sincronização do texto com as falas do filme; revisão ortográfica. Entrega em arquivo de legenda (srt). - Audiodescrição Gravada (filmes/vídeos em português): Elaboração de roteiro; narração; gravação; edição; mixagem. Todas as etapas contam com a consultoria de um profissional com deficiência visual. Entrega em arquivo de áudio (mp3/wav). - Audiodescrição em Texto de Imagens Estáticas (fotos/ilustrações/cards): Elaboração de roteiro com a consultoria de um profissional com deficiência visual. Entrega em Arquivo de Texto. - LIBRAS nos vídeos de divulgação do espetáculo.
O projeto Memórias em Movimento: Cultura e Resiliência no RS assegura que todas as atividades serão gratuitas e acessíveis ao público. As apresentações do espetáculo 'Brechó da Corália' ocorrerão em espaços alternativos, como centros comunitários e brechós, democratizando o acesso ao teatro em localidades com infraestrutura limitada. Cada apresentação será seguida de uma roda de conversa conduzida por uma psicóloga. Além das apresentações, o projeto realizará oficinas de capacitação artística voltadas para a elaboração de projetos culturais, com orientação sobre editais, como os da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Essas oficinas gratuitas visam fortalecer a produção cultural local e fomentar o desenvolvimento de novos projetos. A oficina em Porto Alegre será realizada na comunidade do Morro da Cruz, com o objetivo de descentralizar o acesso à cultura, considerando que as oportunidades geralmente se concentram nos bairros centrais. A escolha do Morro da Cruz foi motivada pela estreita relação da oficineira Maura Souza com a comunidade, por meio de seu trabalho com o Coletivo Autônomo do Morro da Cruz e a Associação de Bairro dos moradores, fortalecendo os laços e garantindo que mais pessoas possam ser beneficiadas. Outra medida importante para ampliar o acesso será a a página no Instagram do espetáculo, que funcionará como um canal informativo e narrativo, documentando a circulação do espetáculo, a pesquisa envolvida e os impactos gerados. A página contará com depoimentos dos artistas, equipe técnica, e do público, promovendo uma conexão mais ampla e contínua com as comunidades envolvidas e registrando os resultados do projeto.
Cecília Daudt - Proponente, oficineira e coordenação do projeto. Atividades no Projeto: Atuará na gestão geral do projeto, coordenando todas as fases operacionais e estratégicas. Suas responsabilidades incluem a articulação entre parceiros, equipe técnica, artistas e fornecedores, assegurando comunicação eficiente. No planejamento da produção executiva, será responsável por cronogramas, orientações técnicas e protocolos para garantir o cumprimento de prazos. Criará checklists para a captação de registros e gerenciará a contratação de serviços, em colaboração com o assessor jurídico e o gestor financeiro. Monitorará o projeto no SALIC WEB e acompanhará todas as etapas até a homologação final da prestação de contas. Cecília é graduada em Relações Públicas (PUCRS – CONRERP 4ª/4086), cursou Pós-Graduação em Produção Cultural da Escola Castelli (Canela/RS) e Curso de Extensão Diálogos entre Oriente e Ocidente (Filosofia-PUCRS). Como produtora cultural, coordenou espetáculos de artes cênicas e musicais, destacando-se “Pois é Vizinha...”, de Deborah Finocchiaro; “A Mulher de Oslo”, com Vanessa Longoni, Arthur de Faria e instrumentistas; “O Universo pelos Sons”, de Fernando do Ó e Giba Assis Brasil; “Sobressaltos de Scarpin”, baseado em textos de David Coimbra e direção de Tainah Dadda. Participou como produtora executiva dos espetáculos internacionais “BP Zoom” (Comédia Gestual) e “Daniel Mille e Grupo” (jazz), além de nacionais como “Náufragos”, direção de Alessandra Venucci (RJ), e “Il Primo Miracolo”, adaptação de Dario Fo, com interpretação e direção de Roberto Birindelli. Na área infantojuvenil, foi produtora executiva dos espetáculos “O Mundo de Camila”, adaptação do livro com interpretação de Márcia do Canto e direção de Suzana Saldanha, além dos ilusionistas “Como num Livro Aberto” e “Contos Mágicos”, com adaptação e interpretação de Eric Chatiot. Na área corporativa, atuou como captadora de recursos e gestão de projetos na Marprom – Comunicação e Marketing, e foi produtora executiva em eventos culturais internacionais para a Aliança Francesa de Porto Alegre, além de consultoria na elaboração de espetáculos temáticos e de entretenimento para empresas como Adubos Trevo, Bunge Alimentos, Copelmi, GM, IESA Veículos, John Deere, Kaisen, Pirelli, Schering do Brasil, Sindus e Souza Cruz (SIPATs, Motivacionais, Cooperação em equipe e Comunicação Interna), via SESI/FIERGS e SESCRS/FECOMÉRCIORS. Há mais de 20 anos, presta assessoria na organização dos cursos e eventos do Instituto de Estudos Tributários – IET. Atualmente, é gestora de projetos do coletivo Práxis e captadora de recursos dos projetos de restauro da Fundação O Pão dos Pobres, planos educativos da Casa de Cultura Mário Quintana e da Fundação Força e Luz, além de projetos sociais e culturais dos clientes A Casa de Espetáculos, Hotel Praça da Matriz e Instituto Porto Alegrense de Arte e Educação (IPDAE). Lucimaura Souza Rodrigues (Morabeza Cultural) - atriz, oficineira e direção de produção Conhecida artisticamente como Maura Souza, é uma profissional multidisciplinar com mais de 25 anos de experiência nas áreas de produção cultural, atuação e educação. Formada em Licenciatura Plena em Teatro pela UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) e com Pós-Graduação Lato Sensu em Psicologia da Criança e do Adolescente pela Unisinos, destaca-se pelo comprometimento em promover a democratização do acesso à cultura e implementar práticas inovadoras que valorizam a criatividade em diversas comunidades. Como atriz, recebeu o Prêmio Tibicuera de Melhor Atriz pela atuação na peça "O Museu Desmiolado". Sua paixão pela arte se reflete em seu envolvimento com grupos como As Theodoras, um Coletivo de Palhaças, e a Trupe Onde a Palavra se Diverte. Além disso, atua como pesquisadora da Rede Humanidades Covid-19 MCTI, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS e do NUPAC (Núcleo de Práticas Criativas) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No campo da educação, ministra oficinas voltadas à elaboração de projetos culturais, atendendo tanto agentes culturais iniciantes quanto experientes. Sua atuação se estende à assessoria cultural em municípios do Rio Grande do Sul, especialmente em São Borja e Júlio de Castilhos, onde presta apoio em editais da Lei Paulo Gustavo (LPG) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). No campo da produção cultural, atua como Coordenadora de Produção da Morabeza Cultural e Diretora de Produção da Práxis Assessoria de Projetos. De 2015 a 2023, contribuiu na assessoria cultural do GEEMPA, atuando na educação e metodologia da pesquisa em todo o Brasil. Como curadora e coordenadora de produção, destacou-se na 14ª Feira Cultural e Literária de Três Coroas, projeto realizado por meio do Instituto Pro Cidadania da cidade de Taquara, aprovado pela Secretaria Especial do Ministério de Esportes do Governo Federal. Durante seu tempo no SESC RS, desempenhou um papel fundamental na coordenação, planejamento e execução de diversos projetos culturais, abrangendo literatura, teatro, música, dança, artes visuais e cinema. Seus esforços contribuíram para eventos significativos, como o Festival Palco Giratório e o Festival Internacional de Música de Pelotas. Com uma visão inclusiva e comprometida com a transformação social, Lucimaura Souza Rodrigues se dedica a integrar arte, educação e patrimônio cultural, liderando iniciativas que promovem criatividade e reflexão social. O portfólio de atuação como atriz está disponível no anexo, evidenciando sua rica trajetória e contribuições para o cenário cultural. Saia Rodada Comunicação e Produção Cultural - Produção Local em Cachoeira do Sul e Candelária Náthaly Weber Relações Públicas e Produtora Cultural. Diretora da Saia Rodada Comunicação e Produção Cultural desde 2015, situada atualmente em Cachoeira do Sul/RS. Graduada Relações Públicas pela UFMA (2007), especialista na Gestão da Responsabilidade Social (FIJO PUC/RS), curso de extensão Fundamentos e Práticas de Comunicação e Política (Escola de Governo/Unisinos) e curso de extensão em administração pública da cultura (UFRGS/Minc). Atua como social media, assessora de comunicação e produtora cultural há mais de dez anos no Rio Grande do Sul, principalmente em projetos de culturas populares, artes cênicas e audiovisual iniciando em 2008, na área social coordenando projetos e a comunicação da Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul (CUFA RS). É a idealizadora e produtora do projeto Sarau da Memória, assentado no documentário “se não me falha a memória”, que desenvolve, desde 2019, atividades de formação para professores e programação cultural, chegando ao Cortejo de Quicumbi realizado anualmente a partir de 2022. Nos últimos anos, vem atuando em diversos projetos culturais em Cachoeira do Sul e em Porto Alegre, principalmente relacionados à cultura afro-brasileira, comunidades quilombolas e pontos de cultura como assessora de comunicação e social media. Faz parte da Associação Cachoeirense de Culturas Populares e Tradicionais Rainha Ginga pela qual ocupa uma cadeira de conselheira suplente no Conselho Municipal de Política Cultural de Cachoeira do Sul.
PROJETO ARQUIVADO.