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O projeto prevê a reestruturação e revitalização do atelier Arrebanhando RAU - Residência Artística Urbana, da ceramista Claudia Jung.
O projeto Arrebanhando RAU - Residência Artística Urbana é um esforço para reestruturar o atelier e o programa formativo de Claudia Jung, artista ceramista cuja obra e trajetória impactaram a cultura e o turismo do Vale do Taquari. Deslocada para um galpão provisório após a perda de seu atelier nas enchentes de 2023-2024, Claudia busca revitalizar este espaço de economia criativa, mantendo a oferta de residências artísticas, oficinas e exposições acessíveis ao público. O RAU promove uma experiência cultural e educacional que envolve a comunidade local e fomenta o turismo sustentável na região.
Objetivo geral Reestruturar e retomar as atividades do atelier Arrebanhando RAU - Residência Artística Urbana como um polo de economia criativa e formação artística, contribuindo para o desenvolvimento cultural do Vale do Taquari e promovendo a sustentabilidade econômica e social da região. Objetivos Específicos Retomar o programa de oficinas de cerâmica e residências artísticas para formação de novos talentos e valorização das artes manuais. Reestruturar o programa de visitas e exposições abertas ao público, incentivando o turismo cultural e o acesso à arte para a comunidade local e visitantes. Criar parcerias com escolas e entidades da região para desenvolver atividades socioeducativas e fortalecer a relação entre cultura e comunidade. Aquisição de mobiliário para o ateliê: mesas de trabalho, prateleiras, armários e estantesAquisição de equipamentos e material de trabalho: forno para queima da cerâmica, prensa, guilhotina, liquidificador industrial, argila, estecos, tintas, peças de madeira, etc.Aquisição de embalagens personalizadas;Aquisição de equipamentos de escritório, como computador e impressoraImplementação de uma loja virtual Criação de folder com uma breve história da RAU e informações sobre as atividadesRealização de uma exposição no final de 2025 com a exibição dos resultados de trabalho feitos durante o ano de 2024
O Arrebanhando faz parte do Roteiro Turístico "Entre Vales e Arroios" - AMTURVALES, no qual oferece opções de visitas individuais àqueles que buscam explorar o espaço, e visitas em grupos (com agendamento) oferecendo vivências com argila e meditação. Através do SENAR, oferece oficinas de confecção de lã, tecelagem, costura e macramê para a comunidade, além de oficinas de desenho e pintura, como Bauermalerei (técnica de pintura alemã). Graças ao seu espaço amplo e arborizado, a Residência sedia atividades ao ar livre, por exemplo o campeonato de tacobol. A sustentabilidade do espaço se dá através da venda da produção autoral de Claudia e de seus filhos, que também colaboram com as atividades artísticas, além dos recursos financeiros que chegam através das oficinas e vivências artísticas de grupos agendados. A RAU impacta positivamente o turismo e já promoveu a formação artística de mais de 3 mil alunos, além de receber cerca de 50 mil visitantes, desde 2015. Em função das enchentes de 2023 e 2024, o atelier e a residência da artista foram severamente afetados, resultando na perda total da sua estrutura de trabalho, com laudo da Defesa Civil atestando o local como inabitável. Temporariamente instalada no galpão de uma antiga sorveteria, a artista busca reestruturar o RAU para continuar seu papel formador, oferecendo oficinas artísticas, exposição e visitas, promovendo o desenvolvimento da economia criativa da região. O projeto Arrebanhando RAU tem no seu DNA o estímulo ao desenvolvimento da cultura na região através de visitas guiadas e um programa de oficinas gratuitas e abertas a toda comunidade, incluindo a população em situação de vulnerabilidade e pessoas atendidas pelo CRAS - Centro de Referência de Assistência Social. Considerando o momento de fragilidade social e econômica na região do Vale do Taquari, torna-se essencial dar continuidade ao programa de atividades abertas e gratuitas para a comunidade, não só como uma possibilidade de qualificação, mas também como uma ferramenta de arte-terapia para a população afetada de forma tão traumática. Mesmo enquanto permanece em local provisório e com uma estrutura mínima, a artista se dedica ao atendimento de pessoas desabrigadas e frequentadores do CRAS como uma forma de colaborar em ações voluntárias que atenuem o sofrimento da população afetada que ainda permanece em abrigos. Assim, com o estímulo a criação e incremento desse polo de inovação e criatividade de Arroio do Meio, no estado, estaremos fortalecendo a marca Rio Grande do Sul como polo criativo do país, com a geração de emprego e renda e sustentabilidade de todos os ciclos das cadeias produtivas da cerâmica, o desenvolvimento de experimentos criativos, a excelência dos agentes envolvidos, com alta produtividade, incentivando a difusão desse conhecimento, para o desenvolvimento mercadológico do setor criativo do município, do estado e país, e com possibilidade de comercialização dos bens e serviços culturais no mercado internacional. A reestruturação do atelier RAU representa uma oportunidade essencial para a retomada de um importante polo de cultura e economia criativa no Vale do Taquari, região duramente afetada por catástrofes ambientais. O atelier não só promove a arte e a residência artística, mas também fomenta o turismo cultural e a formação artística, atendendo uma comunidade diversa de artistas, alunos e visitantes. A reestruturação do RAU permitirá a revitalização de sua missão cultural, colaborativa formativa, garantindo a continuidade de um espaço inclusivo, acessível e sustentável, que contribui para o fortalecimento da identidade regional e o desenvolvimento socioeconômico da comunidade local. Portanto, o apoio do governo permitirá que o projeto seja retomado e se qualifique atingindo a um maior número de pessoas, desenvolvendo ainda mais a programação cultural, atuando como agente de geração de renda e fomento da economia na cidade de Arroio do Meio e da Região do Vale do Taquari. Necessidade do Uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura Este projeto enquadra-se nos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, especialmente quanto ao incentivo a projetos culturais que promovem a democratização do acesso à cultura e o fortalecimento dos territórios criativos e patrimônio cultural. A Lei de Incentivo à Cultura permitirá que o RAU retome as suas atividades em local apropriado e com uma estrutura adequada, tornando-a acessível ao público e oferecendo gratuitamente oficinas e residências que incentivam o desenvolvimento social e cultural. A estrutura oferecida pelo RAU beneficiará diretamente a comunidade local e expandirá o acesso à formação artística em uma região que necessita de ações de estimulem a economia criativa.
O atelier e a casa da artista, localizados no mesmo terreno, foram afetados pela enchente três vezes em menos de um ano: setembro de 2023, novembro de 2023 e maio de 2024. Em setembro de 2023 a artista promoveu uma campanha de doação para reformar o local e adquirir materiais e ferramentas perdidas na ocasião da enchente. Em meio a reforma foi atingida novamente, em novembro do mesmo ano, e perdeu o que havia conseguido recuperar. Desde então não conseguiu mais ocupar o local. Em maio de 2024 o evento da enchente foi ainda pior e Claudia teve perda total, recebendo um laudo da Defesa Civil atestando que não havia mais condições de habitabilidade na região ocupada pelas casas do bairro. Desde então teve que reduzir as atividades do RAU, fazendo apenas ações voluntárias de oficinas de arte terapia, junto às famílias afetadas que permaneceram nos abrigos.
Conteúdo programático das oficinas: O ensino será organizado de modo que ao longo das oficinas, o aluno seja capaz de: - Experimentar e explorar as possibilidades e particularidades da produção artística; - Ter acesso aos conteúdos básicos e conhecimentos, baseado na experimentação e na reflexão para que possa emergir e amadurecer na linguagem pessoal; - Compreender e utilizar a arte como linguagem, mantendo uma atitude de busca pessoal e ou coletiva, articulando a percepção, imaginação, emoção, investigação, sensibilidade e reflexão ao analisar, realizar e fruir peças artísticas; - Experimentar e conhecer os materiais, instrumentos e procedimentos diversos para desenvolver seus trabalhos pessoais; - Construir uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético respeitando a própria produção e a dos colegas, sabendo receber e elaborar críticas fundamentadas; - Observar as relações entre a arte e a realidade refletida, investigando, indagando, com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, a sensibilidade, argumentando e apreciando a arte de modo sensível; - Identificar, relacionar e compreender diferentes funções da arte. > Oficina de cerâmica - Claudia Jung - História do cerâmica - Apresentação dos materiais - Compreensão dos fundamentos básicos - Modelagem - Plaquetagem - Ocagem - Acordelado - Lixar - Queima - Pintura - Modelagem livre > Macramê - Aline Jung Arte manual terapêutica, desenvolve a coordenação motora e a concentração na confecção dos nós, trazendo foco e alívio mental. Tipos de fios e onde comprar Os 3 principais nós Produção de um mini painel decorativo e de uma folha
Produto: Curso-Oficina-Capacitação - Artes Visuais Acessibilidade física: o local a ser locado deverá atender às regras de acesso para PCDs, a fim de garantir a participação de todos os públicos. Acessibilidade para deficientes visuais: se tratando de aulas de cerâmica, este público terá uma experiência sensitiva orientada pela professora que terá um formato de comunicação baseada na audiodescrição. Acessibilidade para deficiente auditivos: contratação de um profissional intérprete de libras. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas do conteúdo: A professora terá o auxílio de uma pedagoga especializada no atendimento para este público a fim de facilitar o aprendizado. Na planilha orçamentária, os custos relativos a estas ações estão em Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis. Produto: Contrapartida Social Acessibilidade física: o local a ser locado deverá atender às regras de acesso para PCDs, a fim de garantir a participação de todos os públicos. Acessibilidade para deficientes visuais: se tratando de aulas de cerâmica, este público terá uma experiência sensitiva orientada pela professora que terá um formato de comunicação baseada na audiodescrição. Acessibilidade para deficiente auditivos: contratação de um profissional intérprete de libras. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas do conteúdo: A professora terá o auxílio de uma pedagoga especializada no atendimento para este público a fim de facilitar o aprendizado. Na planilha orçamentária, os custos relativos a estas ações estão em Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis. Estas medidas serão adotadas em todas as atividades previstas neste projeto.
O projeto Arrebanhando RAU tem no seu DNA o estímulo ao desenvolvimento da cultura na região através de visitas guiadas e um programa de oficinas abertas a toda comunidade, incluindo a população em situação de vulnerabilidade e pessoas atendidas pelo CRAS - Centro de Referência de Assistência Social. Considerando o momento de fragilidade social e econômica na região do Vale do Taquari, torna-se essencial dar continuidade ao programa de atividades para a comunidade, não só como uma possibilidade de qualificação, mas também como uma ferramenta de arte-terapia para a população afetada de forma tão traumática. Mesmo enquanto permanece em local provisório e com uma estrutura mínima, a artista se dedica ao atendimento de pessoas desabrigadas e frequentadores do CRAS. As parcerias com entidades públicas e privadas são muito importantes e vem sendo feitas desde o início da RAU, em 2015, garantindo o acesso das populações atingidas por vulnerabilidade social e também pelos 3 momentos de enchente. Neste projeto 20% das atividades previstas serão oferecidas de forma gratuita à comunidade, atendendo o inciso I do art. 30 da IN n.11/2024.
Claudia Jung - Professora e Coordenadora geral do Projeto Cláudia Jung é filha e neta de oleiros. Antes das enchentes, residia no espaço que fazia parte da Olaria do seu pai e seu avô. A arte permeia a vida de Cláudia nas aulas de cerâmica, curso de esmaltação, oficinas de escultura passou pelas mãos de mestres como: Vera Lau, Vera Maria Muller, Cláudio Gilberto Ely, Israel Kislansky. No curso de Bioconstrução na Fundação Ayni, aprendeu com os bioconstrutores Bruno Azevedo e Flávio Duarte. Domina técnicas de pintura em madeira, lata, e figurativa em paredes; também de fabricação de papel reciclado, reaproveitamento de sucatas, confecção acolchoados de lã de ovelha, tecelagem, macramê, tricô e costura. Foi executora de projetos em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura e Casa do Museu, em Arroio do Meio – RS, dentre eles: em 2009, o “Moldando sonhos com arte e argila”; em 2013, participou da exposição “Paralaxes, olhos e mãos interpretando faces”, do projeto “Do Esteco ao Maneco – Arte, Cidadania e Vida ao Museu". Em 2016, lançou a exposição “Arrebanhando - Sem o outro não somos”, uma ação conjunta com o fotógrafo Ivan Pielke e da escritora Ivete Kist, propagou a relevância da relação face a face, desconectando-se da vida virtual e conectando-se à realidade. Em junho de 2021, Cláudia foi contemplada com o Prêmio Trajetórias Culturais Mestra Sirley Amaro. Desde 2009, Cláudia tem atelier próprio, ministrando aulas gratuitas e particulares. Na RAU, Rua Maurício Cardoso, 583, no Centro de Arroio do Meio, as pessoas percebem que a convivência orgânica é a única maneira de praticar sentimentos e que a arte, nas suas mais variadas formas, é a materialização daquilo que sentimos Eleonora Joris - Produção Executiva Jornalista, produtora e curadora. Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela PUCRS (1991). Pós-graduada em Gestão de Projetos – ESPM – RS (2005) e em Práticas Curatoriais pelo Instituto de Artes da UFRGS (2020). Atualmente cursa o Mestrado em Museologia e Patrimônio na UFRGS. Realizou diversos trabalhos na área do Jornalismo e Design Gráfico entre os anos 1990 e 2000, entre eles a diagramação do Segundo Caderno do jornal Zero Hora. A partir de 2000 passou a atuar na produção e organização de projetos culturais, tendo sido responsável por esta área na Fundação Vera Chaves Barcellos (Viamão), de 2004 a 2010. A partir disso passou a atuar como produtora independente, Nonô Joris ArteProdutora, em inúmeros projetos expositivos em instituições como Santander Cultural, Fundação Iberê, Instituto Ling, Memorial do Rio Grande do Sul, Casa de Cultura Mario Quintana, Associação Cultural Vila Flores, Bienal do Mercosul, Museu do Hip Hop RS, Instituto Cultural Laje de Pedra, entre outros. Link para portfolio: www.nonojoris.com.br Giuliana Neuman Farias - Gestão Administrativa Financeira Produtora Cultural, Especialista em Gestão de Projetos Sociais pela UFRGS e Administradora de Empresas com ênfase em Comércio Exterior, é atuante no mercado de Administração e Comunicação, tendo passado por empresas como GAD’Design, Bendito Design e SUMMIT Importadora, onde foi responsável pelo desenvolvimento de produtos, comunicação e gestão de marcas. Foi sócia fundadora da Loja Pandorga, a primeira loja coletiva do RS até o ano de 2015. Desde 2016, dedica-se à elaboração de projetos culturais, como proponente, na área de planejamento e como gestora administrativo-financeira, sendo também responsável pela produção e prestação de contas. Projetos recentes: Exposição Karin Lambrecht - Nem eu, nem tu: nós (Lei Rouanet, 2017); Seminário Curadoria em Artes Visuais (Lei Rouanet, 2018); Fernando Pessoa - A minha arte é ser eu (Lei Rouanet, 2018) e Seminário Fernando Pessoa Múltiplo (2018), todos para o Santander Cultural Porto Alegre, RS, Coleção Sartori no MARGS (LIC RS, 2022), Incubadora Cultural MEME projeto desenvolvido com recursos da Lei Aldir Blanc (2021), Projeto CHAMAS, FAC - Edital SEDAC n°16/2021 (2023) e Bibliopinacoteca - Edital SEDAC/LPG nº 11/2023 - Pesquisa, Registro e Memória (em andamento).
PROJETO ARQUIVADO.