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PRONAC 2414837Arquivado - não atendimento à diligência técnicaMecenato

Os seres de Aruanda – Uma produção escultórica do imaginário popular das entidades de umbanda nos terreiros do RS.

LUCAS FROTA STREY 00475813014
Solicitado
R$ 126,9 mil
Aprovado
R$ 118,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Emergencial RS
Ano
24

Localização e período

UF principal
RS
Município
Porto Alegre
Início
2025-01-01
Término

Resumo

a) O projeto preve uma pesquisa atística e antropológica a cerca das entidades espirituais de terreiros de umbanda que não possuam representação em nível comercial; b) Criar representações artísticas escultóricas dessas entidadespesquisadas junto aos membros das comunidades de terreiro; c) Realizar uma exposição itinerante que terá os terreiros e centros culturais afins ao tema, como espaço de exibição; d) Elaborar um catálogo digital do processo completo,reunindoregistros fotográficos, documentos de trabalho e depoimentos coletados junto às comunidades de Terreiro com distribuição gratuita; e) Realizarrodas de trocas de saberes ancestrais com os Griôs de Terreiros e equipe artística na abertura de cada exposição.

Sinopse

Pesquisa - A fase de pesquisa, tem por finalidade identificar entidades espirituais de terreiro de umbanda e religiões afro-ameríndias situados em Porto Alegre, Viamão, Camaquã e Tupandi, mas que não possuem representação imagética em nível comercial. Como metodologia será utilizada a pesquisa-ação. A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e na qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Criação e produção escultórica - Com base nas informações levantadas pela ação de pesquisa, a equipe artística irá conceber 21 representações escultóricas de entidades espirituais, que serão caracterizadas simbolicamente a partir da interpretação dos relatos colhidos junto aos Griôs e comunidades de Terreiro. Para tanto serão utilizados materiais, dimensões e técnicas variadas de produção, com objetivo de ampliar a diversidade e qualificar a produção artística a ser apresentada. Exposição itinerante - Serão realizadas 3 exibições com duração média de 30 dias cada, tendo como local de exposição a própria sede de alguns dos terreiros visitados. Essa ação tem por objetivos a descentralização da cultura, o estímulo a formação de novos públicos para artes visuais, bem como, a consagração de novos espaços não convencionais para apreciação cultural. Catálogo da pesquisa - Projetado em versão digital, o catálogo será dividido em 21 capítulos, sendo um para cada representação artística, onde serão apresentadas as imagens das esculturas produzidas, bem como registros fotográficos das visitas, descrições e relatos de processos, além de trechos de conversas com os Griôs e membros das comunidades terreiro. Ou seja, informações que possam expandir o sentido das esculturas, conformando assim, o resultado de uma pesquisa interdisciplinar que reúne conteúdos artísticos e registro antropológico de Saberes Ancestrais. Ação educativa - Tendo a oralidade como uma premissa na transmissão de saberes ancestrais, será organizada uma roda de conversa na abertura de cada exposição, totalizando assim 3 oportunidades de troca de conhecimento. Os diálogos serão abertos ao público no ato de abertura de cada exposição e será marcado pela troca de informações, impressões e saberes entre a equipe artística, os Griôs e membros representativos das comunidades terreiro, bem como, terá um espaço para participação do público com perguntar e comentários.

Objetivos

Objetivo Geral - Construir um referencial de imagens ligadas a uma ancestralidade afro-ameríndia brasileira. - Estimular a troca de saberes através da oralidade, tanto na etapa de demanda da produção de novas imagens quanto, nas exibições do conteúdo criado. - Promover a descentralização da cultura criando e consagrando novos espaços expositivos, viabilizando assim, a formação de novos públicos no âmbito das artes visuais. Objetivo específico - Identificar entidades espirituais de terreiro de umbanda situados em Porto Alegre, Viamão, Camaquã e Tupandi, mas que não possuam representação imagética em nível comercial. - Criar 21 representações escultóricas, utilizando materiais, dimensões e técnicas variadas de produção dessas entidades relatadas pelos Griôs e comunidades de Terreiro. - Realização de uma exposição itinerante contemplando 3 exibições com duração média de 30 dias, selecionando alguns dos terreiros visitados como espaço de exposição. - Elaborar um catálogo em versão digital contendo imagens e informações que possam expandir o sentido das esculturas, com registro fotográficos do processo, documentos de trabalho e depoimentos dos Griôs de Terreiro, conformando assim, uma pesquisa interdisciplinar abrangendo conteúdos de artes visuais e registro antropológico de Saberes Ancestrais. - Promover uma ação educativa oportunizando 3 Rodas de Saberes Ancestrais com os Griôs de Terreiros e a equipe artistica de cunho presencial, na abertura de cada exposição, com filmagem e edição, para futura divulgação e documentação do evento.

Justificativa

De acordo com o Censo de 2010- IBGE, o Rio Grande do Sul é o estado com maior número de praticantes de cultos de matriz africana, entre eles a umbanda recebe um dos destaques. Esse dado revela a importância que estas práticas exercem na construção das identidades culturais no Estado. São cultos originários da diáspora africana que se misturaram com saberes dos povos originários do Brasil e inspiram a musicalidade, a culinária, a produção de imagens, movimentos de dança e inúmeros elementos que extravasam os terreiros e casas sagradas, e acabam por influenciar de maneira positiva a cultura popular e o convívio social de modo amplo. Os sincretismos afro-brasileiros, como no caso da umbanda, apesar de cultuarem em um altar principal a imagem dos orixás como as forças geradoras da natureza, na umbanda os médiuns recebem espíritos ancestrais que se apresentam como entidades espirituais manifestas na forma de caboclos, pretos velhos, boiadeiros, marinheiros, pescadores, escravos, indígenas caçadores, entre outros. São existências pregressas do cotidiano popular de um Brasil ancestral, que chegam aos terreiros para trazer ensinamentos de uma vida difícil e simples, porém muito virtuosa. Com atuação profissional na área da escultura a mais de 15 anos, com inúmeras exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior, sou adepto de umbanda a pelo menos 24 anos, e por conta disso, o interesse pelo tema desse projeto sempre foi latente. Já elaborei inúmeras representações escultóricas por encomenda para terreiros de todo o Brasil, com essa experiência, pude perceber que esse universo é extremamente rico e proporcionalmente tão diversificado quanto a própria cultura popular brasileira. São experiências metafísicas manifestas em forma de esculturas que traduzem uma relação exclusiva com a regionalidade de cada localidade, e com a subjetividade da cada indivíduo, por exemplo: Baiano Zé do Côco, Casal de Pretos Velhos Pai Congo e Chica Preta, Exu Pantera Negra, Exu Corcunda. São representações que não constam nas prateleiras das lojas de artigos religiosos, mas que para além da sua relação com um imaginário de fé, são dados antropológicos que materializam a ancestralidade de um Brasil popular. Ao serem descritas pelos seus médiuns, as entidades ancestrais nos revelam trejeitos físicos, vestimentas, modos simbólicos de vida e lutas por igualde social, racial e por que não de gênero na figura de uma pomba-gira. Nesse sentido a plena realização do projeto atendo os incisos II, III, IV e V do Art. 1º da Lei 8313/91. O projeto conta com o apoio da Associação dos Escultores do Rio Grande do Sul (AEERGS), do INSTITUTO NAÇÃO ARUANDA, sediado na cidade de Camaquã, do Templo de Umbanda Luz no Caminho, sediado na cidade de Viamão e do Templo de Umbanda Senhor Ogum Sete Ondas, sediado em Porto Alegre.

Especificação técnica

Pesquisa Metodologia de pesquisa: Pesquisa-ação - A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e na qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Duração da etapa: 60 (sessenta) dias Ferramentas: gravadores de áudio; equipamento fotográfico e filmo gráfico; cadernos de escrita e de desenhos. Criação e produção escultórica Metodologia: Construção tridimensional por adição de material (modelagem); construção tridimensional por supressão de material (entalhe / desbaste); construção com matais agregados por meio de solda. Duração da etapa: 120 (cento e vinte) dias Materiais: Modelagem em argilas e resinas; entalhe em madeira e pedras, construção em metal com solda. Quantidade prevista: 21 (vinte e uma) esculturas. Exposição itinerante Materiais: 21 (vinte e uma) esculturas de tamanhos variados; embalagens seguras de transporte; cubos e pedestais de elevação como alturas e volumes variados; biombos móveis; banners informativos com texto de apresentação e texto crítico. Quantidade prevista: 3 (três) eventos Duração de cada evento: 30 (trinta) dias Duração da etapa: 180 (cento e oitenta) dias. Catálogo da pesquisa O catálogo contará com 21 capítulos, sendo um para cada imagem representada, tendo um limite de 4 páginas por capitulo a publicação prevê um total de 84 páginas de conteúdo e até um limite de mais 16 páginas incluindo páginas abrangendo ficha catalográfica, créditos da publicação, introdução ao texto principal e referências bibliográficas. Isso soma o limite de 100 páginas de miolo. Serviços: Tratamento de imagens, editoração e ficha catalográfica, diagramação, publicação e distribuição virtual. Duração da etapa: 60 (sessenta) dias Ação educativa Na abertura de cada exposição, será organizada uma roda de conversas que reunirá a equipe artística, Griôs e comunidade terreiro afim de trocar impressões sobre os resultados expostos e assuntos correlatos ao tema da exposição. Também será oportunizado um espaço de perguntas e comentários do público espectador que estiver presente no evento. As rodas de conversa em cada evento serão registradas por vídeo para futura edição com a finalidade de divulgação e documentação da atividade. Na mesma ocasião será divulgado e distribuído o catálogo em formato digital. Quantidade prevista: 3 (três) rodas de conversa. Serviços: produção do evento, profissional de filmagem Duração da etapa: 3 (três) dias com intervalo de aproximadamente 30 dias entre cada evento.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS - Treinamento de uma equipe de mediadores nos locais de exposição e rodas de conversa; - Adaptações ambientais, recursos visuais e multissensoriais nesses mesmos locais; - Estratégias de comunicação voltadas para o acolhimento deste publico específico. Acessibilidade Física - Diante do desafio de criar exposições em espaços não convencionais, como o caso dos terreiros e centros comunitários ligados a cultura afro-ameríndia brasileira, as medidas de acessibilidade física serão implementadas e ajustadas na medida do possível conforme necessidades dos espaços selecionados para as exposições e conforme a demanda do público. Acessibilidade de Conteúdo - As etiquetas de identificação dos trabalhos terão além das informações impressas uma versão do mesmo conteúdo em braile; - A mediação contará com audiodescrição para os visitantes com necessidades especiais, a partir de um treinamento fornecido pelo artista e sua equipe aos responsáveis pela recepção do público em cada espaço expositivo; - Visita sensorial permitindo que as pessoas com deficiência visual possam tocar nas peças e sentir suas formas através do tato, auxiliados pela mediação previamente treinada para essa condução.

Democratização do acesso

- A exposição itinerante de acesso gratuito e universal, permite que públicos de diversas localidades tenham acesso ao conteúdo produzido; - Os locais de exposição em cada uma das cidades serão descentralizados; - O catálogo digital será distribuído de forma gratuita via redes sociais, permenecendo disponível para download em plataformas de distribuição de conteúdo. - Na abertura de cada exposição terá uma roda de conversas aberta ao público, oferecida de forma gratuita com ampla divulgação. - Estabelecer parceirias com escolas e centros de ensino no intuito de promover abordagens específicas voltadas ao público infantil ou infantojuvenil; Nesse sentido, de acordo com o disposto no Art. 29 e 30 da IN MinC nº 11/2024 o projeto com um todo contemplará os incisos: I, III, IV, V, VI e VIII. I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto inciso II do art. 29, totalizando 20% (vinte por cento); III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VI - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; VIII - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;

Ficha técnica

Lucas Frota Strey - Porto Alegre, 1986. (Artista escultor) Doutorando e Mestre em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Possui graduação em Bacharelado Artes Visuais com ênfase em escultura UFRGS (2010) e Licenciatura em Artes Visuais pela mesma Universidade (2015). Reside e atua em Porto Alegre. Foi professor substituto do curso de Artes Visuais da UFRGS (2014 -1016). Presidiu a Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul - AEERGS (2017-2020). Foi membro titular do Conselho Estadual de Cultura do RS (2020-2022). Participa de exposições coletivas e individuais e desenvolve projetos na área cultural. Além deu seu trabalho autoral como artista visual, atua na empresa Atelier Strey – Arte, designe e ensino, na qual desenvolve projetos de arte aplicada à publicidade e marketing de eventos, bem como, no restauro de esculturas ligadas ao campo artístico, antiguidades e detalhes tridimensionais em faixadas arquitetônicas. Pesquisa e pratica a filosofia de umbanda a mais de 25 anos, espera que esse projeto seja uma oportunidade de estabelecer pontes entre a arte, a filosofia, a ciência e a religiosidade, pois, considera estes os 4 pilares maiores que sustentam a cultura de qualquer povo histórico. Claudiomar Pinheiro Kubiaki - (Curador e Mediador dos Terreiros a serem visitados e dos espaços de exposição) Bacharel e operador do direito com formação em contabilidade, Pai Claudio como é conhecido, é sacerdote de Umbanda tendo sua iniciação em 1984 na Cidade de Tapes - RS. É co-fundador de outros 5 terreiros da região. Atualmente é o responsável pelo Instituto Nação Aruanda, uma organização que tem por finalidade congregar casas de religião afro-ameríndias brasileiras na região de Camaquã, costa doce da Lagoa dos Patos e outras regiões do Estado do RS. A entidade preza pela soma dos objetivos comuns, especialmente na defesa dos direitos e prerrogativas referentes à plena liberdade de culto. Claudimar é o principal organizador da festa anual de Yemenja na orla de Arabaré. Junto ao projeto fará a mediação das visitas aos terreiros na fase de pesquisa e auxiliará posteriormente na seleção dos melhores locais para as exposições. O trabalho do Claudiomar será fundamental no estabelecimento de laços de confiança entre a equipe artística e as comunidades terreiro, uma vez que trabalharemos com informações de cunho herméticos das comunidade. Marcos Antonio Strey - (Orientador da construção simbólica das imagens a serem representadas) Proficiente da área do Jornalismo, trabalhou com ilustração e diagramação nos maiores veículos de jornalismo impresso de Porto Alegre, ganhou diversos prêmio de reconhecimento concedidos pela Associação Rio-grandense de Imprensa - ARI. Atualmente está aposentado da área do jornalismo e se dedica integralmente à pintura e ilustração artística. É Sacerdote e dirigente do Templo de Umbanda Choupana do Senhor Ogum Sete Ondas em Porto Alegre - RS, é mestre de iniciação a mais de 45 anos. No projeto atuará como orientador e interlocutor na construção simbólica das imagens, oferecendo sua sensibilidade artística e espiritual para interpretação das informações coletadas junto às comunidades terreiro visitadas. Alice Castellano da Silva - (Produtora cultural e administradora do projeto) Formada em administração de empresas pela FAPA (2012), possui especialização em recursos humanos, atuou em diversas empresas com recrutamento, seleção e treinamento de equipes. Atualmente trabalha com administração e prestação de contas em projetos culturais, bem como, administra um ateliê de produção de arte em Porto Alegre. Dentro do projeto fara a administração e repasse dos recursos financeiros, controle de notas e arquivamento de documentos.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.

2025-12-21
Locais de realização (1)
Porto Alegre Rio Grande do Sul