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Desenvolver uma escultura figurativa em bronze de corpo inteiro em homenagem a Elis Regina, retratando a fase em que era conhecida como a "estrelinha da Rádio Gaúcha". Aclamada como uma das vozes mais notáveis da música popular brasileira, a estátua será criada pelo escultor Vinicius Vieira e instalada no Largo Elis Regina, em frente à antiga residência da cantora.Como contrapartida, será promovida uma inauguração aberta ao público, com um evento cultural gratuito, que incluirá uma apresentação musical do repertório da artista e visitas guiadas ao Largo.
Objetivo Geral Apoiar as atividades culturais de Belas Artes que promovam o acesso e a valorização não apenas da obra de Elis Regina, mas também da arte da escultura, reforçando o diálogo entre música e expressão visual. Esse projeto de escultura figurativa em bronze, dedicado à memória de Elis Regina, contribuirá significativamente para preservar a herança artística da cantora, ao mesmo tempo em que fortalece o patrimônio cultural por meio de uma obra que conecta o público à tradição escultórica. Objetivos Específicos PRODUTO PRINCIPAL- Escultura Figurativa em Bronze - Elaboração do projeto da escultura; - Execução estrutura para modelagem; - Elaboração da modelagem em barro (argila); - Execução das fôrmas de gesso sobre o barro modelado; - Realização da fundição e acabamentos; - Criação de um memorial interativo na placa informativa ao redor da escultura, contendo QR codes que direcionam para áudios sobre o processo de criação da obra, uma biografia de Elis Regina e uma playlist com suas músicas mais emblemáticas; - Fixação de uma placa de sinalização entre os bancos, contendo informações sobre a cantora; - Instalação da escultura; -Confecção de 100 camisetas personalizadas. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - Evento Cultural Gratuito - Promover uma inauguração pública acompanhada de um evento cultural gratuito, cujo destaque será uma apresentação musical com o repertório de Elis Regina. Total estimado de público: 380 pessoas. CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - Visita Guiada ao largo Elis Regina - Promover 10 visitas guiadas ao Largo Elis Regina, destinadas a estudantes dos anos finais do ensino fundamental (11 a 14 anos) e do ensino médio (15 a 17 anos) da rede pública de Porto Alegre. A estimativa total de público é de 300 estudantes. Este projeto tem como objetivo impactar cerca de 680 participantes, incluindo fãs de Elis Regina, apreciadores de música popular brasileira (MPB), estudantes, profissionais das áreas de arte e cultura, famílias, membros da comunidade local, além de entusiastas de patrimônio histórico e escultura.
1.Motivo Porto Alegre, a capital mais ao sul do Brasil, é berço de inúmeras personalidades significativas, entre elas Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 — São Paulo, 19 de janeiro de 1982). Considerada por muitos a maior cantora do Brasil, Elis iniciou sua carreira musical nas rádios locais da capital gaúcha, antes de migrar para o Sudeste, o principal centro cultural do país, onde se consolidou como uma das maiores intérpretes da música brasileira. Sua infância e adolescência se passaram no conjunto habitacional Vila do IAPI, situado na Zona Norte de Porto Alegre, onde viveu até os 18 anos. Hoje reconhecida como patrimônio cultural da cidade, a região se destaca por sua ambiência, urbanismo e arquitetura, sendo o maior conjunto habitacional da América Latina. Embora já existam diversas homenagens à cantora, como a estátua na Orla do Lago Guaíba que a retrata no auge de sua carreira, a cidade, que com sua morte precoce deu início ao movimento "Elis Vive" nos muros urbanos, ainda conta apenas com uma simples placa de granito em um "canto" de um pequeno canteiro em frente ao edifício em que morou na Vila do IAPI que foi batizado de Elis Regina. No início dos anos 2000, quando o Largo foi batizado, a comunidade da Vila, em conjunto com a Câmara de Vereadores, sugeriu a instalação de uma estátua em homenagem à cantora, o que nunca se concretizou. Com o passar do tempo, a ideia foi perdendo força e acabou caindo no esquecimento. Com a retomada cultural e ocupação de territórios após a pandemia de 2020, a ideia de valorizar o local em que nasceu uma das maiores cantoras que já existiu é retomada, como forma também de valorizar a região cultural e despertar a necessidade de preservação do mesmo. 2.Vila do IAPI: Patrimônio Cultural de Porto Alegre Também conhecida como Vila dos Industriários, a Vila do IAPI recebeu esse nome em homenagem ao antigo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários, que financiou projetos de habitação popular em diversas grandes cidades do Brasil. Sua concepção teve início logo após a grande enchente de 1941, quando áreas em cotas mais altas e distantes das zonas inundáveis começaram a ser ocupadas, a fim de atender à migração da população operária, que acompanhava a mudança do polo fabril do IV Distrito para o extremo norte da cidade. Inaugurado na década de 1950, o conjunto com ambiência urbana única e de arquitetura residencial peculiar, é no atual plano diretor uma Área de Interesse Cultural, assim como declarado Patrimônio Cultural do Município de Porto Alegre, tendo todas as tipologias arquitetônicas. A Vila do IAPI se destaca principalmente por suas ambiências, projetado para ser um lugar único, com praças e heranças culturais como a Praça Chopin, o Largo Elis Regina, a Estátua da Índia Obirici (cuja lenda dá origem ao nome do bairro Passo d'Areia), foi projetado por Edmundo Gardolinski e Sérgio Nazalle. Atualmente o conjunto inserido em uma área de alta densidade de ocupação, ainda preserva suas principais características urbanísticas e arquitetônicas e mantendo seu caráter predominantemente residencial. O edifício onde Elis passou sua infância e adolescência é preservado em sua autenticidade, situado em um talude característico da Vila do IAPI, na Rua Rio Pardo, nº 21, e emoldurado pela exuberante vegetação do Parque Alim Pedro e por uma figueira. Em frente está o Largo Elis Regina. No ano de 2022 foi inaugurada uma placa batizando um dos "cantos" do largo configurado pela bifurcação da rua Tupanciretã e Rio Pardo. Atualmente o largo está esquecido e a placa apagada. 3. Largo Elis Regina: Local da Escultura Assim como o canto geográfico do Largo, e os cantos entoados por Elis, especialmente em "Como Nossos Pais" de Belchior, onde "qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa", a proposta é homenageá-la com uma escultura que a assente nos típicos bancos de pedra granítica (granito marrom Porto Alegre/Guaíba) da Vila do IAPI, no Largo que leva seu nome. A escultura ficaria próxima à placa instalada em 2002, com vista para o parque Alim Pedro, situada abaixo do talude. A estátua que já brilha na orla do Guaíba celebra a grande estrela que Elis Regina se tornou. A proposta agora é outra: homenagear a menina que ali viveu, não a diva consagrada, mas a jovem porto-alegrense repleta de sonhos. É a Elis do IAPI, da rua Rio Pardo, a garota que, com sua voz e determinação, despertaria o Brasil para seu talento. Sentada em um banco, ela deixa um espaço ao lado, convidando o observador a se aproximar, a ouvi-la compartilhar seus planos e as histórias que moldariam seu caminho. Dessa forma, o projeto busca não apenas fortalecer o envolvimento da comunidade com a valorização da obra de Elis Regina, mas também promover uma maior sensibilização sobre a importância histórica e cultural da Vila do IAPI. Ao conectar essas tradições culturais e históricas, o projeto visa ampliar o reconhecimento do patrimônio local, incentivando a comunidade a preservar e celebrar a identidade coletiva de Porto Alegre. E para tornar o momento ainda mais memorável, realizaremos uma inauguração pública com um evento cultural gratuito. O ponto alto será uma apresentação musical com o repertório da cantora. Mais do que alcançar um número expressivo de pessoas, o projeto busca proporcionar uma experiência imersiva e transformadora. Por meio de visitas guiadas e de um evento cultural, a proposta estimula uma reflexão crítica sobre a preservação da memória histórica de um dos grandes patrimônios da nossa cultura: a música popular, imortalizada pela interpretação inigualável de Lilica, seu carinhoso apelido de família. Regina Echeveria, amiga, admiradora e também biógrafa (Furacão Elis, 2012) diz: "Elis Regina Carvalho Costa rompeu com a prudência e se atirou ágil e rapidamente em seus desejos. Superou acusações, rótulos, cobranças. Confundiu, anarquizou, gritou e esperneou. Foi uma mutante especialíssima, uma mulher valente, uma artista excepcionalmente talentosa". Para os idealizadores desta proposta — e, esperamos, para o público — Lilica ganhará nova imortalidade, perpetuada na forma de sua estátua. Dada sua magnitude e impacto cultural, é essencial utilizar os mecanismos de incentivo à cultura, alinhando-se aos objetivos do art. 1º da Lei 8.313: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também se enquadra devidamente nos objetivos do art.3º da mesma lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivas de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
ESCULTURA FIGURATIVA EM BROZE ┃METODOLOGIA ┃PRAZO DE EXECUÇÃO - 7 MESES Inicialmente será desenvolvido o projeto das obras de arte, conforme legislação e demais condicionantes. Em seguida serão realizados os registros fotográficos do local indicado, o estudo do programa de necessidades, a pesquisa sobre Elis Regina, as medições, bem como o projeto de execução e a proposta de implantação. Concluído o projeto da escultura, tem início a execução da obra de arte. Inicialmente em atelier será executada estrutura de aço, montada em conformidade o movimento pretendido de representação da figura humana. A estrutura será composta por tubos e barras cantoneiras de aço galvanizado em dimensões variáveis, soldadas de forma a compor objeto único. Se necessário, serão realizadas as alterações estruturais solicitadas pelo cliente ainda nessa etapa. Em seguida, sobre a estrutura de aço já montada e soldada, será realizada a modelagem em barro (argila), feita a partir de fotografias fornecidas pelo cliente e pelos demais elementos resultantes do projeto desenvolvido. A etapa envolve apreciação e aprovação da figura final pelo cliente antes do início da execução das fôrmas para fundição. Se necessário, serão realizadas as alterações superficiais solicitadas pelo cliente ainda nessa etapa. Ainda em atelier é iniciada a etapa de execução das fôrmas de gesso sobre o barro modelado. Nessa fase a argila é perdida, e daqui em diante o material de trabalho passa a ser o gesso pedra (mais rígido). Nessa etapa tem início a preparação para fundição, sendo utilizados gesso para cópia geral do corpo, e silicone para os detalhes (rosto, mãos e sapatos). No fim desse processo, a escultura se dividirá em diversos fragmentos separados. Em seguida são realizadas as cópias de cera dos fragmentos e os canais, sendo as mesmas preenchidas com gesso. Posteriormente cada fragmento é recoberto com gesso para fundição. Na sequência os fragmentos, em blocos, são submetidos a altas temperaturas, para realizar a deceragem. Por fim, ocupando o espaço da cera perdida, é vertido o bronze. No acabamento são feitas soldas complementares que unirão os fragmentos, bem como demais acabamentos, polimentos e coloração da escultura com ebonol. Junto a ela, nessa etapa, é fundido uma barra maciça de bronze, a ser concretada junto com o bloco de fundação. A etapa compreende confecção da placa informativa e sua fixação, execução da ferragem de reforço junto aos “pés” da escultura, bem como acompanhamento in loco de construção da base. Por fim será instalada pelo artista uma placa informativa confeccionada com texto em alto relevo, incluindo créditos dos artistas, da obra, da homenagem e do homenageado, composta por chapa fosca espessa de alumínio 40x60cm, e= 2mm + pintura epóxi + 4 parafusos antioxidante D=6mm, L=50mm + cabeça de aço-inox para parafuso.
Objeto: Escultura figurativa em bronze Título: Monumento à Elis Dimensões: 160 x 45 x 35cm Técnica: Escultura Ano: 2025 Material: Bronze fundido
Produto: ESCULTURA FIGURATIVA EM BRONZE ACESSIBILIDADE FÍSICA: O Largo Elis Regina é um local acessível. ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL:O material gráfico de divulgação será desenvolvido com alto contraste, garantindo maior legibilidade e acessibilidade para todos os públicos. Serão utilizadas tipografias legíveis, cores e espaçamentos adequados, além de ícones ou símbolos que complementem o texto e facilitem a compreensão rápida. Por fim, será assegurado que o texto possa ser ampliado ou ajustado em formatos digitais, sem comprometer a qualidade ou o layout. Item da Planilha: Designer gráfico. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Disponibilizar QR codes, na placa informativa, que direcionem para conteúdos digitais, como áudios descritivos sobre o processo de criação da escultura, uma breve biografia de Elis Regina e uma playlist de suas músicas marcantes. Essa iniciativa proporcionará uma experiência multimodal favorecedora, permitindo um acesso mais ampla à arte e à memória da cantora. Itens da Planilha: Audiodescrição. Produto: CONTRAPARTIDA SOCIAL – EVENTO CULTURAL ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Haverá intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) disponíveis durante a apresentação musical, garantindo plena compreensão e participação dos participantes surdos ou com deficiência auditiva. Item da Planilha: Intérprete de Libras.
Tanto o evento de inauguração da estátua em homenagem a Elis quanto as visitas ao Largo Elis Regina serão gratuitos e abertos ao público, oferecendo a todos uma oportunidade acessível de celebrar o legado da cantora em um momento de grande relevância artística e cultural, assegurando a democratização do acesso conforme os limites e formas de distribuição do artigo 30 da IN nº 11/2024. Além dessa atividade gratuita para a população, adotaremos o que está exposto no inciso II do artigo 30 da IN nº 11/2024, a saber: IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos.
1.Cult Assessoria e Projetos Culturais - Coordenação do projeto A Cult Assessoria e Projetos Culturais, com sede em Porto Alegre - RS, atua há 28 anos na gestão de projetos relacionados ao patrimônio arquitetônico, consolidando-se como referência no setor. Ao longo de sua trajetória, a empresa expandiu sua experiência e atualmente abrange a concepção, gestão e pós-produção de projetos artísticos, culturais, e de propostas educativas. A proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e receberá pela rubrica de coordenador do projeto. 2. Lucas Volpatto (STUDIO1arquitetura) - Curador e idealizador da proposta Mestre em Arquitetura e Urbanismo (UniRitter/Mackenzie, 2016) pós-graduado em Conservação e Restauro (CECI/UFPE, 2014) e graduado em Arquitetura e Urbanismo (UniRitter, 2008). Foi Diretor Financeiro Adjunto do IAB-RS, membro curador do FUMPOA e do COMPAHC, e presidente eleito para o biênio 2022-2024. Também integrou a Comissão de Patrimônio Histórico do CAU-RS. Membro consultor da Comissão de Arte Sacra de Porto Alegre e do Centro de Memória do CAU-RS, com experiência em conservação, restauro e espaços religiosos. Em 2010, fundou a STUDIO1arquitetura junto com a arquiteta Jacqueline Manica, onde atua como sócio-diretor. 3. Vinicius Vieira - Escultor Vinicius Vieira (Porto Alegre, 1981) é escultor, arquiteto e urbanista, formado pela UFRGS. Com mais de 70 obras públicas no Rio Grande do Sul, trabalha com materiais como aço, bronze e mármore. Destaques incluem o Monumento Pegada Africana, o Monumento ao Cinquentenário da UNIMED e o Monumento Diversidade em 200 Anos em São Leopoldo (2024). Suas obras estão em acervos como MARGS e MAC, e ele já participou de mais de 100 exposições. Em 2023, venceu o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas com "Territórios Revistos". 4. Sofia Inda - Mediadora Sofia Inda é doutoranda em História, Teoria e Crítica de Arte na UFRGS. Pesquisadora e professora independente, atua em História da Arte colonial, patrimônio histórico e educação patrimonial. Desde 2012, desenvolve atividades de ensino e mediação cultural, com trabalhos recentes em educação patrimonial e como palestrante em visitas culturais. Seus trabalhos mais recentes incluem o Projeto de Educação Patrimonial do Patrimônio Sacro Arquitetônico do Rio Jacuí (2021), palestras nas Visitas Culturais da Arquidiocese de Porto Alegre (2022) e atuação no Projeto de Extensão Viagem de Estudos ao Vale do Taquari (2023). PERFIL DA EQUIPE: Composta por 18 profissionais, a equipe evidencia um sólido compromisso com a diversidade e a inclusão. Dentre os integrantes, destacam-se 15 mulheres, sendo 3 que se autodeclaram negras e 1 parda, 1 pessoa da comunidade LGBT, 1 pessoa com deficiência (PCD) e 4 homens, dos quais 1 se identifica como negro. Essa composição assegura uma valiosa multiplicidade de perspectivas e experiências, fortalecendo o caráter plural e inclusivo da equipe.
PROJETO ARQUIVADO.