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Este projeto é o resultado da pesquisa Doutorado de Elizângela Gonçalves Pinheiro, convertida em curso sobre os autos, para promover a literatura popular e o teatro brasileiro. Peguei o resultado e elaborei um curso teórico e prático sobre o gênero. Trata-se de um curso de formação em 10 módulos teóricos e 05 oficinas de vivências que resgatem a tradição dos autos e a memória oral. O curso é organizado com foco na inclusão e na diversidade cultural das comunidades quilombolas, indígenas, sertanejas e outras comunidades brasileira localizadas em Goiás, no DF e em Glória do Goitá, em Recife. Para ensinar as principais diferenças das peças portuguesas e brasileiras trago a polifonia de vozes culturais existente no Brasil, gradativamente, a trajetória, o distanciamento e a história dos autos serão explicados com ritmos profanos de origem indígena e africana durante as oficinas.
Avaliação e Produção de Material AudiovisualEnsaios para a apresentação finalApresentação da peça final Auto da Catirica – Escrita coletiva Argumento Peça de um ato só escrita e encenada por todos. Catirica, mulher búfala que cuida de filhos, carpineja a colheita para ter o de comê em casa e faz função para ensinar as crianças da mata e da cidade. Na infância gostava do menino que vivia atrasado, do presépio e de Natal e da quermece da feira onde ia pra vender a colheita. Foi crescendo e começou a gostar da Compadecida lá do Auto de Ariano Suassuna. Encontrava com ela nos lugar onde ia e nas ruas que passava. Foi a Compadecida que lhe a presentou Chicó e João Grilo com suas histórias de peixe de Dasanta, da cantoria lá do Mestre Elomar, Catirica não perdia uma festa de terreiro e de pia que acontecia na fazenda Ribeira Santa. Foram muitas vezes que Catirica saiu do bambuzal para dançar no terreiro do Alemão. Uma das vez, ela conheceu Severino, um andarilho que veio lá do Recife. É um caboco forte da Zona da Mata, que correu o Capiberibe procurando trabalho na lida. Fez calo nos pé e nada de achar, passou muita fome até chegar em Goiás. Logo que, aqui, chegou encontrou Catirica e por ela se apaixonou.
Objetivo geral: Curso de teatro com novas metodologias de ensino, usando vídeos e filmes, fotografias sobre os autos e a tecnologia digital para explorar novas abordagens transdicisplinares sobre a produção de autos brasileiros. Objetivos Específicos 1. Oportunizar o ensino dos Autos: Proporcionar uma formação teórica sobre a história dos autos, incluindo sua origem, evolução e relevância cultural, em especial o legado vicentino e a influência da cultura brasileira.2. Desenvolver Oficinas Práticas: Realizar oficinas práticas de teatro, danças e músicas populares que incentivem a expressão artística e a valorização da cultura local. profissionais da área de artes cênicas, das humanidades em geral que buscam de atualizações, e outros interessados simpatizantes da causa. 3. Promover a Inclusão Social: a)Garantir que as atividades do projeto sejam acessíveis a todos, especialmente às comunidades em situação de vulnerabilidade, promovendo a participação ativa de suas vozes; b)Contribuir com um conhecimento mais humanizador dentro da pedagogia da autonomia alcançar as comunidades periféricas e vulneráveis; c) Público-alvo: Jovens, adultos e aposentados de comunidades urbanas e periféricas. 4. Estimular a Criação Artística: a)Conduzir os participantes na criação de uma peça final que incorpore os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, refletindo a diversidade cultural brasileira através da pedagogia dos autos. 5. Registrar e Compartilhar Conhecimentos: a)Produzir materiais audiovisuais que documentem o processo de formação e as apresentações, permitindo a disseminação do conhecimento e a valorização das experiências vividas.
A necessidade do Incentivo a Projetos Culturais, pelo Mecanismo de Incentivo deve-se a muitos fatores que expô-lo-ei no correr deste texto. Tal como o inciso II cita acerda da necessidade de "Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, nesta vertente o ensino e a as vivências serão de formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória". Cumprindo com esta exigência, este projeto requer o financiamento cultural para ensinar os autos e levar a história de formação do povo brasileiro para todos, sobretudo para nossa própria gente. Assim, difundir nossos bens culturais como valor universal, revisitando o passado histórico para ampliar nossos conhecimentos em relação às tensões históricas que enfrentamos na modernidade. Logo, no cumprimento do inciso V almeja-se "Garantir a todos os cidadãos meios para o livre acesso às fontes da cultura nacional". Para isto, trabalharemos para e com o público por uma educação de campo, necessário neste Brasil profundo. Como todo sistema educacional e formador de uma educação autônoma trabalharemos com um público diferenciado e diverso, seja de comunidades específicas, como as quilombolas, as indígenas, em comunidades sertanejas ou urbanas. Pensando numa interação consistente com o nosso público, mostraremos o substrato que alimenta a alta literatura, baseando-nos em cada processo de resistência desde o Brasil Colônia e as lutas sociais desde então. Além, de mostrarmos que nossa enorme miscigenação cultural e religiosa é refratada nos ensinamentos das múltiplas religiosidades vivas na identidade do povo brasileiro. Primeiramente, no módulo I do curso, quero oportunizar um conhecimento profundo sobre o teatro popular que na Idade Média foi oriundo dos adros católicos, em Espanha e Portugal para atravessar o Atlântico e chegar até nós. Logo, anseio por uma educação menos formal e acadêmica, porém que faça maior sentido ao povo e traga-lhes retorno prático. Acredito numa aprendizagem transdiciplinar, miscigenada a partir dos autos. O ensino da tradição ibérica ambientaliza e resgata a história erudita, depois transformar o exercício e a prática medieval em uma prática atual. É esta prática que caracteriza o nosso auto, que traz em seu interior um tom de dor e em sua superfície encontramos a comédia. E conscientes trataremos de uma educação pelo riso, como na Idade Média, porém, com outro propósito e outra leitura. Por isto a primeira parte do curso é a tradição, para mostrar que os autos deixaram de ser representados para a corte com fundamentos moralizantes da Igreja Católica para ser encenados em ambientes abertos e até nas ruas, deixou de ser cortesão para ser popular. Aos poucos, de acordo com a minha tese, resultou numa confluência de gêneros e vozes. A apresentação dos autos será por este viés, resguardado pela Formação do Teatro e a teoria da Literatura Brasileira dividido da seguinte forma: Estratégia de Ação Fase 1: Preparação e Planejamento (1 mês)Definição da equipe de instrutores e facilitadores.Parcerias com comunidades locais e instituições de ensino.Elaboração de material didático e promocional.Fase 2: Execução do Curso (6 meses)Realização dos 10 módulos, sendo 5 teóricos e 5 práticos, com cronograma de aulas.Organização de oficinas em comunidades específicas, com foco em práticas culturais locais.Fase 3: Apresentação Final (1 mês)Ensaios para a apresentação da peça final.Evento de encerramento com a apresentação, convidando a comunidade a participar.Fase 4: Avaliação e Divulgação (1 mês)Coleta de feedback dos participantes.Produção e divulgação do material audiovisual, incluindo fotos e vídeos das atividades.
Continuação da proposta Apresentação: Consoante ao pensamento de uma Literatura como Formação, uma Literatura como Sistema e como Engajamento é que idealizei este curso. De modo que possa levar até o outro seu direito de acesso, seu direito natural ao conhecimento. Este curso é meu contribuição para oportunizar um conhecimento profundo sobre o teatro popular que na Idade Média foi oriundo dos adros católicos, em Espanha e Portugal para atravessar o Atlântico e chegar até nós. Logo, anseio por uma educação menos formal e acadêmica, porém que faça maior sentido ao povo e traga-lhes retorno prático. Acredito numa aprendizagem transdiciplinar, miscigenada a partir dos autos. O ensino da tradição ibérica ambientaliza e resgata a história erudita, depois transformar o exercício e a prática medieval em uma prática atual. É esta prática que caracteriza o nosso auto, que traz em seu interior um tom de dor, contudo em sua superfície encontramos a comédia. Levarei a todos uma educação pelo riso, como na Idade Média, porém, com outro propósito e outra leitura. Por isto a primeira parte, do curso, é a tradição, para mostrar que os autos deixaram de ser representados para a corte com fundamentos moralizantes da Igreja Católica para ser encenados em ambientes abertos e até nas ruas, deixou de ser cortesão para ser popular. Aos poucos, mostrarei que esta trajetória resultou numa confluência de gêneros e vozes. Justificativa Os Estudos de Literatura Portuguesa trazem a história dos autos do legado vicentino nada mais do que isto. Saimos da universidade sem termos a menor noção da historiografia dele. Não temos acesso aos autos espanhois e tampouco em como chegaram a Portugal. Não sabemos, por exemplo, que da Esapnha para Portugal já houve pequena alteração nas peças de temáticas religiosas que foram para lá. A verdade é que nem Portugal e nem Espanha levou a temática erudita dos autos para suas colonias. Ou seja, os mistérios religiosos e sua compleição ficaram na Europa. Para as colônias seguiram somente as comédias. Gil Vicente, o dramaturgo da corte, encena para o rei D. Manuel I, irmão de D. Leonor faz peças inspiradas nos mistérios religiosos da mesma forma que escreveu as comédias. A mescla do sagrado com o profano pode ser encontrada em “O monólogo de um Vaqueiro”, um Auto de visitação, que traz como argumento a celebração do nascimento do futuro D. João III. Mais tarde, observamos as alterações obrigatórias nas peças que enfrentaram a Inquisição; nesta altura houve muitos cortes nas peças portuguesas. Como também nas peças produzidas no Brasil. A Inquisição foi severa com todas, até mesmo as da companhia de Jesus, cito as peças de Padre Anchieta. Anchieta vem para o Brasil com a missão de catequisar os indígenas como parte do processo colonial. A fé, representante dos interesses de uma nação europeia, branca, eurocêntrica e civilizada foi o pretexto para o derrame de sangue e para legitimar a violência. Atos assim foram assegurados pela desculpa da propaganda da igreja católica em combate às crenças indígenas e à cultura deles. O gênero dramático acompanha a forma escolhida pelos jesuitas para enfrentar e veicular a filosofia patrística para submeter nossos indígenas em todo processo de aculturação; sob o emblema de que a música sagrada é muito superior à profana. No Auto de São Lourenço, de Anchieta, em muitos aspectos se diferenciam dos autos da escola vicentina, primeiro porque o ambiente era outro e o público também, sem contar que a missão diferenciava-se ainda mais. Depois deste processo expansionista e após muitos séculos, alguns escritores brasileiros vão produzir autos genuinamente nacionais, fazendo com que Portugual não reconheça nossas peças como auto: uma peça de um ato só. Mesmo assim, continuamos escrevendo, representando e filmando. Antes disso, Cecília Meireles, no primeiro quartel do séc. XX, escreve dois autos, porém apenas um é publicado e conhecido, Auto do Menino atrasado. Este foi publicado em 1966, uma peça infantil que transforma Jesus em menino comum e em vendedor de cocada na rua e na feira. Traz, nele, algumas écoglas pastoris e antevê a presença das brincadeiras de roda. Mais tarde um pouco, João Cabral de Melo Neto escreve uma peça denominada de auto. Nela, mescla um pouco o teor dos mistérios religiosos, lembrando-nos a erudição dos livros cristãos. Contudo, João Cabral engenha sua peça com as vozes e o distânciamento brechtiano, dando maior densidade. Em Auto de Natal, ou Morte e Vida Severina encontramos as ladainhas e o rosário com suas músicas sacras da reza do terço nas manifestações fúnebres. Enquanto, Auto do Frade problematiza as vozes populares representadas pelas personagens e pelo cortejo de enforcamento do Frade. Altimar Pimentel, em Auto de Maria Mestra, nos ensina a valorizar a cultura brasileira pela cantiga de roda, as músicas de coco, embolada e outros ritmos selhantes ao maracatu. Depois, temos Ariano Suassuna e Elomar Figueira Mello fazendo autos provenientes das histórias de nossos sertanejos. O primeiro trabalha com o homem forte do Nordeste brasileiro, retoma, pela comédia, o ciclo do cangaço junto com a tradição do cordel, além do ritmo das falas e a presença de alguns versos. Já, o segundo, prefere abordar os mitos da tradição oral brasileira, falo de Da Santa, um ser encatado, meio mulher e meio entidade mitológica. Elomar retoma em suas músicas a linguagem sertaneja, as variedades populares. Sendo que escreve suas canções dentro das diferenças linguísticas e suas variedades escritas e faladas. Sua música dialoga com a literatura erudita, oriunda dos trovadores medievais, de acordo com Vinícius de Moarais. Neste ambiente de concisão da historiografia dos autos é que este projeto pretende contribuir com o ensino informal de qualidade para nossas minorias.
O curso e as oficinas são projetados para fornecer uma compreensão abrangente e prática dos autos, explorando tanto a tradição quanto a modernidade. Os participantes terão a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos teóricos e práticos apartir dos pricipais fundamentos do/da(s): Ritmos e tambores africanos;Narrativas históricas e contextuais;Canções e ritmos em afrodesecententes e indígenas;Música de feitiçaria, de Mario de Andrade;Técnicas de atuação e cena de rua;Leituras dramáticas;Através de uma combinação de aulas teóricas e práticas, os alunos desenvolverão habilidades específicas que culminarão na produção e encenação da peça "Catirica". O curso visa integrar tradições culturais com práticas teatrais modernas.
Acessibilidade e Inclusão O projeto será desenvolvido com foco na acessibilidade, garantindo que todas as atividades sejam inclusivas para pessoas com deficiência. Isso inclui: Espaços de formação adaptados, com sinalização adequada e acesso físico facilitado.Material didático disponível em formatos acessíveis (como Braille ou digital) para atender a diferentes necessidades.
Plano de Divulgação A divulgação do projeto será feita por meio das seguintes estratégias: Utilização de redes sociais e plataformas digitais para promover as atividades do curso, incluindo trailers e clipes das oficinas e apresentações.Parcerias com instituições de ensino e organizações culturais para ampliar o alcance do projeto.Criação de um website dedicado, onde será possível acompanhar o andamento do curso, acessar conteúdos extras e visualizar as produções dos alunos.
Ficha técnica 1. Equipe Técnica e Artística • Coordenador Geral - Elizângela Gonçalves Pinheiro • Instrutores e Oficineiros o (ex: Elizângela Gonçalves Pinheiro, Caroline Votorantin, Amara Pinheiro, Monica Veloso, Antonia Mary e Mestre Goiano- Batucagê, Mestre Alemão do Coral de pau, Deidian, Fernando Alvin, etc.) Instrutor: Jonatas Vieira Borges • Direção Artística . Noutro porto, Caroline Votorantin e Jonatas Vieira Borges dos Santos • Produtor Cultural – Noutro porto e Renata Pina e Miguel Armondo • Assistentes de Produção – Marília Steger • Designer Gráfico (para materiais promocionais e didáticos) • Fotógrafo e Videomaker o (ex: Aline Martins para fotografia) Jonatas Vieira Borges dos Santos . videomaker • Técnicos de Som e Iluminação o (ex: Jonatas Vieira Borges dos Santos – responsável pela equipe técnica) • Publicitário e Assessoria de Imprensa o (ex: Orlando de Oliveira Carvalho) 2. Espaços e Locação • Locação de Espaço para Módulos e Oficinas o Aluguel de teatros e centros culturais (ex: FETEG, Teatro de Pirenópolis) • Locação de Espaços para Ensaios e Apresentação Final o (ex: Comunidade Calunga em Cidade Ocidental e outros indicados pela empresa parceira) • Custos de Transporte e Logística para Deslocamento da Equipe • Taxa de Manutenção e Limpeza dos Locais 3. Equipamentos e Materiais Didáticos • Equipamentos de Som e Iluminação ( Laércio Correntina) • Material para Produção de Cenários o Madeiras, tintas, tecidos, objetos de cena, adereços • Material de Figurino o Compra ou aluguel de figurinos típicos (inspirados nos autos e personagens populares) Maquiagens • Instrumentos Musicais e Materiais de Dança o Tambores, pandeiros, e outros instrumentos específicos para as oficinas de música e dança • Material Didático Impresso o Apostilas, manuais, material em Braille e versões digitais acessíveis • Material de Escritório o Papel, canetas, pastas para organização 4. Custos de Divulgação e Comunicação • Design de Materiais Gráficos Promocionais – Designer: Alessandra Messa e Roberto Guerreiro Gestão de mídia – Roberto Guerreiro Anúncis pagos nas redes digitais e google • Impressão de Cartazes (copiadora Católica), Flyers e Programas – Programador técnico e programador de AI – Luis Oliveira • Divulgação em Redes Sociais e Mídias Locais • Criação e Manutenção de Website – Noutro porto (www.noutroporto.br ) • Captação e Edição de Clipes Promocionais e Teasers 5. Transporte e Logística • Deslocamento para Equipe e Participantes o Custos de transporte para comunidades quilombolas, indígenas e sertanejas • Apoio Logístico para Transporte de Equipamentos - • Acomodação e Alimentação para Equipe Técnica em Locais Remotos 6. Acessibilidade • Material em Braille e Digital Acessível - Kellen • Interpretação de Libras - Kellen • Adaptação de Espaços para Acessibilidade - Kellen o Rampas, sinalização acessível, etc. - Kellen 7. Produção de Material Audiovisual – Jonatas Vieira Borges dos Santos – (responsável por todas essas etapas)
PROJETO ARQUIVADO.