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O projeto visa à circulação de espetáculo de teatral A NOIVA DA LAGOA, inspirado na lenda da noiva fantasma da Lagoa dos Barros, caso de feminicídio famoso do RS. Serão realizadas 10 apresentações em cidades da região da Planície Litorânea, uma das mais afetadas na enchente de 2024, no Rio Grande do Sul. Na cidade de Palmares do Sul será desenvolvida uma oficina de Teatro-Fórum com coletivos de mulheres quilombolas que realizam ações de prevenção da violência doméstica, de 3 meses de duração. As cenas resultantes desta oficina de criação serão integradas na dramaturgia/encenação do espetáculo, com a participação das oficinandas. Em cada cidade, após a apresentação, será realizada uma Roda de Conversa entre a equipe do espetáculo, as mulheres participantes da oficina de criação e o público local. Será realizado um registro do processo criativo das mulheres e de sua participação espetáculo, e uma apresentação acessível em Libras, e com áudio-descrição.
O espetáculo A NOIVA DA LAGOA Partindo da lenda da noiva da Lagoa dos Barros, um dos crimes de feminicídio mais importantes da história do Rio Grande do Sul, esta montagem, parte de uma abrangente pesquisa sobre o crime, mesclada com entrevistas com mulheres vítimas de violência, acolhidas pelo Projeto Borboleta, do Foro Central de Porto Alegre. A equipe de criação é formada por um grupo de artistas que trabalharam colaborativamente na encenação do espetáculo. A encenação parte do conceito de relação tóxica, enfatizando as dinâmicas que levam ao crime de feminicídio, utilizando o crime da Lagoa dos Barros como um caso exemplar. Para tanto, a dramaturgia, criada a partir das improvisações das atrizes, aborda o tema pela perspectiva feminina, mesclando cenas do crime da lagoa dos Barros, relatados no processo judiciale na imprensa da época, com testemunhos atuais de mulheres sobreviventes de tentativas de feminicídio. A atuação mescla a estética realista-naturalista com cenas de teatro gestual, para abordar o universo fantasmagórico, e a projeção de depoimentos, documentos históricos e matérias jornalísticas de crimes e atuais. A cenografia inspira-se na lagoa dos Barros, local onde o corpo de Maria Luiza Haussler, foi descartado em 1940, pelo namorado. O cenário busca criar uma atmosfera ora de contemplação, ora fantasmagórica, procurando construir no espectador a tensão em desvendar as motivações que levaram o homem a cometer o crime de assassinato de gênero. O figurino, ora recria realisticamente as roupas da época, ora permite o aparecimento de um trio de noivas fantasmas na cena, transitando entre o real e o fantástico. A trilha sonora original, utiliza instrumentos experimentais e efeitos eletrônicos, criando camadas musicais que se sobrepõem em diferentes texturas, numa ambientação que passeia entre o onírico e o real, entre a tensão da dissonância e paisagem sonora. Seguindo o conceito de multiestimulação sensorial, há três áreas diferentes e simultâneas de emissão sonora, criando três planos: o da alucinação (com músicas dissonantes), o da realidade (com ruídos reais) e o da lagoa fantasmagórica (com sons captados diretamente numa noite na lagoa dos Barros). Tais sonoridades são ouvidas ininteruptamente ao longo de todo o espetáculo, para criar no espectador a sensação imersão. A iluminação integra-se às demais linguagens que compõem a cena, criando um ambiente que reproduz espaços-tempos múltiplos, o real ( a época em que o ocorreu o crime, em tom sépia), o fantástico da lagoa assombrada (com sombras, ângulos insólitos e tons noturnos) e momentos de luz documental (branca e fria), para os depoimentos e relatos de violência. Todos os artistas trabalharam sobre o conceito de tríade expressiva, criando três planos: realidade-depoimento, alucinação-mítico, memória-reconstituição histórica. Em cena, as três atrizes alternam-se todo o tempo entre as personagens do assassino e da vítima, revelando diferentes aspectos, que somados formam uma pessoa de três faces. Ao mesmo tempo formam um côro de três noivas fantasmas que conduzem a narrativa como as Erínias gregas, as deusas da vingança e dos crimes em família.
Objetivo Geral O projeto "Circuito das lagoas" visa a realização de ações artístico-pólíticas de prevenção da violência contra a mulher, tendo como ponto de partida a representação documental de um caso histórico de feminicídio do Rio Grande do Sul, na região que deu origem a uma lenda local, exemplar do imaginário brasileiro sobre o tema. Tais ações compreendem apresentações de espetáculo, oficina de Teatro-Fórum e Rodas de conversa, voltadas para o público local, em parceria com grupos de mulheres de comunidades tradicionais da região, que procuram combater o problema da violência doméstica. Objetivos específicos - 10 apresentações gratuitas do espetáculo A NOIVA DA LAGOA, em cidades na região da planície litorânea do Rio Grande do Sul, em locais de amplo acesso de público; - 1 oficina de Teatro -Fórum, de 3 meses de duração, com mulheres quilombolas, que realizam ações de prevenção da violência doméstica e contra a mulher. O encerramento da oficina será com a apresentação das cenas na sede da Associação Quilombola do Limoeiro, em Palmares do Sul, que reúne diversas comunidades da região, visando contribuir para o fortalecimento psicofísico destas mulheres e fomentar sua expressão em público; - Das 10 apresentações do espetáculo A NOIVA DA LAGOA, uma será acessível em Libras, e com áudio-descrição; - Todas as apresentações serão seguidas de Rodas de Conversa sobre a temática abordada, com a participação de mulheres das oficinas e da equipe do espetáculo; - Registro audiovisual do processo criativo: registro das oficinas, depoimentos das mulheres, cenas de suas apresentações na comunidade e das Rodas de Conversas com o público.
O Teatro Documentário caracteriza-se por abordar temas de relevância social, histórica e cultural, fomentando a reflexão sobre os mesmos. Tais espetáculos costumam envolver uma comunidade de sentido bem mais ampla que aquela formada pelos artistas criadores, por vezes envolvendo não-atores na cena e no processo criativo. Assim, circulação do espetáculo A NOIVA DA LAGOA, na região em que a lenda se originou, trata-se de um desdobramento natural do processo criativo que se iniciou no ano de 2022. As etapas desse processo foram: 1. pesquisa etnográfica com mulheres vítimas de violência doméstica, acolhidas no Projeto Borboleta do Foro Central de Porto Alegre; 2. Oficinas de Teatro-Fórum, desenvolvidas nas escolas públicas dos 5 bairros do Programa RS Seguro, em Porto Alegre; 3. ida desses estudantes ao teatro para assistir ao espetáculo no Teatro Sala Qorpo Santo da UFRGS e posteriores discussões com eles; 4. apresentações descentralizadas, nas cidades da região metropolitana de Porto Alegre e da Planície Litorânea, e 5. Seminário de Prevenção da Violência Doméstica e Contra a Mulher, realizado em 4 projetos sociais com ações voltadas para a prevenção da violência doméstica. O último projeto social visitado pela equipe do espetáculo foi a Associação Quilombola do Limoeiro, na cidade de Palmares do Sul, região da planície litorânea. As lideranças femininas quilombolas convidaram o grupo para desenvolver uma oficina de teatro de caráter formativo, na qual além de estimular a expressão pública das mulheres, houvesse a oportunidade destas relatarem suas experiências de vida, num processo emancipatório e de prevenção da violência de gênero. Por isso, o presente projeto propõe a realização de uma oficina de criação, de 3 meses de duração, com mulheres quilombolas de diversos grupos da região, coletando suas histórias de vida e capacitando-as para representarem a si mesmas, em apresentações a serem realizadas em sua própria comunidade. Esta região do litoral gaúcho é uma das mais antigas do estado do Rio Grande do Sul, com o assentamento de população ribeirinha, cujo imaginário gerou a lenda da noiva fantasma da lagoa dos Barros, figura feminina, morta tragicamente e que assombra homens nas noites de lua cheia. Acredita-se que a lenda exista desde o século XVIII, mas ela ganhou novo impulso a partir de 1940, com o assassinato de maria Luiza Haussler, cujo corpo foi descartado na Lagoa dos Barros, no município de Osório. No encontro com os grupos de mulheres quilombolas, quando do contato no seminário de conclusão do Edital SEDAC n16/2021 _ FAC ARTES DO ESPETÁCULO, percebemos que as mulheres das comunidades ribeirinhas, pela condição de isolamento e pela cultura de submissão, estão expostas à violência doméstica, muitas vezes abafada, e que permanece oculta dos mecanismos de proteção legal. Por isso, as técnicas teatrais de expressão corporal, vocal e verbal em grupo visam auxiliar no fortalecimento psicológico e emancipação dessas mulheres nos espaços de representação política nos quais elas participam, especialmente nas Associações Quilombolas. A circulação teatral está associada ao desenvolvimento de uma oficina de criação com as agentes culturais locais, promovendo a troca de saberes e o compartilhamento da metodologia de atuação para Teatro Documentário, desenvolvida no processo criativo do espetáculo. Tal processo etnográfico e de troca de experiências iniciou com os depoimentos de mulheres vítimas de violência, acolhidas pelo Projeto Borboleta, do Foro Central de Porto Alegre, bem como das jovens estudantes das escolas dos bairros do Programa RS Seguro, que foram integrados na encenação/dramaturgia do espetáculo. Agora, pretende-se integrar os relatos das mulheres de comunidades rurais e ribeirinhas, especialmente da região da lenda da noiva da Lagoa dos Barros. Todas as apresentações serão realizadas em espaços não-teatrais, tais como praças, associações de moradores, escolas ou clubes sociais, priorizando espaços com boas condições de acessibilidade física. Já a acessibilidade de conteúdo estará presente em diversas ações distribuídas ao longo de todo projeto tais como a tradução em LIBRAS e na áudio-descrição da montagem, disponibilizada on-line. Por fim, a circulação de um espetáculo teatral, nesses moldes mobiliza toda a cadeia produtiva, pela contratação de profissionais da região da planície litorânea, tais como: costureiras, técnicos de iluminação, de som, de vídeo, empresas de transporte, de alimentação, de hospedagem, de divulgação, que trabalharão em associação à equipe do espetáculo. No atual contexto de emergência climática, decorrente da enchente que assolou nosso estado, a cultura foi um dos setores mais atingidos pela diminuição da atividade econômica. Tais ações se revelam fundamentais para a retomada do setor. Infelizmente, os profissionais da cultura da cidade de Porto Alegre são alguns dos mais atingidos e a necessidade de ações que promovam o emprego desses artistas são fundamentais. Da mesma forma, a região da planície litorânea foi uma das mais afetadas pela enchente e ações artísticas de caráter de apoio psicológico e social, se fazem essenciais para a recuperação da autoestima dessas populações.
O Projeto A NOIVA DA LAGOA, contemplado no Edital SEDAC nº 16/2021- FAC Artes de Espetáculo, realizou diversas ações, no ano de 2023, tais como: 1. pesquisa documental no Memorial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e pesquisa etnográfica no Projeto Borboleta do Foro Central de Porto Alegre, com mulheres vítimas de violência doméstica para a criação do espetáculo; 2. Oficinas de Teatro-Fórum sobre o tema da violência doméstica e contra a mulher, realizadas em 5 escolas públicas dos bairros do Programa RS Seguro em Porto Alegre (Restinga, Sarandi, Cruzeiro do Sul, Rubem Berta e Lomba do Pinheiro); 3. Temporada com 10 apresentações gratuitas, realizada no Teatro Sala Qorpo Santo da UFRGS, com a presença dos estudantes que participaram das oficinas nas escolas selecionadas, bem como de público geral, 4. Circulação de 5 apresentações em cidades da região metropolitana de Porto Alegre (Alvorada, Canoas, Guaíba, Osório e Santo Antônio da Patrulha); 5. Seminário Itinerante “Feminicídio e outras violências: conhecer para se proteger”, realizado em 4 projetos sociais de apoio e prevenção da violência doméstica (Grupo Marias da Restinga, Projeto Borboleta- Foro Central de Porto Alegre, Unidade Prisional da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC-Porto Alegre) e na Associação Quilombola do Limoeiro (Palmares do Sul). 6. Filmagem de uma apresentação, com tradução em LIBRAS, disponibilizada em canal do Youtube. O relatório completo dessas ações encontra-se em anexo nesta proposta e pode ser acessado em: https://drive.google.com/drive/folders/1-h73AwfIADEKXhQFuqdRlY4fL2QM2hxL
PLANO DE ENSINO – Oficina de Criação teatral Dados de identificação Coordenador Pedagógico: Francisco de Assis Almeida Júnior Carga Horária: 60h (4h/semana/ 3 meses) Público: mulheres de 20 anos por diante Súmula Princípios básicos do Teatro Documentário, Teatro de Testemunho e Teatro-Fórum. Arte como instrumento de discussão social. Busca da representação de si. Reforço da sociabilidade e autonomia psicológica. Objetivos Objetivo Geral: Refletir sobre a violência contra a mulher a partir da perspectiva do Teatro Documentário, respeitando a autonomia e as experiências pessoais de cada participante no processo criativo. Objetivos específicos: - Exercitar o jogo teatral, desenvolvendo noções de parceria e ludicidade como base para a atuação e convivência; - Trabalhar a expressão corporal e vocal, com técnicas expressão em público e interação psicofísica; - Desenvolver treinamento básico de Máscara Neutra, aplicado à criação de Côro trágico, utilizando a dança-teatro como modalidade de expressão gestual; - Explorar os princípios básicos da ação dramática, aplicadas a reconstituição de situações e discussão sobre as cenas. - Ressignificar as vivências do cotidiano através da experiência artística, relacionado a prática social com o exercício da cidadania; - Proporcionar às oficinandas experimentar o papel de protagonistas da ação teatral. Conteúdo Programático - 1º Módulo (4 encontros): Exercícios de Expressão corporal (relaxamento e desbloqueio muscular, mobilidade corporal, variação de tonicidades e criação gestual); Exercícios de Máscara Neutra: 4 elementos da natureza, Côro x protagonista, partituras gestuais individuais e coletivas de dança-teatro; - 2º Módulo (4 encontros): Exercícios de expressão vocal (dicção, ressonância respiração e emissão sonora), uso de canções tradicionais e folclóricas; exercícios de Teatro de Testemunho: jogos narrativos, criação de rapsódia, depoimentos pessoais; - 3º módulo (4 encontros): Jogos teatrais e Exercícios de Improvisação Aqui/Agora: identificação da estrutura linear; Exercícios de Teatro Fórum (Teatro do Oprimido), com criação conjunta de esquetes de Teatro-Fórum, com a temática da violência de gênero, a partir dos relatos de experiência; - 4º Módulo (6 encontros): seleção das cenas desenvolvidas nos módulos anteriores, ensaios em parceria com as atrizes do espetáculo, inserção de figurinos, adereços e trilha sonora. Metodologia Encontros práticos, com momentos dialogados, inspirados no Teatro-Fórum de Augusto Boal e na pedagogia emancipatória de Paulo Freire. Atividades em dupla e em grupo. Compartilhamento de vivências como base para o processo de ensino-aprendizagem. Ao final de cada módulo são produzidas cenas nas linguagens empregadas no espetáculo, com a presença da equipe criativa. No módulo final tais cenas são aprofundadas e inseridas na dramaturgia/encenação. Avaliação A avaliação será feita através de perguntas norteadoras e no acompanhamento individual, durante os encontros, focando no envolvimento de cada participante com as atividades e na conquista da expressividade em grupo. Ao final da prática, após as apresentações, também será feita uma conversa conjunta sobre a proposta e o desenvolvimento da oficina a partir de relatos das oficinandas. Referências Bibliográficas BOAL, Augusto. A estética do oprimido. Rio de Janeiro: Garamond, 2011. BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991. DESGRANGES, Flávio. Pedagogia do Teatro: Provocação e Dialogismo. São Paulo: Editora Hucitec, 2006. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996. NUNES, Silvia Balestrini. 3 ou 4 perguntas para um bom fórum. In: Metáxis: a revista do teatro do oprimido. nº 1. Vol. 1. Dezembro de 2001. OLIVEIRA, Érika Cecília Soares; ARAÚJO, Maria de Fátima. O Teatro Fórum como dispositivo de discussão da violência contra a mulher. In: Estudos de Psicologia (Campinas). nº 2. Vol. 31. Abril - Junho de 2014.
A primeira ação de acessibilidade que realizaremos será Acessibilidade Atitudinal. Porque precisamos “educar” as equipes de produção, artística, educativa, dentre outros participantes do projeto para terem atitudes que promovam a acessibilidade. Nem sempre temos as condições ideais para atendimentos de acessibilidade. Somos ainda aprendizes nesse âmbito, porém a atitude acessível é que acolhe a diferença e conduz à inclusão. Para tanto o grupo envolvido no projeto receberá treinamento sobre acessibilidade dado pela Dra Alini Mariot, moradora da região, especialista em acessibilidade de conteúdo, palestrante e autora de livros sobre o tema. Será realizada uma oficina online, para a qual serão abertas inscrições para a equipe do espetáculo, os agentes culturais da região e público em geral. Será realizada também um treinamento presencial com equipe do projeto para que possa aprimorar seu atendimento ao público do espetáculo, das oficinas e das rodas de conversa, auxiliando na promoção ao conteúdo e no uso dos recursos assistivos. Oficinas de criação - Acessibilidade Física: todos os locais de realização do projeto terão acessibilidade física com locais reservados especialmente para pessoas com mobilidade reduzida (cadeirantes, idosos, obesos). Após visita de contato com as comunidades, percebemos que a sede da Associação Quilombola do Limoeiro, de Palmres do Sul era que melhor cumpre essas condições. - Acessibilidade para Deficientes Visuais: em caso da presença de deficientes visuais na oficina, um dos ministrantes, será deslocado para a função de fazer as descrições específicas para a pessoa cega, e exercícios serão adaptados para integrá-la. Esse processo de tradução será elaborado pela Dra Alini Mariot. - Acessibilidade para Deficientes Auditivos: em caso da presença de deficientes auditivos na oficina, uma dos ministrantes fará a tradução para LIBRAS. Tal função será desempenhada por uma das atrizes, que recebeu treinamento em LIBRAS, nas disciplinas específicas da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FACED/UFRGS). - Acessibilidade para pessoas que apresentem espectros, síndromes, ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Em caso de presença de pessoas com tais características nas oficinas, deixaremos o ambiente com meia-luz e o som mais baixo. Além disso, as oficinandas têm liberdade para circular na sala ou mesmo de sair e voltar, integrando-se aos exercícios propostos da forma que a pessoa conseguir. Ao mesmo tempo, será designada uma das ministrantes a função de acompanhar as pessoas com síndromes cognitivas, durante a oficina, quando necessário. Esse processo de integração será coordendado pela Dra Alini Mariot. - Acessibilidade Etária: nas oficinas teremos a participação de algumas mulheres idosas, portanto os exercícios serão adaptados, com o objeto de permitir sua plena participação e integração. Em linhas gerais, seguiremos o modelo de participação de aulas práticas de teatro no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, desenvolvido em parceira com Faculdade de Educação da UFRGS, voltada para a integração de estudantes portadores de deficiência. Apresentações teatrais: A escolha dos locais de apresentação segue o mesmo princípio da acessibilidade física das oficinas. Quanto às outras acessibilidades será produzida uma filmagem do espetáculo disponibilizada virtualmente, gratuita, ao longo de 2 meses, com tradução em LIBRAS e áudio-descrição. Rodas de Conversa após a apresentação A tradução em LIBRAS será feita por uma das atrizes, designada para tal.
Todas as ações serão gratuitas e com acesso amplo de público. O público total estimado é entre 1500 a 3000 participantes nas oficinas, nas apresentações e Rodas de Conversa. - Oficina On-line de acessibilidade para agentes culturais: Público estimado: 50 participantes. - Oficina-criação com coletivos de mulheres quilombolas sobre a temática da violência doméstica e contra a mulher: Público estimado: 20 a 40 participantes. - 10 apresentações teatrais do espetáculo A NOIVA DA LAGOA: Público estimado: entre 200 e 400 espectadores por apresentação (de 2000 a 4000, no total). - 10 Rodas de Conversa: Público estimado: o mesmo dos espetáculos. - Registro do processo criativo (oficinas, depoimentos das mulheres, sua participação no espetáculo e rodas de conversas): Democratização de acesso: disponibilizado no youtube por 2 meses. - Filmagem em LIBRAS e com áudio-descrição do espetáculo: Democratização de acesso: disponibilizado no youtube por 2 meses.
Equipe que realizará a circulação Laura Retamar – Atuação, ministrante de oficina e intérprete de LIBRAS Atriz e professora de Teatro, licenciada em teatro pela UFRGS, especializada em LIBRAS pela FACED/UFRGS. Atuou nas peças infantis “Caçadores de Borboletas” e “Pluft, o Fantasminha”. Em 2018 participou do projeto de extensão da UFRGS “Arte em Ação Sociocultural”, coordenado pela professora Camila Bauer, dando aulas de teatro para crianças em um CAPSi de Porto Alegre. Em 2019 apresentou uma cena baseada na peça “Há Vagas para Moças de Fino Trato” de Alcione Araújo. Nesse mesmo ano também criou e apresentou “Vestido de Noiva”, performance a partir de textos de Nelson Rodrigues (“Vestido de Noiva”) e Clarice Lispector (“Perto do Coração Selvagem”, “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” e “O Búfalo”). Além disso possui formação complementar em dança, tendo participado de festivais, oficinas e apresentações com o Ballet Redenção de 2014 a 2016. Luiza Escandiel – Atuação e ministrante de oficina Formada no Curso Livre de Teatro da Teatraria e graduanda de Teatro Licenciatura pelo Departamento de Arte Dramática - UFRGS. Como atriz, participou das peças "A Lira dos Vinte Anos" e "A Incrível História do Boi que Fugiu o Abate e foi Nadar no Mar", também atuou em mostras teatrais com cenas de Eduardo Coutinho ("Jogo de Cena"), Alcione Araújo ("Há Vagas para Moças de Fino Trato") e Nelson Rodrigues ("Vestido de Noiva"), além de ser a protagonista do curta "Maio", dirigido por Rodrigo Ferreira, de 2019. Cursou oficinas do Théâtre Du Soleil com Aline Borsari, Teatro Oficina Uzyna Uzona com Freddy Allan, Contação de Histórias com Zê Paludo. Trabalhou no Espaço Delfos na Biblioteca central da PUCRS envolvida com documentos históricos de artistas gaúchos como Paulo Hecker Filho, Abujamra e Caio Fernando Abreu, trabalhou no curta Duplicidade pela UFRGS e é professora de Teatro na rede Marista – Ipanema. Pâmela Amaro - licenciada em Teatro pela UFRGS, é atriz, cantora e compositora porto-alegrense. Nos últimos anos, tem se destacado como uma das vozes do samba no Rio Grande do Sul. Inspirada pela família de músicos, se tornou uma grande artivista cultural, toca cavaquinho, percussão e tem longo caminho na cena teatral, atuando em diversos grupos. Em 2022, recebeu o Prêmio Açorianos de Música, como Intérprete de MPB, entre outros nas áreas de música, educação e cinema. Entre suas produções estão o EP Veneno do Café (2020); o álbum e o filme Samba às Avessas (2022), o álbum Não Se Cala, do grupo Três Marias (2023) e o recente livro Casa de Versos (Libretos, 2023) em que reúne poemas-canções. Xico de Assis (Francisco de Almeida Jr) – proponência,direção e coordenação pedagógica Ator, diretor e professor, é bacharel em Teatro e mestre em Antropologia Social, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua como professor de atuação teatral no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, desde 2003. Atuou nos espetáculos O ronco do Bugio e Mundéu, o segredo da noite, pela Usina do Trabalho do Ator, dentre outros. Dirigiu os espetáculos O Santo Guerreiro e Tocaia, contemplados com o FUMPROARTE. Escreveu a dissertação Aprontando Filhos-de-Santo: Um estudo antropológico sobre a Transmissão/Reinvenção da Tradição em uma Rede de Casas de Batuque Jêjo-Jexá de Porto Alegre, sobre a corporeidade nas religiões de matriz africana. Realizou projetos de extensão como a Teatralização das Comissões de Frente de Porto Alegre, trabalhando com as escolas de samba Bambas da Orgia, Imperadores do Samba e Estado Maior da Restinga, e o Circuito de Teatralidade nas escolas municipais da Grande Porto Alegre, realizando oficinas, montagens e apresentações de espetáculos, ao longo de 10 anos. Sérgio Dorneles – operação de Iluminação e cenotécnico Cenotécnico há 25 anos e técnico de iluminação há 7anos, trabalhou em inúmeras montagens teatrais, de dança e shows na cidade de Porto Alegre, participando das equipes de produção dos festivais como o Porto Alegre em Cena, o Sesc Palco Giratório, a Bienal do Mercosul, bem como prestou serviços de cenotécnica e cenografia para o Teatro São Pedro, o Teatro do Sesi, o Centro Municipal de Cultura, dentre outros. Dentre as produções para as quais realizou montagens destacam-se: o espetáculo: O Ilusionista, do mágico Thiago Kronnus, O Rapto de Perséfone, de Carlota Albuquerque, o s espetáculos Os Piratas, O Gato de Botas e Bombachas,O Menino que Aprendeu Cedo Demais, Lágrimas Amargas de Petra Von Kant,Ari Areia, um Grãozinho Apaixonado, de Airton de Oliveira, As Cantoras do Rádio (Rádio Esmeralda ), de Adriana Marques e Simone Rasslan. Com companhias de dança fez montagens cênicas para o Grupo De Dança Kadima, o Ballet Vera Bublitz, a Orquestra Villa Lobos, além de shows para a Banda de Armandinho, Banda Vera Loca, Edu Berdi, e diversos eventos empresariais. Patrícia Nardelli – operação de som Mestre em antropologia social pela UFRGS, bailarina, cantora e técnica se sonorização. Em 2019 foi indicada ao prêmio Açorianos de dança nas categorias de melhor direção e melhor trilha sonora com a peça Três Canções. Em 2021 gravou e produziu o álbum Moira, ressignificando as canções do show homônimo, trabalho que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Açorianos de Música. 2021 na categoria melhor intérprete do gênero pop. Em 2022 lança o EP Triplicidades e vem se dedicando ao trabalhando com manipulação de frequências a partir de fontes sonoras utilizando pedais. Em 2018 se junta ao Coletivo Moebius de dança contemporânea, com quem cria e produz a peça Ranhuras (2018), apresentada no Porto Alegre em Cena em 2019, e Pode ser um SPAM (2021), financiada pelo FUMPROARTE, e indicada ao prêmio Açorianos de Dança do mesmo ano nas categorias de destaque técnico-artístico e melhor espetáculo ou performance de dança virtual ou presencial. Alini Mariot - coordenação e execução de acessibilidade Escritora, Doutora em Diversidade Social e Inclusão Social, pela FEEVALE, Doutoranda em Educação pela UNISINOS. Especialista em Interpretação/tradução e Docência em Libras, Especialista em Políticas Públicas, Especialista em Atendimento Educacional Especializado -AEE,está cursando no momento uma Especialização em Gestão Pública pela UERGS. Formada em pedagogia pela UNESC. Atualmente é responsável pelo núcleo de inclusão da Universidade Federal do Rio Grande, PAENE na unidade de Santo Antônio da Patrulha, conduz o Projeto Inclusão da Diversidade e o projeto Mulheres, história e ciência. Professora substituta de Libras do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Possui mais de 10 anos de experiência na área da Educação, com ênfase em Educação Especial, tradução/interpretação de Libras, gestão pública e liderança inclusiva. Pesquisadora na área de ensino e metodologias de ensino no âmbito da acessibilidade, gestão acessível, políticas públicas, diversidade social, gênero e empatia social. Criadora e mentora do Projeto Bilíngue "Não há barreiras que a Libras não possa transpor" Possui artigos publicados no Peru, Uruguai e México, que tratam dos temas: Diversidade, Inclusão e Gênero. Marina Salazar - jornalista e bacharelanda em teatro na Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS. Mais recente atuou como assistente de produção no espetáculo "A Noiva Da Lagoa" e como coordenadora de comunicação no projeto da Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF, Homa-Centro de Direitos Humanos e Empresas. Marina foi diretora de Cultura da União Nacional dos Estudantes/UNE durante sua graduação em jornalismo, onde organizou diversas atividades, encontros e festivais nacionais, como a Bienal de Cultura e Arte da UNE, em 2019: Um reencontro com o Brasil que contou com a participação do homenageado da edição, o cantor Gilberto Gil. O seu currículo também conta com experiências com oficinas de teatro do oprimido e participação em cursos de cenotécnica, produção cultural e fotografia.
Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Dados pessoas física divergente, o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email salic@cultura.gov.br.