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O projeto prevê a criação de livros que serão desenvolvidos a partir do resgate de brincadeiras tradicionais brasileiras e o brincar como ferramenta importante para a alfabetização. Oficinas serão realizadas com professores e responsáveis, que irão explorar as atividades do livro com o objetivo de utilizá-las como apoio à alfabetização para crianças. Um evento final com brincadeiras e apresentações artísticas será realizado com a participação de todos, para incentivar a permanência das crianças na escola no pós-enchente. O projeto será realizado em uma escola pública de Porto Alegre, com entrega de 300 cartilhas educativas, além de formação para 150 crianças, 150 famílias e 50 professores.
Público-Alvo: Alunos do ensino fundamental de escolas públicas. Carga Horária: 3hs de oficinas para os familiares 3hs de oficina para os professores 3hs de atividades para os alunos 4hs de atividade no evento final Quantidade de vagas: 150 vagas por oficina para os responsáveis 50 vagas por oficina para professores 150 alunos atendidos
Objetivo Geral O projeto pretende criar livros didáticos culturais sobre brincadeiras tradicionais do Brasil e do Rio Grande do Sul. Ainda, com o intuito de promover a integração dessas brincadeiras com a alfabetização infantil, o projeto realizará oficinas para professores e responsáveis da educação infantil em uma escola de Porto Alegre em região atingida pela enchente. Ao final será realizado um evento final com os participantes, incluindo parte das brincadeiras descobertas. Objetivo específico PRODUTO PRINCIPAL: Livro - Desenvolver 1 livro educativo sobre brincadeiras populares e ferramentas educativas com o brincar; - Distribuir 300 livros no total do projeto em uma escola pública. PRODUTO SECUNDÁRIO: Oficinas - Capacitar 150 responsáveis, através de oficinas que utilizem as brincadeiras culturais como apoio na alfabetização das crianças, objetivando que os responsáveis participem desse processo com os seus filhos; - Capacitar 50 professores, utilizando brincadeiras culturais como possibilidade de ferramenta para a alfabetização; - Beneficiar 150 crianças, através da utilização de atividades lúdicas como auxílio no seu processo de alfabetização. PRODUTO SECUNDÁRIO: Evento de Encerramento - Realizar 1 evento final na escola onde será realizada a distribuição do livro e atividades recreativas com a comunidade escolar.
A alfabetização representa um dos primeiros passos rumo ao mundo do conhecimento. Ela vai além da simples identificação de letras e palavras; é a base sobre a qual se constrói a capacidade de compreensão, expressão e interação com a sociedade. A alfabetização serve como um alicerce fundamental ao longo da jornada de desenvolvimento das crianças. Garantir uma alfabetização de qualidade é um direito de todas elas. Além disso, a participação da família nesse processo deve ser uma responsabilidade compartilhada com a escola. A colaboração entre ambas é essencial para aprimorar o processo de aprendizado, visto como uma missão que influencia diretamente o desenvolvimento da criança. Essa parceria facilita a identificação de eventuais dificuldades e a busca por soluções, garantindo assim um progresso mais eficaz e significativo. Ademais, o ato de brincar é realizado por toda criança, independentemente de sua cultura ou classe social. A brincadeira é onde as crianças assimilam e recriam as experiências e aprendizagens vividas, utilizando toda sua habilidade cognitiva e motora. De acordo com Vygotsky, psicólogo e pensador importante em sua área e época, o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida, ou seja, o ambiente em que a criança está modifica a sua visão e as suas ações em relação ao mundo. Para ele, a brincadeira é entendida como uma atividade social, e é através dela que a criança obtém elementos essenciais para compreender a realidade em que está inserida. Isso nos faz entender que a utilização de atividades lúdicas e brincadeiras auxiliam a criança no desenvolvimento de suas aptidões, uma vez que a ludicidade e o ato de brincar são ferramentas capazes de tornar a aprendizagem mais divertida, fazendo com que os alunos assimilem de uma forma leve e interativa o que o professor pretende passar. Resgatar brincadeiras antigas é uma forma de gerar conexão dos pais com seus filhos, uma vez que eles compartilharão memórias afetivas e darão a elas novos significados, a partir de um pensamento de renovação na educação, onde o lúdico contribui ativamente para o aprendizado. Unir famílias e educadores neste processo torna a aprendizagem mais contundente e divertida, fazendo com que a criança se sinta amparada e enfrente as dificuldades dessa importante fase da vida com brincadeira e leveza. São as crianças que tornam vivas as brincadeiras, portanto valorizar a tradição dos jogos é uma forma de preservar, enriquecer, reinterpretar e expandir a cultura infantil, ao mesmo tempo em que promove-se a interação entre diferentes gerações. Dessa forma, os jogos e brincadeiras tradicionais são percebidos como fenômenos sociais historicamente construídos e apropriados pelos seres humanos, constituindo-se como elementos culturais que fazem parte do cotidiano de várias gerações de crianças. Essas brincadeiras fazem parte da memória cultural do país, e entendemos que integrar cultura na alfabetização enriquece a experiência educacional e prepara o indivíduo para a vida em uma sociedade plural e diversificada. A presença e valorização da cultura na escola abre portas para a compreensão e apreciação das diferentes expressões, promovendo o respeito à diversidade e o desenvolvimento de uma consciência crítica e cidadã nos estudantes. A cultura pode incorporar elementos do ambiente cultural da criança para enriquecer suas experiências durante o jogo. Dentro desse contexto, valoriza-se a ideia de que as vivências lúdicas são uma forma de explorar experiências e conhecimentos, permitindo que os indivíduos compreendam o significado de suas ações de maneira consciente, crítica e criativa. A alfabetização, a ludicidade e a cultura são interdependentes e complementares. Ao integrar esses elementos, os educadores podem criar ambientes de aprendizado estimulantes, onde os alunos são incentivados a explorar, criar e se expressar de maneiras diversas. Dessa forma, a alfabetização não é apenas um processo técnico, mas uma jornada criativa e significativa de descoberta e crescimento. Esse contexto nos mostra a importância de se fazer registro dessas ações sendo vivenciadas pelas três partes a serem beneficiadas por esse projeto: crianças, responsáveis e professores. Nesse sentido, o propósito desse projeto é criar livros que resgatem brincadeiras tradicionais de diversas regiões do Brasil e levá-las para a sala de aula, incorporando-as ao processo de alfabetização e inclusão, sempre com a participação da família, com foco em fortalecer e melhorar o desempenho da criança. Para incorporar as brincadeiras da região em sala de aula, será oferecida uma capacitação para professores, onde eles terão a oportunidade de assimilar a importância do brincar no processo de alfabetização. Em paralelo, as famílias receberão uma formação com o objetivo de integrar e mostrar a importância da presença dos responsáveis durante o período escolar da criança. Enquanto responsáveis e professores são capacitados, os alunos também participam do projeto. Serão realizadas atividades lúdicas com as crianças, através do trabalho de arte pedagogos que levarão jogos e brincadeiras que estimulem o processo de alfabetização, fazendo com que tudo o que é aprendido e resgatado pelo projeto, seja paralelamente colocado em prática com os alunos da escola atendida. Ao final das formações, será realizado um evento para que as famílias, crianças e docentes possam explorar juntos o que foi aprendido por cada uma das partes, realizando apresentações, brincadeiras e integração junto à comunidade escolar. O projeto apresenta um potencial de impacto social e cultural significativo, não se limitando apenas à sua produção literária, mas também às atividades complementares. Devido à sua importância e em conformidade com as disposições da Lei de Incentivo à Cultura, nº 8.313, buscamos apoio financeiro de empresas patrocinadoras por meio de incentivos fiscais. Por meio das normas que regem a Lei 8.313/91, com objetivo de alinhamento do projeto, é possível verificar o enquadramento ao Art. 1º, conforme incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também propõe, conforme exposto no Art. 3º, o inciso III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. Por fim, o projeto se enquadra no Art.18, inciso III, letra a) artes cênicas e b) livros de valor artístico, literário ou humanístico;
OFICINAS FORMATIVAS PARA RESPONSÁVEIS: · Conceitos Básicos de Alfabetização: · Discussão sobre as habilidades fundamentais para a alfabetização, como reconhecimento de letras, associação entre letras e sons, e compreensão de textos simples. · O Papel das Brincadeiras Culturais na Alfabetização: Discussão sobre como as brincadeiras tradicionais podem ser utilizadas como ferramentas eficazes para promover a alfabetização de forma lúdica e significativa. · Brincadeiras Culturais como Ferramentas de Inclusão: Abordagem sobre como as brincadeiras culturais podem ser utilizadas para promover a inclusão, respeitando as diversidades e estimulando a participação de todas as crianças. · Exemplos de Brincadeiras Culturais: Demonstração de como essas brincadeiras podem ser adaptadas para fortalecer habilidades de leitura, escrita e compreensão de forma divertida. · Dicas e Estratégias para Responsáveis: Sugestões práticas para os responsáveis incorporarem brincadeiras culturais no dia a dia de seus filhos, tanto em casa quanto em atividades ao ar livre. · Orientações sobre como criar um ambiente propício para o aprendizado, estimular a curiosidade e incentivar a prática da leitura e escrita através do jogo. OFICINAS FORMATIVAS PARA PROFESSORES: · Brincadeiras Culturais: Valorizando a Tradição: Exploração do conceito de brincadeiras culturais e sua relevância na formação das crianças. · Metodologias Ativas e Participativas: Abordagem sobre metodologias de ensino ativas e participativas que integram brincadeiras culturais no currículo escolar. · Construindo um Ambiente Inclusivo na Escola: Sugestões e dicas para criar um ambiente escolar inclusivo, promovendo a diversidade, o respeito e a valorização das diferenças. · Planejamento de Atividades: Orientações práticas para o planejamento e desenvolvimento de atividades de alfabetização que incluam brincadeiras que fazem parte da cultura regional.
PRODUTO PRINCIPAL (LIVRO) Será criada uma versão em audiolivro da obra editada, visando contemplar pessoas com deficiência visual. Acessibilidade física e para pessoas com deficiência auditiva: não se aplica. PRODUTO SECUNDÁRIO (OFICINAS) Acessibilidade para pessoas com deficiência física: Todos os locais previstos para a realização das atividades do projeto deverão ser dotados por rampas e banheiros adaptados, conforme necessidade identificada. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Caso haja algum participante com deficiência auditiva, serão contratados profissionais de tradução simultânea em libras para realizarem as devidas adaptações. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: Caso haja algum participante cego, ou com baixa visão, monitores capacitados para tal deficiência serão disponibilizados, possibilitando envolvimento e participação nas atividades formativas. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Havendo necessidade, na hipótese de Pessoa com TEA e PcD intelectual, o projeto prevê a contratação de monitoria especializada para acompanhamento. PRODUTO SECUNDÁRIO (EVENTO DE ENCERRAMENTO) Acessibilidade para pessoas com deficiência física: Todos os locais previstos para a realização das atividades do projeto deverão ser dotados por rampas e banheiros adaptados, conforme necessidade identificada. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Caso haja algum participante com deficiência auditiva, serão contratados profissionais de tradução simultânea em libras para realizarem as devidas adaptações. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: Caso haja algum participante cego, ou com baixa visão, monitores capacitados para tal deficiência serão disponibilizados, possibilitando envolvimento e participação nas atividades formativas. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: Havendo necessidade, na hipótese de Pessoa com TEA e PcD intelectual, o projeto prevê a contratação de monitoria especializada para acompanhamento
As atividades desse projeto serão realizadas de forma totalmente gratuitas. Então, com propósito de alinhar o projeto aos preceitos que regem o art.29 da IN 01/2024, entendemos que o projeto contempla: II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; Em relação ao art. 30 da IN nº 01/2024, contempla-se: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VI - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil.
RAFAEL GLORIA – Proponente e gestor geral do projeto, tanto da parte decisória de todo o processo, quanto das atividades técnico-financeiras Jornalista formado na Ufrgs, especialista em Jornalismo Digital pela Pucrs e Mestre em Comunicação pela Ufrgs. Tem vasta experiência na cobertura e pesquisa cultural, sendo editor-fundador do Nonada Jornalismo. Também foi o responsável pelas reportagens e textos da publicação Rua Sete, do Santander Cultural, assim como um dos idealizadores do projeto editorial. Trabalhou em eventos como a Feira do Livro de Porto Alegre e CineEsquema Novo. Tem interesse na cultura, no jornalismo cultural, escrita criativa, direitos humanos na comunicação e história do jornalismo. Também ministra oficinas e cursos na área do jornalismo cultural, do jornalismo independente e da escrita criativa. Foi prêmio Agente Jovem do Ministério da Cultura, em 2012. Participou, como mediador, de mesas de debate sobre fanzines, na Festipoa Literária (2015), sobre a vida e a obra de Edgar Vasques, na galeria Hipotética (2018), além de mediar o Sarau dos Não Lidos, na Feira do Livro de Porto Alegre (2017). Foi menção honrosa no Prêmio Ari 2016 na categoria Reportagem Cultural. Produziu e coordenou eventos culturais como o sarau dos Não Lidos na Feira do Livro de Porto Alegre (2016 e 2016) e as sessões dos filmes Elena na sala Redenção (2016) e Twin Peaks na cinemateca Capitólio (2018). Em 2017, foi finalista do Prêmio Parceiros da Escrita, da AGES, com o projeto Nonada. Em 2020, foi selecionado para projeto no Fac Digital, com o projeto de podcast sobre o Largo do Zumbi. Também em 2020, foi selecionado pelo edital Lab Poa na categoria Livro e Literatura, que premiou diversas trajetórias em diferentes áreas da cultura. Também foi selecionado no Edital Criação e Formação – Fundação Marcopolo e Sedac/RS – projeto Revista Nonada, sobre viver de cultura (2021). THAIS SEGANFREDO - Coordenação Geral É jornalista, produtora cultural, diretora da Associação Cultural Nonada Jornalismo. Nos últimos anos, co-coordenou os projetos Sonário de Cozinhas-Território (2024), em parceria com a UFRGS; Comunica: potencializando culturas locais (2023), financiado pela Lei de Incentivo à Cultura; Rede Veredas de Artistas e Educadores Decoloniais (2023) e Travessias pela Cultura Popular (2022), ambos financiados pela Meta Journalism Project; Sons do Sul - uma cartografia linguística (2021), que abordou a diversidade linguística do RS; e Pioneiras da Arte no Rio Grande do Sul (2020), financiado via Lei Aldir Blanc 1. Também participou da produção de projetos como o Movimenta: política e diversidade em quadrinhos (2022) e o Sarau dos Não Lidos (2016 e 2017), na Feira do Livro de Porto Alegre. Como jornalista, escreveu reportagens sobre memória e patrimônio para a Associação Cultural Nonada Jornalismo e para o Jornal do Comércio. Atuou na assessoria de imprensa da Feira do Livro de Porto Alegre entre 2017 e 2018 e para a empresa Escaiola Arquitetura Rara (2018 a 2022), especializada em restauro de patrimônio cultural. Foi contemplada com uma bolsa do Pulitzer Center (2024) e com o primeiro lugar no prêmio ARI de jornalismo - categoria reportagem web (2021) por reportagem publicada no Nonada Jornalismo.
PROJETO ARQUIVADO.