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PRONAC 2415146Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

A MÚSICA REGIONAL COMO ALENTO PARA UM POVO

JULIO C. GLENZEL LTDA
Solicitado
R$ 199,4 mil
Aprovado
R$ 199,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Emergencial RS
Ano
24

Localização e período

UF principal
RS
Município
Pelotas
Início
2024-12-16
Término
2025-12-31
Locais de realização (1)
Pelotas Rio Grande do Sul

Resumo

O projeto visa realizar GRATUITAMENTE ações de estímulo ao desenvolvimento cultural como motivação, através da realização de eventos culturais através da musica.

Sinopse

Não se trata de num texto teatral, livro, filme ou similar. O projeto desenvolverá duas apresentações musicais de música regional do sul. Uma apresentação com Gaúcho da Fronteira e Banda e outra com Carlos Magrão e Banda. Cada espetáculo terá duração de aproximadamente 2 horas. PARA O PÚBLICO ACOMPANHAR AS ATRAÇÕES E O PROJETO DISTRIBUIREMOS 7.200 INGRESSOS PARA A POPULAÇÃO, SENDO 400 DIRETOS AO PATROCINADOR. ESTES INGRESSOS SERÃO NA VERDADE SOMENTE PARA DISCIPLINAR A ENTRADA DO PÚBLICO NOS EVENTOS, HAJA VISTA NÃO HAVER QUAISQUER EXIGÊNCIAS DE VALORES PARA TAL.O projeto será totalmente franco em todas as suas fases. Por ter programação diversificada estará abrangendo as mais variadas classes sociais e faixas etárias, sendo um meio claro de acesso e democratização sócio-cultural.Não serão cobrados quaisquer ingressos, valores ou assemelhados, direta e indiretamente para a participação no projeto.

Objetivos

O objetivo é assegurar o fortalecimento da cultura da cidade de Pelotas/RS e trazer motivação para a comunidade, após a catástrofe natural que atingiu a cidade e estado, através da realização de evento de música e de artes cênicas. Objetivo Geral: O objetivo é propiciar o fortalecimento da cultura da cidade de Pelotas/RS e trazer motivação para a população, após a catástrofe natural que atingiu a cidade e estado, através da realização de eventos de música. Objetivo Específico: - PRODUTO APRESENTAÇÃO MUSICAL: Realizar duas apresentações musicais de mpusica regional, uma com CARLOS MAGRÃO e Banda e outra com GAÚCHO DA FRONTEIRA e banda, ambas totalmente gratuitas a todos os públicos;

Justificativa

É necessário impulsionar a cultura de forma criativa e contribuir para que a geração de emprego e renda venham trazer alento a cidade de Pelotas, uma das atingidas com as cheias de maio/2023. Tem-se por contribuir com a motivação da população através da cultura. EM RELAÇÃO A SUMULA ADMINISTRATIVA Nº 32, EM ESPECIAL ESTE PROJETO NO QUE TANGE AO ESPETÁCULO DE MÚSICA REGIONAL ESTÁ INSERIDO: "II - as manifestações musicais produzidas, que refl itam as tradições, os modos de vida, as múltiplas realidades e as características de determinada região, de uma comunidade ou por ela recebida e interpretada, resultando na criação de produtos culturais, respeitando as características daquela região e sua tradição". Caso específico e especial do repertório e musicalidade do show de Carlos Magrão e Banda e Gaúcho da Fronteira e Banda. Informamos que o projeto está enquadrado nos seguintes incisos do Art 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: - Além de inúmeros fatores explícitos no projeto, a gratuidade total abrange esse inciso; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX - priorizar o produto cultural originário do País: O projeto detêm em sua programação cultural, artistas exclusivos do País em suas mais amplas manifestações através da musica popular, com isso valorizando aquilo que é originário de nosso País e enaltece nossa cultura. E NOS OBJETIVOS DO ART. 3º da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; Especialmente favorecer o reconhecimento do valor estratégico das expressões e dos produtos culturais locais de Pelotas/RS, buscando construir agenda permanente de desenvolvimento, trazendo para à população local a real possibilidade de desenvolver e estabelecer objetivos e prioridades junto a comunidade, determinando controlar meios de produção e administração de infraestruturas culturais. Justificamos, impulsionar a Inclusão Social e Democrática, pois a comunidade da cidade levando em conta os atingidos pela enchente principalmente, jamais teriam condições de participar de eventos desta grande magnitude, caso houvesse a cobrança de ingressos; É necessário impulsionar a cultura de forma criativa e contribuir para que a geração de emprego e renda venham trazer alento a cidade de Pelotas, uma das atingidas com as cheias de maio/2023. Tem-se por contribuir com a motivação da população através da cultura. Neste projeto o financiamento da Lei Rouanett é a única e exclusiva fonte de captação para a realização de todas as ações e metas necessárias para o sucesso do mesmo, pois não haverá quaisquer espécies de cobrança de ingressos e assemelhados ou comercialização direta e indireta de produtos culturais concretos para as comunidades durante a realização do projeto;Fruir e incentivar o gosto pela cultura de forma abrangente, qualitativa e diversificada, haja vista Carlos Magrão e Banda e Gaúcho da Fronteira e Banda serem claramente identificados pela música regional do sul; Oportunizar momentos inesquecíveis de total descontração e prazer ao colocar a população da cidade em contato direto com dois grandes espetáculos de forma ampla, acessível, gratuita e democrática;Trazer à população, o convívio com a excelência musical das atrações A comunidade de Pelotas e região receberá os shows musicais de formato totalmente gratuita, amplo e de fácil acesso, desenvolvendo filantropia e inclusão social e democrática, incentivando as sociedades, e enaltecendo imensamente a cultura brasileira. Enobrecer através da música a cultura popular brasileira de forma sólida e abrangente;

Estratégia de execução

Declaro que o projeto cultural é uma produção independente, pois este proponente não detem a posse ou propriedade de casas de espetáculos ou espaços de apresentações musicais. Será realizado GRATUITAMENTE duas apresentações musicais, dois espetáculos de música regional de abrangência nacional: Um com Carlos Magrão e Banda e outro com Gaúcho da Fronteira e Banda ambos na forma gratuita a toda população. Queremos atingir todos os habitantes e visitantes dos municípios da região intencionando valorizar estas culturas em âmbito local, regional e estadual; Todas atividades culturais estarão sendo direcionadas principalmente a população sócio-econômica não favorecida e de diversificada faixa etária de toda cidade e região. As ações conjugadas proporcionarão a realização de um projeto completo e de extrema qualidade cultural, preservando com absoluta certeza o patrimônio cultural e imaterial da cidade de Pelotas/RS.Desenvolveremos a inclusão sócio-cultural e democrática com a gratuidade total na participação da programação do projeto; Confeccionaremos todas as peças publicitárias do projeto, colocando em prática todo planejamento de divulgação, que será o mais expressivo possível, afins de valorizar o evento, a Lei Rouanett e a cultura como um todo;Realizaremos todas as contratações e metas necessárias do projeto;Iremos desenvolver: captação de patrocínios, lançamentos do projeto e patrocinadores, produção dos espetáculos e dos próprios eventos; - Serão beneficiários das diárias de alimentação todos os artistas, pois será para uso nos camarins. Uso das equipes de Carlos Magrão e banda, e Gaúcho da Fronteira e Banda, contemplando os músicos, técnicos, assessores e produção; - Serão beneficiários das Hospedagens todos os artistas. Uso das equipes de Carlos Magrão e banda, e Gaúcho da Fronteira e Banda, contemplando os músicos, técnicos, assessores e produção. Também montadores e produtores e proponente. Em referência ao Decreto nº 11.453/23, abrangemos:Art. 3º Os mecanismos de fomento cultural contribuirão para:I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e a sua difusão em escalanacional; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais;VI - fomentar atividades culturais afirmativas para a promoção da cidadania cultural, daacessibilidade às atividades artísticas e da diversidade cultural; Nisso, incentivar a sociedade, com isto, promovendo maior, melhor e ampla qualidade de vida a todos envolvidos direta e indiretamente no projeto; Conciliar em prática um momento extremamente cultural, através dos benefícios advindos e adquiridos da participação de dois espetáculos musicais de profunda qualidade;

Especificação técnica

01 dia- Apresentação de Carlos Magrão e Banda 01 dia - Apresentação de Gaucho da Fronteira e Banda EMBORA NÃO HAVENDO A NECESSIDADE DE CONTRAPARTIDA SOCIAL, TENDO EM VISTA O PROJETO SER FRANCO EM SUA TOTALIDADE, CONFORME ART.32 §3º E ART. 35 §5º DA IN 11/23, SERÁ APRESENTADO COMO CONTRAPARTIDA SOCIAL A REALIZAÇÃO DE OFICINAS DE PRÁTICA MUSICAL COM MÚSICOS INTEGRANTES DOS ESPETÁCULOS, TENDO A META DE ATINGIR ATÉ 100 PARTICIPANTES EM 02 HORAS DE ATIVIDADE. As ações conjugadas proporcionarão a realização de um projeto completoe de extrema qualidade cultural, preservando com absoluta certeza o patrimônio cultural e imaterial da cidade de Pelotas/RS O Projeto é fundamentado em desenvolver uma qualitativa programação cultural.Não haverá nenhuma criação ou comercialização de qualquer produto cultural.

Acessibilidade

EMBORA NÃO HAVENDO A NECESSIDADE DE CONTRAPARTIDA SOCIAL, TENDO EM VISTA O PROJETO SER FRANCO EM SUA TOTALIDADE, CONFORME ART.32 §3º E ART. 35 §5º DA IN 11/23, SERÁ APRESENTADO COMO CONTRAPARTIDA SOCIAL A REALIZAÇÃO DE OFICINAS DE PRÁTICA MUSICAL COM MÚSICOS INTEGRANTES DOS ESPETÁCULOS, TENDO A META DE ATINGIR ATÉ 100 PARTICIPANTES EM 02 HORAS DE ATIVIDADE. - APRESENTAÇÃO MUSICAL: - ACESSIBILIDADE FÍSICA: Declaramos para os devidos fins, que o projeto estará atendendo plenamente todos os idosos, crianças e pessoas com deficiências em geral, quanto a acessibilidade ao local de realização do projeto.Estarão à disposição cadeiras plásticas confortáveis para as referidas acomodações dos mesmos durante a programação do projeto em local privilegiado durante as suas realizações;Também estará à disposição equipe de voluntários que ficarão a disposição de todos os idosos, crianças e pessoas com deficiências em geral, assim como uso de banheiros P.N.E.;Junto à estrutura estarão sendo disponibilizadas ambulância e equipe médica como forma de prevenção e auxílio de todos os idosos, crianças e pessoas com deficiências em geral. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Na produção/execução: Ambulância, grades, locação de cadeiras e banheiros químicos P.N.E. - ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS:Também estará à disposição equipe de voluntários que ficarão a disposição de todas as pessoas com deficiências visual;Junto à estrutura estarão sendo disponibilizadas ambulância e equipe médica como forma de prevenção e auxílio de todas as pessoas com deficiências visual. Acrescentaremos medidas que serão adotadas para promover o acesso ao conteúdo do projeto às pessoas com deficiência visual através de narrador de audio descrição, para acessibilidade de conteúdo, se for necessário conforme a demanda de participação, na programação e produtos culturais do projeto nos TERMOS DA LEI 13.146 DE 2015 E DO DECRETO 11.473/23. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Na produção/execução: Narrador de áudio descrição, ambulância. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Também estará à disposição equipe de voluntários que ficarão a disposição de todas as pessoas com deficiência auditiva;Junto à estrutura estarão sendo disponibilizadas ambulância e equipe médica como forma de prevenção e auxílio de todas as pessoas com deficiência auditiva. Acrescentaremos medidas que serão adotadas para promover o acesso ao conteúdo do projeto às pessoas com deficiência auditiva, através de intérprete de libras, se for necessário conforme a demanda de participação, na programação e produtos culturais do projeto NOS TERMOS NOS TERMOS DA LEI 13.146 DE 2015 E DO DECRETO 11.473/23. Item da PLANILHA ORÇAMENTÁRIA: Na produção/execução: intérprete de libras, ambulância. DECLARAÇÃO DE ACESSIBILIDADE A PESSOAS IDOSAS, NOS TERMOS DO DECRETO 11.473/23: Declaramos para os devidos fins, que o projeto A Música Regional Como Alento para Um Povo estará atendendo plenamente todos os idosos, crianças e pessoas com deficiências em geral, quanto a acessibilidade ao local de realização do projeto. Estarão à disposição cadeiras confortáveis para as referidas acomodações dos mesmos durante a programação do projeto em local privilegiado; Também estará à disposição equipe de voluntários que ficarão a disposição SE NECESSÁRIO de todos os idosos, crianças e pessoas com deficiências em geral que se fizerem presentes; Junto à estrutura estarão sendo disponibilizadas ambulância e equipe médica como forma de prevenção e auxílio de todos os idosos, crianças e pessoas com deficiências em geral que se fizerem presentes. Reiteramos que o projeto será realizado plenamente com entrada franca a todos. EMBORA NÃO HAVENDO A NECESSIDADE DE CONTRAPARTIDA SOCIAL, TENDO EM VISTA O PROJETO SER FRANCO EM SUA TOTALIDADE, CONFORME ART.32 §3º E ART. 35 §5º DA IN 11/23, SERÁ APRESENTADO COMO CONTRAPARTIDA SOCIAL A REALIZAÇÃO DE OFICINAS DE PRÁTICA MUSICAL COM MÚSICOS INTEGRANTES DOS ESPETÁCULOS, TENDO A META DE ATINGIR ATÉ 100 PARTICIPANTES EM 02 HORAS DE ATIVIDADE.

Democratização do acesso

Em relação a ampliação de acesso, o projeto estará atendendo, conforme art.30 da IN 11/2024: III- o projeto irá oferecer transporte gratuito ao público prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência: PRODUTO: ESPETÁCULO MUSICAL: III- oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos: INFORMAMOS QUE O PROJETO EM TODAS AS FASES SERÁ TOTALMENTE GRATUITO, OU SEJA, NÃO HAVERÁ COBRANÇA DE QUAISQUER VALORES PARA O PÚBLICO ACOMPANHAR AS ATRAÇÕES E O PROJETO, ASSIM COMO NÃO SERÁ COMERCIALIZADO NENHUM PRODUTO CULTURAL. ENTÃO DISTRIBUIREMOS 7.200 INGRESSOS PARA A POPULAÇÃO, SENDO 400 DIRETOS AO PATROCINADOR. ESTES INGRESSOS SERÃO NA VERDADE SOMENTE PARA DISCIPLINAR A ENTRADA DO PÚBLICO, HAJA VISTA NÃO HAVER QUAISQUER EXIGÊNCIAS DE VALORES PARA TAL. EMBORA NÃO HAVENDO A NECESSIDADE DE CONTRAPARTIDA SOCIAL, TENDO EM VISTA O PROJETO SER FRANCO EM SUA TOTALIDADE, CONFORME ART.32 §3º E ART. 35 §5º DA IN 11/23, SERÁ APRESENTADO COMO CONTRAPARTIDA SOCIAL A REALIZAÇÃO DE OFICINAS DE PRÁTICA MUSICAL COM MÚSICOS INTEGRANTES DOS ESPETÁCULOS, TENDO A META DE ATINGIR ATÉ 100 PARTICIPANTES EM 02 HORAS DE ATIVIDADE.

Ficha técnica

Para que seja evitado dúvidas, informamos as atividades que o proponente estará atuando no projeto: Informamos que o proponente estará trabalhando no projeto, atuando desde a pré-produção, Captação Financeira, produção/execução, divulgação, pós-produção e prestação de contas, atuando em todas as fases, como produtor executivo, diretor, operador logístico, consultor e administrador, tendo em vista o objetivo de proporcionar amplo sucesso ao projeto, estando presente em todas as etapas. O trabalho será desenvolvido além da sede e local de domícilio, como, onde for necessário em outras cidades do estado e País, e no local de realização do projeto, inclusive desde a data de aprovação, durante todo o mês de janeiro de 2025, e também na pós-produção até o final do mês de fevereiro de 2025. Além de todas as decisões, o proponente estará revisando cada passo em cada etapa. O proponente/dirigente da instituição será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto, incluindo atividade técnico financeira,. PARTICIPANTE 1: CARLOS MAGRÃO E BANDA: Carlos Eugênio Knop, nascido em 25 de Agosto de 1960, na cidade de Campo Novo, Rio Grande do Sul, filho de Estevo Knop (in memorian) e Maria Bones Knop (in memorian). Cresceu ouvindo seu pai, um pequeno agricultor, que nos fins de semana animava pequenos eventos da cidade tocando gaita e violão. Aos oito anos de idade ganhou seu primeiro instrumento, uma “gaitinha”, como ele mesmo se refere ao presente que ganhara no Natal. Havia pedido ao papai Noel uma gaitinha,e um suspensório, para segurar a bermuda e calças quando ia para a escola. Foi criado no interior em meio à vida simples. Sempre envolto com a música regional, através dos programas de rádio e incentivado pelo pai a participar de bailes/ eventos do CTG Sentinela das Coxilhas. Nessa época começou a participar dos concursos como Festivais Estudantis, de toda a região, quase sempre conquistando medalhas, não só como gaiteiro, mas também como cantor/ intérprete. Aliás, no ano de 1979 lança seu primeiro Long Play, numa formação em trio, com as irmãs da Luz, Ervina e Donatila da Luz, como eram conhecidas. O conjunto se chamava Os Taiguaras, porém não teve continuidade, pois logo Carlos Eugenio sairia de Campo Novo para um novo desafio. Seu nome artístico Carlos Magrão viria, já em Passo Fundo, aos 19 anos, onde começa uma nova jornada em busca de sonhos, através dos estudos, pois tinha desejos de se tornar dentista. Porém a força que movia sua alma, foi mais forte, e a música gritava alto dentro de si, passou a tocar numa banda de rock, completamente diferente do estilo que aprendera com seu pai. O conjunto Reflexo Som, lhe trouxe grandes referências da música internacional, como Beatles, Led Zeppeling, Dip Purple,e outros tantos nomes da música mundial. Animavam bailes na década de 1980 em todo o Estado do Rio Grande do Sul. Esta passagem pela música pop deu a ele, a oportunidade de conhecer e tocar com outros músicos, expandindo seu conhecimento musical que no futuro daria um complemento no seu trabalho regional nativista, enriquecendo suas melodias, com acordes e notas que viriam da inusitada experiência e musicalidade do pop rock. Em 1985, já com o nome artístico Carlos Magrão, conhece outro músico da cidade, Osvaldir Didoné Souto, que abrira o Bar Recanto Nativo. Nessa época Magrão foi contratado para tocar gaita e cantar junto com Osvaldir, e seu violão, neste bar. Juntos Osvaldir e Carlos Magrão lotavam diariamente o local, atraindo muitos admiradores da música que ali era tocada. O repertório era de Teixeirinha a Milton Nascimento, e música popular brasileira feita de gaita e violão. Foram quatro anos de sucesso no bar Recanto Nativo, em 1988, realizam o sonho de gravar o primeiro Long Play (LP), intitulado, “Versos, Guitarra e Caminhos”. Patrocinado por amigos, apreciadores da arte. Com este trabalho cria-se o nome “Osvaldir e Carlos Magrão”. PARTICIPANTE 2: Gaúcho da Fronteira e Banda : Histórico Gaúcho da Fronteira não estava apenas resfriado. Tinha uma pneumonia. Segurando uma cuia de chimarrão em uma das mãos e o telefone celular na outra, respondeu que não, não poderia receber a reportagem naquela semana. Acabara de chegar de um show no Pará e precisava descansar para pegar a estrada de novo dali a três dias, desta vez rumo a Curitiba. – Se a doutora me liberar – ressalva, com a voz sumindo. A médica não recomendou, mas Gaúcho não faltou ao compromisso no Paraná naquele início de maio. Há mais de 40 anos é assim. São poucos os finais de semana em que não agarra sua gaita-ponto e abre o peito para gargalhar com malícia e cantar letras de duplo sentido diante do público. A distância das redes nacionais de televisão, que costumava frequentar no início dos anos 1990, faz muitos pensarem que a carreira do cantor teria se encerrado depois de sucessos como Nheco Vari Nheco Fum, Vaneirão Sambado e Herdeiro da Pampa Pobre. Basta tentar marcar um compromisso com o músico para entender que não é assim. Nesta sexta-feira, o gaiteiro completa seu 70º aniversário, efeméride que motivou ZH a encontrá-lo algumas vezes para compor esta reportagem. Além de ter a agenda apertada, é praticamente impossível conversar com Gaúcho da Fronteira em público. No final de maio, o músico tinha um show marcado em um clube no bairro Partenon, em Porto Alegre. Estávamos em uma matinê da terceira idade, mas a euforia das fãs era semelhante à de adolescentes em torno de um ídolo teen. Ao entrar no salão, o músico foi imediatamente cercado por dezenas de senhoras na casa dos 70 e 80 anos de idade, que disputavam lugar ao lado dele, quanto mais perto melhor, e exibiam destreza para segurar o celular e tirar selfies com ele. – Conheci o Gaúcho na TV. Desde então acompanho a carreira dele. Ele é diferente. Tem esse jeito bem disposto, alegre – diz a fã Maria de Moraes Ávila, que comemorava seu aniversário de 76 anos ao lado do ídolo. Depois de alcançar sucesso nacional, com presença constante em programas de grande audiência, como o Xou da Xuxa, Gaúcho da Fronteira foi alçado ao posto de músico regionalista gaúcho vivo mais conhecido e vendido no Brasil – legítimo herdeiro de Pedro Raymundo, Gildo de Freitas e Teixeirinha, em menos de um ano alcançou a marca de 500 mil discos comercializados, sendo o primeiro nativista a ter seu trabalho lançado em CD. Atualmente, está longe da parada de sucessos e toca seguidamente para públicos com poucas centenas de pessoas – foram 260 no baile veterano citado há pouco. Mas não se trata de um artista apegado à grande exposição que teve no passado. Ao contrário, demonstra plena satisfação ao retirar a camisa encharcada de suor após o show e cobrir-se com um vistoso pala: – Quando comecei minha carreira, achei que poderia fazer o que faço hoje. Agora que vivo essa realidade é simplesmente maravilhoso. Chegar aqui não foi fácil. Do interior de Tranqueras, no Uruguai, passando por Santana do Livramento e a capital gaúcha, Gaúcho da Fronteira abriu porteiras para a música regional com muito trabalho. Além de talento e carisma, essa trajetória foi composta por coragem para superar tabus e habilidade para criar pontes entre diferentes culturas, vertentes e ritmos musicais. Foi em 1975 que Heber Artigas Armua Frós – sim, é esse o nome de batismo – gravou seu primeiro disco como Gaúcho da Fronteira. Taxista em Santana do Livramento, chegou confuso ao centro de Porto Alegre em busca do compositor Leonardo, autor do clássico Céu, Sol, Sul, Terra e Cor. Leonardo estava trabalhando como produtor no selo Beverly, da gravadora paulista Copacabana, e já tinha convidado Gaúcho para uma visita. Ao chegar ao escritório, localizado em um andar alto em frente à Praça Dom Feliciano, anunciou: – Vim aqui porque quero gravar meu disco. – Muito bem – Leonardo respondeu. – Mas cadê teu conjunto? A pergunta fazia sentido. Na última vez em que se encontraram, Gaúcho da Fronteira era ainda um dos componentes do grupo Os Vaqueanos, grupo de Livramento que também contava com Adair de Freitas e Nelson Cardoso. – Quero gravar individualmente – disse o visitante. – Mas tu tens repertório? – espantou-se o produtor. – Sim. – E trouxe uma fita para eu analisar? – Não – respondeu Gaúcho, que, confiante, arrematou: – Trouxe a goela e o violão.Sob o olhar desconfiado de Leonardo, abriu o peito e cantou. Foi o suficiente para dissipar qualquer dúvida do produtor de que era preciso registrar o que ouvia. – Vamos descer agora mesmo para o estúdio e gravar – sentenciou Leonardo. Mais tarde, em 1989, no auge da fama, Gaúcho da Fronteira explicaria em uma entrevista porque seu trabalho causava reações como aquela: – Acontece que a minha música chega direto ao ouvido, é uma coisa imediata. Em seu raciocínio, havia uma diferença na comparação com a maior parte dos nativistas da época, cuja música, seguiu, "tens que ficar esperando, estudando, analisando a letra, para depois valorizar". – Gaúcho da Fronteira tocou muito tempo em bocadas no Uruguai e em Livramento. Quando veio para Porto Alegre, se sobressaiu com suas músicas de duplo sentido e com esse carisma talhado nos bailões – afirma o produtor Sady Soares, que já assinou trabalhos de Os Serranos, Os Monarcas, Os Fagundes e José Mendes Jr. O pequeno Heber Artigas começou a frequentar as bocadas desde cedo. Na infância, ainda no distrito uruguaio de Laureles, perto de onde nasceu e precisamente viveu seus primeiros anos de vida, acompanhava os pais a todos os bailes. Todos já sabiam qual era seu lugar preferido: na primeira cadeira em frente aos músicos. – Ali eu ficava até cochilar. E ai de alguém que fosse me tirar dali. Eu não saía de jeito nenhum. Se vinha minha mãe ou meu pai me tirar, eu dava uns tapas meio dormindo e não saía – relembra o músico. O fascínio do menino pelos conjuntos foi levado em conta pelos pais quando um parente falou que tinha uma gaita para vender. Fizeram negócio. Nas mãos de Heber, em pouco tempo o instrumento começou a ecoar melodias e ritmos impecáveis. Ele tinha apenas sete anos e nenhum professor de música por perto. Como aprendeu? – Aprendi porque Deus é grande – responde hoje, sem hesitar. Os pais do jovem tinham um pedaço de campo onde trabalhavam com pecuária. Não eram músicos, mas serviram de inspiração para o futuro compositor. A mãe de Heber é, na verdade, uma das referências mais citadas quando fala de seu trabalho. A uruguaia Brígida Armua carregava o nome artístico de Calandria Gaucha: era poeta (muitos de seus textos seriam musicados pelo filho) e participava de programas de rádio e televisão. – Ela tinha o mesmo senso de humor do Gaúcho. É uma herança dela grande parte desse jeito dele se apresentar e viver – avalia a produtora Vergínia Guimarães, que trabalhou por 26 anos com Gaúcho. A mãe era uruguaia, mas o pai, Santo Conceição Frós, era brasileiro. E foi para o Brasil, em Santana do Livramento, que Heber se mudou para frequentar a escola. Trabalhou em uma carpintaria e foi motorista de caminhão e táxi. A primeira apresentação musical se deu aos 16 anos, em Rivera, em um show beneficente, dedicado a um milico que ficara cego em um acidente. Foi por essa época que escreveu seus primeiros versos e que assumiu o nome de Gaúcho da Fronteira. – Eu tocava gaita, bandoneom e violão, um pouco de cada coisa. Cantava as músicas do José Mendes e do Gildo de Freitas, mas as que eu mais cantava eram as do Teixeirinha. Eu era fã do homem, e meu timbre era parecido com o dele. Um dia, um radialista começou a me chamar de Teixeirinha da Fronteira. Foi a partir daí que adotei Gaúcho da Fronteira – conta o músico. Entre corridas de táxi e caminhão, em 1968, Gaúcho da Fronteira passou a se apresentar com Os Vaqueanos. Até gravaram um compacto, mas o resultado foi um desastre. O registro se deu em Montevidéu, onde tinham amigos e parentes, e alugaram um estúdio para a gravação, mas não souberam lidar com os equipamentos da sala. Ao final, não dava para ouvir direito nada do que foi gravado. A bolachinha ficou conhecida entre os mais chegados como "o disco dos murmúrios". O primeiro LP solo, produzido por Leonardo e lançado em 1976, tinha muito mais que murmúrios, mas mesmo assim não alcançou grande repercussão. Foi só em 1978, com mudança para a Capital, que as coisas começaram a melhorar. Criado nas amplidões do pampa, Gaúcho mudou-se com a mulher e os dois filhos para um pequeno apartamento em Porto Alegre. Assim ficou mais próximo das grandes rádios e dos escritórios de músicos regionais. Para sustentar a casa, era cantor na Churrascaria Gauchão, na Estação Rodoviária. Em uma viagem para o Litoral, compôs o primeiro sucesso, Praia Gaúcha, com os versos "Em Capão da Canoa/ E lá em Tramandaí/ É bom de tomar banho/ com a prenda e os guri". A faixa saiu no disco Mensagem do Sul (1978), que também tinha A Utilidade de Dedo, na qual refletia: "Sei até que certa gente/ Já pensa em maldade/ Só porque eu falo do dedo/ E da sua utilidade/ Mas quem pensa e analisa/ Vai ver que é uma realidade/ Se a gente tá no escuro/ Em qualquer dificuldade/ Primeiro se leva o dedo/ Pra procurar claridade". As duas faixas caíram no gosto popular, mas também trouxeram problemas para o compositor. O primeiro deles foi com a censura. Foi preciso encurtar o título A Utilidade de Dedo para O Dedo para que a faixa fosse liberada. Mais tarde, em 1984, passou pela mesma situação com Pensando Naquilo, que teve o nome trocado para Sonhando com Ela ("Já não aguento mais/ Não durmo tranquilo/ Sonhando com ela/ E pensando naquilo)". Já a segunda resistência foi dos setores mais conservadores do movimento tradicionalista, que mais tarde voltariam a criticar o artista por mesclar música regional gaúcha com outros gêneros musicais. Nesse primeiro momento, a desaprovação foi por conta dos duplos sentidos e da superficialidade das letras. Em uma Califórnia da Canção Nativista, um dos participantes quis barrar a entrada de A Utilidade do Dedo, mas a música foi tocada com apoio dos organizadores. Dali alguns anos, Gaúcho da Fronteira viveria a mesma situação, mas desta vez por ser politizado demais. Nas eleições de 1989, a faixa Éramos Felizes e Não Sabíamos se tornou sucesso ao criticar o então candidato a presidente Fernando Collor de Mello. "Essa vidinha tão boa/ Agora vai terminar/ Porque tá chegando o homem/ Caçador de marajás", dizia a letra. O músico participava de showmícios do paranaense José Eduardo Vieira, candidato ao Senado pelo PTB. Em uma das cidades pelas quais a campanha passou, o prefeito, aliado a Collor, ameaçou barrar o show caso a música estivesse no repertório. José Eduardo ficou do lado do gaiteiro, e a apresentação aconteceu com uma empolgada interpretação da polêmica composição. O envolvimento com a política fez até Gaúcho candidatar-se a um cargo público. – Uma vez Brizola me disse que eu precisava entrar na política. Fiquei com aquilo na cabeça, mas só depois me decidi – lembra o compositor. Foram duas candidaturas frustradas a deputado estadual, uma pelo PTB, em 2010, outra pelo PSDB, em 2014. A primeira arrecadou 13.667 votos, e a segunda, 10.581. – Vai ver os eleitores estão felizes com esses políticos que estão aí – afirma, dando de ombros e mudando de assunto. Longe das urnas no final dos anos 1980, a carreira de Gaúcho da Fronteira alcançava enorme aprovação popular, e ele se enturmava com os músicos regionais. Semanalmente, encontrava em um bar da Rua dos Andradas nomes como Teixeirinha, José Mendes, Sidney Lima, Crioulo dos Pampas e Os Mirins, além de artistas de circo que vinham divulgar suas temporadas. Dali, subia até a Avenida Salgado Filho, onde tomava o ônibus Linha 95, em direção à Rádio Farroupilha, para tocar sua gaita no Grande Rodeio Coringa, histórico programa naquele momento apresentado por Darcy Fagundes e Luís Menezes. – Cresci com meus tios Darcy e Nico exaltando o Gaúcho da Fronteira. Para mim, ele é um integrante da nossa família – diz o músico e apresentador de TV Neto Fagundes. Enquanto isso, em São Paulo, os diretores André Midani e Roberto de Oliveira trabalhavam em um projeto que mudaria a vida de Gaúcho, embora ele nem imaginasse isso. A dupla montava para gravadora Warner o selo Rodeio, investindo em novos talentos da música regionalista de diferentes partes do país. Responsável pela contratação dos artistas, a produtora Vergínia Guimarães foi em busca de novidades do Sul. Foi nesse momento que o músico Dino Franco entregou a ela uma fita cassete: – Escuta isso. São coisas que amigos do Sul mandaram. Tem uma coisa meio estranha aí no meio, mas acho que você vai gostar. Era a música Nheco Vari Nheco Fum. – Ouvi aquilo e falei: "Vamos gravar amanhã!". Liguei para o Dino e disse para trazer o Gaúcho da Fronteira no dia seguinte – conta Vergínia. – A gaita é o instrumento que mais fala com a emoção do ser humano. Ouvi o toque dele e a brincadeira que fazia com a voz e falei: "Isso vai pegar". Pegou. A canção foi o primeiro sucesso nacional de Gaúcho da Fronteira. Nheco Vari Nheco Fum foi composta como uma homenagem ao grupo Os Três Xirus, da música Na Base do Varifum, e Os Araganos, da faixa Nheco-Nheco. Humberto Gessinger, líder d’Os Engenheiros do Hawaii, banda que gravou O Herdeiro da Pampa Pobre (parceria de Gaúcho e Vaine Darde) em 1991, conta que gostaria de ter registrado a sua versão da faixa. – Me sinto mais à vontade cantando o que escrevo. As poucas regravações que fiz são canções que eu curto e sei que não conseguiria escrever. Num mundo ideal, eu teria gravado algo como Nheco Vari Nheco Fum, com sua onomatopeia maluca – comenta Gessinger. – Mas, na vida real, ela fica muito distante do que eu consigo fazer. Gaúcho da Fronteira tem um lance performático, de entretainer que transcende a música e é muito difícil reproduzir. Herdeiro da Pampa Pobre estava a uma distância mais compreensível para mim. Com um disco lançado por uma gravadora multinacional, Meu Rastro, em 1980, as portas se abriram com mais facilidade, e o artista sedimentou sua carreira em várias regiões do Brasil. Mas uma virada ainda maior estava por vir em 1988, com o álbum Gaiteiro, China e Cordeona, que tinha a música que fortaleceria a fama de Gaúcho no Rio de Janeiro, dando visibilidade ao músico em programas de grande audiência da TV Globo. Era nada menos que um samba, ou melhor, um Vaneirão Sambado, para o desespero dos amigos do gaiteiro. – Quando mostrei a música para o Edson Dutra, d’Os Serranos, ele botou as mãos na cabeça. "Meu Deus, o Gaúcho agora foi gravar um samba! O que deu naquele gaúcho doble chapa que conhecíamos?". O Edson ficou preocupado, porque aquilo poderia ser mal compreendido entre os tradicionalistas – lembra Sady Soares. E foi mal compreendido mesmo. – Lembro que houve celeuma, mas fiquei do lado do Gaúcho, porque a mistura de ritmos que ele fazia sempre foi de bom gosto – diz Edson Dutra. Pela ousadia de gravar um samba, Gaúcho da Fronteira foi punido por muitos CTGs, que não aceitavam mais receber seus shows. Sendo centros que zelam pela tradição gaúcha, alguns não sabiam lidar com a novidade de mesclar o vaneirão com o samba carioca. Para piorar a situação, o mesmo disco contava com a faixa Rock Bagual, sobre uma menina que costumava frequentar bailes de fronteira, mas "se perdeu por aí/ dentro duma calça Lee/ sempre mascando chiclete". Misturar a música regionalista do Sul com o samba já era uma ousadia; com o rock, moderno e estrangeiro, era inadmissível. Já no centro do país, Gaúcho da Fronteira nunca havia sido tão celebrado. Com aparições no Xou da Xuxa e em outros programas de TV, passou a circular também por Norte e Nordeste. Nas lojas, Gaiteiro, China e Cordeona se tornava um sucesso de vendas, reforçado com o lançamento da coletânea O Melhor de Gaúcho da Fronteira, pela Som Livre. Juntos, os dois álbuns venderam 500 mil cópias em 1989. A seleta da Som Livre foi o primeiro disco regionalista do país a ser lançado também em CD, quando os disquinhos, hoje quase obsoletos, eram ainda a mídia musical do futuro, luxo de poucas famílias endinheiradas – o que indica que o gaiteiro não era querido apenas nas classes populares. Desde então, apenas outro artista regionalista do Sul tem sido comparado a ele em venda de discos e popularidade nacional: seu ídolo Teixerinha. Com Gaúcho da Fronteira tocando em todo o Brasil, os CTGs também começaram a ceder espaço. – Foi muito difícil abrir uma brecha. Conseguimos tocar em alguns clubes do Paraná, depois de Santa Catarina, aí os do Rio Grande do Sul também foram se abrindo – conta Vergínia. O compositor Vaine Darde foi um dos responsáveis pelo sucesso nacional de Gaúcho, sendo seu parceiro em Vaneirão Sambado e Rock Bagual. – O Vaine (Darde, compositor) foi muito importante nisso. Ele criava a mistura e o Gaúcho matava no peito – avalia Sady Soares. Vaine lembra que, depois desse estranhamento inicial, mesmo os tradicionalistas mais ortodoxos aceitaram a mistura: – Foi uma inovação. No início, houve esse ranço, mas depois já pediam para o Gaúcho incluir Vaneirão Sambado no repertório dos CTGs. Viajei algumas vezes com ele. Em Bagé, em um ginásio enorme, lembro que vi casais e senhores de idade dançando vaneirão com aquela pegada de samba. Foi maravilhoso ver aquilo sendo aceito. Em 1990, foi a vez de Gaúcho construir mais uma ponte musical, desta vez com o Nordeste. Forronerão, parceria com João Guerreiro no disco Gaitaço, abriu porteiras para sedimentar a carreira do artista na terra do forró, onde até hoje tem boa circulação. Em 1999, o cantor gravou até mesmo o CD ao vivo Forronerão, em Fortaleza (CE), com o conjunto Brasas do Forró, que segue hoje em constante atividade. Além do Brasil, o artista costuma tocar em países como Argentina, Uruguai e Paraguai. Em 1989, fez até algumas apresentações em universidade de Nashville, nos Estados Unidos. – Gaúcho da Fronteira é um nome fundamental para a nossa música regionalista. Abriu porteiras para nossa arte em todo o Brasil. Não importa o rincão onde a gente vá, alguém sempre diz "uma vez o Gaúcho da Fronteira esteve aqui". Ele integrou nossa cultura com outros núcleos musicais, mas sem jamais perder a identidade. Não há quem possa negar que o Gaúcho é um símbolo da nossa tradição – avalia Neto Fagundes. Depois de alcançar reconhecimento nacional, com direito a se experimentar a vida de astro de cinema no filme Gaúcho Negro, produção de Xuxa Meneghel lançada em 1990, o gaiteiro seguiu com o foco na estrada, fazendo às vezes dezenas de shows por mês. Só parou por aproximadamente três meses em 1999, por conta de uma cirurgia no coração, operação que gerou comoção por parte dos fãs e teve grande repercussão na imprensa. Aos 70 anos, leva uma vida confortável, passando a maior parte do tempo de folga entre uma casa em Eldorado do Sul e um apartamento adquirido há pouco tempo em Porto Alegre, mais próximo da escola da filha de 12 anos, fruto do segundo casamento. Também passa temporadas na estância La Furiosa, terra que foi comprando em torno de onde sua família habitava no Uruguai, onde, atualmente, cria gado de corte. A frequência das viagens foi baixando com o tempo. Nos anos 1990, contava com um escritório no qual trabalhava juntamente com 15 pessoas. Hoje, as soluções são caseiras: é sua mulher, Adriana, quem agenda suas apresentações. – Quando a gente é mais novo e nosso tipo de música está mais na mídia, acaba sendo mais solicitado. Mas vamos nos adaptando aos tempos – diz, satisfeito com a estrutura de que dispõe, suficiente para fazê-lo passar a maior parte dos finais de semana rodando pelo Brasil. Os músicos que o acompanham são os mesmos há cerca de 30 anos. – Não temos repertório pré-definido. A gente entra, se olha e já sabe o que é para tocar – diz o baterista João Bigode. Com a crise da indústria fonográfica, os CDs já não são mais fonte de renda, mas Gaúcho segue lançando trabalhos eventualmente. Tem engavetado um disco em homenagem ao compositor Horacio Guarany, que pretendia lançar ao lado dele, mas foi surpreendido pela morte do argentino em janeiro. Já a mais nova parceria é com o jovem Thomas Machado, vencedor do programa The Voice Kids. Gravou com o astro mirim uma versão de Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, de Leonardo, justamente seu primeiro produtor. A faixa estará no CD Filhos do Rio Grande, que o jovem talento está prestes a lançar pela Universal.O momento atual da carreira de Gaúcho da Fronteira representa bem o que foi sua trajetória até aqui: uma ponte entre a tradição e a contemporaneidade. Ao mesmo tempo em que homenageia Guarany, uma das mais importantes vozes dos gauchos argentinos, posa ao lado de Thomas, uma estrela recém-projetada pela indústria do entretenimento.– É uma satisfação muito grande cantar a música de ontem, de hoje e, quem sabe, ficar soando por aí além dos horizontes – sonha o gaiteiro, com as botas pisando firme mais um salão de baile. Breve Currículo de Júlio César Glenzel/Proponente EXPERIÊNCIAS: JÚLIO CÉSAR GLENZEL é proprietário da Promark, produtor cultural, social, consultor, publicitário e radialista. Desde 1996, atua pela empresa principalmente como responsável técnico pelo desenvolvimento de projetos culturais e sociais, em todos os aspectos, tendo desenvolvido os seguintes projetos: – 11º Terra e Cor da Canção Nativa de Pedro Osório; – 6º Canto da Lagoa de Encantado; – 3º Canto dos Cardeais da Canção Nativa de Canguçu; - 3º Aniversário do Município de Cerrito; – Prá Conhecer Pelotas (Lei Municipal); – Rio Grande Tchê do Sul (Lei Federal); - 5ª Sentinela da Canção Nativa – Caçapava do Sul; – 12ª Ciena – Ciranda Estudantil Nativista - Canguçu; – 13º Fecampop – Festival da Canção Popular - Canguçu; – 7º Chamamento de Arte Nativa – Caçapava do Sul; – 13º Comparsa da Canção – Pinheiro Machado; – 14º Comparsa da Canção – Pinheiro Machado; – Carnaval de Rua de 1999 – Pinheiro Machado; – Natal Iluminado 2º Edição – Pinheiro Machado; – 6ª Vertente da Canção Nativa de Piratini; – 1ª Pelota da Canção Nativa – Pelotas; – 9ª Estribeira Mostra de Arte, Tradição, Doma e Folclore Pelotas; – 13º Ponche Verde da Canção Gaúcha – Dom Pedrito; – 4º Canto dos Cardeais da Canção Nativa – Canguçu – Grito Quero-Quero da Canção Nativa – Herval; – 11ª Semana do Município de Morro Redondo; – 15ª Reculuta da Canção Crioula de Guaíba; – 10ª Jerra da Canção de Santa Vitória do Palmar; – 6ª Festa Campeira e Artística de Bagé; – 40ª Festa Campeira e Artística de Canguçu; – Jaguarão – 144 Anos de Arte e Cultura; – Arroio do Sal – Cultura e Arte; – Ritmos Gaúchos no Litoral – Várias Cidades; – Musicanto Sul Americano de Nativismo – Santa Rosa; – Rodeio Cultural – Piquete Onélio Berny - Pelotas; – Festitália 2002 – Serafina Corrêa; – Borghetti e Gaúcho – Juntos – Várias Cidades; – Canto Rio Missões – Valdomiro Maicá – Várias Cidades; – 5º Canto dos Cardeais da Canção Nativa – Canguçu; – Musicalização e Organização de Orquestra Sinfônica – Infanto Juvenil –Gravataí, – Meninas Cantoras de Nova Petrópolis; - Cultura na 2ª Festa Campeira e no 5º Rodeio Crioulo Estadual de Pelotas; – Parte Artística e Cultural da II Expoagro de Santo Cristo; – Música do Sul no Litoral – Várias Cidades; – Grito Quero-Quero da Canção Nativa – 2ª Edição – Herval; – XXXIV Festa Campeira e Artística do CTG Gomes Jardim – Guaíba; – Ciranda Músico-Cultural em Morro Redondo; – A Arte e a Cultura em Morro Redondo; - Cultura na 3ª Festa Campeira e no 5º Rodeio Crioulo Estadual de Pelotas; – Semana Farroupilha 2004 de Santa Vitória do Palmar; – 11ª Jerra da Canção Nativa de Santa Vitória do Palmar; – Rodeio Cultural e Artístico Piquete Valentim de Oliveira - Pelotas; – 2ª Noite da Cultura Gaúcha – Três Passos e Panambi; – Ospa Concertos nas Universidades; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque (A) Edição 2008; – Festa da Cuca Com Lingüiça 2009; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2009; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque; – Encontro Nacional de Arte e Tradição 2010; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2010; – Valorizando a Cultura Italiana; – Tradição Gaúcha – Edição I- Oswaldir e Carlos Magrão; – 1º Canto de Cidreira; – Shows no Parque de Eventos da Fenadoce; – 2ª Pelota da Canção; – Música no Teatro Guarani; – Produzindo talentos – Oficina de Aprendizado Musical Edição I – Sapucaia; – Ciranda Músico-Cultural em Morro Redondo-2010; – Rodeio Estância de Sapucaia 2011; – Daniela Corrêa – Show Pela natureza; – Atividades Culturais da Associação Cultural Alemã de Não-Me-Toque; – Turnê Estadual de Música Instrumental – Os Atuais; – Turnê Estadual de Música Instrumental – Os Atuais/2012; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2011; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição II; – Música Clássica Ao Alcance de Todos; – 12º Festival Internacional da Festa da Cuca com Lingüiça. – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2012; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição III; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição IV; – Atividades Culturais da Associação Cultural Alemã de Não-Me-Toque 2013; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2013; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2014; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição V; – Ciranda Músico-Cultural em Não-Me-Toque; – Encontro de Cultura e Tradição do CTG Rodeio dos Palmares; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2015; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição VI; – Mercocycle Festival de Arte e Cultura em Santa Maria; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2018; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2018; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição VI; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição VII; – Shows Nacionais em Não-Me-Toque Edição VIII; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2019; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2020; – Festival de Arte e Cultura em Não-Me-Toque; – A Arte e a Cultura em Não-Me-Toque Edição 2022; – Música Brasileira em Não-Me-Toque; – Show Os Peraltas; Tendo público atingido e beneficiado através dos projetos incentivados superior à 1.501.920 (hum milhão, quinhentos e um, novecentos e vinte) pessoas. Todos esses projetos foram desenvolvidos através dos benefícios das leis de Incentivo a Cultura, sendo alguns incentivados pela Lei Federal de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e outros pela Lei Estadual de Incentivo a Cultura (LIC/RS). Na maioria dos projetos houve parceria com entidades sociais e filantrópicas, tais como Apaes e outras, na destinação de renda de bilheterias, donativos e outras ações sociais. Não estão relacionados os projetos em tramitação em ambas as Leis de Incentivo à Cultura até a presente data, inclusive os projetos pela lei da solidariedade para entidades filantrópicas. Desenvolvemos projetos sociais através da Lei da Solidariedade do RS, onde as entidades filantrópicas obtêm financiamento de suas atividades com o patrocínio de empresas que se beneficiam através da dedução do ICMS. Com isto as entidades podem desenvolver projetos que vão desde reformas e construções, a manutenção das atividades sociais primárias e funcionais. São nossos clientes, por exemplo, a Apae de Pelotas, Apae de Garibaldi, Apae de Arroio Grande, Apae de Antônio Prado, Apae de Esteio, entre outras entidades sociais. O Trabalho executado envolve pré-produção, organização, produção, execução, marketing cultural, consultoria, assessoria, captação e pós-produção. O cadastro de produtor sócio/cultural envolve todas as áreas culturais, havendo a possibilidade de criar e executar projetos que vão desde mostras, peças teatrais, shows, a grandes eventos. Há registros de desenvolvimento de ações em eventos culturais, sociais, institucionais e promocionais em instituições e empresas, como a Gerdau S/A, Lojas Quero-Quero, Varig S/A, Josapar, Zaffari, Sulgás, Ceee, Nacional, Camil Alimentos, Savarsul, Conservas Neumann, Vega, Conservas Scheramm, Banrisul, Grandespe, Lojas Colombo, Vivo, Lojas Três Passos, Sadia, Florestal Alimentos, Sulfato Rio Grande, Móvel Star, Cosulati, Alstom, Supermercado Economia, DM Elastômeros Brasil Ltda, Postos Buffon, Couros Bom Retiro Ltda, Stara, entre outras empresas. Já desenvolvemos parcerias com as Prefeituras de Encantado, Pelotas, Cerrito, Canguçu, Jaguarão, Três Passos, Tapera, Lagoa do Três Cantos, Santa Maria, Morro Redondo, Guaíba, Passo Fundo, Bento Gonçalves, Livramento, Santo Ângelo, Santa Vitória do Palmar, Panambi, Rio Grande, Frederico Westphalen, Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Santo Cristo, São Lourenço do Sul, Espumoso, Gravataí, Alegrete, Cruz Alta, Santa Rosa, Victor Graeff, Montenegro, Ijuí, Três de Maio, São Borja, Erechim, Santa Cruz do Sul, Tenente Portela, Sapiranga, Marau, Bagé, Santiago, Não-Me-Toque, entre outras Prefeituras Municipais. O trabalho já desenvolvido em eventos incentivados, filantrópicos, comerciais, endomarketing e corporativos já tiveram público superior a 2.000.000 de pessoas. O proponente/dirigente da instituição será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto, incluindo atividade técnico financeira. Equipe de segurança: A contratar

Providência

PROJETO ARQUIVADO.