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O projeto tem como foco principal a promoção e organização da programação cultural integrante do II° Festival Choro Mulheril. Sendo este, um festival de música popular com ênfase na linguagem do choro, contendo ações de ensino, formação e atrações artísticas. O projeto nasceu a partir da "Roda de Choro Mulheril", movimento de mulheres que tem como objetivo aumentar a representatividade de mulheres e diversidade de gênero no universo do choro. Objetivo este se mantém central no festival, priorizando a participação destes grupos em toda sua cadeia produtiva. A programação visa a valorização da cultura brasileira, especificamente do choro, gênero musical reconhecido como patrimônio imaterial pela IPHAN em 2024. A programação é 100% gratuita, garantindo o acesso à toda a população.
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O objetivo do projeto é realizar a segunda edição do Festival Choro Mulheril na cidade de Florianópolis, SC. Produto OFICINAS: realizar durante os 05 dias do Festival Choro Mulheril, 22 oficinas de 1.30h cada uma, totalizando 33 horas durante a execução do projetoProduto APRESENTAÇÕES MUSICAIS: Realizar 3 apresentações musicais durante o festival: 2.1 Grupo Roda de Choro Mulheril 2.2 Show das professoras das oficinas do festival, 2.3 Roda de Choro aberta com as professoras do festival
O projeto II° Festival Choro Mulheril nasce a partir da Roda de Choro Mulheril, movimento de mais de 60 mulheres criado em 2022 na cidade de Florianópolis, SC que tem como objetivo aumentar a representatividade de mulheres e diversidade de gênero no universo do choro. Ao longo destes mais de dois anos de existência, além das rodas semanais que acontecem no Centro Histórico da cidade, estivemos presentes em diversos eventos e festivais de Florianópolis e Santa Catarina. Com o intuito de impactar na sociedade, o Choro Mulheril tem impulsionado projetos próprios. Em 2022, o movimento foi contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Cultura e, juntamente com o apoio da Prefeitura de Florianópolis através da Fundação Franklin Cascaes, e em 2023 realizou a I Formação Choro Mulheril: uma formação musical na linguagem do Choro para Mulheres e diversidades de Gênero, onde reuniu mais de 80 mulheres, divididas em naipes de instrumentos solistas, harmônicos e percussivos para tocar o Choro. Procurando ampliar o alcance do projeto, além da formação ser gratuita, oferecemos 7 bolsas de auxílio para pessoas negras, indígenas, de baixa renda e Pcd. Em 2024, sendo contemplada pelo Prêmio Elisabete Anderle de Cultura e o Edital Lei Paulo Gustavo a roda se colocou na cena musical nacional realizando o: PRIMEIRO FESTIVAL CHORO MULHERIL Durante 6 dias Junho 2024 foram oferecidas oficinas, rodas, shows e palestras com grandes convidadas da cena local e nacional como Nilze Carvalho e Daniela Spiealmann, Camila Silva, Larissa Umaytá, Thayan Martins, e nossas idealizadoras Natália Livramento e Angela Coltri. Foram recebidas mais de 200 inscrições de homens e mulheres, para as 150 vagas oferecidas para as oficinas, que foram preenchidas por pessoas de diversas regiões do país. Os shows e rodas de choro foram performados para um público de mais de 7000 pessoas. Toda a programação foi gratuita, além de terem sido oferecidas 11 bolsas auxílio para mulheres negras, pcd e baixa renda. Na imprensa, o festival teve mais de 50 aparições, incluindo rádio, TV, jornais impressos e virtuais, sendo que uma das reportagens considerou o movimento "Patrimônio imaterial de Florianópolis". A nível de conteúdo se priorizou o trabalho das compositoras, sendo que a apostila oferecida gratuitamente aos participantes continha apenas obras de mulheres. A cadeia produtiva, com exceção dos técnicos de som, também foi composta por mulheres. Para conseguir atingir e superar o impacto cultural e social da primeira edição, é que surge a necessidade do uso de recursos públicos permitidos pelo Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais. O Festival Choro Mulheril contempla a maioria dos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, que trata da promoção da cultura no Brasil. Ele se relaciona principalmente com os seguintes incisos: (I) Contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, oferecendo oficinas e shows gratuitos com medidas de acessibilidade, com importantes referências da música brasileira, especificamente do choro. Promove o acesso à música para diversas comunidades, ao incluir atividades educativas, workshops e apresentações, incentivando a participação ativa de diferentes grupos sociais. Além disso, promovendo a valorização de artistas mulheres nesse gênero, contribui ao pleno exercício dos direitos culturais, lutando pelas desigualdades presentes no choro e na música em geral. Nos últimos anos, pesquisas têm apontado resultados quantitativos das injustiças e dificuldades que mulheres experienciam ao se desenvolverem profissionalmente na música: menores oportunidades de trabalho, desvalorização de suas capacidades, violência de gênero dentro e fora do palco, estereótipos, etc. (Data SIM São Paulo, 2019). (II) Promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: Florianópolis destaca-se como uma das principais cidades brasileiras que promovem rodas de choro, é possível encontrar uma ou mais rodas para cada dia da semana, o que revela um alto e expressivo número de músicos e musicistas atuantes na cena local. Quando se observam os eventos de natureza musical, tais como festivais de música, séries de shows em espaços públicos e privados, há uma inversão abrupta nesta realidade, pouquíssimos são especificamente voltados para a linguagem do choro, ou seja, o choro é pouco representado no cenário mais profissionalizado. Esta problemática revela a desvalorização das expressões artísticas endêmicas, como o choro que faz parte do cotidiano da cidade, em detrimento de expressões artísticas que muitas vezes representam um gosto elitizado, e não tem relação com o cenário artístico local. Numa camada mais profunda desta problemática está a baixa ou inexistente presença e participação de mulheres em lugares de prestígio artístico. (III) Apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Diante da desigualdade histórica sofrida pelas mulheres no meio musical, o festival permite apoiar, valorizar e difundir as criadoras e intérpretes musicistas do nosso país, proporcionando-as espaço como protagonistas do festival. Um levantamento realizado sobre a participação de mulheres em grandes festivais de música entre 2016 a 2018 revelou números alarmantes, como o fato de que, em três anos de pesquisa, a porcentagem da participação feminina nesses festivais não passou de 20%. Só em julho de 2022, no segmento da música instrumental do Brasil, observou-se que em 6 festivais a porcentagem de participação de mulheres foi entre 0 a 16%. As mulheres instrumentistas, muitas vezes são subvalorizadas, sendo convidadas para dar uma palestra sobre as discriminações de gênero na indústria musical, ou sobre temas mais pedagógicos que propriamente musicais. "É escasso ver uma mulher instrumentista sendo ministrante de oficina e mais raro ainda, sendo a protagonista do palco principal." (Berklee/WIM, 2018; OPC e ROMMDA, Chile 2020) (VI) Preserva os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, (IX) prioriza o produto originário do país e (V) salvaguarda a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira O Choro é um dos gêneros estruturais da música popular brasileira. Seu desenvolvimento é datado a partir de 1870 na cidade do Rio de Janeiro. Conhecido como um dos mais virtuosos gêneros musicais, neste ano (2024) o Choro foi reconhecido pela IPHAN como patrimônio cultural imaterial brasileiro. A história do Choro foi construída principalmente a partir de referências masculinas. Porém, a participação das mulheres no Choro é marcada desde a sua primeira geração a partir da atuação da pianista, compositora e regente Chiquinha Gonzaga. O Festival Choro Mulheril contribui para a preservação da história do choro, incentivando a divulgação do trabalho de interpretação, arranjos e composições das musicistas. Em relação ao do artigo 3 da lei, o projeto cumpre as seguintes finalidades expressas no item I - "o objetivo de incentivar a formação artística e cultural": - Oferecer de bolsas de estudo para mulheres e diversidades de gênero negras, indígenas, baixa renda e PCD; - Oferecer cursos de forma gratuita, destinados ao aperfeiçoamento de instrumentistas de choro. Em relação ao item II _ "fomento à produção cultural e artística", o projeto contempla: - A realização de um festival destinado ao gênero musical choro; - A proteção da cultura nacional, ao fomentar o choro, que é patrimônio cultural brasileiro; - A distribuição gratuita de ingressos para todos os shows e rodas do festival. Já sobre o item V "apoio a outras atividades culturais e artísticas", o projeto contempla a contratação de serviços para elaboração de projetos culturais, tais como serviços de gestão e produção cultural, designer, fotógrafa, serviços de audiovisual, entre outros.
Release convidadas (professoras de cavaco e pandeiro módulo 2 a definir) Roberta Valente- Pandeiro Pandeirista, produtora e pesquisadora de música popular brasileira. Referência no samba e no choro de São Paulo, integra os importantes grupos Chorando as Pitangas, Ó do Borogodó, Panorama do Choro, Choro Rasgado e Bola Preta, além de acompanhar vários cantores de samba e MPB em diversos projetos. Tocando e ministrando workshops de pandeiro, da história do choro, do samba e da música popular brasileira, realizou turnês por todo o Brasil e pelo exterior – Austrália, Índia, Nova Zelândia, EUA, Argentina, Uruguai, França, Itália, Portugal, Espanha, Londres e Holanda. Foi diretora do Clube do Choro de São Paulo e editora de notícias do site samba-choro www.samba-choro.com.br). Escreveu para a Revista Violão Pro, especializada em violão. É co-autora do livro Antologia Musical Popular Brasileira-As marchinhas de carnaval (Musa Editora) e organizadora e coautora do livro Brasil Toca Choro, que comemora os 50 anos da TV Cultura. Paula Borghi- Violão 7 cordas Compositora e violonista, é natural de Santo André - SP, Paula iniciou seus estudos musicais no Conservatório de Tatuí aos 9 anos de idade. Formou-se em “Aperfeiçoamento no Violão Erudito” em 2006, e em 2011 no curso de “Violão MPB / Choro” . Formou-se em 2011 em “ Licenciatura em Música” na UNIMEP.Participou de concursos de Violão solo no Conservatório de Tatuí em 2002 e 2003, tirando o 1º lugar. No Concurso de Violão Souza Lima SP, tirou em 98 3º lugar, e, 99 e 2005, 1º lugar. Tocou em várias formações instrumentais, como solista, orquestras e grupos de câmara. Participou de diversos Workshops, Palestras e Oficinas em eventos em Tatuí ministrados por expoentes da música brasileira e internacional, como “3º e 7º Brasil Instrumental” , “43º Semana da Música”, “1º e 2º Encontro Internacional de Violonistas”. Em SP, “1ª Semana da Música” ; “Faculdade Souza Lima” ; em Piracicaba na “7ª Mostra Acadêmica da UNIMEP”e Escola de música Maestro Ernst Mahle ; em Sorocaba na UNISO, e vários SESC. Daniela Spielmann - Saxofonista Saxofonista, flautista, compositora, arranjadora, pesquisadora e professora, tem comograndes trunfos a força interpretativa somada à criatividade de suas composições e arranjos.Em 2001, lançou seu primeiro CD solo - BRAZILIAN BREATH, indicado ao Grammy Latino em 2002. Fez parte da banda "Altas Horas" do programa homônimo, comandado pelo apresentador Serginho Groisman, do ano 2000 à 2014 na TV Globo elaborando arranjos semanais. Já lançou doze Cds de carreira em grupos como Rabo de Lagartixa, (indicados ao prêmio da música, 2010) Mulheres em Pixinguinha, em 2018, “Afinidades", inteiramente autoral. Atualmente lidera seu projeto solo, o duo Spielmann Zagury, participa ativamente de grupos como Choro na Rua, Gafieirando e Cordão do Boitatá. Frequentemente convidada para dar oficinas, workshops e seminários no Brasil e no mundo, Daniela Spielmann desenvolve uma intensa carreira nacional e internacional, já se apresentando com artistas de porte do cenário da MPB, como Sivuca, Zé Menezes, Zé da Velha e Silvério Pontes, Anat Cohen, Aurea Martins, dentre outros. Em 2008, concluiu a dissertação de mestrado, na UNI-RIO, sobre a performance de Paulo Moura, obtendo o título de mestre em Música. Concluiu seu doutorado em Musicologia em 2017, sobre as Gafieiras no Rio de Janeiro, recebendo menção de louvor. Atualmente, é professora de Música do Cefet-RJ Maracanã, onde desenvolve dois importantes Projetos de extensão: O projeto música no Cefete o Bandão do Cefet. Recebeu moções honrosas da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e São Paulo, prêmios e menções de destaque em diversas áreas em que atua. Em 2020 recebeu dois prêmios de composição com a Sobrinhada e Mergulho e em 2021 recebeu o prêmio como melhor intérprete da rádio MEC com a música de sua autoria Anatilda. Thayan Martins - Pandeiro (prácticas de conjunto) Thayan Martins é natural de Porto Alegre, artista, percussionista e educadora, traz na sua trajetória a base do acompanhamento com o pandeiro em samba, choro, bailes e gêneros da cultura popular, também em outros instrumentos. Deu início a prática do gênero na oficina de samba e choro do Santander Cultural no final de 2008, ministrada pelo professor e mestre Luiz Machado, grande mentor da cena do choro na cidade. Participou de oficinas e workshops com nomes renomados, grandes mestres e colegas da área, como: Jorginho do Pandeiro, Oscar Bolão, Rafael Toledo, Marcos Suzano, Bernardo Aguiar, Grupo Bongar, Jongo Mistura da Raça, Andressa Ferreira, Guilherme Sanches, Rafael Rodrigues, Gutcha Ramil, Tião Carvalho e tantas outros músicos, professores e amigos que ajudam na formação através da oralidade. Participa de diversos projetos musicais como percussionista, entre eles o grupo de samba “Cachaça de Rolha”, grupo “Três Marias”, que trabalha com música popular desde 2017, “Trabalhos Espaciais Manuais” e projeto “Ialodê”, show que une grandes nomes da voz negra no RS e que já foi contemplado pela Lei Aldir Blanc. Em Porto Alegre, participa do grupo de choro “Naquele Tempo” e lidera o “Quinteto Thayan”, com repertório de música instrumental brasileira. Fez parte do Projeto Sindusom por 6 anos, acompanhando vários artistas como: Regional Imperial, Samuca do Acordeon, Elias Barbosa. Já acompanhou, Luciana Rabello, Plauto Cruz e artistas renomados desde sua iniciação no choro através da Oficina. Participou de alguns projetos como: “Tamanco No Samba”, “Turucutá”, “Central Do Samba”, “Musical Quadril” e “Unimúsica”. Aline Gonçalves Lopes Silva (flauta transversal) (Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 1978) é uma musicista de sopros (flauta, flautim e clarinete) brasileira, bacharel em flauta pela UniRio, licencianda em música pela UFRJ e pós graduada em educação musical pelo Conservatório Brasileiro de Música .[2] Integrou o grupo Camerata Brasilis.[3] Foi integrante por seis anos do Trio Itiberê Zwarg e da Itiberê Orquestra Família, desde sua fundação. Com a orquestra gravou os discos Pedra do Espia e Calendário do Som. O primeiro disco foi considerado um dos 10 melhores do ano de 2001 pelo jornal O Globo, junto a Cambaio de Chico Buarque, e Ouro Negro de Moacir Santos.[3] Com a Orquestra Família dividiu palco com músicos como Hermeto Pascoal, Yamandu Costa, Márcio Bahia, Vinícius Dorin. Em 2002 foi convidada por Hermeto Pascoal para participar de duas faixas do seu disco Mundo Verde Esperança. Em 2004 se formou como bacharel em flauta pela UniRio. Em 2005 mudou-se para o Chile, onde viveu três anos e desenvolveu diversos trabalhos, entre eles VerdeVioleta, creaciones, sobre música de Violeta Parra. Em 2008 realizou uma turnê pela América do Sul com seu grupo chileno VerdeVioleta, onde atuava como diretora musical, arranjadora e instrumentista. Desde sua volta ao Brasil, em 2008, atua na cena instrumental e da canção. A partir de então realizou inúmeras participações em shows de Carlos Malta e Pife Muderno. Em 2010, integrando o projeto Ensamble Nuevo, realizou uma turnê por 8 países da América Latina, comemorando o bicentenário da américa hispânica. Tocando a duo com Egberto Gismonti, participou do encerramento do Festival Villa-Lobos de 2016. Em 2017, em comemoração do centenário de Violeta Parra, tocou junto a sua neta, Tita Parra, e Mônica Salmaso. Na busca por atuar na luta por direitos através da arte, participa, em 2017, da fundação do Coletivo Essa Mulher, dedicado ao fomento da produção musical feminina no Rio de Janeiro e, em 2018, passa a fazer parte do grupo El Efecto. Em 2020, passa a integrar a banda de Roberta Sá, no projeto Pra Nunca Se Acabar. Também neste ano coordena a classe de flautas do FIMUCA e cria EMMBRA - Escritas Musicais de Mulheres Brasileiras, um songbook de composições instrumentais feitas por musicistas brasileiras, projeto finalista no Prêmio Profissionais da Música.
OFICINAS:Objetivo geral das oficinas: Contribuir com a continuidade da formação das pessoas da comunidade de Santa Catarina, e com o crescimento do reconhecimento nacional da cena cultural local, especialmente na área da música popular brasileira, como lugar onde o Choro é fomentado e interpretado com qualidade. Colocar Florianópolis como lugar de destaque num mapa nacional e internacional em relação aos movimentos de mulheres no choro. Objetivos específicos das oficinas: - Desenvolver ferramentas para a interpretação musical no choro. - Apresentar ao público de Florianópolis três mulheres expoentes do meio musical do choro através de shows e oficinas. - Experimentar práticas musicais em conjunto. Estrutura: Serão convidadas 7 musicistas de grande experiência e renome de nível nacional no meio do choro para dar em total 4.5 horas de aula cada uma, divididas em 3 oficinas de 1.30 horas por oficina. Considerando a divisão musical natural de seus três elementos: melodia, ritmo e harmonia, e também levando em consideração o exitoso modelo da primeira edição do festival, se propõe os seguintes nomes e divisão por naipe das professoras: Para instrumentos melódicos do choro Daniela Spielmann (saxofonista) Aline Gonçalves (flautista) Para instrumentos harmônicos do choro: Paula Borghi (violão 7 cordas) Maira (cavaco) Para pandeiro: Roberta Valente Xeina Barros Prácticas de conjunto: Guiadas pela convidada Thayan Martins e as idealizadoras do Choro Mulheril Natália Livramento e Angela Coltri Conteúdo: As oficinas serão de caráter prático, com arranjos e dinâmicas propostos pelas mestras convidadas. Serão abordados aspectos técnicos dos instrumentos, e aspectos interpretativos do choro, como sua estrutura formal e subgêneros, presença padrões melódicos, estrutura harmônica, possibilidades de interpretação (articulação, dinâmica, ornamentos), levadas rítmicas, construção de contrapontos melódicos, entre outros. Além disso, as idealizadoras do projeto (Natália Livramento, violão 7 cordas, e Angela Coltri, flautista) junto com a pandeirista Thayan Martins, vão guiar as práticas de conjunto do festival, que vão totalizar 6 horas divididas em 3 oficinas de 2 horas cada uma. Conteúdos das práticas de conjunto : A aula consistirá em práticas musicais coletivas para a execução e interpretação de músicas selecionadas pelas professoras. Cada participante receberá material pedagógico preparado pelas professoras que destaca o trabalho de compositores e musicistas mulheres da história brasileira. Bolsas: Serão distribuídas 7 bolsas, de R$500,00 cada, para mulheres não brancas e de baixa renda que tenham interesse em participar. O intuito é, através da bolsa de ajuda de custo, fomentar a diversidade e propiciar a participação de mulheres instrumentistas que não têm acesso a projetos de formação na linguagem da música instrumental do Choro, principalmente, projetos voltados para o protagonismo das mulheres na música. Os critérios para seleção serão étinco-raciais e socioeconômicos. Público alvo: Musicistas e músicos (homens e mulheres cis, homens e mulheres trans, pessoas não binaries), amadores e profissionais, que trabalhem com outras linguagens da música instrumental como também especializados em choro; estudantes de música (de escolas públicas e privadas, universidades, conservatórios). Classificação etária: 14 anos. Pré-requisitos de participação para as oficinas 1. Ser uma pessoa iniciada musicalmente e ter um nível básico de conhecimentos: 2. Idade: 14 anos ou mais Será priorizada: - Participação de pessoas vinculadas a linguagem musical do choro - Participação de pessoas negras e/ou indígenas - Participação de pessoas com deficiência - Participação de pessoas pertenecientes a famílias de baixa renda - Participação de mulheres ou pessoas não binárias (no entanto será aberto para homens) Os pré-requisitos para ser bolsista do evento são: 1.Auto percepção como mulher CIS ou pessoa não CIS (trans, não binário, ou outro) 2.Ser uma pessoa iniciada musicalmente e ter um nível básico de conhecimentos: 3. Ser uma pessoa não branca 4. Pertencer a famílias de baixa renda Para a seleção de bolsistas vão se priorizar: - Participação de pessoas com deficiência - Participação de pessoas vinculadas a linguagem musical do choro Vagas: 240 (40 por professora convidada) totalmente gratuito. As práticas de conjunto serão abertas para todas as pessoas inscritas. APRESENTAÇÕES MUSICAIS: É esperado a circulação de aproximadamente 7000 pessoas nos shows e roda de choro com participação das convidadas, sendo estes eventos, de classificação livre, aberto para o público geral da cidade. Os shows vão ser realizados em espaços públicos do centro da cidade com locação de estrutura (palco, tendas, entre outros). A programação contempla:1 show local2 shows com as professoras convidadas reunidas no palco (o show principal e a roda de choro aberta com participação das convidadas)
Serão adotadas medidas de acessibilidade para os três produtos mencionados nos objetivos específicos: Oficinas, Show Principal e Roda de Choro com convidadas. Oficinas: Será contratada uma auxiliar pedagógica para PCD`s que assista e acompanhe o processo pedagógico das pessoas Pcd que participem do projeto. Será priorizada a contratação de uma profissional que contemple diferentes tipos de deficiência, ou que atenda as necessidades das alunas Pcd selecionadas. Caso seja necessário, será contratada mais de uma auxiliar. Será priorizado desenvolver as oficinas num espaço que cumpra com as medidas de acessibilidade arquitectónica: rampas e banheiros adaptados e guías tácteis. Show principal e roda de choro com convidadas: Será contratada uma intérprete de libras Será priorizado desenvolver as oficinas num espaço que cumpra com as medidas de acessibilidade arquitectónica: rampas e banheiros adaptados. Além do citado anteriormente, para a divulgação do projeto serão elaborados vídeos e flyers digitais com tradução audiovisual acessível (janela de Libras, audiodescrição e legendas). Para realizar todas as ações descritas nesta seção, será contratada uma consultoria de acessibilidade.
O projeto garante a democratização do acesso, enquanto seus produtos são totalmente gratuitos e amplamente divulgados para o público em geral: Os ingressos para os shows e oficinas serão totalmente gratuitos. Serão disponibilizadas 40 vagas por oficina, sendo que serão ministrados 6, totalizando 240 vagas. Shows: Pela experiência do primeiro ano é esperado a circulação de aproximadamente 5000 pessoas no show e roda de choro com participação das convidadas, sendo estes eventos, de classificação livre, aberto para o público geral da cidade. Bolsas: Serão distribuídas 7 bolsas, de R$500,00 cada, para mulheres não brancas, ou pcd e de baixa renda. O intuito é, através da bolsa de ajuda de custo, fomentar a diversidade e propiciar a participação de mulheres instrumentistas que não têm acesso a projetos de formação na linguagem da música instrumental do Choro, principalmente, projetos voltados para o protagonismo das mulheres na música. Os critérios para seleção serão étinco-raciais e socioeconômicos. Além disso, serão adotadas as seguintes medidas: V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; II - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil: O Choro Mulheril realizará uma mostra do que foi estudado durante as oficinas do festival, especificamente um concerto didático numa ONG local de contraturno para crianças e adolescentes da cidade de Florianópolis.
Natália Livramento: Proponente. Coordenadora geral. Responsável pela definição do calendário de atividades, gestão do processo decisório, incluindo atividade técnico- financeira, distribuição de responsabilidades dentro da equipe e cobrança de cumprimento de tarefas. Durante o festival: Professora das práticas de conjunto e artista do show. Natural de Florianópolis (SC), mestre em etnomusicologia pela Udesc (2017) e graduada em licenciatura em música pela UNIVALI (2013). É violonista, compositora e educadora musical. Atualmente integra importantes trabalhos e coletivos artísticos de Florianópolis: É idealizadora e violonista da “Roda de Choro Mulheril“, diretora musical e violonista do espetáculo “Se não agora, quando?!, da Cia Trupe Toe”, integrante do “Duo Feito à Mão”, ao lado da cantora e compositora Iara Germer e, violonista na “Roda de Choro Bugio”. Tocou ao lado de importantes artistas da música brasileira, tais como: Nilze Carvalho (RJ), Xeina Barros (SP), Pedro Amorim (RJ), Ronaldo do Bandolim (RJ), Maurício Carrilho (RJ), Dudu Maia (DF), Caetano Brasil (MG), Fernando César (DF). Com o coletivo Choro Mulheril realizou show de abertura do show de João Bosco (2023), Alessandro Penezzi e Nailor Proveta (2023). Em 2024 realizou com Angela Coltri e Thayan Martins a turnê por sete cidades catarinenses no projeto “Rede de Teatros SESC”. Participou de importantes festivais e eventos nacionais, como: É no Choro que eu vou (PR - 2024) , Floripa Instrumental (SC - 2018 - 2023 -2024), Arvo Festival (SC - 2022), Quitutes e Batuques (SP/RJ - 2022), Festival de Música de Itajaí (SC - 2022). Em 2022 foi finalista do concurso nacional de choro “É no choro que eu vou”, sendo em 2020 a vencedora do mesmo concurso com a composição "Gratidão, Mestre!". Caroline Cantelli: Coordenadora de comunicações Produtora cultural e multimídia, profissional de marketing e educadora. Bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Tecnóloga em Produção Multimídia pelo Senac-RS. Em Porto Alegre trabalhou no programa educativo da Fundação Iberê, onde atuou em diversos projetos culturais. Em 2018, foi produtora da “Semana do Choro” em Florianópolis, promovida pela EPM Floripa. Também em 2018, foi produtora do “I Festival de Choro da Primavera de Florianópolis”, vinculado à "Casa do Choro” (RJ) Em 2019 foi assistente de produção e coordenadora de marketing do “II Festival de Choro da Primavera”. Em 2018, 2020, 2021 e 2022 atuou como assistente de produção, designer e flautista no projeto “Tocando a História do Choro”. Nos anos de 2018, 2019 e 2022 foi coordenadora da equipe de marketing e comercial do Festival Origens Gathering” (RS). Já participou de diversos projetos culturais de Florianópolis como designer, produzindo logos, apostilas e encartes de CD, entre eles, os projetos “Universo do Samba: Samba de Roda, Partido Alto e Outras Batucadas” e “Cantigas Açorianas”. Como produtora, realizou workshops em Florianópolis na linguagem do Choro com renomados artistas como Toninho Carrasqueira, Oscar Bolão e Rogério Caetano. Em 2023, foi produtora executiva e assessora de comunicação no projeto “Choro Mulheril: Formação na Linguagem do Choro para Mulheres e Diversidades”, produtora executiva no projeto “Universo do Samba 2 Edição: Samba de Roda, Partido Alto e Outras Batucadas”, assessora de comunicação no projeto “World Music Lab Pocket” e produtora no “Festival Internacional de Sapateado - Floripa TAP 2023”. Atua na produção dos coletivos dos projetos “Roda de Choro Mulheril” e da fanfarra “Filhas de Eva no Jardim das Delícias”. Angela Coltri: Produção artística. Durante o festival: Professora das práticas de conjunto e artista do show principal. Flautista, arranjadora, compositora e professora, teve em sua formação professores como Eduardo Neves, Toninho Carrasqueira, e Lucas Robatto. Já se apresentou ao lado de artistas como Criolo, Geovana, Fabiana Cozza, Oswaldinho da Cuíca, Amilton Godoy, Nilze Carvalho, Ronaldo do Bandolim, Sombrinha, Naylor Proveta, e Teresa Cristina. Atuou em inúmeras produções discográficas e desenvolveu arranjos para os discos Toinho Melodia “Paulibicano” e “Samba de Dandara”. Também trabalha no meio da música latino-americana, com projetos como "Duo Entre Latinos" que excursionou pela Colômbia e pelo Nordeste brasileiro; e como convidada de bandas como “Quimbará”, “Batanga”, e “Cláudia Rivera e Manana Latin Jazz”. Em 2023, a convite do Festival Quitutes e Batuques, foi curadora do “Sexteto Tresilhas”, que reuniu instrumentistas latino-americanas para excursionar os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Atualmente reside em Florianópolis onde é umas idealizadoras do projeto “Roda de Choro Mulheril”, que visa fomentar o protagonismo feminino na roda de choro, tendo realizado uma formação, e inúmeras apresentações, a mais recente, uma turnê pelos teatros do Sesc Santa Catarina. . Valentina Bravo: Captação de recursos e produtora executiva Natural do Chile, socióloga e produtora cultural. Como produtora cultural tem trabalhado tanto no Chile como no Brasil, com projetos das diferentes áreas das artes. No Chile trabalhou como socióloga e gestora cultural da ONG La Fuente (anos 2015 e 2019). Também trabalhou como produtora da Cia Jafco América (desde 2018) que com a obra “Trance Cuerpo y Ancestralidad” ganhou os editais: Fondos nacionais de cultura: Fondart 2019 Línea Migrante e Fondart de Apoyo 2020, e de criação 2021. O espetáculo atingiu público de quase 8000 pessoas e com a obra Sumergir em Negritude (2022) atingiu a um público de 5000. Além disso, trabalhou como produtora local de workshops do “Festival WOMAD” (2020), e foi pesquisadora principal do “Manual de inclusão de pessoas com incapacidade cognitiva em bibliotecas e outros espaços de leitura" (Mincap, Chile, 2020). No Brasil, em 2019, produziu “Bintu Nara”, obra de dança e percussão africana para público infantil, patrocinada pelo edital Elisabete Anderle (Brasil). Em 2021, foi produtora da “Vivência de dança de Florianópolis”, com a presença da mestra Rosangela Silvestre. Foi idealizadora, produtora e mentora musical do “World Music Lab”, residência de experimentação musical, patrocinada pela lei Aldir Blanc, que depois circulou pela cidade com um projeto patrocinado pelo Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis (2022-2023). Desde o 2022 é uma das produtoras do projeto Choro Mulheril. Além de ativista e pesquisadora comprometida pela mudança estrutural do ecossistema cultural no Chile em matéria de gênero, participou das redes: TRAMUS (trabalhadoras da música), ROMMDA (Rede de organizações da música). Em 2020, co-liderou uma pesquisa conjunta com o Data SIM São Paulo, Brasil: “Mulheres na indústria musical”.
PROJETO ARQUIVADO.