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O projeto "Circuito Cultural _ Os saberes do tambor no território de Luzia" visa promover e preservar a tradição dos tambores em Matozinhos e no Distrito de Mocambeiro por meio de uma programação cultural diversificada. O projeto inclui a realização de um evento com 4 shows musicais, uma oficina de construção de tambores, duas contações de histórias, uma roda de conversa sobre a cultura do tambor, buscando fortalecer e valorizar esses saberes ancestrais.
O projeto "Circuito Cultural – Os saberes do tambor no território de Luzia" realiza uma série de atividades voltadas para a preservação e valorização da cultura afro-brasileira em Matozinhos e Mocambeiro, abrangendo formação e difusão cultural. Com atividades realizadas entre os meses de junho e outubro de 2025, o projeto é totalmente gratuito e acessível, com tradução em LIBRAS, consultoria de acessibilidade para pessoas com deficiência física, auditiva e visual, além de banheiros adaptados. Com uma programação ampla e inclusiva, o projeto se destina a moradores locais, pessoas interessadas na cultura afro-brasileira e público de todas as idades, com o intuito de envolver a comunidade e sensibilizá-la para a preservação desses saberes. A programação inicia-se com a “Oficina de Construção de Tambores”, no mês de junho de 2025, uma atividade prática e formativa coordenada por Jânio Tanaka e Cristiane Duarte, que acontece na Barraca Nossa Senhora do Rosário, em Mocambeiro. A oficina terá duração de 12 horas, distribuídas ao longo de um mês, com 40 vagas destinadas a pessoas de diversas idades e origens, incluindo membros da comunidade do Candombe, Moçambique, Guardas, artistas e professores. Durante a oficina, os participantes aprenderão a construir tambores tradicionais da cultura afro-brasileira, explorando o passo-a-passo do preparo das peles, estruturação dos aros e afinação dos instrumentos. Além da prática de confecção, a oficina trará elementos teóricos sobre a ancestralidade e o papel do tambor nas manifestações afro-brasileiras, encerrando-se com uma roda de batuque que celebra o aprendizado e a conexão cultural. Em agosto, mês em que se celebra o patrimônio cultural brasileiro, o projeto oferece a atividade “Contação de Histórias”, com duas apresentações realizadas em escolas da rede pública de Matozinhos. As histórias narradas por Jânio Tanaka e Cristiane Duarte são inspiradas em lendas africanas e enfocam a “Origem dos Tambores”, uma história baseada em uma lenda de Guiné-Bissau que detalha o surgimento desse importante instrumento cultural. A história “Beleza de cores” realizada pelo grupo Poesia a La Carte busca, por meio de músicas, poesias e textos, inspirada em livros literários como “Amoras” de Emicida e “A cor de Coraline de “Alexandre Rampazo”, falar do prazer da leitura; da diversidade das cores e pessoas, enfatizando a contribuição do povo preto para nossa cultura, ressaltando os personagens históricos: Marter Luther King e Zumbi dos Palmares. Com duração de aproximadamente 1 hora, as apresentações contarão com cenário temático, dois tambores microfonados e microfones auriculares, proporcionando um ambiente imersivo para os 80 alunos participantes. As contaçõs de histórias serão acompanhadas por tradução em LIBRAS, garantindo acessibilidade para o público com deficiência auditiva. O ponto alto da programação é o evento de “Apresentações Musicais”, que acontecerá no Mercado Municipal de Matozinhos em setembro de 2025 e terá duração de 4 horas, trazendo ao palco quatro atrações que representam a diversidade e a riqueza da música afro-brasileira. A programação inclui o “Espetáculo Alumiô” com Jânio Tanaka e Cristiane Duarte, a cantora e compositora Bia Nogueira, o músico e escritor Tom Nascimento, e a banda Congadar, reconhecida pela fusão do Congado com o rock. O evento estima receber um público de até 800 pessoas e contará com infraestrutura completa, incluindo palco coberto (8x10m), sonorização, iluminação, banheiros adaptados e uma equipe de segurança para garantir o conforto dos participantes. A acessibilidade será garantida com tradução em LIBRAS e consultoria de acessibilidade, orientando e acomodando pessoas com deficiência nos espaços reservados. Complementando a programação, o projeto realizará, no mês de outubro de 2025, uma “Roda de Conversa” no Museu Histórico Ojú Aiyê, espaço dedicado à preservação da cultura afro-brasileira em Matozinhos. Com duração de 2 horas, a roda de conversa terá como tema “Os saberes do tambor: cantar é resistir” e contará com a participação de quatro palestrantes de renome: Tom Nascimento, Walice Carvalho (curador do Museu Ojú Aiyê e presidente da Associação Egbé Axé Minas Gerais), Guê Oliveira (integrante do grupo Cantadeiras do MST), e Dó Siqueira (líder comunitário quilombola). Cada palestrante compartilhará suas vivências e conhecimentos sobre a importância do tambor e da resistência cultural, proporcionando ao público uma reflexão sobre o papel das tradições afro-brasileiras na luta por igualdade e inclusão. A atividade será acompanhada de tradução em LIBRAS e fotografias, registrando este momento de troca e aprendizagem.
PRODUTO 1: SHOW Realizar um evento gratuito de cultura popular com 4 shows musicais gratuitos no Mercado Municipal de Matozinhos.Garantir acessibilidade para o público do evento, por meio de banheiros acessíveis, e consultor de acessibilidade para recepção e acolhimento de pessoas com deficiência física, auditiva e visual e tradução em LIBRAS.Alcançar um público de 800 pessoas durante todo o evento. PRODUTO 2: FORMAÇÃO CULTURAL Realizar 1 oficina gratuita de construção de tambores Caixa de Folia, com 12 horas/aulas na Barraca Nossa Senhora do Rosário, em Mocambeiro.Realizar 12 horas/aulas acessíveis com tradução em LIBRAS.Alcançar um público de 40 pessoas. PRODUTO 3: APRESENTAÇÃO CULTURAL Promover 2 contações de histórias "A Origem dos Tambores" e "Beleza de cores" com acesso gratuito em escolas públicas de Matozinhos, com temática sobre a origem dos tambores.Garantir acessibilidade para o público do evento, por meio de consultor de acessibilidade para recepção e acolhimento de pessoas com deficiência física, auditiva e visual e tradução em LIBRAS.Alcançar um público de até 80 pessoas. PRODUTO 4: RODA DE CONVERSA Realizar a Roda de Conversa "Os saberes do tambor: cantar é resistir" no Museu Histórico Ojú Aiyê, com participação de especialistas em cultura afro-brasileira e popular.Garantir acessibilidade para o público do evento, por meio de consultor de acessibilidade para recepção e acolhimento de pessoas com deficiência física, auditiva e visual e tradução em LIBRAS.Alcançar um público de até 30 pessoas PRODUTO 5: CONTRAPARTIDA CULTURAL Realizar a Oficina de Ritmos Afro-brasileiros, com carga horária de 2 horas/aulasAlcançar um público de 30 pessoasGarantir tradução em LIBRAS.
O projeto "Circuito Cultural _ Os saberes do tambor no território de Luzia" é fundamentado na Lei 8313/91, que trata da preservação e valorização do patrimônio cultural brasileiro. O projeto se propõe a promover, valorizar e celebrar o patrimônio imaterial afro-brasileiro presente em Matozinhos e, especialmente, em seu distrito Mocambeiro, reconhecido como um território rico em tradições afrodescendentes. A cidade faz parte da região chamada de "Povo de Luzia" em alusão ao fóssil de Luzia, mais antigo da América, datado em cerca de 11.500 anos, encontrado em suas proximidades, na região da Lapa Vermelha de Pedro Leopoldo. Luzia representa o ser humano mais antigo das Américas, e sua estrutura craniana sugere semelhança com populações aborígenes e africanas, evidenciando uma conexão que transcende o tempo e atravessa continentes. Além desse marco da história da humanidade e das Américas, essa região é também palco de um vasto patrimônio arqueológico e paleontológico, com centenas de cavernas e vestígios da megafauna, como preguiças-gigantes. Os valores culturais e históricos da região ainda são representados em tradições afro-brasileiras e afro mineiras como o Congado, Moçambique, a Folia de Reis e o Candombe, manifestações culturais e religiosas que mantêm viva a ancestralidade africana. O projeto busca, portanto, honrar esse território de memória ancestral e de luta, onde os tambores são mais do que instrumentos musicais; eles são vozes da resistência negra, guardiões de histórias de superação e símbolos da continuidade cultural. Com todas essas riquezas culturais, a programação gratuita do "Circuito Cultural _ Os saberes do tambor no território de Luzia" busca uma intervenção transversal para realizar um projeto que dialoga com essa ocupação antiga de povos negros em nossa região e a diversidade de sua cultura, ao mesmo tempo em que confluencia com as manifestações ainda hoje existentes no município, fruto da preservação da identidade cultural e da resistência do povo negro. Mocambeiro é um distrito de Matozinhos que carrega em seu nome o significado de quilombo. Os mocambos eram chamados os lugares de acolhimento de negros e negras fugidos dos processos de escraização, portanto, mais reconhecidamente quilombos. Foi ali que mais se desenvolveu a cultura bantu, com tambores e tradições de Angola, Moçambique e Congo, por meio das manifestações culturais e religiosas que até hoje permanecem em uma constante luta pela preservação de sua identidade cultural. O projeto, portanto, vem em busca de investigar e entender um pouco mais sobre os saberes que estes tambores que ecoam no decorrer da história podem nos ensinar sobre nosso povo. Com atividades que incluem apresentações, oficinas e rodas de conversa, o projeto busca celebrar esses saberes e estimular uma reconexão com as tradições africanas e afro-brasileiras, assegurando que essa herança cultural ressoe e inspire as próximas gerações. Enfrentando muitas dificuldades para a permanência de suas tradições, consequentes dos avanços significativos de outras tradições religiosas e a falta de apoio governamental, as tradições que têm o tambor como expressão da diáspora têm sido enfraquecidas ao longo dos tempos, com pouca renovação de integrantes nas manifestações culturais. Neste sentido, cabe à política cultural desenvolver projetos que incentivem a educação patrimonial a fim de fortalecer esses movimentos e, acima de tudo, reutilizá-los. O projeto "Circuito Cultural - Os saberes do tambor no território de Luzia" é liderado pelo grupo cultural Quintal das Marias, fundado por Cristiane Duarte e Jânio Tanaka, artistas e educadores comprometidos com a preservação das tradições populares. Ambos atuam como instrutores em manifestações culturais e projetos que promovem a cultura afro-brasileira e, através do projeto, pretendem consolidar um espaço de aprendizado e celebração. A programação inclui a realização de um evento cultural com quatro apresentações musicais de artistas renomados, uma oficina de construção de tambores, duas contações de histórias, e uma roda de conversa, alcançando um público estimado de 980 pessoas. O projeto inclui acessibilidade com tradução em LIBRAS e consultoria para acolher pessoas com deficiência física, auditiva e visual. Com a estimativa de gerar 44 contratos temporários, o projeto contribui para a economia criativa local e reforça o impacto econômico da cultura no território, ao mesmo tempo que convida a população a vivenciar uma experiência ancestral pela didática do tambor, enfrentando o racismo e contribuindo para a preservação destes importantes ativos culturais locais. Com relação ao Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto atende aos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Ao realizar atividades culturais de formação e difusão gratuitas e acessíveis, o projeto contribui para que as pessoas possam exercer a sua cidadania cultural. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; A cidade de Matozinhos, inclusive seu Distrito de Mocambeiro possui carência na realização de atividades culturais, deficiência na produção de projetos incentivados por leis de incentivo de todas as esferas governamentais. A realização deste projeto estimula, portanto, a regionalização da produção cultural e gera oportunidades de trabalho para artistas e outros trabalhadores da cadeia produtiva da cultura local. IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; O projeto trata da manifestação cultural desenvolvida em torno do tambor, da caixa de folia, instrumento que permeia diversas manifestações dos povos tradicionais da cultura brasileira, portanto, busca proteger essas expressões e promover a pluralidade cultural. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; O projeto aborda as manifestações culturais dos Congados, Reinados, Candombes e Folias de Reis, ambos patrimônios imateriais do nosso país, com objetivo de preservar sua memória histórica e renovar suas práticas na cidade de Matozinhos. Com relação ao Art. 3º: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; O projeto realiza atividades que visam a proteção das tradições populares nacionais como as manifestações tradicionais dos Congados, Reinados, Folias de Reis.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; Toda a programação cultural prevista no projeto é gratuita e pública
CONTRAPARTIDA: Oficina de Ritmos Afro-brasileiros Duração: 2 horas Ementa: Bate-papo sobre a Ancestralidade dos Tambores: 30 minutos. A importância dos tambores na cultura afro-brasileira, abordando temas como resistência, espiritualidade e o papel dos tambores na preservação da memória cultural. Prática: 1h30. Introdução a ritmos tradicionais afro-brasileiros, como o Congado e o Moçambique, com explicação sobre cada ritmo e seu papel nas celebrações e cerimônias culturais. Demonstração de técnicas básicas de percussão para que os participantes possam experimentar tocar tambores ou outros instrumentos de percussão. Público-alvo: estudantes de escolas públicas Vagas: 30 Acessibilidade: Tradução em LIBRAS.
Oficina de Construção de Tambores - Local: Barraca Nossa Senhora do Rosário, Mocambeiro. - Duração: 12 horas, distribuídas ao longo de um mês. - Público-alvo: 40 pessoas, incluindo membros do Candombe, Moçambique, Guardas, artistas, professores e outros interessados na cultura afro-brasileira. - Conteúdo Programático: Parte teórica: Apresentação dos tipos de tambores e sua importância nas manifestações culturais de origem afro-brasileira. Parte prática: Processo de construção dos tambores Caixa de Folia, abrangendo: Preparação da madeira: Corte e moldagem de peças de compensado cumaru para o bojo e aros. Montagem e afinação: Uso de peles de couro, cordas e riatas, com explicação sobre a afinação e o cuidado com o instrumento. - Materiais e Equipamentos: Materiais para construção de três tambores (compensado, peles de couro, cordas, cola, verniz e lixas). Equipamentos como serra de mesa para o corte das peças e ferramentas para montagem. - Acessibilidade: Tradução em LIBRAS e monitoramento de consultores de acessibilidade para garantir a inclusão de pessoas com deficiência auditiva. - Contratação de fotógrafo e videomaker para a documentação da oficina e finalização com uma roda de batuque entre os participantes. Contação de Histórias: “A Origem dos Tambores” e “A beleza das Cores” - Local: Escolas públicas de Matozinhos. - Duração: 1 hora por apresentação, com duas sessões. - Público-alvo: Estudantes da rede pública, totalizando aproximadamente 80 crianças e adolescentes. - Conteúdo da Atividade: História “A Origem dos Tambores”: Baseada em lendas africanas de Guiné-Bissau, a história narra o surgimento do tambor como instrumento cultural essencial. - Cenografia e Equipamentos: Cenário temático montado em cada escola. Equipamentos de som, incluindo dois tambores microfonados e microfones auriculares para os contadores de histórias. - Acessibilidade: Tradução em LIBRAS para facilitar a compreensão por pessoas com deficiência auditiva. - Registro fotográfico das apresentações e as interações do público com os narradores. Shows - Local: Mercado Municipal de Matozinhos. - Duração: 8 horas totais, com intervalos entre apresentações. - Público-alvo: Estima-se um público de 800 pessoas, abrangendo moradores locais e visitantes. - Artistas e Atrações: Espetáculo Alumiô com Jânio Tanaka e Cristiane Duarte, explorando a diversidade musical afro-brasileira. Bia Nogueira: Apresentação de músicas com influências de MPB e cultura afro-brasileira. Tom Nascimento: Canções autorais inspiradas em temas de ancestralidade e negritude. Congadar: Banda que mistura Congado e rock, focada na valorização do patrimônio afro-mineiro. - Infraestrutura Técnica: Palco: Estrutura coberta de 8x10 metros para proteger equipamentos e músicos. Equipamentos de Som e Luz: Equipamento de som completo para shows ao vivo, com iluminação cênica apropriada. Área de Gastronomia com barracas e jogos de mesas para acomodação de público Banheiros: Banheiros adaptados para PCDs para garantir acessibilidade física. - Acessibilidade: Consultoria especializada para acolher pessoas com deficiência e tradução em LIBRAS durante as apresentações. - Segurança: Equipe de segurança para monitoramento do evento e garantia da integridade do público e dos artistas. - Registro Audiovisual: Fotógrafo e videomaker para documentação das apresentações, incluindo bastidores e interações com o público. Roda de Conversa: “Os saberes do tambor: cantar é resistir” - Local: Museu Histórico Ojú Aiyê, Matozinhos. - Duração: 2 horas. - Público-alvo: 40 participantes, incluindo moradores, artistas locais, educadores e membros da comunidade afro-brasileira. - Tema: “Os saberes do tambor: cantar é resistir”, explorando a importância do tambor na preservação da cultura afro-brasileira. - Palestrantes: Tom Nascimento: Discussão sobre negritude, cultura e o papel do tambor na educação e resistência cultural. Walice Carvalho: Curador do Museu Histórico Ojú Aiyê e babalorixá, que abordará a preservação dos saberes ancestrais. Guê Oliveira: Integrante do grupo Cantadeiras do MST, com foco na música como meio de valorização da memória coletiva. Dó Siqueira: Líder comunitário quilombola que discutirá o papel das comunidades tradicionais na resistência cultural. - Recursos Técnicos e Cenografia: Montagem de espaço com cadeiras e equipamentos de som adequados para palestras. - Recursos audiovisuais para projetar apresentações de imagens e vídeos. - Acessibilidade: Tradução em LIBRAS para todo o evento, bem como orientação do consultor de acessibilidade para inclusão do público com deficiência. - Registro fotográfico para registro do projeto.
O projeto "Circuito Cultural – Os saberes do tambor no território de Luzia" incorpora uma abordagem inclusiva robusta, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência física, auditiva e visual. Para assegurar o acolhimento adequado, contará com uma consultoria de acessibilidade que atuará tanto na orientação e condução dos participantes aos locais reservados quanto na sensibilização da equipe do projeto sobre a importância de medidas de inclusão. Essa consultoria também inclui tradução em LIBRAS para que o público surdo possa participar das atividades. Além disso, o evento disponibilizará banheiros adaptados para pessoas com deficiência física, facilitando o acesso e garantindo conforto. As comunicações digitais terão legendas, textos de fácil compreensão e #pracegover. Essas estratégias visam atrair de maneira efetiva o público com deficiência para participarem de todo projeto e seus custos estão previstos na planilha orçamentária.
A programação será totalmente gratuita, com distribuição de ingressos por meio das plataformas digitais e divulgação em escolas e centros comunitários. Haverá transmissão ao vivo dos shows via redes sociais, ampliando o acesso remoto. As programações serão executadas de forma descentralizada, na sede do município de Matozinhos e em seu distrito, Mocambeiro.
Oficineiros – Oficina de Construção de Tambores - Jânio Tanaka: Artista multifacetado, atuando no meio artístico desde 2000. Formado em Arte Cênica pelo Teatro da UFMG, Jânio é cantor, ator, percussionista, gaitista, artista plástico autodidata, artesão e contador de histórias. Ele faz parte do Conselho Mineiro de Palhaçaria e já atuou em projetos premiados como Cine Circo e Picadeiro Ambulante, vencedores do Prêmio Cena Minas de 2017 e 2018. Com grande experiência em arte-educação, é regente e instrutor de percussão e violão, participando de festivais como o Festival Internacional de Corais (FIC) e o Festival Nacional de Arte de Rua (FENAR). Em 2023, produziu e atuou no projeto "Contos das Terras de Luzia", aprovado pelo Programa Raízes da Gente, e, atualmente, é diretor artístico no Quintal das Marias, onde confecciona tambores sob encomenda. - Cristiane Duarte: Atuando desde 2014 no meio artístico, Cristiane é dramaturga, tamboreira, atriz, poetisa, contadora de histórias, produtora cultural e diretora do Quintal das Marias. Formada em Filosofia e Psicopedagogia, Cristiane trabalha em projetos culturais e educacionais, com foco na preservação da cultura afro-brasileira. Escreveu e atuou no espetáculo "Marias", apresentado no Festival Internacional de Corais e no Festival Nacional de Arte de Rua. Em 2023, produziu e escreveu "Contos das Terras de Luzia", um projeto sobre a preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro. Artistas – Apresentações Musicais - Espetáculo Alumiô (Jânio Tanaka e Cristiane Duarte): Uma apresentação que une música e poesia, Alumiô explora repertórios que vão de MPB a canções de influência afro-brasileira. O show, interpretado por Jânio e Cristiane, celebra as raízes culturais do Brasil e a herança ancestral africana. - Bia Nogueira: Cantora, atriz, compositora e produtora cultural de Matozinhos. Bia é fundadora do Festival Sonora e do Coletivo Mulheres Criando, iniciativas que valorizam a música feita por mulheres. Ela é também idealizadora e diretora criativa do Festival Imune – Instante da Música Negra e integra o grupo musical Yônika e o Grupo dos Dez, destacando-se pela promoção da música e cultura negra. - Tom Nascimento: Músico, compositor, arte-educador e escritor, autor do livro A História do Tambor (2021), obra infanto-juvenil que apresenta o tambor como instrumento de cultura e ancestralidade. Tom é ativista antirracista, palestrante e atua em ambientes empresariais, universitários e espaços culturais, promovendo temas sobre negritude, diversidade e cultura africana. - Congadar: Banda independente de Sete Lagoas que mistura o Congado com o rock, explorando temas de resistência cultural e herança afro-brasileira. Os membros da banda cresceram nas Folias de Reis e buscam, com canções como “Tranças Nagô” e “Suínos Senhores”, fortalecer a cultura mineira e afrodescendente. Contadores de Histórias – Contação de Histórias - Jânio Tanaka: Além de suas atividades como músico e artista, Jânio é também um contador de histórias que apresenta narrativas inspiradas em lendas africanas e sobre a origem dos tambores, conectando o público às tradições afro-brasileiras. - Cristiane Duarte: Como contadora de histórias, Cristiane busca preservar as tradições orais e culturais, especialmente aquelas relacionadas à ancestralidade afro-brasileira, promovendo a conexão cultural com crianças e jovens. - Tezinho Machado: Músico, tendo seu trabalho voltado para a música popular brasileira e regional. Iniciou sua formação com professores variados e estudos independentes. Na sua trajetória, a música e o teatro sempre estiveram aliados. Apresentou trabalhos como “Enxada, Tambor e Flores”, no Festival de Verão de Pedro Leopoldo e no FestiVelhas pelo Projeto Manuelzão/UFMG. Junto à Cia Pé de Pano, de Matozinhos, no último ano circulou pelos munícipios do sertão mineiro, com o conto musicado “Caminho da Boiada”. Atualmente, vem se dedicando ao ensino de violão básico e, no Poesias à La Carte, negócio criativo fundado por ele e pela artista Amélia Corrêa, em 2017, vem se aprofundando nos trabalhos para infância, sobretudo à narração de histórias e música para criança - Amélia Corrêa Passos: é atriz, pelo Teatro Universitário da UFMG, graduada em Ciências Sociais e Pedagogia, mestre em educação e percussionista. Fez aulas de percussão com Bill Lucas, Samuel Braga e Gilson Drummond. Seu trabalho artístico é voltado para a arte educação e influenciado pelo Teatro do Oprimido. Como atriz, fez parte de espetáculos como Olga- Elegia de Um Campo Sem Flor, Inspetor Geral e Irmãos Siameses, apresentado em Belo Horizonte. Mais recentemente, junto com o Grupo As Melíades (Matozinhos) apresentou no Festival de Folclore de Jequitibá e no Festival Clara Nunes. No ano passado, junto à Cia Pé de Pano, rodou o sertão mineiro com o conto musicado “Caminho da Boiada”. Atualmente, vem se aprofundando nos estudos sobre interpretação e no Poesias à La Carte, negócio criativo fundado junto com o artista Tezinho Machado. Palestrantes – Roda de Conversa - Tom Nascimento: Músico e escritor, Tom traz para a roda de conversa temas que exploram a importância da cultura afro-brasileira e o papel do tambor na resistência negra. Ele usa sua obra A História do Tambor como base para discutir questões sobre identidade, respeito e negritude. - Walice Carvalho: Presidente da Associação Egbé Axé Minas Gerais, curador do Museu Histórico Ojú Aiyê e Babalorixá do Ilé Asé Alakétú Sàngó Airà Igbonã, Walice atua na preservação da cultura afro-brasileira e mantém viva a herança de seu pai, Benedito Martins, fundador do Museu Ojú Aiyê. - Guê Oliveira: Percussionista e integrante do grupo musical Cantadeiras do MST, Guê utiliza a música como meio para valorizar a memória e a solidariedade. Sua atuação no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) enriquece o debate sobre o papel da arte na transformação social. - Dó Siqueira: Líder comunitário e fundador da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais, Dó Siqueira é agente cultural e percussionista da banda Tambor do Matição. Militante das causas do povo preto, ele representa a história das comunidades quilombolas e a luta pela preservação cultural.
PROJETO ARQUIVADO.