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PRONAC 2415441ArquivadoMecenato

Escola Jovens Mestres do Futuro: SUSTENTABILIDADE DAS TRADIÇÕES DOCEIRAS COLONIAIS

53.368.712 CLAUDIA DA SILVA NOGUEIRA
Solicitado
R$ 199,6 mil
Aprovado
R$ 199,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento de pessoal
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Emergencial RS
Ano
24

Localização e período

UF principal
RS
Município
Pelotas
Início
2024-12-18
Término
2025-12-31
Locais de realização (1)
Pelotas Rio Grande do Sul

Resumo

O projeto tem como foco as Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas, registradas no Livro de Registro dos Saberes do IPHAN em 2018. Ele visa preservar esse patrimônio cultural por meio de ações de capacitação voltadas à transmissão do conhecimento sobre a produção do doce colonial tradicional a jovens locais, futuros mestres doceiros. A capacitação, conduzida pelas doceiras das famílias produtoras e pela equipe do projeto, inclui a produção, administração, comercialização e inovação na apresentação dos produtos. O objetivo é gerar trabalho e renda para mestres e aprendizes, além de criar um livro multiformato, com acessibilidade comunicacional, destinado às escolas. O material reunirá receitas e a história das famílias doceiras, ampliando o alcance do projeto. Assim, busca-se democratizar a cultura do doce, unindo aprendizado e tradição, e beneficiando jovens em idade escolar, ao mesmo tempo que fortalece o patrimônio cultural da região.

Sinopse

Oficinas: são encontros entre os oficineiros (mestras doceiras, ministrantes da equipe e estudantes) recebem conteúdos técnicos relativos à produção receitas centenárias ou recentes que constituem ou se desdobram em inovações, que guardam o conhecimento sobre a produção de doces artesanais. Conteúdos complementares devem cobrir toda a produção das capacitações voltadas para a geração de trabalho e renda a partir da herança patrimonial. Incluem diferentes métodos: 1) Demonstração de técnicas: passo a passo como preparar diferentes receitas tradicionais, desde a escolha dos ingredientes até a finalização da receita; 2) Degustação: exercícios de reconhecimento dos sabores e texturas de cada receita; 3) Tradição e cultura: reforço e conteúdo da relação de cada receita com a história das famílias, origem dos ingredientes, aspectos das tradições associadas a cada doce; 4) Produção criativa individual: oficinas específicas para o exercício criativo de novas receitas; 5) Instrumentalização para segurança alimentar: os estudantes deverão as necessárias medidas de segurança alimentar no processo de produção do doce artesanal de modo a garantir a qualidade e a inocuidade dos produtos em conformidade com a legislação vigente; 6) Precificação: conhecimento sobre os métodos para a precificação correta e previsão de custos em cada etapa do processo de modo a exercitar o planejamento financeiro de futuros negócios e definição de metas de venda e ajustes de preços ao mercado; 7) Rótulos e medidas informativas técnicas: conhecimento básico sobre inclusão de ingredientes nas embalagens; 8) Marca e valorização do produto: conhecer a criação da marca e a diferenciação do produto pela embalagem, com foco na distinção do produto artesanal. Conhecer critérios para proteger o produto, e para comunicar ao consumidor a identidade da marca bem como, identificar a escolha dos materiais em função da durabilidade, da sustentabilidade e da estética. Cozinha laboratório: Essa cozinha laboratório irá dispor de um ambiente que acomoda aproximadamente 30 alunos por prática, atendendo ao projeto da proposta, orientado pelos mestres doceiros, professores da UFPel e seus bolsistas. A cozinha serão equipada com ilhas de cocção, oferecendo toda a infraestrutura necessária para o preparo e a aplicação das diversas técnicas utilizadas na elaboração dos doces coloniais em suas várias versões. Livro Multiformato: o livro multiformato é uma publicação digital e impressa que adaptada para atender às necessidades de diferentes leitores, incluindo pessoas com deficiência visual, surdos ou com outras necessidades específicas. Essa adaptação permite que todos possam ter acesso à informação de forma mais inclusiva e equitativa. O livro multiformato proposto será um livro de receitas, contendo um breve histórico de cada família doceira e uma de suas receitas. É um conteúdo baseado no patrimônio imaterial.

Objetivos

Objetivo Geral: Capacitar jovens como empreendedores do doce tradicional colonial que seguirão com a produção, divulgação e ações de fortalecimento da tradição doceira local, sob uma perspectiva inclusiva, de valorização da integração geracional e das possibilidades de melhoria das condições de qualidade de vida nas localidades da região onde está identificado o bem cultural. Objetivos específicos: 1. Implantar e adquirir equipamentos e outros recursos necessários para as práticas (aulas shows, oficinas, workshops e outros meios de capacitação) da Escola Mestres Doceiros do Futuro a serem realizadas em parceria com uma instituição educacional, através do curso de gastronomia da Universidade Federal de Pelotas e uma instituição de cultura (museu), ambos, no coração do município. Prevendo assim, uma maior democratização do acesso a cultura do doce tradicional, atingindo cerca de, 1000 alunos ou mais, do ensino fundamental e médio da região. 2. Viabilizar a transmissão do conhecimento de produção do doce colonial para jovens locais em idade escolar. 3. Contribuir para a redução da evasão dos jovens, principalmente nas comunidades urbano/rurais do município, decorrente da integração geracional promovida pela formação com os mestres doceiros, em especial no âmbito do compartilhamento de experiências. 4. Possibilitar a fixação dos jovens, em especial na idade de 12 a 17 anos, na região urbano/rural do bem cultural a partir da experiência completa da produção do doce tradicional, com expectativa de trabalho e renda. 5. Desenvolver habilidades necessárias à manutenção e divulgação dessa tradição, tanto das famílias como dos jovens aprendizes, pelas ações de capacitação previstas. 6. Formar novos mestres doceiros num sistema de produção coerente com a realidade local, capaz de propor dinâmicas de sustentabilidade e provedoras de convergência e coesão cultural. 7. Gerar uma marca forte que apresente a tradição doceira como resultado da convergência do conhecimento compartilhado sobre o espaço e a cultura do doce na localidade. 8. Fortalecer a manutenção do bem cultural em ações que possam diminuir ou brecar o avanço das monoculturas e decorrente empobrecimento do ambiente natural, por meio de ações de formação para o conhecimento sobre a melhor forma de aproveitamento dos cultivos naturais da região, em especial da produção orgânica já praticada. 9. Democratizar o acesso ao bem cultural por meio da produção do livro multiformato de receitas e história de cada família doceira, das receitas tradicionais e de novas receitas formuladas com base no melhor aproveitamento dos cultivos locais. 10. Realizar a título de contrapartida formativa treinamento de cerca de 250 professores para a utilização do livro multiformato nas escolas e demais instituições que atendam o público jovem da região, em especial escolas da rede pública municipal e estadual. 11. Aplicar a título de contrapartida social recurso para bolsas das mestres doceiras tradicionais. 12. Desenvolver estratégias que ajam sobre ou pelo surgimento de políticas de preservação do patrimônio intangível em áreas urbano/rurais, assim como o fortalecimento das identidades associado a expectativas de trabalho. 13. Possibilitar a coesão das famílias tradicionais doceiras e consequente aproximação de outras famílias que produzem, mas que por diversas razões não se apresentam diretamente à sociedade. 14. Aparelhar conceitual e técnicamente as famílias doceiras para proposição de soluções quanto às exigências de fiscalização da segurança alimentar por meio de consultoria. 15. Apoiar a constituição de bases de uma organização das famílias doceiras para compartilhamento de soluções e proposição de inovações que reforcem a tradição doceira colonial bem como as suas possibilidades de inovação sem perda dos referenciais históricos e memoriais que constituem a base deste bem cultural. 16. Reforçar a sustentabilidade da tradição doceira local, no qual o espaço proposto além de promover a salvaguarda também promove a continuidade do patrimônio imaterial, repassando o saber fazer aos futuros doceiros, não mais apenas entre as gerações. 17. Promover o fomento da economia local, não apenas pelos doces produzidos pelos jovens doceiros, mas de toda a cadeia que essa produção exige, como a compra dos insumos para o preparo doceiro da produção local e de serviços como o transporte, entre outros. 18. Incentivar a continuação do saber fazer o doce tradicional atendendo às boas práticas da exigência sanitária. 19. Inovar a partir de novas apresentações e combinações do doce colonial como um bem vivo, que por estar em constante mudanças e adaptações, o pode incorporar novas formas de apresentação e produção.

Justificativa

O projeto atende os seguintes objetivos do Artigo Art. 1º do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac): I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Inclui entre as suas ações o registro e divulgação das aulas dos mestres doceiros e das capacitações. Está prevista a produção de um livro de receitas acessível (multiformato). As famílias irão registrar depoimentos sobre as memórias do fazer o doce no lugar onde vivem. Legislação pertinente e textos de livre acesso serão usados no projeto. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Constatou-se que para muitas doceiras que pertencem ao meio urbano/rural, o fazer doce é a continuidade da trajetória de sua família e, reconhecer a tradição como PCI requer que ela tenha continuidade. A transmissão desse conhecimento no núcleo familiar tem se demonstrado frágil dados os fatos já verificados em pesquisa recente. A proposta de ações de uma escola doceira, que atuará no âmbito da extensão, dará conta da necessária transmissibilidade em todos das capacitações no ano de formação de novos alunos aprendizes. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; É previsto o desenvolvimento de ações de difusão sobre as Tradições Doceiras em espaços não formais, entendendo-os tantos como espaços físicos e virtuais. Todas as ações serão amplamente divulgadas, sobretudo nos locais onde estiverem acontecendo. Há notória previsão de reconhecimento aos mestres doceiros ao longo do projeto, no entanto, a mais evidente é destinar bolsas para a participação desses mestres como ensinadores de receitas praticadas em sua família. A história dessas famílias estará registrada e difundida, a partir de suas memórias e constará no livro multiformato como a referência legítima de uma forma de fazer o doce singular e próprio. IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; Contempla - se este item na medida em que fomenta a relação entre a pluriatividade da produção rural, desenvolvida pelos grupos familiares e o patrimônio material e imaterial, identitário da região. Desse modo, reage às práticas econômicas vorazes, que diante das crises reforçadas pelos problemas ambientais evidenciam perda de referenciais culturais e naturais. Luta-se pela proteção dos valores determinantes do patrimônio: a diversidade da cultura, a história e as memórias das comunidades, bem como a natureza. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; Tratando-se de um bem cultural intangível, vários motivos justificam as ações de salvaguarda. Alguns motivos contemplam o tema da sustentabilidade, outros, os da projeção de ações que podem ser continuadas e aplicadas, inclusive em outras regiões do país. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Objetiva a preservação do bem por meio da capacitação dos jovens alunos aprendizes como agentes da produção. Também como agentes instrumentalizados conceitualmente para a defesa deste patrimônio. Isso deverá acontecer por meio da formação técnica e conceitual que oportunize o desenvolvimento de um olhar investigativo, atento aos interesses da comunidade e ao conhecimento do bem cultural. Tendo em vista que se trata de jovens em idade de ensino fundamental e médio, já se encaminha o possível interesse para que se tornem os agentes principais da manutenção do bem cultural. IX - priorizar o produto cultural originário do País. O reconhecimento dessa tradição exige ações de salvaguarda concretas que possam atuar em benefício do bem reconhecido como parte da tradição cultural do país. Segundo o Plano Nacional de Patrimônio Imaterial, um dos objetivos centrais da salvaguarda é garantir a continuidade e o acesso ao bem cultural pelas pessoas e comunidade que detêm e transmitem esse saber-fazer: os mestres da tradição. O projeto volta-se para essa manifestação cultural registrada, buscando valorizá-la junto à sociedade brasileira. O projeto atende os seguintes objetivos do Artigo 3 da Lei nº 8.313 /1991, a saber:Restabelece princípios da Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências.I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; Muitas ações educativas têm sido feitas na região em pauta, mas a questão da produção do doce não avança, seja porque cada família trabalha isoladamente, seja porque a produção encontra entraves que os produtores não conseguem resolver sozinhos, seja porque o conhecimento prático parece não interessar aos mais jovens. Justamente, é com esse propósito que se apresenta este projeto, qual seja, gerar um lugar de encontro das pessoas que detém esse conhecimento através da/o mestra/e doceiro com jovens futuros doceiros; e reiterar o reconhecimento da tradição do doce colonial pela prática do mesmo, apostando na juventude local. d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; A escola doceira deverá gerar um ambiente de confiança e autoconfiança, afeto e otimismo que poderá agir sobre a evasão de jovens e consequentemente, enfrentar o declínio das atividades relacionadas à produção familiar colonial. III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; A proposta contempla um problema a ser resolvido no âmbito da salvaguarda da tradição dos doces coloniais, conforme cronificam alguns aspectos desfavoráveis às famílias. Se a subsistência se vê ameaçada, se a família diminuir, se o produto do conhecimento perder a visibilidade, os grupos tendem a abandonar a produção. O projeto, ao propor a escola doceira como um lugar concreto, de produção e capacitação, passa a ser, também, o lugar de guarda da memória, ativada pela presença das mestras doceiras tradicionais. d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; O projeto é resultado de um estudo prévio que iniciou pela busca de famílias coloniais ainda produtoras do doce tradicional patrimonializado. A feitura do doce de maneira tradicional está em desaparecimento. As famílias receiam a darem continuidade ao fabrico do doce em suas propriedades, pelo temor das constantes visitas de fiscais da vigilância sanitária, que exigem adaptações e modificações no modo de fazer o doce, em concordância com a legislação de segurança alimentar. Tal conflito é impeditivo para a continuidade da tradição pelos seus detentores. O direito a manter a tradição, existe, mas, nem sempre, os meios para tal estão disponíveis. Outro fator que se soma é a recorrente evasão das gerações mais novas. Segundo a Unesco, "as tradições correm o risco de desaparecer devido à diminuição do número de praticantes, crescente desinteresse dos jovens e da falta de recursos" (UNESCO, s/d, p. 2). Os doceiros apontam a evolução de cooperativas e associações como uma possível solução. A escola doceira será a semente de uma proposta de evolução da ideia de formação de novos agentes da cultura e da organização desses em torno da proteção do seu patrimônio.

Estratégia de execução

Sabe-se que entre as formas utilizadas para promover a preservação dos bens culturais no Brasil estão a identificação, o registro e a salvaguarda (IPHAN, 2012)[1]. Com a identificação e o registro dessa tradição, cabe aos órgãos públicos, em parceria com as instituições, à comunidade e às famílias doceiras promoverem ações que visem salvaguardar esse PCI.O estudo identificou ainda que é atribuído ao turismo em desenvolvimento, às festas, feiras e ao comércio a responsabilidade de salvaguardar a tradição. Um projeto recente, desenvolvido por parte da equipe desta proposta, vem desenvolvendo a possibilidade de inserir os jovens em duas festas municipais. Em parceria com uma escola da rede municipal, está trabalhando com um grupo de estudantes de 12 a 17 anos que participam de um projeto desta escola no qual produzem alguns itens de padaria. O projeto da equipe, que consiste em uma ação piloto dos Mestres Doceiros do Futuro, está atuando para que o grupo de estudantes elabore produtos gráficos com a ideia das duas festas. Desse modo, trabalhando sobre as embalagens e modos de apresentação dos produtos, terão a oportunidade de participar das vendas e apresentar o seu produto de criação.Portanto, a presente proposta partirá da experiência já colocada em prática para aproximar da comunidade escolar o detentor do saber — isto é, aquele que produz o doce e pode transmitir seus conhecimentos. Em projetos de pesquisa que se desenvolvem nesta região, são manifestas as falas dos produtores sobre a tradição doceira como patrimônio imaterial. Percebe-se que há um entendimento desse bem como cultura e, sobretudo, como identidade no âmbito familiar. Isso é importante porque, caracteristicamente, os municípios designados como região da Antiga Pelotas são de produção agrícola familiar. Muitas famílias desenvolvem, além da agricultura, atividades não agrícolas nas suas propriedades, dentre elas, a produção de doces em pasta, cristalizados e em conserva. Possibilidades futuras podem ser certificação da tradição doceira desses municípios com vistas a contribuir para o desenvolvimento social da região, o que seria oportunamente o cumprimento de uma das recomendações do dossier.

Especificação técnica

1) Projeto Pedagógico da Oficina Escola Doceira: INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA O doce tradicional colonial é um patrimônio cultural que fortalece a identidade local. A capacitação de jovens como empreendedores desse bem cultural contribui para sua preservação e dinamização econômica, valorizando o saber popular e criando oportunidades de desenvolvimento social e econômico na região. A oficina tem como foco criar espaços de prática e diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais e intergeracionais da tradição doceira da Pelotas e Antiga Pelotas, a partir da participação de um mestre(a) doceiro(a), cujos saberes são reconhecidos pela comunidade. Entende-se ser de grande importância valorizar e dar visibilidade ao protagonismo destes mestres (as) no âmbito dos saberes ancestrais e desta cultura popular, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sobretudo para que este conhecimento não seja esquecido. Acredita-se que o processo educacional seja um recurso fundamental para a valorização e fortalecimento da identidade local, fazendo uso de diversas estratégias e situações de aprendizagem construídas coletivamente. ABORDAGEM METODOLÓGICA Objetivo Geral:Capacitar jovens para a produção, divulgação e fortalecimento da tradição doceira local, promovendo inclusão, integração geracional e melhorias na qualidade de vida. Objetivo Específico Ensinar técnicas tradicionais de produção de doces coloniais. Promover oficinas de empreendedorismo, marketing e gestão de negócios. Incentivar o diálogo entre gerações para preservar saberes e práticas locais. Estimular práticas inclusivas e sustentáveis no processo produtivo e comercial. Fomentar a criação de redes de colaboração entre os jovens empreendedores e a comunidade. Participantes da OficinaAlunos de 12 a 17 anos de Escolas Municipais da rede pública, que compõem o ensino fundamental, no município de Pelotas e Antiga Pelotas. Recursos• Sala de aula e material didático;• Cozinha e utensílios para as aulas práticas;• Ingredientes para a confecção dos doces tradicionais;• EPIs: aventais, luvas, toucas, máscaras, etc. ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS Etapa 1: Diagnóstico e Sensibilização Identificação das comunidades e dos jovens interessados. Apresentação do projeto à comunidade local. Etapa 2: Capacitação Técnica Oficinas práticas de produção de doces tradicionais. Aulas sobre técnicas de conservação e embalagem. Etapa 3: Formação em Empreendedorismo Workshops sobre criação de negócios, planejamento financeiro e precificação. Capacitação em marketing digital e redes sociais. Etapa 4: Integração Geracional e Sustentabilidade Encontros com doceiros experientes para troca de saberes. Orientação para uso de recursos locais e práticas sustentáveis. Etapa 5: Divulgação e Comercialização Criação de marca coletiva para os produtos. Participação em feiras e eventos regionais. AVALIAÇÃO: Aplicação de questionários e dinâmicas para avaliar o impacto do projeto. Relatórios de progresso e resultados apresentados à comunidade. RESULTADOS ESPERADOS Jovens capacitados como empreendedores locais. Maior valorização do doce tradicional colonial na região. Geração de renda e melhoria das condições de vida das comunidades envolvidas. Preservação e dinamização do patrimônio doceiro local. CONSIDERAÇÕES FINAISEste projeto busca empoderar jovens para que se tornem protagonistas na preservação e valorização da tradição doceira, promovendo inclusão social e dinamismo econômico na região. Espera-se, ainda, a conscientização, a continuação por novas gerações e a promoção da Salvaguarda dos mestres(as) doceiros(as) e a disseminação deste bem cultural na cidade e em todo território nacional. 2) Cozinha laboratório: Entre os equipamentos disponíveis estão: ilhas de cocção com fogão, exaustor, cuba e mesa de apoio, circundadas por bancadas de inox, além de refrigeradores, batedeiras, liquidificadores, forno industrial/elétrico/micro-ondas, e diversos utensílios. Para o adequado funcionamento da cozinha, serão necessários os seguintes itens, divididos por categorias: Infraestrutura física:Espaço de 40 a 50 m² para comportar todas as etapas da produção de doces.Bancadas em inox para manipulação de ingredientes, resistentes ao calor e fáceis de higienizar.Pia de lavagem dupla com água quente e fria para garantir uma adequada higienização dos utensílios e alimentos.Prateleiras para armazenamento de utensílios e matérias-primas, com ventilção adequada para evitar umidade.Espaço para refrigeração (geladeira e freezer) para conservação de ingredientes e produtos.Equipamentos e utensílios:Fogões industriais de 4 bocas para preparos em grande volume.Fornos elétricos e a gás para assar e secar os doces.Balanças digitais para medição precisa dos ingredientes.Panelas e tachos de cobre, de tamanhos variados, específicos para a produção dos doces coloniais.Utensílios diversos, como espátulas, colheres de pau, peneiras, e formas de confeitaria.Liquidificador industrial e batedeira planetária para preparações que exigem misturas homogêneas.Equipamentos de segurança e higiene:Extintores de incêndio apropriados para área de cozinha.Kits de primeiros socorros.Sistema de ventilação e exaustão para garantir a qualidade do ar e a segurança dos ocupantes.Uniformes e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os participantes das oficinas, como aventais, luvas térmicas, toucas e botas antiderrapantes.Efetivo físico:Bolsistas: Serão necessários bolsistas para apoiar as atividades, como assistentes para auxiliar os mestres doceiros durante as oficinas, bem como para cuidar da logística e da organização do espaço. Estimamos a necessidade de 4 bolsistas ao todo para revezamento. 3) Livro multiformato: O produto secundário do projeto trata-se de um livro mutiformato que permite que o seu conteúdo possa ser acessado por pessoas com deficiências sensoriais (comunidade surda e comunidade com deficiência visual), pessoas com dislexia, pessoas com baixo grau de escolaridade e pessoas com deficiência cognitiva. Para tal, prevê os seguintes formatos: Texto em Linguagem Simples (de acordo com a NBR ISSO 24495-1:2024), Sistema pictográfico para a comunicação, audiolivro com audiodescrição das imagens e vídeolivro com Língua Brasileira de Sinais. Todos estes recursos serão disponibilizados num único exemplar. Deverá conter: 1) Linguagem simples: contratação de um profissional para adaptação de todo o conteúdo textual do livro; 2) Sistema Pictográfico para a Comunicação (SPC): contratação de um profissional para adaptação do texto em linguagem simples para SPC. 3) Audiolivro com audiodescrição (AD): contratação de uma equipe de dois audiodescritores (roteirista/ locutor e consultor com deficiência) para desenvolvimento do roteiro de AD.

Acessibilidade

Todas as ações contemplarão o amplo acesso: 1) Pela total gratuidade, 2) Pela busca do maior público possível, especialmente o público estudantil jovem; 2) Pela ocorrência em espaços com garantida acessibilidade física; 3) Pela ampla disponibilidade dos conteúdos seja nas redes sociais, seja junto aos públicos preferenciais; 4) Pela preferência ao uso da linguagem simples nos eventos e em todo o material produzido, 5) Pela produção, distribuição e orientação para uso do livro acessível, 6) Pelo preparo das equipes para a evitação do capacitismo, 7) Pelo uso de recursos acessíveis, sobretudo quando se tratar da receptibilidade. As escolas onde serao realizadas as ações do projeto são mantidas pelas Secretarias de Educação dos Municipios de Pelotas e Antiga Pelotas. O projeto em questão atende o pretendido desenvolvimento de programas educacionais e fomento cultural destas secretarias e é consonante com a política pública educacional da região. A promoção destas Secretarias atende à educação no Ensino Fundamental, na Educação Infantil e Educação de Jovens e Adultos, na área urbana e rural, incentivando a participação da sociedade. O atendimento dirige-se a um quantitativo estimado de 3 mil pessoas, entre alunos, professores e comunidade vinculada às escolas. A cozinha laboratório, tanto acontecerá no laboratório experimental do curso de Gastronomia da UFPel como em escolas e outros espaços nos quais seja presente a estrutura para garantir a inclusão de todos os alunos, independentemente de suas necessidades específicas. A acessibilidade, desse modo, segue o princípio do desenho universal, de atendimento pleno a qualquer pessoa. Os principais itens de acessibilidade física de onde ocorrerá o projeto: 1) Área Externa: Possui rampa de acesso com largura e inclinação dentro dos padrões da NBR 9050 e corrimãos dos dois lados. A calçada é livre de obstáculos, os portões são amplos.2) Áreas Internas: as portas possuem a largura mínima de 80 cm, para acesso em todas as salas. Os corredores são amplos e livres de obstáculos, com sinalização clara e piso antiderrapante. Os sanitários são adaptados com barras de apoio e espaço suficiente para manobras de cadeiras de rodas. Os bebedouros têm altura adequada para pessoas em cadeiras de rodas. As carteiras e mesas têm altura e espaço suficiente para cadeiras de rodas. Há sinalização visual. A acessibilidade de conteũdo O livro multiformato é o produto que dá acessibilidade ao projeto. Apresenta recursos inclusivos que atendem pessoas com e sem defiêncianum único produto. Nomeadamente, texto em linguagem simples, sistema pictográfico para a comunicação, audiodescrição das imagens e tradução para Libras. Os recursos audiovisuais do livro são disponibilizados através de QR Code que fica na capa do mesmo. Este produto está em consonância com a Agenda 2030 da UNESCO através das ODS 4 (Educação de qualidade) e ODS 10 (reduzir as desigualdades). Intérpretes de Libras: Para alunos surdos, garantindo a acessibilidade em aulas e atividades.Recursos de apoio tecnológico: Computadores com softwares de acessibilidade, como leitores de tela e ampliadores de tela.É importante ressaltar que a acessibilidade é garantida pela Lei 13.146 (Estatuto da pessoa com deficiência) e na Constituição Federal. Sendo, um direito de todos e deve ser garantida em todas as instituições de ensino. Ao oferecer um ambiente escolar acessível, estamos promovendo a inclusão e garantindo que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades .

Democratização do acesso

Acredita-se que o projeto responde ao item democratização de acesso, tanto com relação ao seu produto primário, quanto ao que diz respeito ao seus produtos secundários. Preocupando-se em implantar a escola junto a espaços acessiveis e localizados no coração do município, facilitando assim o acesso dos jovens aprendizes. Além de serem lugares reconhecidos por uma caracteristica natural, de serem ambientes democraticos e com forte integração social. Acredita-se ainda estar contemplando este item, ao proporcionar incentivo financeiro a mulheres (mestras doceiras) desta região, por meio de utilização de seu saber para capacitar os jovens. Sabe-se ainda que, o livro multiformato, o qual se propõe por esse projeto como um segundo produto, possibilitará que a tradição e conhecimento, alcanse diferentes públicos, garantindo asim, pelomenos dois direitos básicos, inerente a todo ser humano, sendo estes, Cultura e Educação.

Ficha técnica

PROFISSIONAL / FUNÇÃO Claudia Da Silva NogueiraProponente - Coordenação geral e gestão administrativa do projeto - Todas as equipes Mini Bio: Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural pelo Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural (PPGMP) pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), com destaque para as temáticas: Paisagens Históricas, Patrimônio industrial, Fábricas de transformação do alimento. Mestra em Arquitetura e Urbanismo pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), atuando principalmente na temática de Reabilitação do Patrimônio Arquitetônico. Realizou um período de mobilidade acadêmica, na Universidade de Coimbra/PT, através do Programa de Pós graduação em Reabilitação Urbana Integrada, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, ao abrigo de convênio entre UFPel e UC. Bacharel em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no ano de 2014. Atuando principalmente na temática de Políticas Públicas Patrimoniais. Ex-bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET Conservação e Restauro) e atualmente, Integrante do Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão - Fábrica de Memórias. Possui experiência na coordenação de levantamentos, eventos e exposições. Francisca Ferreira MichelonCoordenação geral das equipes – produção textual e de pesquisa – editoração e revisão do livro – Todas as equipes Mini Bio: Doutora em História (PUCRS-2001), Mestre em Artes Visuais (UFRGS-1993). Estágio no Arquivo Fotográfico da Câmara de Lisboa (2008-09) em conservação de fotografia. Pós-doutorado Universidad de Sevilla (2022-2023). Full member of Apheleia Humanities International Association for Cultural Integrated Landscape Management. Coordenou o Projeto para implantação do do Polo Morro Redondo da Cátedra UNESCO-IPT (12/2020-05/2022). É professora Titular do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas. Atua com patrimônio cultural desde 1992 e na região da Antiga Pelotas desdes 2021 com projetos de extensão e pesquisa. Desrirée Nobre SalasarCoordenaçao de acessibilidade - Ministrante de oficina de linguagem simples – consultoria sobre áudio-descrição e produção de linguagem simples – revisão da acessibilidade do site - Acessibilidade Mini Bio: Doutora e Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPel).Doutoranda em Museologia (ULusófona/ Bolsista Cátedra UNESCO Educação, Cidadania e Diversidade Cultural / Bolsista FCT)Graduada em Terapia Ocupacional (UFPel). Coordenou o grupo de estudos pós-graduados em Sociomuseologia e Acessibilidade Cultural, ligado à Cátedra UNESCO Educação, Cidadania e Diversidade Cultural (2021-2023). Giane Trovo BelmonteCoordenação pedagógica – Todas as equipes Mini Bio: Doutoranda e Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPel/2023). Tem graduação e Licenciatura em Ciências Domésticas (UFPel/1997) e Pedagogia (UFPel/2022). Tem pós-graduada em Liderança e Gestão de Pessoas (FATEC/2017), Educação Especial e Inclusiva (UNiBF/2019), além de curso de Aperfeiçoamento em Gestão da Educação Especial e Inclusiva (UFPel/2023). Participou do PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência(CAPES-UFPel/2018-2020) e do Projeto de Residência Pedagógica (CAPES-UFPel/2020-2021) Atuou profissionalmente na Educação do Ensino Fundamental e Médio da rede pública Municipal e Estadual/RS. Atualmente é professora na rede pública de ensino e participa ativamente de projetos de extensão e pesquisa ligados à sua área de estudo. Joao Fernando Igansi NunesCoordenaçao de arte - Criação da arte do projeto – embalagens – identidade visual – editoração – Equipe da Arte e Design Mini Bio: Pós-Doutorado (Professor Visitante CAPES PRINT/UFPEL), Departamento de Economia Geral, Universidade de Cádiz, Espanha. Doutor em Comunicação e Semiótica, PUC/SP com a Tese Design Computacional: comunicação do in-visível, 2008. Membro do Grupo de Pesquisa NetArt perspectivas críticas e criativas (FAPESP) e do grupo de pesquisas Software Studies do Brasil (FILE Lab SP / UCSD - EuA), 2008. Pesquisador, bolsista CNPq, no Laboratoire Paragraphe da Universidade Paris 8, França, 2007. Mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2002. Pesquisador na Biblioteca Nacional de Madri, através de bolsa de estudos da Universidade Complutense de Madri - Espanha, 1999. Graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pelotas, 1997. Professor do Magistério Superior Associado. Docente permanente nos Cursos de Bacharelado em Design, Centro de Artes, UFPel e do Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural, ICH/UFPEL. Coordenador Adjunto do Projeto para implantação do Polo Morro Redondo da Cátedra UNESCO-IPT. Dedica-se ao desenvolvimento de pesquisas em Design e Desenvolvimento Territorial. Áreas de interesse e atuação em Comunicação, Semiótica, Artes, Design, Interfaces Computacionais, Memória Social e Patrimônio Cultural. Wagner HalmenschlagerCoordenação da implantação da cozinha da escola doceira e das oficinas de capacitação de produção. – Designaçao de EPIs - Equipe alimentação e Editoração Mini Bio: Professor do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), graduado em Gastronomia pela Unisinos (2008), mestre em Nutrição e Alimentos pela UFPel (2017) e doutorando do programa de Memória Social e Patrimônio Cultural pela UFPel. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação, Consumo e Cultura (GEPAC) e do Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão - Fábrica de Memórias. Possui experiência na área de Nutrição e Alimentos com ênfase em Gastronomia, atuando principalmente nos temas voltados a Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN), sustentabilidade e boas práticas ambientais. Integrante do projeto para implantação do Polo Morro Redondo da Cátedra UNESCO-IPT (12/2020-05/2022). Atualmente desenvolve pesquisa na área da Memória e Patrimônio, com temas ligados a gastronomia, patrimônios alimentares, tradição, festividades, comunidades, alimentação e cultura e a relação entre produção e consumo na formação da identidade local

Providência

PROJETO ARQUIVADO.