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O projeto propõe a realização de rodas de choro no Casarão Fróes da Motta. Obras desse gênero da música instrumental brasileira serão interpretadas ao longo da temporada de apresentações.
Produto PRINCIPAL: Apresentação Musical Roda de Choro onde serão apresentadas a obras de grandes compositoras e compositores desse gênero da música instrumental brasileira como: Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim entre outros. A interpretação das obras ficará a cargo de um grupo de choro local e ocorrerão no Casarão Fróes da Motta, importante imóvel localizado no centro de Feira de Santana. Faixa Etária: Livre
Objetivo Geral - Realizar rodas de choro com a participação de um convidado por apresentação no Casarão Fróes da Motta. Objetivo específico - Produto APRESENTAÇÃO MUSICAL: Realizar 7 rodas de choro com a participação de um músico convidado por apresentação. O acesso é gratuito. Será realizada 1 apresentação por mês, totalizando 7 apresentações durante os 9 meses de execução do projeto;
Feira de Santana é a segunda maior cidade do estado da Bahia com uma população estimada, segundo dados do IBGE, de mais de 657.948 habitantes. Economicamente a cidade é a terceira mais importante do estado da Bahia e destaca-se por ser um dos municípios que mais cresce no Brasil. O comércio, a prestação de serviços e a indústria, são as atividades econômicas que mais se destacam no município. Desde a metade do sec. XIX são registradas atividade de música instrumental através de bandas de escravos de fazenda. Essas eram compostas por instrumentistas de sopro e percussão. No fim do sec. XIX e meados do sec. XX há o registro de 3 sociedades filarmônicas, 25 de março, vitória e Euterpe Feirense. Todas essas entidades mantinham uma banda de música com cerca de 40 integrantes. Em suas sedes e em apresentações, o repertório era baseado em música instrumental, dobrados, choro, frevo, valsas, maxixe, marcha e fantasias, alguns exemplos de gêneros que compunham esse acervo. Com a mudança social, econômica e tecnológica associado ao crescimento populacional da cidade, a atividade das filarmônicas pouco a pouco perdeu o prestigio e o espaço no dia a dia da cidade. Em virtude desses fatores a formação de novos músicos de instrumento de sopro e a prática da música instrumental foram comprometidas. O reflexo disso foi a extinção de duas dessas filarmônicas e a escassez de interpretes de choro e outros gêneros da música instrumental. Para além, diversos imóveis tradicionais da cidade deram lugar a estacionamentos por força do centro da cidade passar de residencial para comercial. Fato que, no presente, a urbe possui poucas edificações antigas que referenciam a memória local. No momento atual, o cenário musical da cidade é diverso, com destaque para a música vocal. Dentro dos diversos gêneros interpretados o samba faz-se presente com diversos grupos e coletivos. No segmento instrumental cerca de três grupos, uma Filarmônica, a 25 de Março, e um grupo de choro representam essa modalidade musical na cidade. Os locais de apresentações desses grupos, exceto a filarmônica, se resumem a bares e festas particulares. Diante disso, o projeto o surge como uma possibilidade de alterar esse cenário na cidade de Feira de Santana, oferecendo a comunidade rodas de choro com músicos locais e participação de convidados de outras localidades. Essas ações são fundamentais para que novos interpretes e compositores desse gênero surjam na urbe feirense. Ademais, o local das apresentações, o Casarão Fróes da Motta, um dos únicos imóveis do início do sec. XX que existem na Princesa do Sertão, necessita de uma programação artística continua afim de estabelecer uma conexão com a comunidade além da sua preservação para as gerações posteriores. Esta casa detém um rico patrimônio arquitetônico, que guarda consigo parte da história da cidade e é um bem tombado pelo IPAC. Quanto a necessidade de recorrer a um mecanismo de incentivo a projetos culturais para a realização do projeto, isso se justifica pelo fato da cidade de Feira de Santana ter pouca presença de financiamento privado que possibilite o acesso a todos, indistintamente a eventos de música instrumental. A utilização de incentivos fiscais governamentais, via lei Federal, viabiliza economicamente as atividades do projeto, o acesso da população, bem como a valorização da música brasileira e dos bens tombados da cidade de Feira de Santana, a exemplo do Casarão Fróes da Motta. Por fim, considerando o Art. 1º da lei 8.313, o Projeto Roda de Choro se enquadra aos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Quanto ao Art. 3º da lei 8.313 o projeto alcança os seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
A pratica do choro em Feira de Santana é limitada. Há apenas um grupo em atividade, Chorinho Entre Amigos, que desde o advento da pandemia do COVID-19 não se apresenta regularmente na cidade. Além disso, a maioria dos integrantes desse grupo estão com a idade avançada, não havendo renovação nos quadros desse grupo. Na localidade não existe um Clube do Choro, escolas especializadas nesse gênero muito menos quantidade elevada de instrumentistas e profissionais praticantes desse repertório. Isso compromete a sobrevivência do gênero no imaginário da população. Outro desafio relaciona-se ao fato de a música vocal ser dominante. O público não é habituado a apreciação da música instrumental pela falta de oferta e escassez de grupos e espaços voltados a difusão desse gênero musical. NOTAS SOBRE O ORÇAMENTO Não haverá pagamento de serviço de DIVULGAÇÃO, por isso foi estabelecido o percentual em 0% (zero por cento) Não haverá pagamento de serviço de ADMINISTRAÇÃO, por isso foi estabelecido o percentual em 0% (zero por cento)
APRESENTAÇÕES DA RODA DE CHORO Apresentações com duração de 2 horas com um regional de choro composto por 4 músicos (um cavaquinhista, um violonista, um percussionista e um saxofonista/flautista). O repertório será composto das obras de Pixinguinha, Waldir Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, dentre outros que representam esse gênero musical. Além disso, membros do regional versarão sobre o contexto histórico dos compositores e suas influências para a criação e manutenção do legado da música brasileira. Ao fim das apresentações do regional, haverá espaço para outros instrumentistas participarem da roda de choro. Pretende-se trazer um convidado ou convidada, a definir, de forma quinzenal para a roda de choro. Em todas as apresentações o Casarão Fróes da Motta ficará aberto para visitação.
Para cumprir a IN 11/2024, em seu Art. 27, serão oferecidas medidas de acessibilidade compatíveis com as características de cada produto, atendendo a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, e o Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018. Produto: APRESENTAÇÃO MUSICAL - ACESSIBILIDADE FÍSICA: assentos para obesos, locais especiais para deficiente físico; - ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA: acesso com piso intertravado ao local da apresentação - ACESSIBILIDADE PARA PCD VISUAIS: não se aplica - Justificativa: Apresentação de música instrumental e intervenções pontuais sobre o repertorio executado. - ACESSIBILIDADE PARA PCD AUDITIVOS: Interprete de Libras - Itens na planilha orçamentária: Interprete de Libras - ACESSIBILIDADE PARA PCD INTELECTUAIS: não se aplica. - Justificativa: Apresentação de música instrumental e intervenções pontuais sobre o repertório executado.
Como forma de cumprir IN 11/2024 e ampliar o acesso todas as atividades do projeto serão GRATUITAS Produto: APRESENTAÇÃO MUSICAL Serão realizadas 7 rodas de choro, música instrumental. Todas as apresentações terão o acesso totalmente GRATUITO e serão realizadas no Casarão Fróes da Motta, em Feira de Santana. --------------------------------------------------- Para cumprir o Art. 30 de forma complementar, adotaremos a seguinte medida para o produto: V - Garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos.
Antonio Carlos Batista Neves Junior (Produção Executiva, Direção Musical, e Músico) – Graduado em Licenciatura em Música (UFBA) e Mestre em Educação Musical (UFBA), regente da banda de música da Sociedade Filarmônica 25 de Março. Como instrumentista atua na banda da cantora Maryzélia como saxofonista, flautista e cavaquinhista, na orquestra do Maestro Zeca Freitas (1º Sax Alto) e no regional de choro como flautista e saxofonista. Como produtor cultural desenvolveu junto a Sociedade Filarmônica 25 de Março os projetos Música no Casarão, Retreta, Conexão 25 em Banda Larga, Banda Digital, todos como produtor executivo, curadoria e concepção.
PROJETO ARQUIVADO.