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PRONAC 2415557Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

Aos pés de Omindarewá

29.190.680 ALEX LIMA DIAS
Solicitado
R$ 736,6 mil
Aprovado
R$ 736,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-03-03
Término
2026-03-03
Locais de realização (3)
Salvador BahiaRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

Realização do espetáculo teatral "Omindarewá", que retrata a vida e trajetória de Gisele Cossard, uma francesa que se tornou uma Iyalorixá respeitada no Brasil, conhecida como Omindarewá. A peça, dirigida pelo dramaturgo e babalawo Renato Santos, e protagonizada por Luciana Borghi, combina teatro, música, dança e elementos do candomblé para preservar e homenagear essa figura histórica. O espetáculo destaca a importância da cultura afro-brasileira e o papel das religiões de matriz africana na formação da identidade cultural do país.A história de Omindarewá só é possível graças à luta secular de resistência dos que vieram antes - ela pôde ser porque Joãozinho da Gomeia, Mãe Senhora, Obarayí, Pierre Fatumbi Verger foram antes e junto dela, iniciando-a e generosamente guiando seus caminhos.

Sinopse

SINOPSE DO ESPETÁCULO: Oyasile (Luciana Borghi) prepara a abertura de seu terreiro. É filha de santo de Omindarewá, e hoje Iyalorixá em sua própria casa. Organizando a festa, conta a seus iawôs o legado e ensinamentos da própria mãe. Os acontecimentos da casa de santo guiam a narrativa, levantando questões históricas, políticas, raciais e culturais da trajetória de Gisele Cossard e da importância fundamental do candomblé no Brasil. Sobre os Produtos do Projeto "Omindarewá: 1. Espetáculo Teatral "Omindarewá: A peça retrata a vida de Gisele Cossard, uma francesa que se tornou Iyalorixá no Brasil. Dirigida por Renato Santos e protagonizada por Luciana Borghi, combina teatro, música e dança, celebrando a cultura afro-brasileira. Espera-se um público de 2.160 pessoas em apresentações em pelo menos quatro cidades. 2. Oficinas Culturais:Serão realizadas quatro oficinas sobre candomblé e teatro, com foco na história de Omindarewá, para jovens e adultos, visando a participação de pelo menos 80 pessoas. 3. Registro Artístico:Vídeos curtos documentarão o processo de criação do espetáculo e incluirão entrevistas com protagonistas e o público, sendo divulgados nas redes sociais. 4. Publicação de Material Digital:Um livreto digital reunirá a história de Omindarewá e informações resumidas sobre candomblé, destinado a interessados e educadores, promovendo a reflexão cultural. 5. Debates:Quatro conversas com o público, após as apresentações, contarão com o diretor Renato Santos, abordando temas do espetáculo, com expectativa de 80 participantes por evento.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: O objetivo principal do projeto é homenagear a memória e legado de Gisele Cossard, Omindarewá, e contribuir para a valorização da cultura afro-brasileira, especialmente as tradições do candomblé. O espetáculo visa promover a diversidade religiosa e cultural, trazendo ao público uma narrativa de resistência, identidade e ancestralidade, além de oferecer reflexões sobre o papel das religiões afro-brasileiras na história do Brasil. OBJETIVOS ESPECIFICOS: A encenação busca dar visibilidade à riqueza cultural do candomblé, promovendo uma reflexão sobre as questões históricas, políticas e sociais que permeiam essa tradição. Além de transmitir ensinamentos e legados, o projeto pretende criar um espaço de resistência e memória, onde o axé se manifesta por meio da dança, da música e da palavra, conectando as gerações passadas e futuras no respeito e na continuidade de uma identidade cultural rica e vital. **Objetivos Específicos Detalhados** 1. **Realização de Apresentações Teatrais**: Produzir e apresentar o espetáculo "Omindarewá" em pelo menos 4 locais e/ou cidades diferentes, incluindo teatros, centros culturais e espaços comunitários, com uma expectativa de público de 2.160 pessoas no total. 2. **Oficinas Culturais**: Promover 4 oficinas artísticas, sobre candomblé e teatro, com ênfase na história de Omindarewá, para jovens e adultos, visando a participação de pelo menos 80 pessoas no total. 3. **Registro Audiovisual**: Criar vídeos curtos que registrem o processo de criação do espetáculo, entrevistas com as protagonistas e o público, com lançamento previsto para as redes sociais do espetáculo. 4. **Publicação de Material Didático**: Desenvolver um livreto digital que reúna a história de Omindarewá, informações sobre o projeto, assim como dados históricos resumidos sobre o candomblé e reflexões sobre a cultura afro-brasileira, destinado a todos aqueles que tiverem interesse. 5. **Debates e Palestras**: Organizar 4 conversas com o público, após as apresentações, com a participação do Diretor Renato Santos, praticante do candomblé, para discutir sobre os temas relacionados ao espetáculo, com a expectativa de público de pelo menos 80 pessoas por evento. Esses objetivos específicos serão monitorados e avaliados ao longo do projeto, garantindo a prestação de contas e a comprovação de resultados alcançados.

Justificativa

A utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, conforme estabelecido pela Lei 8313/91, é fundamental para garantir o financiamento deste projeto, que visa preservar e celebrar a memória de Omindarewá e o candomblé. O apoio financeiro proporcionado pela lei permitirá a realização de atividades culturais que seriam inviáveis sem esse incentivo. Por se tratar de um mecanismo regido pelo Ministério da Cultura, acreditamos que valoriza todas as expressões culturais do país, sem discriminação e com imenso respeito as diversidades, como a maior riqueza deste país. O projeto destaca e se apoia nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Assim, o financiamento por meio da Lei de Incentivo à Cultura é essencial para a viabilização deste projeto, que não só celebra a vida de Omindarewá, mas também promove a resistência cultural e a valorização das tradições afro-brasileiras, que tanto contribuem para identidade cultural do país.

Estratégia de execução

SOBRE OMINDAREWÁ: Gisele Cossard Gisele Cossard Binon, conhecida também como “a francesa do Candomblé”, era Iyalorixá e antropóloga. As contradições e multiplicidades de uma marroquina-francesa convocada ao sacerdócio afro-brasileiro tangenciam questões profundas em complexidade e história: nascida no Marrocos em 1923, cresceu em Paris, onde trabalhou na resistência francesa durante a Segunda Guerra. Acompanhando as transferências profissionais de seu marido diplomata, viveu anos viajando em África, onde teve os primeiros contatos com fundamentos do culto a Orixás. Atravessa e é atravessada por Marrocos, França, Camarões, Tchad, e, por fim, em 1959, Brasil, onde encontra seu destino e atende ao chamado: abandona sua vida como esposa de diplomata e entrega-se como Iyalorixá ao candomblé brasileiro. Estabelece seu terreiro em Duque de Caxias, RJ, ao qual dedicou o resto de sua vida e onde se consagrou ao longo de anos de profunda dedicação como uma sacerdotisa reconhecida em toda a comunidade de axé no país e fora dele BREVE CARTOGRAFIA: 1949 a 1956 - Acompanhando a função diplomática do marido, Gisele reside na República dos Camarões e em seguida no Tchad. Sua vida muda de forma definitiva conforme aprende novas perspectivas cosmogônicas, criando seus vínculos em paralelo às funções da embaixada. Em 1956 retornam à França. 1959 - A família se muda para o Rio de Janeiro, Brasil, onde o marido de Gisele tem novo cargo como Conselheiro Cultural na Embaixada da França. Ao longo dos anos a amizade com membros do elenco do espetáculo “A Brasiliana”, que conheceu através da relação com Abdias do Nascimento, se aprofunda. É através destes amigos que ela tem o primeiro contato com a umbanda e o candomblé. Conhece Joãozinho da Gomea e sua vida se transforma para sempre: no terreiro de Joãozinho, bola no santo. Alguns meses depois, durante viagem do embaixador e dos filhos à França, permanece no Rio de Janeiro e inicia-se no Candomblé Angola. Passa a frequentar o terreiro, trabalhando nas funções cotidianas e costurando para seus irmãos - é neste dia-a-dia que aprende sobre a materialidade coletiva do candomblé. 1962 - Em uma visita aos filhos, que vivem num internato na França, embarca sozinha para o Benin, buscando conhecer os lugares descritos na obra de Pierre Fatumbi Verger, à qual acompanha e admira. A viagem é profundamente transformadora e a ensina sobre novas camadas do culto aos Orixás. 1963 a 1964 - Por mudança profissional do marido, volta a viver na França. Leva consigo seus assentamentos, e faz oferendas e cuidados aos Orixás e a Exu no sótão de sua casa em Paris. Busca um emprego como professora e dá início à formação em licenciatura para adquirir autonomia e independência. Quando o marido a abandona, leva a vida de mãe solteira dando aulas, contando com o apoio de sua família. 1965 a 1968 - Finaliza sua licenciatura e dá início ao Mestrado, usando a tese como meio de estudar mais a respeito do candomblé brasileiro e uma de suas raízes: o culto aos Orixás no Benin. Orientada por Roger Bastide, tem como uma das principais referências a pesquisa de Pierre Verger. 1969 - Conhece Verger em uma conferência internacional e tornam-se amigos próximos. É também neste ano que conhece Nestor Adissa Ogoulola, originário do Benin, seu amigo e tradutor dos cânticos do candomblé iorubá fundamentais para sua pesquisa de Doutorado, onde investiga os processos coloniais e escravocratas e a resistência através da qual sobreviveu o Candomblé, além das diferenças entre o candomblé Ketu, o Angola, suas origens africanas e os diferentes processos de preservação das tradições no Brasil. 1973 a 1974 - Omindarewá recebe seu destino e inicia a transformação do sítio recém adquirido para que se tornasse um terreiro. Ao longo de muitos anos, Pierre Verger e Obarayí a orientam na construção das casas de santo, sacralização da terra - e, principalmente, sobre o Ketu, diferente do Angola onde ela aprenderá tudo até então. Obarayí vem ao Rio de Janeiro para iniciar os primeiros filhos de santo de Omindarewá. Tornam-se amigos de vida inteira, ajudando-se mutuamente ao longo de muitas décadas até os últimos anos de Omindarewá. 1975 em diante - O terreiro aumenta de tamanho. Contando com o apoio de Arnaldo, seu braço direito, ela acolhe nos primeiros anos principalmente crianças abandonadas e pessoas em necessidade. Estes filhos passam a morar no terreiro e ensinar aos mais novos. São anos de dificuldade financeira em que seu trabalho como professora de francês paga por tudo para quase todos - e, quando o contrato com a embaixada termina, há um novo desafio para conseguir permanência no Brasil. Gisele não só consegue a autorização como, ao longo dos anos, passa a ser publicamente reconhecida como Iyalorixá no Rio de Janeiro e no Brasil. Seus atendimentos se expandem, seu conhecimento se multiplica e espalha: Omindarewá não só conquista abundância, mas notoriedade na comunidade de axé dentro do país e fora dele Uma vez, saindo do terreiro para trabalhar em um espetáculo de teatro num sábado, chateada por não poder ficar para a festa de candomblé, ao me despedir entristecida de minha mãe Omindarewá, ela me disse: “Sim, sim, fique feliz porque são dois sacerdócios”. A vida me ensinaria, nos anos que seguiram, a alternar as experiências e respeitar o Tempo tão sagrado em sua árvore milenar. Falamos aqui de Tempo-Orixá, o Pai de extensas raízes. Minha vida é metade do Teatro e metade do Candomblé. Sou atriz e Iyalorixá, uma combinação delicada porém muito gratificante, e o destino me deu alguns presentes muito preciosos dentro deste lugar de memória e linhagem. Tive a sorte de ser sobrinha de um dos grandes mestres de teatro na arte da interpretação deste país, o gigantesco ator Renato Borghi, que além de me dar aulas pelas coxias e palcos do país desde que me entendo por gente, sempre me disse que a grande virtude de um ator é o tamanho de sua coragem e o poder de escolha, porque assim suas raízes ficam mais firmes e não se morre nunca. Ser filha de Omindarewá, neta de Joãozinho da Gomeia, de Obarayí e Mãe Senhora não diz respeito apenas a raízes - mas também a aprender a respeitar o destino que me foi dado. Teatro é teatro, candomblé é candomblé, mas talvez esses sejam os poucos lugares milenares onde a inteligência artificial não conseguirá penetrar - e será um respiro poder continuar a exercitar nossa humanidade e devoção à ancestralidade. Axé é uma força dinâmica, cuidada e distribuída - as artes da cena em suas raízes têm intimidade com esta dinâmica, ainda que a consciência intencional desse gerar esteja diluída neste meio. Quando via Mãe Omindarewá ao pé da lareira à noite, pensava sem muito pensar: “vou envelhecer exatamente assim como ela. Num lugar cercada de verde, cultuando os deuses e terminando a noite ao pé de uma lareira aquecendo os feitos do próximo dia dentro da roça de candomblé”. Antes de partir, Iyá (mãe em Yorubá) deixou autorizado que eu fizesse esta peça sobre sua história. Como filósofa grandiosa dos mundos, Iyá nos perguntava com um pequeno sorriso: seria sua vida suficientemente interessante para virar peça? Paradoxalmente, Omindarewá sabia o quanto é e sempre será interessante e importante falar sobre os fundamentos que preencheram sua vida. Tudo que ela sempre defendeu com tanta garra e humildade. É uma questão de sobrevivência, resistência e memória. Celebremos Gisele Cossard, Omindarewá! - Luciana Borghi Oyasile

Especificação técnica

Sobre os Produtos do Projeto "Omindarewá: 1. Espetáculo Teatral "Omindarewá: A peça retrata a vida de Gisele Cossard, uma francesa que se tornou Iyalorixá no Brasil. Dirigida por Renato Santos e protagonizada por Luciana Borghi, combina teatro, música e dança, celebrando a cultura afro-brasileira. Espera-se um público de 2.160 pessoas em apresentações em pelo menos quatro cidades. 2. Oficinas Culturais:Serão realizadas quatro oficinas sobre candomblé e teatro, com foco na história de Omindarewá, para jovens e adultos, visando a participação de pelo menos 80 pessoas. 3. Registro Artístico:Vídeos curtos documentarão o processo de criação do espetáculo e incluirão entrevistas com protagonistas e o público, sendo divulgados nas redes sociais. 4. Publicação de Material Digital:Um livreto digital reunirá a história de Omindarewá e informações resumidas sobre candomblé, destinado a interessados e educadores, promovendo a reflexão cultural. Conteúdo com imagens e textos. 5. Debates:Quatro conversas com o público, após as apresentações, contarão com o diretor Renato Santos, abordando temas do espetáculo, com expectativa de 80 participantes por evento.

Acessibilidade

Sobre acessibilidade, o projeto entende e concorda com a necessidade de tornar a experiência o mais acessível possível aos diversos corpos e existências. Assim, pretende realizar as seguintes ações: 1. Acessibilidade Física: O espetáculo priorizará realizar as sessões em espaços que tenham ou rampas de acesso ou elevadores, assim como banheiros adaptados, garantindo que todas as pessoas, independentemente de suas mobilidades, possam se locomover confortavelmente pelo espaço. 2. Acessibilidade de Conteúdo: Serão oferecidas ao menos uma sessão em cada cidade, com interprete de Libras, além de possibilidade de reconhecimento sensorial, permitindo que o público tenha uma experiência enriquecedora e acessível.

Democratização do acesso

Para garantir a ampla distribuição e comercialização dos produtos da proposta, os ingressos do espetáculo serão disponibilizados a preços populares e em plataformas digitais, facilitando o acesso a um público diversificado. Além disso, promoveremos ensaios abertos, onde a comunidade poderá assistir gratuitamente, ampliando o acesso e incentivando a participação de todos na experiência cultural. Serão oferecidas, também, uma série de atividades de contrapartida social que prometem enriquecer as comunidades onde o espetáculo será apresentado: - Oficinas de Teatro e Cultura: Atraentes e gratuitas, essas oficinas serão oferecidas nas cidades anfitriãs, proporcionando aos participantes a chance de explorar sua criatividade e aprender sobre as artes cênicas. - Rodas de Conversa: Com a colaboração de líderes religiosos ou acadêmicos, promoveremos discussões envolventes sobre a rica história e a relevância das religiões de matriz africana no Brasil, estimulando o diálogo e a reflexão.

Ficha técnica

FICHA TÉCNICA: Texto e Direção: Renato SantosInterpretação: Luciana Borghi e Vanessa PascaleDireção Musical: Marco FrançaVideos: Hugo Prata Músico: Roque EstrelaCenario: Renato SantosIluminação: Lucia Chediack Figurino: Carolina Casarin Assessoriade Imprensa: Adriana Monteiro Designer Gráfico: Roberto Gobatto Fotos: Camila RiosAssistente de Direção - Caroline Carreiro Produção Geral - Alex Dias e Salete Perroni * será contratado um músico percussionista para executar trilha ao vivo. CURRICULOS RESUMIDOS: RENATO SANTOS - Dramaturgia e Direção: É Babalawo, sacerdote de Ifá e do Candomblé, atuante há décadas dentro da religião. Diretor de teatro, autor e roteirista, estudou artes cênicas e psicologia na UFRJ. Focou sua carreira no teatro como diretor, e na TV e cinema como autor e roteirista. Especializado na concepção artística religiosa africana da diáspora negra, como artista múltiplo utiliza várias linguagens para conceber e criar história no universo social e político, operando no sentido de uma arte contemporânea e ancestral. No processo de criação, utiliza suas referências na construção de uma arte identitária. É ativista e produtor de conteúdos relacionados à cultura e religião de matriz africana e ao cenário contemporâneo do movimento negro. Seus trabalhos mais recentes incluem o espetáculo “Na casa do Rio Vermelho: o amor de Jorge Amado e Zélia Gattai”, como autor e diretor, o curta-metragem “Memórias para um Guerreiro, Zózimo Bulbul”, como autor e diretor, o longa-metragem “De perto ela não é normal”, como roteirista assistente. Foi roteirista e colaborador na novela das 18h “Sol Nascente”, na Rede Globo. LUCIANA BORGHI Luciana Borghi é atriz e Iyalorixá. Tem 28 anos de carreira como atriz e 20 anos de iniciação no santo feita pelas mãos da grande Omindarewá, Gisele Cossard. Hoje encontra-se sob os cuidados de seu avô/pai de santo, o respeitado Obaràyí, Balbino Daniel de Paula. Luciana trabalha no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Participou de inúmeros espetáculos de teatro sob direção de Amir Haddad, José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi, Renato Santos, Renato Icaraí e Moacir Chaves. Integrou elencos de musicais, trabalhos na TV e no audiovisual. Seus últimos trabalhos foram: "Na Casa do Rio Vermelho", onde interpreta Zélia Gattai, “Molière”, com Matheus Nachtergaele, e na novela “Pantanal”, na Rede Globo, dentre outros. Dirige o Grupo "Chão de Folhas", grupo de música de câmara com repertório de compositores brasileiros. Seus trabalhos nos palcos nos últimos anos dialogam com a cultura brasileira entremeada pela cultura do axé e da história do candomblé. VANESSA PASCALE: Atriz e dançarina. Estágio na “Cia de Dança Débora Colker” 1995/96. Atuou nos vídeos “ A Namorada “ de Carlinhos Brown e “Veneno da Lata” de Fernanda Abreu, “A Sombra da Maldade” Cidade Negra ... Aluna do “Lyceu Escola de Dança” de 2006 a 2012, onde aperfeiçoou em dança contemporânea e alguns estilos de dança de rua. De 2002 a 2012 foi aluna de Dança de Salão do professor Álvaro Reis. Formada em Artes Cênicas pela Cal no Rio de Janeiro em 2001. Participou das novelas da Tv Globo “Sabor da Paixão”, como Solange Matos,”Totalmente Demais, como Yasmin Araujo ”, “Terra e Paixão”, como Irmã Andréa, “Vai na Fé”, como a modelo Fernanda ; bem como Noelia, na série Rota 66 (@globoplay); no teatro encerrou recentemente a temporada da peça “Menino Mandela” (@meninomandela), no Teatro Futuros (Oi Futuro); Vice Campeã do BBB 1. MARCO FRANÇA: Diretor Musical. de Natal (RN), ator, músico, multi-instrumentista (piano, acordeon, violão, clarinete, escaleta, teclado e percussão), produtor musical, compositor e arranjador, atuou como diretor, ator e diretor musical do grupo de teatro Clowns de Shakespeare (Natal / RN 2000 - 20015) onde desenvolveu pesquisa musical com base na preparação do ator. Participou dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro, como: FIT (BH), Cena Contemporânea (Brasília), FILO (Londrina/PR), Festival Internacional de São José do Rio Preto, Festival de Teatro de Curitiba, além de diversas circulações com espetáculos e oficinas pelo Brasil e exterior (Chile, Uruguai, Portugal e Espanha). Viceu o popular Fubá Mimoso, na novela MAR DO SERTÃO da Rede Globo. Indicado ao Prêmio Shell de Teatro SP em 2009 pela música do espetáculo “O Capitão e a Sereia” (Clowns de Shakespeare) e 2022 por TATUAGEM (direção Kleber Montanheiro) sendo vencedor em 2016 e 2019 pelas músicas de “A Tempestade” e “Estado de Sítio” respectivamente (direções de Gabriel Villela). Ganhou em 2016 a Melhor Trilha Musical Adaptada do Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (FEMSA/Coca-Cola) com o espetáculo “Peer Gynt” (Gabriel Villela) e indicado em 2019 como ator coadjuvante ao Prêmio Bibi Ferreira de Teatro (SP) pelo espetáculo “Cangaceiras - As guerreiras do Sertão” (direção de Sérgio Módena e dramaturgia de Newton Moreno), e ganhador na categoria Melhor Arranjo Original em Musicais por "Tatuagem" (dir. Kleber Montanheiro) em 2022, além de receber vários prêmios como ator e diretor musical. Trabalhou com importantes profissionais, dentre eles Ernani Maletta, Babaya, Francesca Della Monica, Helder Vasconcelos, Zeca Baleiro, Kika Freire, Débora Dubois, Márcio Aurélio, Gabriel Villela, Marco Antonio Rodrigues, Dagoberto Feliz, Chico César, Sérgio Módena, Newton Moreno, Kleber Montanheiro, Allan Fiterman e Mario Teixeira. CAROLINA CASARIN: Figurinista. Carolina Casarin é professora de história do vestuário e da moda e figurinista. É mestre em Letras e doutora em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado sanduíche no Institut d’Histoire du Temps Présent, em Paris. Lecionou e deu palestras em diversas instituições, como SENAI CETIQT, CCBB, no Rio de Janeiro; Faap, FGV, Sesc, em São Paulo; Universidad Nacional de Rosario e Universidad Nacional de San Martín, em Buenos Aires. Seus trabalhos mais recentes como figurinista são a obra dançada Cartas para Mercedesssssss, dirigida por Carmen Luz, o longa-metragem híbrido O espelho de Tarsila, com direção de Paschoal Samora, filme em que também atuou como diretora de arte, e o longa de ficção A casa do elefante, dirigido por Marcus Villar. É autora do livro O guarda-roupa modernista: o casal Tarsila e Oswald e a moda, e de artigos e ensaios, publicados em jornais, revistas e blogs. LÚCIA CHEDIECK: Cenografia e Designer de Luz. Maria Lúcia Chedieck Martins (Belém PA 1963). Iluminadora e cenógrafa. Inicia em 1987, em Belém, com o Grupo Experiência, três anos como cenógrafa, colaborando com o diretor Cacá Carvalho. Em seguida, estuda iluminação com renomados profissionais na área de teatro e cinema, como Aurélio de Simoni, Chico Botelho e Gil Camargo. Em 1990, em São Paulo, com o projeto de luz da montagem de Peer Gynt, direção de Roberto Lage. Em 1991, atua na iluminação de Enq, o Gnomo, dirigido por Marco Antonio Rodrigues, recebe o Prêmio da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo - Apetesp. É indicada para o mesmo prêmio, em 1995, por Angels in America - O Milênio se Aproxima, com direção de Iacov Hillel. Em 1998, em Belém, dedica-se à montagem de Galvez, O Imperador do Acre, direção de Amir Haddad. Assina mais dois espetáculos dirigidos por Cacá Carvalho: Toda Minha Vida por Ti; e Hamlet, de Shakespeare. Trabalhou em Tauromaquia, da Companhia Balagan, dirigido por Maria Thaís, em 2004. Recebeu Prêmio Shell pela iluminação do espetáculo. Em 2006, Os Crimes do Preto Amaral, texto e direção de Paulo Faria, da Companhia Pessoal do Faroeste. Novamente com a Companhia Balagan, monta em 2007, Západ, A Tragédia do Poder, com dramaturgia de Alessandro Toller, Newton Moreno e Luís Alberto de Abreu. Ainda em 2007, colabora com a Companhia Livre, da diretora Cibele Forjaz, em VemVai - O Caminho dos Mortos, e com o diretor Alexandre Reinecke em sua montagem de Álbum de Família, de Nelson Rodrigues. Paralelamente ao trabalho de criação, ministra palestras, cursos e oficinas de iluminação em algumas cidades do Brasil.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.