Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto é uma iniciativa voltada para intervenções artísticas na cidade de Belém, usando os conceitos de placemaking, que visam transformar espaços públicos, com o objetivo de fortalecer a conexão entre as pessoas e os lugares. Para isto serão executados 3 murais artísticos em empenas cegas, somando aproximadamente 1500m², cujo objetivo é provocar grandes impactos na paisagem urbana. Trazendo temas que provoquem a discussão em cima da relação entre os rios urbanos e a amazônia urbana, pensando nesse momento de adaptação às mudanças climáticas.
Murais artísticos - As intervenções artísticas de grande escala serão realizadas em edificações, estruturas ou superfícies com mais de 500 m2. O tema do projeto será RIOS URBANOS e portanto tratará das águas como importante recurso hídrico em nosso ecossistema. Os murais devem abordar a temática e levantar importantes discussões como a relação da nossa cidade com nossos rios urbanos Atividades de oficinas - Na área destinada para a observação do resultado, será realizado oficinas com profissionais que contribuem com o diálogo acerca de cidades resilientes e intervenções urbanas. A atividade busca exercitar manifestações artísticas e estimular a juventude na arte como ferramenta de diálogo. As práticas serão gratuitas e a organização realizará o convite de maneira ampla e plural.
Objetivos Gerais As intervenções estarão localizadas em locais estratégicos e de grande circulação dentro da cidade, assim a conexão com o território e proposta artística terão capacidade de pulverizar o debate proposto, chamando a atenção da comunidade, de agentes públicos e privados. Com o atual cenário da emergência climática, a discussão sobre a valorização de nossas águas e preservação desses rios se faz necessária, e, para isso, os murais artísticos contribuem com a ampliação da discussão a nível popular sobre a relação entre nossos rios e a maneira que a amazônia urbana se desenvolve ao redor deles. Uma das características empregadas a arte pública é a democratização do acesso à arte e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade com os espaços públicos, portanto, um dos resultados mais importantes do projeto é proporcionar convívio entre sociedade e manifestações artísticas, estimulando a criatividade, incentivando a imaginação e provocando o desenvolvimento de pensamento crítico, assim favorecendo a educação das novas gerações, e, por fim, a revitalização de espaços públicos por meio da cultura urbana. Objetivos Específico - 3 Murais artísticos resultando na soma total das intervenções em aproximadamente 1.500 m² estimulando a Revitalização Urbana: Promover a intervenção artística em 3 empenas cegas/murais e outras manifestações visuais nos espaços públicos degradados ou subutilizados, contribuindo para a melhoria estética e segurança desses locais, enquanto cria um ambiente atrativo e inspirador. - Fomentar o Diálogo e a Participação Cidadã: Facilitar o encontro e o diálogo entre a comunidade local, artistas e autoridades, proporcionando um espaço de troca de ideias, sugestões e reivindicações para a melhoria dos espaços públicos e da qualidade de vida na cidade.- Promover a Arte Visual e Urbana Local: Incentivar a produção artística local, capacitando artistas na técnica de muralismo e estimulando a criação de galerias a céu aberto, ampliando as possibilidades de visibilidade para os talentos locais e contribuindo para a formação de uma identidade cultural.- Promover a Sustentabilidade e a Conscientização Ambiental: Introduzir temas relacionados à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente por meio de manifestações culturais, incentivando a reflexão e o engajamento da população em práticas mais responsáveis e conscientes.- Incentivar a Formação de Público e Profissionalização com 3 oficina sobre temas que englobam a arte urbana e justiça climática, usando como base as ODS da Onu: Estimular o interesse pela arte visual, formando público e promovendo a profissionalização de artistas e profissionais da cultura, além de fortalecer o mercado local de produção e difusão cultural. - Fortalecer Parcerias e Redes Comunitárias: Colaborar com associações locais e entidades que trabalham com jovens em situação de vulnerabilidade, proporcionando oficinas e atividades culturais inclusivas, promovendo a integração e o desenvolvimento de redes comunitárias.
A iniciativa se adequa aos parâmetros promovidos pela Lei de Incentivo à Cultura ao produzir benefícios e oportunidade a diversos artistas, produtores e a diversa cadeia produtiva cultural, que segue desenvolvendo projetos relevantes e de grande transformação no cenário cultural brasileiro. A Lei de Incentivo à Cultura é a ferramenta adequada para a Semana de Arte e Muralismo, pois é um instrumento que tem como objetivo valorizar e difundir manifestações culturais, e implantar teorias de urbanismo social e participativo na comunidade. Pensando na cidade como um museu a céu aberto, o projeto colabora também para movimentos como o da museologia social, que busca debater o uso da arte como ferramenta de um fortalecimento da democracia da sociedade, pois trazendo artistas locais e de maior experiência, cada comunidade controla a narrativa sobre si mesma, fortalecendo sua identidade na cidade. Preservando a cadeia produtiva e expandindo os horizontes profissionais da grande diversidade de agentes criativos inseridos nos projetos, o projeto usufrui também das múltiplas linguagens presentes na arte urbana, categoria com grande repercussão dentro das artes plásticas pela sua diversidade e aceitação no cenário mundial, e, de grande representação de pautas na perspectiva de gênero e raça. Trabalhos realizados em empenas e murais de grandes dimensões, estão nas primeiras experiências no estado do Pará e por isso tem potencial de ampla divulgação e interação. A primeira edição do projeto trouxe resultados positivos para a sociedade, bem como para entidades públicas e privadas. Revitalizou uma edificação de grande importância cultural no centro de Belém (Fundação Cultural do Pará), e, atraiu novos interesses para o uso de intervenções artísticas como ferramenta transformadora para a paisagem urbana. A difusão de projetos dessa natureza proporcionam bem estar social e uma paisagem urbana mais criativa, ativando áreas de pouca circulação, aquecendo o comércio e oferecendo a agentes culturais novas opções de espaços públicos para o desenvolvimento de projetos culturais. Através das intervenções artísticas de grandes dimensões, a segunda edição da Semana de Arte e Muralismo permanecerá contribuindo com o bem estar das cidades, garantindo à sociedade o acesso à arte e a debates contemporâneos, como discussões essenciais sobre o manejo dos recursos hídricos e o resgate de uma boa relação da sociedade amazônida com os rios urbanos. Permanecerá colaborando com a formação de cidades mais resilientes e sustentáveis, incentivando a população a participar de pautas decisivas, com capacidade de transformação e aprimoramento da qualidade de vida em centros urbanos, e, promove a utilização inovadora dos espaços urbanos, principalmente durante horários menos convencionais como a noite e os finais de semana, pois o projeto incorpora o conceito visionário dos "Olhos da Rua" de Jane Jacobs, criando ambientes mais seguros e agradáveis, onde a presença da comunidade fortalece a coesão social. A Semana de Arte e Muralismo é incentivo à educação, contribuindo com o desenvolvimento de pensamento crítico, exercitando a criatividade e imaginação, fazendo parte do processo essencial de formação de cidades em desenvolvimento, preparando e capacitando novas gerações para tomadas de decisão e resolução de adversidades.
Público alvo do projeto: O cidadão, através de iniciativas com benefícios sociais para a cidade. Programação cultural: Em sua maioria pessoas jovens na faixa etária de 25 a 45 anos, interessadas em cultura, em arte. Mulheres e homens. Em sua maioria classes C e D. Paraenses. Potencialidade abrangente. Evento totalmente gratuito em todas as suas ações. Ações desenvolvidas pelo projeto: O projeto promove ainda o mapeamento e utilização de espaços públicos ociosos para realização de manifestações artísticas e culturais, além de promover a integração destes espaços com o objetivo de aprimorar políticas de formação de público, especialmente infância e juventude, conforme previsto no anexo I do Plano Nacional de Cultura, mais precisamente nos itens 3.1.13 e 3.1.7, que trata de estratégias de universalização de acesso à arte e cultura. Atuação da Galeria Azimute: A Galeria Azimute é uma galeria independente que atua com arte urbana nortista desde 2016. Promovendo exposições locais e produções culturais externas, a galeria traz consigo a experiência em urbanismo social de seus idealizadores, Jade Jares e Almir Trindade. Azimute busca utilizar a arte urbana como ferramenta transformadora dos espaços públicos, produzindo experiências que promovam a cultura na cidade de Belém.
Serão executados três murais de aproximadamente 500 metros quadrados. As superfícies que receberão esses murais tem como característica áreas laterais de edificações com ou sem janelas. As intervenções artísticas serão executadas em técnicas variadas, podendo ser utilizada tinta acrílica através de rolo ou trincha e latas de tinta spray. Os artistas trabalharão em andaimes ou balancins jaús elétricos. Três oficinas de introdução a arte urbana serão desenvolvidas dentro de escolas, voltadas para alunos de 6 a 15 anos de idade
Para este projeto contrataremos uma equipe especializada em assessoria e consultoria de inclusão e acessibilidade em eventos culturais, por meio da educação coletiva, adequação de serviços e espaços físicos para pessoas com deficiência (PCD) e neuro divergentes, implementação de ferramentas de prevenção, acolhimento e acessibilidade, visando sempre o respeito pela diversidade e o bem estar de todas e todos, tanto público, quanto colaboradores. Equipe esta que busca superar as barreiras do capacitismo, promovendo uma cultura verdadeiramente inclusiva e acolhedora para todos. ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Disponibilizar audiodescrição das obras, descrevendo a obra como conceito, especificações técnicas, e com um breve relato da experiência do artista. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Serão contratados intérpretes de libras para visita guiada dos murais. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Contratação de arte educadores/guia para a semana de realização das ações do projeto. Produto: CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE FÍSICA: Oficinas serão realizadas em local com rampas de acesso para as salas onde serão realizadas as oficinas, bem como banheiros para PcD. Em todas as salas será reservada uma área preferencial para PcD. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Serão contratados arte educadores para acompanhamento de pessoas que apresentam espectros e/ou outras limitações durante as oficinas da Semana de arte e Muralismo.
Serão adotadas as seguintes medidas de ampliação do acesso: - disponibilizar na Internet, registros audiovisuais do processo dos murais, e de outros possíveis eventos referente ao produto principal; - será realizado gratuitamente as atividades paralelas ao projeto, como oficina, e possíveis eventos atrelado ao mesmo; Detalhamento e forma de implantação das medidas: - A exposição estará em forma de intervenções artísticas na cidade, sendo elas realizadas em empenas cegas, portanto, garantindo a vitalidade da entrega, podendo ter acesso todo público que transitar pelo local. Estas intervenções estarão disponíveis em meio digital nas redes sociais da Galeria Azimute. - A democratização do acesso à cultura é um pilar fundamental do projeto, que se destaca por sua capacidade de estabelecer conexões profundas entre a população e os espaços públicos urbanos, transformando-os em palcos vibrantes de expressão cultural e diálogo social. Através de uma abordagem inclusiva e acessível, a Semana de Arte e Muralismo busca eliminar barreiras e proporcionar a todos a oportunidade de participar de uma experiência cultural rica. A revitalização dos espaços públicos por meio da cultura urbana não é apenas uma expressão artística, mas também uma forma de empoderar a comunidade e promover a coletividade. Ao estimular o diálogo entre cidadãos e autoridades, o projeto fomenta uma interação genuína que transcende as divisões sociais e econômicas. Através de manifestações culturais e artísticas acessíveis a todos, o evento constroi pontes entre diferentes segmentos da sociedade, promovendo a inclusão e reforçando o valor de cada indivíduo como parte integrante da cidade. O sentimento de pertencimento muitas vezes se origina da oportunidade de interagir e contribuir para o espaço em que vivemos. Ao transformar espaços públicos degradados ou inseguros em locais de expressão cultural e social, a SAM incentiva a população a se envolver ativamente na construção de uma cidade mais justa e sustentável. Essa participação cidadã é uma ferramenta poderosa para promover mudanças positivas e influenciar o planejamento urbano, abrindo caminho para uma coletividade mais consciente e engajada.
Os dirigentes da empresa serão responsáveis por diversas atividades dentro do projeto. Serão encarregados pela direção de produção, curadoria e responsáveis técnicos pela execução dos murais. Os dirigentes, exercerão atividades ao longo de todo o processo, desde o mapeamento dos locais adequados para a pintura, assim como a escolha dos agentes criativos. Estarão à frente do contato com os artistas e também com os responsáveis pelas edificações que receberão as intervenções. Os dirigentes da empresa, Almir Trindade e Jade Jares, trabalham com arte e cultura há 8 anos, suas formações são engenharia civil e arquitetura e urbanismo respectivamente. Além da experiência acadêmica em suas áreas, Almir atua profissionalmente como artista plástico e Jade Jares como curadora e produtora cultural. Juntos já realizaram diversas exposições, instalações e iniciativas artísticas voltadas para intervenções urbanas. Além destas iniciativas, os dirigentes deste projeto são sócios do complexo cultural Vila Container e na Galeria Azimute, onde realizam a gestão do espaço, bem como a organização e curadoria de toda a intensa atividade cultural presente na programação de ambas. Atuam há 7 anos no Lab da Cidade e através da organização do terceiro setor e já realizaram projetos artísticos como um cinema itinerante (Cine Lab) e o M.I.A, museu itinerante da Amazônia, que em 2025 contará com edição em Belém, Manaus, Brasília e Rio de Janeiro através do programa da FUNARTE. Atuam frequentemente realizando exposições na Galeria Azimute, espaço de 4 metros quadrados localizado dentro do complexo cultural Vila Container, hoje se somam mais de 40 exposições. A partir de 2018 a galeria iniciou a promoção de projetos curatoriais em outros espaços culturais, instalações artísticas e uma galeria sensorial dentro de um container para a marca Spotify no festival Se Rasgum em Belém-PA. Em 2019 realizamos a Anastomose, exposição coletiva com 16 artistas urbanos paraenses na Galeria Benedito Nunes na Fundação Cultural do Pará. Em 2022 a organização foi responsável pela idealização da primeira Semana de Arte e Muralismo, evento que reuniu 50 agentes artísticos paraenses que pintaram em simultâneo o perímetro da Fundação Cultural do Pará. Como entrega principal foi realizada a primeira empena cega de Belém, em uma edificação com altura de aproximadamente 20 metros de 750 metros quadrados. No ano de 2024 a galeria participou a feira de arte Art*Pe localizada em Recife, a exposição contou com 6 artistas de Belém, o intercâmbio com outras galerias do cenário nacional foi de grande oportunidade para que o trabalho da galeria pudesse alcançar outros patamares. Em agosto de 2024 deu início ao projeto Cores da Ilha, onde foram responsáveis pela execução de intervenção artística em quadra esportiva situada na Ilha de Mosqueiro. A pintura de 420 metros quadrados contribuiu com o sentimento de pertencimento da comunidade local e promoveu a prática de esportes, diminuindo o sentimento de insegurança no local.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.