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Realizar a criação, montagem e apresentações do espetáculo teatral "Couro Duro: a saga do fim do mundo", texto e direção de Rudifran Pompeu, em comemoração aos 20 anos de trajetória do Grupo Redimunho de Investigação Teatral, coletivo que pesquisa a obra e o sertão de Guimarães Rosa, em contraponto ao universo urbano de São Paulo, realizando temporada na cidade de São Paulo.
Uma equipe de cinema da década de 1920 prepara o set de uma produção independente na qual o cenário é um vilarejo no sertão brasileiro. Ao centro, simbolicamente, uma Gameleira Branca, castigada pela seca. Não existe tempo real nessa “estória”, a caracterização e a estética seguem uma proposta de paleta de cores puxadas para o cinza, preto e o branco encardido, com leves detalhes em vermelho para a equipe de cinema e todos que estão filmando as cenas. Já para os jagunços e demais personagens do enredo do filme, devem ser preservados o colorido e os tons terrosos relacionados ao couro, a madeira e as demais composições naturais de aviamentos típicos do sertão do Brasil. A peça representa “caleidoscopicamente” uma fábula atemporal de múltiplas simbologias.Um grande encontro entre figuras simbólicas da obra roseana - como Diadorim, Riobaldo, Joca Ramiro – encontro no qual passam a se estabelecer as relações de poder e outras inúmeras reflexões e embates, a partir de um fato inusitado que será a chegada de dois personagens reais (não ficcionais) que habitaram e habitam o imaginário brasileiro e que se misturam entre a população, ora como herói, ora como vilão - Lampião e Maria Bonita. Este excepcional acontecimento proporciona o disparo de uma sequência de histórias cruzadas entre a literatura e a realidade, que por consequência se entrecruzam com a história da República Velha e também com o atual momento histórico e político do Brasil e da cidade de São Paulo. Nesse entrecruzamento de ficção e história estarão os modelos principais a partir dos quais as narrativas são construídas, bem como as disputas ideológicas em que discurso e poder ocuparão o centro do embate e da cena Classificação Indicativa: 14 anos.Duração: 120 minutos (pretendida).
Objetivos Gerais: - Realizar a criação, montagem e apresentações do espeta´culo teatral COURO DURO: A SAGA DO FIM DO MUNDO, direça~o e dramaturgia de Rudifran Pompeu, em comemoração aos 20 anos de trajetória do Grupo Redimunho de Investigação Teatral, coletivo que pesquisa e trabalha com o sertão e a obra de GuimaRães Rosa, com realização de temporada na cidade de São Paulo, em teatro privado a ser definido. Objetivos especi´ficos: A) Produto ESPETA´CULO DE ARTES CÊNICAS: realizar 24 apresentaço~es teatrais do espeta´culo teatral COURO DURO: A SAGA DO FIM DO MUNDO com temporada na cidade de São Paulo, durante 12 semanas, em teatro privado a ser definido, com capacidade média para 500 pessoas, estimando o alcance de 12.000 pessoas. Os ingressos serão comercializados nos valores de: R$ 50,00 (meia) e R$100,00 (inteira). B) CONTRAPARTIDA SOCIAL: B.1) Realizar 1 edição de bate-papo/debate na cidade de São Paulo, capacidade total para 500 pessoas, gratuitamente, entre pu´blico e equipe idealizadora da obra; B.2) ENSAIO ABERTO: Realizar 1 Ensaio Aberto anterior à estreia na cidade de Sa~o Paulo/SP para um pu´blico de 500 pessoas, gratuitamente, para professores e funcionários das Secretarias Municipal e Estadual de Educação.
O objetivo primeiro deste projeto é retomar e discutir, a partir de uma perspectiva histórica, as relações sociais e de poder em nosso país, tendo como instrumento balizador a obra Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa que, por meio de uma linhagem de estudos e interpretação do Brasil, aborda de forma ficcional traços comuns e reais da sociedade brasileira. Pretendemos transpor a universalidade dessas relações, apoiados pelo enredo ficcional de Guimarães Rosa e alicerçados à realidade histórica paulistana e brasileira. A literatura como ponto de partida para a pesquisa… A literatura brasileira, principalmente as grandes narrativas do século XX, encarnou a tarefa de interpretar o Brasil direcionando seu olhar para um aspecto central em sua ficção: as relações de poder tramadas na violência de conflitos armados que instituíram e moldaram uma oficialidade paralela, ocupando o papel que deveria ser desempenhado pelo poder público. Essa tarefa de interpretação parte, evidentemente, da tradição romântica que, no século XIX, esteve ocupada em construir um discurso e uma identidade nacionais para o país recém independente, mas terminou por inventar uma nação inverossímil, pois ao harmonizar seus conflitos deu a eles um tom heroico, uma vez que tal heroísmo deveria corresponder aos valores de uma classe dominante que chegava ao poder por atos muito mais ignóbeis do que heróicos. Essa visão "heroica", também plasmada nas narrativas e lendas milenares, foi útil sobretudo à referida classe burguesa que das mãos da monarquia tomava o poder sem muitas alterações ou rupturas significativas. No Brasil ela é ao mesmo tempo uma classe nova e velha, pois sua mentalidade é capitalista e escravista, o que faz com que seu olhar esteja mirando o poder constantemente. A manutenção desse poder, está claro, depende, entre outras artimanhas, de criar uma narrativa histórica, política e cultural que lhe seja favorável. Desse modo, a ficção elaborada como elemento cultural forjador de identidade acabou contaminando a visão e o próprio conhecimento histórico do país, sobretudo aquele que se consagrou pelas narrativas românticas e foi difundido nas escolas como uma forma de edificar um nacionalismo acrítico e seletivo de eventos históricos, promovendo uma versão histórica nacional que não levava em conta a tragédia e barbárie que estruturou o país, como o extermínio dos povos originários e a escravidão, ou, se as levava em conta, foi por meio de uma narrativa que se dava de modo harmonioso, como se a diversidade cultural e étnica tivesse sido forjada de forma pacífica. Até hoje o que "reina" triunfante é a versão romântica da história brasileira em oposição à (re)interpretação do Brasil que os romances do século XX produziram. Essas duas visões se contrapõem de tal modo que delas foi retirado o conhecimento histórico e literário do país a partir de uma relação igualmente conflitante e violenta, ambas conduzidas por ignorância e extremismo, alimentando os discursos delirantes e deslocados da realidade que vimos surgir no país nos últimos anos. Portanto, é longo, porém significativo como possibilidade de leitura e interpretação nacional, o itinerário percorrido pela literatura brasileira em que estão ancorados os antecedentes que a obra Grande Sertão: Veredas constrói também como narrativa histórica, por meio de uma potente estrutura linguística que, não por acaso, está erigida por arcaísmos e neologismos: o moderno a partir das ruínas do passado. Na "estória" narrada em Grande Sertão: Veredas, temos a violência e o banditismo como dois pontos que atravessam o romance e determinam em grande parte seu movimento e desfecho, permitindo inscrevê-lo no cruzamento entre o literário e o histórico. Através dessa "mescla contínua" o romance pode contribuir para iluminar, a partir do ponto de vista de um participante do mundo da jagunçagem, o modo como se estabeleceram as relações de poder vigentes no sertão brasileiro durante a República Velha, envolvendo fazendeiros, bandos de jagunços e milícias. Na sua representação desse mundo, Guimarães Rosa deu voz às contradições e dilaceramentos do nosso país, cuja imagem desenhou como um espaço em que o processo de modernização nunca se deu de maneira homogênea. O Brasil urbano, progressista e moderno aparece sugerido graças à presença e intervenção da personagem do jagunço Zé Bebelo e das forças do governo, que põem fim ao mundo da jagunçagem, símbolo de um Brasil rural, arcaico e atrasado. Ao mesmo tempo, a morte desse mundo, ainda que vivida enquanto perda, representa também a morte do arcaísmo do favor, tão arbitrário e violento quanto o Estado que o destruiu. Grande Sertão: Veredas expõe a face contraditória da nação ao sugerir que o arcaísmo não é apenas resíduo do passado, mas um dos modos mais efetivos do presente e, como tal, corolário do projeto de modernização do país. Nossa pesquisa também se ampara fortemente no fato de que a ação de Grande Sertão: Veredas se situa nos entornos da República Velha, durante o processo político de consolidação nacional que se seguiu a 1889. As propaladas imprecisões dos marcos temporais e escassez de referências históricas são amplamente compensadas pela recriação, no plano ficcional, dos conflitos e lutas políticas entre facções locais, das disputas entre famílias e grupos que tanto marcaram esse período. Proclamada a República, a manutenção da estrutura econômica do país, baseada no latifúndio e o desmantelamento da ordem escravocrata, colocaram em disponibilidade um contingente de homens e mulheres livres que, sem terra e sem trabalho, foram encontrar no banditismo uma forma de sobrevivência, seja como capangas _ homens e mulheres assalariados a serviço de um fazendeiro que formava assim seu exército privado _, seja como cangaceiros _ agrupamento de homens e mulheres independentes que se organizavam em bandos sob a direção de um chefe prestigioso. Os conflitos entre parentelas, entre fazendeiros e chefes políticos, agravados por movimentos milenaristas como Canudos, na Bahia, o Contestado, em Santa Catarina e o Caldeirão, no Ceará, fizeram do sertão uma zona conflagrada no primeiro período republicano. A dimensão simbólica aparece em toda a obra e também carrega as questões do nosso tempo, questões que se confundem com a luta contra o patriarcado e contra o sistema machista do sertão brasileiro por meio da figura da personagem decisiva que é Diadorim. É com a figura de uma mulher envolta em trajes de jagunço que se estabelecem as maiores reviravoltas revolucionárias da obra. É a mulher que elimina o "tinhoso" Hermógenes representante do atraso e da opressão. É na reflexão e disputa do pensamento crítico que ela impõe ao mundo dos jagunços que se estabeleça novos caminhos para as relações endurecidas no corpo do estado brasileiro. E é a partir dessa reflexão que se constroem novas estruturas para um Brasil distinto, mais inclusivo, mais diverso e mais ajustado às suas enormes diferenças sociais. É com a disputa proposta por ela que o mundo caminha para a justiça e para a fraternidade e igualdade. 20 anos agora! A "referência e reverência" de vinte anos de história se ampara na resistência da preservação de um modo de produção específico, amparado na pesquisa teatral e, de certa forma, somos sobreviventes e, como tal, comemoramos. No entanto, carece de se compreender, que diante do processo de desmonte e destruição de paradigmas simbólicos, promovidos pela guerra cultural deflagrada pela extrema direita brasileira, torna-se cada vez mais importante que iniciativas como a nossa se perpetuem na cidade e no país, pois somos parte de uma proposta que pretende exercer uma prática de consciência crítica dentro do fazer artístico, que dispute espaço diante da hegemonia dos poderes estabelecidos por tantas e tantas décadas no território brasileiro. Portanto, para que possamos de alguma forma resistir aos retrocessos, precisamos disputar essa narrativa diante do mundo. Os processos desse coletivo têm apresentado, ao longo de sua história, boas devolutivas de público e de crítica, o que obviamente servem de combustível e ajudam a impulsionar positivamente a necessidade de estender e ampliar o escopo da pesquisa, jogando mais luz ao debate, exatamente como esperamos ter conseguido descrever em nossa justificativa e em nossos objetivos. A proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exerci´cio dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalizaça~o da produça~o cultural e arti´stica brasileira, com valorizaça~o de recursos humanos e conteu´dos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestaço~es culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expresso~es culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsa´veis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produça~o e difusa~o de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memo´ria; IX - priorizar o produto cultural origina´rio do Pai´s. O Projeto se enquadra no artigo Art. 3° da Lei 8313/91 referente aos objetivos que sera~o alcançadas com o projeto, nos seguintes Incisos e ali´neas: Inciso II - fomento à produça~o cultural e arti´stica, mediante: c) realizaça~o de exposiço~es, festivais de arte, espeta´culos de artes cênicas, de mu´sica e de folclore; E ainda no Inciso IV - esti´mulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuiça~o gratuita e pu´blica de ingressos para espeta´culos culturais e arti´sticos.
Argumento central: um caminho possível! Nossa dramaturgia, ainda em construção, deverá ser finalizada e emoldurada por todo o processo de pesquisa que pretendemos elucidar. Ainda assim, como norte à ação artística que desejamos desenvolver, trazemos o argumento central do qual partirá nossas criações: um grande encontro entre figuras simbólicas da obra roseana - como Diadorim, Riobaldo, Joca Ramiro – encontro no qual passam a se estabelecer as relações de poder e outras inúmeras reflexões e embates, a partir de um fato inusitado que será a chegada de dois personagens reais (não ficcionais) que habitaram e habitam o imaginário brasileiro e que se misturam entre a população, ora como herói, ora como vilão - Lampião e Maria Bonita. Este excepcional acontecimento proporciona o disparo de uma sequência de histórias cruzadas entre a literatura e a realidade, que por consequência se entrecruzam com a história da República Velha e também com o atual momento histórico e político do Brasil e da cidade de São Paulo. Nesse entrecruzamento de ficção e história estarão os modelos principais a partir dos quais as narrativas serão construídas, bem como as disputas ideológicas em que discurso e poder ocuparão o centro do embate e da cena. Proposta de encenação: a pesquisa como uma bússola natural! Como a dramaturgia ainda deve passar por todo o processo de revisão embasada pela pesquisa, não contamos no momento com a concepção de cenografia, nem de figurinos e demais elementos essenciais da criação teatral, como a própria proposta de encenação, que obviamente darão o tom, as cores e os sentidos do nosso resultado cênico. No entanto, para pensar e direcionar a elaboração deste projeto, tentaremos dimensionar dentro da razoabilidade e da experiência de nossas já conhecidas encenações, uma ideia de custos aproximados para a consecução e produção desse espetáculo que marcará 20 anos de trajetória deste coletivo na cidade de São Paulo. SOBRE O GRUPO REDIMUNHO DE INVESTIGAÇÃO TEATRAL O Grupo Redimunho de Investigação Teatral surgiu como uma ideia em fins de 2003 e foi naquele ano que começamos nossas primeiras reuniões de produção e treinamentos, portanto, significa chegar agora aos nossos mais de vinte anos de existência real com uma prática que acontece de segunda à sexta ininterruptamente desde o início desse processo de construção. Nossa ideia sempre foi a de buscar novos desafios (sentimento premente à sua maneira em cada um dos atores do grupo), trazer algo diferente, desvendar o desconhecido, recuperar e recriar o que achávamos que estava esquecido. As primeiras leituras e estudos realizados em salas de ensaio do teatro Sérgio Cardoso (e em salas de apartamentos diversos), possibilitaram, dentre tantas coisas, o encontro com a obra singular de Guimarães Rosa e, desde então, o norte de nosso trabalho foi o universo do homem do campo. Em 2004/2005, por meio de uma parceria com a Cia. Paulista de Restauro, passamos a ocupar culturalmente um antigo casarão localizado no bairro do Bixiga, que abrigou, no mesmo ano, nosso primeiro espetáculo: A CASA, que recebeu o prêmio APCA de melhor texto em 2006, e permaneceu em cartaz por dois anos seguidos, com uma devolutiva da crítica e do público extremamente satisfatória. Ainda no Casarão, em 2008, estreamos o segundo trabalho: VESPERAIS NAS JANELAS, indicado ao APCA de melhor texto e que recebeu o prêmio Quem Acontece (Ed.Globo/RJ) de melhor direção e, novamente, obteve excelente devolutiva de crítica e de público, realizando apresentações com casa cheia, em todas as sessões, permanecendo um ano em cartaz. Em 2011, após a reforma de um estacionamento abandonado, inauguramos um novo espaço cultural no bairro central da cidade e estreamos nosso terceiro espetáculo: MARULHO: O CAMINHO DO RIO, premiado pela APCA como melhor texto daquele ano e, também, pela Cooperativa Paulista de Teatro por melhor ocupação e utilização de espaço não convencional. É neste espaço que atualmente trabalhamos cerca de 40 horas semanais, além de recebermos outros grupos e parceiros para inúmeras atividades. Durante os anos de 2011 e 2012, desenvolvemos a pesquisa: “NÃO PRECISA SOBRAR NADA!”, que teve como foco a reflexão do que tínhamos feito até aquele momento, objetivando o olhar para o mecanismo pelo qual nossos trabalhos foram gerados, para a técnica do ator e para a dramaturgia, além da intenção de friccionar as relações artísticas dentro do coletivo. Foi o momento de se ouvir, de se escutar, de se entender, mesmo conscientes de que esse entendimento está em construção permanente. Todo o percurso foi registrado e transformou-se na publicação do livro: “POR TRÁS DAS VIDRAÇAS”. O ano de 2013 foi dedicado a uma nova investigação. Dividida em blocos — ou partes — gerou nosso quarto espetáculo, “Tareias: atrás do vidro verde tem um mundo que não se vê...”, trabalho que se estendeu até o ano de 2015. A intenção foi a de dar continuidade ao trabalho de investigação acerca das novas possibilidades dramatúrgicas que estávamos descobrindo, objetivando a interferência no espaço público. Desse modo, criamos um espetáculo para a rua e produzimos um trabalho de relação direta com a cidade, no qual pudemos interferir, não só geograficamente, mas, também, interiormente no imaginário do cidadão urbano, usando, como ponto de partida, a figura feminina 'ocultada' na obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, traçando um paralelo entre a mítica da mulher roseana em contraponto com a mulher dos grandes centros urbanos. O que nos levou ao terreno difícil das questões acerca dos territórios e, consequentemente, dos significados do público e do privado. O trabalho nos retirou do “conforto” político e estético, e fomentou a necessidade de nos aproximarmos do lugar público, pensando na continuidade de um trabalho que se movimenta e se propõe a repensar seus caminhos constantemente, criando rupturas que possibilitem uma profunda reflexão sobre nosso papel como artistas que pesquisam o universo campeiro, mas que, na contramão, habitam uma grande cidade como São Paulo. No período que compreende 2016 a 2018, estivemos imersos na criação e apresentações de um novo espetáculo - Siete Grande Hotel: a sociedade das portas fechadas, numa proposta de desdobramento daquilo que sentíamos de urgência, a ampliação do debate das relações entre o público e o privado, a sociedade, a cidade e nosso trabalho artístico. E por meio dessa pesquisa que resultou no espetáculo “Siete Grande Hotel...”, fomos contemplados com o Prêmio APCA de melhor texto no ano de 2017. Após o sombrio período em que nossas atividades praticamente paralisaram-se devido à pandemia de covid-19, em meados de 2020 conseguimos dar início, com bastante dificuldade, ao que foi oficialmente nosso último projeto e espetáculo: Woyzeck: uma desterritorialização em curso, espetáculo que estreou e permaneceu em cartaz na Ocupação Nove de Julho, durante o ano de 2022, em parceria com o Movimento Sem Teto do Centro (MSTC). Foi um projeto atípico, no qual tivemos que nos adaptar a um processo primeiramente totalmente remoto, depois híbrido e na sequência, com muita preocupação, passamos às apresentações do espetáculo de forma presencial. Tais circunstâncias causaram uma série de desconfortos, ao mesmo tempo que nos alçaram a novas reflexões e novos desejos de realizações. A cada projeto, sentimos as dificuldades e os desafios de nossas propostas, mas o teatro de grupo tem o acúmulo e a característica de sempre se interessar em criar e responder questões que permitam avançar, mesmo que isso signifique quebrar paradigmas, suscitando novas e instigantes provocações, trazendo, inclusive, a possibilidade da (des) construção de um discurso poético que há duas décadas estamos seguramente construindo.
Espetáculo teatral: COURO DURO: A SAGA DO FIM DO MUNDO Classificação Indicativa: 14 anos. Duração estimada: 120 minutos. Total de apresentações: 24.
Para garantir acessibilidade, essencial para garantia da democracia, o Teatro escolhido para realização do espetáculo teatral COURO DURO: A SAGA DO FIM DO MUNDO, produto principal deste projeto, assim como ações de Contrapartida Social, terão obrigatoriamente as melhores condições de segurança e autonomia em suas dependências para atender ao maior número possível de pessoas, afim de oferecer atenção especial a todos aqueles que possuem mobilidade reduzida ou quaisquer outras deficiências físicas e aos idosos. Em todas as peças de comunicação e releases constará a informação de 100% de acessibilidade em todas as ações e produtos do projeto. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO – o teatro a ser escolhido deverá, obrigatoriamente, possuir acessibilidade arquitetônica, tais como: rampas de acesso para cadeirantes, corrimão, banheiros adaptados, poltronas para pessoas acima do peso, iluminação de solo, acompanhamento presencial a ser contratado pelo projeto para auxiliar na locomoção de portadores de deficiência intelectual, visual ou auditiva, além de todo e qualquer outro benefício para atender de forma responsável aos portadores de qualquer deficiência e aos idosos de acordo com artigo 25 da IN de 10/4/2023 e nos termos dos artigos 42, 43 e 44 da Lei no 13.146, de 6/7/2015, do artigo 46 do Decreto no 3.298, de 20/12/1999, do Decreto no 9.404, de 11/6/2018. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: em todas as sessões haverá audiodescrição e acompanhamento para público com deficência visual. Ainda será criado um guia-áudio para esse público ter acesso às imagens e textos do programa do espetáculo, distribuído gratuitamente, via Qr Code. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: em todas as sessões haverá intérprete em libras e acompanhamento para público surdo. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: em todas as sessões haverá profissional capacitado e acompanhamento para público com deficiência intelectual, além de material complementar (programa do espetáculo) adaptado para esse público, distribuído gratuitamente como ao público sem deficiência. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL - 1 bate-papo/debate com a equipe criativa + 1 ensaio aberto na cidade de São Paulo, anterior à estreia. Esses produtos serão realizados no mesmo teatro onde ocorrerão as sessões do espetáculo. Logo: ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: o teatro a ser escolhido deverá, obrigatoriamente, possuir acessibilidade arquitetônica, tais como: rampas de acesso para cadeirantes, corrimão, banheiros adaptados, poltronas para pessoas acima do peso, iluminação de solo, acompanhamento presencial a ser contratado pelo projeto para auxiliar na locomoção de portadores de deficiência intelectual, visual ou auditiva, além de todo e qualquer outro benefício para atender de forma responsável aos portadores de qualquer deficiência e aos idosos de acordo com artigo 25 da IN de 10/4/2023 e nos termos dos artigos 42, 43 e 44 da Lei no 13.146, de 6/7/2015, do artigo 46 do Decreto no 3.298, de 20/12/1999, do Decreto no 9.404, de 11/6/2018. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: em todas as ações haverá Audiodescrição e acompanhamento para público com deficiência visual. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: em todas as ações haverá Intérprete em Libras e acompanhamento para público surdo. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: em todas as ações haverá profissional capacitado para acompanhamento do público com deficiência intelectual.
A) Atendendo ao artigo 29 da IN de 30/1/2024, o plano de distribuição da proposta prevê as seguintes medidas de democratização do acesso aos produtos e ações culturais produzidos:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. Com isso, prevemos a distribuição gratuita de 1.200 ingressos, que representam 10% do total previsto no Plano de Distribuição, para estudantes e professores da Rede Pública de Ensino e de Projetos sociais, educacionais e culturais na cidade de São Paulo. Os ingressos serão distribuídos em parcerias com a Secretaria de Educação. B) Em atendimento ao Art. 30 da IN 30/01/2024, selecionamos o Inciso II, no qual o proponente se compromete a adotar, a seguinte medida de ampliação do acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; ao menos 1 Ensaio Aberto do espetáculo será realizados antes de sua estreia, para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, conforme termos estabelecidos na IN citada. item incluso no Plano de Distribuição nas Contrapartidas Sociais na cidade de São Paulo. C) Atendendo ao Artigo 32 da IN 1 de 30/01/2024, realizaremos 1 edição de Debate/Bate-papo entre elenco, equipe e público, na cidade de São Paulo, para um público de até 500 pessoas, totalmente gratuito.
Coordenação artística, direção e dramaturgia Rudifran Pompeu Coordenação Geral do Projeto: Coisas Nossas Ltda. Produção: Giovanna Galdi Direção Musical:Luis Aranha Elenco Grupo Redimunho:Giovanna Galdi, Keyth Pracanico, Rudifran Pompeu, Anísio Clementino, Danilo Amaral, Bruna Aragão, Neide Nell, Amanda Preisig, Breno Carvalho e Ricardo Saldaña. Artistas convidados: Artista 1Artista 2Artista 3Artista 4Artista 5Artista 6 Artista 7Artista 8Artista 9Artista 10Iluminação: Grupo RedimunhoTécnico de Luz: Leo Xymox Cenários e figurinos: Grupo Redimunho Curriculo Resumido dos principais participantes: Rudifran Pompeu Ator, dramaturgo e encenador Teatral, criador e fundador do Grupo Redimunho de Investigação Teatral, coletivo voltado para a pesquisa da obra de Guimaraes Rosa e o homem do campo. Como dramaturgo, produziu os textos Lágrimas na Chuva, Diálogos Numa Tarde Cinza, A Casa, Vesperais Nas Janelas, Marulho: o Caminho do Rio, Broken Moon, Tareias, A Barragem de Santa Luzia, O soldado e o Capitão, dentre outros. Ganhador de um dos mais importantes prêmios do país, por três vezes, o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2006, 2011 e 2017 por suas dramaturgias em “A Casa”, “Marulho: O Caminho do Rio” e “Siete Grande Hotel”, respectivamente. Ganhador do prêmio Quem Acontece da editora Globo, no Rio de Janeiro, na categoria Melhor Diretor por Vesperais Nas Janelas, espetáculo que em 2009 foi transformado em filme de longa metragem dirigido pelo premiado cineasta Renato Chiapetta. Como autor teve alguns de seus textos publicados pela Imprensa Oficial do Estado de SP. Seu texto “A CASA” foi um dos escolhidos como referencia para leitura e encenação dos postulantes no curso de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Seu trabalho artístico e sua defesa por politicas culturais já foram tema de tese de mestrado e doutorado por inúmeras vezes no país. Militante atuante da causa cultural foi por mais de dez anos, Presidente e gestor da Cooperativa Paulista de Teatro (uma das maiores cooperativas de cultura da América Latina) se afastando recentemente, para contribuir na construção da Federação Nacional de Cooperativas Culturais, uma organização com atuação nacional. Criador e articulador do Movimento Arte pela Democracia, grupo de ação que se organiza a partir de ações e atos pontuais em nome da Democracia e Direitos Humanos, e que foi criado para lutar contra o golpe na presidenta Dilma em 2015/2016. Giovanna Galdi Atriz, pesquisadora e gestora cultural, pós graduada na FGV (Fundação Getúlio Vargas), no curso de Gestão de Bens Culturais, em atividade na cidade de São Paulo há mais de 18 anos. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em políticas públicas para a cultura. Fez parte da diretoria do SATED SP (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos do Estado de São Paulo) entre 2018 a 2021. Integrou a CAP (Comissão de Análise de Projetos – Proac Icms) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo nos biênios 2020/2021 – 2022/2023. Participou de comissões de análise de projetos do Proac Editais, Lei Aldir Blanc, LPG, Prêmio Zé Renato de Teatro. Trabalhou também na empresa Entre Produções, tanto na função de produtora, quanto na assessoria e gestão (elaboração, formatação, acompanhamento e avaliação de projetos) para leis de incentivo à cultura e editais públicos municipais, estaduais e federais, além de convênios e parcerias público-privadas, nos diferentes segmentos culturais. Ministrou aulas na Academia Internacional de Cinema na disciplina de Produção Executiva. Keyth Pracanico Curso Técnico em Artes Cênicas – INDAC Escola de Atores – 2004 Trabalhos como Atriz:● Integra há 7 anos o Grupo Redimunho de Investigação Teatral , sob a direção de Rudifran de Almeida Pompeu, participando dos espetáculos: 2020 à 2022 - Woyzeck: uma desterritorialização em curso…2016 à 2017 - Siete Grande Hotel: a sociedade das portas fechadas2013 à 2015- Tareias: atrás do vidro verde tem um mundo que não se vê...2012 - Como atriz-criadora no livro: Não precisa sobrar nada- “Por trás das vidraças”.2011 – Marulho: o caminho do rio.2009 - A Casa.2008 – Vesperais nas Janelas. ● Trabalhou como atriz com a diretora Christina Trevisan no espetáculo: 2007- O Provedor .● Trabalhou como atriz com o diretor Roman Lopes Seis personagens à procura de um autor-: 2005 ● Trabalhou como atriz com a diretora Márcia Mendonça: Para ver com o coração – 2003● Na Cia do Tusp - Teatro da Universidade de São Paulo, direção de Abílio Tavares e Pedro Paulo Bogossian2000- Miss Brasil 2000 – texto de Antonio Rogério Toscano.1999- Juízo Final – texto de Antonio Rogério Toscano.● Integrante da Cia Triptal , sob a direção de André Garolli, participou dos espetáculos: 1998 - Tribobó City.1997- A menina e o Vento.1996- Romeu e Julieta –Um Suspiro nos anos 30. Amanda Preisig É atriz, dançarina, musicista e artista-educadora. Inicia seus estudos na Escola Livre de Teatro, onde passa por diversos núcleos de pesquisa. Gradua-se em Artes Cênicas em 2014 pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua profissionalmente desde 2012 quando integra o Teatro Vento Forte em diversos espetáculos. De 2015 a 2018 integra o Coletivo Estopô Balaio de Criação, Memória e Narrativa como atriz pesquisadora participando de diversos espetáculos, incluindo "A Cidade dos Rios Invisíveis''. Em 2017 integra o espetáculo infantil "As Três Marias". Como musicista, trabalha como cantora na Orquestra de Objetos Desinventados, integrando o Espetáculo infantil “Aquasinestesia”. Em 2021 integra o Grupo Redimunho de Investigação Teatral, participando de diversos projetos como "Woyzeck no Sertão", "Não precisa sobrar nada! (Festival Amparo) e "E o mundo todo é um abismo". Bruna Aragão Se formou como atriz pela Oficina de Atores Nilton Travesso em 2007 e atua na área de produção cultural desde o mesmo ano, participando de diversos workshops e oficinas desde então (clown, comédia dell'arte, butoh, teatro fractal entre outros), além de produzir e atuar nas peças do Grupo Prole, "Homens de Papel" de Plínio Marcos, direção Sérgio Audi (2007 a 2010) e “Boca de Ouro” de Nelson Rodrigues, direção de Flavia Pucci (2012 a 2015) e “Era uma vez um Tirano” de Ana Maria Machado, direção de Bete Dorgam, participou do elenco de “Brasil S.A” (2016) e Escapino-todo mundo conhece um, Direção :Yunes Chami (2017) , 'Macunaíma” com a Confraria de Elephantes (pesquisa do método Biomecânica dos Ritos e teatro fractal),“Siete Grande Hotel” do Grupo Redimunho vencedor do APCA de melhor dramaturgia em 2017 , “Woyzeck – uma desterritorialização em curso”. Atualmente faz parte do Grupo Redimunho de Investigação Teatral.
PROJETO ARQUIVADO.